Eduardo Kokubun
Unesp
A vacinação em Rio Claro avançou alcançando 59.356 pessoas coma primeira dose e 29.657 com a segunda dose em 1/06/2021, que representam cerca de 29% e 14% da população residente no município. Ainda estamos longe da cobertura de 75% com duas doses necessárias do imunizante para controlar a pandemia, conforme estimativa do Instituto Butantã com base na vacinação em massa realizada em Serrana.
Porém, os efeitos por aqui já aparecem. O principal objetivo nesta fase da vacinação no país é o de reduzir os casos mais graves da covid-19 que levam a internações e óbitos nos grupos mais vulneráveis. Rio Claro imunizou idosos com mais de 80 anos em fevereiro, com mais de 70 anos em março e com mais de 60 em abril, superando, no início de maio, a meta de imunizar com pelo menos a primeira dose, os mais de 35 mil idosos. Outros grupos de cerca de 25 mil pessoas, entre profissionais de saúde, de educação, de segurança além de outros também receberam pelo menos uma dose de vacina.
Para encontrar pistas da efetividade da vacinação na pandemia aqui em Rio Claro, dividimos os casos, internações e óbitos em dois grupos de idade: o primeiro de idosos com mais de 60 anos e outro de não idosos, incluindo adultos, adolescentes e crianças com menos de 60 anos. É um procedimento simplificado, mas pode ajudar a entender os efeitos da vacina.
Se a vacinação não tiver nenhum efeito, a proporção de casos, internações e óbitos entre esses dois grupos não mudaria de antes para depois do início da campanha. Por exemplo, até janeiro deste ano, Rio Claro tinha registrado 6.582 casos em não idosos, com menos de 60 anos, e 1.143 casos em idosos. Isso resulta numa razão de 100:17,4, ou seja, para cada 100 casos em não idosos houve 17,4 em idosos. Em fevereiro, primeiro mês com vacinação, ocorreram 839 casos em não idosos. Sem nenhum efeito da vacinação seriam esperados 839 x 17,4 / 100 = 146 casos. Porém, se houver proteção da vacina, haveria menos de 146 casos. Quanto maior a diferença para menos, maior seria o efeito da vacina.
Os gráficos mostram nas colunas verticais, o número de casos observados mês a mês entre os não idosos (em azul) e idosos (em vermelho) a linha tracejada mostra o número esperado de casos seguindo o cálculo que apresentamos. A célula em amarelo na tabela mostra que desde fevereiro, houve 167 casos a menos do que os 6.986 casos que seriam esperados. É uma redução de 2,4% do total de casos esperados para todas as idades e de 16,2% para os idosos.
Com relação às internações, houve 64 em idosos para 100 não idosos antes de janeiro. Em todos os meses depois do início da vacinação observa-se menor número de internações do que o esperado, totalizando 96 no período, ou 7,9% a menos em todas as idades. Se considerarmos somente os idosos, foram 20,3% menos internações.
Os efeitos sobre os óbitos são mais expressivos. Antes da vacinação foram registrados 274 óbitos em idosos para um grupo de 100 não idosos. Com exceção do mês de fevereiro quando houve mais óbitos do que o esperado, houve redução consistente na mortalidade desde o início da vacinação. Até o final de maio, a redução foi de 111 óbitos, que representa 29,8% menos ocorrências do que o esperado. Considerando somente os idosos, a redução foi de 40,7%.
Esta análise é bastante simplificada e baseia-se na premissa de que somente idosos foram parcial ou totalmente imunizados. Não considera nem a vacinação em outros grupos de prioridade, nem a tempo decorrido desde a vacinação, nem a existência de variantes. Porém, é plausível admitir que sem a vacinação, internações e óbitos tivessem aumentado no mês de maio, acompanhando o aumento no número de novos casos que foi de 1.522 para 1.778 (16,8%). Ocorreu o contrário.
Os números também expressam a percepção de que a gravidade da Covid-19 vem aumentando entre os mais jovens. Ouvimos cada vez mais que pessoas jovens foram internadas ou foram a óbito. Em parte, isso pode ser atribuído ao aparecimento de novas variantes. Porém, com a vacinação ocorrendo inicialmente nos mais idosos é também esperado que os casos em mais jovens comecem a ser mais salientes.
Até o momento, somente metade dos vacinados no município receberam a segunda dose, de modo que a o esquema de imunização não se completou. Além disso, há relatos de óbitos mesmo entre aqueles que receberam as duas doses da vacina. Com número de casos ainda elevado, o risco de transmissão do coronavírus continua elevado. No estágio de vacinação que nos encontramos, ela ainda não é capaz de conter a transmissão do vírus.
Se o anúncio do governo do estado de imunizar a toda população adulta até outubro se concretizar, é possível ter um final de ano normal ou muito próximo daquele que conhecíamos.
Adilson Roberto Gonçalves
IPBEN Unesp Rio Claro
Acostumados que estamos na academia às bancas de defesa de teses, dissertações e exames, surpreendeu-nos a forma como a Dra. Nise Yamaguchi foi arguida e respondeu às questões em sua participação na CPI da Pandemia do Senado Federal nesta quarta-feira, 1 de junho.
À parte do conteúdo das respostas, ela pouco pôde responder de forma completa, o que já foi chamado em inglês de manterrupting, a interrupção por homens quando mulheres estão falando. A argumentação dos senadores é que a depoente estava se utilizando da tergiversação para não responder objetivamente ao inquérito, mas houve notório excesso. Pela transcrição da oitiva dá para se notar as dezenas de vezes em que duas vozes falavam simultaneamente, a de um senador inquiridor e a da Dra. Nise (veja aqui).
Defensora da cloroquina e da hidroxicloroquina como medicamentos contra covid-19 no que se chama de tratamento precoce, a Dra. Nise não conseguiu apontar um trabalho científico publicado em revista de expressão na área que corroborasse a versão de que tal tratamento é eficaz. Ela apenas apontou uma série de outros artigos de revistas de menor impacto e relatórios de institutos de pesquisa. O senador Alessandro Vieira informou que um desses projetos conduzidos pela Fundação Henry Ford foi interrompido por total falta de conclusões científicas. Ela entendia que os estudos continuavam válidos.
Mesmo quando inquirida sobre assuntos fundamentais de virologia e infectologia pelo senador Otto Alencar, a Dra. Nise se atrapalhou e cometeu equívocos. Porém a maioria de suas respostas técnicas foi correta, à exceção dos comentários sobre vacinas, atribuindo incertezas que não existem. Novamente, para uma excelente aula sobre vacinas, vejam a entrevista com o professor Osmar Malaspina nos Diálogos Unesp.
Em comparação com depoimentos anteriores quanto ao uso de certas palavras (veja aqui), cloroquina foi mencionada 155 vezes enquanto que vacina 190 vezes, o que correspondem a 40% e 49%, respectivamente, do total de palavras selecionadas. A CPI busca argumentos para evidenciar culpados pela má condução da pandemia e as teses que são apresentadas, como a desta semana justificando a cloroquina em detrimento à vacina, se mostram indefensáveis.
fonte: CSSE, Johns Hopkins University (https://github.com/CSSEGISandData/COVID-19)
Prof. José Alexandre de Jesus Perinotto
(atualizado pela Comissão Editorial em 01/06/2021)
Prof. José Euzébio de Oliveira Souza Aragão
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) inaugurou o site Pesquisa, Inovação e Parcerias para a Agenda 2030 reunindo os programas da Fundação e os projetos apoiados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) durante cerimônia de lançamento da chamada para a constituição de Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CDC-SP).
Detalhes sobre o lançamento na página da Fapesp aqui.
Página: https://ods.fapesp.br/
Sobre os ODS no Brasil, podemos conhecer mais de cada um dos objetivos aqui.
Os ODS fazem parte da Agenda 2030 que consiste em uma “declaração, em um quadro de resultados - os 17 ODS e suas 169 metas -, em uma seção sobre meios de implementação e de parcerias globais, bem como de um roteiro para acompanhamento e revisão. Os ODS são o núcleo da Agenda e deverão ser alcançados até o ano 2030.”
Bibiana Monson de Souza
Bernadete Benetti
UNESP
❤️ Contagie-se com a solidariedade e nos ajude a ajudar ao próximo ❤️
A campanha ADOTE UMA CESTA tem como objetivo arrecadar fundos que serão utilizados na compra de cestas básicas a serem destinadas a família carentes (ou que estão com alguma dificuldade em decorrência a pandemia do Covid-19) cadastradas na campanha Unesp Solidária. #unespRCpelaVida.
Para participar clique aqui
ou acesse pelo endereço https://www.sharity.com.br/adote-uma-cesta--unesp-solidaria--rio-claro-sp?u=bd5c057697ad11eba2270a64e40af16e
Comissão Executiva Anti COVID-19da UNESP Campus de Rio Claro.
Em plena fase vermelha no Estado e sobrecarga de hospitais em todo país,
disse uma aluna:
Quer sair: Quero.
Pode sair: Posso.
Vamos sair: Nem pensar.
Sábias palavras.
O Brasil passou da triste marca de 250 mil mortes em decorrência da Covid-19. Nunca é demais lembrar as recomendações de saúde pública. Veja as orientações do epidemiologista Carlos Magno Fortaleza, da Unesp no vídeo: https://fb.watch/3LoerJ5iYk/
Diálogos Unesp RC entrevistou em 12/1/2021 o Prof. Osmar Malaspina sobre a importância da vacinação contra a Covid-19 disponível no canal dos Diálogos Unesp RC no Youtube.
#unesppelavida
Vídeo novo da campanha Unesp pelas vacinas.
Mensagem da Unesp na campanha pelas vacinas aqui.
A UNESP – Universidade Estadual Paulista é um patrimônio do povo de Rio Claro e de São Paulo. Sua presença, há mais de 60 anos no município, tem impacto altamente positivo em vários aspectos da vida da cidade. A Universidade Pública, ao promover Educação de Qualidade, Pesquisas Científicas Fundamentais e Extensão Universitária para a Comunidade (e dinamizar a economia local), é uma estrutura estadual séria e comprometida com as boas práticas, que visa, sobretudo, a construção da verdadeira cidadania de que tanto o país necessita.
Por isso a UNESP conta com seu apoio e o da comunidade de Rio Claro em suas iniciativas.
Na fase atual, todas as medidas para evitar a transmissão devem ser tomadas.
Ficar em casa se estiver doente
Usar máscaras em locais públicos ou quando estiver perto de pessoas que não moram com você, especialmente se as medidas de distanciamento social são difíceis de cumprir
Manter o distanciamento social de pelo menos 1,5 m
Antes de sair, informar-se sobre medidas de prevenção extra que estão sendo tomadas no local de destino
Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos quando chegar no destino e em casa
Higienizar produtos de compras, sapatos, roupas e quaisquer objetos ANTES de entrar em sua casa
Evitar aglomerações e locais com alta taxa de ocupação
Evitar locais com baixa ventilação ou ambientes fechados
Evitar contato prolongado (maior do que 15 minutos) com outras pessoas principalmente de fora do círculo usual de relacionamento
Evitar locais onde as pessoas falam em voz alta, gritam ou cantam
A campanha para apoio a vulneráveis com arrecadação de alimentos não perecíveis, itens de higiene pessoal, limpeza e agasalhos continua em andamento.
Os pontos onde os produtos podem ser doados são:
* Portaria da UNESP - Av 24-A, 1515
- Bairro Bela Vista.
* Pantoja Supermercados - Lojas 1 e 2
* Rotisserie DISK FRANGO Rio Claro - Av. 1, 503. Centro
Grupo Apoio Social
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Envie sugestões ou dúvidas preenchendo esse breve formulário
BOLETIM ANTI COVID-19, Rio Claro: Unesp, n. 110, junho 2021. Disponível em: https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ed_anteriores/bac-110-01062021. Acesso em [dia / mês (abreviado) / ano]
Diretor do Instituto de Biociências da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. José Euzébio de Oliveira Souza Aragão
Diretor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. Edson Denis Leonel
Presidente do CEAC-19:
Prof. Dr. José Roberto Gnecco
Editores:
Eduardo Kokubun
Eugenio Maria de França Ramos
Márcia Correa Bueno Degasperi
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Colaboradores:
Bibiana Monson de Souza
Bernadete Benetti
Roberto Goitein
Artes e diagramação:
Arianne Dechen Silva
Mateus Fernando Silva Sales
Lucas Massensini de Azevedo
Angela Ferraz
Vídeos (Lives e Mini-Lives)
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Felipe Renger Ré
Lucas Henrique Silvestrin
Osmar Malaspina