Dra. Suzi Berbert
Eduardo Kokubun
UNESP
"Tomei a vacina do Butantã
para valorizar a instituição,
que teve sua imagem tão criticada
na Pandemia".
Foi com essa fala que começou o bate papo do BAC com a Dra. Suzi Berbert, Diretora de Vigilância em Saúde da Fundação/Secretaria Municipal de Saúde de Rio Claro. Prebisteriana, casada com pastor de mesma igreja, não vê a hora de ter a pandemia controlada para voltar aos cultos, suspensos há quase um ano de quarentena. À frente do combate ao novo coronavírus no Município, contou ao BAC os desafios que vem enfrentando no controle e mais recentemente na vacinação contra a doença. Veja um breve relato da conversa.
Segundo a Dra. Suzi, Rio Claro vem seguindo as diretrizes nacional e estadual de vacinação. A quantidade de doses é definida pelo estado e o município as recebe com orientações sobre as prioridades. Porém, não há um cronograma claramente estabelecido pelo estado. As primeiras grades foram destinadas ao profissionais de saúde, principalmente na linha de frente. Contudo, na orientação do estado há um leque muito amplo que se enquadram como profissional de saúde: pelo menos 23 profissões além de outros que envolvem trabalhadores que atuam na saúde, como recepcionistas, profissionais de limpeza e outros.
O planejamento inicial era realizar o pré-agendamento da vacinação, utilizando um aplicativo próprio do município, que seria complementar ao Vacina Já do Estado. Mas, já na primeira semana de vacinação viu-se que era necessário trocar a roda com o carro em movimento. A operacionalização do pré-agendamento se mostrou muito difícil e corria-se o risco de travar a vacinação e ajuste foram feitos para conciliar o pré-agendamento com a livre demanda.
Dra Suzi conta que desde o início era esperado que a pandemia se espalhasse da capital para o interior, e com o tempo, todos os municípios seriam igualmente atingidos. Parafraseando um prefeito da região repete, todo mundo vai ficar doente. É um tsunami que saiu de São Paulo e foi se interiorizando. O município fez planos para controlar a pandemia e minimizar seus efeitos. Porém, assim como com a vacinação, há muitas dificuldades na operacionalização do que é planejado, além da falta de uma conduta única para a pandemia, sobretudo do Governo Federal.
A segunda onda chegou com muito mais intensidade do que era esperada e tomando a administração da saúde de surpresa. Reconhece que há muita dificuldade de manter a população seguindo as medidas de distanciamento e higiene por tanto tempo. Além disso, o controle da pandemia não depende apenas de aspectos técnicos exclusivos da saúde. Citando a educação, a Dra. Suzi pondera que, com as escolas fechadas, os danos para as crianças talvez superem os riscos para a saúde. A estrutura familiar precisa ser considerada, a necessidade de utilizar o transporte público, a estrutura e a densidade de alunos na escola. Trata-se de decisão complexa e difícil de ser tomada para a qual não tem uma resposta definitiva.
Ao longo de toda pandemia, tem sido feito um esforço para esclarecer a população e fiscalizar o cumprimento às normas da quarentena. A fiscalização vem sendo feito procurando ponderar os indicadores epidemiológicos. No entanto, a demanda de fiscalização e recursos às penalidades aplicadas vem sobrecarregando tanto a Vigilância Sanitária como a Guarda Municipal. E chama a atenção: "Não haveria necessidade de fechamento se as pessoas tivessem bom senso".
No momento deste bate papo, a segunda onda, que quase alcança os números da primeira, vem se mostrando menos grave, com menor ocupação de leitos, principalmente UTIs e atingindo os mais jovens. Porém, não teria um prognóstico de como a pandemia deve avançar. A expectativa é que com a vacinação avançando, principalmente alcançando os mais idosos, a mortalidade desabe, com os novos casos mantendo a atual toada.
Uma das formas consideradas mais eficazes para o controle da pandemia consiste em identificar casos e imediatamente identificar e isolar outros que tiveram contato com o infectado. Segundo a Dra. Suzi, Rio Claro elaborou em novembro do ano passado um plano de rastreamento de casos que está funcionando em algumas ilhas, mas ainda precisa de muito aperfeiçoamento, tanto de estrutura como também de recursos humanos. Enfática, ela deposita muita esperança no esforço que a gestão da Atenção Básica vem fazendo nesse sentido.
Lembra que um dos pilares do rastreamento é o correto diagnóstico dos casos de Covid-19, que não podem se basear somente na testagem. Ela esclarece que o número de testes com resultados falso-negativos, aqueles que mesmo com a pessoa doente não detectam nem a presença do vírus, nem a do anticorpo é muito grande. No cenário epidemiológico que estamos, a presença de sintomas clássicos da Covid-19 já dariam segurança da presença da doença. Porém, essa conduta não vem sendo seguida por muitos profissionais. Sem o diagnóstico de casos positivos, prossegue, o rastreamento de contatos fica prejudicado.
Há também a necessidade de melhorar a qualificação e infraestrutura da atenção básica nas Unidades de Saúde da Família e das Unidades Básicas de Saúde, que são responsáveis pelo rastreamento. A existência de uma única linha de telefone é um exemplo da dificuldade, já que elas são utilizadas também para outra finalidades, como o agendamento de vacinas.
Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
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Márcia Correa Bueno Degasperi
Unesp
Nesta semana, comemoramos o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de Fevereiro.
Para iniciar a semana falando da importância de promover uma maior participação de mulheres na ciência, apresentamos o Podcast elaborado pelos projetos apoiados pelo CNPq no âmbito da Chamada Nº 31/2018 - Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação do CNPq/Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações
Essa chamada foi lançada pelo CNPq em 2018 com o objetivo de apoiar iniciativas que incentivem a inserção de meninas nas ciências e contemplou 118 projetos em todo o país, envolvendo alunas de escolas públicas de ensino médio e instituições de pesquisa.
Conheça, ouça e compartilhe!
Link da live no Youtube aqui.
Link do Instagram: #mulheresemeninasnaciencia
CNPq: https://www.gov.br/cnpq/pt-br
Diálogos Unesp RC entrevistou em 12/1/2021 o Prof. Osmar Malaspina sobre a importância da vacinação contra a Covid-19. O vídeo está disponível no canal dos Diálogos no Youtube.
Na quinta-feira, dia 7 de janeiro de 2021, superamos a marca de 200.000 brasileiros que perderam a vida em casos da COVID-19 desde o início do ano de 2020, segundo estatísticas oficiais.
Prof. José Alexandre de Jesus Perinotto
A UNESP – Universidade Estadual Paulista é um patrimônio do povo de Rio Claro e de São Paulo. Sua presença, há mais de 60 anos no município, tem impacto altamente positivo em vários aspectos da vida da cidade. A Universidade Pública, ao promover Educação de Qualidade, Pesquisas Científicas Fundamentais e Extensão Universitária para a Comunidade (e dinamizar a economia local), é uma estrutura estadual séria e comprometida com as boas práticas, que visa, sobretudo, a construção da verdadeira cidadania de que tanto o país necessita.
Por isso a UNESP conta com seu apoio e o da comunidade de Rio Claro em suas iniciativas.
Na fase atual, todas as medidas para evitar a transmissão devem ser tomadas.
Ficar em casa se estiver doente
Usar máscaras em locais públicos ou quando estiver perto de pessoas que não moram com você, especialmente se as medidas de distanciamento social são difíceis de cumprir
Manter o distanciamento social de pelo menos 1,5 m
Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos quando chegar no destino e em casa
Antes de sair, informar-se sobre medidas de prevenção extra que estão sendo tomadas no local de destino
Evitar aglomerações e locais com alta taxa de ocupação
Evitar locais com baixa ventilação ou ambientes fechados
Evitar contato prolongado (maior do que 15 minutos) com outras pessoas principalmente de fora do círculo usual de relacionamento
Evitar locais onde as pessoas falam em voz alta, gritam ou cantam
Fazer a higiene usual de produtos de compras, sapatos, roupas e outros objetos
A campanha para apoio a vulneráveis com arrecadação de alimentos não perecíveis, itens de higiene pessoal, limpeza e agasalhos continua em andamento.
Os pontos onde os produtos podem ser doados são:
* Portaria da UNESP - Av 24-A, 1515
- Bairro Bela Vista.
* Pantoja Supermercados - Lojas 1 e 2
* Rotisserie DISK FRANGO Rio Claro - Av. 1, 503. Centro
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BOLETIM ANTI COVID-19, Rio Claro: Unesp, n. 80, fevereiro 2021. Disponível em: https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ed_anteriores/bac-81-09022021. Acesso em [dia / mês (abreviado) / ano]
Diretor do Instituto de Biociências da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. José Euzébio de Oliveira Souza Aragão
Diretor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp-Rio Claro:
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Prof. Dr. José Roberto Gnecco
Editores:
Eduardo Kokubun
Eugenio Maria de França Ramos
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Colaboradores:
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Roberto Goitein
Artes e diagramação:
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Osmar Malaspina