Antes da Pandemia essa populações já estavam em uma posição muito vulnerável, vendo seus modos de vida ameaçados. Com o desmonte sistemático dos órgãos ambientais e da FUNAI, bem como mudanças deletérias na legislação ambiental, houve aumento das invasões em suas terras, do desmatamento, da grilagem e do garimpo.
Até pensei, a princípio, que durante a pandemia essa sanha destruidora iria diminuir; afinal estamos todos sendo afetados por uma emergência seríssima de saúde pública.
Ingenuidade minha.
Em vez de dar uma trégua, a incivilidade e a barbárie em relação aos povos tradicionais e ao meio ambiente só aumentaram. Na verdade, a pandemia serviu para exacerbar o desmatamento e as invasões na Amazônia e em outras regiões do país.
Os povos indígenas sempre foram muito suscetíveis às doenças dos não-índios e esse foi um fator importantíssimo, entre outros, para a dizimação de suas populações no Brasil desde o início da colonização pelos ibéricos. Agora, sem poder manter suas atividades tradicionais, mal assistidos pelo poder público, eles tentam se isolar para evitar o contágio. O que está ficando cada vez mais difícil, com o aumento dos invasores em suas terras. Dessa vez, não apenas levando a morte pela espingarda, mas também pelo coronavírus. Os índios pedem socorro. O Instituto Socioambiental (ISA) disponibilizou um link para quem tiver vontade de saber mais e também de ajudar. Copio aqui: https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/saiba-como-ajudar-indigenas-e-povos-da-floresta-no-combate-ao-coronavirus
Somos seres sociais e precisamos de convívio para manter a saúde mental. Mais do que o medo da incerteza, a ansiedade do amanhã e a dificuldade de se adaptar à nova rotina em casa, a solidão surge como uma vilã do isolamento social. Neste momento, o que precisamos é amenizar o impacto emocional, alinhar os pensamentos, e de forma racional, tomar decisões e colocar em prática ações que auxiliem no equilíbrio emocional.
Mas, como posso fazer isso?
- Comece usando a tecnologia a seu favor, mantenha o distanciamento físico, mas sustente as relações sociais. Converse com amigos e familiares, fale e escute também, você perceberá que não está sozinho.
- Pratique a empatia. Desenvolva o hábito de se pôr no lugar do outro antes de falar ou de tomar alguma atitude. Conseguir conter seus próprios impulsos evita brigas e discussões, principalmente, com quem você mantêm o convívio em casa.
- Cuidado com as redes sociais, noticiários e programas que aumentam o pânico e geram caos, evite o excesso de informações ruins e a propagação de notícias falsas.
- Trace um plano para seu dia e para sua semana, crie uma nova rotina de vida, mas mantenha seus horários de antes da quarentena. Continue com as refeições como antes, seu horário de dormir e de acordar, mostre para seu corpo físico que está tudo bem.
- Aprenda a relaxar. A correria de antes era realizada no piloto automático, hoje você pode parar para pensar. Portanto, pense em atividades que te façam bem, que te relaxa e comece a colocar em prática esse hobby.
- Evite pensamentos que não levam a lugar nenhum, o futuro é incerto sim e o fato de pensar nele não irá alterá-lo. Preocupe-se com o hoje, viva o hoje, amanhã é outro dia.
- A Política Nacional das Práticas Integrativas e Complementares, do Ministério da Saúde, propõe a implementação de terapias alternativas como recurso que auxilia no aumento da qualidade de vida, saúde e bem-estar. Muitas delas você pode fazer em casa como meditação guiada, uso de óleos essenciais (aromaterapia), práticas corporais da medicina chinesa, dentre outras.
- Aprenda a respirar. Crie o hábito de praticar a respiração consciente algumas vezes no dia, inspirar lentamente, expandir a caixa torácica e expirar, acalma a mente.
- Por último, quando pensamentos negativos surgirem, interrompa-os com uma frase de sabedoria: “calma, isso também vai passar”.
Juliana Stoppa Menezes Rodrigues
@karui_terapias_alternativas
@jurodriguesaromaterapia
Pouco sabemos sobre o novo coronavírus e os modelos que são estudados se baseiam no conhecimento anterior de vírus semelhantes. Assim, desenvolver uma vacina é difícil. Medicamentos de controle, prevenção ou redução dos efeitos do vírus foram testados, mas os efeitos adversos foram piores, quando comparado com alguma melhora que possa haver.
Indico um exercício interessante: leia a bula de um remédio que você usa normalmente, usando um dicionário, porque os termos são técnicos e de difícil compreensão. Veja o quanto foi estudado para garantir que o medicamento possa ser aplicado contra algum mal, mas também confira todos os efeitos colaterais. Quem desenvolveu o remédio teve de fazer todos esses estudos para garantir que não estaria vendendo um veneno. Mesmo assim, há casos de complicações. É o que vemos, por exemplo, com o uso da cloroquina e hidroxicloroquina, sem comprovação de sua atuação. São remédios importantes para outros tipos de doença e podem até possuir algum efeito contra a covid-19, mas não é com achismos que isso se determina. E testes clínicos não podem ser feitos na correria, sem controle. Poucos devem se lembrar do caso da talidomida, um remédio contra enjôos da gravidez que causou casos de deformação de bebês porque não foi purificado adequadamente.
O melhor que podemos fazer no momento é ficar em casa para evitar a proliferação do vírus, desafogando lá na frente a demanda por leitos hospitalares e equipamentos de tratamento intensivo. A higienização das mãos, do rosto e de todos os materiais com o que temos contato – incluindo os alimentos – forma uma boa barreira para o vírus. Assim, estamos gastando menos com transporte e mais com água e energia elétrica. Lembremos que a questão econômica é importante, mas a vida vem em primeiro lugar.
Infelizmente, o combate à pandemia no Brasil se transformou em guerra de discursos e houve politização indesejada da questão. Não possuímos liderança como os países da Europa, da Ásia e da Oceania, regiões que passaram ou estão passando pelos picos de contágio e mortes devido à doença. Lá houve uma série de erros, com mortes desnecessárias, mas parece que rapidamente aprenderam a lição e praticaram as medidas de contenção, com isolamento social. Não há fórmula pronta para aquilo que não conhecemos, mas negar as soluções científicas e médicas, como está acontecendo em nosso país, é, com certeza, a pior das condutas.
Adilson Roberto Gonçalves
Pesquisador do Instituto de Pesquisa em Bioenergia
UNESP, Rio Claro
O ator Rodrigo Santoro publicou em seu Instagram uma homenagem ao povo brasileiro através da arte e cultura. Uma homenagem a artistas, cantores, atores, escritores falecidos recentemente, muitos vítimas do Covid-19.
Vale a pena conferir. Link aqui
Qual a duração do vírus em contato com superfícies diferentes?
Quais os cuidados necessários?
Átila Iamarino comenta sobre o assunto a partir de pesquisas publicadas.
“O vírus dura mais em algumas superfícies como plástico e metal. Em outras como papelão, tecidos como algodão e nosso cabelo, o problema parece ser menor. Segue uma explicação do que mais preocupa.”
Pesquisa: Luiza Toledo
Apoio @institutoserrapilheira
van Doremalen, N., Bushmaker, T., Morris, D. H., Holbrook, M. G., Gamble, A., Williamson, B. N., ... & Lloyd-Smith, J. O. (2020). Aerosol and surface stability of SARS-CoV-2 as compared with SARS-CoV-1. New England Journal of Medicine.
https://doi.org/10.1056/NEJMc2004973
Kampf, G., Todt, D., Pfaender, S., & Steinmann, E. (2020). Persistence of coronaviruses on inanimate surfaces and its inactivation with biocidal agents. Journal of Hospital Infection.
https://doi.org/10.1016/j.jhin.2020.01.022
SLewis, D. (2020). Is the coronavirus airborne? Experts can’t agree. Nature, 580(7802), 175.
https://doi.org/10.1038/d41586-020-00974-w
BOLETIM ANTI COVID-19, Rio Claro: Unesp, n. 11, maio 2020. Disponível em:
https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ed_anteriores/bac-11-11052020. Acesso em [dia / mês (abreviado) / ano]