No Brasil, os novos casos e mortes pela Covid-19 vem se reduzindo rapidamente. Como o país é grande, o comportamento da pandemia não é igual em todas as regiões, estados ou municípios. Comparando com a evolução da pandemia na Europa, não chegamos ao final da primeira onda ainda. Por lá, o número de casos aumentou em março, despencou em junho e manteve-se baixo até setembro. No Brasil os números ainda estão se reduzindo, sem ainda ter estabilizado com número de casos ainda altos, com a pandemia apresentando força parecida com a de maio.
O mesmo ocorre com o número de mortes pela Covid. Em março, a Europa registrou um pico de quase 6 mortes por dia por milhão de habitantes em março, enquanto no Brasil começava a crescer. Entre maio e agosto, o número de mortes diminuiu e estabilizou-se no continente Europeu em menos de 1 morte diária por milhão de habitantes. Por aqui, aumentou e estabilização em cerca de 5 mortes diárias. O que ocorreu no Brasil no meio do ano é uma imagem invertida da Europa: diminui por lá, cresce por aqui, estabiliza baixinho lá e alto por aqui, aumenta lá e diminui aqui.
Se o espelho continuar, o Brasil terá baixos números de casos e mortes pela Covid-19 por algum tempo: talvez até o ano novo, ou quem sabe até o próximo carnaval. Contudo, esses mesmos grandes eventos no calendário representam ameaças, tanto quanto a segunda onda na Europa.
Por lá, os especialistas apontam que o relaxamento das medidas de distanciamento ocorreu precocemente. Deveriam ter esperado mais. Em muitos países, como França, Espanha e até mesmo a exemplar Alemanha, o relaxamento teria ocorrido antes de se atingir número suficientemente baixo. Além disso, com a população exibindo fadiga do isolamento, as autoridades teriam demorado a tomar medidas sanitárias necessárias.
Temos muitas fragilidades aqui no Brasil: o número de testes realizados por aqui é muito baixo, o rastreamento de contatos próximos de casos e quarentena de possíveis contatos não é realizado, autoridades não convergem sobre medidas de prevenção. Disso resulta uma adesão muito baixa a duas medidas de proteção que as pessoas podem adotar: o uso de máscaras e distanciamento social. Os mapas abaixo foram produzidos pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), que faz análises e projeções independentes da pandemia no mundo. Quanto mais escuro o país, maior é a adesão ao uso de máscaras e ao distanciamento social. O Brasil está mal nos dois quesitos.
Das nove candidaturas registradas para concorrer à Prefeitura de Rio Claro em 2020, apenas seis apresentam propostas de governo, conforme o site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em consulta feita em 9 de novembro.
Desse total, três incluíram explicitamente a Covid-19 e a pandemia do novo coronavírus como elementos para discussão, contraponto ou doença a ser combatida nos próximos quatro anos, referente ao próximo mandato. Assim, a saúde está presente nas propostas, com destaques para a importância da Fundação Municipal da Saúde e do Sistema Único de Saúde (SUS). As convenções partidárias, definição e registros de candidaturas aconteceram durante a pandemia.
Foi realizado um levantamento semiquantitativo das menções à saúde nas propostas em relação à dimensão total dos documentos, sem discriminar partido ou candidato. Não foi seguida uma metodologia padronizada, apenas acompanhando a que foi utilizada em outros levantamentos realizados para a questão cultural (exemplos para os municípios de Campinas e Bauru podem ser vistos nos links destacados).
As seis propostas de governo à Prefeitura de Rio Claro totalizam 116 páginas e a menção à saúde variou de 1,1% a 21,9%, contados na forma de linhas em relação ao total de linhas do texto, com média de 8,5%. Porém, o desvio-padrão foi muito grande, da mesma dimensão da média, seguindo a variação dessas porcentagens. Retirando os dois extremos de valores (1,1% e 21,9%) a média cai para 7% e o desvio padrão fica em valor razoável de 2%.
Fazendo uma comparação com as seis candidaturas de 2016, verifica-se que cinco apresentaram propostas de governo registradas no TSE. A palavra saúde apareceu 138 vezes nas 112 páginas. A menção à saúde variou de 6,1% a 12,5%, com média 8,3% e desvio padrão de 2,5%, seguindo a mesma metodologia usada para as propostas de 2020.
Comparando o conjunto de propostas de 2016 e de 2020, nota-se que não houve variação expressiva da importância da saúde nos documentos apresentados (8,3% e 8,5%).
A evolução das propostas de governo de candidatos específicos pôde ser avaliada apenas para uma única candidatura, comum às duas eleições de 2016 e 2020, o que não se constitui base estatística, apenas foi realizada a título de comparação. Em quatro anos, a menção à saúde nessa proposta subiu de 6,9% para 7,8%. Em 2016 foi eleita a proposta que apresentou maior porcentagem de menções à saúde (12,5%) entre as seis candidaturas à Prefeitura de Rio Claro.
Divulgação Científica e as Mídias Sociais - será o tema do próximo webinar promovido pela ACIESP, com as participações de Hugo Aguilaniu (Diretor-Presidente do Serrapilheira), Ildeu Moreira (Presidente da SBPC) e Moura Netto (Vice-Presidente da RedeComCiência). A discussão será sobre a importância da divulgação científica na era das mídias sociais. Como fortalecer o papel protagonista da ciência em uma sociedade que precisa de políticas públicas com bases científicas sólidas? Como fazer chegar a ciência mais diretamente à população? Quais os caminhos para reduzir a disseminação de desinformação e notícias falsas relacionadas à pesquisa e às descobertas científicas?
Quinta-feira, 12/11, às 16h
Transmissão ao vivo pelo YouTube: https://youtu.be/T6v9mwO4y3g
Instituto Serrapilheira SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência Rede Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Ciência
Na semana passada, 5 de novembro, foi comemorado o Dia Mundial da Preservação Digital.
O tema deste ano, escolhido pela Digital Preservation Coalition (DCP), é "Digits: for Good" e, preocupados com a pandemia, a discussão “refere-se ao trabalho, à resiliência e à capacidade de resposta de especialistas que permitirão que a pesquisa e o desenvolvimento de dados usados para encontrar a vacina para a COVID-19 sejam preservados, partilhados e estudados”.
O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), por meio da Rede Brasileira de Serviços de Preservação Digital (Cariniana) e do grupo de Pesquisa Dríade organizou evento virtual para discussão do tema.
Mais detalhes aqui.
Para assistir, clique aqui.
A UNESP – Universidade Estadual Paulista é um patrimônio do povo de Rio Claro e de São Paulo. Sua presença, há mais de 60 anos no município, tem impacto altamente positivo em vários aspectos da vida da cidade. A Universidade Pública, ao promover Educação de Qualidade, Pesquisas Científicas Fundamentais e Extensão Universitária para a Comunidade (e dinamizar a economia local), é uma estrutura estadual séria e comprometida com as boas práticas, que visa, sobretudo, a construção da verdadeira cidadania de que tanto o país necessita.
Por isso a UNESP conta com seu apoio e o da comunidade de Rio Claro em suas iniciativas.
Dados de 22/10/2020 mostram que em uma semana o número de novos casos, internações e óbitos se estabilizaram. Embora baixos, os números ainda são maiores que em 01/06/2020 quando o Plano São Paulo foi adotado no Estado.
Com base em informações fornecidas pelas Secretarias de Saúde do Município de Rio Claro e do Estado de São Paulo, são apresentados gráficos de tendências e evolução da pandemia, desde a confirmação do primeiro caso.
Na fase verde, todas as medidas para evitar a transmissão devem ser tomadas.
Ficar em casa se estiver doente
Usar máscaras em locais públicos ou quando estiver perto de pessoas que não moram com você, especialmente se as medidas de distanciamento social são difíceis de cumprir
Manter o distanciamento social de pelo menos 1,5 m
Antes de sair, informar-se sobre medidas de prevenção extra que estão sendo tomadas no local de destino
Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos quando chegar no destino e em casa
Higienizar produtos de compras, sapatos, roupas e quaisquer objetos ANTES de entrar em sua casa
Evitar aglomerações e locais com alta taxa de ocupação
Evitar locais com baixa ventilação ou ambientes fechados
Evitar contato prolongado (maior do que 15 minutos) com outras pessoas principalmente de fora do círculo usual de relacionamento
Evitar locais onde as pessoas falam em voz alta, gritam ou cantam
BOLETIM ANTI COVID-19, Rio Claro: Unesp, n. 59, novembro 2020. Disponível em: https://sites.google.com/unesp.br/boletim-anti-covid-19/ed_anteriores/bac-59-10112020. Acesso em [dia / mês (abreviado) / ano]
Diretor do Instituto de Biociências da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. José Euzébio de Oliveira Souza Aragão
Diretor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp-Rio Claro:
Prof. Dr. José Alexandre de Jesus Perinotto
Presidente do CEAC-19:
Prof. Dr. José Roberto Gnecco
Editores:
Eduardo Kokubun
Eugenio Maria de França Ramos
Márcia Correa Bueno Degasperi
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Colaboradores:
Bibiana Monson de Souza
Bernadete Benetti
Igor Salomão Monteiro
Roberto Goitein
Maria Christina Amoroso
Auro Aparecido Mendes
José Eduardo F. Ramos
Jamil Viana Pereira
Artes e diagramação:
Arianne Dechen Silva
Mateus Fernando Silva Sales
Lucas Massensini de Azevedo
Angela Ferraz
Vídeos (Lives e Mini-Lives)
Lucas Massensini de Azevedo
Adilson Roberto Gonçalves
Felipe Renger Ré
Lucas Henrique Silvestrin
Osmar Malaspina