Lake George (2024)
O enredo segue Don (Shea Whigham), um ex-presidiário quebrado, física e emocionalmente, que tenta cobrar uma dívida de Armen (Glenn Fleshler), um gângster em Los Angeles. Don se vê obrigado a matar Phyllis (Carrie Coon), ex-namorada de Armen, mas em vez disso, ele e Phyllis decidem se unir para roubar o gângster e tentar um novo começo.
Dirigido por
Roteiro de
Elenco
Produzido por
Cleta Elaine Ellington...produtor
Michael Hillman...produtor executivo
Bennett LeBarre...co-produtor
Joey Oglesby...produtor
Tim Ogletree...produtor associado
Jeffrey Reiner...produtor
David DeGrow Shotwell...co-produtor
Bernie Stern...produtor de linha / produtor
Jessica To...produtor associado
Brent Wilson...produtor executivo
Música por
Cinematografia por
Edição por
Design de produção por
Decoração de cenário por
Figurino por
Central Casting (elenco de extras)
Tempo de duração
1 h 58 min (118 min)
Cor
Colorido
Distrito de Los Angeles, Califórnia, EUA
Sul da Califórnia, Califórnia, EUA
Glendale, Califórnia, EUA
Alabama Hills, Lone Pine, Califórnia, EUA
Lone Pine, Califórnia, EUA
9 de junho de 2024 (Tribeca Film Festival)
6 de dezembro de 2024 (internet)
Fonte: https://www.imdb.com/title/tt29536384/reference/
Resenha (Redigida com o auxílio de ChatGPT)
Lake George, o mais recente trabalho de Jeffrey Reiner, marca um retorno significativo do diretor ao cinema independente, após décadas dedicadas à televisão. Este neo-noir traz uma abordagem nostálgica e, ao mesmo tempo, uma subversão inteligente de clichês de gênero, resultando em uma experiência que surpreende pela profundidade emocional e pelo humor negro.
O enredo segue Don (Shea Whigham), um ex-presidiário quebrado, física e emocionalmente, que tenta cobrar uma dívida de Armen (Glenn Fleshler), um gângster em Los Angeles. Don se vê obrigado a matar Phyllis (Carrie Coon), ex-namorada de Armen, mas em vez disso, ele e Phyllis decidem se unir para roubar o gângster e tentar um novo começo. A premissa é reconhecidamente familiar para fãs de noir, mas Reiner transforma o previsível em algo intimamente humano e refrescante. A relação central entre Don e Phyllis evita os tropos tradicionais. Phyllis, interpretada com maestria por Coon, exibe um comportamento egoísta e compulsivo, mas não se encaixa no arquétipo da femme fatale. Don, por outro lado, é um homem frágil e desiludido, cuja vulnerabilidade e bondade emergem de maneira tocante.
Shea Whigham, conhecido por papéis coadjuvantes em obras de prestígio, brilha aqui como protagonista. Seu retrato de Don é sutil e comovente, transmitindo o desespero de alguém que perdeu tudo, mas ainda busca um resquício de redenção. Coon, por sua vez, infunde em Phyllis um charme despretensioso e uma camada de humanidade que a impede de ser vista apenas como manipuladora. Juntos, eles formam uma dupla cativante, cujas interações oscilam entre o humor e a melancolia.
Lake George também é notável por seu tom. A violência gráfica, incluindo uma cena em um cofre que envolve dedos amputados e barras de ouro, é balanceada por momentos de humor discreto, reminiscente do estilo dos irmãos Coen. Essas escolhas estilísticas dão ao filme um ar de tragicomédia, onde mesmo os personagens mais violentos, como os capangas Armen e Harout, carregam um certo pathos.
A cinematografia de Tod Campbell merece destaque, evoluindo de quadros simples para paisagens mais grandiosas, refletindo a jornada emocional dos personagens. A trilha sonora de Rene Boscio, com sua textura bluesy e jazzística, complementa perfeitamente a atmosfera do filme, capturando tanto sua melancolia quanto seus momentos mais leves.
Embora a narrativa não reinvente o gênero, o que a torna especial é sua execução. O roteiro evita o sentimentalismo, mas revela um coração surpreendente. As reviravoltas, embora discretas, mantêm o espectador intrigado, enquanto a relação central entre Don e Phyllis oferece um estudo de personagens raro em filmes desse tipo. No final, o filme não se trata apenas de um roubo ou de fugir da máfia; trata-se de encontrar algo pelo qual viver, mesmo quando tudo parece perdido.
Lake George é uma obra modesta, mas profundamente envolvente, que lembra os clássicos do noir enquanto traça seu próprio caminho. É um lembrete de que mesmo histórias conhecidas podem ser revitalizadas quando contadas com autenticidade e habilidade. Para aqueles que buscam algo além dos thrillers de alto orçamento e narrativas previsíveis, este filme é um refúgio bem-vindo.