A Última Sessão de Cinema
The Last Picture Show
(1971)
Directed by
Written by
Larry McMurtry...(screenplay by) (based on the novel by)
Peter Bogdanovich...(screenplay by)
Produced by
Stephen J. Friedman...producer (produced by)
Bob Rafelson...producer (uncredited)
Bert Schneider...executive producer
Harold Schneider...associate producer
Cast verified as complete
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Sonny Crawford
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Duane Jackson
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Jacy Farrow
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Sam the Lion
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Ruth Popper
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Lois Farrow
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Genevieve
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Abilene
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Billy
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Charlene Duggs (as Sharon Taggart)
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Lester Marlow
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The Sheriff
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Coach Popper
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Joe Bob Blanton
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Miss Mosey
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Bobby Sheen
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Jimmie Sue
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Leroy
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Gene Farrow
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Teacher
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Mrs. Clarg (as Janice O'Malley)
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Oklahoma Patrolman
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Annie-Annie Martin
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Chester
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Winnie Snips
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Mrs. Jackson
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Jackie Lee French
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Monroe
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Johnny
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Nurse
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Andy Fanner
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Mr. Crawford
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Marlene
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Agnes
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Bud
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Ken
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Cowboy in Cafe
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Truck Driver
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Oil Pumper
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Brother Blanton
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Tommy Logan
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Larry
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1st Mechanic
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Roughneck Driver
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Cowboy
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Gas Station Man
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The Leon Miller Band
Rest of cast listed alphabetically:
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DJ (uncredited) (voice)
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Roughneck in Truck (uncredited)
Music by
Bob Wills and His Texas Playboys...(archiveFootage)
Phil Harris...(archiveFootage)
Johnny Standley...(archiveFootage)
Hank Thompson...(archiveFootage)
Cinematography by
Robert Surtees...director of photography
Film Editing by
Peter Bogdanovich...(uncredited)
Casting By
Ross Brown...(casting)
Production Design by
Polly Platt...(design)
Art Direction by
Costume Design by
Polly Platt...(uncredited)
Production Companies
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Resenha por ChatGPT
19/12/2024
“A Última Sessão de Cinema” (The Last Picture Show), lançado em 1971 sob a direção de Peter Bogdanovich, é uma obra singular que captura a melancolia de uma juventude em transição e o ocaso de uma era. Ambientado nos anos 1950, na fictícia cidade texana de Anarene, o filme acompanha um grupo de adolescentes lidando com suas insatisfações e dilemas enquanto enfrentam a monotonia e as limitações de um lugar que parece congelado no tempo. O enredo gira principalmente em torno de Sonny (Timothy Bottoms) e Duane (Jeff Bridges), melhores amigos que buscam preencher o vazio de suas vidas com romances complicados e sonhos que, invariavelmente, parecem fora de alcance.
Sonny, inquieto e introspectivo, envolve-se com Ruth Popper (Cloris Leachman), uma mulher madura presa a um casamento infeliz, enquanto Duane enfrenta as reviravoltas de sua relação com Jacy Farrow (Cybill Shepherd), uma jovem rica e sedutora que sonha com uma vida além das fronteiras de Anarene. Paralelamente, Sam the Lion (Ben Johnson), o proprietário do cinema local, atua como uma figura paterna e moral na cidade, com sua presença irradiando um senso de integridade e nostalgia por um tempo que já passou. A narrativa, embora centrada nos jovens, transcende suas histórias individuais para retratar as dinâmicas de uma comunidade inteira à beira da estagnação.
Rodado em preto e branco, o filme transmite uma atmosfera de perda e decadência que dialoga com o estado emocional dos personagens. A fotografia não apenas reforça o sentimento de nostalgia, mas também transforma os espaços físicos, como o cinema que está prestes a fechar, em símbolos poderosos do declínio cultural e da passagem do tempo. Peter Bogdanovich conduz a história com uma sensibilidade que evita o melodrama, optando por uma abordagem mais naturalista, em que os silêncios e os olhares dizem tanto quanto os diálogos.
O filme recebeu amplo reconhecimento crítico e foi indicado a oito Oscars, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado. Cloris Leachman e Ben Johnson, merecidamente, venceram as categorias de atuação coadjuvante, entregando performances que marcam profundamente o espectador. Johnson, em particular, tem um momento inesquecível em um monólogo à beira do lago, onde transmite, com poucas palavras, toda a dor de um homem que viu seus sonhos desvanecerem. Leachman, por sua vez, dá vida a Ruth com uma profundidade rara, oscilando entre fragilidade e força de maneira comovente.
Além das atuações, a trilha sonora composta por canções icônicas dos anos 1950, como “Cold, Cold Heart” de Hank Williams, enriquece a narrativa, funcionando como um elo entre os personagens e o contexto histórico em que estão inseridos. Esses detalhes ajudam a tornar o filme uma experiência sensorial que vai além da mera observação; ele convida o público a sentir a passagem do tempo e as mudanças culturais que moldaram aquela geração.
Mais do que um retrato da juventude e de seus conflitos, “A Última Sessão de Cinema” é um estudo sobre a impermanência e os ciclos inevitáveis da vida. Ele não apenas celebra o cinema como um lugar de sonhos e escapismo, mas também lamenta sua obsolescência em um mundo que segue em frente, nem sempre para melhor. Peter Bogdanovich cria uma obra que, com sua honestidade e sutileza, nos lembra que, mesmo em meio à perda e à nostalgia, há beleza e verdade a serem encontradas nos momentos mais simples e humanos.