A Felicidade Não se Compra

It's a Wonderful life

1946 •  p&b •  130 min

Direção
Frank Capra

Produção
Frank Capra

Roteiro
Frances Goodrich, Albert Hackett e Frank Capra

Baseado em
"The Greatest Gift", de Philip Van Doren Stern


Elenco

James Stewart como George Bailey

Donna Reed como Mary Hatch

Lionel Barrymore como Mr. Potter

Thomas Mitchell como Tio Billy

Henry Travers como Anjo Clarence Odbody

Beulah Bondi como Sr. Bailey

Frank Faylen como Ernie

Ward Bond como Bert

Gloria Grahame como Violet Bick

H. B. Warner como Mr. Gower

Frank Albertson como Sam Wainwright

Todd Karns como Harry Bailey

Samuel S. Hinds como Pa Bailey

Mary Treen como Prima Tilly

Virginia Patton como Ruth Dakin

Charles Williams como Primo Eustace

Sarah Edwards como Mrs. Hatch

William Edmunds como Mr. Martini

Tom Fadden como Tollhouse Keeper

Lillian Randolph como Annie

Argentina Brunetti como Mrs. Martini

Bobby Anderson como George

Sheldon Leonard como Nick

Karolyn Grimes como Zuzu


Gênero drama, fantasia, natal

Música Dimitri Tiomkin

Cinematografia  Joseph Walker e Joseph Biroc

Edição William Hornbeck

Companhia(s) produtora(s) Liberty Films

Distribuição RKO Radio Pictures

Datas de Produção 15 de abril de 1946 - 27 de julho de 1946

Lançamento Estados Unidos 20 de dezembro de 1946

Brasil 14 de fevereiro de 1947

Idioma inglês


Link para assistir ao filme:

https://www.netmovies.com.br/History/Play?m=126985

https://drive.google.com/file/d/0B_4cbeZV4p1rRkl6SmlwYW9MSWs/view

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Resenha por ChatGPT
16/12/2024

"A Felicidade Não Se Compra", dirigido por Frank Capra em 1946, não é apenas um filme, mas um verdadeiro presente cinematográfico. Um clássico atemporal que nos convida a refletir sobre o valor das nossas vidas e o impacto que temos no mundo ao nosso redor. Com uma narrativa encantadora e repleta de emoções, o filme continua sendo um marco no cinema e, especialmente, no coração de todos que o assistem.

A Premissa

A trama se passa na pacata cidade de Bedford Falls, onde acompanhamos a vida de George Bailey (interpretado magistralmente por James Stewart). Desde jovem, George é um homem sonhador que constantemente abdica de suas ambições pessoais para ajudar os outros. Ele deseja viajar pelo mundo, construir grandes obras e escapar das limitações de sua cidade natal. No entanto, as responsabilidades familiares, a pressão de gerir o Bailey Building and Loan (instituição que seu pai criou para ajudar a comunidade) e os desafios financeiros o mantêm preso à realidade de Bedford Falls.

O ponto de virada ocorre na véspera de Natal, quando George, à beira do desespero e pensando em tirar a própria vida, é salvo pelo anjo Clarence (Henry Travers). Clarence tem a missão de mostrar a George como seria o mundo se ele nunca tivesse existido. Essa premissa sobrenatural não só guia a narrativa, mas também serve como um espelho para o público: que impacto teríamos se nossas ações, por menores que fossem, nunca tivessem ocorrido?

A Jornada de George Bailey

A força do filme reside na profundidade de George como personagem. Ele não é um herói idealizado, mas um homem comum, cheio de falhas, frustrações e momentos de fraqueza. Essas características tornam sua história ainda mais poderosa e identificável.

O dilema de George reflete questões universais: o conflito entre desejos pessoais e responsabilidades, o peso das expectativas sociais e o sentimento de insignificância que, em algum momento, todos enfrentamos. Sua transformação ao longo da narrativa é gradual e orgânica, culminando em uma das cenas mais emocionantes da história do cinema, quando ele finalmente percebe que "nenhum homem é um fracasso se tem amigos".

Aspectos Técnicos

Frank Capra constrói a história com maestria, equilibrando momentos de leveza e humor com cenas de tensão e introspecção. A direção é intimista, convidando o espectador a se conectar com os personagens e o ambiente. Bedford Falls se torna quase um personagem próprio, uma representação de uma comunidade unida pelos laços de amizade e solidariedade.

A atuação de James Stewart é excepcional. Ele traz vulnerabilidade, carisma e intensidade a George Bailey, fazendo o público sentir cada emoção de seu personagem. Donna Reed, no papel de Mary, sua esposa, também brilha, oferecendo um contrapeso caloroso e afetuoso às tribulações de George.

A fotografia em preto e branco, assinada por Joseph Walker, intensifica a nostalgia e adiciona profundidade emocional. A trilha sonora, composta por Dimitri Tiomkin, pontua os momentos mais importantes, guiando o espectador por uma montanha-russa de sentimentos.

Os Temas Universais

O maior mérito de "A Felicidade Não Se Compra" é sua habilidade de abordar questões universais que continuam ressoando. O filme nos lembra que o valor de nossas vidas não é medido por realizações grandiosas ou riqueza material, mas pelo impacto que temos nas vidas das pessoas ao nosso redor.

A obra explora também a luta contra o egoísmo e a ganância, simbolizada pelo antagonista Henry F. Potter (Lionel Barrymore). Enquanto Potter representa o individualismo destrutivo, George simboliza a compaixão e a importância de colocar a comunidade acima dos interesses próprios.

Além disso, o filme celebra a redenção, mostrando que até no momento mais sombrio, há esperança e uma chance de recomeçar.

Por que Ainda É Relevante?

Mais de sete décadas após seu lançamento, "A Felicidade Não Se Compra" permanece um dos filmes mais amados de todos os tempos. Ele é exibido anualmente durante o Natal e continua emocionando novas gerações. Sua mensagem de esperança, solidariedade e resiliência é mais relevante do que nunca em um mundo muitas vezes fragmentado e marcado por desafios pessoais e coletivos.

O filme também nos encoraja a olhar para nossas vidas com gratidão. Quantas vezes subestimamos nossas próprias contribuições? Quantas vidas tocamos sem sequer perceber?

Conclusão

"A Felicidade Não Se Compra" não é apenas um clássico natalino; é um hino à vida e à humanidade. Ele nos faz rir, chorar e, acima de tudo, nos inspira a valorizar o que temos e quem somos.

Ao final, quando os amigos de George se reúnem para ajudá-lo, entoando "Auld Lang Syne", é impossível não se emocionar. A lição deixada pelo filme é clara: o amor e a conexão humana são os maiores presentes que podemos dar e receber.

Se você ainda não viu este filme, faça um favor a si mesmo e permita-se vivenciar essa história transformadora. E se já assistiu, talvez seja hora de revisitá-lo e deixar que sua magia aqueça novamente seu coração.

"Afinal, nenhuma vida é pequena demais quando vivida com amor."