Barry Lyndon (1975)
A história segue a vida de Redmond Barry, um jovem irlandês que, após ser expulso de sua terra natal, muda seu nome para Barry Lyndon e se aventura pela Europa do século XVIII em busca de fortuna e status social.
O filme retrata a ascensão de Barry através de uma série de eventos e artimanhas, incluindo sua participação em batalhas da Guerra dos Sete Anos, seu casamento com uma rica viúva inglesa e sua entrada na alta sociedade. No entanto, a trama também mostra sua queda gradual devido à sua própria ambição desmedida e ao cruel jogo de poder e azar que ele enfrenta.
Directed by
Roteiro
Adaptação do livro de William Makepeace Thackeray
Elenco
Marisa Berenson...Lady Honoria Lyndon
Patrick Magee...The Chevalier du Balibari
Diana Körner...Lischen (como Diana Koerner)
Murray Melvin...Rev. Samuel Runt
Frank Middlemass...Sir Charles Lyndon
André Morell...Lord Gustavus Adolphus Wendover
Arthur O'Sullivan...Capt. Feeny
Godfrey Quigley...Capt. Grogan
Leonard Rossiter...Capt. John Quin
John Bindon...Recruiting Soldier
Jonathan Cecil...Lt. Jonathan Fakenham
Geoffrey Chater...Dr. Broughton
Anthony Dawes...British Soldier
Patrick Dawson...Seamus Feeney
Michael Hordern...Narrador (voz)
Produced by
Jan Harlan...executive producer
Stanley Kubrick...producer
Bernard Williams...associate producer
Cinematography by
Editing by
Casting By
Production Design by
Art Direction by
Costume Design by
(United States, 1975) (cinema)
(United Kingdom, 1975) (cinema)
Tempo de duração
3 h 5 min(185 min)
Mixagem de som
Cor
Proporção
1.66 : 1
Câmera
Arriflex 35 BL, Cooke Speed Panchro, Zeiss and Angenieux Lenses
Mitchell BNC, Canon K35, Zeiss and Angenieux Lenses
Arriflex 35-IIC, Cooke Speed Panchro Lenses
Duração do filme
5.075 m(Finland)
Formato negativo
35 mm(Eastman 100T 5254)
Processo cinematográfico
Spherical
Formato de filme impresso
Digital(Digital Cinema Package DCP)
35 mm
(water garden)
(English redcoat army scenes: regiment training)
(Exterior, as a German military encampment)
(only exteriors of Sans-Souci)
3 de maio de 1973 - 27 de fevereiro de 1974
11 de dezembro de 1975 (Londres)
Perguntas e respostas
Por que os jogadores usavam muita maquiagem?
Porque essa era a moda para homens ricos e aristocráticos na Europa da era georgiana: maquiagem, perucas empoadas, golas franzidas, etc.
O que é chamado de "plug of tow" ou "plug of toe" após o primeiro duelo?
A estopa é uma fibra grossa e quebrada, que é removida durante o processamento do linho.
Este filme é baseado em um romance?
Sim. The Luck of Barry Lyndon (1844) foi escrito pelo romancista inglês William Makepeace Thackeray (1811-1863). Foi publicado pela primeira vez em forma de série e reeditado sob o título The Memoires of Barry Lyndon, Esq.
Barry Lyndon foi uma pessoa real?
Thackeray baseou Barry Lyndon no aventureiro anglo-irlandês Andrew Robinson Stoney (1747-1810).
Qual é o primeiro nome de Lady Lyndon?
No filme, a única referência ao primeiro nome de Lady Lyndon ( Marisa Berenson ) é quando ela assina a carta dando a Barry sua esmola anual: "H. Lyndon". No livro, seu nome é Honoria.
Onde fica o Castelo Lyndon?
Castle Lyndon foi filmado no Castle Howard, em North Yorkshire, Inglaterra.
Fonte: https://www.imdb.com/title/tt0072684/reference/
Resenha redigida com o auxílio de ChatGPT:
Uma sinfonia de luz e requinte técnico
O filme é um dos clássicos do cinema que transporta o espectador para o século XVIII, com uma narrativa envolvente e um visual deslumbrante. Baseado no romance "The Luck of Barry Lyndon" de William Makepeace Thackeray, o filme conta a história de ascensão e queda de Redmond Barry, um jovem irlandês ambicioso que busca subir na escala social por meio de artimanhas, casamentos e trapaças.
Logo no início, somos apresentados ao protagonista, interpretado por Ryan O’Neal, que é tanto carismático quanto moralmente ambíguo. Sua jornada começa com uma paixão juvenil e um duelo fatídico que o obriga a abandonar sua terra natal. A partir desse momento, Barry embarca em uma odisseia que o leva a se alistar no exército, desertar, envolver-se em trapaças com um habilidoso vigarista e, eventualmente, conquistar uma posição de destaque na aristocracia ao se casar com a rica Lady Lyndon, interpretada por Marisa Berenson.
O filme é uma meditação sobre a transitoriedade da fortuna e a futilidade da ambição desmedida. Kubrick constrói uma narrativa em dois atos, marcados pelo contraste entre a ascensão e a queda de Barry. Enquanto o primeiro ato é dominado por um sentimento de descoberta e ascensão, o segundo revela as consequências das escolhas do protagonista, com um tom melancólico que se intensifica até o desfecho trágico.
Uma das características mais marcantes de "Barry Lyndon" é sua direção de arte e fotografia. Utilizando luz natural e velas para iluminar muitas cenas, Kubrick recria a estética dos quadros do período, em um trabalho magistral do diretor de fotografia John Alcott, que lhe rendeu o Oscar. Cada enquadramento é meticulosamente planejado, parecendo uma pintura em movimento, com uma paleta de cores que captura a atmosfera do século XVIII.
A trilha sonora é igualmente impressionante, combinando músicas clássicas de compositores como Johann Sebastian Bach e Franz Schubert com temas que refletem os momentos de grandeza e decadência de Barry. A utilização de "Sarabande", de Handel, como tema recorrente, reforça o tom solene e introspectivo da obra.
Apesar de seu ritmo deliberado, que pode desafiar espectadores acostumados a narrativas mais ágeis, o filme recompensa aqueles que se permitem imergir em sua riqueza visual e emocional. Entretanto, o primeiro ato se destaca como a parte mais movimentada e envolvente da narrativa, enquanto o segundo ato, com seu ritmo mais lento, pode causar perda de interesse para alguns. O final, triste e amargo, fecha a história com uma reflexão sombria sobre a efemeridade da vida e das conquistas humanas.
Embora a cenografia seja de tirar o fôlego, os figurinos requintados e a "mise-en-scène" de Kubrick sejam irrepreensíveis, a escalação do casal central foi um ponto fraco significativo. Ryan O’Neal e Marisa Berenson não demonstram o talento e a profundidade emocional que seus personagens requeriam, o que compromete a força dramática de momentos cruciais.
Kubrick também explora temáticas profundas, como a luta de classes, a hipocrisia da aristocracia e a fragilidade das ambições humanas. A narração em off, fornecida por Michael Hordern, adiciona uma camada de ironia e distanciamento, lembrando ao espectador que a história de Barry é tanto uma tragédia pessoal quanto um retrato satírico de uma época.
Em resumo, "Barry Lyndon" é uma experiência cinematográfica singular, que alia uma narrativa envolvente a uma execução técnica impecável. É uma reflexão poderosa sobre a condição humana e um testamento ao gênio criativo de Stanley Kubrick, consolidando seu lugar como um dos maiores diretores da história do cinema.