BEAU GESTE
(1939)
Três irmãos, Michael (Gary Cooper), Digby (Robert Preston) e John Geste (Ray Milland), são unidos por laços de lealdade e honra. Após um incidente envolvendo o misterioso desaparecimento de um valioso rubi da família, os irmãos, em busca de aventura e redenção, alistam-se na Legião Estrangeira Francesa. Lá, enfrentam desafios implacáveis no deserto do Saara, comandados pelo tirânico sargento Markoff (Brian Donlevy).
Directed by
Writing Credits
Robert Carson...(screen play)
Percival Christopher Wren...(based on the novel by)
Cast (in credits order) verified as complete
Brian Donlevy...Sergeant Markoff
Broderick Crawford...Hank Miller
Charles Barton...Buddy McMonigal
James Stephenson...Major Henri de Beaujolais
Heather Thatcher...Lady Patricia Brandon
James Burke...Lieutenant Dufour
G.P. Huntley...Augustus Brandon (as George P. Huntley)
Donald O'Connor...Beau Geste (as a child)
Billy Cook...John Geste (as a child)
Martin Spellman...Digby Geste (as a child)
Ann Gillis...Isobel Rivers (as a child)
David Holt...Augustus Brandon (as a child)
Harvey Stephens...Lieutenant Martin
Arthur Aylesworth...Renault (as Arthur Aylsworth)
Produced by
William LeBaron...executive producer (uncredited)
William A. Wellman...producer
Music by
Cinematography by
Theodor Sparkuhl...(photographed by)
Archie Stout...(photographed by)
Editing by
Art Direction by
Set Decoration by
A.E. Freudeman...(interior decorations)
Costume Design by
Edith Head...(costumes)
Second Unit Director or Assistant Director
Richard Talmadge...second unit director
Joseph C. Youngerman...assistant director (uncredited)
(Paramount Pictures Corporation, presents)
(United States, 1939) (A Paramount Picture, theatrical)
Tempo de duração
1 h 52 min(112 min)
Mixagem de som
Mono(Western Electric Mirrophonic Recording)
Cor
Proporção
1.37 : 1
Laboratório
Paramount Studio Laboratory, USA
Duração do filme
12 reels
3.050 m(Yugoslavia)
Formato negativo
35 mm
Processo cinematográfico
Spherical
Formato de filme impresso
35 mm
16 de janeiro de 1939 - abril de 1939
13 de junho de 1939 - 13 de junho de 1939
16 de janeiro de 1939 - abril de 1939
13 de junho de 1939
24 de julho de 1939
2 de agosto de 1939 (premiere)
Resenha por ChatGPT
"Beau Geste" destaca-se como um clássico do cinema de ação que transcende os limites do gênero ao entrelaçar aventura, mistério e uma rica profundidade emocional. Baseado no romance homônimo de P.C. Wren, o filme eleva os temas centrais do livro, proporcionando uma meditação sobre honra, lealdade e sacrifício — valores eternos que ressoam profundamente com o público, independentemente da época.
A história dos irmãos Geste é cativante e complexa. Michael, interpretado por Gary Cooper, Digby, vivido por Robert Preston, e John, encarnado por Ray Milland, veem suas vidas serem viradas de cabeça para baixo com o sumiço de um precioso rubi. A busca por expiação e a fuga de um potencial escândalo os conduzem ao rigoroso serviço da Legião Estrangeira Francesa. Enquanto o filme avança, os espectadores são presenteados com uma trama que alterna momentos de alta tensão com passagens de intensa reflexão, mantendo o mistério da joia desaparecida em paralelo com as batalhas psicológicas e físicas enfrentadas no coração do deserto do Saara.
Wellman, um mestre na arte da direção, utiliza o deserto do Saara como um elemento narrativo essencial. Não é apenas cenário; é uma metáfora para a solidão e o isolamento emocional dos personagens principais. A vastidão árida contrasta fortemente com as cenas claustrofóbicas dentro do forte sitiado, realçando a luta desesperada pela sobrevivência e pela preservação da honra. A cinematografia de Theodor Sparkuhl capta com maestria essa dualidade, oferecendo imagens que são ao mesmo tempo belas e opressivas, e que intensificam a adrenalina nas sequências de combate, garantindo que o público sinta a urgência e o peso dramático de cada cena.
Quanto às performances, o elenco entrega atuações memoráveis. Gary Cooper, com sua habilidade de transmitir uma calma autoridade, confere uma dignidade tocante a Michael Geste, um homem guiado por um código moral inabalável. Ray Milland e Robert Preston complementam a dinâmica fraterna com nuances emocionais que acrescentam camadas ao drama familiar, essencial para a trama. Porém, a interpretação de Brian Donlevy como o sargento Markoff é particularmente notável. Sua indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante é um testemunho de sua capacidade de trazer à vida um personagem tão carismático quanto cruel, cuja tirania reflete a dureza e os desafios da vida legionária.
O roteiro de "Beau Geste" é um exemplo de engenhosidade narrativa. O filme inicia com um impacto visual e emocional: um forte no deserto com todos os seus defensores mortos. Esse gancho inicial cria um suspense palpável, que se desdobra lentamente à medida que a história dos irmãos Geste se desenrola. O mistério da joia roubada é apenas um fio condutor para explorar arcos de personagens mais profundos, culminando em um clímax que é tanto um ato de bravura quanto uma contemplação sobre os sacrifícios em nome da camaradagem e dos princípios. O final é simultaneamente emocionante e satisfatório, resolvendo as tensões acumuladas de maneira coerente e impactante.
"Beau Geste" não é apenas um filme sobre aventura e conflito militar; é uma análise penetrante do caráter humano e como os pilares da lealdade e da honra podem influenciar decisivamente as trajetórias de vida, especialmente em momentos de crise. Os sacrifícios dos irmãos Geste são emblemáticos, servindo tanto à narrativa épica quanto à exploração das forças internas que direcionam nossas ações em situações extremas. A universalidade desses temas é o que garante que a história permaneça relevante e tocante, independentemente do passar dos anos.
O reconhecimento do legado duradouro de "Beau Geste" veio em 1990, quando o filme foi homenageado com um selo postal nos Estados Unidos, parte de uma série que celebrava os icônicos filmes de 1939. O selo de 25¢, que retratava Gary Cooper em seu papel icônico, foi uma das peças de uma coleção que incluía também tributos a outros clássicos como "No Tempo das Diligências", "O Mágico de Oz" e "...E o Vento Levou". Essa distinção reafirma o status de "Beau Geste" como uma pedra angular do cinema clássico e um componente essencial da história cultural do cinema mundial.
Em síntese, "Beau Geste" é um clássico que se mantém atual, brilhando entre as grandes obras cinematográficas. Suas atuações marcantes, direção inspirada e narrativa rica em ação e emoção proporcionam mais do que entretenimento — oferecem um olhar introspectivo sobre a condição humana. Este filme é, sem dúvida, uma experiência obrigatória para os amantes de dramas épicos e complexos, um marco que continua a influenciar e emocionar, merecendo ser redescoberto por novas gerações de apreciadores de cinema.