Glória Feita de Sangue
Paths of Glory
(1957)
Diretor:
Stanley Kubrick
Roteiro:
Stanley Kubrick
Calder Willingham
Jim Thompson
(adaptação do livro de Humphrey Cobb)
Gênero:
Crime | Drama | Guerra
Elenco:
Kirk Douglas ... coronel Dax
Ralph Meeker ... Philippe Paris
Adolphe Menjou ... general George Broulard
George Macready ... general Paul Mireau
Wayne Morris ... tenente Roget
Richard Anderson ... major Saint-Auban
Joe Turkel ... soldado Pierre Arnaud
Christiane Kubrick ... cantora alemã
Jerry Hausner ... dono do salão de café
Peter Capell ... narrador da sequência de abertura / Juiz (coronel) da Corte Marcial
Emile Meyer ... padre Dupree
Bert Freed ... sargento Boulanger
Kem Dibbs ... soldado Lejeune
Timothy Carey ... soldado Maurice Ferol
Fred Bell ... vítima de choque traumático
John Stein ... capitão Rousseau
Harold Benedict ... capitão Nichols
Paul Bös ... major Gouderc (não creditado)
Leon Briggs ... capitão Sancy (não creditado)
Wally Friedrichs ... coronel De Guerville (não creditado)
Halder Hanson ... doutor (não creditado)
Produzido por
James B. Harris
Kirk Douglas (não creditado)
Stanley Kubrick (não creditado)
Música Original de
Gerald Fried
Direção de Fotografia de
Georg Krause (ou George Krause)
Montado por
Eva Kroll
Direção de Arte:
Ludwig Reiber
Figurinos de
Ilse Dubois
Maquiagem:
Arthur Schramm
Companhia Produtora:
Bryna Productions
Harris-Kubrick Productions (não creditado)
Também conhecido(a) como:
Horizontes de Glória (Portugal)
Duração: 87 min
País: EUA
Língua: inglês | alemão
Cor: preto-e-branco
Som: mono
Orçamento: US$ 935.000 (estimativa)
Datas de Filmagem: Janeiro 1957 - Março 1957
Datas de Lançamento:
Alemanha Ocidental: 25 outubro 1957
EUA: 25 dezembro 1957 (New York City, New York)
Locações:
Munique, Bavária, Alemanha
Bavaria Filmstudios, Geiselgasteig, Grünwald, Bavária, Alemanha (estúdio)
Palácio Schleissheim, Munique, Bavária, Alemanha
Curiosidades de produção:
Filmado por menos de US $ 1 milhão, dos quais US $ 300.000 eram para o salário de Kirk Douglas.
Winston Churchill disse que o filme era uma representação altamente precisa da guerra de trincheiras e do funcionamento às vezes equivocado da mente militar.
Por razões de bilheteria, Stanley Kubrick pretendia impor um final mais feliz. Depois de vários rascunhos, ele mudou de idéia e restaurou o final original do romance. O produtor James B. Harris teve que informar o executivo Max E. Youngstein e arriscar a rejeição da mudança. Harris conseguiu simplesmente entregar todo o roteiro final sem um memorando das mudanças, supondo que ninguém no estúdio realmente o leria. Aparentemente, ele estava certo.
Stanley Kubrick, amplamente conhecido como perfeccionista, filmou 68 cenas da "última refeição" dos homens condenados. Como os detalhes da cena exigiam que os atores parecessem estar envolvidos no ato de comer, um novo pato assado precisava ser preparado para quase todas as cenas.
Foi banido na França por seu retrato negativo do exército francês. A Suíça também proibiu o filme (até 1978), acusando-o de ser "propaganda subversiva dirigida à França". A Bélgica exigiu que um prefácio fosse acrescentado, afirmando que a história representava um caso isolado que não refletia sobre a "galanteria dos soldados franceses".
Durante as filmagens, Timothy Carey (soldado Maurice Ferol) teve desempenho que incomodou Kirk Douglas. Ele também fingiu seu próprio sequestro para publicidade pessoal, fazendo com que Stanley Kubrick e o produtor James B. Harris o demitissem. Por causa disso, eles foram incapazes de mostrar os três soldados condenados durante a cena da batalha, e um dublê foi usado para a cena quando o padre ouve a confissão de Ferol.
Stanley Kubrick abordou Kirk Douglas com o roteiro. Douglas instantaneamente se apaixonou por ele, dizendo a Kubrick: "Stanley, acho que esse filme nunca vai ganhar um níquel, mas precisamos fazê-lo". As palavras de Douglas provaram ser proféticas - o filme não foi um sucesso nas bilheterias.
O diretor Stanley Kubrick conheceu Christiane Harlan durante as filmagens; ela interpreta a cantora no final do filme. Ele se divorciou de sua segunda esposa no ano seguinte para se casar com ela, e eles permaneceram casados até a morte dele, em 1999.
Erro de Continuidade:
Durante a execução dos três soldados, o céu muda repetidamente entre cinza e nublado em algumas cenas para o brilho do sol em outras, alterando visivelmente a luz natural, fazendo com que sombras e brilho do sol apareçam e desapareçam de uma cena para outra.
Diálogos:
Coronel Dax: "Senhores da corte, há momentos em que tenho vergonha de fazer parte da raça humana e esta é uma dessas ocasiões."
Fonte:
http://portuguese.imdb.com/title/tt0050825/combined
Link:
http://www.filmsite.org/path.html
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Resenha por ChatGPT
"Paths of Glory", dirigido por Stanley Kubrick em 1957, é um filme de guerra que se destaca pela sua narrativa poderosa e crítica. Ambientado na Primeira Guerra Mundial, o filme acompanha o coronel Dax, interpretado brilhantemente por Kirk Douglas, e sua unidade de soldados franceses que são enviados para capturar uma colina inimiga, mas falham na missão. O que se desenrola é uma história de injustiça e crueldade da guerra.
Uma das maiores forças do filme é o roteiro impactante, que questiona os valores humanos fundamentais, como lealdade, honra e justiça, em meio à violência e à brutalidade da guerra. A medida que os soldados enfrentam a punição injusta, escolhidos aleatoriamente por um conselho de guerra corrupto, o espectador é imerso na jornada emocional desses personagens e confrontado com a natureza destrutiva do sistema militar. O filme expõe a futilidade e a crueldade da guerra de uma maneira que ressoa profundamente e deixa uma marca duradoura.
A direção de Stanley Kubrick é eficiente e magistral. Ele cria uma atmosfera claustrofóbica e intensa, retratando as trincheiras e as batalhas com uma brutalidade visceral. A câmera de Kubrick nos coloca no centro da ação, transmitindo a angústia e o desespero dos personagens. Sua habilidade em manipular o ritmo e a tensão é notável, construindo sequências impactantes e emocionalmente carregadas.
O desempenho de Kirk Douglas como coronel Dax é simplesmente magnífico. Sua atuação transmite a determinação e a humanidade do personagem de uma forma excepcional. O elenco como um todo é talentoso e entrega performances autênticas, imbuindo os personagens com camadas de complexidade e emoção.
"Paths of Glory" é um filme obrigatório para os amantes de cinema que apreciam uma narrativa envolvente e uma crítica social profunda. É uma obra-prima cinematográfica que desafia a glorificação da guerra e questiona as estruturas de poder que perpetuam a injustiça. Através de sua história impactante e de sua direção habilidosa, o filme nos leva a refletir sobre a natureza humana e os custos terríveis da guerra.
Ao assistir "Paths of Glory", somos confrontados com as contradições da sociedade e instigados a questionar as normas estabelecidas. É uma experiência cinematográfica que nos desafia a refletir sobre a condição humana e a lutar por uma sociedade mais justa e compassiva.