American Beauty
(1999)
O filme conta a história de Lester Burnham, um homem na casa dos quarenta anos que se encontra em uma profunda crise de meia-idade. Ele trabalha num emprego que odeia e vive em um subúrbio de classe média com sua esposa Carolyn, uma corretora de imóveis obcecada pelo sucesso, e sua filha adolescente Jane, que enfrenta os próprios desafios de identidade e autoestima.
A vida de Lester começa a mudar quando ele conhece Angela, amiga de Jane, por quem desenvolve uma obsessão. Este evento catalisa uma série de mudanças em sua vida, à medida que ele se rebela contra a monotonia e o controle de sua esposa, começa a se exercitar e até mesmo retorna a hobbies antigos. O filme explora a decadência da família Burnham e seus vizinhos, os Fitts, liderados pelo patriarca militarmente rígido e homofóbico Colonel Fitts, cujo próprio segredo esconde uma ironia dolorosa.
Directed by
Writing Credits (WGA)
Alan Ball...(written by)
Elenco
Annette Bening...Carolyn Burnham
Allison Janney...Barbara Fitts
Produced by
Alan Ball...co-producer
Bruce Cohen...producer
Dan Jinks...producer
Stan Wlodkowski...co-producer
Music by
Cinematography by
Conrad L. Hall...director of photography
Editing by
Casting By
Production Design by
Art Direction by
David Lazan...
Set Decoration by
Costume Design by
Dreamworks Pictures (presents)
(United States, 1999) (theatrical)
Tempo de duração
2 h 2 min (122 min)
Mixagem de som
Cor
Proporção
2.39 : 1
Câmera
Panavision Panaflex Millennium, Panavision Primo Lenses
Panavision Panaflex Platinum, Panavision Primo Lenses
Laboratório
DeLuxe, Hollywood (CA), USA (color)
Technicolor, Hollywood (CA), USA (prints)
Formato negativo
35 mm (Eastman EXR 100T 5248, Kodak Vision 200T 5274, Vision 500T 5279)
Processo cinematográfico
Super 35 (also 3-perf)
Formato de filme impresso
35 mm (anamorphic, Kodak Vision 2383)
(aerial shots)
(High school scenes)
(Mr. Smiley's drive-through)
(Lester driving scenes)
(Lester's house)
14 de dezembro de 1998 - 25 de fevereiro de 1999
junho de 1997
8 de setembro de 1999 (Los Angeles, California, premiere)
_____Spoiler_____
Houve um final alternativo para o filme?
Sim. O filme teve um final muito mais sombrio e diferente. A polícia começa a investigar o assassinato de Lester e Frank permite que a polícia faça uma busca no quarto de Ricky, onde eles encontram o vídeo de Jane dizendo a Ricky que ela quer que alguém mate seu pai. Ambos os adolescentes são presos e depois considerados culpados, em parte devido ao testemunho de Angela contra eles. Ricky é enviado para a prisão e Jane é enviada para uma prisão juvenil. Barbara encontra a camisa ensanguentada de Frank e percebe que Frank incriminou seu filho pelo assassinato que ele cometeu, mas guarda essa informação para si mesma.
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Resenha por ChatGPT
"Beleza Americana" (American Beauty), lançado em 1999, é um filme marcante que se destaca por sua abordagem audaciosa e pela forma como explora as nuances da vida suburbana americana. Ao lançar um olhar crítico sobre as tensões, hipocrisias e desejos reprimidos escondidos por trás da aparente perfeição de uma família típica, o filme desafia os espectadores a refletirem sobre temas universais, como a busca por felicidade, o vazio existencial e a desconexão nas relações humanas. Sob a direção de Sam Mendes, que estreia com maestria no cinema, e com um roteiro primoroso escrito por Alan Ball, a obra se revela uma análise profunda e ao mesmo tempo inquietante da fragilidade das convenções sociais. O filme combina uma estética visual cuidadosamente planejada, com uso simbólico de cores e enquadramentos, com um enredo denso, que se desenvolve de forma instigante, mantendo o público envolvido. Os personagens são desenhados de maneira complexa e multifacetada, expondo suas fraquezas, ambições e contradições, o que os torna profundamente humanos e cativantes. Essa combinação entre narrativa envolvente, direção habilidosa e atuações memoráveis faz de "Beleza Americana" uma obra que transcende seu tempo, permanecendo relevante e impactante até os dias de hoje.
O filme começa com Lester Burnham em um momento de reflexão, narrando em off o que parece ser uma retrospectiva de sua vida, estabelecendo desde o início um tom introspectivo e ligeiramente sombrio. A narração transmite um senso de resignação, mas também de autodescoberta, preparando o público para uma jornada emocional repleta de questionamentos existenciais. Essa introdução introspectiva contrasta com a aparente tranquilidade do bairro suburbano onde a história se desenrola, sugerindo que nem tudo é tão perfeito quanto parece.
A chegada dos vizinhos, os Fitts, adiciona uma nova camada de complexidade à trama. O patriarca da família, Colonel Frank Fitts (Chris Cooper), é um militar rígido e conservador, cuja postura autoritária esconde um turbilhão de emoções reprimidas. Sua esposa, cuja complacência e apatia refletem anos de repressão e desconexão emocional, contribui para o clima de tensão latente. O filho do casal, Ricky (Wes Bentley), traz um elemento de mistério e sensibilidade à narrativa, com sua obsessão por filmar momentos do cotidiano, incluindo cenas aparentemente banais que ele transforma em algo poeticamente significativo. Ricky é uma figura enigmática, cuja perspectiva através da lente de sua câmera oferece uma visão diferente e muitas vezes mais honesta da realidade ao seu redor, desafiando a superficialidade e o materialismo predominantes.
À medida que essas duas famílias interagem, as dinâmicas sociais e emocionais de cada núcleo se entrelaçam de maneira inesperada, expondo conflitos internos e revelando as camadas de hipocrisia e vulnerabilidade que permeiam suas vidas. Essa interação entre os Burnham e os Fitts se torna um catalisador para as transformações e crises que guiam a narrativa, aprofundando ainda mais o impacto emocional e temático do filme.
"Beleza Americana" é um estudo profundo e multifacetado de personagens que mergulha nas complexidades da existência humana e nas tensões subjacentes da vida moderna. Explorando temas como a busca pela felicidade, a superficialidade da sociedade, a repressão sexual, a violência e a possibilidade de redenção, o filme apresenta uma narrativa que desafia as convenções sociais e convida o espectador a questionar os valores que moldam nossas escolhas. Lester Burnham, o protagonista, inicia um processo de despertar pessoal após anos vivendo uma rotina sufocante e alienante, tanto no trabalho quanto no ambiente familiar. Esse despertar é marcado por sua decisão de desafiar as normas que até então o definiam, buscando um caminho que lhe permita redescobrir sua verdadeira identidade.
A jornada de Lester o leva a romper com as convenções sociais que o aprisionavam. Ele confronta seu chefe de forma inesperada, renunciando ao emprego que tanto detestava, em um gesto de libertação e afirmação de sua autonomia. Em paralelo, sua atração por Angela, uma amiga adolescente de sua filha, embora controversa e moralmente ambígua, reflete seu desejo de recuperar a juventude e a vitalidade que sente ter perdido ao longo dos anos. Essa busca por prazer e renovação o impulsiona a adotar um estilo de vida mais despreocupado e até hedonista, incluindo atividades simples, como exercícios físicos, que simbolizam sua tentativa de se reconectar com seu corpo e espírito.
Além disso, a paixão de Lester pela jardinagem e pelo cultivo de rosas ganha um significado simbólico poderoso no contexto da narrativa. As rosas, que aparecem recorrentemente, representam a beleza e a perfeição idealizada que ele busca além do vazio materialista que antes definia sua vida. Ao cuidar dessas flores, Lester encontra um refúgio que o reconecta com o mundo natural e sua própria essência. Esse simbolismo é reforçado pelo contraste entre o cuidado que dedica às rosas e o descaso que marcava sua relação com a família, apontando para a complexidade de seu processo de transformação.
No entanto, essa busca por liberdade e autodescoberta não ocorre sem consequências. As escolhas de Lester geram tensões crescentes em suas relações familiares e com os vizinhos, desnudando a fragilidade dos laços humanos e as contradições de sua própria jornada. O filme apresenta, assim, uma narrativa que combina tragédia, comédia e um realismo cru, explorando as camadas de cada personagem e suas motivações, enquanto constrói uma reflexão poderosa sobre os dilemas e desejos que definem a experiência humana.
A cinematografia de Conrad L. Hall é um dos elementos mais marcantes deste longa-metragem, desempenhando um papel fundamental na construção da atmosfera visual e emocional. As composições meticulosas, frequentemente organizadas de forma simétrica, refletem a tentativa de controlar e emoldurar a vida dos personagens, enquanto a paleta de cores vibrante atua como um contraponto deliberado à monotonia emocional e à repressão que permeiam suas existências. As cores, especialmente o vermelho das icônicas rosas, aparecem repetidamente como um símbolo de paixão, desejo e, paradoxalmente, de perigo e violência iminente. Essa escolha visual reforça as contradições subjacentes da narrativa e adiciona camadas de significado às cenas.
A famosa cena do saco plástico flutuando no vento, filmada pela câmera de Ricky, tornou-se um símbolo duradouro do filme e um ícone cinematográfico. Mais do que apenas um momento esteticamente bonito, essa cena encapsula a filosofia do personagem Ricky, que encontra beleza em lugares inesperados, desafiando a superficialidade e o materialismo predominantes. O movimento aparentemente aleatório do saco ao sabor do vento sugere a imprevisibilidade e a fragilidade da vida, enquanto sua leveza contrasta com o peso emocional e psicológico que os personagens carregam. A escolha de Hall por uma iluminação suave e movimentos de câmera delicados nessa cena amplifica sua qualidade quase transcendental, convidando o espectador a contemplar o extraordinário que existe no ordinário.
Além disso, Hall utiliza sombras e iluminação de maneira calculada para transmitir as emoções internas dos personagens. Em diversas cenas, a luz e a escuridão são usadas para dividir visualmente os personagens no enquadramento, simbolizando suas vidas fragmentadas ou a dualidade de suas personalidades. Essa abordagem não apenas realça o conflito interno de figuras como Lester e Colonel Fitts, mas também ajuda a criar uma atmosfera que oscila entre a opressão e a revelação.
Ao longo do filme, a cinematografia de Hall não apenas acompanha a narrativa, mas a eleva, transformando cada quadro em uma obra de arte visual que dialoga com os temas centrais do enredo. Seu trabalho em "Beleza Americana" é um exemplo brilhante de como a linguagem cinematográfica pode enriquecer a experiência do espectador, conferindo profundidade e ressonância emocional à história contada.
A trilha sonora composta por Thomas Newman é um elemento essencial que complementa a narrativa de "Beleza Americana", adicionando uma camada emocional poderosa e enriquecendo a experiência sensorial do espectador. Newman utiliza uma combinação de instrumentos incomuns, como marimbas, percussões suaves e sons eletrônicos, criando uma textura sonora única que captura perfeitamente o tom ambivalente do filme. A música oscila entre a melancolia e a esperança, refletindo o estado emocional dos personagens enquanto navegam por suas crises pessoais e momentos de autodescoberta.
Nos momentos mais introspectivos, a trilha de Newman é delicada e contemplativa, muitas vezes acompanhando cenas de reflexão, como as narrações em off de Lester ou os momentos de observação silenciosa de Ricky. Esses trechos musicais, com sua simplicidade e repetição hipnótica, sugerem tanto o vazio quanto a beleza da existência cotidiana. Em contrapartida, durante os momentos de tensão ou revelação, a trilha se torna mais dinâmica e carregada, sublinhando o peso emocional das interações entre os personagens e os conflitos internos que eles enfrentam.
Uma característica marcante do trabalho do compositor Thomas Newman é sua capacidade de criar uma sensação de dualidade, espelhando a narrativa do filme. A música frequentemente evoca sentimentos de inquietação e serenidade simultaneamente, refletindo o contraste entre a fachada de perfeição da vida suburbana e as verdades perturbadoras que se escondem por trás dela. Essa dualidade é exemplificada em faixas como "Dead Already", cuja batida marcante e melodia repetitiva transmitem uma sensação de resignação e energia contida, encapsulando o espírito da jornada de Lester.
Além de acompanhar e intensificar as emoções já presentes no roteiro e nas atuações, a trilha sonora também atua como um guia emocional para o público, direcionando a percepção de cenas cruciais e amplificando seu impacto. A música de Thomas Newman em "Beleza Americana" não é apenas um pano de fundo; ela é uma parte integrante da narrativa, ajudando a contar a história de forma mais profunda e ressonante. Seu trabalho, sutil e inesquecível, é um dos muitos fatores que solidificam o status do filme como uma formidável obra cinematográfica.
O desempenho do elenco em "Beleza Americana" é um dos pilares que sustentam a força emocional e temática do filme, com cada ator trazendo nuances e profundidade aos seus personagens. Kevin Spacey entrega uma performance magistral como Lester Burnham, capturando com precisão a transição de um homem derrotado e desiludido para alguém que, impulsionado por um despertar tardio, busca viver de forma autêntica e sem amarras. Spacey equilibra humor ácido, vulnerabilidade e momentos de introspecção em uma interpretação que humaniza Lester, tornando-o tanto cativante quanto profundamente falho.
Annette Bening, no papel de Carolyn Burnham, brilha como a personificação da ambição desmedida e da obsessão pela perfeição. Sua atuação vai além do estereótipo da dona de casa perfeccionista; Bening injeta em Carolyn uma mistura de insegurança, frustração e um desejo desesperado de validação, o que a torna simultaneamente irritante e trágica. Suas explosões emocionais e momentos de fragilidade revelam as camadas mais íntimas de uma mulher que luta para manter uma fachada de sucesso enquanto sua vida desmorona.
Chris Cooper, como Colonel Frank Fitts, oferece uma atuação poderosa e inquietante. Sua presença dominadora e postura rígida refletem a disciplina militar que define sua identidade, mas Cooper revela gradualmente as fissuras nessa fachada. O personagem carrega uma carga emocional reprimida que emerge de maneira explosiva em momentos críticos, criando um retrato devastador de um homem consumido por suas próprias contradições e inseguranças.
Juntas, essas atuações criam um retrato coletivo profundo e multifacetado, no qual cada personagem contribui para o impacto emocional do filme. O elenco consegue trazer humanidade mesmo às figuras mais problemáticas, ajudando a construir um panorama rico de desejos, falhas e aspirações que tornam "Beleza Americana" uma experiência cinematográfica inesquecível.
O filme é uma obra rica em simbolismo e metáforas visuais, que funcionam como uma extensão da narrativa e ampliam a profundidade de seus temas. As rosas vermelhas, talvez o símbolo mais icônico desta obra, aparecem repetidamente como um lembrete tanto da beleza efêmera quanto da decadência que permeiam a vida dos personagens. Elas representam o desejo, a paixão e a perfeição idealizada, mas também o perigo e a fragilidade subjacentes à busca desenfreada por essas qualidades. Em várias cenas, as rosas são usadas para destacar as emoções internas dos personagens, como nas fantasias de Lester envolvendo Angela, onde as pétalas parecem simbolizar não apenas atração, mas também a ilusão de um escape emocional.
Além disso, o uso das cores e da iluminação é cuidadosamente planejado para comunicar temas e estabelecer contrastes entre a superfície e o interior da vida suburbana. O vermelho, em particular, surge como um tom dominante que sinaliza momentos de tensão, desejo e transformação, enquanto a monotonia visual do ambiente suburbano reforça a repressão emocional e a superficialidade das relações.
A narrativa do filme também rompe com o caminho linear convencional, oferecendo uma estrutura que combina introspecção e imprevisibilidade. Desde o início, quando Lester narra sua história com um tom que mistura resignação e ironia, o público é informado de sua morte iminente, o que cria um senso de fatalismo que permeia o restante da história. Essa abordagem não apenas mantém o espectador engajado, mas também o incentiva a olhar além das ações imediatas dos personagens, explorando suas motivações mais profundas e os fatores que levam ao desfecho trágico.
As reviravoltas na trama, como os segredos escondidos pelos personagens e as revelações sobre suas verdadeiras naturezas, desafiam constantemente as expectativas do público. Momentos como o confronto entre Lester e Carolyn, a explosão de violência e vulnerabilidade de Colonel Fitts e a complexidade do relacionamento entre Jane e Ricky revelam camadas de significado que só se tornam claras com o desenrolar da história. Essas surpresas mantêm o espectador envolvido enquanto também reforçam a mensagem central do filme: a vida, assim como as pessoas, é multifacetada, imprevisível e muitas vezes contraditória.
Em última análise, "Beleza Americana" utiliza seu simbolismo e narrativa para criar uma experiência que é ao mesmo tempo visualmente hipnotizante e intelectualmente estimulante. Os elementos metafóricos servem como um espelho para os dilemas humanos, convidando o público a refletir sobre suas próprias buscas por significado, conexão e autenticidade.
Este filme de Sam Mendes foi um sucesso estrondoso tanto de crítica quanto de público, consolidando-se como um marco no cinema contemporâneo ao conquistar cinco Oscars, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor para Sam Mendes e Melhor Ator para Kevin Spacey. Além dessas categorias, o filme também foi agraciado com prêmios em Roteiro Original, de Alan Ball, e Melhor Fotografia, destacando a excelência técnica e artística que permeia toda a produção. Essa aclamação não apenas reconheceu a qualidade excepcional do filme, mas também refletiu a capacidade de "Beleza Americana" de ressoar profundamente com uma ampla audiência, tocando em temas universais e atemporais.
A relevância contínua do filme reside em suas incisivas críticas à sociedade contemporânea, especialmente no que diz respeito à busca incessante por status, sucesso material e perfeição superficial. O roteiro de Alan Ball expõe, de maneira crua e poética, as fissuras e contradições que permeiam a vida suburbana americana, revelando como a pressão para manter uma imagem idealizada pode levar ao vazio existencial e à alienação.
Além disso, o filme serve como uma profunda reflexão sobre a natureza da felicidade e a importância de se viver de maneira autêntica. A jornada de Lester Burnham ilustra a luta interna entre conformar-se às expectativas sociais e buscar uma existência mais genuína e satisfatória. Essa busca por autenticidade, mesmo diante das consequências e dos julgamentos externos, ressoa fortemente com aqueles que sentem a pressão para se encaixar em padrões pré-estabelecidos, incentivando uma reconsideração das verdadeiras fontes de contentamento e realização pessoal.
Ao final, "Beleza Americana" deixa o espectador com um misto de emoções complexas, desde a empatia e a compreensão até a inquietação e a reflexão profunda. O filme provoca questionamentos sobre o que realmente constitui a beleza da vida e quais são os custos de viver de acordo com as aparências e as normas impostas pela sociedade. Essa dualidade emocional enriquece a experiência cinematográfica, permitindo que cada espectador encontre múltiplos níveis de interpretação e significado.
Além de sua relevância temática, o filme é também um retrato incisivo e poético da condição humana. Ele captura a fragilidade, as contradições e as aspirações que definem a existência humana, apresentando personagens que, apesar de suas falhas e complexidades, são profundamente identificáveis e humanos. Essa combinação de universalidade e individualidade faz com que o filme transcenda barreiras culturais e temporais, estabelecendo-se como uma obra atemporal que continua a ser relevante e impactante.
Por fim, "Beleza Americana" certamente merece ser assistido e discutido por aqueles que apreciam um cinema que vai além do mero entretenimento. Sua capacidade de provocar reflexão, seu uso magistral de simbolismo e metáforas visuais, e suas performances memoráveis fazem dele uma experiência enriquecedora e transformadora. O filme não apenas entretém, mas também desafia e inspira, convidando o público a olhar mais de perto para as próprias vidas e para a sociedade em que vivem, tornando-se assim uma peça essencial no cânone do cinema moderno.