All Fall Down
Diretor
Roteiro
Adaptação do livro de James Leo Herlihy
Elenco
Eva Marie Saint
...
Echo O'Brien
...
Berry-Berry Willart
...
Ralph Willart
...
Annabell Willart
...
Clinton Willart
...
Sra. Mandel
...
Professora de escola
...
Hedy
...
segurança
...
Capitão Ramirez
Produzido por
Música de
Cinematografia por
Lionel Lindon (diretor de fotografia)
Edição por
Direção de arte por
Decoração de cenário por
Figurino por
Companhia produtora
Distribuidores
Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) (1962) (Estados Unidos) (theatrical)
Tempo de duração
1 h 51 min(111 min)
Mixagem de som
Mono(Westrex Recording System)
Cor
Preto e branco
Proporção
1.85 : 1
Laboratório
Metrocolor, Culver City (CA), USA
Formato negativo
35 mm
Processo cinematográfico
Spherical
Formato de filme impresso
35 mm
27 de julho de 1961
27 de julho de 1961 - 19 de setembro de 1961
28 de março de 1962 (Chicago, Illinois, premiere)
Fonte: https://www.imdb.com/title/tt0055738/reference/
Resenha (Redigida com o auxílio de ChatGPT)
O filme "O Anjo Violento" ("All Fall Down"), dirigido por John Frankenheimer em 1962, é uma adaptação do romance homônimo de James Leo Herlihy. Este drama sensível e complexo explora temas como relações familiares disfuncionais, idolatria cega e o despertar da maturidade emocional, tudo isso sob o contexto de uma América em mudança no início da década de 1960.
A narrativa acompanha a família Willart, centrando-se em dois irmãos de personalidades contrastantes: Berry-Berry (Warren Beatty) e Clinton (Brandon de Wilde). Berry-Berry é um jovem carismático, mas irresponsável, cujo comportamento destrutivo mascara uma profunda incapacidade de se comprometer emocionalmente. Clinton, por outro lado, é introspectivo e idealista, observando o mundo ao seu redor com olhos curiosos e um tanto ingênuos. A chegada de uma mulher mais velha, interpretada por Eva Marie Saint como Echo O’Brien, intensifica as tensões familiares e provoca uma série de eventos que culminam em um desfecho dolorosamente honesto.
O filme se destaca por sua abordagem intimista e atuações memoráveis. Warren Beatty, em um de seus primeiros papéis de destaque, traz profundidade ao papel de Berry-Berry, equilibrando charme superficial e vulnerabilidade emocional. Brandon de Wilde oferece um contraponto eficaz, transmitindo a admiração e o desconforto crescentes de Clinton em relação ao irmão mais velho. Eva Marie Saint, como a enigmática Echo, traz uma interpretação cheia de nuances que adiciona uma dimensão emocional importante à trama.
A direção de John Frankenheimer demonstra sua habilidade em capturar tanto a grandiosidade dos conflitos humanos quanto os momentos mais sutis de interações pessoais. A fotografia em preto e branco contribui para a atmosfera melancólica, acentuando as emoções contidas nas relações dos personagens. O roteiro, adaptado por William Inge, preserva a essência literária do romance, mas também adiciona uma linguagem visual que enriquece a experiência cinematográfica.
Entre os temas abordados, o filme apresenta uma crítica à idealização de figuras masculinas carismáticas e suas consequências devastadoras. Clinton idealiza Berry-Berry, ignorando suas falhas óbvias, até que eventos traumáticos o forçam a confrontar a realidade. A história também examina a pressão das expectativas familiares e sociais, mostrando como elas moldam e, muitas vezes, sufocam a individualidade.
Embora o filme seja menos conhecido em comparação com outras obras de Frankenheimer, como "Sob o Domínio do Mal" ("The Manchurian Candidate"), ele merece reconhecimento por seu retrato honesto de personagens imperfeitos e suas lutas internas. "O Anjo Violento" é um exemplo de como o cinema pode capturar a complexidade das emoções humanas, oferecendo uma experiência que é ao mesmo tempo contemplativa e perturbadora.
Em suma, "O Anjo Violento" é um drama potente que merece ser redescoberto. Com performances marcantes, direção habilidosa e temas atemporais, ele continua relevante e impactante mais de seis décadas após seu lançamento.