1900
Participação portuguesa na Exposição Universal de Paris.
Exposição Agrícola Portuense.
Inauguração do primeiro sanatório da Assistência Nacional aos Tuberculosos, o Sanatório Marítimo do Outão.
É publicada A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queirós.
Começa a publicar-se o jornal O Mundo, dirigido por França Borges.
Censo da população: 5 016 267 habitantes.
1901
Cisão de um importante grupo do Partido Regenerador, que deu lugar
ao Partido Regenerador-Liberal, sob a chefia de João Franco.
Reforma do Curso Superior de Letras, devida a Jaime Moniz.
Criação da Sociedade Nacional de Belas-Artes, proveniente da fusão
da Sociedade Promotora de Belas-Artes com o Grémio Artístico.
Primeiro Congresso Colonial Nacional.
É publicada A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós.
1902
As Companhias Reunidas de Gás e Eletricidade começam a efetivar o plano de alargamento da luz elétrica a toda a cidade de Lisboa.
Linha férrea de Beja a Pias e Moura.
São criados a Escola de Medicina Tropical e o Hospital Colonial.
Submissão e prisão do régulo de Cambuemba, da Zambézia, na campanha do Baru‚ (Moçambique).
É publicada A Ideia de Deus, de Sampaio Bruno
1903
Eduardo VII de Inglaterra e Afonso XIII de Espanha retribuem a visita que D. Carlos lhes fizera.
Dois movimentos grevistas importantes.
Conclusão do ramal de Portimão.
A Empresa Nacional de Navegação, que para isso recebeu um subsídio do Estado, estende as suas carreiras até Moçambique.
Criação da Companhia de Cabinda.
É publicada a História da Sociedade em Portugal no Século XV, de Costa Lobo.
1904
Segundo Tratado de Windsor.
Conclusão da linha férrea da Beira Baixa e do ramal Setil-Vendas Novas.
Pode documentar-se já a existência de consumidores particulares de energia elétrica em Lisboa.
Greve geral em Coimbra.
A rainha Alexandra de Inglaterra, o imperador Guilherme II da Alemanha e o Presidente da República Francesa Emílio Loubet, visitam Portugal.
Surge a primeira sala de projeção de filmes, o salão Ideal, em Lisboa.
É publicado O Encoberto, de Sampaio Bruno.
Carolina Michaelis de Vasconcelos edita o Cancioneiro da Ajuda.
1905
Conclusão da linha férrea de Estremoz a Vila Viçosa.
Liga de Educação Nacional.
Regulamento Policial dos Mendigos da Cidade de Lisboa.
Basílio Teles publica Do Ultimatum ao 31 de Janeiro.
1906
João Franco nomeado chefe de governo.
Conclusão da linha férrea até Vila Real de Santo António.
Greve dos tipógrafos.
Exposição de produtos nacionais.
Fundação da Escola Superior Colonial.
São publicados Os Modernos Publicistas Portugueses, de Sampaio Bruno.
Brito Camacho funda o jornal A Luta.
1907
Golpe de Estado com que João Franco inaugura a sua ditadura.
Greve académica em Coimbra.
Montagem pela C.U.F. duma f brica de adubos químicos no Barreiro.
Operações militares de Cuamato (Angola).
Campanha dos Dembos (Angola).
É publicada A Questão Religiosa, de Sampaio Bruno.
Emílio Costa e outros começam a defender os princípios do sindicalismo revolucionário francês.
1908
Tentativa revolucionária (28 de Janeiro).
Prisão de republicanos.
Regicídio na pessoa de.
D. Manuel II sucede a.
O Partido Republicano Português consegue eleger todos os seus candidatos à Câmara Municipal de Lisboa.
Conclusão da linha férrea de Évora a Arraiolos e Moura.
Revolta do chefe dembo Cazuangongo (Angola).
1º Congresso Nacional do Livre Pensamento.
Fundação do diário sindicalista A Greve e do semanário anarquista O Protesto.
1909
Viagem de II a Madrid, Londres e Paris.
Reúne-se em Setúbal o Congresso do Partido Republicano Português que encarrega o Diretório de apressar o movimento revolucionário para a implantação da República.
Manifestação popular organizada pela Comissão Executiva da Junta Liberal, de mais de cem mil pessoas.
A Federação Operária de Lisboa convoca o Congresso Nacional Operário.
O capitão João de Almeida ocupa o Evale e Cafine e todo o Baixo Cubango (Angola).
Publicação de Origens do Sebastianismo - História e Prefiguração Dramática, de Costa Lobo.
1910
Dissolução parlamentar.
Eleições para deputados.
O Partido Republicano elege 24 deputados.
Congresso Cooperativista e Sindicalista.
Assassinato do Dr. Miguel Bombarda.
Revolução republicana e implantação da República (5 de Outubro).
Exílio da família real.
Governo Provisório Republicano, presidido por Teófilo Braga.
Expulsão dos jesuítas e de todas as ordens religiosas.
Decretos determinando que continuem em vigor todas as leis de 3 de Setembro de 1759, 28 de Agosto de 1767 e 28 de Maio de 1834, sobre expulsão dos jesuítas e encerramento de conventos, e anulando o decreto de 18 de Abril de 1901 que autorizara a constituição de congregações religiosas.
Abolição do ensino da doutrina crista e do juramento religioso.
Extinção dos títulos nobiliárquicos.
Extinção das Faculdades de Teologia e de Direito Canónico.
Restabelecimento de parte do Código Administrativo de 6 de Maio de 1878.
Lei da Liberdade de Imprensa.
Criação da Guarda Nacional Republicana.
Lei do divórcio.
Lei do Inquilinato.
Aparece o semanário O Sindicalista.
Machado Santos funda e dirige o diário republicano radical O Intrasigente.
A República ‚ reconhecida pelo Governo inglês.
Lei do Direito à Greve, da autoria de Brito Camacho, que suscita a
reação dos organismos operários.
Leis da Família.
Publicação de Amanhã, de Abel Botelho.
Inicia a sua publicação no Porto a revista quinzenal ilustrada de literatura e crítica, A Aguia.
1911
Lei da Separação do Estado das Igrejas, da autoria de Afonso Costa.
Eleição da Assembleia Nacional Constituinte.
A Assembleia Nacional Constituinte sanciona, por unanimidade, a Revolução de 5 de Outubro de 1910 e a implantação da república.
A Portuguesa ‚ adotada como hino nacional pela Assembleia Nacional.
Aprovação da Constituição Política da República Portuguesa.
Criação do escudo, como unidade monetária.
Eleição do primeiro presidente constitucional da República, Manuel de Arriaga.
Desmembramento da Assembleia Nacional Constituinte em Câmara de Deputados e Senado.
Criação do Ministério das Colónias.
Reforma do ensino primário e do ensino universitário.
Criação das Universidades de Lisboa e do Porto.
João Chagas chefia o primeiro governo constitucional.
Primeira incursão armada de monárquicos portugueses vindos de Espanha: combate de Vinhais.
Congresso do Partido Republicano Português, no qual se produz uma cisão partidária.
Manifestação organizada pela Carbonária e por componentes dos "batalhões de voluntários de República" como protesto contra as greves.
Instituição do descanso semanal obrigatório.
Ferreira da Silva funda a Sociedade de Química Portuguesa.
António José de Almeida funda e dirige o diário República.
São publicados os Discursos sobre a Constituição Política da República Portuguesa, de Teófilo Braga.
São publicadas as Lições de Filologia Portuguesa, de José Leite de Vasconcelos.
Basílio Teles publica "I- As Ditaduras - II O Regime Revolucionário e III - A Constituição IV - Finanças.
A população portuguesa ‚ de 5 547 708 habitantes.
1912
Grande recrudescimento da táctica de agitação social permanente, pregada e praticada por algumas correntes do proletariado.
O número anual de emigrantes perfaz o total de 77 000 indivíduos.
Fundação do Partido Republicano Evolucionista, sobre a presidência de António José de Almeida.
Fundação do Partido de União Republicana, sob a presidência de Brito Camacho.
Segunda incursão armada de monárquicos portugueses vindos de Espanha combate de Chaves.
Pacto de Dover: acordo entre as facões monárquicas miguelista e manuelista.
Em Santarém Afonso Costa profere um discurso, no qual condensa o programa da sua ação política.
Greve dos rurais de Évora secundada pela greve geral em Lisboa e noutras localidades do país. Encerramento da Casa Sindical e prisão de dezenas de militantes que nela se encontravam reunidos.
Lei respeitante à mendicidade.
O presidente do Ministério, Augusto de Vasconcelos, garante na Câmara dos Deputados não existir tratado algum entre a Inglaterra e a Alemanha " de natureza a ameaçar a independência, a integridade e os interesses de Portugal ou de uma parte qualquer dos seus domínios", terminando por afirmar que faz aquela "declaração com o assentimento dos gabinetes de Londres e Berlim".
Greve de pessoal da Companhia Carris, em virtude da qual a população de Lisboa esteve privada de "elétricos" durante 26 dias.
Congresso em Braga do Partido Republicano Português, que, ratificando as decisões do Congresso partidário de Outubro de 1911, constitui um êxito para a política preconizada e seguida por Afonso Costa e pelo Grupo Parlamentar Republicano Democrático, considerando-se o velho Partido Republicano definitivamente cindido em três.
Inicia a sua publicação no Porto o "quinzenário de inquérito à vida nacional" A Vida Portuguesa (boletim da "Renascença Portuguesa").
Começa em Évora a publicação mensal de O Trabalhador Rural, propriedade da Federação Nacional dos Trabalhadores Rurais.
Publicação de Para a História da Revolução, de Teixeira de Sousa.
Salão dos Humoristas.
1913
O número anual de emigrantes perfaz o total de 67 000 indivíduos.
Acordo não assinado entre a Inglaterra e a Alemanha para a partilha das colónias portuguesas.
Subida ao poder do primeiro governo partidário (presidido por Afonso
Costa).
Afonso Costa profere uma conferência intitulada o Catolicismo, Socialismo e Sindicalismo, a qual provoca fortes reações entre os elementos "libertários" e os monárquicos.
Criação do Ministério da Instrução Pública.
Tentativa revolucionária de republicanos, monárquicos e sindicalistas para derrubar o governo de Afonso Costa (27 de Abril).
Atentados dinamitistas em Lisboa, em Abril, Julho e Outubro.
É publicado o novo Código Eleitoral.
É criada a Faculdade de Estudos Sociais e de Direito de Lisboa.
É estabelecida em Portugal a responsabilidade patronal pelos acidentes de trabalho.
Tentativas revolucionárias de monárquicos em Julho e Outubro.
Eleições suplementares para deputados e gerais para os componentes dos corpos administrativos, as quais constituem vitórias para o Partido Democrático, chefiado por Afonso Costa.
Prisão no forte de Elvas de militantes operários e sindicalistas.
Indulto por motivo do segundo aniversário da implantação da República, a condenados políticos e sociais que o pediram e não tinham tido responsabilidades como chefes sediciosos.
Novas ações militares contra os Dembos (Angola) desta vez empreendidas por Norton de Matos.
Aparece em Lisboa o semanário anarquista Terra Livre.
Publica-se, pela primeira vez, uma súmula de O Capital, de Karl Marx.
1914
Afonso Costa apresenta ao Parlamento o Orçamento Geral do Estado para o ano económico de 1914-15, o qual acusa um superavit de Esc. 3 392 764$72.
Sobe ao poder o primeiro governo presidido por Bernardino Machado, que se propõe promover a conciliação dos Portugueses em geral e dos republicanos em particular.
Amnistia para os monárquicos e para os presos por delitos sociais.
Publicação da lei sobre crédito agrícola.
Funda-se a União Operária Nacional.
Constitui-se a União das Juventudes Sindicalistas.
Funda-se o movimento integralista.
Tentativa revolucionária em Mafra e em Bragança, para restauração da Monarquia.
Bissau ‚ elevada à categoria de cidade.
A Lei de Separação do Estado das Igrejas ‚ aprovada, na generalidade, pelo Congresso da República.
O Congresso da República concede ao governo, por unanimidade, autorização para "intervir militarmente na atual luta armada internacional, quando e como julgue necessário aos nossos altos interesses e deveres de nação livre e aliada da Inglaterra".
Inicia a sua publicação em Coimbra a "revista de filosofia política"
Nação Portuguesa, órgão do movimento integralista.
Aparece em Lisboa o quinzenário União Operária, órgão e propriedade da União Operária Nacional, central dos sindicatos operários portugueses.
Começa a publicar-se em Lisboa O Despertar, mensário das juventudes sindicalistas.
1915
Conclusão da linha férrea do Vale do Sado.
Dissolução da União Operária Nacional.
Ditadura de Pimenta de Castro.
Triunfo da revolução republicana contra a ditadura de Pimenta de Castro.
O senador João de Freitas atenta, no Entroncamento contra a vida de João Chagas, que fica gravemente ferido e cego de um olho, não podendo por isso assumir a presidência do governo revolucionário para que fora nomeado. O agressor ‚ morto pela multidão.
Sobe ao poder o governo presidido por José de Castro.
Renúncia de Manuel de Arriaga à presidência da República.
Eleições gerais.
Bernardino Machado ‚ eleito presidente da República.
Campanha do sul de Angola.
Tentativa de pronunciamento militar, que fica conhecida por "movimento das espadas".
Aparecimento da revista literária Orpheu.
Inicia a sua publicação em Lisboa o "mensário artístico, literário e social para Portugal e Brasil" Atlântida, dirigido por João de Barros e João do Rio.
1916
Crise inflacionista.
Portugal faz a apreensão de todos os navios mercantes alemães fundeados em portos portugueses, a fim de serem colocados ao serviço da aliança luso-britânica.
Criação dos Transportes Marítimos do Estado.
A Alemanha declara guerra a Portugal.
Constitui-se o governo da União Sagrada (Afonso Costa e António José de Almeida).
Criação do Ministério do Trabalho e Previdência Social.
Machado Santos tenta sublevar, sem êxito, a guarnição militar de Tomar para um movimento revolucionário contra a União Sagrada e a sua política.
Reocupação de Quionga (Moçambique).
São publicadas as Considerações Histórico-Pedagógicas, de António Sérgio.
Publicação de Sobre Afonso de Albuquerque, de Henrique Lopes de Mendonça.
1917
Um corpo de tropas expedicionárias portuguesas vai combater em França contra os Alemães.
"Aparições" de Fátima.
Inquérito industrial.
É reorganizada a União Operária Nacional.
Greve do pessoal dos Correios e Telégrafos, secundada em Lisboa e arredores por uma greve geral.
Criação do Ministério do Comércio.
Triunfo da revolta militar comandada por Sidónio Pais.
Destituição de Bernardino Machado da Presidência da República.
Sidónio Pais assume a Presidência da República.
Restabelecimento das relações diplomáticas com a Santa Sé.
Fundação da Companhia de Diamantes de Angola.
Os Dembos voltam a revoltar-se (Angola).
Aparecimento em Lisboa do "diário integralista da tarde", A Monarquia.
Criação do Centro Católico Português.
Aparece o Movimento Operário, boletim da União Operária Nacional.
Criação do Centro Católico Português.
Publicação de De Ceuta ao Cabo da Boa Esperança, de Henrique Lopes de Mendonça.
Editada a Sintaxe Histórica Portuguesa, de Epifânio da Silva Dias.
1918
Tentativa revolucionária contra Sidónio Pais, promovida por marinheiros.
Criação do ministério da Agricultura e do das Subsistências e Transportes (depois Abastecimentos e Transportes).
A Empresa Nacional de Navegação, constituída em sociedade anónima, origina a Companhia Nacional de Navegação.
A Igreja beatifica D. Nuno Álvares Pereira.
Restabelecimento das relações diplomáticas com o Vaticano.
Batalha de La Lys.
Eleições gerais, às quais não concorrem os partidos republicanos.
Tentativa revolucionária parlamentarista em Coimbra e Évora.
Torpedeamento pelos Alemães do caça-minas Augusto de Castilho, comandado por Carvalho Araújo.
Leva da Morte.
Assinatura do armistício que consigna a derrota, pelas armas, da Alemanha e dos seus aliados.
Sidónio Pais ‚ alvo de um atentado que lhe causa a morte.
Canto e Castro ‚ eleito presidente da República.
Reforma do ensino técnico e médio.
Publicação de Os Arcades, de Teófilo Braga.
Publicação de Terras do Demo, de Aquilino Ribeiro.
Morte de Amadeu de Sousa Cardoso.
1918-19
Surto em todo o país da gripe pneumónica que matou 102 750 pessoas.
1919
Deflagra em Santarém um movimento revolucionário tendente ao restabelecimento da Constituição republicana de 1911.
Monarquia do Norte.
Os monárquicos de Lisboa revoltam-se e vão acampar na serra de Monsanto, donde bombardeiam a capital, intimidando, sem resultado o governo republicano à rendição.
Esmagamento das sedições monárquicas em todo o país.
Decretos organizando o seguro social obrigatório na doença e na invalidez, velhice e sobrevivência.
É criada a Confederação Geral do Trabalho.
Conferência da Paz, que permite a Portugal a reocupação do território de Quionga (Moçambique).
É assinado o Tratado de Versalhes para a paz com a Alemanha.
É publicado o decreto que estende a todo o território continental e das Ilhas Adjacentes o horário das oito horas de trabalho diário.
Canto e Castro termina o mandato como presidente da República.
António José de Almeida, eleito presidente de República, ‚ investido no seu cargo.
Intensa agitação política e social, acompanhada de atentados a tiro e à bomba.
Decreto que torna extensiva extensiva aos bombistas e aos presos de por crimes sociais a competência dos tribunais encarregados de julgar em processo sum rio, os vadios e os reincidentes criminosos de delitos comuns, podendo ser-lhes aplicada, depois do julgamento, a pena de deportação para o Ultramar.
Criação da Faculdade de Letras do Porto.
Instituição do ensino primário superior.
Aparecimento do agrupamento que ficou conhecido por Legião Vermelha,
À qual foi atribuída a maior parte das responsabilidades por atentados políticos e sociais praticados até Maio de 1925.
É publicada a Gramática Histórica Portuguesa (Fonética - Morfologia) de José Joaquim Nunes.
Inicia a sua publicação o diário da manha, A Batalha, porta-voz da organização operária portuguesa.
Aparece o diário socialista da manha, O Combate, órgão do Partido Socialista Português.
Surge o diário operário da tarde Avante, propriedade do Grupo de Propaganda Social "Avante".
Começa a publicar-se em Lisboa o "semanário comunista", A Bandeira Vermelha, órgão da Federação Maximalista Portuguesa.
Reaparece o jornal A Anarquia.
1920
Crise cíclica.
A m‚dia emigratória anual oscila à volta dos 35 000 indivíduos (de 1920 a 1930).
Depois de abandonar o Partido Democrático, Álvaro de Castro funda o Partido Republicano Reconstituinte.
Os integralistas rompem com o ex-rei II.
Inaugura-se a luz elétrica em Aveiro.
Criação do regime dos altos-comissários para as Províncias Ultramarinas.
Fundação da Liga Africana.
Atentados a tiro e à bomba contra os juízes do Tribunal de Defesa Social, ficando um deles morto e três feridos.
Reaparecimento de O Despertar, quinzenário Órgão da União das Juventudes Sindicalistas de Portugal.
Censo de população: 5 621 977 habitantes.
1921
Criação do Partido Comunista Português.
Revolta militar de Lisboa.
Noite sangrenta: assassínio de António Granjo, Machado Santos e Carlos Maia, além de outros.
Grande explosão de bombas na sede das Juventudes Sindicalistas.
Norton de Matos, alto-comissário em Angola.
Inicia a sua publicação a "revista de doutrina e crítica", Seara Nova.
Começa a publicar-se em Lisboa o diário monárquico, Correio da Manhã.
1922
Reforma tributária.
Visita do Presidente da República, António José de Almeida, ao Brasil.
Viagem aérea de Lisboa ao Rio de Janeiro por Gago Coutinho e Sacadura Cabral.
Funda-se a Companhia Colonial de Navegação.
A C.G.T. portuguesa recusa aderir à III Internacional.
Reaparece agora publicada em Lisboa, a revista, Nação Portuguesa.
É publicada A Expedição de Cabral e o Descobrimento do Brasil, de Jaime Cortesão.
É publicado O Malhadinhas, de Aquilino Ribeiro.
1923
Manuel Teixeira Gomes ‚ eleito presidente da República.
Congresso à porta fechada, do Partido Comunista Português.
Álvaro de Castro, presidente do Ministério, leva o Grupo Seara Nova a participar pela primeira vez no Governo da Nação.
É publicado o Bosquejo da História de Portugal, de António Sérgio.
1924
Criação da Junta Orientadora dos Estudos.
Criação do Instituto do Cancro.
Raid aéreo Lisboa-Macau.
II Congresso Colonial Nacional.
Efetua-se a Conferência Anarquista Regional do Norte.
É publicado o primeiro volume do Guia de Portugal, dirigido por Raul Proença.
1925
Morte de António Sardinha, principal orientador do Integralismo Lusitano.
Parte da guarnição militar de Lisboa participa numa insurreição dominada.
Manuel Teixeira Gomes renuncia à presidência da República.
Bernardino Machado ‚ eleito, pela segunda vez, presidente da República.
Generalização do automóvel e da camionagem.
Conferência anarquista de Lisboa.
José Domingues dos Santos afasta-se do Partido Democrático e funda o Partido Republicano da Esquerda Democrática.
Jules Humbert-Droz, como delegado da III Internacional, procura resolver, em Lisboa, os dissídios internos do Partido Comunista Português, apoiando o grupo de Carlos Rates.
Por não concordarem com a sua orientação, alguns organismos operários abandonam a Confederação Geral do Trabalho.
É publicada a História de Arzila, de David Lopes.
1926
Questão dos tabacos.
Afonso Costa, presidente da Assembleia da Sociedade das Nações.
Revolta militar, chefiada por Gomes da Costa, que institui a Ditadura.
É estabelecida a censura prévia à imprensa.
Publicação do decreto ditatorial, com força de lei, que dissolve o Congresso da República.
Decreto que substitui as vereações das câmaras municipais por comissões administrativas.
Extinção da Carbonária.
Extinção do ensino primário superior (criado em 1919).
É publicada A Província de Angola, de Norton de Matos.
1927
Movimento militar republicano contra a ditadura militar.
É dissolvida a Confederação Geral do Trabalho.
Criação da Companhia Portuguesa de Tabacos e da Tabaqueira.
Desenvolvimento da camionagem.
Empastelamento e destruição do jornal A Batalha.
Publicação em Coimbra da revista literária, Presença, que duraria até 1940.
1928
A Presidência da República ‚ assumida pelo General António Óscar de Fragoso Carmona.
Ministério José Vicente de Freitas, no qual assumir a pasta das Finanças o Prof. António de Oliveira Salazar.
Estabelecimento, em Setúbal, da unidade industrial da Sapec.
Acordo Missionário.
Extinção da Faculdade de Letras do Porto.
Segundo movimento revolucionário republicano contra a Ditadura Militar.
Publicação de Emigrantes, de Ferreira de Castro.
É publicada a Antroponímica Portuguesa, de José Leite de Vasconcelos
Inicia a sua publicação no Porto a "revista ilustrada de cultura literária, científica e artística", Portucale.
1929
Permissão de entrada no país das ordens religiosas expulsas.
Extinção da Companhia do Niassa (Moçambique).
1930
Publicação do Ato Colonial.
Diminuição do movimento emigratório português devido aos obstáculos
levantados pelo Brasil à entrada de estrangeiros.
Fundação da Escola Superior de Educação Fsica.
Censo da população: 6 360 347 habitantes