Desenvolvimento Econômico

PLANO DE ENSINO

CURSO: ADMINISTRAÇÃO

DISCIPLINA: DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

PERÍODO: 8º SEMESTRE

C.H. Teórica 60

EMENTA

Desenvolvimento (teoria e história); Origens da indústria no Brasil; Industrialização brasileira;

Crise, Milagre e II PND; Inflação e planos econômicos; Temas de conjuntura econômica.

OBJETIVOS

Apresentar conteúdos da economia brasileira que revelem inter-relações com a realidade

nacional, segundo uma perspectiva histórica e contextualizada de sua aplicabilidade no âmbito

das organizações.

Identificar interações entre evolução da economia, a política pública e gestão pública.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

- Desenvolvimento (teoria e história): conceito de crescimento vs desenvolvimento econômico,

diferenças entre as duas correntes teóricas de desenvolvimento.

- Origens da indústria no Brasil: Introdução à economia brasileira republicana

- Industrialização brasileira: economia na Era Vargas, Plano de Metas

- Crise, Milagre e II PND: Planos Nacionais de Desenvolvimento; Economia Pós Milagre

- Inflação e planos econômicos: Inflação e planos de estabilização anos 1980; endividamento

público e programa de privatizações; abertura comercial e reestruturação produtiva da indústria

nacional; competividade da economia brasileira e vulnerabilidade externa.

- Temas de conjuntura econômica: tendências e desafios.

METODOLOGIA

Aulas com metodologias ativas e dialogadas; leitura; compreensão e produção de textos;

dinâmicas de grupo; trabalhos em grupo e individuais; filmes; debates; estudos de caso.

AVALIAÇÃO

As avaliações serão realizadas em duas formas: trabalhos a critério do professor valendo no

máximo 5,0 pontos e a avaliação oficial, conforme calendário acadêmico, valendo 5,0 pontos. A

aprovação será com a nota final igual ou maior do que 6,0 pontos.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

GREMAUD, A. P.; VASCONCELLOS, M. A. S. de; TONETO JÚNIOR, R. Economia brasileira

contemporânea. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2017.

ARAÚJO, T. P. de; VIANNA, STW; MACAMBIRA, J. (Org.). 50 anos de formação econômica

do Brasil: ensaios sobre a obra clássica de Celso Furtado. Rio de Janeiro: Ipea. 2009

LACERDA, A. C. (org.) Desenvolvimento brasileiro em debate: Grupo de Pesquisa sobre

Desenvolvimento Econômico e Política Econômica da Pontifícia Universidade Católica de São

Paulo (DEPE/PUC-SP). São Paulo: Blucher, 2017. 168 p.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

MANKIW, N. Gregory. Introdução à economia. 6. ed. São Paulo: Cengage Learning,

2014.

DE SOUZA, N. de J. Desenvolvimento econômico. 6a ed. São Paulo: Atlas. 2011.

PARKIN, Michael. Economia. 8. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009. [Biblioteca

Virtual Universitária Pearson]

SECCHI, Leonardo. Políticas Públicas: Conceitos, Esquemas de Análise, Casos

Práticos. 2ª Ed. São Paulo: CENGAGE Learning, 2013.

ABREU, Marcelo. A Ordem do Progresso: Dois Séculos de Política Econômica no

Brasil. Elsevier Brasil, 2015.

Extra:

Academia Pearson, Economia Brasileira. [Online]. Org. Souza, Joabson, Rev. Machado, Luiz Henrique M. Biblioteca Universitaria Pearson, São Paulo: Peason, 2019.

Atividade em Sala 02_2019

ECONOMIA

Empobrecimento na América Latina desafia sistema democrático

O apoio à democracia caiu em países da região. No Brasil, a taxa caiu para 34% no ano passado, comparada aos 48% duas décadas antes

Por Eric Martin e Walter Brandimarte, da Bloomberg

access_time11 maio 2019, 08h00

Bolsonaro com o presidente argentino, Mauricio Macri: nos últimos 5 anos, o desempenho das economias da América Latina tem ficado aquém de outros mercados emergentes (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O cenário político dos dois maiores países da América Latina pode ter virado para a direita ou para a esquerda, mas suas economias não foram para lugar nenhum.

No Brasil e no México, líderes anti-establishment chegaram ao poder alçados por eleitores que votaram contra o status quo. A estagnação da economia desses países teve peso nesse voto de protesto, mas a perspectiva de uma recuperação rápida sob esses novos governos perde força. Economistas têm cortado as previsões de crescimento para ambos os países.

Os mandatos de Jair Bolsonaro e do presidente do México, Andrés Manuel López Obrador — um político de esquerda eleito em sua terceira tentativa –, estão apenas começando. Mas os primeiros desafios enfrentados sinalizam um problema mais amplo. Nos últimos cinco anos, o desempenho das economias da América Latina tem ficado aquém de outros mercados emergentes. É a única região onde houve piora de fato do padrão de vida.

Embora a preocupação sobre um retrocesso da democracia seja um fenômeno global, as jovens instituições da América Latina podem estar especialmente em risco – caso os eleitores decidam que políticos de todos os pontos do espectro são igualmente incapazes de promover mudanças.

A situação da Argentina, terceira maior economia da região, seria um alerta. Por mais de duas décadas, o poder no país oscilou entre governos pró-negócios e populistas, ambos marcados por repetidas crises econômicas.

Novamente em recessão, isso poderia pressagiar outra virada do pêndulo nas eleições de outubro, quando o presidente Mauricio Macri, favorito do mercado, será provavelmente desafiado por Cristina Kirchner.

“O tema que conecta todos esses países é uma sensação de que os sistemas políticos não estão funcionando, uma sensação de fadiga”, disse Rafael de la Fuente, economista-chefe para a América Latina do UBS. “Isso é certamente verdade no caso do Brasil e do México. A ruptura com o que havia antes é visível.”

“A Argentina poderia ser a próxima?”, pergunta. “Está justamente na mesma linha.”

O Latinobarômetro revelou que o apoio à democracia está diminuindo nos três países. A taxa caiu para 34% no Brasil no ano passado, comparada aos 48% duas décadas antes. Na Argentina (partindo de uma porcentagem mais alta) e no México, a pesquisa observou quedas semelhantes.

As expectativas de crescimento econômico também começam a azedar.

Os mercados estavam entusiasmados com o plano de reforma da Previdência de Bolsonaro, medida que poderia proporcionar uma economia de R$ 1,2 trilhões e impulsionar o crescimento atraindo mais investimentos privados. Agora investidores estão céticos de que o presidente, que critica o tradicional “toma lá, dá cá” em um Congresso fragmentado, consiga chegar à economia estimada.

No México, o cenário econômico é afetado pela expectativa de queda dos investimentos privados depois de López Obrador ter cancelado o projeto de um aeroporto orçado em US$ 13 bilhões e afastado empresas estrangeiras do setor petrolífero. Há também uma nuvem pairando sobre as relações de comércio, com o projeto para substituir o Nafta parado no Congresso dos EUA. O PIB do México surpreendeu o mercado ao encolher no primeiro trimestre.

Ainda assim, há algo que distingue o ciclo latino-americano, segundo Christopher Sabatini, da Universidade Columbia, que estuda a região há mais de duas décadas. A fase atual coincide com o fim do boom das commodities que acabou com os sonhos de uma classe média emergente.

Quando as entradas de capital eram abundantes com as vendas petróleo ou soja, esses países podiam fechar os olhos para as falhas estruturais de suas economias – que agora voltam para incomodar.

“O que estamos vendo é uma incapacidade de resolver esses problemas mais difíceis”, disse Sabatini. Com o tempo, isso pode “diminuir a crença das pessoas no sistema democrático”.

TRABALHO E PREVIDÊNCIA

03/07/2019 - 20h20

Estudos apontam endividamento de idosos e empobrecimento de mulheres mais velhas

Representante da Secretaria da Previdência disse que cobertura previdenciária vem aumentando entre mulheres acima de 65 anos

Cleia Viana/Câmara dos Deputados

As comissões realizaram audiência conjunta para debater o problema do empobrecimento das mulheres idosas e o impacto da reforma da Previdência sobre essa população

Dados do Serasa mostram que de abril de 2018 a abril de 2019 o número de pessoas com mais de 65 anos com o nome registrado no cadastro de devedores aumentou 45%. Para discutir o endividamento entre os idosos e o empobrecimento das mulheres nessa faixa etária, as comissões de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa e Defesa dos Direitos da Mulher realizaram audiência pública nesta quarta-feira (3).

A professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), Hildete Pereira, afirmou que a pobreza verificada entre as idosas é reflexo das desigualdades enfrentadas por elas no mercado de trabalho, com salários 30% menores, maiores índices de informalidade e obrigação cultural de cuidar da família.

“Há uma discriminação no mercado de trabalho e o duplo papel das mulheres de cuidadoras da família e de trabalhadoras. Essa conciliação não existe”, disse.

Em relação à aposentadoria, Hildete Pereira lembrou que 62% das mulheres se aposentam por idade, uma vez que não conseguem trabalhar de forma contínua e 47% das trabalhadoras não têm carteira assinada.

Cobertura alta

A representante da Secretaria da Previdência, Thaís Riether, destacou que a cobertura previdenciária vem aumentando e que atualmente 80% das mulheres com mais de 65 anos recebem benefícios previdenciários.

Ela disse ainda que em 118 dos 193 países do mundo homens e mulheres têm a mesma idade para a aposentadoria. Para Thaís Riether, como 60% dos servidores públicos são mulheres, igualar a idade para aposentadoria já representaria em valores atuais uma economia de R$ 25 bilhões.

“A questão que se coloca é se a Previdência Social é o melhor mecanismo para reduzir essas desigualdades e a própria OIT mostra que está longe de ser evidente que a dupla jornada afete a habilidade das mulheres de permanecer no mercado de trabalho até a mesma idade que os homens”, observou.

Qualidade de vida

Para a autora do requerimento para a realização da audiência, deputada Leandre (PV-PR), o envelhecimento da população e a maior expectativa de vida para as mulheres leva à necessidade de se pensar políticas públicas capazes de reverter a realidade atual, garantindo uma melhor qualidade de vida para essa parcela da população.

“Se nós não conseguirmos melhorar essa desigualdade de gênero que nós temos, isso vai representar ainda mais problemas para a frente”, disse.

O defensor público do Distrito Federal, Alberto Carvalho, afirmou que é preciso discutir a reforma previdenciária principalmente sobre seus impactos sobre os idosos que recebem o Benefício de Prestação Continuada, concedido para famílias com renda inferior a R$ 249 por pessoa.

Ele destacou que de 2000 a 2016 foram gastos ao ano R$ 468 milhões com publicidade, então é preciso rever os gastos públicos antes de cortar benefícios fundamentais para a sobrevivência de milhares de pessoas.

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Deterioração dos termos de troca é um termo surgido a partir do raciocínio de Raul Prebisch, economista argentino e um dos responsáveis pela condução da CEPAL (sigla para "Comissão Econômica para América Latina e Caribe", órgão criado a partir da ECOSOC, agência da ONU destinada a promover o desenvolvimento econômico das regiões consideradas subdesenvolvidas) na década de 50 e início da década de 60.

O termo empregado por Prebisch sintetiza a teoria do subdesenvolvimento elaborada no seu período na CEPAL, e bem aceita pelos países da América Latina, que tem como objetivo demonstrar os problemas enfrentados pelos países subdesenvolvidos em face de sua industrialização tardia. Dissertando sobre a condição da dependência econômica gerada pela relação de troca entre países, onde geralmente a maioria das nações marginais não possui a condição de incrementar as matérias primas obtidas em seu território, tal definição sintetiza de modo eficaz o esforço quase vão dos países pobres em vencer a desigualdade estabelecida no mercado mundial ante a desvalorização abismal de seus termos de troca, perpetuando assim uma situação de dependência econômica e subordinação às políticas dos países ricos.

Tais conceitos obtiveram grande recepção não só entre os governos, mas, no caso do Brasil, obteve popularidade também no meio empresarial, e pouco depois até mesmo no meio acadêmico, norteando durante um bom tempo as decisões econômicas estatais nas décadas de 50 e 60. Mesmo após o auge de sua obra, causa impressão entre os economistas em geral a influência da CEPAL de maneira tão indelével em muitas das economias latino-americanas.

A série revela a história do Brasil como ninguém jamais viu. As primeiras indústrias e as estradas de ferro. A navegação e a urbanização das cidades. A exploração do petróleo e as grandes siderurgias.Produzida pela Boutique Filmes e com a apoio da Quanta, “Gigantes do Brasil” tem um padrão de produção grandioso. Com recursos de computação 3D, produção de arte e figurino de época, a série vai reconstruir o Brasil do final do século XIX até a metade do século XX.

O que diferenciava todo o estudo que engloba o conceito da deterioração dos termos de troca em meio à literatura econômica restante é o foco dispensado à condição desvantajosa a que estão relegadas as jovens economias latinas, um fato que por muito tempo os estudiosos dos países desenvolvidos desconsideravam em seus estudos. Em outras palavras, os países pobres do continente americano não possuíam um conjunto de estudos feitos exclusivamente para um melhor direcionamento de suas políticas econômicas. Os estudos elaborados eram todos destinados à condução da economia dos países ricos, considerando apenas seus pontos de vista e o modo como suas políticas financeiras estavam organizadas.

Assim, temos que toda a produção de um país subdesenvolvido já entrava no mercado em condições de "deterioração", pois, o valor atribuído internacionalmente a seus bens seria muito baixo. Seria necessário uma produção gigantesca, e um mercado maior ainda para que tais produtos "deteriorados" pudessem pagar a conta da importação dos bens manufaturados, industrializados e beneficiados pelas economias predominantes. É nesse sentido que está direcionado o estudo da CEPAL, reforçando aos países pobres, com economias frágeis, a necessidade de progresso, modernização e maior incremento dos produtos a serem exportados, adicionando aos mesmos um maior valor, de modo a captar maior renda no mercado.

Bibliografia

Deterioração dos termos de troca e a necessidade de agregar valor ao café. Disponível em http://www.agronline.com.br/artigos/artigo.php?id=195 . Acesso em 18/05/2011.

- COLISTETE, Renato Perim. O desenvolvimentismo cepalino: problemas teóricos e influências no Brasil. Disponível emhttp://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142001000100004 . Acesso em 18/05/2011.

Editor(es) da história: Rui Calvo

N.º de episódios: 4

N.º de temporadas: 1

Programas relacionados: Gigantes da Indústria

Diretor(es): Fernando Honesto

Francesco Matarazzo.

Percival Farquhar.

Giuseppe Martinelli.

Guilherme Guinle

Gigantes do Brasil

Acompanhe a história dos homens poderosos que incluíram o Brasil no mapa econômico mundial. Por meia da construção de linhas férreas, criação de polos industriais e exportação das riquezas naturais, esses magnatas inventaram a indústria brasileira.

“Gigantes do Brasil” conta a história da construção do país. A minissérie em quatro episódios acompanha a transformação de um Brasil rural e provinciano numa potência econômica e industrializada através das histórias de quatro empreendedores visionários. Francesco Matarazzo. Percival Farquhar. Giuseppe Martinelli. Guilherme Guinle. Homens sonhadores, implacáveis e ambiciosos. Competindo por suas fortunas e perseguindo seus objetivos, eles moldaram a história do país.

Arquivado em: Economia