Notícias sobre Economia e Finanças



[O GLOBO] Por dentro do PIB

postado em 29 de mai de 2015 19:42 por Luiz Henrique Mourão Machado Machado

Entenda como se mede o desempenho da economia brasileira

POR CLARICE SPITZ
29/05/2015 8:00 ATUALIZADO 29/05/2015 9:15

O cálculo do PIB é o que apresenta maior complexidade para institutos de pesquisa - Bloomberg News

Entre as pesquisas econômicas, o PIB é o trabalho mais complexo desenvolvido por um instituto de estatística. Desde a década de 90, ele é calculado pelo IBGE. Entre 1947 e 1989, esse trabalho cabia à Fundação Getulio Vargas (FGV). O IBGE já fez algumas revisões na metodologia do PIB: em 1997, 2007 e neste ano, utilizando como base o ano de 2010. Neste ano, a revisão fez o tamanho da economia brasileira crescer ao passar em 2011 de R$ 4,143 trilhões para R$ 4,374 trilhões.


O que é e como se calcula o PIB?

IBGE utiliza pesquisas internas e externas para calcular o PIB - Divulgação

Apesar de ser um conceito muito difundido, o PIB na realidade não mede a soma de todos os bens e serviços produzidos na economia. Ele mede um fluxo, ou seja, quanto a economia gerou em valores em um determinado período, seja ano ou trimestre. Em uma comparação simples, ele é o equivalente à soma dos salários de uma pessoa em um ano. Ficam de fora dessa conta dados do patrimônio da pessoa. Um apartamento fechado, por exemplo, não acrescenta nada ao cálculo do PIB, mas se, ao contrário, esse apartamento for alugado, a renda auferida no aluguel é incorporada ao cálculo. Para medir o PIB, são contabilizadas pesquisas internas divulgadas pelo próprio IBGE e fontes externas, de outros órgãos da administração pública.

As diferentes maneiras de se olhar a economia

O PIB pode ser analisado pela ótica da oferta ou produção, que leva em conta o que foi gerado por empresas de setores como a indústria, agropecuária e serviços - Reprodução

Existem diferentes maneiras de se olhar a economia. O PIB pode ser analisado pela ótica da oferta ou produção, que leva em conta o que foi gerado por empresas de setores como a indústria, agropecuária e serviços. Outra maneira de se fazer esse cálculo é pela pela ótica da demanda ou despesa. Ela analisa o PIB de acordo com o destino dos bens e serviços. Nessa ótica, o PIB equivale à soma dos valores do que é consumido pelas famílias, pelo governo, e daquilo que é gasto em investimento, e destinado em exportações (descontado o valor dos bens e serviços importados). Nas pesquisas anuais, o PIB ainda pode ser analisado pela ótica da renda, ou seja, pelos salários e ordenados e contribuições, com base em informações da Receita Federal, sem a identificação dos contribuintes.

A recessão técnica

O termo recessão técnica é controverso - Guilherme Leporace / Guilherme Leporace

Uma recessão técnica se configura quando o PIB registra dois trimestres consecutivos de queda. O termo, no entanto, está longe de ser um consenso. Nos Estados Unidos adota-se como referência o conceito de ciclos econômicos. Quem estima os ciclos da economia americana é o National Bureau of Economic Research (NBER), órgão de pesquisa privado. Para o NBER, “a recessão é um significativo declínio na atividade econômica disseminada por toda a economia, durando mais do que poucos meses, normalmente perceptível no PIB, na renda, no emprego, na produção industrial e nas vendas do varejo”, segundo o site da instituição.

A nova metodologia

Exploração de petróleo e minérios passa a ser uma medida de investimento - Simon Dawson / Bloomberg

A última revisão do Produto Interno Bruto (PIB) começou a ser feita em 2011. Mudou a classificação das atividades econômicas e agregou pesquisas como o Censo Agropecuário 2006 e a Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2008/2009, além da adaptação às recomendações internacionais, para tornar o PIB mais comparável ao de outros países. 

As mudanças na forma de calcular o PIB aumentaram o tamanho da economia brasileira. De um lado, o investimento avançou, já que passaram a ser contabilizados itens que antes entravam como gastos. De outro, a parcela da indústria perdeu espaço para o setor de serviços, também por causa da mudança de alguns conceitos. Os dados sobre o consumo das famílias passaram a ser mais detalhados, assim como as informações sobre a construção civil.

Uma das principais mudanças foi o conceito dos investimento. Antes, recursos aplicados por empresas na área de pesquisa e desenvolvimento eram contabilizados como gastos. Agora, serão incluídos como investimentos. O dinheiro gasto na exploração de recursos minerais, como petróleo e minério de ferro, também passou a ser contabilizado como investimento.

Quem calcula o tamanho da economia

Roberto Olinto, diretor de Pesquisas do IBGE - Ana Branco

Trabalham diretamente no cálculo do PIB 30 pessoas, que fazem parte da Coordenadoria de Contas Nacionais, mas a estimativa é que todas as coordenações estejam envolvidas. O IBGE tem hoje cerca de de 6 mil funcionários permanentes que atuam na coordenação e análise das pesquisas e ainda cerca de 5 mil temporários, que trabalham na coleta das pesquisas.

De que forma as pesquisas são respondidas

Internet é o meio mais difundido para transmitir informações - FreeImages

As pesquisas são, na esmagadora maioria, produzidas por meio de questionários que são enviados pela internet. Na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), por exemplo, mais de 77% dos questionários foram respondidos via internet. As exceções ficam com a Pnad e a PME em que os funcionários do instituto vão até as casas das pessoas. As pesquisas agropecuárias não utilizam questionários. Elas fazem avaliações conjuntas com outros órgãos e informantes, nas áreas de produção

O PIB trimestre a trimestre

Consumo das famílias é subsidiado por dados das vendas do comércio - Marco Antônio Teixeira / Agência O Globo

RIO - O PIB divulgado nesta sexta-feira reflete as Contas Nacionais Trimestrais. Isso significa que os dados ainda não são os definitivos e têm uma base de dados diferente e menos consolidada que aqueles das contas anuais. Veja abaixo a lista de pesquisas:

PIM-PF - Amostra a partir da Pesquisa Industrial Anual – Empresa (PIA-Empresa) e da Pesquisa Industrial Anual – Produto (PIA-Produto), representando aproximadamente 85% do Valor da Transformação Industrial da PIA-Empresa do ano de 2010, e abrangendo 944 produtos e 7.800 unidades locais.

IPP - Investiga mensalmente junto a 1.400 empresas, cerca de 5 mil preços recebidos pelos produtores em 23 atividades das indústrias de transformação.

Sinapi - Índice Nacional da Construção Civil - Investiga os preços praticados pelos fornecedores de cerca de 400 insumos para a indústria da construção civil, envolvendo em média de 8500 informantes em todo o país.

PME - Pesquisa Mensal de Emprego - Visita mensalmente cerca de 44 mil domicílios nas seis principais regiões metropolitanas do país (SP, RJ, BH, Sal, Rec, P. Alegre), o que equivale a mais de 1.700 visitas domiciliares por dia útil, todos os meses.

PMC - Pesquisa Mensal do Comércio engloba cerca de 5.700 empresas comerciais com 20 ou mais pessoas ocupadas em 31 de dezembro (dado extraído da PAC) sediadas em Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Amapá e Tocantins (Região Norte) ou nos municípios das capitais para as demais UFs. A única exceção está no Pará, onde são consideradas aquelas que estão sediadas nos municípios que formam a Região Metropolitana de Belém.

PMS - Pesquisa Mensal de Serviços abrange 11.500 empresas com 20 ou mais pessoas ocupadas, em todas as Unidades da Federação.

LSPA - Levantamento Sistemático da Produção Agrícola - Investiga mensalmente a produção de 35 culturas (área, produção e rendimento médio por ha), fazendo levantamentos mensais, abrangendo todas as Unidades da Federaçăo. As informações são obtidas por intermédio das Comissões Municipais (COMEA) e/ou Regionais (COREA); consolidadas em nível estadual pelos Grupos de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias (GCEA) e posteriormente, avaliadas, em nível nacional, pela Comissão Especial de Planejamento Controle e Avaliação das Estatísticas Agropecuárias (CEPAGRO). Ao todo, esse trabalho envolve cerca de 2 mil fontes de informações institucionais em todo o país.

Para a administração pública. Para o cálculo das despesas de consumo do governo, são utilizadas fontes externas que são sistematizadas por outros órgãos da administração pública. Nas contas anuais, as principais são:

Siafi – dados mensais de arrecadação e despesas do governo federal;

Confaz/Cotepe – Boletim mensal de arrecadação do ICMS;

- Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária da Lei de Responsabilidade Fiscal para informações sobre receitas e despesas realizadas pelos governos estaduais.

-Secex

Banco Central

O PIB anual

Nessa pesquisa, os dados são definitivos - Cezar Loureiro / Agência O Globo

RIO - Em novembro, o PIB trará informações consolidadas para os anos de 2012 e 2013. Os dados a respeito da economia serão então definitivos. O PIB anual incorpora pesquisas com dados mais abrangentes e consolidados. São exemplos das pesquisas utilizadas nesse indicador:

Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio (Pnad), que visita anualmente cerca de 147 mil domicílios em 1.100 municípios nas áreas urbanas e rurais das 27 unidades da federação. As visitas captam informações de mais de 360 mil moradores

Censo Agropecuário de 2006 - O Censo Agropecuário de 2006 envolveu visitas aos 5.175 milhões de fazendas, empresas agropecuários existentes no país

- A Pesquisa Industrial Anual (PIA) que abrange 150 mil empresas industriais ou mais de 95% das empresas industriais do país.

- A Pesquisa Anual de Serviços (PAS) que abrange mais de 100 mil empresas.

- A amostra da Pesquisa Anual de Comércio (PAC) que abrange mais de 47.500 empresas comerciais em todas os estados

- A Pesquisa Anual da Construção Civil (PAIC) que abrange mais de 11 mil empreiteiras.

- A Produção Agrícola Municipal (PAM) que investiga as áreas de lavouras, produçăo obtida, rendimento médio e valor da produçăo para 29 produtos agrícolas de culturas temporárias e 33 de culturas permanentes, em nível geográfico mais ampliado.

Produção Pecuária Municipal que traz informaçőes sobre os efetivos das espécies animais criadas, como também dados sobre as produçőes de leite, lă, ovos de galinhas e de codornas, mel e casulos de bicho-da-seda com dados sobre os 5.565 municípios brasileiros.

- A Extração Vegetal e Silvicultura que mede a quantidade e o valor das produçőes obtidas na exploraçăo dos recursos florestais naturais (extrativismo vegetal) e a exploraçăo de maciços florestais plantados (silvicultura) sobre os 5.565 municípios brasileiros.

- Para o cálculo das despesas de consumo do governo, são utilizadas fontes externas que são sistematizadas por outros órgãos da administração pública e que incorporam os seguintes dados:

Sistema Integrado de Administração Financeira - SIAFI/STN/Ministério da Fazenda para receitas e despesas do Governo Federal;

Execução Orçamentária dos Estados e Finanças do Brasil (FINBRA) - Secretaria do Tesouro Nacional /Ministério da Fazenda;

Sistema de Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS) - Ministério da Saúde;

- Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação(SIOPE);

Levantamentos especiais de Balanços do FGTS e Sistema S;

- Levantamentos especiais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para estimativa de dispêndios em P&D.

-São utilizados ainda dados da Abegás e da EPE

Secex

Banco Central

Fonte: IBGE

*Agradecimentos: Claudia Dionisio e Luiz Bello

[Locatelli] Frações Financeiras 55 – Você sabia que a Instrução 409 vai acabar?

postado em 9 de set de 2014 21:27 por Luiz Henrique Mourão Machado Machado

Posted on 04/06/2014 by cesarlocatelli
http://www.f2br.com/cesarlocatelli/?p=948

A Instrução 409 da CVM é a principal regulamentação dos fundos de investimento no Brasil. O Edital de Audiência Pública Nº 04/2014 tem como objeto criar uma nova instrução para a constituição, a administração, o funcionamento e a divulgação de informações dos fundos de investimento. Em outras palavras a instrução 409 de 2004 será revogada e substituída.

Aspectos principais da mudança

A Minuta tem por objetivo modernizar as regras aplicáveis aos fundos de investimento em diversos aspectos, em especial:  valorização dos meios eletrônicos de comunicação;  a racionalização do volume e forma de divulgação de informações;  a maior transparência no que se refere à política de distribuição;  a vedação ao recebimento de remuneração que prejudique a independência na gestão do fundo;  o aprimoramento da regulação no que se refere à taxa de performance; e  a flexibilização dos limites de aplicação em determinados ativos financeiros, sobretudo no exterior.

Racionalização na prestação de informações

A Minuta propõe a eliminação do Prospecto para fundos abertos, e a realocação das informações nele contidas. Os alertas mais relevantes foram incluídos no termo de adesão e ciência de risco, e as demais informações incorporadas em documento virtual denominado “Formulário de Informações Complementares do Fundo”, que deve ser atualizado no prazo de 5 (cinco) dias úteis da ocorrência de qualquer mudança.

Para estimular que os riscos inerentes ao fundo sejam descritos de forma clara, objetiva e concisa, a Minuta prevê que o termo de adesão e ciência de risco deve expor os 5 principais fatores de risco inerentes à composição da carteira do fundo, observado o limite de 5.000 caracteres.

Eliminação do "termo de ciência de risco de crédito"

Propõe-se também a eliminação do “termo de ciência de risco de crédito”, introduzido pela Instrução CVM nº 450, de 30 de março de 2007. A assinatura de referido termo atualmente é obrigatória para o ingresso em fundo de investimento que possa investir mais de 50% do seu patrimônio líquido em crédito privado, sendo vedada a utilização de sistemas eletrônicos para esse fim.

A CVM entende que é importante que seja dado destaque à possibilidade de determinado fundo investir mais de 50% do seu patrimônio líquido em títulos de emissores privados, mas entende que, no atual contexto, as obrigações de incluir (i) a expressão “Crédito Privado” à denominação do fundo; e (ii) o alerta específico a respeito  deste investimento já são suficientes. Atualmente o alerta deve constar do Regulamento e do Prospecto do fundo. Na minuta, propõe-se que o alerta conste do termo de adesão e ciência de risco.

Valorização de correspondência virtual e disponibilização de informações pela rede mundial de computadores

A Minuta permite que documentos sejam enviados ou disponibilizados de forma eletrônica, bem como admite a manifestação dos cotistas por via eletrônica, desde que tal possibilidade esteja expressamente prevista no Regulamento do fundo.

Além disso, permite que os fundos que continuem a enviar suas correspondências por via física convoquem assembleia mediante a publicação de edital em jornal de circulação, desde que tal possibilidade esteja expressamente prevista em seu Regulamento.

Criação de fundo de risco soberano

A CVM propõe a criação do Fundo Risco Soberano Simplificado. As principais características deste fundo são:

(i) 95% de seu patrimônio líquido deve ser composto por títulos públicos federais ou de emissão de instituições financeiras de risco de crédito no mínimo equivalente ao risco soberano;

(ii) distribuição, documentação e comunicação serão realizadas apenas por meio eletrônico; e

(iii) a adoção pelo gestor do fundo de estratégia de investimento que proteja o fundo de perdas e da volatilidade.

Por conta dessas características particulares, a CVM está disposta a dispensar o termo de adesão e ciência de risco, simplificando a adesão dos investidores a este fundo.

Rebate na distribuição de fundos

O pagamento de uma parcela da taxa de administração de um dado fundo investido para administradores e gestores de fundos de cotas que nele invistam é uma forma de remuneração pela atividade de distribuição que está presente em diversas estruturas de fundos de fundos.

Entretanto, esse mecanismo apresenta uma série de problemas relacionados com a proteção ao investidor. Assim sendo, a CVM, considerando sua missão legal de buscar práticas equitativas, transparência e competição justa, sugere a eliminação da possibilidade de remuneração, considerando que a única situação em que tal procedimento era justificável j) o funfo de fundos) á foi superada pela instituição da distribuição por conta e ordem.

Essa vedação não incidirá sobre fundos de investimento em cotas que invistam mais de 95% de seu patrimônio em um único fundo de investimento. Isso porque, neste caso, há o claro propósito de replicar a carteira de um fundo específico para distribuí-lo. Não há como o gestor investir mais ou menos em determinado fundo em função dos diferentes rebates pagos, pois a política de investimento é restrita à reprodução de uma carteira.

Taxa de performance

A CVM, além de reconhecer estes dois métodos, permitirá que um terceiro método possa ser utilizado no Brasil, o método do ajuste. Esse terceiro método, embora mais complexo, tem a vantagem de permitir ajustes individualizados para cada aplicação feita no fundo de forma a evitar potenciais transferências de riqueza entre cotistas, e entre cotistas e administradores.

O método do ajuste apresenta a simplicidade do método do ativo para todas as aplicações anteriores à última cobrança de performance e, exclusivamente para as aplicações efetuadas posteriormente à última cobrança, são realizados ajustes individuais, promovendo a correta individualização dessa despesa entre os cotistas e eliminando o risco de socialização.

Vale lembrar que, do ponto de vista operacional, a indústria de fundos brasileira já possui experiência com esse tipo de cálculo em função do processamento do “come-cotas” do imposto de renda.

Isso é possível porque no momento do pagamento da taxa de performance o ajuste individual é cobrado com o cancelamento ou emissão de cotas, devendo tal valor ser indicado nos correspondentes extratos de conta.

Racionalização da classificação de fundos

A reclassificação de fundos deverá ter como resultado, em vez das 7 classes atuais, apenas 4 classes: renda fixa, renda variável, multimercados e investimento no exterior.

As classes Curto Prazo e Referenciado foram incorporadas à classe Renda Fixa e passam a ser destacadas em sufixos que podem ser adicionados ao nome dos fundos. De forma similar, as atuais classes Cambial e Dívida Externa passam a ser sufixos aceitos na nova classe denominada Investimento no Exterior.

Flexibilização para investimento em fundos destinados a investidores qualificados

Os fundos não destinados exclusivamente a investidores qualificados passam a ter permissão para aplicar até 20% do seu patrimônio líquido tanto em fundos de investimento destinados a investidores qualificados ou em fundos de cotas de fundos de investimento destinados a investidores qualificados.

Flexibilização para investimento no exterior

As classes Renda Fixa (exceto o Fundo Risco Soberano Simplificado) e Ações, passem a ter permissão para aplicar até 20% do seu patrimônio líquido no exterior, o que dobra o valor do limite atual, e o iguala ao já existente para a classe Multimercado.

Os fundos das classes Renda Fixa, Ações e Multimercado, destinados exclusivamente a investidores qualificados, também terão seus limites ampliados, sendo que os investidores desses fundos poderão diversificar até dois quintos do seu patrimônio em aplicações no exterior.

Convocação da assembleia quando o fundo é fechado por problemas de liquidez

A Minuta sugere que a assembleia seja necessária quando este fechamento por problemas de liquidez perdurar por mais de 5 (cinco) dias consecutivos, pois se entende que a assembleia não se faz necessária quando o problema de liquidez é rapidamente sanado.

Cota diária

A Minuta permite, no tocante às obrigações periódicas do fundo, que o administrador divulgue o valor da cota e do patrimônio líquido do fundo aberto em periodicidade compatível com a liquidez do fundo, desde que expressamente previsto em seu regulamento (art. 55, II). A Instrução CVM nº 409, de 2004, exige a divulgação diária, independentemente da liquidez do fundo (art. 68, I).

Encaminhamento de sugestões e comentários

Se você quiser dar sua opinião, suas sugestões e comentários devem ser encaminhados, por escrito, até o dia 30 de junho de 2014 à Superintendência de Desenvolvimento de Mercado, preferencialmente pelo endereço eletrônico audpublica0414@cvm.gov.br e em formato do Word  ou para a Rua Sete de Setembro, 111, 23º andar, Rio de Janeiro – RJ, CEP 20050-901.

Veja a  minuta completa em www.cvm.gov.br

[Carta Maior] A forma como se ensina economia nas universidades é anacrônica e está “presa numa cápsula do tempo”.

postado em 3 de dez de 2013 19:19 por Luiz Henrique Mourão Machado Machado

O protesto nas universidades por um no ensino da economia

A forma como se ensina economia nas universidades é anacrônica e está “presa numa cápsula do tempo”.


Por Helena Oliveira, Jornal de Negócios (Portugal)

D569B1AB2B620E6822B72E93CC13B104683C6054DC5C61EB283F0C91988D6D3E Helena Oliveira   O protesto nas universidades por um no ensino da economia   dezembro   2013, 3p.

Até aqui, poderia ser chamada como uma “revolução silenciosa”. Um pouco por todo o mundo, grupos de estudantes de economia estão a organizar-se e a erguer a sua voz exigindo uma reforma nos programas curriculares da disciplina. Questionando a hegemonia da teoria neoclássica, a excessiva utilização dos modelos matemáticos e a desconexão entre “economia” e questões econômicas reais, os estudantes em causa, apoiados por um número crescente de acadêmicos e economistas de referência, divisaram estratégias variadas de ação e estão a começar a atingir sucessos reais. Depois de manifestos, movimentos e conferências, os media começaram a cobrir este grito de reforma e já há muita gente que o escuta, regista as suas frustrações e se prepara para agir. O VER conta a história de uma nova “Nova Economia” que, finalmente, parece estar a dar os primeiros passos em muitas instituições de ensino de referência.

“Se desejam enforcar alguém por causa da crise, enforquem-me a mim, e aos meus colegas economistas”. A frase, indubitavelmente surpreendente, foi proferida por uma economista e acadêmica de Cambridge, Victoria Bateman, e deixou profundamente incomodados os demais acadêmicos e economistas reunidos, no final do mês de Outubro, numa conferência que teve lugar em Downing College, Cambridge, a propósito da crise econômica.

No seu novo livro, Never Let a Serious Crisis Go to Waste, o economista norte-americano Philip Mirowsky conta a história de um colega seu, professor na Universidade de Notre Dame, ao qual foi pedido, pelos seus alunos, que fizesse um debate sobre a crise financeira. Dado que corria o ano de 2009 e o mundo financeiro estava a colapsar aos olhos de todos, os alunos pensaram que este seria um excelente tema para ser debatido na aula de macroeconomia. A resposta do professor: “Os estudantes foram laconicamente informados que o tema não constava do conteúdo programático da disciplina, nem era mencionado na bibliografia afixada e que, por isso, o professor não pretendia divergir da lição que estava planeada. E foi o que fez”.

Num artigo publicado no The New York Times, e também em 2009, o laureado com o Nobel da Economia e também professor em Princeton, Paul Krugman, escrevia: “tal como eu a vejo, a profissão de economista sofreu um profundo desaire porque os economistas, enquanto grupo, confundiram a beleza e a sofisticação da matemática com a verdade”.

O que têm estas três histórias em comum? À primeira vista, uma recusa em acreditar que o mundo mudou, que as lições decorrentes da crise financeira não foram debatidas, ou estudadas, e que a economia continua a ser uma disciplina que ignora as evidências empíricas que contradizem as teorias mainstream que, até agora, fazem parte dos seus conteúdos pragmáticos.

E é contra esta recusa cega e teimosamente persistente que muitos estudantes de economia, de diversas universidades e de vários cantos do mundo, se estão a organizar em movimentos estudantis, a angariar apoio acadêmico no geral, e de muitos economistas de renome em particular, e a publicar manifestos nos quais exigem que o estudo da economia reflita o mundo pós-Grande Recessão e que os modelos que sustentam a disciplina sejam mais pluralistas e menos dogmáticos.

Contra o autismo econômico
A 6 de Abril último, um grupo de estudantes da École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), uma das mais reconhecidas instituição de ensino de ciências sociais em França, realizou uma assembleia geral para discutir alternativas à ortodoxia corrente que caracteriza o ensino da economia no século XXI. Em Setembro do ano passado, mais de 400 estudantes alemães participaram num “evento de alternativa pluralista” organizado pela Associação Econômica Alemã, com o objetivo de debaterem, num fórum organizado para o efeito, ideias econômicas fora do âmbito mainstream. Em finais de Junho do corrente ano, estudantes, acadêmicos, profissionais e cidadãos juntaram-se em Londres para repensar a economia e o seu ensino enquanto disciplina na denominada Rethinking Economics Conference.

Estes são apenas alguns dos exemplos que, através de iniciativas aparentemente separadas, se estão a transformar num movimento global de estudantes – e também de professores – cujo objetivo principal é alterar a forma como se olha para a economia enquanto disciplina e enquanto ciência, não exata, mas antes plural e “humana”.

O início deste movimento teve lugar em França, no já longínquo ano 2000, quando ainda não se sonhava com o escândalo da Enron e, muito menos, com o pesadelo de Wall Street e as sequelas que se lhe seguiram e que afetaram o mundo financeiro e econômico global como o conhecíamos. Na altura, um grupo de estudantes franceses publicou um manifesto no qual exigiam o fim “do autismo no ensino da economia” enquanto disciplina. Em particular, os estudantes criticavam a utilização “descontrolada” da matemática no ensino da economia, como se a primeira fosse “um fim em si mesma”, o fracasso do seu envolvimento com a economia real, o dogmatismo reinante e a inexistência de um pluralismo intelectual no ensino da disciplina em causa, o qual não deixava espaço algum para o pensamento crítico em geral e para abordagens alternativas à economia em particular. Na altura, o manifesto estudantil deu rapidamente origem a uma petição por parte dos professores de economia franceses, que apoiavam o conteúdo do mesmo, o que acabou por ter um eco substancial não só na imprensa como também ao nível político, tendo sido instituído, pelo então ministro da Cultura francês, um comité para investigar as “queixas” levadas a cabo por estudantes e professores.

Treze anos passados e as questões colocadas por este grupo de estudantes continuam por resolver. Mas e apesar do rótulo da necessidade de uma “economia pós-autismo” ter desaparecido, os movimentos de estudantes estão em crescendo, multiplicando-se as iniciativas, bem como as vozes concordantes que clamam por uma nova abordagem da economia. Como se pode ler na página do movimento Rethinking Economy, os estudantes alemães que participaram no evento acima referido vêem agora a sua “alternativa” a ser replicada em várias universidades alemãs, numa rede intitulada Rede Alemã para uma Economia Plural, o mesmo acontecendo com estudantes no Canadá ou no Chile.

O reputado Institute of New Economic Thinking , sedeado em Nova Iorque, lançou a Young Scholars Initiative que “apoia a nova geração de pensadores da nova economia” e, na mesma linha, a World Economics Association  – que reúne mais de 12 mil economistas de todo o mundo – fundou também a Young Economists Network.

Mais recentemente, a Universidade de Manchester lançou a The Post-Crash Economics Society, colocando online uma petição para alterar os conteúdos programáticos com base num manifesto que, entre outras coisas, sublinha a ideia que a economia é muito mais que crescimento e PIB e que a expansão do pensamento econômico é vital para os líderes do futuro. Numa carta aberta publicada pelo jornal britânico The Guardian, os membros desta “sociedade” têm vindo a ganhar uma visibilidade crescente ao longo deste mês de Novembro – com uma excelente ajuda por parte do próprio jornal – depois de um conjunto de acadêmicos ter enviado também uma carta ao mesmo na qual “afirmam compreender a frustração dos jovens com a forma como a economia é ensinada na maioria das instituições no Reino Unido”. Para este conjunto de professores, que fazem parte do Post Keynesian Economics Study Group, a economia contemporânea continua a ser moldada pela abordagem neoclássica [em que a ciência econômica é vista como “pura”, identificando-se com o mercado, ou concorrência, em particular sobre a forma de concorrência perfeita, em que os sujeitos econômicos agem racionalmente em termos de maximizadores ou minimizadores de qualquer coisa, sejam utilidades, lucros, custos, etc. e são dotados de idêntico poder]. Para estes acadêmicos, esta abordagem tem apenas em consideração os “microfundamentos” que se baseiam nos indivíduos racionais e egoístas em detrimento de uma qualquer plausibilidade empírica. “Este compromisso dogmático contrasta significativamente com a abertura do ensino em outras ciências sociais as quais, de forma rotineira, apresentam paradigmas concorrentes”, escrevem, acrescentando que “os estudantes podem hoje terminar a sua licenciatura em economia sem nunca terem sido expostos às teorias de Keynes, Marx ou Minsky e sem nunca terem ouvido falar da Grande Depressão”.

Ou, em suma, e regressando às questões pioneiras levantadas pelos estudantes franceses em 2000, o cenário parece não ter mudado: o ensino da economia continua a ser dogmático e “estreito”, os modelos matemáticos continuam a estar no seu centro, os humanos são tratados como se de máquinas calculadoras se tratassem e a maioria dos acadêmicos continua a ter muito pouco a dizer sobre os acontecimentos que vão caracterizando a economia real. Mais importante ainda é o facto de a crise financeira e econômica de 2008 ter demonstrado, de forma dolorosa, que os modelos macroeconômicos ortodoxos são manifestamente inadequados e que a economia mainstream não ajudou os economistas a prever a crise nem permite, tal como está, que se evitem recessões intermináveis.

Debates, enfoque na história do pensamento econômico e sustentabilidade

Mas e afinal, o que pretendem os estudantes e os professores e demais economistas que os apoiam?

Os estudantes da Universidade de Manchester que formaram a já mencionada Post-Crash Economics Society encontraram inspiração para a criação da sua “sociedade” depois de terem assistido, em Fevereiro de 2012, a uma conferência organizada pelo Banco de Inglaterra e pela Royal Economic Society. Intitulada “Are economics graduates fit for purpose?”, o evento contou com a presença de um conjunto de diversos especialistas que analisavam, exactamente, uma das consequências da crise financeira e econômica de 2008: a reavaliação da própria economia por parte daqueles que a praticavam, o que implicaria, naturalmente, a forma como esta era ensinada nas universidades. Como afirmou então Diane Cole, directora da consultora Enlightenment Economics, uma das oradoras, “a crise foi um enorme fracasso intelectual, pois todos a percebemos de forma errada”. E, na verdade, a questão da necessidade de existir uma reforma no ensino da economia está estreitamente relacionada com o “status” intelectual da própria economia, no pós-crise. Mas não só.

Como se pode ler na carta aberta enviada ao The Guardian, os estudantes de Manchester têm uma ideia bastante precisa da desadequação do ensino da economia relativamente ao mundo em que vivemos. Quando abordam a questão das teorias econômicas, escrevem: “esta [a teoria neoclássica] gira em torno da ideia do agente individual. Um agente pode ser uma pessoa ou uma empresa, por exemplo, a interagir com uma outra através de preços, num mercado. E o carácter de um agente ou os desejos claros de uma empresa ou de um consumidor no mercado são-nos apresentados como modelos matemáticos. É esta simplificação da natureza humana, apresentada numa sucessão de equações que, muitas vezes, sufoca a economia neoclássica e lhe nega a fluidez necessária para descrever, de forma precisa, a mudança patente no mundo em que vivemos”.

E acrescentam: “indivíduos que compram e vendem bens para gerar lucro, sem qualquer ideia de que forma estes bens podem afetar o planeta ou afetar a vida das pessoas, é uma questão ignorada [no ensino da economia] mas que deve ser uma preocupação para todos nós. O sistema financeiro corre ao ritmo desenfreado da imediaticidade, sendo que o colapso financeiro de 2008 lançou alguma luz em como uma ausência de conhecimento dos fracassos do mercado pode ser desastrosa para a sociedade”.

Afirmando ainda que não pretendem afirmar que o modelo neoclássico é perfeitamente inútil, os estudantes concentram-se, ao invés, num conhecimento mais alargado de outro tipos de teorias – privilegiar o ensino da história do pensamento econômico é um “pedido” comum nos vários manifestos estudantis – em conjunto com outras ferramentas que lhes permitam perceber o que é melhor para uma economia, “não sendo esta limitada apenas por questões de crescimento e lucro, mas incluindo o estudo de mecanismos que permitam a sustentabilidade, a equidade e a consciência social”.

Na petição que consta no site da “sociedade de estudantes”, os promotores da iniciativa relembram ainda a variedade de escolas de pensamento existentes na disciplina e que a integridade acadêmica exige que teorias econômicas alternativas sejam ensinadas aos alunos. A forma como a economia é ensinada, defendem, dá origem a consequências importantíssimas pois as nossas sociedades são moldadas por políticas e acontecimentos econômicos.

Adicionalmente, a desadequação entre os conteúdos programáticos e as necessidades do mundo real constitui um desafio enfrentado pelos departamentos de economia de universidades de todo o mundo. Afirmando acreditar que a educação em economia deveria incluir uma pluralidade significativa e uma ainda maior avaliação crítica, as propostas dos estudantes são claras:

Sublinhar, em cada módulo, as teorias econômicas a serem ensinadas, para que a  economia não seja encarada como uma disciplina monolítica e sem debate.

Porque as teorias econômicas não podem ser devidamente compreendidas sem o conhecimento dos contextos sociopolíticos e tecnológicos nos quais são formuladas, o relacionamento com a história econÇomica deverá ser feito sempre que possível.

Disponibilizar cadeiras com perspectivas econômicas alternativas nos três primeiros anos do curso, deixando claro que a ideia não é a de se ignorar o ensino da economia mainstream, mas sim compreender que a pluralidade de perspectivas é estritamente necessária.

Sempre que possível, os docentes deverão relacionar a matéria em causa com o mundo real para que os estudantes aprendam a aplicar a teoria e compreendam onde falha a teoria para explicar a realidade.

Os módulos devem encorajar também o desenvolvimento de competências críticas e os tutoriais deverão estimular a discussão e o pensamento reflexivo.

Já a Rethinking Economy,a comunidade que tem como objetivo desmistificar, diversificar e revigorar o estudo da economia, numa rede abrangente de cidadãos, estudantes acadêmicos e profissionais, com o objetivo de formar uma rede colaborativa de “re-pensadores”, apresenta três linhas por excelência para a reformulação do ensino da disciplina.

Uma linha acadêmica, que privilegie pontes com disciplinas direta e indiretamente relacionadas com a economia, que faça progressos no ensino de outras perspectivas e metodologias até agora negligenciadas e que promova a colaboração, a humildade e a prática ética na academia;

Uma linha educacional, que desmistifique a economia enquanto ciência técnica, construindo comunidades abertas e colaborativas de pensadores econômicos; que expanda a criatividade e a consciencialização social dos economistas e cidadãos do futuro, ao mesmo tempo em que encoraje a utilização de ferramentas de análise econômica por parte de todos os que participam numa sociedade que é significativamente moldada por forças econômicas;

E uma linha política que potencie a capacidade de organização efetiva por parte dos estudantes e professores de economia, que reconheça os seus papéis e as responsabilidades, enquanto agentes políticos, no interior das várias instituições e na vida pública alargada.

Um último consenso que une todos estes movimentos: se nada for feito para se alterar a forma como a economia é ensinada nas universidades, os futuros líderes, empresariais e financeiros, continuarão a não perceber as consequências diretas das suas ações face à sociedade em que vivemos e, obviamente, relativamente ao planeta que habitamos. Estender a economia para além da ortodoxia, abordando teorias alternativas que não se limitam a alocar recursos através da simples equação da procura e da oferta, mas sim privilegiando um pensamento reflexivo de longo prazo será imprescindível para que a questão da sustentabilidade ganhe momentum e para assegurar que as decisões das pessoas têm origem na responsabilidade social.

Créditos da foto: Jornal de Negócios

Fonte: http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Economia/O-protesto-nas-universidades-por-um-no-ensino-da-economia/7/29693

Innovation Scorecard (ISC)

postado em 27 de out de 2013 15:47 por Luiz Henrique Mourão Machado Machado

Avaliação do desempenho do processo de inovação de uma empresa

Inspirados no modelo BSC ( balanced scorecard)  a equipe da Innoscience desenvolveu  o Innovation Scorecard (ISC) com o objetivo de avaliar o desempenho do processo de inovação de uma empresa. Também estruturado em função de quatro perspectivas que estabelecem uma lógica de causa-e-efeito, a inovação pode ser medida por: resultados, estratégia, processo e contexto.

1.RESULTADOS – os indicadores relacionados aos resultados devem contemplar o valor do portifólio, o resultado financeiro das inovações e sua contribuição com a renovação do negócio. Percentual das receitas originárias de produtos/segmentos ou serviços que não existiam há x anos.

Exemplos de indicadores:

1. Valor total do portifólio de inovação.

2. Valorização anual do portifólio de inovação.

3. Reduções de custos oriundas de inovações.

4. Percentual das vendas investido com inovação.

5. Retorno do investimento dos projetos de inovação.

6. Receitas geradas com licenciamento de tecnologia.

2.ESTRATÉGIA – essa perspectiva traduz o cumprimento da estratégia de inovação, indicando se a empresa está executando aquilo que priorizou:

Exemplos de indicadores:

1. Número de inovações nos temas priorizados

2. Número de novos negócios criados (se esse for um objetivo)

3. Percentual das vendas oriundas dos produtos lançados nos últimos x anos (adequar ao ciclo da empresa)

4. Número de spin offs de novos negócios realizadas

3.PROCESSO – essa perspectiva aborda os indicadores do processo de inovação mensurando os inputs, processamento, open innovation e co-criação, prototipação e gestão de projetos.

Exemplos de indicadores:

1. Percentual de projetos executados com sucesso.

2. Número de produtos ou serviços desenvolvidos de forma colaborativa.

3. Número de produtos ou serviços desenvolvidos com os clientes/fornecedores/universidade.

4. Número de acordos de cooperação para inovação com parceiros.

5. Número de idéias geradas por fornecedores.

6. Número de idéias geradas por clientes.

7. Percentual das vendas originadas de idéias de terceiros.

8. Percentual de projetos lançados no tempo planejado.

9. Número de idéias por colaborador geradas na empresa.

10. Número de idéias implementadas na empresa.

11. Sessões de brainstorming realizadas.

12. Prêmios e reconhecimentos relacionados com a atividade de inovação recebidos.

13. Número de novos processos implementados.

14. Número de patentes registradas

4.CONTEXTO – essa perspectiva mede o ambiente organizacional necessário para a inovação a partir de suas lideranças, estrutura, treinamento, cultura e pessoas voltados para o aprendizado e incorporação de conhecimento na empresa.

Exemplos de Indicadores:

1. Número de horas utilizadas pelas lideranças motivando e facilitando as atividades de inovação

2. Percentual das lideranças envolvidas diretamente nos projetos de inovação.

3. Número de horas de treinamento recebidas pelos colaboradores para inovar

4. Número de sessões de troca de conhecimento realizadas (visitas, benchmarks).

5. Número de eventos e feiras assistidos.

6. Percentual de envolvimento dos empregados com o programa de inovação

7. Número de spin-offs realizadas.

8. Percentual de funding externo sobre o total do investimento de inovação

9. Valor investido em reconhecimento e recompensa para motivação dos inovadores

fonte (http://www.3minovacao.com.br/blog/pergunte-ao-consultor/2013/07/12/como-posso-medir-um-processo-de-inovacao/)

12 JUL – Pergunte ao Consultor (3M)

Como posso medir um processo de inovação?

Podemos dividir as medidas de desempenho em 2 tipos:

1) Medidas do Sistema de Gestão da Inovação: Que avaliem a atividade, contexto e resultados de todas inovações da organização.

2) Medidas dos projetos inovadores: Que avaliem a eficiência e eficácia de cada um dos projetos inovadores.

Na presente resposta vou me aprofundar no item 1, abordando medidas do sistema de gestão da inovação como um todo.

Aquela máxima “o que não é medido não é gerenciado” também se aplica para atividades inovadoras. Porém nem sempre medir os resultados e o processo de inovação é uma tarefa fácil.
Pesquisa realizada pelo Boston Consulting Group com executivos de 68 países, destacou que apenas 44% disseram acompanhar detalhadamente os resultados financeiros de cada inovação introduzida pelas suas empresas. Se medir os resultados financeiros de um projeto com exatidão já é complicado, o que dizer da avaliação do processo e cultura de inovação.

Não há como avaliar o desempenho do processo de inovação na empresa sem os indicadores corretos. Assim como não é suficiente controlar o desempenho global de uma empresa apenas pela perspectiva financeira, a inovação também deve ser medida sob diferentes perspectivas.

Algumas empresas, não sabendo o que medir, acabam medindo apenas a geração de caixa ou o retorno financeiro de suas inovações. Outras, medem tudo, criando indicadores sem lógica e gastando mais tempo na mensuração do que na análise e tomada de decisão.

Enquanto que medir apenas o resultado financeiro é perigoso pois revela somente o momento atual, medir tudo demanda um esforço grande para gerar os indicadores, perdendo-se tempo e produtividade.

Os Indicadores Adequados
Os bons indicadores são derivados da estratégia da empresa. Não há como defini-los sem vinculá-los aos objetivos estratégicos da empresa, ou seja, o que ela espera da atividade de inovação.
Como qualquer indicador, ele não é a solução, mas cumpre o papel de monitorar o desempenho, comunicar o que se deseja com a inovação e, finalmente, motivar os colaboradores para que façam o que precisa ser feito.

Na década passada, os professores americanos Robert Kaplan e David Norton lançaram a ideia de acompanhar a implementação da estratégia da empresa através de um conjunto de medidas que envolvesse não somente a questão financeira, mas também outras três perspectivas: clientes,, processo e aprendizagem. Essa ferramenta, chamada de balanced scorecard, revolucionou a forma dos gestores controlarem o desempenho das empresas, tornando-se uma “febre” em todo o mundo. Se a implementação da estratégia pode ser medida por diferentes perspectivas, o desempenho da atividade de inovação também pode!

Inspirados pelo BSC desenvolvemos na Innoscience o seu primo inovador, o Innovation Scorecard (ISC). Também estruturado em função de quatro perspectivas que estabelecem uma lógica de causa-e-efeito, a inovação pode ser medida por: resultados, estratégia, processo e contexto.

1.RESULTADOS - os indicadores relacionados aos resultados devem contemplar o valor do portifólio, o resultado financeiro das inovações e sua contribuição com a renovação do negócio. Percentual das receitas originárias de produtos/segmentos ou serviços que não existiam há x anos.

Exemplos de indicadores:
1. Valor total do portifólio de inovação.
2. Valorização anual do portifólio de inovação.
3. Reduções de custos oriundas de inovações.
4. Percentual das vendas investido com inovação.
5. Retorno do investimento dos projetos de inovação.
6. Receitas geradas com licenciamento de tecnologia.

2.ESTRATÉGIA - essa perspectiva traduz o cumprimento da estratégia de inovação, indicando se a empresa está executando aquilo que priorizou:
Exemplos de indicadores:
1. Número de inovações nos temas priorizados
2. Número de novos negócios criados (se esse for um objetivo)
3. Percentual das vendas oriundas dos produtos lançados nos últimos x anos (adequar ao ciclo da empresa)
4. Número de spin offs de novos negócios realizadas

3.PROCESSO - essa perspectiva aborda os indicadores do processo de inovação mensurando os inputs, processamento, open innovation e co-criação, prototipação e gestão de projetos.

Exemplos de indicadores:
1. Percentual de projetos executados com sucesso.
2. Número de produtos ou serviços desenvolvidos de forma colaborativa.
3. Número de produtos ou serviços desenvolvidos com os clientes/fornecedores/universidade.
4. Número de acordos de cooperação para inovação com parceiros.
5. Número de idéias geradas por fornecedores.
6. Número de idéias geradas por clientes.
7. Percentual das vendas originadas de idéias de terceiros.
8. Percentual de projetos lançados no tempo planejado.
9. Número de idéias por colaborador geradas na empresa.
10. Número de idéias implementadas na empresa.
11. Sessões de brainstorming realizadas.
12. Prêmios e reconhecimentos relacionados com a atividade de inovação recebidos.
13. Número de novos processos implementados.
14. Número de patentes registradas

 

4.CONTEXTO – essa perspectiva mede o ambiente organizacional necessário para a inovação a partir de suas lideranças, estrutura, treinamento, cultura e pessoas voltados para o aprendizado e incorporação de conhecimento na empresa.

Exemplos de Indicadores:
1. Número de horas utilizadas pelas lideranças motivando e facilitando as atividades de inovação
2. Percentual das lideranças envolvidas diretamente nos projetos de inovação.
3. Número de horas de treinamento recebidas pelos colaboradores para inovar
4. Número de sessões de troca de conhecimento realizadas (visitas, benchmarks).
5. Número de eventos e feiras assistidos.
6. Percentual de envolvimento dos empregados com o programa de inovação
7. Número de spin-offs realizadas.
8. Percentual de funding externo sobre o total do investimento de inovação
9. Valor investido em reconhecimento e recompensa para motivação dos inovadores

A mensuração dos resultados do sistema de gestão da inovação é fundamental para garantir o apoio dos stakeholders envolvidos, especialmente num tema onde os resultados ocorrem no médio e longo prazo.
O estabelecimento de um conjunto acessível, compreensível e gerenciável de indicadores é o primeiro passo para sistematizar sua medição. O equilíbrio entre indicadores que monitorem o hoje e o amanhã bem como o contexto, processo, estratégia e resultados tende a propiciar uma visão abrangente, profunda e eficiente.

O sistema de medição por si só não torna sua empresa mais inovadora mas cria as bases para gestão da inovação. Cabe a cada gestor da inovação selecionar entre os exemplos de indicadores acima e outras alternativas aquelas que melhor se adequem a estratégia de inovação da empresa.

Adotando as premissas apresentadas, agir se transforma numa obrigação.

Até a próxima inovação!

[Locatelli] Você sabe investir em Títulos Públicos via Tesouro Direto?

postado em 1 de jul de 2013 14:05 por Luiz Henrique Mourão Machado Machado


O Tesouro Nacional emite, para financiar sua dívida, títulos prefixados, como a LTN – Letra do Tesouro Nacional e a NTN-F – Nota do Tesouro Nacional série F, e títulos pós-fixados, como a LFT – Letra Financeira do Tesouro e a NTN-B – Nota do Tesouro Nacional série B.

Letras do Tesouro Nacional

Títulos prefixados são aqueles que, no momento da compra, o investidor já sabe quanto vai receber. Por exemplo, se o investidor comprar hoje uma Letra do Tesouro Nacional com vencimento em 01/01/2014, ele pagará R$ 873,91 e saberá que no vencimento resgatará R$ 1.000,00, antes de pagar o imposto de renda.

Notas do Tesouro Nacional série F

Uma NTN-F também é prefixada, no entanto ela paga juros semestrais. Quando o investidor compra uma NTN-F com vencimento, por exemplo, em 01/01/2014, ele sabe que receberá juros todo dia 01/01 e todo dia 01/07 até o vencimento. Além disso, ele sabe exatamente quanto receberá.

Letras Financeiras do Tesouro

Os títulos pós-fixados, por outro lado, são aqueles que só se saberá o exato valor de resgate quando chegarmos à data do vencimento. As LFTs, por exemplo, rendem a taxa média das operações de overnight realizadas no Selic, também chamadas de operações compromissadas. Para calcular o valor de resgate temos que ir acumulando a taxa Selic a cada dia até chegarmos ao valor final. Em outros termos, só saberemos esse valor na data do resgate. Entretanto, desde já sabemos que se a taxa Selic subir o rendimento da LFT passará a render mais e vice-versa.

Nota do Tesouro Nacional série B

O caso das NTN-Bs é um pouco diferente porque ela rende a inflação, medida pelo IPCA, mais uma taxa de juros. Por exemplo, a NTN-B de vencimento 15/08/2020 paga juros todo semestre em 15/08 e 15/02 e seu valor de resgate só será conhecido quando soubermos os IPCAs até de julho de 2020, ou seja, no resgate.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um programa que vende os títulos acima para pessoas físicas através de seu sítio na internet.  Lá são encontrados os títulos disponíveis para os investidores com suas taxas. Uma boa vantagem do Tesouro Direto é que ele garante liquidez todas as quartas-feiras. Mesmo que você compre um título com vencimento longo poderá vender, a taxa de mercado, antes desse prazo.

Cadastramento em um corretora ou banco

Existe a necessidade de cadastrar-se junto a um agente de custódia, que é um banco ou uma corretora para começar a operar. Esse agente de custódia cobra uma taxa entre 0% e 1% ano. Devemos buscar um agente que cobre taxas baixas e que tenhamos confiança. Além dessa taxa, existe uma taxa de negociação, no momento da compra, de 0,10%, e mais 0,30% ao ano sobre a permanência dos títulos em custódia, ambas cobradas pela BM&FBovespa que faz a custódia dos títulos.

Novidades de junho de 2012

O Tesouro Nacional e BM&FBOVESPA anunciaram, em junho, algumas novidades no Tesouro Direto. Há novas funcionalidades: pode-se agora fazer compras, vendas e reinvestimentos programados. Houve, ainda, a redução de custos para as transações programadas e alteração do mínimo a ser investido.

Ao transacionar no Tesouro Direto por meio das novas funcionalidades, o investidor obterá uma redução na taxa de negociação cobrada, que cairá de 0,10% para 0,05%. O reinvestimento automático no vencimento do título ou no pagamento do cupom semestral de juros, o investidor não pagará taxa de negociação.

Limite Mínimo

O limite mínimo de compra caiu de 20% para 10% de uma unidade de título. Se considerarmos os preços atuais à venda, o investidor pode fazer sua aplicação desde cerca de R$ 70,00. O limite máximo mensal de compras também foi alterado de R$ 400.000,00 para R$ 1.000.000,00.

Conselho

Sempre aconselho as pessoas a comprarem alguns poucos títulos no início. Isso fará com que elas prestem mais atenção nas regras e aprenderão rapidamente como funcionam esses títulos. Depois que entenderem bem o funcionamento podem investir com mais segurança.

Se você quiser saber mais pode ir ao sítio do Tesouro http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto. Se quiser ler sobre outros assuntos, você pode entrar no blog www.f2br.com/cesarlocatelli. O ranking com custos está em  http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/consulta_titulos/consulta_ranking.asp


About Cesar Locatelli

Sócio Diretor da F2 Formação Financeira. Mestre em Economia e Professor de Finanças, Derivativos e Planejamento Financeiroa

[Locatelli] Como as empresas captam recursos

postado em 1 de jul de 2013 14:01 por Luiz Henrique Mourão Machado Machado

http://www.f2br.com/cesarlocatelli/?p=586

Como as empresas captam recursos: 10 exemplos
Posted on 14/03/2013 by cesarlocatelli

captação

A Revista Captações de Recursos – Coletânea de Casos é um número especial da revista Capital Aberto, que trouxe, em março de 2013, diversos exemplos de captação de recursos pelas empresas, lançando mão de diferentes instrumentos financeiros. O modo didático de apresentação e a riqueza de detalhes das emissões inspiraram e serviram de base a este texto. Serão expostos 10 instrumentos de captação de recursos por parte das empresas, juntamente com exemplos de transações realizadas em 2012.

 1 O que são Notas Promissórias Comerciais?

As notas promissórias comerciais são títulos de dívida emitidos por companhias não-financeiras. Elas também são chamadas de commercial papers ou, simplesmente, notas promissórias.  O comprador da nota tem um crédito contra a emissora. As notas são de curto prazo, de 30 a 180 dias para empresas de capital fechado e de 30 a 360 dias para empresas de capital aberto. Elas podem ser vendidas com taxas predeterminadas, prefixadas, ou posfixadas, por exemplo, indexadas ao Depósito Interfinanceiro. Elas não oferecem garantias reais, no entanto, em alguns casos, contam com fiança bancária.

A emissão da Cemig

Em fevereiro de 2012, a Cemig, empresa mineira do setor elétrico, lançou R$ 1 bilhão de Notas Promissórias Comerciais com prazo de até 360 dias. Os principais atrativos para a empresa são a facilidade para registrar e emitir as notas e o custo inferior aos dos empréstimos bancários. Os títulos até 60 dias foram vendido a 103% do DI, aqueles até 120 dias tinham 104% do DI de remuneração e os de 120 dias até 360 dias rendiam 105% do DI.

2 O que são Letras Financeiras?

As Letras Financeiras foram criadas em 2010 (Lei 12.249) para servirem como instrumento alternativo de captação de longo prazo pelas instituições financeiras. São captações mais longas e mais baratas para os bancos já que não são sujeitas a recolhimento compulsório e não contam com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito. A LF não pode ser emitida com valor nominal unitário inferior a:  R$300.000,00 se contiver cláusula de subordinação e II – R$150.000,00 se não contiver cláusula de subordinação. Há no mercado LFs prefixadas, indexadas ao DI, à Selic, ao IPCA, ao IPGM, à TJLP, entre outros indexadores.

O exemplo do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais

minas geraisO BDMG foi o primeiro Banco de Desenvolvimento a utilizar as Letras Financeiras.  O incentivo para essa captação foi o casamento entre a letra financeira, como instrumento de captação de longo prazo, e a estratégia de atuação do banco. Foram emitidas duas séries: a primeira de R$ 100 milhões com rendimento indexado ao DI mais 0,95% ao ano e a segunda de R$ 250 milhões indexada ao IPCA com juros de 4,14% ao ano. Ambas as séries têm prazo de 5 anos.

3 O que são Debêntures?

As debêntures são valores mobiliários de emissão de Sociedades Anônimas não financeiras, de capital aberto ou fechado.  Somente as debêntures emitidas por empresas de capital aberto podem ser colocadas no mercado mediante oferta pública. Esses títulos rendem juros, fixos (prefixados) ou variáveis (pós-fixados) e todas suas características são definidas na escritura de emissão. As debêntures podem ser negociadas no mercado secundário.  A maioria das debêntures existentes no mercado é registrada na CETIP.

A captação de R$ 2,1 bilhões da Elektro

A Elektro, que responde por 11,5% da energia elétrica distribuída no Estado de São Paulo, emitiu debêntures em setembro de 2012, no valor de R$ 650 milhões. Foram três séries: a primeira com prazo de 5 anos pagando DI mais 0,74% ao ano, a segunda com prazo de 7 anos indexada ao IPCA mais 5,10% e a terceira série com vencimento em 10 anos e rendimento igual à variação do IPCA mais 6% ao ano. A emissão foi classificado como brAAA pela S&P. A oferta foi feita de modo limitado, seguindo a Instrução 476, que dispensa de registro na CVM, as ofertas públicas dirigidas a até 50 e adquiridas por, no máximo, 20 investidores qualificados.

4 O que são Debêntures de Infraestrutura

As debêntures de infraestrutura são emitidas por sociedades de propósito específico para captar recursos para realização de projetos de investimento em infraestrutura, ou de produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Essas debêntures têm alíquota de imposto de renda de 0% para rendimentos auferidos por pessoas e 15% por pessoas jurídicas.

 A emissão da CCR para pessoas físicas

Pela primeira vez no Brasil, uma emissão de debêntures de infraestrutura foi destinada a pessoas físicas. O total emitido alcançou R$ 135 milhões, sendo 60% vendidos para pessoas físicas. O papel tem vencimento em 5 anos, com rendimento indexado ao IPCA mais juros de 2,71% ao ano. Há o pagamento semestral de juros e a amortização ocorre no vencimento.

 5 O que são Bônus emitidos no exterior?

São títulos emitidos no mercado internacional para serem vendidos aos investidores de outros países. Esses papeis podem ser registrados em um ou mais países. São chamados de eurobonds, quando são emitidos fora de qualquer jurisdição. Os global bonds sãoemitidos e negociados, ao mesmo tempo, em um ou mais países e fora de qualquer jurisdição.

A estreia da Caixa no mercado internacional

finanças internacionaiA Caixa Econômica Federal vendeu US$ 500 milhões em eurobonds de 5 anos e US$ 1 bilhão com prazo de 10 anos. Os títulos remuneram os investidores em 2,49% ao ano e 3,55% ao ano respectivamente. Cerca de metade desses papeis foram adquiridos por investidores norte-americanos. O restante foi para europeus, asiáticos e latinos.

 6 O que são FDICs?

Um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios é um condomínio, como todos outros tipos de fundos, que direciona parcela preponderante do seu patrimônio líquido para a aplicação em direitos creditórios. Direitos creditórios são os direitos que um credor tem de receber dívidas, geradas em operações financeiras, comerciais, industriais, imobiliárias, de hipotecas, de arrendamento mercantil e de prestação de serviços, entre outros. O risco principal dos FDICS é a inadimplência dos devedores que compõem a carteira do fundo. Os FDICS podem emitir cotas seniores e subordinadas, para que esta última proteja a primeira de certo volume de calotes.

 O FDIC do Banco Volkswagen

O Driver Brazil One é um FDIC montado pelo Banco Volkswagen, em maio de 2012, que captou R$ 1 bilhão. Os financiamentos para veículos novos feitos pelo banco foram vendidos para o FDIC. Foram emitidas 7,5% de cotas subordinadas que pertencem ao Banco Volkswagen. Isso significa que até 7,5% de calotes o prejuízo será do banco. Além disso, o FDIC negociou um swap para transformar sua renda prefixada em renda indexada ao DI.

 7 O que são CRAs?

O processo chamado de securitização começa com a criação de uma empresa cujo único propósito será emitir Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) para comprar recebíveis originados de negócios entre produtores rurais, ou suas cooperativas, e terceiros. Desse modo, podem emitir CRAs as companhias securitizadoras de direitos creditórios do agronegócio, ou seja, instituições não financeiras constituídas sob a forma de sociedade por ações com a finalidade de aquisição e securitização desses direitos e de emissão e colocação de CRAs no mercado financeiro e de capitais. Os CRAs são isentos de Imposto de renda para pessoas físicas.

As emissões de três empresas ligadas ao agronegócio

A Syngenta, através da venda de insumos para a produção agrícola e compra da produção futura, ficou credora de agricultores e cooperativas. Esses créditos foram transformados em Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio – CDCA. Esses novos certificados foram vendidos para uma entidade de propósito específico, uma securitizadora, que emitiu os CRAs e os vendeu ao mercado. Foram captados R$ 85 milhões de dólares com prazo de até dois anos e rendimento de 109% do DI.

 8 O que são CRIs?

financiamento imobiliarioImagine uma empresa montada exclusivamente para captar recursos pela emissão de títulos no mercado financeiro e para aplicar tais recursos no financiamento de imóveis. Esta é uma operação de securitização e os títulos emitidos pela securitizadora chamam-se Certificados de Recebíveis Imobiliários. A Lei 9.514 de 1997, que regula os CRIs, nos orienta que: “A securitização de créditos imobiliários é a operação pela qual tais créditos são expressamente vinculados à emissão de uma série de títulos de crédito, mediante Termo de Securitização de Créditos, lavrado por uma companhia securitizadora”. Os rendimentos dos CRIs são isentos de Imposto de Renda para o investidor Pessoa Física.

 A captação da BR Distribuidora para construir sua sede

Para captar os R 405 milhões, necessários para construir a nova sede da BR Distribuidora, a empresa RB Capital emitiu CRIs que financiaram a construção. A remuneração dos títulos que vencem em 2031 é semelhante a das NTN-Bs, ou seja, IPCA mais uma taxa de juros.

 9 O que são Fundos de Investimento Imobiliário?

Os Fundos de Investimento Imobiliário são condomínios fechados em que os recursos são destinados a empreendimentos imobiliários. Nesse tipo de fundo não é permitido o resgate de cotas, mas as cotas podem ser vendidas no mercado de bolsa ou balcão. São isentos do imposto sobre a renda na fonte e na declaração de ajuste anual das pessoas físicas, os rendimentos distribuídos pelos fundos de investimento imobiliário cujas cotas sejam admitidas à negociação exclusivamente em bolsas de valores ou no mercado de balcão organizado.

O exemplo de um FII do Banco do Brasil

O fundo de investimento imobiliário BB Progressivo II, do Banco do Brasil, captou R$ 1,5 bilhão no final de 2012. Os 64 imóveis que compõem o fundo eram de propriedade do banco, como agências bancárias e o principal prédio do banco em Brasília. O banco as vendeu para o fundo e tornou-se inquilino.

 10 O que é Cepac?

Um município pode aprovar leis que criem operações urbanas consorciadas. São leis que aprovam certas transformações na estrutura urbanística da cidade. A lei que aprova uma dada operação urbanística consorciada pode prever a emissão de Certificados de Potencial de Construção Adicional, que são valores mobiliários, emitidos pelo município, vendidos em leilão ou usados para pagamento das obras. Os Cepacs são livremente negociados e servem para adquirir o direito de construir na área objeto da intervenção. Os Cepacs são agregados ao pedido de licença para construir, quando se deseja exceder a área permitida.

A emissão da Prefeitura de Curitiba

Curitiba aprovou em 2011 a Operação Urbanística Consorciada da Linha Verde. Essa operação promove a ocupação ordenada da região através de desapropriações, execução de obras viárias, implantação de áreas verdes e equipamentos públicos, além de criar estímulos para usos diversificados do solo. A OUC Linha verde autorizou a emissão de Cepacs permitindo a construção adicional de cerca de 4,5 milhões de metros quadrados. No primeiro leilão, no entanto, foram vendidos apena 3% do total, permitindo à prefeitura de Curitiba a arrecadação de R$ 28 milhões. O prospecto previa a colocação de pouco menos de R$ 1 bilhão.

Referência: Captações de Recursos – Coletânea de Casos. Editora executiva Simone Azevedo. Publicação da Editora Capital Aberto Ltda. Ano 4/ número 39. Data de fechamento 28/02/2013.


[1] César Locatelli é economista e mestre em economia. É sócio diretor da F2 Formação Financeira, certificado CFP® e membro da comissão de educação do Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros.


[Blog] Inovação inversa: quando o mundo emergente cria o melhor

postado em 14 de jun de 2013 11:39 por Luiz Henrique Mourão Machado Machado

Inovação inversa: quando o mundo emergente cria o melhor 

link: http://faircompanies.com/news/view/inovacao-inversa-quando-o-mundo-emergente-cria-o-melhor/

Ver oportunidades donde las élites ortodoxas ven desafío Producto bien diseñado, barato, autónomo, ecológico d.light design desarrolla lámparas-cargador Folleto publicitario de otro producto de d.light Design El diseño no es caro o barato, es bueno o malo Solata S380, lámpara flexo solar de d.light design

É possível que as inovações mais importantes em primeiro lugar para os países em desenvolvimento e depois se espalhou para os países ricos?

Não só é plausível, mas que começa a acontecer. E, dada a necessidade de mover-se rapidamente em produtos de baixo custo e tecnologias que usam combustíveis fósseis, a tendência está se acelerando .

Muitas das inovações que irão moldar as próximas décadas serão projetados para o mercado emergente, muitas vezes por empresas de capital e equipamentos nesses países, em outras vezes, em laboratórios e filiais de empresas ocidentais, embora localizado na mais inovadores principais países emergentes.

Inovação reverter ou gotejamento

A inovação reversagotejamento ou inovação (inovação trickle-up ") refere-se aos avanços e tecnologias desenvolvidas para o mercado emergente e, uma vez comprovado o seu valor, faço extensiva a outras economias, incluindo os mercados dos países desenvolvidos, até então governantes absolutos deste processo.

Nos países emergentes, recursos limitados e infra-estrutura estável e limitado poder de compra do público, exigindo a aplicação de técnicas criativas, muitas vezes perturbadoras. Ativos capaz de suceder nestes mercados também podem servir como modelos usados em qualquer lugar os EUA, Europa ou Japão.

Como se consolida o poder dos mercados emergentes , a inovação ea inverter gotejamento reforça os mecanismos que utilizam produtos e serviços para alcançar o Ocidente, uma vez provou a sua coragem nas condições de mercado difíceis chineses, indianos, indonésios, mexicanos, brasileiros, e assim por diante.

O fenômeno decorre de vários motivos :

  • Empresas em mercados emergentes sabe como sobreviver em ambientes com pouca oferta de dinheiro e do financiamento, os principais problemas que o mundo (desenvolvido) herda desta crise global.
  • Fazer negócios em mercados como o chinês ou indiano apresenta ideias anteriormente ignorada no Ocidente, devido à existência de maiores níveis de bem-estar e um certo conservadorismo dos padrões tecnológicos.
  • É mais barato e menos traumático falha nos mercados emergentes, e também mais barato para ter sucesso, porque você pode ter mais impacto com menos capital.
  • Os principais mercados emergentes têm grande concorrência e limitada, pois a maioria da população, com menor poder aquisitivo, tem sido historicamente ignorado como um alvo.

Algo que está mudando drasticamente , como a economia transforma o mundo, com a China (3), Brasil (8) e Índia (10) e entre os 10 melhores por tamanho, Às quais se juntam a Rússia (12), México (14), Turquia (17) e Indonésia (18) entre os top 20.

China e Índia, principalmente, tornar-se mais rápido do que antes de seu novo status econômico do mundo em liderança tecnológica, que irá aumentar, como estimado por especialistas como Vijay Govindarajan , CK Prahalad e Stuart Hart , a importância da inovação reversa, dos emergentes para o resto, incluindo os países desenvolvidos.

A nova realidade da inovação: mega-mercado com micro-consumidores

China, Índia, Brasil, Rússia, Indonésia, Turquia e México são os mercados de massa nova do mundo, explicaVijay Govindarajan, professor da Tuck School of Business da Universidade de Dartmouth, que é creditado com o professor Chris Trimble e CEO da GE, Jeffrey R. Immelt, a "inovação reversa." Próprio termo

mercados mencionados gerar metade do produto interno bruto do mundo (uma medida que continua a governar em grande parte as escalas usadas por instituições financeiras, apesar das suas limitações óbvias ), e mais de 40% das exportações mundiais.

O paradoxo é explicado pelo professor Vijay Govindarajan, é que os consumidores destes mercados em massa de novos tangencialmente diferentes dos do mundo desenvolvido, por isso os paradigmas tradicionais das escolas de negócios do Ocidente não pode ser aplicada a nova realidade.

A diferença não é apenas cultural, ou está relacionado com a intensidade da luz do tempo, ou crenças religiosas, mesmo com a taxa de alfabetização da maioria da população ou a qualidade dos serviços e infra-estrutura nos países em causa .A diferença é intransponível no bolso do novo consumidor: se o rendimento médio por pessoa nos EUA chega a US $ 44.000, na Índia é de US $ 1.000.

Os mercados emergentes "são um paradoxo: são mega-mercados consumidores micro".

Onde está o verdadeiramente delicioso bolo

A lentidão de empresas ocidentais para analisar a nova situação os colocou em uma posição de fraqueza para as empresas mais dinâmicas nascido na China, Índia, Brasil ou México.

miopia ocidental foi concebido para ferver entre as elites dos mais influentes, que foram implementados, sem questionar o que lhes foi dada a mastigação nas escolas de negócios, como a maioria das pessoas nos países emergentes eram muito pobres, tinham que endereço do segmento da população com poder aquisitivo "suficiente" (equivalente a Oeste), composto dos mais ricos da sociedade (cerca de 10% nos principais países emergentes).

Anos atrás, que, Tata e MahindraMahindra, a Lenovo, a Infosys ea Cemex, entre outras empresas nascidas em países emergentes têm interiorizado a sua missão empresarial, sem esquecer os 10% tradicionais, o potencial real está em ganhar o favor dos restantes 90% .

E como a inovação se augura Por outro lado, estas empresas não cumpriram a oferecer produtos para a maior parte dos seus próprios mercados, mas os produtos mais bem sucedidos são nascidas em seus países introduzido com sucesso na América do Norte e na Europa e no resto do mundo desenvolvido e no resto do mundo.

"Um bem concebidos, útil e acessível, com um pequeno lucro, embora destinadas a potenciais clientes centenas de milhões de pessoas? Por que não.

O crescimento no futuro (não só a inovação)

Empresas e profissionais de todas as origens, de países europeus e grandes empresas dos EUA a seus empresários menos espartilhada e ágil, através da nova legião de empreendedores sociais e filantropos interessadas na inovação de outro lado, são desafiados a aumentar a sua qualidade de vida público-alvo.

Em vez de olhar apenas para os consumidores saturada e deprimido ocidental, empresas e grupos de profissionais interessados em mercados menos lotados, alguns dos quais precisam bens e serviços básicos, não garantidos por seus governos.

As oportunidades são tão grandes como é o descaso crônico dos pobres do mundo, até agora visto como párias com o qual foi a caridade, se alguma coisa deve mediar qualquer relação. Agora, as empresas mais dinâmicas nos próprios países em desenvolvimento têm ajudado a transformar este paradigma.

Futuro: A melhor maneira de crescer em casa vai inovar para os pobres

Resultantes de produtos e serviços de tecnologia (telefones inteligentes e computadores baratos, open source, por exemplo) ao microcrédito bancário (Kiva.org)sistemas móveis de pagamento, onde existe uma rede confiável de intermediários (África rural); utensílios para água potável (as populações rurais dos países em desenvolvimento), ou sistemas de iluminação e de auto-orgânicos (onde não há infra-estrutura de eletricidade confiável).

Sem mencionar o empenho de empresas como a Tata Motors (Índia) e BYD (China) para carros eficientes e eletrodomésticos econômicos (classe de aspirantes do mundo do meio), e até mesmo uma solução pacífica e respeitadora do ambiente $ 300 para a casa de um terço da população urbana do mundo , atualmente morando em favelas.

Professor Vijay Govindarajan acreditar que as multinacionais terão sua maior oportunidade de negócios para os próximos 25 anos no segmento vasto mercado que até agora têm sido negligenciadas, ou, na melhor das hipóteses, mal servidas.

inovação reversa não seria necessário apenas para uma posição em novos mercados e diversificar a declaração de renda, mas viria a ser o oxigênio impulsionar o crescimento em seus mercados locais.

Em que fase da globalização, somos e de onde viemos

Inovação e reversa de ruptura, dado o ritmo de crescimento nos países emergentes ea crescente atenção das empresas e dos empresários para Vijay Govindarajan que chamou macro-mercados (tamanho gigante) com micro-consumidores (em milhões de pessoas com renda limitada ), o processo é irreversível.

Se as técnicas inovadoras reversa são aplicadas para desenvolver produtos não só mais barato, mas também útil e capaz de melhorar a qualidade de vida dos micro-consumidores, sem aumentar a pressão sobre o ambiente, a inovação pode tornar-se o inverso tendências tecnológicas mais importantes do século, mas provavelmente não será considerado como um todo e não tenham um nome único.

Dificilmente falar de "revolução de inovação ao redor." Naturalmente, as pessoas que previram a importância de os pobres do mundo como produtores e consumidores em um mundo interconectado, e acreditava que isso iria aumentar a autonomia do indivíduo e da riqueza, poderia reconhecer esses movimentos tectônicos.Mohandas Gandhi fez mais de meio século atrás, quando era muito difícil de pronunciar a palavra "justiça", sem, na mesma sentença, apareceu uma dica ou um sinônimo para o marxismo.

O próprio Gandhi viu o nascimento da globalização como um fenômeno comercial "global", embora no momento em que se limitava aos países fora da órbita soviética:

  • Primeira fase da globalização (vai presença global, as décadas de 1950 e 1960): as empresas dos EUA beneficiaram de um mundo destruído após a II Guerra Mundial e estendeu sua influência por todo o mundo. Eles foram seguidos por empresas europeias e japonesas.
  • Segunda fase (de globalização da produção, 1970 e 1980): o que tem sido acelerado nos últimos anos e começou em 70. empresas dos EUA, europeus e japoneses colocar parte da sua produção em países com custos trabalhistas mais baixos.
  • Terceira fase (conhecida como glocalização, 1990-2005):se a produção a montante se tornou mais barata, aumentando os lucros para as empresas, um novo problema havia surgido porque os produtos globais não são perfeitamente adaptadas às realidades locais. Durante este período, as ofertas globais são adaptados às necessidades locais.
  • Quarta etapa (inovação reversa, 2005 -?): A primeira fase do processo inverso de inovação, as empresas foco na criação de produtos em alguns países emergentes, dos países emergentes. Em vez de modificar produtos desenhados para os mercados ocidentais, o desenvolvimento é feito no contexto local para o mercado local.
  • Quinta etapa (inovação que se deslocam para os países ricos, 2005 -?): Tendo em conta os desafios enfrentados pelas empresas ocidentais e locais, quando eles desenvolvem produtos para a grande maioria dos consumidores de países emergentes, alguns dos produtos serviços e técnicas de ensaio utilizado mais do que o seu valor. Para o ponto de interesse para as empresas e produtos e serviços técnicos nos mercados dos países ricos.

CK Prahalad, autor de A riqueza na base da pirâmide:Erradicação da Pobreza através de lucros, acredita que as grandes corporações e pequenas empresas e empresários podem aprender técnicas valiosas para o estudo de organizações de invenções e serviços originados em mercados emergentes. Depois de entender o mecanismo, diz ele, as técnicas podem ser aplicadas em qualquer mercado.

Qualquer estratégia de inovação deve reverter algumas das características que as listas de CK Prahalad:

  • produtos a preços acessíveis, embora a maioria não têm recursos para pagar por bens projetados para o mercado ocidental, temos de inovar com materiais baratos e técnicas de fabricação.
  • tecnologias inventivas: a falta de infra-estrutura confiável, por que não criar produtos que são recarregadas com o movimento do usuário (energia cinética), ou energia solar, e assim por diante.
  • Serviços de "ecossistema" novos empresários muitas vezes trabalham com outros, muitas vezes informalmente, para maximizar a qualquer recurso ou oportunidade.
  • Sistemas robustos:se ele funciona em uma vila desprovida de infra-estrutura mínima e, muitas vezes em situações meteorológicas extremas, você pode fazer em qualquer lugar do mundo.
  • Novas aplicações: quando os usuários não podem gastar grandes somas para um tipo de produto, há inovações, tais como atualizações ou novos usos para os bens adquiridos e assim por diante.

Como superar a crise social e atual clima

Stuart Hart , professor de administração de empresas pela Universidade de Cornell e presidente do Center for Sustainable Enterprise Global do centro, acredita que a inovação não só reverter o potencial de fornecer soluções engenhosas para criar produtos acessíveis e adequados, mas esta mesmo procedimento irá gerar a inovação de tecnologias "verdes" que resolvam os problemas mais urgentes ambientais que o mundo enfrenta.

A água potável a nível mundial;não usar querosene e carvão, uma das fontes de gases com efeito de estufa que aumentam mais vento, e tecnologias de energia solar para reduzir o preço da produção de renováveis e aumentar a sua utilização, sistemas de iluminação que funcionam com energia solar (lâmpadas LED com pequenos painéis solares, por exemplo), baterias para carros elétricos mais eficientes e econômicos.

A lista é tão longa como o próprio meio ambiente e problemas sociais a serem enfrentados, explicou recentemente Stuart Hart.

Além disso, Hart acredita que o pior que pode tornar as empresas dos EUA (embora o conselho é extensível, a fortiori, para a Europa), é ignorar a próxima geração de inovações inversa.

"Se não aprender a criar incentivos para que alguns dos nossos melhores empresários e especialistas em tecnologia de ir a lugares onde estes novos mercados estão sendo criados, como a China ea Índia, perdê-lo, o que não vai ser bom a longo prazo neste país. "

O procedimento para participar no novo processo de inovação é mais fácil fazer a necessária mudança na cultura de supor que muitas das inovações que melhorem os produtos e serviços irá afastar os empresários e as empresas na Índia, China, Brasil, Rússia.

Aqueles que entendem a mudança de paradigma da inovação no mundo, os peritos concluem como mencionado Vijay Govindarajan, CK Prahalad e Stuart Hart estão melhor posicionados para crescer nos próximos 25 anos, produtos de melhor, e quem sabe, melhorar muitos problemas do cotidiano em qualquer lugar do mundo, independentemente da riqueza de seus habitantes.

(Anexo) 10 empresas que oferecem a inovação reversa em processose produtos

  • A GE desenvolveu um eletrocardiograma portátil para clínicas rurais na Índia, bem como uma máquina de ultra-som para a China. Os dispositivos são versões baratas de cara tradicional , simplificadoe capazes de operar com eletricidade intermitente, e comercializado com sucesso nos Estados Unidos.
  • sistemas de energia solar Selco criou simples e barato que combina painéis solares e baterias para fornecer energia para as instalações de qualquer lugar, é muito remota.
  • Kiva.org é baseado no sistema de micro-crédito com êxito desenhado por Muhammad Yunus, o Grameen Bank para levar a Internet para os investidores e empreendedores sociais em países pobres. O sucesso do serviço, inicialmente concebido apenas para fornecer pequenos empréstimos a pessoas em países em desenvolvimento, agora oferece o mesmo sistema para os empresários e estudantes nos Estados Unidos.
  • Tata Motors planeja vender uma versão do Tata Nano, o carro de baixo custo para aspirantes a Índia classes médias, adaptado para o mercado europeu, onde o custo dos veículos não seria o mais crucial, apesar de ele terminar, segurança e confiabilidade . O carro da Tata será chamado Europa.
  • BYD é uma empresa automobilística chinesa, com planos ambiciosos elétrica. E sedãs elétricos vendidos na China e desenvolver baterias de íon de lítio com um preço diminuir. A empresa planeja vender seus modelos elétricos na Europa e os EUA.
  • Procter & Gamble descobriu que os produtos desenvolvidos para o mercado mexicano como um remédio contra resfriados, que inclui mel, eles também têm sucesso comercial na Europa e os EUA.
  • teste Nokia vários modelos de negócios no Quênia e em Gana. A empresa finlandesa, ciente de que o celular tornou-se o gerente informal de serviços para a população, incluindo o envio de dinheiro, tem desenvolvido serviços para seus telefones high-end da coleção de Informação em África.
  • D.light Design criou uma lâmpada de 20 $ e baixo consumo de energia (LED), alimentado por pequenos painéis solares anexado na parte externa. Projetado por um voluntário que encontraram as ineficiências e os efeitos sobre a saúde de querosene vai chegar aos Estados Unidos depois de vender 250.000 unidades na África.
  • Nestlé vendidos na Austrália e na Nova Zelândia um prato feito de baixo custo e de baixa caloria originalmente concebido para a Índia rural.
  • Fácil Global Water Produto criou um método econômico sistema de irrigação que podem quadruplicar as culturas , a um preço de 32,50 dólares por 0,1 acres (1.000 metros quadrados). O sistema de irrigação pode ser de interesse para os agricultores, amadores e até mesmo os governos locais na Europa, EUA e outros interessados em instalar hortas urbanas metropolitanas e assim por diante.

Inovação Reversa - Coletânea de Artigos

postado em 11 de mar de 2013 11:02 por Luiz Henrique Mourão Machado Machado

Epoca Negócios: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,ERT108949-16366,00.html

Inteligência
/ Inovação

A inovação reversa

A maioria das pesquisas de empresas globais acontece na matriz, mas para Vijay Govindarajan é hora de mudar

Edição Edson Porto com Álvaro Oppermann

Ilustração_Yan Sorgi 

A General Electric é uma das companhias mais inovadoras do planeta. Já conseguiu se reinventar várias vezes ao longo de suas décadas de existência. Logo, é um sinal importante que a empresa esteja adotando um modelo para inovar ainda pouco usual entre grandes companhias globais: a inovação reversa (ou “reverse innovation”, em inglês). O termo é de autoria de Vijay Govindarajan, professor da Tuck School of Business, nos Estados Unidos. Em 2008, Govindarajan tirou licença acadêmica para assumir, por dois anos, o cargo de Consultor Chefe de Inovação na GE.

É fácil definir a inovação em reverso: é aquela adotada primeiro nos mercados emergentes e, depois, exportada para os mercados ricos. Na GE, o modelo já funciona na divisão de produtos voltados à saúde. Um exemplo é o caso de uma máquina de ultrassom do tamanho de um laptop, o GE Logic, na faixa dos US$ 15 mil. Modelos tradicionais e sofisticados da GE podem custar mais de US$ 60 mil. O GE Logic foi criado para a China rural, mas a companhia prevê que as vendas do aparelho vão ganhar impulso também nos Estados Unidos, com a reforma da saúde proposta pela administração Obama, que privilegia soluções de baixo custo.

O fator que propiciou o nascimento da inovação reversa foi a crescente importância dos emergentes. “Não dá mais para desenhar um produto para o mercado americano ou europeu, e simplesmente adaptá-lo ao indiano ou chinês”, diz Govindarajan. O motivo é que a relação entre preço e performance na Índia, China ou Brasil é muito diferente.

O rumo da inovação está se alterando e flui cada vez
mais dos países pobres para os ricos


A inovação reversa é uma inversão do modelo mais convencional que foi descrito pelo também especialista no assunto Pankaj Ghemawat, em que a inovação da matriz, normalmente em um país rico, é adaptada ou forçada sobre mercados emergentes. Govindarajan chama esse processo de “glocalização” (uma globalização local). Para ele, porém, em muitos casos esse padrão está esgotado. “Isso funcionou muito bem numa era em que as nações ricas respondiam de longe pela maior fatia do mercado mundial. Mas esses dias acabaram”, diz o professor indiano. Diante do novo cenário, a inovação em reverso não é apenas uma medida simpática, politicamente correta ou de nicho. Ela tende a se tornar o oxigênio para o crescimento sustentável de empresas globais nos próximos anos.

Mas o que muda na prática? “Enquanto a ‘glocalização’ requeria a centralização de poder e recursos, a inovação ao reverso é descentralizada”, diz Govindarajan. O foco é o mercado local, sendo que o pessoal dedicado à inovação em reverso deve estar sediado e ser gerenciado nesses mercados. As equipes locais devem ser responsáveis pelos lucros e prejuízos e devem ter autonomia de decisão, o que inclui voz ativa na divisão do bolo dos recursos globais da empresa. Na medida em que os produtos inovadores se tornam comprovadamente bem-sucedidos, eles devem ser globalizados.

Um dos riscos desse tipo de inovação, quando exportada aos mercados ricos, é o da canibalização de produtos sofisticados de alta margem de lucro. O caso do ultrassom ajuda a ilustrar como isso nem sempre é verdade. Quando a inovação entra no país rico, tende a ser destinada à base do mercado. E a expectativa é de que haverá público, no topo, para produtos altamente sofisticados – e caros. A inovação em reverso, diz Govindarajan, também não vai matar os centros de pesquisas nos países ricos. Para ele, o modelo de adaptação atual “ainda tem muito a oferecer às classes abastadas dos países pobres”. O mais provável, acredita ele, é que os dois modelos se combinem cada vez mais (leia mais a respeito de inovação reversa na coluna Empresa Transparente).

Vijay Govindarajan – Especializado em estratégia e inovação, ele foi eleito um dos 50 pensadores mais influentes de gestão em outubro de 2009 pelo site Thinkers50.com. É tido também como um dos melhores coachs dos Estados Unidos.

HSM - link: http://www.hsm.com.br/blog/2012/04/inovacao-reversa-esta-na-moda/

Inovação reversa está na moda?

Em recente entrevista à revista HSM, Tarek Farahat, presidente da Procter & Gamble no Brasil, contou que no Egito antigo os obeliscos que serviam como sinalizadores de templos religiosos eram construídos a partir de pedras já existentes – que eram esculpidas para atender as necessidades da nova obra.

E foi inspirado nesse conceito que ele delineou a estratégia de inovação reversa da P&G (quando ideias inovadoras são desenvolvidas primeiramente em países emergentes para depois serem levadas a mercados desenvolvidos), que por aqui tem o nome de ‘A estratégia do Obelisco’.

A criação da Pampers Básica

Farahat conta que no ano 2000, apesar do povo brasileiro assumir que gostava da qualidade das fraldas Pampers (produzidas pela Procter & Gamble) muitas vezes optava por outra marca na hora da compra principalmente pelo quesito financeiro.

Pensando em reverter esse cenário, ele e sua equipe foram às ruas para entender o que desejavam os consumidores de fraldas, e descobriram que o sonho da maioria dos pais era que as fraldas mantivessem seus filhos secos durante todo o período noturno do sono.

Assim, a equipe da P&G pegou a fralda original como modelo e a desconstruiu, tirando partes que não contribuíam para absorção e eliminando itens que representavam custo sem benefício direto da maior absorção e criou a Pampers Básica, com preço menor e maior tempo de absorção.

“Foi um enorme sucesso, porque o consumidor imediatamente sentiu a diferença em relação às outras marcas: com a Pampers Básica o bebê dorme 12 horas – e os pais conseguem dormir também e trabalhar no dia seguinte. Nosso negócio triplicou, e dois anos depois assumimos a liderança nesse mercado”, conta.

Assim, a P&G conseguiu atender uma das principais responsabilidades das empresas no que diz respeito à inovação reversa na visão de seu próprio idealizador, o indiano Vijay Govindarajan (especialista em estratégia e inovação e um dos 50 pensadores mais influentes em gestão do mundo), pois ela olhou para os problemas de seus clientes e então buscou soluções inovadoras.

Colocando a inovação reversa em prática

A história da Pampers é apenas uma maneira de ilustrar como a inovação reversa pode trazer benefícios para todos os envolvidos (organização, clientes e planeta). Segundo Govindarajan, as vantagens dessa prática não param por aí. No entanto, além de pensar nos problemas dos clientes é preciso ainda focar-se nas necessidades de quem vai comprar de você (e não apenas nos produtos já prontos) e, talvez até principalmente, ter humildade para reconhecer as falhas de seus produtos e serviços e, assim, estar apto para buscar recursos para a inovação.

O especialista acrescenta ainda a importância de aliar à inovação reversa o conceito de inovação aberta, em que clientes e pessoas de fora da organização possam ajudar no desenvolvimento das ideias.

O sucesso dessa prática se deve justamente a esses benefícios que ela traz. Penetração maior em países em desenvolvimento (potenciais gigantes no longo prazo, em que sempre vale a pena investir), oportunidade de novos negócios e ideias que não surgiriam em lugares em que tudo parece mais bem planejado.


http://www.hbrbr.com.br/materia/uma-cartilha-da-inovacao-reversa


Globo(link: http://www.hbrbr.com.br/materia/uma-cartilha-da-inovacao-reversa)

Uma cartilha da inovação reversa

Escrito por:
  • Vijay Govindarajan
quarta-feira, 4 abril, 2012 - 12:58

Quando uma multinacional aprende a produzir inovações de sucesso em mercados emergentes e, em seguida, exporta esse conhecimento e essa inovação para o mundo desenvolvido, novas possibilidades de negócios subitamente se abrem. Limites impostos por operações tradicionais passam a ser transponíveis e a empresa pode repensar toda a linha de produtos e partir para novos mercados em busca de crescimento.

Mas poucas empresas passam por essa espécie de renascimento, já que a inovação reversa — desenvolver ideias em um mercado emergente e fazer com que sejam aplicadas também em mercados desenvolvidos — traz imensos desafios. Exige que a empresa supere a lógica reinante ali dentro — o raciocínio institucionalizado que norteia seus atos. Em geral, isso envolve grandes mudanças: abandonar velhas estruturas organizacionais e criar estruturas novas do zero, reformular métodos de desenvolvimento e fabricação de produtos, reorientar a força de vendas.

Gestão -

A Inovação Reversa e o “Jeitinho Brasileiro”

Marco Leone Fernandes (link: http://www.partnersales.com.br/artigo/925/a-inovacao-reversa--e-o-%E2%80%9Cjeitinho-brasileiro%E2%80%9D)

Publicado em 04/02/2013 às 10:43

Não é somente dos grandes laboratórios de pesquisa e desenvolvimento das maiores universidades e empresas do mundo que sairão as maiores ideias dos próximos dez anos. Elas provavelmente virão da necessidade e da limitação de algum país emergente. O conceito da Inovação Reversa - que não é tão novo assimaposta que as grandes ideias que funcionaram bem em mercados em desenvolvimento terão o mesmo sucesso nos mercados desenvolvidos. A conhecida limitação de infraestrutura e de renda per capita, estimula esses mercados a usarem a criatividade e em repensar modelos consagrados, adaptando-os para mercados menores e com menos renda. O efeito colateral positivo desse movimento é o que possibilita essa inovação reversa.

Muitos produtos e serviços se consagraram por uma característica principal, mas o seu custo total é influenciado por outras características consideradas desnecessárias por esse potencial consumidor. Aqui mesmo no Brasil, uma subsidiária de uma grande multinacional que, entre outros vários produtos fabrica fraldas descartáveis, percebeu que apesar de ser a marca preferida do mercado, perdia muitos negócios em virtude do preço alto do seu produto. Entendendo que, a capacidade de manter o bebê sequinho durante toda a noite era o que realmente importava, criou um modelo básico do seu produto, preservando essa característica e tirando todo o resto que não era percebido como benefício por esse potencial consumidor e o novo modelo básico e mais barato de sua fralda descartável, é um sucesso e traz milhões em receita no Brasil e no mundo.

Os exemplos como esse são muitos, e vem se multiplicando em diversos países emergentes em segmentos dos mais variados, desde aparelhos ultraportáteis para realização de exames cardíacos, até o carro indiano de 2000 dólares. No segmento de serviços, vemos vários exemplos que funcionaram muito bem aqui e lá, como por exemplo, o pequeno salão de manicure das J Sisters, que se estabeleceram nos USA e faturam hoje algo como 7 milhões de dólares por ano, e que ainda deverá virar filme em breve.

Não há limites para essa criatividade e nem tampouco para o empreendedorismo, existem dezenas de outras iniciativas e ideias, surgidas das limitações e necessidades locais, que poderão ser bem sucedidas em países desenvolvidos.

Esse conceito tem estimulado diversos fabricantes a usarem o Brasil como um laboratório avançado para ideias e novos modelos de negócios, a criatividade e persistência dos executivos brasileiros são ingredientes importantes para que esses projetos sejam bem sucedidos e sirvam de base para a sua utilização na matriz e nos mercados mais importantes.

Convido a você a observar o que você faz de melhor na sua empresa e principalmente o que você faz de maneira diferente do convencional, aquilo que é o seu “molho secreto”, isso poderá um dia ser um negócio por si só, muito maior do que o seu negócio inteiro é hoje, desde que possa ser documentado, replicado, e usado em larga escala em mercados desenvolvidos. Vamos usar todo o potencial do nosso “Jeitinho Brasileiro” para o bem, de maneira ética e positiva, e assim assumir o nosso verdadeiro papel no mundo dos negócios, o de ser um grande líder criativo, empreendedor e inovador.

[Amcham] Infraestrutura deficitária e burocracia do sistema tributário desafiam agronegócio brasileiro

postado em 18 de set de 2012 11:26 por Luiz Henrique Mourão Machado Machado

Pesquisa Amcham: Infraestrutura deficitária e burocracia do sistema tributário desafiam agronegócio brasileiro


Pesquisa Amcham: Infraestrutura deficitária e burocracia do sistema tributário desafiam agronegócio brasileiro

Representantes do agronegócio debateram na Amcham os desafios do setor

A infraestrutura logística defasada, o sistema tributário burocrático, a falta de acordos internacionais e a legislação trabalhista pouco flexível são os principais elementos críticos para um melhor desempenho do agronegócio brasileiro, revela a pesquisa ‘Panorama do Setor de Agronegócios no Brasil e no Mundo’, realizada pela Amcham.

O estudo ouviu 84 altos gestores de empresas associadas que integram o setor e foi divulgado nesta sexta-feira (03/08) durante o evento ‘Competitividade Setorial – Agronegócios’ da Amcham-São Paulo.

Em seguida, aparecem como fatores de grande impacto política fundiária e segurança incompatíveis com a realidade do País, falta de incentivos para aquisições de novas tecnologias, estrutura da cadeia produtiva, competitiva para alguns e outros não, falta de linhas de crédito, variações cambiais e regime de exploração da atividade rural concentrado na pessoa física.

“Os gargalos são os que bem conhecemos, relacionados a infraestrutura, custo elevado, sistema tributário pesado e complexo e falta de acordos internacionais. O Brasil tem grande dificuldade de fazer acordos pela dicotomia de ser forte do agronegócio e ter fragilidade na indústria”, afirma Gabriel Rico, CEO da Amcham, que apresentou os dados.

Potencial brasileiro

O solo fértil e o domínio tecnológico fizeram do Brasil um país altamente competitivo no agronegócio. Mas, para atingir a liderança mundial em produção e fornecimento de alimentos, é preciso ampliar o conhecimento tecnológico e reduzir o Custo Brasil, na opinião da maioria dos entrevistados.

Cerca de 68% disseram que, para atingir esse potencial de liderança, é essencial o aumento do conhecimento e das tecnologias em sistemas de produção sustentáveis para manter a capacidade produtiva do País.  Outra resposta bastante citada, com 56%, foi que o alto “Custo Brasil” comprometerá o alcance do patamar de liderança global.

Crédito e interação entre os segmentos

Os entrevistados foram questionados sobre as linhas de crédito disponibilizadas pelo governo ao setor. Quase a metade revelou acreditar que são satisfatórias, mas apenas beneficiam alguns segmentos (49%).

Ainda conforme a pesquisa, o agronegócio brasileiro é percebido como bastante fragmentado. Quase a metade (49%) dos entrevistados avalia que a diversidade de segmentos que compõem a cadeia faz com que apenas parte deles trabalhe de maneira conjunta.

Somente 27% percebem uma preocupação generalizada do setor em se unir para ganhar competitividade, e outros 24% acham que as diferenças de interesse entre os subsegmentos levam as empresas a agir de forma independente. “Alguns veem uma integração precária, o que evidencia mais a necessidade deste diálogo”, destaca Rico, da Amcham.

Influências

A pesquisa também questionou quais são os fatores com maior influência sobre o setor. Relacionados ao mercado doméstico, o crescimento e melhoria da distribuição da renda aparecem na liderança, com 39%, mas o aumento populacional também foi lembrado por 7%.

A volatilidade dos preços (13%), a expansão da população mundial (8%) e a volatilidade da demanda (4%) foram os fatores internacionais indicados como mais impactantes.

A pesquisa sinalizou ainda influenciadores que dizem respeito a aspectos tanto internacionais como domésticos. O principal item apontado foram as alterações no padrão de consumo (11%), seguidas de sustentabilidade e segurança alimentar (8%), desenvolvimento de biotecnologia (7%) e maior urbanização, com 3%.

Consolidações de mercado

Para os representantes do agronegócio, quanto maiores forem as empresas brasileiras, melhor. Os efeitos de um movimento de consolidação (fusão/aquisição) para expandir a oferta e distribuição de produtos e serviços são vistos como positivos por 46%, por possibilitar a criação de grandes conglomerados mais competitivos em nível internacional.

A concentração é interpretada de forma negativa por 37% dos consultados, por reduzir a competição. Outros 11% acreditam que consolidações não trazem impactos significativos ao setor e 6% preferiram não responder.

Crescimento para atender à demanda maior no futuro

A cadeia do agronegócio deixa clara a intenção de continuar crescendo para atender ao aumento da demanda mundial por alimentos.

Cálculos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontam que, até 2020, a oferta de alimentos no mundo terá de crescer 20% para dar conta do aumento da demanda, e que o Brasil deverá responder por 40% desse incremento.

A sondagem da Amcham mostra que a maioria (61%) das empresas dessa cadeia no País acredita que estará alinhada com essa projeção. Outros 19% dizem que irão além, expandindo-se ainda mais fortemente, e igual parcela sinaliza uma expectativa de crescimento abaixo dessa velocidade.

Frentes de investimentos

Considerando um horizonte dos próximos três anos, as empresas responderam quais serão suas frentes de investimentos.

Os focos estarão em aumento do portfólio de produtos e serviços (como disseram 71%), capacitação de funcionários (50%) e novas tecnologias para aperfeiçoar a competitividade operacional (43%).

Também foram citadas a aquisição de equipamentos e maquinários (32%), expansão para outras regiões do País (32%), fusão ou aquisição de outras empresas (28%), aumento dos investimentos em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento, com 22%) e expansão internacional (15%).

De acordo com os resultados da pesquisa, é possível dizer que as empresas estão atacando todas as frentes, segundo Gabriel Rico, da Amcham. “É uma postura bastante agressiva e diversificada”, resume o CEO.

América Latina, EUA, China e África como mercados internacionais preferenciais

No plano internacional, a América Latina aparece com grande destaque entre os mercados-alvo para investimentos, parcerias comerciais e operações internacionais. O interesse pela Argentina foi demonstrado por 35%, seguido por Chile (22%), Colômbia (17%) e Venezuela (11%). Uma fatia de 40% dos respondentes escolheu outros países latino-americanos.

Os Estados Unidos foram apontados por 40% como o principal destino de interesse e a China por 33%. Vale ressaltar também que a África foi lembrada por 25%.

Logística

No que tange à logística, 67% se colocam a favor do transporte intermodal rodoferroviário como a melhor opção de custo benefício para a cadeia do agronegócio. Em relação ao modal ferroviário, um grupo de 60% defende a revisão da tarifa teto ferroviária.

Uma parcela de 47% afirma que, apesar de a cabotagem apresentar custos menores do que outros modais, não beneficia toda a cadeia de abastecimento do setor. Quanto ao transporte rodoviário, pouco menos da metade (45%) não endossa a afirmação de que esse modal seja a melhor opção de transporte.

Um grupo de 43% de entrevistados sustenta que o transporte aeroviário é uma alternativa vantajosa para o transporte de certas mercadorias, sem se importar com os custos superiores desse meio de transporte.

Acordos e negociações internacionais

Embora a intenção de expansão internacional seja real, os empresários percebem questões importantes que impactam esse objetivo. Nada menos que 64% da amostra confirmam a percepção de que o chamado “protecionismo verde” tende a ser considerado nos acordos globais, criando barreiras para os alimentos exportados pelo País.

Também são 64% os que concordam com a afirmação de que as crises econômicas e a necessidade de proteção dos mercados locais levam a uma tendência de adiamento de acordos e negociações internacionais.

Em relação ao Mercosul, 67% concordam que o alto Custo Brasil dificulta a competitividade do do setor no bloco. Uma parcela de 52% avalia que, em função do Mercosul, o Brasil tem dificuldade de alcançar avanços em negociações de acordos comerciais bilaterais com países fora do bloco.

 

 fonte: http://www.amcham.com.br/regionais/amcham-sao-paulo/noticias/2012/pesquisa-amcham-infraestrutura-deficitaria-e-burocracia-do-sistema-tributario-sao-principais-desafios-ao-desenvolvimento-do-agronegocio-brasileiro

** A reprodução deste conteúdo é permitida desde que citada a fonte Amcham.

[Ricardo Amorim] Socorro! Estamos exportando consumidores (07/2012)

postado em 13 de ago de 2012 16:10 por Luiz Henrique Mourão Machado Machado

Socorro! Estamos exportando consumidores (07/2012) 

   link: http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/colunista/35_RICARDO+AMORIM.

Revista IstoÉ
07/2012
Por Ricardo Amorim

 

 

Na semana passada fui a Nova York a trabalho. Como bom brasileiro, aproveitei para fazer umas comprinhas. Fiquei chocado. Em todas as lojas em que entrei, sem exceções, muitos brasileiros também compravam. Políticas econômicas equivocadas estão exportando nossos consumidores. Fico imaginando o que estará acontecendo em Miami…
 
Há tempos se afirma que as dificuldades da nossa indústria são causadas por um real excessivamente forte. Com esse diagnóstico, o governo taxou investimentos estrangeiros e gastos em viagens, dificultou a entrada de produtos importados por meio de mais impostos e medidas regulatórias, e acumulou muitos bilhões de dólares em reservas internacionais. Sozinha, a última medida custará mais de R$ 50 bilhões só neste ano. Somadas a uma conjuntura internacional, que reduziu nossas exportações e levou multinacionais europeias e americanas a repatriarem capitais, tais ações impulsionaram a cotação do dólar de R$ 1,50 a pouco mais de R$ 2 nos últimos meses.
 
Problema resolvido, certo? Não, muito pelo contrário. Este ano, a produção da nossa indústria até agora foi 3,5% menor do que no mesmo período do ano passado. Os desafios para a indústria são muitos, começando pela concorrência com produtos chineses e passando pela contração dos mercados de consumo nos EUA e na Europa e, consequentemente, excesso de capacidade industrial instalada no mundo após a crise de 2008. Some-se a isso uma enorme mudança socioeconômica no País desde 1994 que se acelerou nos últimos anos.
 
Só entre 2005 e 2011, 47 milhões de brasileiros emergiram das classes D e E, passando a gastar uma parcela maior de sua renda com serviços – telefonia, educação, turismo, saúde – e menor com produtos industrializados.
 
Não deveria surpreender a ninguém que a indústria foi, sistematicamente, o setor com o pior desempenho da economia brasileira nos últimos anos. Desde 2004, o varejo e o atacado, impulsionados por uma forte expansão de renda e crédito, cresceram mais do que a indústria em todos os anos. Não apenas as vendas, mas também os preços do setor de serviços vêm crescendo mais do que na indústria. O agronegócio e toda a cadeia de matérias primas metálicas, minerais e de energia cresceram e tiveram ganhos de preços ainda maiores, alimentados pela fome chinesa. Por fim, impostos elevados e baixos investimentos em infraestrutura, devidos a altos gastos públicos e desvios de verbas, prejudicam particularmente a indústria.
 
A novidade que percebi nas lojas de Nova York é que os efeitos maléficos da carga tributária sobre a competitividade e o crescimento brasileiro atingem, cada vez mais, setores tradicionalmente protegidos, onde não havia competição internacional. Maior facilidade de transporte e avanços do comércio eletrônico permitem que produtos antes adquiridos na lojinha local sejam agora comprados em qualquer lugar do planeta.
 
Por que tudo aqui é tão caro? Impostos. No mundo emergente, apenas três países têm carga tributária mais alta do que o Brasil. Ao tornar produtos feitos ou vendidos no Brasil mais caros do que no resto do mundo, nossos impostos estimulam os consumidores brasileiros a comprar em outros países, debilitando não apenas a indústria, mas também os setores de comércio e serviços. Até quando?

 

Ricardo Amorim
Economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews e presidente da Ricam Consultoria.

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