BM diz que desvalorização de moedas gerará tensão, mas não uma guerra divisas

postado em 4 de out de 2010 19:22 por Luiz Henrique Mourão Machado Machado

 Washington, 4 out (EFE).- O presidente do Banco Mundial (BM), Robert Zoellick, disse hoje que a campanha de numerosos países para desvalorizar suas moedas e aumentar a competitividade gerará tensões, mas não uma guerra global de divisas.

 "Não prevejo que estejamos avançando para uma era de guerras de divisas, mas, claramente, haverá tensões, sobretudo no caso de países com superávit comerciais ou que estão intervindo nas divisas para mantê-las baixas", disse Zoellick em entrevista coletiva.

 O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou no final de setembro, por causa da intervenção de Tóquio no mercado de divisas, que acredita que o mundo está imerso em uma guerra comercial e de taxas de câmbio, e acrescentou que os países buscam obter vantagens mediante a manipulação de suas moedas.

 A China é o país que atrai as maiores críticas, já que, apesar de anunciar, em junho, que permitiria que sua moeda oscilasse de acordo com as forças do mercado, o valor do iuane se manteve sem grandes mudanças.

 O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, disse no mês passado, perante o Congresso, que desde junho "os chineses permitiram que sua moeda se apreciasse frente ao dólar apenas 1% ", enquanto se depreciou em relação a maior parte das divisas, o que agrava a situação.

 Espera-se que o valor das divisas seja um dos temas debatidos durante a reunião anual conjunta do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), que será realizada neste fim de semana, em Washington.

 Durante o encontro, os ministros de Economia e Finanças dos 187 países membros dos organismos abordarão em detalhe os desafios para as economias do planeta.

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