Taxas de câmbio em mercados emergentes

postado em 19 de set de 2010 08:24 por Luiz Henrique Mourão Machado Machado

15 de setembro de 2010 | 15h36

Paul Krugman

Estou fazendo a lição de casa sobre várias questões, e uma das coisas que andei fazendo foi tentar entender o que deveríamos ver nas economias emergentes agora que as economias avançadas parecem fadadas – graças a políticas e ideias ruins – a experimentar um período prolongado, talvez uma década perdida, de crescimento fraco, desemprego alto e taxas de juros baixas.

As economias emergentes estão se saindo muito melhor, em parte porque elas inerentemente oferecem oportunidades de investimento maiores, em parte porque não têm os problemas de balanço dos países mais ricos. E ao acumularem reservas enquanto evitam o endividamento em moeda estrangeira, elas extirparam muitas vulnerabilidades do passado.

Sendo assim, o que devemos esperar? Os retornos dos investimentos são baixos no Norte, e melhores no Sul. Com isso, deve haver um afluxo de capitais para mercados emergentes, valorização real, e uma mudança para déficits em conta corrente – isto é, se os países o permitirem.

Em seguida, um quadro das taxas cambiais efetivas reais para dois países, a partir de janeiro de 2007 – aproximadamente o ponto em que as bolhas começaram a desinflar de fato. A China não foi, é claro, a parte alguma. O Brasil teve um breve período de forte desvalorização, coincidindo com o período “meu mundo caiu” pós-Lehman quando todos queriam apenas os bônus americanos. Mas, afora isso, houve uma forte valorização.

Assunto para pensar. E ainda estou pensando aonde isso nos levará daqui a alguns anos .

Taxas de câmbio efetivas reais

(Fundo Monetário Internacional)

 

   

 
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