A Crise e a Destruição Criativa

postado em 16 de dez de 2010 18:39 por Luiz Henrique Mourão Machado Machado

A Crise e a Destruição Criativa

Jose Ruy Alvarez Filho

Artigo publicado na edição de 02/03/2009 do DCI – Diário Comércio Indústria & Serviços

O economista austríaco Joseph Schumpeter designou a revolução permanente do capitalismo que avança à medida que novas tecnologias, empresas e modelos de negócios substituem os antigos de “destruição criativa”.

O desenvolvimento empresarial é conseqüência deste processo que promove empresas inovadoras e fecha aquelas sem agilidade para acompanhar mudanças. Para Schumpeter, o desenvolvimento empresarial está fundamentado em três fatores básicos: as inovações tecnológicas, o crédito bancário e o empresário empreendedor, aquele que é capaz de empreender um novo negócio mesmo sem ser o dono do capital.

Empreendedores são ativos, auto motivados, tolerantes, flexíveis e perseverantes. São responsáveis pelo rompimento de paradigmas e capazes de aproveitar as chances decorrentes de mudanças tecnológicas para introduzir novos processos e produtos, desenvolver novos mercados e superar a concorrência assumindo riscos calculados inerentes a atividade empresarial.

Para Schumpeter, o crédito bancário permite não só o desenvolvimento empresarial como também a recombinação de forças produtivas para a concretização de inovações.

Para ele, quanto maior a separação das atividades financeiras da economia real maior seria a probabilidade de uma depressão, em termos de duração, abrangência e capacidade destrutiva.

O processo de “destruição criativa” explica o papel preponderante que o setor financeiro desempenha na geração dos ciclos econômicos por meio do financiamento da produção e inovação e da destruição na redução do crédito em crises.

 

Na verdade, estabilidade de preços e baixas taxas de juros criam otimismo que leva ao excesso na concessão de crédito, em investimentos e na assunção de riscos, que resultam em bolhas.

 

A “crise de crédito” que explodiu em Setembro de 2008 levou a falência instituições financeiras, gerou insegurança generalizada, afetou investimentos e a disponibilidade de crédito e o consumo.

 

A crise traz muitas oportunidades para empreendedores experientes e preparados.

 

No curto prazo, a redução de custos e a reavaliação do cronograma de investimentos é fundamental a proteção do caixa.

 

No médio prazo, com o retorno do crédito, o maior desafio é romper paradigmas e ser capaz de aproveitar as chances que irão surgir com o desenrolar da crise, antecipando mudanças tecnológicas para introduzir novos processos e produtos e desenvolver novos mercados.

 

No longo prazo, um novo choque “destrutivo – criativo” irá varrer o mundo capitalista e as lições desta crise serão fundamentais a este enfrentamento.

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