Innovation Scorecard (ISC)

postado em 27 de out de 2013 15:47 por Luiz Henrique Mourão Machado Machado

Avaliação do desempenho do processo de inovação de uma empresa

Inspirados no modelo BSC ( balanced scorecard)  a equipe da Innoscience desenvolveu  o Innovation Scorecard (ISC) com o objetivo de avaliar o desempenho do processo de inovação de uma empresa. Também estruturado em função de quatro perspectivas que estabelecem uma lógica de causa-e-efeito, a inovação pode ser medida por: resultados, estratégia, processo e contexto.

1.RESULTADOS – os indicadores relacionados aos resultados devem contemplar o valor do portifólio, o resultado financeiro das inovações e sua contribuição com a renovação do negócio. Percentual das receitas originárias de produtos/segmentos ou serviços que não existiam há x anos.

Exemplos de indicadores:

1. Valor total do portifólio de inovação.

2. Valorização anual do portifólio de inovação.

3. Reduções de custos oriundas de inovações.

4. Percentual das vendas investido com inovação.

5. Retorno do investimento dos projetos de inovação.

6. Receitas geradas com licenciamento de tecnologia.

2.ESTRATÉGIA – essa perspectiva traduz o cumprimento da estratégia de inovação, indicando se a empresa está executando aquilo que priorizou:

Exemplos de indicadores:

1. Número de inovações nos temas priorizados

2. Número de novos negócios criados (se esse for um objetivo)

3. Percentual das vendas oriundas dos produtos lançados nos últimos x anos (adequar ao ciclo da empresa)

4. Número de spin offs de novos negócios realizadas

3.PROCESSO – essa perspectiva aborda os indicadores do processo de inovação mensurando os inputs, processamento, open innovation e co-criação, prototipação e gestão de projetos.

Exemplos de indicadores:

1. Percentual de projetos executados com sucesso.

2. Número de produtos ou serviços desenvolvidos de forma colaborativa.

3. Número de produtos ou serviços desenvolvidos com os clientes/fornecedores/universidade.

4. Número de acordos de cooperação para inovação com parceiros.

5. Número de idéias geradas por fornecedores.

6. Número de idéias geradas por clientes.

7. Percentual das vendas originadas de idéias de terceiros.

8. Percentual de projetos lançados no tempo planejado.

9. Número de idéias por colaborador geradas na empresa.

10. Número de idéias implementadas na empresa.

11. Sessões de brainstorming realizadas.

12. Prêmios e reconhecimentos relacionados com a atividade de inovação recebidos.

13. Número de novos processos implementados.

14. Número de patentes registradas

4.CONTEXTO – essa perspectiva mede o ambiente organizacional necessário para a inovação a partir de suas lideranças, estrutura, treinamento, cultura e pessoas voltados para o aprendizado e incorporação de conhecimento na empresa.

Exemplos de Indicadores:

1. Número de horas utilizadas pelas lideranças motivando e facilitando as atividades de inovação

2. Percentual das lideranças envolvidas diretamente nos projetos de inovação.

3. Número de horas de treinamento recebidas pelos colaboradores para inovar

4. Número de sessões de troca de conhecimento realizadas (visitas, benchmarks).

5. Número de eventos e feiras assistidos.

6. Percentual de envolvimento dos empregados com o programa de inovação

7. Número de spin-offs realizadas.

8. Percentual de funding externo sobre o total do investimento de inovação

9. Valor investido em reconhecimento e recompensa para motivação dos inovadores

fonte (http://www.3minovacao.com.br/blog/pergunte-ao-consultor/2013/07/12/como-posso-medir-um-processo-de-inovacao/)

12 JUL – Pergunte ao Consultor (3M)

Como posso medir um processo de inovação?

Podemos dividir as medidas de desempenho em 2 tipos:

1) Medidas do Sistema de Gestão da Inovação: Que avaliem a atividade, contexto e resultados de todas inovações da organização.

2) Medidas dos projetos inovadores: Que avaliem a eficiência e eficácia de cada um dos projetos inovadores.

Na presente resposta vou me aprofundar no item 1, abordando medidas do sistema de gestão da inovação como um todo.

Aquela máxima “o que não é medido não é gerenciado” também se aplica para atividades inovadoras. Porém nem sempre medir os resultados e o processo de inovação é uma tarefa fácil.
Pesquisa realizada pelo Boston Consulting Group com executivos de 68 países, destacou que apenas 44% disseram acompanhar detalhadamente os resultados financeiros de cada inovação introduzida pelas suas empresas. Se medir os resultados financeiros de um projeto com exatidão já é complicado, o que dizer da avaliação do processo e cultura de inovação.

Não há como avaliar o desempenho do processo de inovação na empresa sem os indicadores corretos. Assim como não é suficiente controlar o desempenho global de uma empresa apenas pela perspectiva financeira, a inovação também deve ser medida sob diferentes perspectivas.

Algumas empresas, não sabendo o que medir, acabam medindo apenas a geração de caixa ou o retorno financeiro de suas inovações. Outras, medem tudo, criando indicadores sem lógica e gastando mais tempo na mensuração do que na análise e tomada de decisão.

Enquanto que medir apenas o resultado financeiro é perigoso pois revela somente o momento atual, medir tudo demanda um esforço grande para gerar os indicadores, perdendo-se tempo e produtividade.

Os Indicadores Adequados
Os bons indicadores são derivados da estratégia da empresa. Não há como defini-los sem vinculá-los aos objetivos estratégicos da empresa, ou seja, o que ela espera da atividade de inovação.
Como qualquer indicador, ele não é a solução, mas cumpre o papel de monitorar o desempenho, comunicar o que se deseja com a inovação e, finalmente, motivar os colaboradores para que façam o que precisa ser feito.

Na década passada, os professores americanos Robert Kaplan e David Norton lançaram a ideia de acompanhar a implementação da estratégia da empresa através de um conjunto de medidas que envolvesse não somente a questão financeira, mas também outras três perspectivas: clientes,, processo e aprendizagem. Essa ferramenta, chamada de balanced scorecard, revolucionou a forma dos gestores controlarem o desempenho das empresas, tornando-se uma “febre” em todo o mundo. Se a implementação da estratégia pode ser medida por diferentes perspectivas, o desempenho da atividade de inovação também pode!

Inspirados pelo BSC desenvolvemos na Innoscience o seu primo inovador, o Innovation Scorecard (ISC). Também estruturado em função de quatro perspectivas que estabelecem uma lógica de causa-e-efeito, a inovação pode ser medida por: resultados, estratégia, processo e contexto.

1.RESULTADOS - os indicadores relacionados aos resultados devem contemplar o valor do portifólio, o resultado financeiro das inovações e sua contribuição com a renovação do negócio. Percentual das receitas originárias de produtos/segmentos ou serviços que não existiam há x anos.

Exemplos de indicadores:
1. Valor total do portifólio de inovação.
2. Valorização anual do portifólio de inovação.
3. Reduções de custos oriundas de inovações.
4. Percentual das vendas investido com inovação.
5. Retorno do investimento dos projetos de inovação.
6. Receitas geradas com licenciamento de tecnologia.

2.ESTRATÉGIA - essa perspectiva traduz o cumprimento da estratégia de inovação, indicando se a empresa está executando aquilo que priorizou:
Exemplos de indicadores:
1. Número de inovações nos temas priorizados
2. Número de novos negócios criados (se esse for um objetivo)
3. Percentual das vendas oriundas dos produtos lançados nos últimos x anos (adequar ao ciclo da empresa)
4. Número de spin offs de novos negócios realizadas

3.PROCESSO - essa perspectiva aborda os indicadores do processo de inovação mensurando os inputs, processamento, open innovation e co-criação, prototipação e gestão de projetos.

Exemplos de indicadores:
1. Percentual de projetos executados com sucesso.
2. Número de produtos ou serviços desenvolvidos de forma colaborativa.
3. Número de produtos ou serviços desenvolvidos com os clientes/fornecedores/universidade.
4. Número de acordos de cooperação para inovação com parceiros.
5. Número de idéias geradas por fornecedores.
6. Número de idéias geradas por clientes.
7. Percentual das vendas originadas de idéias de terceiros.
8. Percentual de projetos lançados no tempo planejado.
9. Número de idéias por colaborador geradas na empresa.
10. Número de idéias implementadas na empresa.
11. Sessões de brainstorming realizadas.
12. Prêmios e reconhecimentos relacionados com a atividade de inovação recebidos.
13. Número de novos processos implementados.
14. Número de patentes registradas

 

4.CONTEXTO – essa perspectiva mede o ambiente organizacional necessário para a inovação a partir de suas lideranças, estrutura, treinamento, cultura e pessoas voltados para o aprendizado e incorporação de conhecimento na empresa.

Exemplos de Indicadores:
1. Número de horas utilizadas pelas lideranças motivando e facilitando as atividades de inovação
2. Percentual das lideranças envolvidas diretamente nos projetos de inovação.
3. Número de horas de treinamento recebidas pelos colaboradores para inovar
4. Número de sessões de troca de conhecimento realizadas (visitas, benchmarks).
5. Número de eventos e feiras assistidos.
6. Percentual de envolvimento dos empregados com o programa de inovação
7. Número de spin-offs realizadas.
8. Percentual de funding externo sobre o total do investimento de inovação
9. Valor investido em reconhecimento e recompensa para motivação dos inovadores

A mensuração dos resultados do sistema de gestão da inovação é fundamental para garantir o apoio dos stakeholders envolvidos, especialmente num tema onde os resultados ocorrem no médio e longo prazo.
O estabelecimento de um conjunto acessível, compreensível e gerenciável de indicadores é o primeiro passo para sistematizar sua medição. O equilíbrio entre indicadores que monitorem o hoje e o amanhã bem como o contexto, processo, estratégia e resultados tende a propiciar uma visão abrangente, profunda e eficiente.

O sistema de medição por si só não torna sua empresa mais inovadora mas cria as bases para gestão da inovação. Cabe a cada gestor da inovação selecionar entre os exemplos de indicadores acima e outras alternativas aquelas que melhor se adequem a estratégia de inovação da empresa.

Adotando as premissas apresentadas, agir se transforma numa obrigação.

Até a próxima inovação!

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