[Artigo] Educação Financeira, Perspectivas, Antecedentes e Visão Global

postado em 22 de mar de 2011 11:54 por Luiz Henrique Mourão Machado Machado

Educação Financeira, Perspectivas, Antecedentes e Visão Global

Por Luiz Henrique Mourão Machado (luizmachado@uninove.br)

Mestrando em Administração e Professor de Graduação e Pós Graduação em Finanças e Economia da Universidade Nove de Julho

O setor de serviços financeiros registra uma evolução rápida. A inovação e a globalização permitem que os cidadãos tenham acesso a um leque crescente de produtos e serviços destinados a satisfazer a uma série de necessidades e circunstâncias. Os progressos tecnológicos, os novos canais de entrega eletrônica e a integração dos mercados financeiros aumentaram a gama de serviços ofertados e as formas sob as quais estes se encontram disponíveis.

No entanto, para muitos indivíduos, os produtos são intrinsecamente complexos e o seu desempenho futuro é de difícil avaliação. As assimetrias de informações continuam a ser significativas: mesmo os produtos financeiros relativamente simples podem afigurar-se com elevado grau de dificuldade para a média da população, cuja educação financeira é escassa ou inexistente.

O desconhecimento das tantas opções que se mostram acessíveis submete os agentes a riscos de fraudes. Os agentes de venda, que são, na maior parte das vezes, a principal fonte de aconselhamento, nem sempre deixam claro os riscos potenciais de alguns investimentos, podendo convencer os consumidores a investir em produtos que não irão ao encontro de suas expectativas.

A educação financeira podem ajudar as crianças a compreender o valor do dinheiro e ensiná-las a gerir orçamentos e a poupar. Proporciona aos estudantes e aos jovens competências importantes que lhes permitam viver de forma independente. Permite que os adultos planejem grandes acontecimentos para sua vida, como a compra da casa própria, o sustento da família, o financiamento dos estudos dos filhos e a preparação para a aposentadoria.

Também contribui para que as famílias e os indivíduos possam ajustar suas decisões de investimento e de consumo de produtos financeiros aos seus perfis de risco, às suas necessidades e às suas expectativas. Pode ajudar a evitar as fáceis armadilhas dos pagamentos fraudulentos e a assunção de riscos que poderiam colocar o indivíduo em dificuldade financeira.

Com a estabilidade financeira, as instituições financeiras cada vez mais sofisticam produtos para jovens, desde conta corrente (exemplos: Bradesco - ClickConta, BB - Conta Jovem, entre outros) até corretoras que tem produtos desenvolvidos exclusivamente para jovens (tais como Coinvalores Kids, um fundo de investimentos exclusivo para pessoas físicas menores de 18 anos e Spinelli Clube de investimentos voltado para crianças no Vida Feliz Fundo de Investimento em Ações). Já passou o tempo em que os jovens e adolescentes não se interessavam por investimentos. Ainda que os sonhos de consumo sejam os mesmos de sempre (viagens com os amigos, intercâmbios culturais, computadores, carros, etc), para a satisfação dos pais a forma de torná-los realidade é que está muito mais fácil, uma vez que contam com o auxílio dos "maiores interessados".

A Educação Financeira coopera com a estabilidade financeira dos sistemas econômicos, na medida em que os agentes que selecionam produtos e serviços adequados são menos propensos ao descumprimento de suas obrigações. Isso poderia contribuir para evitar, ou pelo menos atenuar, situações como a que se registrou recentemente no mercado americano de empréstimos hipotecários de alto risco, com as suas repercussões negativas mais diversas nos mercados financeiros mundiais.

Potencializa o desenvolvimento de novos produtos e de serviços financeiros com mais qualidade, a concorrência entre os mercados e a inovação financeira. Favorece a poupança, inclusive previdenciária, o que acrescenta liquidez aos mercados de capitais, aspecto chave para a promoção do crescimento, do emprego e do bem-estar social.

Em 23 de Dezembro de 2010, o Presidente Luiz Inácio"Lula" da Silva promulga o decreto n. 7.397, instituindo a Estratégia Nacional de Educação Financeira - ENEF, para promover a Educação Financeira, envolvendo BACEN, Ministérios da Fazenda, Educação, Justiça, Previdência Social o CONEF, que representa 4 entidades da iniciativa privada.

A Enef é uma iniciativa do Comitê de Regulação e Fiscalização dos Mercados Financeiro, de Capitais, de Seguros, de Previdência e Capitalização (Coremec), formado pelo Banco Central (BC), Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Por meio de projetos direcionados e ações coordenadas, a Enef visa aperfeiçoar a compreensão dos consumidores a respeito dos conceitos e dos produtos financeiros, promovendo uma maior segurança no processo de tomada de decisões. Com isso, espera-se que a sociedade desenvolva habilidades financeiras que ajudem na identificação dos riscos e oportunidades envolvidos nas decisões econômicas.

Desde 2007, o Coremec formou um grupo de trabalho que pesquisa e debate procedimentos para ampliar o nível de compreensão do brasileiro em relação à administração do seu dinheiro.

Os esforços federais já estão se transformando em estaduais, onde em 22 de março de 2011, no Rio de Janeiro, O governador Sérgio Cabral inaugurou a primeira escola de educação financeira do país. Administrada pelo Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência), a Escola de Educação Financeira do Estado do Rio de Janeiro vai oferecer cursos e palestras sobre finanças pessoais, mercado financeiro, previdência, mercado de capitais e outros temas afins. Entre as diretrizes institucionais da escola estão, além da gratuidade das atividades, a formação de parcerias com órgãos, entidades públicas e instituições autorreguladoras do Sistema Financeiro Nacional.

Em 2008, foi realizada uma pesquisa de âmbito nacional, com o apoio da BM&FBOVESPA, visando mensurar o grau de educação financeira da população brasileira.

Essa pesquisa mostrou alguns aspectos positivos, como por exemplo, que 69% dos entrevistados fazem planilha para acompanhar os gastos da família e que 66% guardam os comprovantes de suas compras. Mas também evidenciou aspetos preocupantes, tais como, três em cada dez declarou pagar apenas o valor mínimo da fatura do cartão de crédito quando a situação aperta e ¼ tem restrições cadastrais na praça. A conclusão é que o nível da educação financeira da população brasileira é muito baixo.

Assim, a Enef tem como públicos-alvo adultos e alunos das escolas públicas e privadas de todo o país. A primeira iniciativa da Enef está em andamento desde agosto de 2010, através um projeto piloto implementado em 410 escolas da rede pública dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins, Distrito Federal e do Ceará. A coordenação desse projeto está a cargo da CVM, em parceria com diversas instituições, como o Ministério da Educação – MEC, que coordena a instrução pedagógica.

Pesquisas realizadas recentemente apontam que diversos segmentos da população mundial detêm baixos níveis de educação financeira. Grande parte da literatura mostra que uma considerável parcela de indivíduos é incapaz de realizar simples cálculos de finanças e apresenta fraco entendimento sobre produtos financeiros básicos.

Estudos conduzidos pela OCDE identificaram que o nível de educação financeira é escasso na maior parte dos países, incluindo os desenvolvidos. No Japão, por exemplo, 71 % dos adultos pesquisados não têm conhecimento a respeito de ações e titulos, enquanto que estudos nos Estados Unidos e na Coréia do Sul apontaram que estudantes do ensino médio foram reprovados em testes que objetivavam medir as habilidades dos alunos para escolher e administrar um cartão de crédito ou poupar para a aposentadoria. Os resultados também registraram que, geralmente, os consumidores superestimam o quanto, de fato, conhecem sobre o tema.

Os norte-americanos tem baixa taxa de poupança, e as taxas de falência e os níveis de dívida estão crescendo. De acordo com o Bureau de Análise Econômica (BEA), a taxa de poupança pessoal pairou igual ou inferior a 0~1% da renda disponível por diversos anos, abaixo dos 8 por cento nos anos 1980 e início de 1990. Esta baixa taxa de poupança recentemente tendem a ser ainda menores, com o BEA relatando uma taxa de poupança negativa a partir de 2005, a primeira vez que esta taxa entrou em território negativo desde os anos 1930 foi na Depressão Econômica de 1929. O Wall Street Journal relata que quase 70 por cento dos consumidores ao vivem de salário em salário. As taxas de falência e os níveis de endividamento estão também na ascensão. Segundo o Instituto de Falência Americano, uma em cada 60 famílias declarou falência em 2005.

De acordo com a CVM, 82% dos consumidores brasileiros não estão conscientes da taxa de juros ao empréstimos em dinheiro; as parcelas vencidas foram causadas principalmente por má gestão financeira; a taxa de poupança dos brasileiros é baixa, mesmo entre as famílias abastadas.

Em 2003, o IBGE constatou que as taxas de poupança das famílias variaram de 0,06% renda, na classe de baixa renda, para 3,12%, entre os ricos e outra pesquisa de 2007 mostrou que 87% das famílias não guardam para o futuro;

Perfil do Investidor Brasileiro:

· 59% têm uma conta de poupança,

· 20% têm investimentos no setor imobiliário,

· 17% possuem uma aplicação em fundos de investimento,

· 8% apenas compram ações.

A poupança é importante para as famílias, pois pode ajudar tanto em emergência e imprevistos, como perda de emprego, e que lhes permitam acumular bens, como uma casa ou prover uma educação de qualidade para seus filhos. Alguns pesquisadores argumentam que a falta de poupança é atribuível a uma falha dos indivíduos "para apreciar vulnerabilidades econômicas"(Bayer et al, 1996); se isso é verdade, a educação financeira pode ajudar as pessoas a adquirirem esta apreciação e levar a uma melhor tomada de decisão. Sherraden et al. (2002) postulam que a informação de qualidade, que é entregue por meio da educação financeira orientada, é uma das seis variáveis ​​institucionais que ajudam a promover a poupança e que as famílias de baixa renda são "substancialmente menos prováveis ​​de ter acesso a essas instituições."

Infelizmente, a pesquisa também mostra que os atuais programas de educação financeira em grande parte não chegarem as pessoas de baixa renda que mais precisam deles (Jacob et al., 2000).

Já o National Council of La Raza (NCLR), em seus estudos junto ao público Latino Americano residente nos EUA, definiu Educação Financeiro junto ao público de imigrantes latinos da seguinte forma:

A maioria dos participantes concordou que a educação financeira abrange uma ampla gama de faixas etárias, as comunidades especialmente carentes historicamente, e áreas de interesse (por exemplo, casa própria, desenvolvimento de pequenos negócios e economia de base familiar).

Idealmente, a educação financeira deveria ser um processo ao longo da vida concebidos para dar aos indivíduos as ferramentas necessárias para se tornar financeiramente independente, para desenvolver habilidades para construir a riqueza, e para salvaguardar os seus investimentos. A educação financeira também desempenha um papel importante na superação das barreiras à acumulação de ativos, permitindo às pessoas fazer escolhas em um bom crédito às pessoas objetivando economizar, e afastando-as de serviços bancários que corroem riquezas.

Muitos produtos de educação financeira são direcionados às famílias. Os participantes sentiram que a educação financeira esforços também necessidade de orientar os seguintes grupos:

· Jovens e Escolas de Ensino Básico. A educação financeira deve ser intergeracional[1] e deve ser alvo das crianças de todas as idades. As crianças são instrumentais no ensino de seus pais e outros membros da família. A educação financeira nas escolas também é fundamental para incentivar o conhecimento sobre finanças pessoais em adultos. No entanto, é importante notar que nem todos os professores são treinados para ensinar educação financeira.

· Deficientes. Ao garantir que a educação financeira específica e seus necessidades sejam cumpridas, as pessoas com deficiência são mais susceptíveis a alcançar ou manter a independência financeira.

· Estudantes universitários. Os estudantes universitários são especialmente vulneráveis, devido as numerosas ofertas de crédito que recebem. Muitos estudantes adquirem grandes dívidas e prejudicam o seu crédito num momento em que crédito está se tornando cada vez mais importante na nossa sociedade.

· Proprietários de pequenas empresas. Pequenos empresários muitas vezes têm boas idéias, porém, eles precisam mais assistência técnica e do conhecimento como desenvolver seus negócios. Muitos não têm consciência individual para estabelecer o crédito ou abrir contas não bancárias. No entanto, os latinos tem necessidade destas ferramentas, uma vez que são menos propensos a ter contas bancárias (por nunca terem tido conta corrente bancária).

A educação financeira é agora mais necessária do que nunca, porque:

· Crianças e adultos têm níveis baixos de educação financeira.

· O panorama dos serviços financeiros tornou-se cada vez mais complexo.

· As pessoas são muito mais responsáveis ​​pela tomada de decisões financeiras que afetam seu futuro econômico.

Iniciativas de educação financeira devem:

· Ser ensinada em uma idade precoce.

· Ser oferecidos em conjunto com uma contexto de maior relevância.

As recomendações incluem:

· Exigir a conclusão de um curso de finanças pessoais para a formatura do ensino médio.

· Incentivo da criação de uma conta poupança e/ou investimento para cada criança, desde seu nascimento.

· Criar oportunidades para que os adultos recebem educação financeira em conjunto com a criança ou jovem.

· Incentivar os estados a oferecer educação financeira.

· Apoiar campanhas de conscientização pública que criar a demanda para a educação financeira.

· Criação de novas fontes de financiamento de crédito sustentável baseado em boas práticas.

· Apoiar os esforços para oferecer educação financeira no mercado de trabalho.

Independentemente da renda, raça, ou de outras características socioeconômicas, as crianças não recebem educação financeira adequada de seus pais. Isto é provável porque os próprios pais não sabem o suficiente sobre o bom comportamento financeiro para servir como modelos e para seus filhos.

Uma pesquisa do Conselho de Educação de Poupança Americano (American Savings) revelou que apenas 15 por cento dos estudantes tinham um bom entendimento, 67 por cento tinham uma compreensão justa, e 18 por cento não tinham nenhum entendimento em todas as questões financeiras. Embora as classes mais baixas e as crianças de famílias com rendimentos mais baixos foi ligeiramente pior na pesquisa.

O parlamento europeu aprovou há alguns anos uma proposta legislativa para implementar nas escolas (para jovens entre 6 e 17 anos) conhecimentos sobre crédito, hipotecas e demais questões na educação financeira. Em pesquisa realizada pelo ministério das finanças da Holanda, dois terços dos jovens têm problemas em lidar com o dinheiro.

• Crianças de 8 e 9 anos já mostram sinais de problemáticas comportamento financeiro.

• Um terço dos jovens nas escolas secundárias mostram comportamento de risco como o endividamento e jogar por dinheiro.

• Para os jovens com idade superior a 12 anos e porpaganda e amigos são mais influentes que os pais.

• Estilo de Pais e exemplo dos pais tem impacto sobre o comportamento financeiro dos filhos.

Todos os níveis de governo devem garantir seus cidadãos, jovens e adultos estão equipados com ferramentas e conhecimento financeiro suficiente para tomar boas decisões.

Cada um dos seguintes recomendações incorpora princípios que levam à educação financeira eficaz.

Em primeiro lugar, a educação financeira deveria ser ensinada em "momentos ensináveis", quando os participantes podem colocar suas recém-adquiridas habilidades para o uso. Para as crianças, isso poderia significar a educação financeira em escolas. Para os adultos, esse educação financeira pode ser fornecido durante a tomada de decisão chave momentos como se inscrever para um plano de aposentadoria ou comprar uma casa.

Em segundo lugar, ele deve ser "ativa" e não "passiva", com as oportunidades, como poupar e investir em um conta existente ou abrir uma nova conta financeiros oferecidos ao longo do curso para aumentar a sua relevância. Ser capaz de agir sobre o que foi aprendido apenas irá aumentar as chances de um comportamento financeiro melhorou.

Finalmente, tanto a oferta de e, especialmente, a demanda por educação financeira devem ser abordadas para que as pessoas não apenas ter recursos disponíveis para eles, mas eles também sabem que eles precisam para se tornarem mais conhecedores gestão das suas finanças. Este novo enfoque na construção da educação do lado da procura é agora uma prioridade de uma das mais importantes organizações de educação financeira.

Exigir a conclusão de um curso de finanças pessoais para a diplomação do ensino médio. Para garantir que todas as crianças se tornem financeiramente suficientes, o Estado devem exigir um curso de finanças pessoais para a formatura do ensino médio.

Criar uma conta de poupança e investimento para cada criança que pode servir como uma relevante ferramenta de educação financeira. Nos EUA, A Lei ASPIRE, em análise pelo congresso americano, estabelecerá uma conta poupança, chamado KIDS Conta, para cada criança ao nascer. Cada criança receberá um depósito inicial de 500 dólares do governo e crianças de famílias abaixo do rendimento medio nacional seriam elegíveis para uma contribuição suplementar adicional de US $ 500. Outras contribuições de qualquer fonte pode ser depositado na conta e crescer sem impostos. Quando uma completar 18 anos , serão capazes de usar a conta para o ensino pós-secundário, uma casa, ou poupá-lo até a aposentadoria. Estas contas universais seriam uma oportunidade de ensino promissora para os jovens e seus pais, provendo educação financeira mais relevante. A educação financeira ministrado em conjunto com essas contas pode ajudar crianças e seus pais economizar na conta e gerenciar suas opções de investimento, bem como preparar os jovens para as decisões financeiras que eles serão capazes de fazer em relação a suas economias, uma vez que atingir a idade de 18 anos.

A carência de educação financeira expõe os agentes a riscos, o que acarreta danos não apenas às suas vidas, mas também à sociedade como um todo.


Bibliografia

National Council of La Raza (2004), Financial Education in Latino Communities: Analysis of Programmes, Products and Results/Effects, December 2004.

Pinheiro, Ricardo P.; Educação financeira e previdenciária, a nova fronteira dos fundos de pensão, ed. Peixoto Neto, São Paulo

<http://www.bcb.gov.br/textonoticia.asp?codigo=2861&idpai=NOTICIAS> acesso em 19/03/2011

< http://www.jb.com.br/economia/noticias/2011/03/22/sergio-cabral-inaugura-primeira-escola-de-educacao-financeira-do-pais/> acesso em 22/03/2011

New America Foundation (2006), Policy Options to Improve Financial Education: Equipping Families for their Financial Futures, by Leslie Parrish and Lisa Servon, June 2006.

Sissy Osteen et al. (2007), Oklahoma State University, Financial Management Education: Its Role in Changing Behavior, Journal of Extension, Volume 45 Number 3, Article Number 3RIB2, June 2007.

Vasco, José Alexandre Cavalcanti, Brazilian Financial Education strategy, OECD-Brazilian International Conference on Financial Education, 12/2009 acesso em 22/03/2011



[1] intergeracional (inter- + geracional) adj. 2 gén.

adj. 2 gén.

Relativo às relações entre gerações (ex.: conflito intergeracional)

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