Silesius
Os poemas de Angelus Silesius, publicados no século XVII, foram a última manifestação da teosofia alemã. Silesius fora, durante muito tempo, confundido com John Scheffler, de quem é dito que era seguidor de Jacob Böhme, mas que, no final das contas, era padre da igreja católica. É hoje considerado como provado que eles eram duas pessoas diferentes. Os versos seguintes serão suficientes para mostrar o caráter da teologia de Silesius:
“Deus nunca foi,nem nunca vai ser;
Mas muito antes do mundo, e depois dele, ele é,
O que Deus é, ninguém sabe, nem espírito, nem luz, ele é,
Nem alegria, nem ninguém, nem mesmo divindade,
Nem mente, amor, bondade, vontade, nem intelecto visto,
Nem coisa, nem inutilidade, nem alma, nem ainda ser essencial,
Ele é o que eu e vós vagamente poderíamos aprender,
Até os deuses gostam dele, nós mundanamente nos tornamos criaturas.”
”Deus na minha natureza está envolvido, bem como eu no divino,
Eu ajudo a fazer seu ser elevado, tanto quanto ele faz o meu ser elevado.
Tanto quanto eu estou com Deus, Deus está comigo,
Sua bem-aventurança e auto-suficiência.
Eu sou tão rico quanto Deus, nenhuma grama ou areia
Existem que não sejam minhas também, compartilha comigo ele.
Eu sou tão grande quanto Deus, e ele é tão pequeno como eu sou;
Ele não pode me passar, ou eu ir abaixo de onde ele descansa.”
“Enquanto vossa arte, ou conhecimento, ou amor, ou violênvia,
Nem ainda quando a chama em mim tiver ido,
Quem é pensado que ele não foi, nunca tenha sido,
Esse homem, oh glória! É feito de Deus absoluto,
O self é suplantado pela aniquiliação do self –
O mais próximo do nada, tão maior que o divino.
Margeia acima do tempo e do espaço, e vós podeis seres,
Neste momento na eternidade.”
“Eternidade e tempo, tempo e eternidade,
São, em si mesmos, semelhantes, a diferença entre eles está;
Aquele que em vós perde tempo, o relógio é vosso senso,
Se vós puderes trocar a primavera, o tempo se desvanecerá;
Você pensa que o mundo vai acabar, o mundo não vai decair,
As trevas do mundo sozinhas é que vão embora.”
“Eu margeio a imagem de Deus, veria ele a si mesmo;
Ele apenas pode em mim, como eu.”
“Eu vejo em Deus, ambos, Deus e o homem,
Ele homem e Deus em mim;
Eu sacio sua sede e, ele, em troca,
Ajuda na minha necessidade.”
Livre tradução do livro Pantheism and Christianity de John Hunt . 1884 . Capítulo X . Místicos . Silesius