O apóstolo Paulo, em sua carta aos crentes da Galácia, instrui que nada poderia ser acrescentado ao Evangelho, nem mesmo se um anjo viesse dos céus para pregá-lo:
"Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregue outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema. Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo: Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema." (Gálatas 1.8-9, ARC)
Com a doutrina da Suficiência das Escrituras, afirmamos o mesmo que o apóstolo Paulo escreveu aos Gálatas. Quando dizemos que a Bíblia é suficiente, queremos dizer que nela nada deve ser acrescentado ou retirado, e que não precisamos e não podemos ter outra fonte de autoridade divina além dela. A Bíblia é suficiente para nós, sendo nossa única regra de fé e prática.
As Sagradas Escrituras não podem ser comparadas a outros livros ou pregações, e muito menos ser consideradas inferiores. Não devemos acreditar em nada que contradiga ou vá além do que a Bíblia ensina. Lucas, o escritor do livro de Atos, elogiou os crentes de Bereia por examinarem as Escrituras para confirmar se a mensagem pregada por Paulo estava de acordo com a verdade:
"Ora, estes foram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda avidez, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim." (Atos 17.11, ARC)
Outro ponto importante sobre a Suficiência das Escrituras é que Deus não nos revelou tudo sobre Si mesmo nas Escrituras, mas o suficiente. Muitas coisas permanecem mistérios que nos serão revelados na glória eterna com Deus (Deuteronômio 29.29). A Bíblia contém o que é necessário para nossa salvação e relacionamento com Deus.
O cristão deve se contentar com o que Deus revelou em Sua Palavra e não criar histórias ou especulações sobre assuntos que as Escrituras não mencionam. Por exemplo, a infância de Jesus: como a Bíblia não entra em detalhes sobre essa fase de Sua vida, não devemos inventar histórias sobre ela. Devemos aplicar esse princípio a outros assuntos não revelados por Deus em Sua Palavra.
Embora a Bíblia não revele tudo sobre Deus, ela nos dá o suficiente sobre quem Ele é e Sua vontade para nós. As Escrituras são o padrão, a fonte pura e divina a que devemos sempre recorrer.
A doutrina da Suficiência das Escrituras também não pode ser usada como justificativa para rejeitar as revelações que Deus concede a Seus servos por meio de uma pregação sobre a vida e orientações de Deus. Deus fala muito com Seus servos através da pregação. Como vimos anteriormente, na pregação, Deus não revela novas doutrinas que não estejam na Bíblia, mas pode revelar ao pregador uma passagem das Escrituras para ser vivificada, assim como uma mensagem para o povo de Deus.
Gálatas 1:8-9
"Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.
Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo: Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema."
Mateus 5:18
"Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido."
João 10:35
"Se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida, e a Escritura não pode ser anulada."
2 Pedro 1:20
"Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação."
Atos 17:11
"Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim."