O vegetarianismo e o veganismo são práticas que podem se tornar idólatras, e veremos razões pelas quais um cristão não deve praticá-las.
O vegetarianismo é a prática de não consumir carne por preferência ideologicas. Ao contrário do veganismo, os vegetarianos podem incluir em sua dieta produtos de origem animal, como laticínios e ovos, mas evitam a carne de qualquer tipo. No entanto, a questão é: o cristão deve adotar o vegetarianismo? A Bíblia impõe essa prática aos crentes?
A resposta é que a Bíblia permite o consumo de carne. Embora não seja errado optar por uma dieta vegetariana por questões de saude, não pode adotar por questões ideologicas como por dó dos animais e por questões de salvação. Vejamos algumas passagens que mostram a liberdade dos cristãos para consumir carne e os ensinamentos bíblicos sobre o tema:
Deus deu liberdade para comer de tudo – Após o dilúvio, Deus falou claramente a Noé e seus filhos: "Tudo quanto se move, que é vivente, será para vosso mantimento; tudo vos tenho dado como a erva verde" (Gênesis 9.3, ARC). Deus deu liberdade ao homem para consumir tanto plantas quanto animais.
Jesus comeu carne e peixe – Jesus, em sua vida terrena, participou de refeições que incluíam carne. Ele comeu peixe com os discípulos depois de sua ressurreição: "Então, eles apresentaram-lhe parte de um peixe assado e um favo de mel. O que ele tomou e comeu diante deles" (Lucas 24.42-43, ARC). Isso demonstra que Jesus não restringiu sua alimentação a uma dieta vegetariana.
O apóstolo Paulo orienta sobre liberdade alimentar – Paulo ensina que não devemos julgar uns aos outros por questões de alimentos: "Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes. O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come, porque Deus o recebeu por seu" (Romanos 14.2-3, ARC). Paulo ensina que tanto os que comem carne quanto os que não comem são aceitos por Deus, e não há condenação em relação a isso.
Tudo o que Deus criou é bom – Paulo também escreve a Timóteo: "Porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças" (1 Timóteo 4.4, ARC). Isso inclui os alimentos que Deus proveu, sejam eles de origem animal ou vegetal.
Alimentação não é base para salvação – A Bíblia deixa claro que a nossa aceitação diante de Deus não está baseada em nossa dieta. "Porque o Reino de Deus não é comida, nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo" (Romanos 14.17, ARC). Portanto, a dieta não tem impacto na nossa posição em Cristo.
O veganismo é uma filosofia que defende os "direitos" dos animais e adota uma dieta baseada exclusivamente em vegetais, excluindo qualquer alimento ou produto de origem animal, como carne, laticínios, ovos, mel, couro, seda, lã e produtos testados em animais. Veganos vestem-se com tecidos de origem vegetal ou sintética, e evitam materiais como pele, plumas, penas, ossos, marfim e similares, pois acreditam que esses artigos implicam em exploração ou morte de animais.
Na dieta vegana, os alimentos consumidos são cereais, frutas, legumes, verduras, algas, cogumelos e produtos que não utilizam animais em sua produção. Veganos também boicotam qualquer entretenimento que envolva animais, como circos, rodeios, zoológicos, caça e pesca, pois consideram essas atividades formas de exploração e sofrimento.
Mas a pergunta que se coloca é: o cristão deve seguir essas restrições? Deus exige isso de seus filhos? A resposta bíblica é não, e existem 18 razões que sustentam isso:
Deus autorizou o consumo de carne (Gênesis 9.3; Atos 11.5-9).
No Antigo Testamento, o povo de Deus comia carne de animais (Juízes 6.20; 1 Samuel 28.24-25).
No Novo Testamento, o consumo de carne também era praticado (Mateus 22.4; Lucas 15.30).
O povo de Deus consumia peixe (Números 11.5; Eclesiastes 9.12).
Jesus alimentou multidões com pão e peixe (Mateus 15.37; Marcos 6.42).
Gafanhotos eram consumidos (Levítico 11.21-22; Mateus 3.4).
Aves faziam parte da dieta (Êxodo 16.12-13; Números 11.18-20).
O povo bebia leite (Deuteronômio 32.14).
O mel era consumido (1 Samuel 14.27).
A terra prometida era descrita como "terra de leite e mel" (Êxodo 3.8).
Deus permitiu o uso de peles de animais (Gênesis 3.21).
Profetas usavam roupas de couro (2 Reis 1.8; Mateus 3.4).
A seda é mencionada nas Escrituras (Ezequiel 16.10).
A Nova Jerusalém tem portas feitas de pérolas (Apocalipse 21.21).
A caça e pesca são atividades permitidas (Gênesis 25.28; Ezequiel 47.10).
Animais eram usados em sacrifícios e na agricultura (2 Reis 6.17).
Os anjos, quando visitaram Abraão, comeram carne e leite (Gênesis 18.8).
Jesus consumia carne de peixe e mel (Lucas 24.42-43).
O princípio subjacente ao veganismo é que os animais não devem sofrer de forma alguma e que suas vidas são sagradas, o que contraria o ensino bíblico. A Palavra de Deus proíbe práticas de maldade contra os animais, como tortura e maus-tratos voluntários, mas permite seu uso como alimento. Embora os cristãos sejam chamados a cuidar da criação de Deus, a Bíblia é clara ao colocar os animais em uma posição de subordinação aos seres humanos (Gênesis 1.28). O veganismo e a ecologia extrema podem resgatar ideias pagãs, colocando a natureza e os animais no lugar de Deus, o que pode levar à idolatria.
Cristãos devem ser cuidadosos com filosofias que distorcem a ordem estabelecida por Deus. Nossa liberdade em Cristo não deve ser submetida a regras humanas que não estão em conformidade com a vontade de Deus (Gálatas 5.1). A Bíblia ensina que "tudo que Deus criou é bom e nada é recusável, se recebido com ações de graças" (1 Timóteo 4.3-5). Portanto, em tudo o que fazemos, devemos glorificar a Deus (1 Coríntios 10.31).