Autores:
Eng. Civil e de Seg. Trabalho Luiz Antonio Naresi Júnior
Técnica de Segurança do Trabalho e Supervisora de Segurança Daniela Cristina Freitas de Araújo
DDS ESPECIAL NARESI E DANIELE CRISTINA
Escadas em geral são invariavelmente locais de risco de acidentes, que podem ser pequenas escoriações ou até quedas com alto potencial de gravidade.
As escadas fixas, definitivas, são projetadas para proporcionar segurança aos usuários, porém o descuido, a desatenção e a subestimação dos riscos pelas pessoas muitas vezes culminam em acidentes de proporções variadas.
Os pontos básicos de prevenção de acidentes em escadas fixas são:
Degraus com espaçamento e altura adequados;
Corrimão seguro, bem fixado e isento de substâncias gordurosas;
Corrimão pintado adequadamente na cor laranja;
Degraus totalmente desobstruídos;
Usuário precisa estar atento e andar sempre com no mínimo uma das mãos livre para segurar-se ao corrimão.
Os pontos básicos de prevenção de acidentes em escadas portáteis são:
Prenda a escada no solo e na parte superior;
Jamais use mesas, caixas, tijolos ou qualquer outro tipo de apoio que permita que a escada se movimente e, consequentemente seu usuário caia;
Nunca se posicione acima da penúltima travessa de uma escada, neste caso use um andaime;
Suba e desça de uma escada sempre de frente para a mesma;
Não a apoie contra vidros, superfícies recentemente pintadas, portas, janelas ou locais de trânsito de pessoas e/ou equipamentos;
Quando apoia-la, procure mantê-la afastada da parede ou apoio aproximadamente 1/4 de sua altura, por exemplo: Se a escada tiver 3m de altura, deixe afastada 75 cm na base.
Escadas são ferramentas usadas diariamente, não só por funcionários em seus locais de trabalho, como por qualquer um em suas casas.
Apesar de ser de uso comum a todos, escadas podem oferecer riscos de graves acidentes quando armazenadas e utilizadas incorretamente.
Cada escada é feita para um tipo especifico de trabalho e existem algumas medidas de segurança que precisam ser tomadas para minimizar os perigos de acidentes.
1- Use sempre a escada certa para o trabalho.
Não improvise usando uma escada muito longa ou muito curta;
2- Inspecione todas as escadas periodicamente quanto à ferrugem, trincas, partes quebradas e corrimão enfraquecido;
3- Mantenha todas as escadas com a ferragem bem firme e verifique quanto a empeno ou peças quebradas;
4- Duas pessoas não devem subir na escada ao mesmo tempo;
5- Providencie um local adequado para guarda-las.
Considere os fatores: calor, umidade e possíveis danos por ferramentas e máquinas;
6- Remova as lascas que aparecerem.
Lixe estas áreas e as pinte novamente;
7- Rotule as escadas identificando o comprimento e o local onde elas devem ser usadas e guardadas;
8- Mantenha todos os cabos que forem usados com escadas em boas condições;
9- Providencie apoio suficiente para manter as escadas presas quando transportadas em veículos. Fixe numa posição que minimize os efeitos num possível choque no trânsito;
10- Mantenha as escadas livre de graxas;
11- Posicione-as corretamente.
Mantenha 1/4 do comprimento da escada afastado do pé da parede;
12- Quando em uso, amarre a extremidade superior. Calce a base ou solicite que alguém segure a base;
13- Nunca use escadas de metal para trabalhos em circuitos elétricos;
14- Coloque sinais de alerta ou barricadas na base da escada quando estiverem sendo usadas em locais de passagem de pedestres ou onde possa haver movimento de máquinas e equipamentos;
15- Remova todas as escadas do serviço quando defeituosas.
Mesmo seguindo essas dicas de segurança, o uso de escadas não é aconselhável para gestantes, crianças, pessoas que sofram de labirintite, vertigens, tonturas ou outros males que possam ser desencadeados pelo ato de subir, descer e/ou olhar para cima e pessoas que não estejam em boas condições físicas ou mentais.
Às vezes, basta um momento de falta de atenção para que um acidente com escadas aconteça. No vídeo abaixo um exemplo de queda com escada que, mesmo sendo colocada por profissionais, mostra como um “pequeno deslize” pode machucar
Escadas em geral são invariavelmente locais de risco de acidentes, que podem ser pequenas escoriações ou até quedas com alto potencial de gravidade.
As escadas fixas, definitivas, são projetadas para proporcionar segurança aos usuários, porém o descuido, a desatenção e a subestimação dos riscos pelas pessoas muitas vezes culminam em acidentes de proporções variadas.
Os pontos básicos de prevenção de acidentes em escadas fixas são:
Degraus com espaçamento e altura adequados;
Corrimão seguro, bem fixado e isento de substâncias gordurosas;
Corrimão pintado adequadamente na cor laranja;
Degraus totalmente desobstruídos;
Usuário precisa estar atento e andar sempre com no mínimo uma das mãos livre para segurar-se ao corrimão.
Os pontos básicos de prevenção de acidentes em escadas portáteis são:
Prenda a escada no solo e na parte superior;
Jamais use mesas, caixas, tijolos ou qualquer outro tipo de apoio que permita que a escada se movimente e, consequentemente seu usuário caia;
Nunca se posicione acima da penúltima travessa de uma escada, neste caso use um andaime;
Suba e desça de uma escada sempre de frente para a mesma;
Não a apoie contra vidros, superfícies recentemente pintadas, portas, janelas ou locais de trânsito de pessoas e/ou equipamentos;
Quando apoia-la, procure mantê-la afastada da parede ou apoio aproximadamente 1/4 de sua altura, por exemplo: Se a escada tiver 3m de altura, deixe afastada 75 cm na base.
“É proibido pintar escadas, pois tal conduta poderá encobrir nós, rachaduras, imperfeições e outros defeitos que a madeira pode ter, para conservação utilizar verniz claro, ou óleo quente.”
Quando falamos de trabalho em altura, o primeiro risco que temos e o maior causador de acidentes é o acesso ao local de trabalho. Existem vários tipos de acessos como: escada móveis, andaimes, escadas fixas (tipo marinheiro), plataforma elevatórias ou plataformas articuladas e o alpinismo industrial ou acesso por cordas.
Cada acesso tem sua particularidade de uso, montagem e riscos. Trouxemos para vocês um Índice de riscos no uso desses acessos. Abaixo as particularidades de cada um deles e dicas de como utilizar de maneira correta.
Alto Risco de Acidente
Escadas Móveis
Os acessos com escadas portáteis são os mais perigosos e que causam mais acidentes, é por isso que o mais recente anexo da NR35 (Anexo III) traz que devem ser utilizadas em serviços de pequeno porte e de curta duração.
Para realizar atividades com escadas portáteis a primeira etapa é sempre realizar a APR (Analise Preliminar de Riscos) afim de identificar os possíveis riscos do local e na atividade a ser realizada, após a análise é importante realizar o estaiemento da escada, fixando ela nas proximidades do local para garantir a estabilidade da escada. Existem técnicas de montagem de linha de vida móvel em escadas portáteis podendo ser debreavel, que garante um resgate eficiente e rápido. Abaixo os itens normativos para melhor uso deste tipo de acesso:
4 – Escadas Individuais Portáteis
4.1 – As escadas portáteis devem ter uso restrito ao acesso de trabalhadores e serviços de pequeno porte de curta duração.
4.2 – É vedada a colocação de escadas portáteis nas proximidades de portas ou áreas de circulação, de aberturas e vãos e em locais onde haja risco de queda de objetos ou materiais, exceto quando adotadas medida de proteção.
4.3 – A escada portátil deve ser selecionada:
a – de acordo com a carga projetada, de forma a resistir ao peso aplicado durante o acesso ou a execução da tarefa, trabalhador, equipamentos e materiais;
b – considerando os esforços quando da utilização de sistemas de proteção contra quedas;
c – considerando as situações de resgate.
4.4 – As escadas individuais portáteis devem ser apoiadas em piso estável e possuir bases (sapatas) antiderrapantes, apropriadas à natureza do piso.
4.5 – As escadas portáteis devem ser inspecionadas: (Obs.: No arquivo PDF ou DOC, as alíneas deste subitem aparecem após o subitem 4.5.1.1.1)
4.5.1 – Na existência de defeitos ou imperfeições suscetíveis de comprometer o desempenho das escadas portáteis estas devem ser retiradas de uso.
4.5.1.1 – Quando suscetíveis de recuperação as escadas portáteis devem ser reparadas pelo fabricante ou por empresa especializada.
Andaimes
Assim como as escadas portáteis/móveis o risco no uso de andaimes é altíssimo devido sua instabilidade e as particularidades na montagem e uso.
Para realizar atividades com andaimes a primeira etapa é sempre realizar a APR (Analise Preliminar de Riscos) afim de identificar os possíveis riscos do local e na atividade a ser realizada, após a análise é importante realizar o estaiemento do andaime, fixando nas proximidades do local para garantir a estabilidade. Abaixo os itens normativos para melhor uso deste tipo de acesso:
NR18 – CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO
ANDAIMES SIMPLESMENTE APOIADOS
18.15.10 Os montantes dos andaimes devem ser apoiados em sapatas sobre base sólida e nivelada capazes de resistir aos esforços solicitantes e às cargas transmitidas.
18.15.11 É proibido trabalho em andaimes apoiados sobre cavaletes que possuam altura superior a 2,00m (dois metros) e largura inferior a 0,90m (noventa centímetros).
18.15.12 É proibido o trabalho em altura em andaimes na periferia da edificação sem que haja proteção tecnicamente adequada, fixada a estrutura da mesma.
18.15.13 É proibido o deslocamento das estruturas dos andaimes com trabalhadores sobre os mesmos.
18.15.14 Os andaimes cujos pisos de trabalho estejam situados a mais de um metro de altura devem possuir escadas ou rampas.
18.15.15 O ponto de instalação de qualquer aparelho de içar materiais deve ser escolhido, de modo a não comprometer a estabilidade e segurança do andaime.
18.15.16 Os andaimes de madeira somente podem ser utilizados em obras de até três pavimentos ou altura equivalente e devem ser projetados por profissional legalmente habilitado.
18.15.17 O andaime deve ser fixado à estrutura da construção, edificação ou instalação, por meio de amarração e estroncamento, de modo a resistir aos esforços a que estará sujeito.
18.15.18 As torres de andaimes não podem exceder, em altura, quatro vezes a menor dimensão da base de apoio, quando não estaiadas.
Médio Risco de Acidente
escada fixa para acesso a trabalhos em altura
Para ser usada com segurança, a escada marinheiro deve seguir uma série Normas regulamentadoras (NR-12, NR-18 e NR-35, por exemplo, tanto em seu projeto quanto em seu uso.
As escadas fixas para evitar quedas em altura devem ser usadas com linhas de vida verticais podendo ser em cabo de aço com trava quedas ou trava quedas retrátil, na ausência da linha de vida deve-se usar talabarte Y conectando-se aos degraus.
De acordo com a NR-12, Norma Regulamentadora de Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos, artigo 12.76, a escada marinheiro deve possuir:
a) dimensão, construção e fixação seguras e resistentes, de forma a suportar os esforços solicitantes;
b) constituição de materiais ou revestimentos resistentes a intempéries e corrosão, caso estejam expostas em ambiente externo ou corrosivo;
c) gaiolas de proteção, caso possuam altura superior a 3,50m, instaladas a partir de 2,0m do piso, ultrapassando a plataforma de descanso ou o piso superior em pelo menos de 1,10m a 1,20m;
d) corrimão ou continuação dos montantes da escada ultrapassando a plataforma de descanso ou o piso superior de 1,10m a 1,20m;
e) largura de 0,40m a 0,60m;
f) altura total máxima de 10,00m, se for de um único lance;
g) altura máxima de 6,00m entre duas plataformas de descanso, se for de múltiplos lances, construídas em lances consecutivos com eixos paralelos, distanciados no mínimo em 0,70m;
h) espaçamento entre barras de 0,25m a 0,30m;
i) espaçamento entre o piso da máquina ou da edificação e a primeira barra não superior a 0,55m;
j) distância em relação à estrutura em que é fixada de, no mínimo, 0,15m;
k) barras de 0,025m a 0,038m de diâmetro ou espessura; e
l) barras com superfícies, formas ou ranhuras a fim de prevenir deslizamentos.
Desta forma, a escada marinheiro é excelente para o uso em indústrias, caixas d’água, casas de máquinas em prédios, torres de iluminação e telefonia, tanques de tratamento de água e esgoto e quaisquer lugar que necessitem a realização de trabalhos em altura com segurança.
Para ser usada de maneira adequada, o usuário da escada marinheiro deve usar os pés nas barras inferiores e apoiar as mãos nas barras superiores ao mesmo tempo.
Considerada um dos mais seguros acessos e o mais utilizado na área industrial, as plataformas aéreas conseguem acessar locais de difícil acesso. Para uso dela o trabalhador deve ter treinamento para manobrar e utilizar a PTA. Abaixo algumas informações necessárias da NR18 – Anexo III para uso das plataformas aéreas.
NR18 – CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO – ANEXO IV (PLATAFORMAS DE TRABALHO AÉREO)
PLATAFORMAS DE TRABALHO AÉREO
1 Definição
1.1 Plataforma de Trabalho Aéreo – PTA é o equipamento móvel, autopropelido ou não, dotado de uma estação de trabalho (cesto ou plataforma) e sustentado em sua base por haste metálica (lança) ou tesoura, capaz de erguer-se para atingir ponto ou local de trabalho elevado.
2 Requisitos Mínimos de Segurança
2.1 A PTA deve atender às especificações técnicas do fabricante quanto a aplicação, operação, manutenção e inspeções periódicas.
2.2 O equipamento deve ser dotado de:
a) dispositivos de segurança que garantam seu perfeito nivelamento no ponto de trabalho, conforme especificação do fabricante;
b) alça de apoio interno;
c) guarda-corpo que atenda às especificações do fabricante ou, na falta destas, ao disposto no item 18.13.5 da NR-18;
d) painel de comando com botão de parada de emergência;
e) dispositivo de emergência que possibilite baixar o trabalhador e a plataforma até o solo em caso de pane elétrica, hidráulica ou mecânica;
f) sistema sonoro automático de sinalização acionado durante a subida e a descida.
2.2.1 É proibido o uso de cordas, cabos, correntes ou qualquer outro material flexível em substituição ao guarda corpo.
2.3 A PTA deve possuir proteção contra choques elétricos, por meio de:
a) cabos de alimentação de dupla isolação;
b) plugs e tomadas blindadas;
c) aterramento elétrico;
d) Dispositivo Diferencial Residual (DDR).
3 Operação
3.1 Os manuais de operação e manutenção da PTA devem ser redigidos em língua portuguesa e estar à disposição no canteiro de obras ou frentes de trabalho.
3.2 É responsabilidade do usuário conduzir sua equipe de operação e supervisionar o trabalho, a fim de garantir a operação segura da PTA.
3.3 Cabe ao operador, previamente capacitado pelo empregador na forma do item 5 deste Anexo, realizar a inspeção diária do local de trabalho no qual será utilizada a PTA.
3.4 Antes do uso diário ou no início de cada turno devem ser realizados inspeção visual e teste funcional na PTA, verificando-se o perfeito ajuste e funcionamento dos seguintes itens:
a) Controles de operação e de emergência;
b) Dispositivos de segurança do equipamento;
c) Dispositivos de proteção individual, incluindo proteção contra quedas;
d) Sistemas de ar, hidráulico e de combustível;
e) Painéis, cabos e chicotes elétricos;
f) Pneus e rodas;
g) Placas, sinais de aviso e de controle;
h) Estabilizadores, eixos expansíveis e estrutura em geral;
i) Demais itens especificados pelo fabricante.
Baixo Risco de Acidente
EM BUSCA DO PROCESSO DA MELHORIA CONTÍNIA
Estou tendo uma atividade com essa plataforma de madeira o pessoal está me exigindo guarda corpo para essa atividade eu não vejo necessidade uma vez que está baixo e não tem especificação específica na NR 18 que é apenas 0,50 cm ?
Pela análise visual da atividade mostrada na imagem, há fortes indícios de necessidade de proteção coletiva adicional, especialmente guarda-corpo ou sistema equivalente de prevenção contra quedas, conforme os princípios da Ministério do Trabalho e Emprego NR-18 e NR-35.
Os principais pontos observados:
Os trabalhadores estão executando atividade sobre uma bancada improvisada de madeira, elevada em relação ao terreno;
Não há guarda-corpo lateral, rodapé ou linha de vida visível;
Existe risco de queda lateral da plataforma;
Há presença de ferragens expostas e pontas metálicas, agravando o potencial de lesão;
O piso é irregular e com material solto, aumentando risco de escorregamento;
A plataforma aparenta não possuir sistema formal de fixação ou ART específica de andaime/plataforma.
Pela interpretação técnica da NR-18 — especialmente nas atividades da construção civil — toda plataforma de trabalho com risco de queda deve possuir proteção coletiva adequada, normalmente composta por:
Guarda-corpo;
Travessa intermediária;
Rodapé;
Acesso seguro;
Estabilidade estrutural da plataforma.
Mesmo que a altura pareça relativamente baixa na fotografia, a norma não avalia apenas altura, mas também:
gravidade potencial da queda,
presença de objetos perfurantes,
natureza da atividade,
possibilidade de desequilíbrio.
Além disso, a situação aparenta caracterizar improvisação de plataforma de trabalho, o que exige ainda mais atenção do SESMT e da supervisão de segurança.
Tecnicamente, eu recomendaria:
instalação imediata de guarda-corpo metálico ou sistema equivalente;
substituição da bancada improvisada por plataforma certificada;
isolamento das pontas de ferragem expostas;
avaliação de APR específica;
verificação de enquadramento na NR-35 caso exista risco de queda com diferença de nível relevante.
Para uma postagem técnica no LinkedIn no seu estilo, poderia ficar assim:
“Na engenharia de segurança do trabalho, improviso nunca pode substituir proteção coletiva.
Mesmo em atividades aparentemente simples, a ausência de guarda-corpo, plataformas adequadas e controle das ferragens expostas aumenta significativamente o potencial de acidentes.
A NR-18 é clara: proteção coletiva deve sempre vir antes da proteção individual.
Segurança não é custo.
É engenharia aplicada à preservação da vida.”
Pela interpretação da Ministério do Trabalho e Emprego NR-18 e da NR-35, o entendimento mais utilizado na engenharia de segurança é:
Até aproximadamente 2,00 metros de diferença de nível, normalmente não há obrigatoriedade automática de guarda-corpo em todas as situações;
Acima de 2,00 metros, passa a existir obrigatoriedade clara de proteção contra queda, incluindo guarda-corpo, linha de vida ou sistema equivalente.
Porém, existe um detalhe muito importante:
Mesmo abaixo de 2 metros, o guarda-corpo pode ser exigido quando houver:
risco de queda sobre ferragens;
superfícies perfurantes;
equipamentos;
escavações;
risco de projeção;
instabilidade da plataforma;
condição insegura identificada na APR.
Na foto que você mostrou, apesar da altura aparentemente baixa, há:
ferragens expostas;
solo irregular;
possibilidade de desequilíbrio;
plataforma improvisada.
Então, tecnicamente, o engenheiro de segurança ou o SESMT podem exigir proteção coletiva mesmo abaixo dos 2 metros.
A própria NR-18 segue o princípio de:
“Sempre que houver risco de queda.”
Ou seja:
2 metros é a referência clássica da NR-35;
mas o risco real da atividade prevalece sobre apenas a altura.
Em obras de fundações, contenções e cortinas atirantadas, como conheço muito bem, muitas empresas já adotam guarda-corpo preventivo até em pequenas alturas exatamente para evitar acidentes graves com ferragens e armaduras expostas.
Analisando novamente a imagem com mais critério técnico, a plataforma aparenta possuir altura inferior a 50 cm em relação ao nível do terreno adjacente. Nessa condição, pelas práticas usuais da Ministério do Trabalho e Emprego NR-18 e NR-35, não existe obrigatoriedade típica de instalação de guarda-corpo apenas pela altura da bancada.
Tecnicamente, o cenário se aproxima mais de:
uma bancada/plataforma auxiliar de serviço;
apoio operacional temporário;
atividade de armação e montagem de ferragem em baixa altura.
Assim, considerando exclusivamente a altura observada:
o guarda-corpo não seria obrigatório.
Porém, ainda permanecem pontos de atenção importantes:
ferragens expostas;
possível risco de tropeço;
estabilidade da prancha de madeira;
organização do entorno;
necessidade de inspeção da bancada improvisada.
Nesse caso, a recomendação mais coerente pela engenharia de segurança seria:
garantir fixação e estabilidade da plataforma;
proteger pontas de ferragens salientes;
manter uso adequado de EPI;
assegurar que a bancada suporte a carga de trabalho;
controlar escorregamento e tropeços.
Uma conclusão técnica equilibrada seria:
“Pela baixa altura da plataforma observada, inferior a aproximadamente 50 cm, não se caracteriza obrigatoriedade normativa de guarda-corpo. Entretanto, a atividade ainda requer controle de riscos relacionados à estabilidade da bancada, ferragens expostas e movimentação dos trabalhadores, conforme princípios preventivos da NR-18, seria de bom senso mesmo sem a exigencia preventivamente a colocação de guarda corpo e escada de acesso."
Naresi
Acesso a talues ingremes com corda dupla
Para quem vê de fora parece ser o tipo de acesso mais perigos de todos, pois o trabalhador fica pendurado em cordas, cheio de equipamentos estranhos aos olhos de leigos.
Porém é o tipo de acesso mais seguro que existe e o mais eficaz em relação a acesso difíceis.
O Alpinismo Industrial exige treinamentos específicos obrigatórios como ABENDI, IRATA ou ANEAC que são instituições que ministram esses treinamentos de altíssimo nível.
A montagem dos sistemas de acesso por cordas é de complexidade, com distribuições de cargas, redução de forças, equalizações e uso obrigatório de corda de backup, que nada mais é que uma corda secundária para garantir segurança em dobro.
Em comparação com os métodos tradicionais de acesso, a natureza leve e flexível do Alpinismo Industrial proporciona muitas vantagens, como:
Custo–benefício – o acesso por corda é um método económico, porque não inclui a montagem e/ou desmontagem de andaimes, por sua vez poupa tempo e necessita de menor quantidade de mão-de-obra;
Eficiente e rápido – sistemas de acesso por corda são instalados e desmontados rapidamente. Menos tempo em montagens e desmontagens significa menos tempo de inatividade e mais tempo em obra. O equipamento de alpinismo permite ao técnico alcançar as áreas mais confinadas e inacessíveis de qualquer edifício ou estrutura;
Segurança – segundo um estudo realizado pela IRATA sobre o número de lesões ocorridas em múltiplas indústrias, técnicos alpinistas formados são os profissionais que correm o menor risco de ferimento, acidente ou qualquer perigo no local de trabalho, encontrando-se no fim da tabela de número de lesões e ferimentos, abaixo de todas as categorias;
Solução ideal – no caso de uma altitude muito elevada (torres de transmissão, aerogeradores), ou estruturas sobre a água (pontes, barragens, viadutos) – alpinismo industrial é a opção mais prática e vantajosa para a pintura e restauro das mesmas;
Produtividade – os trabalhos de reparação realizados pelos alpinistas industriais, não implicam a interrupção dos processos de produção da indústria, independentemente da complexidade das obras a realizar;
Facilidade de acesso – acesso fácil e rápido às estruturas com o mínimo de equipamentos necessários. Não possui limitações em altura e chega facilmente a zonas de acesso limitado;
Montagem – rapidez de instalação e desocupação dos locais de obra. O Sistema de Alpinismo Industrial pode ser montado e desmontado rapidamente, maximizando a produtividade;
Discrição e comodidade – mínimo de perturbação das áreas adjacentes ao local de trabalho – o acesso às estruturas é feito independentemente das condições do local, como escavações ou edifícios e estruturas adjacentes, passagens estreitas, pontes ou viadutos, plataformas sobre as águas, etc.;
Flexibilidade e versatilidade – devido à rapidez e flexibilidade do sistema, mobilização e desmobilização do projeto é minimizado, reduzindo assim os custos e prazos de entrega de obra;
Inspeção “In loco” – o acesso por corda permite inspeções tácteis muito próximas do local e em prazos bastante mais curtos que outras formas de acesso;
Impacto visual – alpinismo industrial tem um menor impacto visual em estruturas e edifícios. Este aspeto é especialmente relevante em trabalhos com monumentos e estruturas históricas. Igualmente o acesso por corda reduz significativamente o risco de danos de acabamento da fachada ou estrutura.
As normas que se aplicam a esse tipo de acesso são a NBR15475 – Acesso por Cordas – Qualificação e certificação de pessoas e NBR15595 – Acesso por Cordas – Procedimento para aplicação de método.
Quando falamos de trabalho em altura, procure sempre o acesso mais seguro para sua necessidade, valorize sempre a vida! Para maiores dúvidas entre em contato, se não estiver seguro use seu direito de recusa e procuro seu superior imediato.