300) PONTO CEGO DE EQUIPAMENTOS - Campanha de Segurança

Ponto cego é uma obstrução parcial ou total no campo de visão de um operador de máquinas pesadas. Que tanto pode estar operando uma motoniveladora, dirigindo um carro ou estar andando tranquilamente na cozinha de sua casa e simplesmente bater a cabeça no armário.

Pontos cegos de equipamentos:


Um dos grandes desafios para quem opera máquinas pesadas, inclusive em perfuratrizes é manter a atenção constante nos seus pontos cegos. Alguns tipos de máquinas, possuem grandes áreas invisíveis.

Em um canteiro de obras movimentado, um trabalhador pode facilmente andar perto o suficiente de sua máquina e pode ser atingido quando você se desloca sem mesmo o operador perceber.

Elaboração de diagramas dos pontos cegos

Imagine-se olhando para a sua máquina a uma altura de 3 metros. Imagine sua máquina no centro de um círculo com cerca de 60 m de diâmetro. Agora imagine que o círculo é dividido em um conjunto de fatias como uma torta.

Alguns são claros e outros escuros; as regiões claras representam as áreas em torno da circunferência da sua máquina onde você pode ver o solo e quaisquer obstruções próximas.

As regiões escuras são áreas cegas – locais onde pessoas e outras obstruções não são visíveis devido ao tamanho e formato dos componentes e acessórios do seu equipamento, da posição da cabine de comando e a outros fatores.

O que é significativo nessas “fatias de torta” é que, quanto mais você se afasta da máquina, maior sua área.

Considerando a natureza muitas vezes imprevisível dos canteiros de obras. Os operadores de equipamentos devem exercer um alto grau de consciência situacional, mantendo atenção em outras máquinas e nas pessoas que trabalham nas proximidades, sempre vigiando qualquer invasão na área operacional imediata.

Parece óbvio, certo? Mas a maioria dos acidentes envolvem “atingidos por” e “esmagados entre” e permanecem no topo da lista das maiores causas de mortes relacionadas a acidentes de máquinas no Brasil.

Então, vamos examinar os pontos cegos por tipo de máquina, para lembrá-lo de tratá-los com respeito e estar sempre alerta para os perigos invisíveis que eles podem conter:

Pontos cegos em Minicarregadeiras

Estas pequenas máquinas são os canivetes suíços no canteiro de obras, lidando com uma variedade de tarefas de produção e limpeza.

O operador fica dentro de uma estrutura de proteção contra capotagem, uma gaiola que o mantém seguro, com o motor posicionado atrás dele.

Devido a esta configuração, o operador de minicarregadeira tem excelente visibilidade à sua frente, visibilidade limitada para os lados (por causa da estrutura ROPS, braços de levantamento e cilindros hidráulicos) e visibilidade parcial para atrás.

O que torna as minicarregadeiras especialmente perigosas é sua capacidade de girar rapidamente dentro de seu próprio raio de giro.

Além disso, como são máquinas pequenas, é mais provável que os trabalhadores na obra caminhem até a máquina para falar com você.

Se você não souber que alguém entrou no seu espaço de trabalho, você pode girar a máquina rapidamente, ferindo ou matando a pessoa.

As minicarregadeiras podem ser instáveis ​​quando em movimento, especialmente quando se deslocam sobre terrenos acidentados ou irregulares.

O movimento brusco da máquina pode fazer com que as mãos do operador movam as alavancas de controle, amplificando o movimento da máquina e fazendo-a pular ou girar como um pião.

Em momentos como esses, a máquina pode se afastar do operador e atingir pessoas ou máquinas próximas.

Em uma situação dessas devemos remover as mãos dos controles e deixá-la parar. Em seguida, retome o trajeto, sempre com menos velocidade.

Pontos cegos em Pás Carregadeiras

A carregadeiras tem pontos cegos significativos, logo atrás da cabine do operador, porque o cofre do motor traseiro bloqueia sua visão do que está atrás dela.

Os espelhos da máquina fornecem algum nível de visibilidade lateral e na parte traseira da máquina.

A cabine da carregadeira de rodas fica mais alta do chão e têm janelas voltadas para as quatro direções, portanto sua visão para frente e para os lados é restrita apenas pelas colunas da estrutura ROPS em aço.

As carregadeiras de rodas são frequentemente usadas para carregar caminhões, o que geralmente é feito no ciclo padrão em V quando se deslocam entre a pilha de material e a lateral do caminhão.

Depois de escavar a pilha de material e carregar a caçamba, a pá carregadeira recua rapidamente, girando ao mesmo tempo na direção oposta do caminhão. Essa manobra posiciona a unidade dianteira e a caçamba em direção ao caminhão.

A carregadeira então avança, levantando sua caçamba e despejando sua carga no caminhão. É durante essas manobras de ida e volta que você deve ter um cuidado especial com os trabalhadores próximos que podem estar à espreita no ponto cego.

Pontos cegos em Escavadeiras hidráulicas

As escavadeiras hidráulicas têm suas cabines deslocadas para o lado esquerdo da máquina. Isso lhes dá pontos cegos significativos atrás e à direita da máquina.

Os braços, a lança, e a caçamba também obscurecem uma faixa estreita de terreno em frente à máquina.

O maior risco aqui é um trabalhador entrar no raio de giro da escavadeira quando ela está trabalhando, porque o grande contrapeso da máquina está completamente fora de vista.

Se você operar uma dessas máquinas versáteis, verifique frequentemente o espelho esquerdo para ver se alguém está passando atrás de você.

Ao girar para escavar e despejar o material verifique visualmente a área em busca de trabalhadores próximos. Observe para onde eles estão indo. A consciência situacional é crítica ao trabalhar com estas máquinas poderosas.

Pontos cegos em Retroescavadeiras

Como as miniescavadeiras, a moderna retroescavadeira tende a possuir uma excelente visibilidade, especialmente porque o assento do operador pode ser girado para trabalhar frontalmente com a caçamba ou como retroescavadeira.

Por esse motivo, os fabricantes fornecem cabines de alta visibilidade que permitem um excelente campo de visão de 360 ​​graus.

Trabalhadores próximos não correm tanto risco ao trabalhar perto de uma retroescavadeira, porque essas máquinas tendem a se estabilizar e trabalhar em um local por longos períodos de tempo.

Ao movimentar uma retroescavadeira de um local para outro, você deve tomar um cuidado extra com os trabalhadores, outros equipamentos, postes e outras possíveis obstruções.

Outras dicas de prevenção de acidente com máquinas

A prevenção de acidentes com máquinas no espaço de trabalho não deve nem pode se limitar a apenas mapear e entender os pontos cegos de operação com equipamentos.

É necessário ir além e identificar quais são as falhas e deficiências na segurança do espaço de trabalho, seja um canteiro de obras ou em ambiente rural.

As principais razões para acidentes, por isso, envolvem:

  • Acessar áreas que deveriam estar isoladas;

  • Falta de monitoramento durante operação das máquinas;

  • Falta de comunicação;

  • Uso indevido ou o não uso de EPIs;

  • Desrespeito aos limites do maquinário (principalmente excesso de carga).

Ou seja, longe de serem falhas e defeitos no maquinário, são falhas e defeitos na comunicação e na atividade humana. Algo facilmente corrigido com treinamentos e capacitações adequadas.

Para cada R$1,00 investido em segurança, as empresas costumam ter retorno de R$3,00 ao reduzir manutenções corretivas em máquinas, despesas por acidentes, despesas por indenizações, multas pelo descumprimento de normas e outras variantes de custo.

É por essa razão (a possibilidade de acidentes no espaço de trabalho) que existem padrões e regulamentação na NR 12. Ou seja, ao respeitar a legislação já é possível prevenir muitos acidentes com máquinas e equipamentos.

Algumas atividades e equipamentos úteis são:

  • EPIs e EPCs: Os Equipamentos de Proteção Individual e os Equipamentos de Proteção Coletiva existem com o único propósito de proteger trabalhadores e visitantes no espaço de trabalho. Use-os e forneça-os, afinal, são obrigatórios.

  • Respeitar os limites e indicações de usos de seus equipamentos: Não extrapole capacidade de carga nem ande sobre solo instável com equipamentos muito pesados.

  • Inspeção do maquinário: Inspeções diárias detectam falhas e problemas antes da operação, o que pode evitar muitas dores de cabeça e impede que operadores sejam postos em risco.

  • Capacite seus profissionais: A capacitação é etapa fundamental para o espaço de trabalho. Mantenha um fluxo contínuo de informação, bonifique os trabalhadores pró-ativos e dedicados à segurança e penalize aqueles que agem com descaso.

  • Vestimenta adequada: Os profissionais devem evitar usar relógios, pulseiras, anéis e outros adereços que possam se prender nas máquinas e equipamentos. O mesmo vale para roupas inadequadas, como bermudas e camisas folgadas.

Ponto cego do carro: 15 dicas para dirigir com segurança

Ponto cego do carro é a área ao redor dos automóveis que não pode ser observada de modo direto pelo condutor. Ponto cego existe em diversos veículos: Carros, caminhões, lanchas, veleiros e aeronaves.

Quando se está dirigindo um automóvel os pontos cegos são as áreas da estrada que não podem ser vistas ao olhar à frente ou para trás, através de qualquer retrovisor e espelho lateral.

Os pontos cegos mais comuns são traseiros. Outras áreas às vezes chamadas de pontos cegos estão àquelas demasiadas baixas para se visualizar nos lados de um veículo.

Há tipos de transportes sem pontos cegos, tais como bicicletas, motocicletas e cavalos. O ajuste adequado de espelhos e o uso de outras soluções técnicas podem eliminar ou diminuir os pontos cegos. Conheça algumas dicas para evitar ponto cego do carro.

Ponto cego do carro: dicas indispensáveis

1. No transporte, a visibilidade, que é a distância máxima em que o condutor de um veículo pode ver e identificar objetos de destaque ao redor, está relacionada de modo direto ao ponto cego do carro. Visibilidade se encontra determinada de modo principal por condições meteorológicas. As partes de um veículo que influenciam a visão incluem para-brisa, painel de instrumentos e pilares.

2. O ponto cego do carro é fruto da falta de visibilidade na parte frontal. Considerando a traseira há ainda pilares, encostos de cabeça, passageiros, espelhos e carga.

3. Ponto cego do carro na lateral pode ser eliminado quando os espelhos estão ajustados de modo correto. Tal arranjo reduz a probabilidade de acidentes, particularmente na pista. O método é frequentemente ignorado nas aulas de motoristas, sem contar que leva algum tempo para se acostumar.

4. Eliminar pontos cegos é barato, não há necessidade de soluções tecnológicas caras para esse problema. Motoristas experientes sempre ajustam os espelhos de forma correta antes da partida. No entanto, há fontes que consideram o método ineficaz quando existe um erro de pilotagem, o que torna tudo mais perigoso ao considerar a criação de outros pontos cegos.

5. Ponto cego do carro é problema no tráfego gerado também em cruzamentos. Na prática, pontos cegos se influenciam conforme os seguintes critérios:

(A) distância entre o motorista e o pilar;

(B) o ângulo do pilar na vista lateral no plano vertical;

(C) angulação de para-brisa;

(D) altura dos condutores em relação ao painel de instrumentos;

(E) velocidade de outros carros na pista;

(F) angulação de 40° a partir dos pontos no pilar.

6. A maioria dos automóveis com espaço para passageiros tem um pilar diagonal. Isto fornece corpo forte e aerodinâmico, influenciando no ponto cego do carro.

7. Os lados dos para-brisas são curvos, o que torna possível a construção de pilares verticais que fornecem ao condutor visibilidade máxima para a frente.

8. Alguns modelos de automóveis modernos têm um ângulo de pilar extremamente plano com o horizonte. Por exemplo, Pontiac Firebird e Chevrolet Camaro possuem angulação de para-brisa em 68° à vertical, o que se equivale a apenas 22° com o horizonte.

9. O formato dos pilares interfere de modo direto na incidência de ponto cego do carro, sendo assim considerado um fator importante no cálculo dos efeitos de uma colisão com pedestres. Geralmente, ângulo mais plano resulta em impacto suave, direcionando a vítima do acidente “para cima” ao invés do contato direto no para-brisas. Isto é particularmente verdadeiro para carros como Mercedes-Benz Classe A, por exemplo.

10. Entre as principais desvantagens de um ângulo plano no para-brisa está a demora do aquecedor para aquecer a superfície da janela.

11. A altura dos motoristas tem influência de modo direto na incidência de ponto cego do carro. Por este motivo que os ajustes dos espelhos devem ficar mais longe possível da borda das carrocerias, sempre ajustáveis antes de ligar o veículo.

12. O condutor reduz o tamanho do ponto cego, ou elimina de modo completo, virando a cabeça na direção da visão, ao invés de enxergar apenas com o lado dos olhos. Isso permite que o motorista observe melhor os detalhes ao redor.

13. Alguns carros possuem teto solar do tipo grande. Às vezes, a luz solar através do telhado ofusca o painel de instrumentos, fornecendo um reflexo indesejado no para-brisa.

14. Hoje em dia existe o BLIS (Sistema de Monitoramento de Ponto Cego), uma tecnologia de proteção desenvolvida pela Volvo. Introduzido pela primeira vez no Volvo S80 sedan, produz um alerta quando o carro entra no ponto cego, enquanto o motorista muda de pista. Há duas lentes montadas na porta para verificar a área do ponto cego.

15. Hoje em dia há sistemas mais novos e caros com radares que oferecem melhor desempenho e também alertam sobre os veículos se aproximando no ponto cego do carro.

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