72) DECOURT - QUARESMA - 1978 - CAPACIDADE DE CARGA DE UMA ESTACA

PARA SEGUIR NA PÁGINA CLIQUE NO LINK ABAIXO

https://sites.google.com/site/lanjconsultoria/72-decourt---quaresma---1978---capacidade-de-carga-de-uma-estaca

72) DECOURT - QUARESMA - 1978 - CAPACIDADE DE CARGA DE UMA ESTACA

Luciano Décourt nasceu em São Paulo, SP, em três de outubro de 1939.

Formou-se em engenharia civil em 1963 pela Escola Politécnica da USP. Fez cursos de pós-graduação entre 1964 e 1965 na mesma Escola Politécnica e na Universidade de Harvard, USA.

Iniciou sua carreira no Instituto de Pesquisas Tecnológicas, na seção de solos, em 1964.

De 1967 a 1973, trabalhou na Brasconsult, Engenharia de Projetos S/A, onde foi chefe do departamento de Mecânica dos Solos, encarregado dos projetos de quatro usinas hidroelétricas, além de trechos dos metrôs de São Paulo e Rio de Janeiro e de outras grandes obras.

Em 1969 fundou o laboratório Rankine de Engenharia Civil Ltda, sendo seu principal executivo até 1978.

Em 1973 fundou a Luciano Décourt Engenheiros Consultores Ltda, atual Luciano Décourt Consultoria S. S. Ltda., Nessa empresa elaborou algumas centenas de projetos de fundações de edifícios, obras industriais, etc. Em 1994

fundou a ETF, Estacas T Fundações Ltda, da qual foi diretor técnico.

De 1968 a 1978, lecionou Mecânica dos Solos na Faculdade de Engenharia da Fundação Armando Álvares Penteado, inicialmente como professor assistente, passando depois a professor adjunto e finalmente a professor titular.

Pertence a diversas associações profissionais, tendo sido dirigente de todas elas.

De 1989 a 1994, foi Vice Presidente da “International Society for Soil Mechanics and Foundation Engineering”.

(ISSMFE)

Em 1991 foi eleito para o grau de “Fellow” da American Society of Civil Engineering. (ASCE)

Em 1992, a Associação Brasileira de Engenharia de Fundações e Serviços Geotécnicos Especializados (ABEF), conferiu-lhe o título de Sócio Emérito, láurea máxima daquela associação, por relevantes serviços prestados à

engenharia de fundações.

A Associação Brasileira de Mecânica dos Solos (ABMS) concedeu-lhe seus dois prêmios máximos, o Manuel Rocha, biênio 1996 - 1998 e o Terzaghi, biênio 2002 - 2004.

Em 2009, foi eleito para a Academia Nacional de Engenharia.

Em 2012, recebeu o Prêmio Milton Vargas outorgado pela Revista Fundações & Obras Geotécnicas.

Em 2014, a Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica, ABMS, conferiu-lhe o título de Associado Emérito.

Fez parte de diversas comissões técnicas, tanto brasileiras quanto internacionais para a normalização de ensaios e projetos de fundações, destacando-se entre elas a comissão patrocinada pela ISSMFE que elaborou a Norma Internacional para o SPT.

Tem mais de 130 trabalhos publicados, na sua grande maioria em inglês, além de haver colaborado na redação de dois capítulos do livro Fundações, Teoria e Prática (1996), livro esse patrocinado pela ABMS e pela ABEF.

Em 1982, em Amsterdã, Holanda, durante o ESOPT II (“European Symposium on Penetration Testing”), foi premiado pela melhor previsão da capacidade de carga de uma estaca pré-moldada de concreto armado, utilizando para essa previsão fórmula de sua própria autoria.

Em 1995, foi premiado pelo Instituto de Engenharia de São Paulo pelo melhor trabalho técnico do ano.

Em 2004, foi o vencedor do concurso para previsão do comportamento de 4 estacas raiz, concurso esse realizado durante o SEFE-V.

Foi convidado a escrever capítulos em 3 livros dedicados a grandes geotécnicos, os professores Victor F.B. de Mello (1989), John Schmertmann (2008) e Nelson Aoki (2009).

Eng. Luciano Décourt e Eng. Luiz Antônio Naresi Júnior no SEFE8 - 8 Seminário de Eng. de Fundações Especiais e Geotecnia

MÉTODO DE DECOURT - QUARESMA - 1978 - CAPACIDADE DE CARGA DE UMA ESTACA

Todo engenheiro civil tem uma boa noção dos princípios básicos da engenharia geotécnica, mas quando precisa de algum conceito mais elaborado. Não adianta, precisaríamos consultar a literatura técnica, amigo especialista ou aquele caderno velho e incompleto das aulas de Fundações. Antes de você ligar para um colega de profissão especializado no assunto, vamos tentar te ajudar com uma revisão do assunto e com um rápido estudo de caso sem muita discussão teórica do assunto.

Quem deveria ler esta matéria :

    • Engenheiro civil que precisa de uma revisão no assunto “Cálculo de Fundação em Estacas”;

    • Estudante de engenharia que precisa fazer um trabalho na faculdade sobre o tema;

    • Consultor geotécnico que quer comparar seus métodos de cálculo com outras fontes.

O que podemos calcular :

    • Estimativa da capacidade de carga de estacas utilizando o SPT;

    • Comprimento das estacas para fins de orçamento dos custos de fundações profundas;

    • Quantidade preliminar de estacas por bloco de fundação.

Nota: este artigo e o material disponível para download auxilia no pré-dimensionamento. Para grandes obras e casos mais críticos (solos moles, barrancos, solos expansivos) não dispensa a experiência de um consultor geotécnico e os cálculos mais precisos de um engenheiro de fundações.

Neste artigo vai encontrar:

    1. Breve apresentação de dois dos métodos mais utilizados no dimensionamento de fundações com estacas: Aoki-Velloso e Décourt-Quaresma

    2. Cálculo de um exemplo (Estudo de Caso) através de uma planilha para download

Métodos de Cálculo: Teoria na Prática

Vantagens e desvantagens dos métodos ? Sugiro calcular os dois e escolher o menor resultado, por conservadorismo.

Método de Décourt-Quaresma

Rapidamente neste método a capacidade de carga de uma estaca (Carga de Ruptura – chamaremos de “Qu”) será obtida pela simples fórmula abaixo:

    • qp é a tensão de ruptura de ponta;

    • Ap é a área da ponta da estaca;

    • qs é o valor do atrito lateral unitário;

    • As é a área lateral da estaca;

    • α é um parâmetro de ajuste para estacas não cravadas;

    • β é outro parâmetro de ajuste para estacas não cravadas.

O princípio é intuitivo, o solo irá atuar na lateral e na ponta da estaca para impedir que ela “afunde”. Esse limite entre a força máxima aplicada na estaca e o início do deslocamento do solo (ruptura) define a capacidade de carga da estaca.

A tensão de ruptura de ponta possui a seguinte equação:

Onde:

K é um coeficiente tabelado em função do tipo de solo;

    • N é o Nstp, número STP ou ainda, o número de golpes necessários para equipamento da sondagem penetrar 30 cm no solo. Esse número você obtém no resultado da sondagem à percussão executada no terreno;

O atrito lateral unitário é calculado, sem dificuldades, pela fórmula:

    • Parâmetos α e β são sugeridos pelas tabelas a seguir:

Método de Aoki-Velloso

Utilizando também o proposto por Aoki-Velloso, a capacidade de carga de uma estaca (Carga de Ruptura – “Qu”) será obtida pela soma da Carga de Ponta (“Qp”) com a Carga do Atrito Lateral (“Qa”), assim como na equação abaixo:

A carga resistida pela ponta (Qp) segue a equação abaixo:

Onde:

    • K é um coeficiente tabelado em função do tipo de solo, mas possui valores diferentes do Método de Décourt-Quaresma – cuidado;

    • N é o Nstp da sondagem;

    • F1 é um parâmetro tabelado em função do tipo de estaca. Foi calculado pelos engenheiros pesquisadores do método através de inúmeras correlações e testes de carga durante as pesquisas realizadas;

    • Ap é a área da ponta da estaca. Se for uma estaca cilíndrica maciça, por exemplo, é a velha fórmula “pi vezes o raio ao quadrado”.

A carga máxima suportada pelo atrito lateral é calculada pela fórmula a seguir:

Onde:

    • Qa é o valor da carga do atrito lateral;

    • ɑ também é um coeficiente que varia em função do tipo de solo;

    • K e N são os mesmos da fórmula do Qp;

    • F2 também é um parâmetro tabelado em função do tipo de estaca.

NARESMA

PARA VOLTAR A PÁGINA PRINCIPAL CLIQUE NO LINK ABAIXO

WWW.NARESI.COM

WWW.CONSULTORIA.NARESI.COM