A África Oriental é a parte da África banhada pelo Oceano Índico e inclui, não só os países costeiros e insulares, Comores, Djibuti, Eritreia, Etiópia, Quénia, Seicheles, Moçambique, Somália e Tanzânia, mas também alguns do interior, como Burundi, Ruanda e Uganda, além de Zimbabué, Zâmbia e Maláui, herdeiros independentes da antiga Federação da Rodésia e Niassalândia, são igualmente incluídos nesta definição de sub-região estatística da ONU.
Por vezes, o Sudão é também considerado parte da África Oriental. Além disso, Madagáscar e países da África Austral, são também considerados parte da África Oriental.
IMPÉRIO ABISSÍNIO
Abissinorum Imperium (Reino do Prestes João) (Bertius, 1602 e 1616)
Abissinie (ou Haute Ethiopie) (Du Val, 1661)
Abissinia sive Aethiopia (Du Val, 1681)
REINO DE ADEL, costas de AIAN, ZANZIBAR e ilha de QUILOA
Costes d’Abex, d’Aian et de Zangvebar (Mallet, 1685)
Carte de la Coste Orientale d'Afrique (Bellin, 1757)
Le Royaume d’Adel: Les côtes d’Ajan et de Zanguebar, avec les Etats qu’elles comprennent (Bonne, 1787-88)
Plan de l'Isle et Ville de Quiloa (Tanzânia) (Bellin, 1757)
MOÇAMBIQUE
Sofala (Moçambique) - África Oriental (Mallet, 1685)
Carte de la Baye de Mosambique (Bellin, 1764)
Plan du Fort de Mozambique (Faria, 1747)
MADAGÁSCAR
Insula Madagascar (dicta St. Lavrens) (Du Val, 1679)
Isle de Madagascar (dite de St. Lavrens ou Isle Davpine) (Mallet, 1685)
Die Insul Madagascar (Muller, 1692)
Carte de la Baye d’ Antogil (Madagáscar) (Bellin, 1762)
ILHA MAURÍCIA
Isle de St. Maurice (De Renneville, 1726)
Ile Maurice nommée depuis Ile de France (Bellin, 1750)
--- IMPÉRIO ABISSÍNIO ---
O Império Etíope, também conhecido pelo nome Abissínia (vindo do termo árabe Al-Habash; derivado do grupo étnico Habexa) foi um império do continente africano que no passado ocupou os modernos territórios da Etiópia e da Eritreia.
Em 1896 através de expansões territoriais exercidas pelo imperador Menelique II, o império estendeu-se até as atuais regiões de Oromia e Ogadénia e obteve a sua maior extensão territorial em 1952 quando anexou a Federação da Eritreia.
Teve o seu início por volta de 1270 quando o imperador Iecuno-Amelaque que legitimava ser descendente da antiga Dinastia Salomónica depôs Ietbaraque, o último rei do Reino Zagué e estabeleceu o Império Etíope. Durou aproximadamente 704 anos e teve a sua queda em 1974, quando o último imperador Haile Selassie foi deposto por um golpe militar colocado em prática pelo Regime Dergue.
Foi a única monarquia africana que resistiu com sucesso à tentativa de colonização europeia, após a sua vitória sobre a Itália na histórica Batalha de Aduá. Foi também junto com a Libéria, o único estado africano a garantir independência durante a Partilha de África.
Brasão de Armas
Abissinorum Imperium
Petrus Bertius (1565-1629)
Mapa da África Oriental que representa o “Império Abissínio”, o país do mítico rei cristão, Prestes João, cuja existência fascinou os europeus por vários séculos. A área delimitada corresponde atualmente à bacia do rio Nilo. Inclui vários elementos decorativos, um monstro no Oceano Atlântico, dois mais pequenos no Oceano Índico, uma galera/dhow (embarcação árabe de um só mastro e vela latina), e ainda um bonito cartucho com o título.
“Tabularum geographicarum contractarum”, edição francesa, publicada por Henry Laurentz, 1602
Gravura: 124 x 85 mm
“Tabularum geographicarum contractarum”, edição em latim, 1616
Gravura: 134 x 95 mm (p/ Jocodus Hondius Jnr.)
Abissinie (ou Haute Ethiopie)
Pierre du Val (1500-1558)
"Geographie Universalis”, edição de 1661
Gravura: 101 x 125 mm
Abissinia sive Aethiopia
Pierre Du Val (1500-1558)
“Geographiae Universalis”, edição alemã publicada por Johann Hoffmann, Nurnberg, 1681
Gravura: 101 x 125 mm
Enquanto os europeus tinham em geral um reduzido conhecimento de África, os cartógrafos mais antigos a partir de Ptolomeu tinham alguma informação sobre o rio Nilo, pelo menos sobre o seu curso inferior. Quanto ao curso superior do rio desde a fronteira Egito/Núbia (agora Sudão) tinham menos certezas. Contudo, embora localizada demasiado a sul, apontavam para a sua origem lacustre. Neste mapa o imaginário Lago Zaire está situado na proximidade do real Lago Victória. Mapa dotado de excelentes pormenores topográficos, onde estão representadas as maiores cidades, o Rio Nilo e o Lago Zaire.
--- REINO DE ADEL, costas de ABEY, AIAN, ZANZIBAR e ilha de QUILOA ---
A costa de Zanzibar é famosa por suas praias paradisíacas de areia branca e águas cristalinas no Oceano Índico, em frente à costa da Tanzânia. É um arquipélago com uma rica história cultural, conhecido como a "Ilha das Especiarias", onde se destacam atividades como mergulho, snorkel e kitesurf. As áreas mais populares incluem a ponta norte (com praias como Nungwi e Kendwa) e a costa leste (com praias como Paje e Matemwe).
Costes d’Abex, d’Aian et de Zangvebar
Alan Manesson Mallet (1630-1706)
“Description de l’ Univers”, edição alemã, 1685
Gravura: 99 x 143 mm
Mapa do nordeste de África que faz uso da nomenclatura local – Aian (Somália), Abissinie e Zanguebar (Zanzibar), e sendo pouco conhecido o interior do continente, Mallet não vai além de alguns tributários do Nilo, e das terras altas da Etiópia.
Carte de la Coste Orientale d'Afrique
J. Nicholas Bellin (1703-1772)
“Histoire Generale des Voyages”, de L' Abbé Prevost d'Exiles, edição holandesa, 1757
Gravura: 196 x 246 mm
Mapa que abrange o ‘corno de África’, e principalmente a atual Somália e parte do Quénia. Omisso de detalhes do interior, alguns nomes de localidades são facilmente reconhecíveis – Magadoxo, Melinde, Monbasa, Quilloa, etc. Destaque ainda para a Ilha de Socotorá.
O Sultanato de Adel ou Adal, o Império Adal, ou Bar Saʿad dīn, foi um antigo estado somali no Corno de África, que existiu de 1415 a 1577.
O Sultanato foi formado no norte da Somália sobre as ruínas do antigo Sultanato de Ifat quando Sabr ad-Din III voltou do exílio no Iémen para recuperar o reino do seu pai. Derrotou os etíopes e proclamou-se "Rei de Adal". Mais tarde, tornou-se o primeiro governante e fundador da nova dinastia Adal. O reino é descrito como o mais poderoso da região.
A sua história é marcada por guerras contra a Etiópia, nomeadamente pelos reinados de Jamal ad-Din II (1424-1433), Arwe Badlay (1433-1445) e depois pela regência de Ahmed Ibn Ibrahim Al-Ghazi (1527-1543) e Nur Ibn al-Wazir (1543-1567).
Bandeira
Le Royaume d’Adel: Les côtes d’Ajan et de Zanguebar, avec les Etats qu’elles comprennent
Rigobert Bonne (1727-1795)
“Atlas Encyclopaedique”, publicado por Raynal, em 1787-88
Gravura: 235 x 347 mm
Em 1500, a caminho da Índia, Pedro Álvares Cabral visitou Kilwa Kisiwani (Quiloa, na História de Portugal) e referiu-se às belas casas de coral e seus terraços, pertencentes a "mouros negros", o que atraiu a atenção dos portugueses. Com a presença destes na região, a fortuna de Kilwa mudou radicalmente: Vasco da Gama invadiu a ilha em 1502 tornando-a tributária de Portugal. Como o sultão cessasse de pagar o seu tributo, em 24 de Julho de 1505, as forças de D. Francisco de Almeida, primeiro Vice-rei do Estado Português da Índia, conquistaram-na e iniciaram a construção da primeira fortificação portuguesa de pedra e cal na África Oriental.
In Wikipédia -> História
Plan de l'Isle et Ville de Quiloa (Tanzânia)
Jacques Nicholas Bellin (1703–1772)
“Histoire Generale des Voyages”, de Abbe Prevost d’ Exiles, edição francesa de 1757 (Tomo V, nº 9)
Gravura: 147 x 220 mm
Esta gravura em cobre, meticulosamente detalhada, apresenta uma planta histórica de "L'Isle et Ville de Quiloa" (A Ilha e Cidade de Kilwa), localizada na costa da atual Tanzânia. Ilustra a costa da ilha e o traçado urbano da cidade, retratando edifícios e fortificações. A intrincada representação fornece um valioso registo histórico deste importante centro comercial suaíli, refletindo os esforços cartográficos europeus do século XVIII para documentar postos avançados coloniais e comerciais distantes.
--- MOÇAMBIQUE ---
Moçambique, oficialmente designado como República de Moçambique, é um país localizado no sudeste do continente Africano, banhado pelo oceano Índico a leste e que faz fronteira com a Tanzânia ao norte; Maláui e Zâmbia a noroeste; Zimbábue a oeste e Essuatíni e África do Sul a sudoeste. A capital e maior cidade do país é Maputo, anteriormente chamada de Lourenço Marques, durante o domínio português.
Entre o primeiro e o século V, povos bantus migraram de regiões do norte e oeste para essa região. Portos comerciais suaílis e, mais tarde, árabes, existiram no litoral moçambicano até a chegada dos europeus. A área foi reconhecida por Vasco da Gama em 1498 e em 1505 foi anexada pelo Império Português.
Depois de mais de quatro séculos de domínio português, Moçambique tornou-se independente em 25 de Junho de 1975, transformando-se na República Popular de Moçambique pouco tempo depois.
Brasão de Armas
Sofala, uma antiga cidade perto da atual Nova Sofala, é considerada o principal porto do Império Monomotapa, no rio Sofala, na província de mesmo nome, em Moçambique. Foi fundada por mercadores e marinheiros somalis. Um importante centro do comércio de ouro, a cidade ficou sob o domínio do Sultanato de Kilwa até o século XV e a chegada dos portugueses. a sua atividade económica diminuiu posteriormente, a cidade diminuiu e deixou poucos vestígios visíveis na cidade moderna.
O explorador e espião português Pêro da Covilhã foi o primeiro europeu conhecido a visitar Sofala, em 1489. O seu relatório secreto a Lisboa identificava o papel de Sobala como um reservatório de ouro (embora por esta altura este comércio já não estivesse no seu auge). Em 1501, a localização de Sofala foi estabelecida pelo capitão Sancho de Tovar. Em 1502, Pedro Afonso de Aguiar (ou mesmo o próprio Vasco da Gama) conduziu os primeiros navios portugueses ao porto de Sofala.
Em 1505 a coroa portuguesa, numa mudança da política pacifista, e decidida a impor no Índico o monopólio do comércio, envia de Lisboa a poderosa frota (da 7ª Armada) de Pêro de Anaia (da 7ª Armada) destinada a construir aí uma feitoria. Este recebeu permissão do xeque Isuf para erguer uma fábrica e fortaleza perto da cidade. O Forte de São Caetano de Sofala foi o segundo forte português na África Oriental (o primeiro, em Kilwa, tinha sido construído apenas alguns meses antes). Pêro de Anaia utilizou pedra importada da Europa para esta construção, que mais tarde foi reutilizada para a construção da Sé da Beira.
In Wikipédia -> Fortaleza de Sofala
Sofala (Moçambique)
Alain Manesson Mallet (1630-1706)
“Description de l’ Univers”, edição alemã de 1685
Gravura: 98 x 147 mm
A ilha está ilustrada com bonitos pormenores, como o forte, algumas construções de pequena dimensão, os campos e as montanhas ao longe, e várias pessoas em primeiro plano.
A Ilha de Moçambique é uma cidade insular situada na província de Nampula, na região norte de Moçambique, a qual deu o nome ao país do qual foi a primeira capital. Devido à sua rica história, manifestada por um interessantíssimo património arquitetónico, a Ilha foi considerada pela UNESCO, em 1991 Património Mundial da Humanidade.
Quando Vasco da Gama chegou, em 1498, a Ilha de Moçambique tornara-se uma povoação suaíli de árabes e negros com seu xeque, subordinado ao sultão de Zanzibar e continuava a ser frequentada por árabes que prosseguiam o seu comércio de séculos com o Mar Vermelho, a Pérsia, a Índia e as ilhas do Índico.
A ilha de Moçambique ganhou uma importância estratégica como escala de navegação da carreira da Índia que ligava Lisboa a Goa, tornando-se um dos pontos de encontro das embarcações eventualmente desgarradas na viagem de ida, assim como porto de ancoragem das que eventualmente se atrasassem e perdessem a monção.
Carte de la Baye de Mosambique
Jacques Nicholas Bellin (1703-1772)
“Petit Atlas Maritime”, edição de 1764 (Volume III)
Gravura: 157 x 204 mm
Este detalhado mapa é uma representação histórica da baía e ilha de Moçambique", na costa da África. Mostra o intrincado litoral, as ilhas próximas e as entradas do rio.
O mapa foi compilado a partir de diversas memórias de navegadores e engenheiros navais, destacando o seu propósito como uma ferramenta prática de navegação. A presença de sondagens de profundidade em toda a baía enfatiza ainda mais sua utilidade. Possui ainda uma escala em braças.
Em 1558 principiou a construção da Fortaleza de São Sebastião - totalmente com pedras que constituíam o balastro dos navios, algumas das quais ainda se vêem na praia próxima - que só terminou em 1620 e é a maior da África Austral. Esta fortaleza era muito importante, porque a Ilha tinha-se tornado o entreposto da permuta de panos e missangas da Índia por ouro, escravos, marfim e pau-preto de África, e era da Ilha que partiam todas as viagens comerciais para Quelimane, Sofala, Inhambane e Lourenço Marques. Por este motivo, os árabes não queriam perder os privilégios comerciais que tinham adquirido ao longo dos séculos.
Plan du Fort de Mozambique
Copiado de Faria
Edição de Hondt, Den Haag (Haia), 1747
Gravura: 157 x 190 mm
A gravura mostra no quadro superior a ilha de Moçambique, e um plano da Fortaleza de São Sebastião construída pelos portugueses no séc. XVI, e no inferior, um mapa da sua localização na Baía de Moçambique, província de Nampula.
--- ILHA DE SÃO LOURENÇO ( Madagáscar ) ---
Madagáscar, oficialmente República de Madagáscar, anteriormente conhecida como República Malgaxe, é um país insular no Oceano Índico, que ocupa a maior ilha do continente africano, situada ao largo da costa sudeste da África. O país compreende ainda um numeroso conjunto de ilhas periféricas menores.
Madagáscar foi colonizada por malaio-polinésios há dois mil anos, recebendo depois imigrantes árabes e africanos.
Os portugueses foram os primeiros europeus a chegar à ilha, em 1500. Quando o navegador Diogo Dias a avistou e batizou de São Lourenço, enquanto participava na 2ª Armada das Armadas da Índia Portuguesa, o Brasil também foi encontrado pela primeira vez na mesma viagem da 2ª Armada, comandada por Pedro Álvares Cabral.
Matatana foi o primeiro povoado de portugueses na costa de sul, a 10 km a oeste do Forte Dauphin, aqui em 1508 os colonos construíram uma torre, uma pequena aldeia e Coluna de pedra (Padrão) este povoado foi desenhado em 1613 a mando do Vice-Rei da Índia D. Jeronimo de Azevedo.
Matatana foi representada numa imagem de 1613, de um povoamento do início do século XVI, no Livro de Humberto Leitão.
Em 1543 o Governador da Índia Portuguesa Martim Afonso de Sousa, enviou uma armada a Madagáscar, comandada por Diogo Soares, para encontrar os barcos desaparecidos do irmão do governador, estes posteriormente regressaram a Goa, sem encontrar a armada desaparecida. Alguns dos pontos que a armadas tinham para aguada dos navios, foram nomeados em homenagem ao Capitão Diogo Soares, posteriormente adulterados para a versão espanhola errada Diego Suarez.
Os contactos continuaram, sendo que, a partir da década de 50 do século XVI, várias missões de colonização foram enviadas para reconhecimento e conversão pelo Rei D. João III de Portugal, ou por ordem do Vice-Rei da Índia como em 1553 por Baltazar Lobo de Sousa. Nesta missão de 1553, voltaram a navegar ao longo da costa, entrando no interior em alguns rios e baías, trocando mercadorias e convertendo um dos Reis locais, conforme descrição detalhada dos cronistas Diogo do Couto e João de Barros.
Em 1885 a França transformou Madagáscar em protetorado e, em 1896, em colónia. A independência foi obtida em 1960, após rebeliões sufocadas com violência pelos franceses. Em 1972, um golpe militar estabeleceu um regime coletivista e antiocidental. Três anos depois tomou o poder o capitão Didier Ratsiraka, que governou ditatorialmente por sete anos.
In Wikipédia -> História
Brasão de Armas
Insula Madagascar (dicta St. Laurens)
Pierre Du Val (1500-1558)
“Geographiae Universalis”, publicada por J. Hoffmann, Nurnberg, 1679
Gravura: 121 x 98 mm
Mapa muito detalhado da ilha de Madagáscar que mostra a cadeia montanhosa dorsal, os pequenos rios desaguando no mar, os bancos de areia ao longo da costa, e várias ilhas de pequena dimensão.
Isle de Madagascar (dite de St. Lavrens ou Isle Davfine)
Alain Manesson Mallet (1630-1706)
“Description de l’ Univers”, 1ª edição francesa, 1685
Gravura: 99 x 137 mm
Mapa da ilha de Madagáscar, situada no Oceano Índico, ao largo da costa oriental de África, com bom pormenor da orla costeira, mas grande parte do interior é referida como “País Deserto e Desconhecido”. Soberbo título em vinheta, com monstros marinhos.
Die Insul Madagascar
Johann U. Muller
“Geographia totius orbis compendaria”, edição de Georg Kuhnen, em Ulm, Alemanha, 1692
Gravura: 77 x 63 mm
O mapa inclui os maiores povoados, muitas das ilhas mais pequenas, e uma topografia primorosamente ilustrada.
Carte de la Baye d’ Antongil (Madagáscar)
Jacques Nicholas Bellin (1703-1772)
"Petit Atlas Maritime” (Recueil de Cartes et Plans des Quatre Parties du Monde), 1764
Gravura: 173 x 213 mm
A baía de Antongil localizada na região nordeste da ilha de Madagáscar, na província de Toamasina (em Analanjirofo), é a maior baía deste país, recebendo a Corrente Sul Equatorial do Oceano Índico e protegida das ondulações do sudeste e dos ventos pela península de Masoala (onde se localiza o Parque Nacional de Masoala).
Fica numa área de grande pluviosidade, cercada por exuberantes florestas tropicais, com nove rios fluindo para ela (incluindo os rios Antainambalana, um dos maiores rios da região, e Ambanizana) e dotada de recifes de coral e manguezais, na sua costa; com a ilha Nosy Mangabe e a cidade de Maroantsetra ao norte, enquanto a cidade de Mananara Nord se localiza ao sul.
--- ILHA MAURÍCIA ---
República das Ilhas Maurícias - País insular do oceano Índico, a cerca de 2 mil km da costa sudeste do continente africano, que inclui as ilhas Maurícia e Rodrigues, a 560 km a leste da ilha Maurícia, e as ilhas exteriores (Agalega e as ilhas de São Brandão, conhecidas também como "Cargados Carajos"). O país também reivindica o Arquipélago de Chagos, que faz parte do Território Britânico do Oceano Índico, e a ilha de Tromelin, que faz parte das Terras Austrais e Antárticas Francesas. As ilhas Maurícia e Rodrigues fazem parte das Ilhas Mascarenhas, junto com a vizinha Reunião, um departamento ultramarino francês. A capital e maior cidade é Porto Luís. O país é membro da Comunidade das Nações, da Francofonia e da União Africana.
Os historiadores acreditam que os primeiros visitantes da ilha Maurícia foram os navegadores fenícios que lá desembarcaram durante a primeira circum-navegação ao redor do continente africano, encomendada pelo faraó egípcio Nekao II, por volta do ano 600 a.C.
Marinheiros árabes desembarcaram na Maurícia regularmente na Idade Média a partir do século X e deram-lhe o nome de "Dina Arobi".
Foi só no início do século XVI que navegadores portugueses começaram a circular na região. Os portugueses chegaram lá pela primeira vez em 1507 e estabeleceram uma base para visitas. A ilha aparece nos primeiros mapas portugueses, com o nome "Cirne", em homenagem ao navio do capitão da expedição, Diogo Fernandes Pereira. Outro marinheiro português, Pedro de Mascarenhas, deu o nome de "Mascarenes" ao arquipélago formado pelas ilhas hoje conhecidas como Maurícia, Rodrigues e Reunião.
A ilha permaneceu desabitada até o estabelecimento de uma colónia em 1638 pelas Províncias Unidas, os holandeses nomeando-a "Maurício" em homenagem a Maurício de Nassau. Foi abandonada por falta de comerciantes em 1710 e cinco anos mais tarde, a ilha tornou-se uma colónia francesa renomeada "Ilha de França". Devido à sua beleza e posição estratégica, a ilha foi apelidada de "estrela e chave" do Oceano Índico, daí a sua moeda atual.
O Reino Unido assumiu o controle da ilha em 3 de dezembro de 1810 durante as Guerras Napoleónicas depois de invadi-la em questão de dias. Esta anexação forçada foi reconhecida no Tratado de Paris (1814). A Maurícia tornou-se independente em 12 de março de 1968.
Isle St. Maurice
Rene Augustin Constantin de Renneville (1650-1723)
"Recueil des Voyages qui ont servi a l‘establissement et progrès de la Compagnie des Indes Orientales, formée dans les Provinces-Unies des Païs-Bas”, publicado por Estienne Roger, Amsterdão, 1726
Gravura: 162 x 134 mm
Os mapas são na realidade cartas do porto principal incluindo os extensos bancos de areia.
Ile Maurice nommée depuis Ile de France
Jaques Nicholas Bellin (1703-1772)
"Histoire Generale des Voyages” (versão miniatura), de L'Abbé Prévost d’ Exiles, Paris, 1750
Gravura: 140 x 122 mm