REINOS DE ANGOLA E BENGUELA e PROTETORADA DE CABINDA
Carte des Royaumes de Congo, Angola et Benguela (Bellin, 1757) (2)
Carte de la Coste d' Angola. Depuis la Riviere de Bengo jusqu'a celle de Quanza (Bellin, 1748)
Carte de la Rade de Benguela et Riviere de Cantonbelle (Bellin, 1757)
La Basse Guinée, contenant les Royaumes de Loango, de Congo, d'Angola et de Benguela; avec la Cafrérie Occidentale et la Méridionale, ou le Pays des Hotentots (Bonne, 1787)
Reino do Dongo, Andongo (em quimbundo: Ndongo) ou Angola (Ngola) foi o Estado pré-colonial africano na atual Angola, criado pelos ambundos, e cujo nome inspirou o nome do atual país. Localizava-se ao sul do Reino do Congo, entre os rios Dande e Cuanza, a leste de Matamba e Lunda, ao norte de Quissama e a oeste do oceano Atlântico. Foi liderado por um rei, cujo título era Angola Quiluanje (ngola a kiluanje).
Pouco se sabe sobre o reino no início do século XVI. "Angola" esteve entre os títulos dos reis do Congo em 1535, pelo que é provável ter estado subordinado ao Congo. As suas próprias tradições orais, recolhidas no final do século XVI, nomeadamente pelo jesuíta Baltasar Barreira, descreviam o fundador do reino, Angola Quiluanje, também conhecido por Angola Inene, como um migrante do Congo, chefe de um grupo étnico de Língua quimbundo.
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O Reino de Benguela foi uma nação africana, centrada na região da baía das Vacas, que teve como capital a localidade de Ombaca (atual Benguela). O seu território compreendia boa parte da província do Benguela e o sul do Cuanza Sul, sendo uma das quatro grandes entidades nacionais dos ovimbundos.
A formação do reino de Benguela deu-se com a mesma dinâmica dos demais reinos ovimbundos: frentes migratórias de povos caçadores nómades fundiram-se com populações semi-nómades que já habitavam no território (no caso, a baía das Vacas). No caso do reino de Benguela, os povos nómades estavam a deslocar-se das terras sob influência do reino do Dongo em direção ao sul. A formação política do reino deu-se no século XV, instalando capital na localidade de Ombaca, porém ainda um entidade diminuta em tamanho e importância. Possivelmente o primeiro soba (rei) foi Mbegela, reinando entre 1580/1590 até 1620.
Em finais do século XVI e início do século XVII, a costa do reino de Benguela começava a ser cobiçada pelas potências coloniais. Assim, o rei Filipe I de Portugal deu ordem ao governador de Angola para que aí enviasse "uma pessoa de muita confiança e prática das cousas daquelas partes", com a finalidade de averiguar sobre as condições da costa, para ali fazerem escala as naus da Índia.
Em 1615 Portugal estabelece seus primeiros acordos comerciais com o reino de Benguela, tendo Filipe II constituído a capitania de Benguela como entidade portuguesa administrativa, militar e de negócios junto aos governantes tradicionais para aquela porção do litoral angolano. Inicialmente manteve-se longe do centro do reino de Benguela, fixando-se em Benguela-a-Velha (atual Porto Amboim) até que, em 1617, ocupa a capital nativa Ombaca, transformando-a na povoação de São Filipe de Benguela. Tal ato faz com que o reino de Benguela, ainda uma pequena entidade política ovimbunda com domínio sobre a região da baía das Vacas, se torne vassalo de Portugal, anexando várias ombalas do litoral e interior próximo.
Com um curta vida como reino livre e independente, após a vassalagem ao reino de Portugal, torna-se um importante elemento colonial fantoche para o centro e oeste de Angola. O nome "Benguela" deriva de Mbegela, governante daquele reino à altura da chegada portuguesa.
Cabinda teve origem nos reinos Loango, Kakongo e Ngoyo, que antecederam a chegada dos colonizadores europeus. Foi ocupada pelos portugueses a partir do final do século XV. Em 29 de setembro de 1883, foi assinado o Tratado de Chinfuma. Cabinda tornou-se um protetorado de Portugal após o Tratado de Simulambuco, assinado em 1º de fevereiro de 1885, entre os príncipes e notáveis de Cabinda e a coroa portuguesa, um documento legal que Portugal apresentou na Conferência de Berlim para apoiar suas reivindicações a este território e que o povo cabindense invocou para defender seu direito à autodeterminação. As fronteiras de Cabinda foram fixadas nesta conferência quando as potências colonizadoras europeias dividiram a África entre elas. Além disso, os dois territórios tinham estatutos distintos em relação a Portugal: Angola tinha o de colónia, enquanto Cabinda era um protetorado devido ao tratado de 1 de Fevereiro de 1885.
Por razões de economia e conveniência administrativa, em 1956, os dois territórios foram colocados sob um único governador, sediado em Luanda. Mas o povo cabinda nunca se submeteu à dominação portuguesa. Com o objetivo de libertar a sua população, o povo cabinda organizou-se no Movimento de Libertação do Enclave de Cabinda (MLEC) de Luis de Gonzaga Ranque Franque, no Comitê de Ação da União Nacional Cabinda (CAUNC) de Nzita Henriques Tiago e na Aliança de Mayombe (ALLIAMA). Para melhor intensificar as suas ações, os três movimentos fundiram-se no 1º congresso em Pointe-Noire (República do Congo) em 2, 3 e 4 de agosto de 1963 e deram origem à Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC). Luis Ranque Franque foi eleito presidente pelos participantes do congresso.
Por ocasião da independência de Angola, em 1975, esta anexou à força o enclave de Cabinda, que desde então foi ocupado pelas forças armadas angolanas, as FAA. Cabinda é atualmente uma das 21 províncias de Angola, localizada na região norte do país, sendo a mais setentrional e também único exclave da nação. A capital é a cidade e município de Cabinda. Administrativamente, a província é constituída pelos municípios de Angoio, Belize, Buco-Zau, Cabinda, Cacongo, Liambo, Miconje, Massabi, Necuto e Tando Zinze.
Carte des Royaumes de Congo, Angola et Benguela
Jacques Nicholas Bellin (1703–1772)
“Histoire Generale des Voyages”, de Abbe Prevost d’ Exiles, edição francesa, 1757
Gravura: 316 x 239 mm
Mapa dos reinos do Congo, Angola, Benguela, Loango, Matamba, Jagga Kassanji, entre outros. Inclui Luanda e S. Salvador entre as maiores cidades. Mostra bonitos pormenores das montanhas, lagos, maiores rios (Congo e outros), fortes, ilustrações de tendas e ainda comentários nos locais referenciados.
“Histoire Generale des Voyages”, de Abbe Prevost d’ Exiles, edição holandesa, 1757
Gravura: 310 x 232 mm
Carte de la Coste d' Angola. Depuis la Riviere de Bengo jusqu'a celle de Quanza
Jacques Nicholas Bellin (1703–1772)
“Histoire Generale des Voyages”, de Abbé Antoine-François Prévost d’ Exiles, edição de Paris, 1748
Gravura: 267 x 206 mm
Carte de la Rade de Benguela et Riviere de Cantonbelle
Jacques Nicholas Bellin (1703–1772)
“Histoire Generale des Voyages”, de Abbe Prevost d’ Exiles, edição francesa, 1757 (Tomo V. Nº 2)
Gravura: 275 x 208 mm
O mapa mostra a cidade de Benguela, o Forte de S. Filipe, o Forte Kabuto, uma igreja, e uma aldeia nativa, o Rio Catumbela e a Baía das Vacas. Vêem-se ainda notas de ancoradouros, sondagens de profundidade, e o título num cartucho, com uma escala em milhas marítimas.
La Basse Guinée, contenant les Royaumes de Loango, de Congo, d'Angola et de Benguela; avec la Cafrérie Occidentale et la Méridionale, ou le Pays des Hotentots
Rigobert Bonne (1727-1795)
“Atlas Encyclopédique”, conhecido por Atlas de Bonne-Desmarets, 1787
Gravura: 234 x 346 mm