< BIBLIOGRAFIA --- Exemplares da coleção --- ( Página em construção.)
VOSGIEN. DICTIONNAIRE GÉOGRAPHIQUE UNIVERSEL DES CINQ PARTIES DU MONDE. Revu avec soin et rectifié sur les meilleurs ouvrages de géographie récemment publiés, et particulièrement sur le savant ouvrage de M. Balbi; contenant en abrégé la description générale et particulière des Empires, Royaumes, États, Provinces, Villes, Bourgs et Villages principaux du Globe […]. Et pour la France les anciennes Dénominations des Provinces; les nouvelles Divisions administratives […]; Toutes les Foires; précédé d’un Précis de Géographie ou Aperçu de l’État physique du Monde. Par M. F. Lallement. Avec 9 cartes dressées sur les grandes cartes du Dépôt de la Guerre par M. Desmarets, et gravées sur acier par M. P. Tardieu. Sixième édition, revue, corrigée et augmentée d’un tableau comparatif des monnaies étrangères aux monnaies françaises.
Eugène et Victor Penaud Frères, Éditeurs, Paris, s.d. [c. 1847-1850].
XXIV, 690 pp., 8 mapas desdobráveis: il.; 215 mm. Encadernação inteira de pele da época, cansada; acidez; ligeiramente aparado.
A presente 6.ª edição, revista por M. F. Lallement e enriquecida com as contribuições da obra de Adriano Balbi, inclui um précis de geografia física do mundo e é ilustrada com mapas gravados em aço por P. Tardieu sobre as cartas do Dépôt de la Guerre. Apesar de o frontispício anunciar 9 cartas, os mapas presentes são efectivamente 8, uma vez que as «Amérique Méridionale» e «Amérique Septentrionale» se encontram reunidas numa só folha desdobrável. O índice de mapas é o seguinte: Mapa Mundo; França; Europa; Ásia; África; América; Oceania; e Mapa de moedas francesas e estrangeiras — este último incluindo representação da moeda portuguesa. O texto corre em duas colunas. Publicada pelos editores parisienses Eugène e Victor Penaud Frères sem indicação de data, datável c. 1847–1850.
Roteiro de Todos os Sinais na Costa do Brasil – Edição Comemorativa do V Centenário de Nascimento de Pedro Álvares Cabral
Instituto Nacional do Livro, Rio de Janeiro, 1968
186 pp.: il.; 280 × 375 mm. Encadernação editorial em percalina
History of Portuguese Cartography – Vol. I e II
Armando Cortesão
Junta de Investigações do Ultramar - Lisboa, Coimbra 1969 e 1971
Tábuas dos Roteiros da Índia de D. João de Castro – Fac-símile do Códice 33 da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra
Introdução de Luís de Albuquerque
Edições Inapa, Lisboa, 1988
In-Fólio de XXII págs. Exemplar n° 58 de uma tiragem de 200, assinado por Luís de Albuquerque e Martim de Albuquerque, respetivamente autor da introdução e diretor da coleção. Encadernação editorial.
Antique Maps – A Collector’s Guide, Christie’s Collectors Library
Carl Moreland & David Bannister
Phaidon – Christie’s, Third edition, 1989
Livro das Plantas, das Fortalezas, Cidades, e Povoações do Estado da Índia Oriental
Luís Silveira
Instituto de Investigação Científica Tropical, Lisboa 1991
A Carta Náutica de Jorge Aguiar de 1492
Inácio Guerreiro. With English translation by Manuel Leitão
Academia da Marinha, Lisboa, 1992
Edição fac-similada da Carta Náutica de Jorge de Aguiar, com um volume de estudo introdutório. Invulgar.
142, [16] pp., 1 fac-simile da carta: il.; 235 mm. e 525 mm. Brochado em estojo próprio.
O Livro das Plantas de todas as Fortalezas, Cidades e povoações do Estado da Índia Oriental – I. Estudo e Índices (3 vols.)
António Bocarro
Imprensa Nacional - Casa da Moeda, novembro 1992
The Mapmaker’s Art – A History of Cartography
John Goss
Studio Editions – London, 1993
Le Cartographe GERARD MERCATOR 1512-1594
Crédit Communal, 1994
Exposição da Bibliothèque Royale Albert Ier - Bruxelles
Os Mapas do Descobrimento
Ministério das Relações Exteriores. Centro Cultural – Banco do Brasil. Associação Serrana de Educação e Cultura, 2000.
Cidades do Mundo Renascentista
Michael Swift e Angus Konstam
Bertrand Editora, 2001
A Mais Dilatada Vista do Mundo – Inventário da Colecção Cartográfica da Casa da Ínsua
Coordenação: João Carlos Garcia
Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 2002
Miniature Antique Maps
Geoffrey L. King
Tooley Adams & Co. - 2ª Edição, 2003
Olhar o mundo ler o território – Uma viagem pelos mapas (colecção Nabais Conde)
Instituto de Estudos Geográficos /Centro de Estudos Geográficos /FLUC
Janeiro de 2004
New Worls: Maps from the Age of Discovery
Ashley e Miles Bayton-Williams
Quercus, Londres, 2006
Mapas do Mundo (Mapping the World)
Michael Swift (pseudónimo de David Miller)
Bertrand Editora (Compendium Publishing Ltd., Londres, 2006)
Atlas Maior of 1665
Joan Blaeu (Introdução e textos de Peter van der Krogt)
Taschen, 2017
--- Obras várias ( sobre Cartografia, Geografia, Cosmografia, Topografia, etc. ) ---
Cosmographia
Sebastian Münster (1488–1552)
Publicada a partir de 1544
Cosmographia do autor Sebastian Münster é a descrição alemã mais antiga do mundo, publicada a partir de 1544.
A obra teve inúmeras edições em diferentes línguas, incluindo o latim, francês (tradução de François de Belleforest), italiano, inglês e checo. Cosmographia foi um dos livros mais bem-sucedidos e populares do século XVI, sendo publicado em vinte e quatro edições durante cem anos: a última edição em alemão foi publicada em 1628, muito depois da morte de Sebastian Münster. Este sucesso foi devido às xilogravuras notáveis (algumas de Hans Holbein, o Jovem, Urs Graf, Hans Rudolf Manuel Deutsch e David Kandel). A obra tornou-se importante na renovação da geografia na Europa do século XVI.
As primeiras obras geográficas de Sebastian Münster foram Germania descriptio (1530) e Mappa Europae (1536). Em 1540, ele publicou uma edição em latim de Geografia com ilustrações do autor Cláudio Ptolomeu. A edição de 1550 contém cidades, retratos e costumes. Estas edições impressas na Alemanha, são as mais valorizadas da Cosmographia.
Conteúdo das edições de 1544–1598
Livro I - Astronomia, Matemática, Geografia física, Cartografia
Livro II - Inglaterra, Escócia, Irlanda, Espanha, França, Bélgica, Países Baixos, Luxemburgo, Saboia, Tréveris, Itália
Livro III - Alemanha, Alsácia, Suíça, Áustria, Carníola, Ístria, Boémia, Morávia, Silésia, Pomerânia, Prússia, Livónia
Livro IV - Dinamarca, Noruega, Suécia, Finlândia, Islândia, Hungria, Polónia, Lituânia, Rússia, Valáquia, Bósnia, Bulgária, Sérvia, Grécia, Turquia
Livro V - Anatólia, Chipre, Arménia, Palestina, Arábia, Pérsia, Ásia Central, Afeganistão, Cítia, Tartária, Índia, Ceilão, Mianmar, China, Índias Orientais, Madagáscar, Zanzibar, América
Livro VI - Mauritânia, Tunísia, Líbia, Egito, Senegal, Gâmbia, Mali, África do Sul, África Oriental
Edições
Alemão: 1544 Basel, 1545 Basel, 1546, 1548, 1550, 1553, 1556, 1558, 1561, 1564, 1567, 1569, 1572, 1574, 1578, 1588, 1592, 1598, 1614, 1628
Latim: 1550 Basel, 1552, 1554, 1559, 1572
Françês: 1552 Basel, 1556, 1560, 1565, 1568, 1575 Paris (editor Francois de Belleforest).
Italiano: 1558 Basel, não datada Venezia, 1575 Koln.
Checo: 1554 Praha.
Apenas trechos
Alemão: 1820 J.G.J. Seybold, Munchen.
Françês: 1779 Ruault, Paris (ed. Nicolas Gobet); 1872 Librarie des Philosophes, Paris; 1883 A. Quantin, Paris.
Inglês: 1552 W. Marshall, London (abridged ed.); 1553 Edward Sutton, London (ed. Richard Eden); 1561 Lahon Awdely, London (ed. George North); 1572 Thomas Marche, London (ed. Richard Eden); 1574 Thomas Marche, London (ed. Richard Eden); 1577 Richard Jugge, London (ed. Richard Eden); 1885 Turnbull & Spears, Edinburgh & Birmingham (ed. Edward Arber); 1895 A. Constable & Co., Westminster (ed. Edward Arber).
Civitates Orbis Terrarum (O Maior Livro de Cidades)
Georg Braun (1541-1622) & Frans Hogenberg (1535-1590)
Georg Braun e Frans Hogenberg iniciaram o processo de criação de um atlas abrangente das cidades do mundo em 1572. O seu livro, Civitates Orbis Terrarum, foi originalmente concebido como um complemento ao Theatrum Orbis Terrarum de Abraham Ortelius, o primeiro atlas propriamente dito.
O grande atlas foi editado por Georg Braun, com Franz Hogenberg gravando muitas das vistas. Quando o projeto foi concluído, a série continha mais de 546 vistas (às vezes com múltiplas vistas em uma única placa).
Civitates Orbis Terrarum inclui o trabalho de mais de 100 artistas e topógrafos, sendo talvez o mais notável o talento excepcional de Joris Hoefnagel (1542-1600). Ele forneceu desenhos originais de cidades espanholas e italianas, além de revisar e aprimorar os desenhos de cidades de outros artistas. Após a morte de Joris, seu filho Jakob continuou o projeto.
A obra oferece uma visão incrivelmente abrangente da vida urbana no final do século XVI. Muitas das imagens presentes nestes volumes são as mais antigas de suas respectivas cidades — seja por serem absolutamente antigas, seja por serem precedidas apenas por raridades impossíveis de serem retratadas, como no caso de Londres. As cidades retratadas variam das grandes capitais da Europa, Ásia, África e Américas a pequenos povoados suíços e outras minúsculas aldeias. Como tal, esta obra constitui uma fonte singular e indispensável para a compreensão do início da era moderna.
A obra foi publicada em seis volumes, cada um contendo aproximadamente sessenta pranchas. O tema de cada prancha variava amplamente, podendo apresentar uma única vista de uma cidade, duas vistas da mesma cidade ou vistas de até nove cidades diferentes. A variedade de estilos é extensa, e é interessante comparar a diversidade entre as vistas da mesma cidade feitas por dois autores diferentes.
Sigilla Comitvm Flandriae et inscriptiones diplomatum ab iis editorum [...]
(Selos dos condes da Flandres e inscrições dos diplomas por eles editados)
Olivier de Wree (1596–1652)
Publicado por Jan-Baptist Van den Kerchove, Bruges, 1639
É uma obra monumental de cariz histórico e diplomático publicada originalmente em 1639 por Olivier de Wrée (latonizado como Olivarius Vredius). Escrita em latim, a obra é considerada um marco no estudo da sigilografia (o estudo dos selos) e da genealogia da Casa de Flandres.
O livro contém uma exposição histórica detalhada acompanhada por aproximadamente 300 gravuras de selos pertencentes aos condes da Flandres, além de mapas e árvores genealógicas, e tem por objetivo documentar a autenticidade de documentos antigos (diplomas) através dos seus selos e inscrições, rastreando a sucessão dos condes até à devolução dos títulos a Filipe IV de Espanha.
Topographia Germaniae
Matthäus Merian, o Velho (1593-1650) e Martin Zeiller (1589–1661)
Publicada em Frankfurt, a partir de 1642
A Topographia Germaniae foi publicada pela própria editora de Merian, em Frankfurt. Inicialmente em 16 volumes (de 1642 a 1654), seguida por volumes adicionais até 1688, descrevendo outros lugares da Europa, como França, Itália e Creta. A obra completa acabou por compreender 30 volumes, totalizando 92 mapas e 1.486 gravuras em cobre com 2.142 vistas individuais; foi uma das maiores publicações da sua época. Após a morte de Merian em 1650, os seus filhos Matthäus, o Jovem, e Gaspar continuaram o trabalho do pai.
A Topographia Germaniae é uma das obras-primas do gravador e editor Matthäus Merian, o Velho. Ele criou a Topographia com Martin Zeiller (1589–1661), de Ulm, Alemanha, que foi responsável pela redação do texto.
A obra apresenta, com grande detalhe, mais de 2.000 vistas de cidades, vilas, castelos e mosteiros notáveis; ainda hoje, é considerada uma das principais obras de ilustração geográfica.
Foi em 1642, que Matthäus Merian começou a editar esta abrangente e extensa obra topográfica que retratava cidades. Após o sucesso da sua história contemporânea, Theatrum Europaeum (1635), e de sua cosmografia, Archontologia cosmica (1638), ele desejava reunir e completar sistematicamente as provas e desenhos de vistas de cidades, paisagens e mapas que vinha colecionando há três décadas. Foi encorajado a empreender este importante projeto editorial pelo considerável sucesso de vendas do Thesaurus philopoliticus, publicado a partir de 1623 em Frankfurt am Main por Daniel Meisner e Eberhard Kieser, para o qual contribuiu periodicamente, produzindo os desenhos e gravuras.
La science des personnes de Cour, d'Epée et de Robe (A Ciência das Pessoas da Corte, da Espada e da Toga)
É uma enciclopédia publicada em Paris, onde sua primeira edição foi publicada em dois volumes em oitavo por J. de Nully em 1706. Foi imediatamente retomada em Amsterdão por François L'Honoré e, posteriormente, por Chatelain, tendo passado por várias edições a partir de 1707. Esta obra de referência sintética, que representava o conhecimento da época, foi um grande sucesso. A obra é dedicada ao Príncipe de Orange e Nassau.
Os seus editores sucessivos foram Monsieur De Chevigny e Henri Philippe de Limiers. Pierre Massuet assumiu a responsabilidade duma continuação a partir de 1752.
--- EDIÇÕES ---
Monsieur De Chevigny
"La Science des personnes de la cour, de l'épée et de la robe, par demandes et par réponses... par le sieur de Chevigny", Paris: J. de Nully, 1706.
Nova edição (ou seja, 2ª edição), Amsterdão, François L'Honoré, 1707, " augmentée de plusieurs cartes de M. de Lisle de l'Académie des sciences. "
3ª edição, em Amsterdão, publicada pelos Irmãos Chatelain, perto da Prefeitura, 1710
H. P. de Limiers
5ª edição, em Amsterdão, publicada por Honoré & Chatelain, 1717
6ª edição, publicada por Honoré & Chatelain, 1723
7ª edição, em Amsterdã, publicada por Zacharie Chatelain, 1729.
Pierre Massuet
Continuação de "La science des personnes de cour, d'épée et de robe contenans les élémens de la philosophie moderne", Amsterdão, Z. Chatelain et fils, 1752.
Edição de 1757
Edições Estrangeiras
"La scienza delle personne (...)", na Imprensa Baglioni, Veneza, 1720, traduzido do francês por Selvaggio Canturani.
Suecia antiqua et hodierna (Suécia Antiga e Moderna), 1660-1720
Erik Jönsson Dahlbergh (1625-1703)
É o título de uma coleção de gravuras do arquiteto militar sueco Erik Dahlbergh, iniciada em 1660 e publicada integralmente postumamente na década de 1720.
A obra oferece um vislumbre da Suécia durante um dos seus períodos mais significativos no cenário internacional.
Compreende três volumes e um total de 353 ilustrações. Aproximadamente cem retratam cidades suecas, outras cem castelos e casas senhoriais, e as restantes cobrem sítios históricos e igrejas. Um comentário foi planejado, mas nunca escrito.
Dahlbergh inspirou-se para este projeto nas publicações topográficas do editor suíço Matthäus Merian. Ele iniciou as suas viagens pela Suécia em 1660 e continuou trabalhando no projeto até sua morte, com exceção do período da Guerra da Escânia.
Naaukeurige versameling der gedenk-waardigste Zee en Land-Reysen na Oost en West Indien [.] Zedert het Jaar 1601 to 1605 (Uma coletânea precisa das viagens marítimas e terrestres mais memoráveis às Índias Orientais e Ocidentais)
Pieter van der Aa (1659-1733)
Publicada em Leiden, 1707
Histoire Générale des Voyages ou Nouvelle collection de toutes les elations de voyages par mer et par terre, qui ont été publiées jusqu'à présent dans les différentes langues de toutes les nations connues
Antoine-François Prévost d'Exiles (Abbé Prévost)
Publicada entre 1746 e 1759
A "História Geral das Viagens, ou Nova Coleção de Todos os Relatos de Viagens por Mar e Terra, Publicados até o Momento nas Diversas Línguas de Todas as Nações Conhecidas", é uma obra em 15 volumes do Abade Prévost, publicada entre 1746 e 1759. A obra compilou sistematicamente relatos de viagens, plantas de cidades e dados geográficos de todo o mundo, fornecendo aos leitores europeus um registro abrangente dos centros comerciais americanos e globais. Foi um grande sucesso editorial, com inúmeras reimpressões, edições piratas e adaptações.
Já em 1733, Prévost vislumbrava a publicação de uma compilação de relatos de viagens: “Poderíamos discutir as religiões, os costumes, as leis e os eventos extraordinários de cada país, o caráter dos povos, seu comércio, sua moral e o que cada país produz.”
Atlas de toutes les parties connues du Globe Terrestre (Atlas de todas as partes conhecidas do Globo Terrestre), com mapas de Rigobert Bonne, Engenheiro-Hidrógrafo da Marinha Francesa.
Atlas complementar da obra de Guillaume Thomas Raynal, "Histoire Philosophique et Politique des Établissements et du Commerce des Européens dans les deux Indes", publicado em Geneve : Chez Jean-Leonard Pellet, 1780 - 10 tomos -. O atlas é composto duma introdução e de 50 mapas numerados. Existem outras edições do atlas.