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<  PRAÇAS DO NORTE DE ÁFRICA

( Atualizado em:  25/09/2025 ) rev

  • Azaamurum  (Meisner, 1638-1643)

  • Die Stadt Tanger - Die Stadt Sale  (Mallet. 1685)

  • Tanger  (Happel, c. 1690)

Antigos territórios do Império Português

  • Aguz  (1506-1525)

  • Alcácer-Ceguer  (1458-1550)

  • Arzila  (1471-1550, 1577-1589)

  • Azamor  (1513-1541)

  • Ceuta  (1415-1640)

  • Mazagão  (1485-1550, 1506-1769)

  • Mogador  (1506-1525)

  • Safim  (1488-1541)

  • Agadir  (1505-1769)

  • Tânger  (1471-1662)

  • Ouadane  (1487-meados do século XVI)

  • Fessae et Marocci Regna

  • Abraham Ortelius  (1527-1611)

  • “Theatrum Orbis Terrarum”, publicado em Antuérpia, por Jan Keerburgen, edição em língua francesa, 1602

  • Gravura:  122 x 81 mm (mapa baseado em gravura dos irmãos Arsenius)


Mapa dos reinos de Fez e de Marrocos, na época regiões separadas. Tânger está localizada no extremo norte, com Gibraltar e a Espanha do outro lado do estreito. As montanhas do Atlas e o deserto do Sahara estão representados a sudeste.

Souira Guedima, também grafada Souira Kedima, Kadima, Kdima, Qadima ou Qdima, antigamente chamada Aguz, é uma localidade costeira do oeste de Marrocos, que faz parte da região de Marraquexe-Safim, província de Safim e comuna de Lamaachate. 

Entre 1506 e 1525 esteve sob o domínio do Reino de Portugal. O Castelo de Aguz foi construído pelos portugueses nesse período. A fortificação, em estilo manuelino, foi erguida por forças portuguesas junto à margem direita da foz do rio Tenerife, a partir de 1508, como apoio à praça-forte de Safim. Foi perdida ou abandonada em 1525.

Na sua construção foi utilizada uma torre de madeira, transportada pré-fabricada do reino, recurso que deu origem à "Lenda de Aguz", segundo a qual os portugueses, numa só noite, teriam erguido a fortaleza, com o auxílio dos anjos. Em 2004 encontrava-se em ruínas.

In Wikipédia

Castelo de Aguz 

Alcácer-Ceguer ("castelo pequeno"), cujo nome oficial em grafia latina é Ksar es-Seghir ou Ksar Sghir, é uma vila costeira do norte de Marrocos, que faz parte da província de Fahs-Anjra e da região de Tânger-Tetuão. 

Como parte da política de expansão ultramarina portuguesa, foi assaltada e conquistada por uma frota de com 220 embarcações, transportando um exército de 25 mil homens sob o comando de D. Afonso V, "O Africano", após dois dias de combate (23 e 24 de Outubro de 1458).

Na empresa participaram ainda o infante D. Henrique (no comando da Armada do Algarve), o infante D. Fernando, o marquês de Valença (no comando da Armada do Porto) e o marquês de Vila Viçosa. Os ventos desviaram a nau do rei para as águas de Tânger cuja conquista foi cogitada pelo soberano, mas graças à influência do infante D. Henrique, que havia participado no desastre de Tânger em 1437, manteve-se a decisão de atacar Alcácer-Ceguer. A conquista foi possível devido à superioridade da artilharia portuguesa, e à estratégia do rei de Fez, Abdalaque II – que em 1437 havia capturado o Infante Santo –, informado da presença da frota portuguesa nas águas de Tanger, enquanto preparava um ataque a Tremecém, decidiu deslocar as suas forças para defesa de Tanger.

De imediato foram iniciados trabalhos de recuperação e reforço das defesas. A mesquita da cidade foi transformada em igreja sob a invocação de Santa Maria da Misericórdia, outorgada à Ordem de Cristo por iniciativa do infante D. Henrique.

A retaliação islâmica não se fez esperar. D. Afonso V ainda se encontrava em Ceuta, quando foi informado de que as forças de Abd al-Hakk se preparavam para retomar Alcácer-Ceguer. Afonso V de imediato decidiu acorrer em defesa da praça ameaçada, sendo dissuadido por seus conselheiros. Deliberou-se então desafiar o rei de Fez para uma batalha campal, à maneira da Idade Média, tendo os emissários portugueses sido recebidos a tiros e forçados a retroceder.

A esquadra portuguesa aportou ao largo de Alcácer-Ceguer mas os seus esforços foram em vão, uma vez que os sitiantes não se amedrontaram, não tendo sido possível fazer chegar qualquer tipo de ajuda aos sitiados. Estes, sob o comando de D. Duarte de Menezes – filho do primeiro capitão de Ceuta, D. Pedro de Meneses –, resistiram por 53 dias, infligindo tantas perdas ao inimigo, que este acabou por retirar, a 2 de Janeiro de 1459.

Seis meses mais tarde, a 2 de Julho de 1459, Abd al-Hakk voltou a cercar a cidade. Durante este cerco, D. Duarte de Meneses mandou vir do reino a esposa e os filhos que, com alguma dificuldade, conseguiram furar o cerco e ingressar na praça. Esta atitude do capitão deu novo ânimo à guarnição sitiada que não cedeu as defesas, vindo o assédio a ser levantado em 24 de Agosto de 1459. Como recompensa pelas defesas de Alcácer-Seguer, o soberano elevou D. Duarte de Meneses a conde de Viana (Abril de 1460).

A população da praça chegou a atingir as 800 pessoas, mas estava totalmente dependente do Reino para a sua manutenção. A presença Portuguesa em Arzila e em Tânger, ocupadas em 1471, diminuiu a sua importância estratégica.

Para reforço da sua defesa D. Manuel I (1495-1521), em Junho de 1502, passou ao Mestre de Pedraria Pêro Vaz, seis "in-fólios" com Instruções acerca das obras de Alcácer-Ceguer. Estas descrevem minuciosamente como levantar a couraça (muralha que protegia o acesso à água), e ilustram-na com um dos raros desenhos remanescentes da praça, da autoria do Arquiteto régio responsável pela obra, possivelmente o próprio Diogo Boitaca, que, após um novo projeto em 1509, vistoriou-a pessoalmente em 1514. Neste projeto também foi prevista a construção de um novo baluarte, com dois níveis de canhoneiras, erguido por Francisco Danzilho.

A partir de 1533, D. João III cogitou em abandoná-la, como Azamor e Safim. A evacuação tinha a oposição da Santa Sé.

In Wikipédia

Projeto de couraça para a praça-forte de Alcácer-Ceguer  (Diogo Boitaca (?), 1502) 

Arzila é uma cidade do noroeste de Marrocos, que faz parte da prefeitura de Tânger-Arzila e da região de Tânger-Tetuão. 

Arzila foi conquistada pelos portugueses a 24 de agosto de 1471, durante o reinado de Afonso V, que empregaram no assalto cerca de 500 navios e 30 000 soldados. Este episódio está ilustrado em três das chamadas Tapeçarias de Pastrana. Os portugueses constroem uma praça-forte, a qual foi ampliada e reforçada a partir de 1509, com traça de Diogo Boitaca, que reconstruiu a alcáçova e a muralha do seu porto, combinando elementos arquitetónicos tradicionais como a torre de menagem e a couraçada, com outros mais evoluídos, como os baluartes com canhoneiras da "Porta da Vila" e o da "Pata da Aranha". Em poucos anos, a cidade tornou-se um entreposto comercial e estratégico importante na rota do ouro saariano. Tal como a Tânger, Arzila recebeu famílias judias espanholas após 1490, para ali direcionadas pela Coroa Portuguesa, com o fim de colonização.


"Arzilla" na obra Civitates Orbis Terrarum de Braun e Hogenberg, 1572

Em 1520 Manuel I de Portugal criou a feitoria de Arzila, para cuja defesa foi criada a chamada Esquadra do Estreito, e:

“

(…) mandou para ela muitas mercadorias, como panos, lenços, sedas, barretes, que era o que consumia a nossa gente e de que se pagavam os servidores dos lugares do norte do Algarve de além-mar. Mandou também outra espécie de mercadorias, que as cáfilas de mouros e judeus vinham comprar à vila, tais como lácar, alaquecas, bordates e especiarias. Desta feitoria fez el-rei feitor Francisco Ribeiro, almoxarife dos mantimentos em Arzila neste tempo. Para escrivão nomeou Tomé Rodrigues, moço da sua câmara, e para provedor João Queimado, irmão de Vasco Queimado, feitor da Casa da Índia. A esta feitoria deu uma filial em Fez e fez seu feitor (…) Francisco Gonçalves, e escrivão dela Sancho Rebelo, seu moço da câmara. Ele podia levar da feitoria de Arzila as mercadorias que lhe parecesse que se venderiam naquela cidade, como lácar, alaquecas, bordates etc., e da sua venda tirasse três por cento para si.

”

 

— David Lopes. História de Arzila.

A praça foi abandonada pelas forças portuguesas em 1550, após a conquista de Fez pelo xarife saadiano Maomé Axeique, em 31 de Janeiro de 1549. Marrocos ficava agora unificado sob o domínio de um só soberano, e a praça-forte não poderia lutar muito tempo contra ele, segundo o rei D. João III, que preferiu manter apenas Ceuta e Tânger.

Foi novamente ocupada de 1577 a 1589, na sequência do desembarque de D. Sebastião para a tentativa de conquista de Marrocos que redundou na Batalha de Alcácer-Quibir de 1578. Em 1589 Filipe I de Portugal devolve Arzila ao sultão saadiano Almançor. Arzila é também o local de nascimento do guerreiro Mulei Amade, que começando por combater os portugueses, depois entrou ao serviço deles na Índia e no Extremo Oriente.

In Wikipédia

Azamor - Cidade situada na margem esquerda do rio Morbeia, a cerca de dez quilómetros da antiga Mazagão, na costa atlântica do norte de Marrocos.

Azamor fica na antiga Azama, um porto comercial de fenícios e mais tarde do Império Romano. Ainda hoje podem ser vistos os restos de um depósito romano de grãos nas chamadas "cisternas portugueses" da vizinha El Jadida. Alguns historiadores acreditam que Azama foi a cidade mais austral de Marrocos ao tempo do domínio romano, na época de Augusto.

Embora dependente do rei de Fez, constituía-se numa povoação comercial bastante dinâmica. Reputada pela excelência do seu porto fluvial, em 1486, devido à instabilidade política regional, os seus habitantes pediram a proteção do rei D. João II (1481-1495), de quem se tornaram vassalos e tributários. O tributo anual era de dez mil sáveis, peixe abundante naquele rio, permitindo o estabelecimento de uma feitoria. Como primeiro feitor foi escolhido o escudeiro Martim Reinel, que já lá se encontrava em função da negociação do acordo, cujas funções exerceu até 1501.

O rei Manuel I de Portugal (1495-1521) confirmou os termos do contrato em 1497. Mais tarde, surgindo desavenças em torno do mesmo, Rodrigues Bérrio, um armador de Tavira que costumava ir pescar sáveis a Azamor, em 1508 deu conhecimento a D. Manuel das grandes divisões entre os seus habitantes e do desejo que alguns manifestavam em se tornar súditos de Portugal. Atendendo a esses motivos, foi enviada uma pequena armada (50 navios e 2.500 homens) sob o comando de Dom João de Menezes, para submeter a cidade, sem sucesso.

Em 1513, a expulsão de alguns portugueses que viviam na cidade, e consequentemente encerramento da feitoria portuguesa por iniciativa de Muley Zião, deu ensejo a que, a 15 de agosto fosse enviada do reino uma nova armada (500 navios, 13 mil homens a pé, mais de 2 mil a cavalo, e gente de mar), sob o comando de D. Jaime, duque de Bragança. No dia 1 de setembro seguinte, as forças portuguesas avançaram sobre a cidade, que capitulou, sem resistência, dois dias depois, a 3. Participou da expedição o engenheiro militar Francisco Danzilho, que desenhou uma ou mais vistas da cidade, que foram remetidas ao soberano.

D. João de Menezes ficou por capitão da praça, com três mil homens para a sua defesa. Entretanto, conforme informou o soberano ainda no mesmo ano, esse quantitativo era insuficiente, uma vez que a cidade era praticamente do tamanho de Évora, e as suas defesas eram muito fracas.

Durante o ano seguinte (1514) ali atuaram os irmãos Diogo e Francisco de Arruda, responsáveis pelo que é considerado como a sua obra mais marcante no Norte d'África: dois baluartes curvilíneos, o de "São Cristóvão", anexo ao Palácio dos Capitães como uma torre de menagem compacta; e o do "Raio", no extremo da fortaleza, decorado por quarenta bandeiras e com espaço para mais de sessenta peças de artilharia fazerem fogo, simultaneamente, em todas as direções.

A Praça-forte de Azamor foi abandonada em 1541, por determinação de D. João III (1521-1557), após a queda da Fortaleza de Santa Cruz do Cabo de Gué (1541).

In Wikipédia

  • Azaamurum

  • Daniel Meissner (1585-1625)

  • “Sciographia Cosmic", editada por Paulus Fürst, Nuremberga, 1638-43

  • Gravura: 144 x 100 mm

A cidade de Azamor atual território do Reino de Marrocos, por solicitação dos habitantes Azamor foi protetorado português em 1486, no reinado de D. João II, e estaria ligada ao Trono de Portugal até 1541.

Ceuta é uma cidade autónoma da Espanha situada na margem africana da desembocadura oriental do estreito de Gibraltar, na pequena península de Almina, em frente a Algeciras e ao território britânico de Gibraltar, situadas no lado oposto do estreito. O território constitui um enclave espanhol no território de Marrocos, com o qual faz fronteira a oeste e sudoeste, e é rodeado a norte, leste e sul pelo mar Mediterrâneo. 

A 21 de agosto de 1415 tropas portuguesas comandadas pelo rei D. João I acompanhado pelos seus filhos Duarte, Pedro e Henrique desembarcaram no que são atualmente as praias de Santo Amaro e conquistam a cidade para Portugal. Diante das disputas de vários capitães para ficarem com o governo da cidade depois da conquista, Pedro de Meneses apresentou-se ao rei com um pau chamado "aleo", usado num jogo popular na época, e quando D. João lhe perguntou se era suficientemente forte para tomar a seu cargo a responsabilidade do governo de Ceuta terá respondido: «Senhor, este pau basta-me para defender Ceuta de todos os seus inimigos». Pedro de Meneses foi então nomeado primeiro governador e capitão-geral de Ceuta. O pau (Aleo) ainda hoje se encontra no santuário de Nossa Senhora de África e passou de mão em mão por todos os governadores que estiveram no comando da praça jurando defender a cidade tal como o fez Pedro de Meneses.

Gravura de "Septa" na obra “Civitates Orbis Terrarum”, de Braun e Hogenberg, 1572 

Num tratado assinado com o rei de Fez, este reconheceu Ceuta como portuguesa. No mundo cristão, a cidade foi reconhecida como possessão portuguesa nos tratados das Alcáçovas (1479) e de Tordesilhas (1494).


“

Ceuta, cidade no estreito Hercúleo, em frente de Gibraltar, foi uma das principais cidades no tempo dos mouros, tanto em edifícios como em riqueza de mercadorias, que daqui partiam para toda a terra do Sertão. E estava em tanta prosperidade que quantos navios passassem pelo dito estreito, quer do Levante quer do Poente, tinham que amainar as velas, porque toda a nau que isto não fizesse, as galés dos mouros as seguiam e as tomavam.

                                                                                                                                                                                                      ”

 

— Descrição de Ceuta no início do século XVI por Valentim Fernandes, 1507.


Ceuta tornou-se diocese em 1417 por bula do Papa Martinho V. A partir de 1645 a diocese de Ceuta deixou de pertencer a Portugal, e passou a ser espanhola. No contexto da Dinastia Filipina, que se seguiu à morte de D. Sebastião em 1580, Ceuta manteve a administração portuguesa, tal como Tânger e Mazagão. Todavia, quando da Restauração Portuguesa em 1640 não aclamou o Duque de Bragança como rei de Portugal, ficando sob domínio espanhol. A situação foi oficializada em 1668 com o Tratado de Lisboa, assinado entre os dois países e que pôs fim à guerra da Restauração, no entanto, a cidade decidiu manter a sua bandeira que é composta por gomos brancos e pretos, à semelhança da bandeira da cidade de Lisboa, ostentando ao centro o escudo português.

In Wikipédia

Mazagão foi uma antiga possessão portuguesa no norte da África, hoje em território marroquino, entre o século XV e meados do século XVIII. A cidade deu origem à atual cidade de El Jadida, situada 90 km a sudoeste de Casablanca.

Os monumentos portugueses que chegaram até aos nossos dias são a cisterna, a antiga fortificação com suas muralhas e baluartes — exemplo precoce da arquitetura militar portuguesa do Renascimento — e a Igreja de Nossa Senhora da Assunção, em estilo manuelino. Esse conjunto oferece um exemplo excepcional das influências recíprocas entre a cultura europeia e a marroquina.

Em 30 de junho de 2004, durante a 28.ª sessão do Comité do Património Mundial, em Suzhou, na China, a cidadela de Mazagão (El Jadida) foi inscrita na lista do Património Mundial da UNESCO.

O sítio de "Mazagan" ou "Mazagão", considerado uma vila portuguesa em terras marroquinas, encontra-se sob o domínio da Coroa portuguesa desde 1486, embora os portugueses apenas nela se tenham instalado a partir de 1502 quando ergueram uma torre e algumas instalações de campanha. Foi apenas em 1514 que a Coroa portuguesa decidiu a fortificação permanente do local, tendo os irmãos Diogo e Francisco de Arruda projetado e iniciado a construção de uma cidadela de planta quadrada com torres nos vértices. Uma das torres erguia-se na localização de al-Buraidja.

Em 1541, na sequência da queda da Fortaleza de Santa Cruz do Cabo de Gué (atual Agadir), João III de Portugal determinou a evacuação da Praça-forte de Safim e da Fortaleza de Azamor (1542), concentrando as forças portuguesas em Mazagão, considerada como melhor protegida. Ali deu início a uma extensa remodelação das suas defesas, com projeto a cargo de um grupo de engenheiros e arquitetos em que se destacavam o italiano Benedetto da Ravenna (c. 1485-1556), engenheiro de Carlos I de Espanha (a acompanhar Benedetto da Ravenna esteve também presente Miguel de Arruda), João de Castilho e João Ribeiro (com a função de construtores). Outros autores atribuem a traça a Diogo de Torralva. Data deste período a configuração das muralhas que chegou até aos nossos dias.

O seu corpo principal foi erguido no espaço de um ano (1541-1542) por João de Castilho, sendo a primeira obra de fortificação portuguesa integralmente abaluartada. À época da evacuação da Praça-forte de Alcácer-Ceguer (1549) e da Praça-forte de Arzila (1550), as suas defesas complementares ainda não haviam sido concluídas.

Esta praça-forte foi o palco do último grande feito de armas portuguesas em Marrocos, quando resistiu vitoriosa e sem o auxílio do reino, ao cerco muçulmano de 1562. Na guarnição de 2 600 homens, sob o comando de Álvaro de Carvalho, destacou-se Rodrigo de Sousa, o "herói de Mazagão".


O grande cerco de Mazagão

Em 1561 Álvaro de Carvalho, na altura capitão de Mazagão, volta a Portugal possivelmente para tratar de alguns assuntos, e deixa na praça como capitão interino seu irmão Rui de Sousa de Carvalho.

Pouco mais tarde o Xarife Abdallah el-Ghalib, decide apoderar-se de Mazagão, e aí envia seu filho Mulei Mohammed com uma armada de cerca de cento e cinquenta mil homens, que põem o cerco à vila a partir de fevereiro de 1562. Rui de Sousa vendo a multidão, recusa a proposta do Xarife de abandonar a praça e pede socorro à metrópole. O cerco começa, as diferentes batalhas fazem muitos mortos e feridos e a 24 de março chega Álvaro à praça com uma armada. Em 24 de abril Rui de Sousa é gravemente ferido e queimado, mas continua a luta. Em 7 de maio os mouros levantam o cerco, onde morreram mais de vinte e cinco mil mouros e cento e dezassete portugueses.

Os sobreviventes portugueses terão sido à volta de duzentos e sessenta. De Álvaro a Pedatura Lusitana diz o seguinte: "assistiu no grande cerco que lhe pos o Xarife (...) no qual cerco mostrou muito valor e prudencia». Parece que depois do cerco, nesse mesmo ano de 1562, Álvaro voltou para Portugal, deixando seu irmão Rui de Sousa, governar, sendo este substituído pouco depois.

Nesse cerco esteve também presente Bernardim Ribeiro, "Fidalgo de valor que tinha servido valorozamente em todas as ocasiões que houve em seu tempo, e como no cerco de Mazagão o queimassem os Mouros ficou algum tanto disforme do rosto", e entrando com o jovem rei D. Sebastião jovens fidalgos que o gozaram, continua dizendo D. Fernando Alvares "que quando aquele fidalgo era da idade dos que zombavam dele, era mais gentilhomem que cada um deles, e que pois por serviço de Deus e de Sua Alteza, e defensão da fé chegara àquele estado; não devia Sua Alteza consentir que em sua presença o afrontassem, quem por ventura não se aventuraria a perder outro tanto."


Abandono da praça

Em 1769 a ocupação de Mazagão, então a última das fortificações portuguesas em Marrocos, chegou ao fim, após a assinatura de um Tratado de Paz com o sultão Maomé III de Marrocos (r. 1757–1790). As forças portuguesas abandonaram a cidade pela Porta do Mar no dia 10 de março, deixando minada a entrada principal, que explodiu quando as forças marroquinas forçaram a entrada, o que provocou a destruição do chamado "Baluarte do Governador" e de grande parte do terrapleno. O abandono de Mazagão marcou o fim da presença portuguesa no Norte d'África. A povoação permaneceu desabitada por quase meio século, vindo a ser denominada de "al-Mahdouma" ("as ruínas").

O marquês de Pombal, ministro de José I de Portugal, decidiu que a população de Mazagão seria transferida para a Amazônia, no Brasil, outra região sob controle português que necessitava de garantia de soberania. Desse modo, foi fundada a vila de Nova Mazagão (atualmente apenas Mazagão, no atual estado brasileiro do Amapá).

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Essaouira antigamente chamada Mogador, é uma cidade da costa sudoeste de Marrocos, capital da província homónima, que faz parte da região de Marraquexe-Safim.

Os portugueses sob o comando de Diogo de Azambuja construíram aqui um forte, designado por Castelo Real de Mogador, em 1506. Em 12 de maio de 1510, o soberano nomeou Nicolau de Sousa comandante vitalício, mas logo a seguir a posição seria atacada pelos berberes. Em Dezembro do mesmo ano, a praça teve de ser abandonada, sendo a guarnição transferida para Safim. Em 1525 este castelo foi ocupado pelos marroquinos.

Até ao século XVIII era apenas um pequeno porto. Nessa época, o sultão de Marrocos escolheu a localidade para ser o porto exportador do país. Passou então a designar-se Essaouira, embora nunca tenha chegado a atingir uma grande dimensão.

O conjunto histórico da cidade encontra-se classificado como Património Mundial pela UNESCO. Nele destacam-se as muralhas e baluartes, onde ainda podem ser apreciadas as antigas peças de artilharia portuguesas, assim como a primitiva igreja e as fortificações na pequena ilha de Mogador, fronteira ao porto.

In Wikipédia



Castelo Real  (Adriaen Mathan, 1641)

O Forte de Mogador, mais conhecido por Castelo Real de Mogador, foi erguido a partir de 1506 por forças portuguesas sob o comando de Diogo de Azambuja (que em 1482 havia erguido a fortaleza de São Jorge da Mina), com a função de controlo daquele pequeno porto e de apoio às rotas ao longo da costa marroquina entre Safim, onde estavam estabelecidas forças portuguesas desde o final do século XV, e Agadir, que havia sido ocupada em 1504. A sua posição, no litoral, permitia que recebesse, com facilidade, suprimentos dos arquipélagos dos Açores e da Madeira.

Para o efeito foi escolhida uma pequena ilha, atualmente denominada "La Petite Île". Concluída a construção (em estilo manuelino, em uso aquela época no ultramar português), Diogo de Azambuja assumiu o seu comando, tendo-lhe sucedido Francisco de Miranda e D. Pedro de Azevedo.

Em 12 de maio de 1510, o soberano nomeou Nicolau de Sousa comandante vitalício, mas logo a seguir a posição seria atacada pelos berberes. Em Dezembro do mesmo ano, a praça teve de ser abandonada, sendo a guarnição transferida para Safim.

In Wikipédia

Castelo Real  (Théodore Cornut, 1767)

Agadir, antigamente designada Santa Cruz do Cabo de Gué, é uma cidade e município do sul de Marrocos situada a norte da foz do rio Suz (Souss), na costa do Oceano Atlântico. É a capital da região de Suz-Massa e da prefeitura de Agadir-Ida ou Tanane. 

Em 1505, os portugueses edificam ao pé do monte, em frente do mar, a Fortaleza de Santa Cruz do Cabo de Gué de Agoa de Narba, onde foi mais tarde o bairro hoje desaparecido de Founti, (chamado assim a partir da palavra portuguesa fonte porque ali encontraram uma).

Rapidamente encontraram dificuldades com as tribos da região, sofrendo longas lutas e cercos, até que, em 12 de março de 1541, o xerife Maomé Axeique toma a fortaleza. Seiscentos sobreviventes foram feitos prisioneiros, entre estes o governador D. Guterre de Monroy, os seus filhos, e sua filha Dona Mécia. Os cativos são resgatados por religiosos vindos especialmente de Portugal. Dona Mécia, cujo marido, D. Rodrigo de Carvalhal, foi morto durante a batalha, tornou-se mais tarde mulher de Maomé Axeique. Mas, depois de ter dado à luz uma filha que apenas viveu oito dias, faleceu ela também pouco mais tarde, em 1543 ou 1544, havendo suspeitas de envenenamento pelas outras mulheres do Xerife. Nesse mesmo ano de 1544, Maomé Axeique fez libertar o governador D. Guterre de Monroy, com quem tinha amizade.

Depois da perda de Agadir, os portugueses acabam por abandonar Safim et Azamor. Marrocos começa a ter menos importância para Portugal, cada vez mais voltado para a Índia e o Brasil. Depois de 1550, com a perda de Arzila, apenas lhes fica Mazagão, Tânger e Ceuta.

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Vista de Santa Cruz do Cabo de Gué

 (Hans Staden, Duas Viagens ao Brasil, 1557.

 (A gravura inverteu a orientação da costa) 

Fortaleza de Santa Cruz do Cabo de Gué de Agoa de Narba foi erguida a partir de 1505 pelo comerciante português João Lopes de Sequeira para fazer face às investidas dos castelhanos sobre Agadir. Foi por este vendida ao rei Manuel I de Portugal (1495-1521) em 1513.

Conquistada pelo Xerife Saadiano de Suz, Maomé Axeique em março de 1541, a sua perda determinou o início do recuo estratégico português na região a sul do Marrocos, que se iniciou com o abandono da Fortaleza de Azamor e da Praça-forte de Safim (ambas em 1542), e culminou, após a conquista de Fez pelo Xerife Saadiano (1549), com o abandono português da Praça-forte de Alcácer-Ceguer (1549) e da Praça-forte de Arzila (1550).

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Safim ou Safi é uma cidade costeira do oeste de Marrocos, capital da província de Safim e pertencente a região de Marraquexe-Safim.  

Constituía-se na capital fortificada de um pequeno reino muçulmano, que reconhecia a soberania de Portugal desde 1488, época das conquistas portuguesas de Arzila e Tânger. Naquele ano, o alcaide da cidade reconhecia o "rei de Portugal como seu senhor, por si e por seus concidadãos, presentes e futuros", e comprometia-se a pagar um tributo de 300 meticais de ouro ou o seu valor em mercadorias. Como símbolo dessa suserania recebia "a bandeira real e um atabaque" que o rei de Portugal lhe entregava; em contrapartida, tanto o alcaide como os moradores da cidade podiam circular sem restrições em todos os "domínios portugueses daquém e além-mar", podendo neles negociar em pé de igualdade com "os outros seus naturais ou vassalos".

A cidade foi conquistada sem dificuldade por Diogo de Azambuja em 1508, vindo a ser abandonada em 1542, após a queda da Fortaleza de Santa Cruz do Cabo de Gué no ano anterior (1541). O seu complexo defensivo contava com cerca de três quilómetros de muralhas envolvendo a cidade, dominada por uma fortificação construída pelos portugueses: o chamado Castelejo ("Kechla"). Via de penetração para Marraquexe, a cidade e sede episcopal de Safim recebeu uma forte cerca amuralhada com risco dos irmãos Diogo de Arruda e Francisco de Arruda (1512) com destaque para um imponente baluarte circular que ladeava a porta do chamado "Castelo de Terra", cujas obras só seriam concluídas em 1540, dois anos antes do abandono da praça. Posteriormente a 1512, foi erguido ainda o chamado "Castelo do Mar", em estilo manuelino, a título de obra complementar, para defesa do porto.

É considerada como a mais bela das praças-fortes portuguesas no Marrocos. As suas estruturas foram objeto de restauração nas últimas décadas, encontrando-se em excelente estado de conservação. No "Castelo do Mar" encontram-se actualmente trinta peças de artilharia, algumas das quais portuguesas. Destacam-se ainda os vestígios da antiga catedral, convertida em uma mesquita, atualmente requalificada como museu.

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Safim no século XVI

Gravura da obra Civitates Orbis Terrarum (1572-1617),

 do geógrafo alemão Georg Braun 

O Dar el Bahr ou Qasr el-Bahr   ("Castelo do Mar")

Tânger - Cidade do norte de Marrocos, capital da prefeitura de Tânger-Arzila e da região de Tânger-Tetuão-Al Hoceima. Situa-se no topo noroeste de África, na costa atlântica e na entrada ocidental do estreito de Gibraltar, que une o Atlântico ao Mediterrâneo e separa Marrocos de Espanha. Dista 14 km em linha reta da península Ibérica.

Tem uma história riquíssima — por ali onde passaram várias civilizações e culturas desde a Antiguidade — que remonta pelo menos ao século V a.C., quando os fenícios ou cartagineses ali fundaram uma colónia que substituiu um assentamento berbere. Foi uma colónia romana, capital da província da Mauritânia Tingitana, tendo sido depois conquistada pelos vândalos. Ao longo da Idade Média foi disputada por vários reinos muçulmanos e cristãos de ambos os lados do estreito. No século XVII foi oferecida por Portugal à Inglaterra, que só a ocupou de facto muito brevemente. De 1923 a 1956 teve estatuto de "cidade internacional", administrada conjuntamente por várias potências coloniais, entre as quais Portugal, e tornou-se um destino para muitos diplomatas, espiões, escritores e homens de negócio europeus e norte-americanos.

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Brasão de Armas

  • Die Stadt Tanger - Die Stadt Sale

  • Alain Manesson Mallet (1630-1706)

  • “Description de l’ Universe”, edição alemã, 1685

  • Gravura: 105 x 145 mm - em cobre, colorida à mão

Na parte superior da gravura, vê-se a cidade de Tânger fortemente fortificada, junto ao Mar Mediterrâneo. Na inferior, a cidade portuária de Salé, que é semelhante, exceto em ser atravessada por um rio que a divide em duas. 

  • Tanger

  • Eberhard Werner Happel (1647-1690)

  • "Historische Kernchronik", ca. 1690

  • Gravura: 190 x 131 mm

Ouadane é uma cidade do Norte da Mauritânia, no província de Adrar, a nordeste de Chingueti. Foi fundada em 1147 pela tribo berbere Idalwa el Hadji e tornou-se, século mais tarde, num importante centro comercial, por onde passavam as caravanas que seguiam na rota do Saara.

Um forte, pequeno posto de comércio português foi estabelecido em 1487, no início da era colonial. Porém, a cidade entrou em declínio no século XVI.

A primeira referência escrita à cidade é em português por Cadamosto em meados do século XV num relato confuso que confundiu as minas de sal de Idjil com as de Taghaza. Mais ou menos na mesma data, Gomes Eanes de Zurara descreveu Ouadane como a cidade mais importante da região de Adrar e a única com uma muralha ao redor. Cinquenta anos depois, Valentim Fernandes escreveu um relato detalhado do comércio de placas de sal das minas de Idjil e do papel de Ouadane como entreposto. Ele descreveu Ouadane como uma 'cidade' com uma população de 400 habitantes. Em contraste, Duarte Pacheco Pereira no seu Esmeraldo de situ orbis (escrito em 1505-1508) descreveu a cidade como tendo aproximadamente "300 lareiras", o que sugeriria entre 1.500 e 1.800 pessoas.

Antiga Torre de Ouadane

A sebkha de Idjil fica a aproximadamente 240 quilómetros a noroeste de Ouadane, a oeste da cidade de Fderîck. A data em que o sal foi extraído pela primeira vez da sebkha é desconhecida. Geralmente, presume-se que a exploração das minas de Idjil começou após meados do século XI, já que al-Bakri não as mencionou. Em vez disso, ele descreveu uma mina de sal em um local que chamou de "Tatantal". Os historiadores geralmente presumem que isso corresponde a Tegahza, mas sua descrição também pode se aplicar às minas de Idjil.

Segundo Pereira, em 1487, os portugueses construíram um entreposto em Uadane na tentativa de obter acesso ao comércio transaariano de ouro, sal e escravos. O entreposto provavelmente teve vida curta e não é mencionado na descrição detalhada fornecida por Fernandes.

No século XVI, os marroquinos fizeram várias tentativas de assumir o controle do comércio transaariano de sal e, especialmente, de ouro do Sudão. Organizaram expedições militares para ocupar Uadane em 1543-44 e novamente em 1584.

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