( Atualizado em: 20/09/2025 ) rev
As Guianas são uma subdivisão da América do Sul composta pelos seguintes países e territórios:
Guiana (antiga Guiana Inglesa, antes de se tornar um país independente);
Suriname (antiga Guiana Holandesa, antes de se tornar um país independente);
Guiana Francesa;
A definição pode ainda incluir territórios adjacentes de certos países vizinhos:
Amapá, norte do Pará e Roraima - estados do Brasil (o atual Estado do Amapá era conhecido como Guiana Portuguesa na época da colonização);
Guayana - estado da Venezuela (na época da colonização era conhecida como Guiana Espanhola).
No século XVI a região denominada Guiana estendia-se da foz do rio Amazonas à do rio Orinoco e era dominada sobretudo por tribos caribes e aruaques. O termo guiana significa "terra de muitas águas" em língua aruaque.
No livro As fronteiras do Brasil há a seguinte menção sobre o território da Guiana brasileira:
"A ponta de Jariuba, sua [da ilha de Marajó] extremidade SO, divide o Amazonas nos dois galhos: o do Norte, que acompanha a costa da Guiana; e do Sul, que vai receber o Xingu e inclinando-o depois para NE passa pela cidade de Gurupá (...)"
Os territórios das Guianas foram colonizados no século XVI por Inglaterra, Holanda, França, Portugal e Espanha. O atual estado brasileiro do Amapá foi chamado de Guiana Portuguesa entre 1809 e 1817 e era, até meados do século XX, conhecido também como Guiana Brasileira. Da mesma forma, a região administrativa da Guayana atualmente é conhecida como Guiana Venezuelana e, anteriormente, era chamada de Guiana Espanhola.
Até a primeira metade do século XX, as Guianas eram pertencentes aos países europeus: aos Países Baixos (o atual Suriname), ao Reino Unido (a atual Guiana), enquanto a Guiana Francesa é um departamento de ultramar da França.
GUIANA PORTUGUESA E GUIANA FRANCESA
La Guyane Françoise, avec partie de Guyane Hollandoise (Bonne, 1781)
Carte de l'Isle de Caienne (Bellin, 1753)
La Ville de Cayenne (Bellin, 1757)
F. Lovys - Cayenne (Mallet, 1685)
La Guyane Françoise, avec partie de Guyane Hollandoise
Rigobert Bonne (1727-1795), engenheiro hidrógrafo da Marinha francesa
"Atlas de toutes les parties connues du Monde”, de Raynal, edição de 1781
Gravura: 214 x 321 mm
A área ilustrada corresponde à Guiana Francesa, em torno de Cayenne, mas inclui também uma pequena parte do Suriname, e a sul a designada Guiana Portuguesa (parte do Brasil). Quase todos os detalhes se cingem ao litoral, com apenas os sistemas fluviais representados para o interior, que na sua maior parte está legendado de “pouco conhecido”.
Em 1809, no contexto da Guerra Peninsular, uma esquadra naval luso-britânica tomou a Guiana Francesa em nome do Império Português, que foi devolvida à França com a assinatura do Tratado de Paris em 1814. Embora Portugal tenha devolvido a região à França, manteve uma presença militar até 1817.
Esteve sob o domínio português de janeiro de 1809 a novembro de 1817, tendo sido seu governador o brasileiro João Severiano Maciel da Costa, em lugar do francês Victor Hughes. Dessa ocupação, resultou a introdução, no Brasil, o estado do Amapá, além de certas plantas e árvores ali aclimatadas e depois difundidas nas regiões tropicais brasileiras. Entre elas, contam-se a variedade caiena (ou caiana) de cana-de-açúcar e a fruta-pão.
O Governador
Carte de l'Isle de Caienne
Jacques Nicholas Bellin (1703-1772)
“Histoire Generale des Voyages”, de Abbé Prévost d’ Exiles, edição francesa, 1753
Gravura: 284 x 216 mm
Mapa da ilha de Cayenne, na embocadura do rio do mesmo nome, na Guiana Francesa. Mostra uma área largamente desabitada, à exceção da cidade costeira, também do mesmo nome, quase não havendo detalhe do interior.
La Ville de Cayenne
Jacques Nicholas Bellin (1703-1772)
“Histoire Generale des Voyages”, de Abbé Prévost d’ Exiles, edição holandesa, 1757
Gravura: 277 x 220
Plano da cidade de Cayenne que ilustra as fortificações, as ruas da cidade, muitas das construções mais importantes, como as igrejas e o Hospital, bem como o forte na colina.
O Forte Cépérou era um forte que protegia a cidade de Caiena, Guiana Francesa. O seu nome é uma homenagem a Cépérou, um célebre cacique indígena que cedeu a terra.
O forte de madeira original foi construído numa colina com vista para a foz do rio Caiena em 1643. Ao longo dos anos que se seguiram os franceses perderam temporariamente o local para os holandeses, ingleses e portugueses. O forte foi demolido e reconstruído várias vezes. Entre 1689 e 1693, toda a cidade de Caiena, incluindo o forte, foi cercada por uma linha clássica de fortificações por Vauban.
A cidade foi ocupada pelos portugueses durante as guerras napoleónicas entre 1809 e 1817 e as fortificações de Vauban foram destruídas, assim como os bastiões do forte. Pouco resta do forte hoje.
Os restos do Forte Cépérou estão na extremidade ocidental da atual cidade de Caiena, Guiana Francesa. Um mapa de 1769 mostra o forte e a cidade no noroeste da Ilha de Caiena, que fica na costa atlântica da Guiana, entre as foz dos rios Caiena e Mahhury, com um canal que liga os dois rios e separa a ilha da costa.
O forte está localizado no Mont Cépérou, com uma vista panorâmica sobre a terra, o mar e a entrada para o rio Caiena. O forte foi primeiramente chamado Fort Cépérou, depois Fort Saint Michel e depois Fort Saint Louis antes de voltar ao seu nome original. A cidade de Caiena cresceu em torno das muralhas protetoras do forte.
F. Lovys
Alain Manesson Mallet (1630-1706)
“Description de l’ Univers”, edição alemã, 1685
Gravura: 102 x 143 mm
A gravura mostra o Forte Saint Louis, na ilha de Cayenne, na Guiana Francesa. O forte está sendo atacado ou sitiado por numerosos navios. Os canhões estão disparando da terra e do mar.