Search this site
Embedded Files
  • PÁGINA INICIAL
    • O Mundo Antigo
    • Terras Árticas e Antárticas
    • Planisférios Terrestres
    • Europa
      • Continente Europeu
      • Península Ibérica
      • Mediterrâneo
      • Mediterrâneo Oriental
      • Escandinávia
      • Alemanha
        • Alemanha Antiga
        • Sacro Império
        • Alemanha I
        • Alemanha II
        • Alemanha III
        • Alemanha IV
      • Gravuras de Merian
      • Áustria
      • Bélgica
      • Croácia
      • Espanha
      • França
        • Gália Antiga
        • França Moderna
        • Mapas de Estradas
        • Hautes-de-France
          • Nord / Pas-de-Calais
          • Picardie
        • Normandie
        • Île-de-France
        • Grand-Est
          • Champagne - Ardennes
          • Lorraine | Alsace
        • Bretagne
        • Pays de la Loire
        • Centre - Val de Loire
        • Bourgogne - French-Comté
        • Nouvelle-Aquitaine
        • Auvergne - Rhône-Alpes
        • Occitanie
        • Provence-Alpes-Côte d'Azur-Corse
        • Corse
        • França Ultramarina
      • Grécia
      • Irlanda
      • Itália
      • Países Baixos
      • Polónia
      • Reino Unido
        • Ilhas Britânicas
        • Inglaterra
        • Escócia
        • País de Gales
        • Irlanda do Norte
        • Ilhas do Canal e Man
        • Territórios Ultramarinos
        • Mapas de Estradas
        • Cromolitos
      • Rússia
      • Suíça
      • Outros Países Europeus
      • Império Português
      • Reino de Portugal
      • Madeira
      • Açores
      • Angra do Heroísmo
      • Cidades de Portugal
      • Fortificações Militares
    • África
      • Continente Africano
      • Norte de África
      • África Ocidental
      • Mauritânia, Senegal e Gâmbia
      • Serra Leoa
      • Costa da Pimenta
      • Costa do Ouro
      • Costa dos Escravos
      • África Central
      • África Austral
      • África Oriental
      • Praças do Norte de Afríca
      • Feitorias da Costa Africana
      • Cabo Verde
      • Guiné-Bissau
      • S. Tomé e Príncipe
      • Angola, Benguela e Cabinda
      • Moçambique, Quiloa e Zanzibar
    • Ásia
      • Continente Asiatico
      • Ásia Setentrional
      • Médio Oriente
      • Subcontinente Indiano
      • Sudeste Asiático
      • Ásia Oriental
      • Ormuz e Socotorá
      • India Portuguesa
      • Ceilão - Maldivas
      • Malaca
      • Ilhas da Sonda e Molucas
      • Macau e Nagasaki
    • América
      • Continente Americano
      • América do Norte
      • América Central
      • Castilla de Oro
      • Guianas
      • Peru
      • Chile e Argentina
      • Barbados
      • Guiana Portuguesa
      • Brasil
      • Rio da Prata
    • Oceânia
      • Micronésia
      • Melanésia
      • Polinésia
    • Cartógrafos
    • Bibliografia
    • Gravuras
 
  • PÁGINA INICIAL
    • O Mundo Antigo
    • Terras Árticas e Antárticas
    • Planisférios Terrestres
    • Europa
      • Continente Europeu
      • Península Ibérica
      • Mediterrâneo
      • Mediterrâneo Oriental
      • Escandinávia
      • Alemanha
        • Alemanha Antiga
        • Sacro Império
        • Alemanha I
        • Alemanha II
        • Alemanha III
        • Alemanha IV
      • Gravuras de Merian
      • Áustria
      • Bélgica
      • Croácia
      • Espanha
      • França
        • Gália Antiga
        • França Moderna
        • Mapas de Estradas
        • Hautes-de-France
          • Nord / Pas-de-Calais
          • Picardie
        • Normandie
        • Île-de-France
        • Grand-Est
          • Champagne - Ardennes
          • Lorraine | Alsace
        • Bretagne
        • Pays de la Loire
        • Centre - Val de Loire
        • Bourgogne - French-Comté
        • Nouvelle-Aquitaine
        • Auvergne - Rhône-Alpes
        • Occitanie
        • Provence-Alpes-Côte d'Azur-Corse
        • Corse
        • França Ultramarina
      • Grécia
      • Irlanda
      • Itália
      • Países Baixos
      • Polónia
      • Reino Unido
        • Ilhas Britânicas
        • Inglaterra
        • Escócia
        • País de Gales
        • Irlanda do Norte
        • Ilhas do Canal e Man
        • Territórios Ultramarinos
        • Mapas de Estradas
        • Cromolitos
      • Rússia
      • Suíça
      • Outros Países Europeus
      • Império Português
      • Reino de Portugal
      • Madeira
      • Açores
      • Angra do Heroísmo
      • Cidades de Portugal
      • Fortificações Militares
    • África
      • Continente Africano
      • Norte de África
      • África Ocidental
      • Mauritânia, Senegal e Gâmbia
      • Serra Leoa
      • Costa da Pimenta
      • Costa do Ouro
      • Costa dos Escravos
      • África Central
      • África Austral
      • África Oriental
      • Praças do Norte de Afríca
      • Feitorias da Costa Africana
      • Cabo Verde
      • Guiné-Bissau
      • S. Tomé e Príncipe
      • Angola, Benguela e Cabinda
      • Moçambique, Quiloa e Zanzibar
    • Ásia
      • Continente Asiatico
      • Ásia Setentrional
      • Médio Oriente
      • Subcontinente Indiano
      • Sudeste Asiático
      • Ásia Oriental
      • Ormuz e Socotorá
      • India Portuguesa
      • Ceilão - Maldivas
      • Malaca
      • Ilhas da Sonda e Molucas
      • Macau e Nagasaki
    • América
      • Continente Americano
      • América do Norte
      • América Central
      • Castilla de Oro
      • Guianas
      • Peru
      • Chile e Argentina
      • Barbados
      • Guiana Portuguesa
      • Brasil
      • Rio da Prata
    • Oceânia
      • Micronésia
      • Melanésia
      • Polinésia
    • Cartógrafos
    • Bibliografia
    • Gravuras
  • More
    • PÁGINA INICIAL
      • O Mundo Antigo
      • Terras Árticas e Antárticas
      • Planisférios Terrestres
      • Europa
        • Continente Europeu
        • Península Ibérica
        • Mediterrâneo
        • Mediterrâneo Oriental
        • Escandinávia
        • Alemanha
          • Alemanha Antiga
          • Sacro Império
          • Alemanha I
          • Alemanha II
          • Alemanha III
          • Alemanha IV
        • Gravuras de Merian
        • Áustria
        • Bélgica
        • Croácia
        • Espanha
        • França
          • Gália Antiga
          • França Moderna
          • Mapas de Estradas
          • Hautes-de-France
            • Nord / Pas-de-Calais
            • Picardie
          • Normandie
          • Île-de-France
          • Grand-Est
            • Champagne - Ardennes
            • Lorraine | Alsace
          • Bretagne
          • Pays de la Loire
          • Centre - Val de Loire
          • Bourgogne - French-Comté
          • Nouvelle-Aquitaine
          • Auvergne - Rhône-Alpes
          • Occitanie
          • Provence-Alpes-Côte d'Azur-Corse
          • Corse
          • França Ultramarina
        • Grécia
        • Irlanda
        • Itália
        • Países Baixos
        • Polónia
        • Reino Unido
          • Ilhas Britânicas
          • Inglaterra
          • Escócia
          • País de Gales
          • Irlanda do Norte
          • Ilhas do Canal e Man
          • Territórios Ultramarinos
          • Mapas de Estradas
          • Cromolitos
        • Rússia
        • Suíça
        • Outros Países Europeus
        • Império Português
        • Reino de Portugal
        • Madeira
        • Açores
        • Angra do Heroísmo
        • Cidades de Portugal
        • Fortificações Militares
      • África
        • Continente Africano
        • Norte de África
        • África Ocidental
        • Mauritânia, Senegal e Gâmbia
        • Serra Leoa
        • Costa da Pimenta
        • Costa do Ouro
        • Costa dos Escravos
        • África Central
        • África Austral
        • África Oriental
        • Praças do Norte de Afríca
        • Feitorias da Costa Africana
        • Cabo Verde
        • Guiné-Bissau
        • S. Tomé e Príncipe
        • Angola, Benguela e Cabinda
        • Moçambique, Quiloa e Zanzibar
      • Ásia
        • Continente Asiatico
        • Ásia Setentrional
        • Médio Oriente
        • Subcontinente Indiano
        • Sudeste Asiático
        • Ásia Oriental
        • Ormuz e Socotorá
        • India Portuguesa
        • Ceilão - Maldivas
        • Malaca
        • Ilhas da Sonda e Molucas
        • Macau e Nagasaki
      • América
        • Continente Americano
        • América do Norte
        • América Central
        • Castilla de Oro
        • Guianas
        • Peru
        • Chile e Argentina
        • Barbados
        • Guiana Portuguesa
        • Brasil
        • Rio da Prata
      • Oceânia
        • Micronésia
        • Melanésia
        • Polinésia
      • Cartógrafos
      • Bibliografia
      • Gravuras

<  NORTE DE ÁFRICA

( Atualizado em: 29/05/2025 ) rev

NA ANTIGUIDADE

  • Africa Minor Nova Tabvla  (Gastaldi, 1548)

  • Tabvla Africae III -  (Ptolomeu, 1598)

  • Tabvla Africae IIII -  (Ptolomeu, 1598)

  • Marmarica Nvova Távola -  (Ptolomeu, 1574)

  • A Map of Africa Propria and Numidia  (Hooke, ca. 1738)

  • La Numidie  (D'Anville, 1742)

  • Africa Gaetuli  (Mela/Reynolds, 1761) Novo !

  • Cyrenaica, Gaetuli, Deserta Augilae, Garamantes, Libyes Aegypti … (Mela/Reynolds, 1761)

BERBÉRIA  (atual MAGREBE)

REINOS DE FEZ E MARROCOS

  • Fessae et Marocci Regna  (Ortelius, 1602)

  • Azaamurum  (Meisner, 1638-1643) 

  • Die Stadt Tanger - Die Stadt Sale  (Mallet. 1685)

  • Tanger  (Happel, c. 1690)

BERBÉRIA E MAURITÂNIA

  • Barbaria et Biledvlgerid  (Ortelius, 1604 e 1612) (2)

  • Africa Minor e Mauritania  (Cluver, 1661)

  • Of Barbary  (Morden, 1688)

  • Mauritana et Africa Propria nunc Barbaria  (Cluver, 1720 e 1729) (2)

  • Tingitaans Mauritanie, Getulie, Melanogetulie, Garamantie en Nigritie  (Westerbaen, ca. 1749)

  • Rotas no Norte de África  (Mallet, 1685)

  • Partie Occidentale/Orientale de la Turquie d' Afrique  (Vaugondy, 1748)

  • Carte de la Partie Septentrionale d’ Afrique ou de la Barbarie, contenant les Royaumes de Tripoli, de Tunis, d’ Alger, de Fez, et de Maroc  (Bonne, 1780-81)

TUNÍSIA 

  • Carthaginnis celeberrimi sinus typus  (Ortelius, 1595, 1598 e 1601) (3)

  • Carthaginensis Sinus  (Bertius, 1612)

  • Tundtanium Regnum  (Bertius, 1616)

  • Les Environes de la Ville de Tunis - Ancienne Cathage  (Mallet, 1685)

EGIPTO

  • Carte de l'Egypte ancienne et Moderne  (Vaugondy, 1752)

  • Aegypti Tabula  (Du Val, 1681)

  • Aegypti Recentiop Descriptio  (Ortelius, 1724)

NÚBIA

  • Nvbia  (Du Val, 1681)

  • Nvbie  (Mallet, 1683)

O Norte de África, também referido como África do Norte, África Setentrional, África Islâmica ou África Branca — por oposição à designação África Negra — compreende, nas definições mais aceitas, os países localizados no norte do continente africano, próximos ao mar Mediterrâneo, embora existam demarcações divergentes. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o seu Departamento de Estatísticas incluiu nessa sub-região os seguintes países: Marrocos, Tunísia, Argélia, Líbia e Egito, Saara Ocidental e Sudão.

Todos os países referidos são membros da Liga Árabe e cinco países desta região do continente (Marrocos, Tunísia, Argélia, Líbia e a Mauritânia) formam uma organização de integração económica sub-regional, a União do Magrebe Árabe.

Grande parte da África do Norte principalmente a região desértica (Sudão e Chade) é habitada por africanos hamitas, como se pode demonstrar pela arte rupestre disseminada pelo Saara; o que não parece ter acontecido no Magrebe e Baixo Egito (a parte mais antiga e original da Civilização Egípcia, que logo se expandiria para a parte mais jovem ao centro, na região de Tebas, e ao sul na região da Núbia), habitados por africanos de raça branca, que se expressariam através de línguas camito-semíticas. Em consequência da desertificação do Saara, partes da população hamítica migrou para o sul, através da costa oriental e ocidental (embora muitos impérios da antiguidade tenham capturado negroides como escravos aproveitando-se da fraca organização social abalada ainda mais pelas radicais mudanças climáticas e assimilando geneticamente, como comprovam vários exames genéticos no entorno do Mediterrâneo).

Depois da Idade Média, a área esteve sob controle do Império Otomano, excetuando Marrocos. Depois do século XIX, o Norte de África foi colonizado pelo Império colonial francês, pelo Império Britânico, Espanha e Itália. Na Segunda Guerra Mundial, de 1940 a 1943, foi palco da Campanha do Norte da África.

O intercâmbio entre o Norte de África e a África subsariana limitou-se, durante muito tempo, quase exclusivamente ao comércio entre as costas ocidental e oriental do continente e as viagens ao longo do Nilo, devido à dificuldade em atravessar o deserto. Assim foi até a expansão árabe islâmica.

---  NA ANTIGUIDADE   (Cartografia de Claudius Ptolomeu e Pompinius Mela)  ---

  • Africa Minor Nova Tabvla

  • Giacomo Gastaldi (c.1500-c.1565)

  • "Geographia”, de Claudius Ptolomeo, edição de 1548

  • Dimensões: 175 x 126 mm

O mapa abrange a área que hoje é a Argélia, Tunísia e Líbia, e estende-se a sul pelo Saara até à costa ocidental de África. Apresenta grande pormenor tanto político como topográfico, com os maiores rios, cidades e regiões claramente identificadas. 

Da primeira edição em italiano da “Geographia” de Ptolomeo, é um dos novos mapas que atualizaram aquela obra, e foi desenhado usando o conhecimento do primeiro século DC. Essencial a qualquer coleção de mapas mais antigos.

  • Tabvla Africae III

  • Cláudio Ptolomeu (Claudius Ptolemaeus)

  • “Ptolemaeus La Geografia”, de Ruscelli, que publicou novos mapas (Tabula Nova) em conjunto com originais de Ptolomeu. Edição do atlas publicada em Veneza, em 1598, por G. Ziletti, a única com elementos decorativos

  • Gravura:  244 x 174 mm

Mapa Ptolomaico da parte nordeste de África, com bem poucas semelhanças aos mapas atuais. Estende-se da Líbia ocidental ao Mar Vermelho, e até à Etiópia, a sul. Veem-se na região central do Deserto do Saara alguns rios míticos, e o Nilo reconhece-se de imediato correndo para norte para o seu delta no Mediterrâneo. O mapa está decorado com um leão atacando uma ovelha, e uma ave semelhante a uma avestruz.

  • Tabvla Africae IIII

  • Cláudio Ptolomeu (Claudius Ptolemaeus)

  • “Ptolemaeus La Geografia”, de Ruscelli, que publicou novos mapas (Tabula Nova) em conjunto com originais de Ptolomeu. Edição do atlas publicada em Veneza, em 1598, por G. Ziletti, a única com elementos decorativos

  • Gravura: 238 x 178 mm - em cobre

Mapa Ptolomaico do norte de África, com bem poucas semelhanças aos mapas atuais. Toda a região que vai de oriente a ocidente aparece algo reduzida em dimensões, mas o curso do rio Nilo aproxima-se ao dos mapas de hoje. O rio nasce nas fictícias “Montanhas da Lua”, ao sul do Equador, um erro que persistiu até aos anos de 1800. O mapa está decorado com três animais fantásticos.

  • Marmarica Nvova Tavola

  • Cláudio Ptolomeu (Claudius Ptolemaeus)

  • “Ptolemaeus La Geografia”, de Ruscelli, que publicou novos mapas (Tabula Nova) em conjunto com originais de Ptolomeu. Edição do atlas, publicada em Veneza, em 1574, por G. Ziletti

  • Gravura:  242 x 176 mm

Mapa “novo” da região que inclui a parte oriental da Líbia e o Egito, atingindo a oriente o Mar Vermelho e o Suez. O interior tem pouco a ver com a realidade, sendo os únicos detalhes razoavelmente precisos os que envolvem o curso do Rio Nilo.

Numídia é o antigo nome de uma região do norte da África localizada no território onde hoje estão a Argélia e, em menor proporção, a Tunísia ocidental. O nome foi utilizado pela primeira vez por Políbio e outros historiadores durante o século III a.C. para indicar o território a oeste de Cartago, incluindo todo o norte da Argélia até o rio Mulucha (Muluya), aproximadamente 160 km a oeste de Orão.

A região foi um reino berbere-líbio independente por quase 200 anos depois de 202 a.C. Posteriormente, a região alternou-se entre província romana e reino cliente de Roma. Os seus habitantes chamavam-se númidas.

  • A Map of Africa Propria and Numidia

  • Nathaniel Hooke

  • “Roman History, from de building of Rome to the ruin of the Commonwealth”, editado ca. 1738

  • Gravura: 288 x 211 mm

Carta da região correspondente às atuais Tunísia e parte oriental da Argélia. Inclui ainda a ilha de Malta e uma parte da Sicília.

  • La Numidia

  • Jean Baptiste d'Anville (1697-1782) - Géografo do Rei 

  • “Histoire Romaine”, de Mr. Rollin, maio de 1742

  • Gravura: 443 x 186 mm (de Faure Avignon)

A Numídia era a província romana correspondente às atuais Argélia e Tunísia (grande faixa costeira), bem como uma parte de Marrocos e da Líbia.

Getúlia era o antigo nome dados pelos romanos a uma região da África do Norte que corresponde hoje a áreas litorais da Tunísia e da Argélia situadas entre a cordilheira do Atlas e mar Mediterrâneo. Ocupa parte do que foi mais tarde chamado de Berbéria e limitava a oeste com a antiga Mauritânia e a leste com a então Numídia. Outros autores situam a Getúlia ao sul do Atlas, junto ao Deserto do Saara. A região foi habitada pelos Berberes desde tempos imemoriais. Por vezes lhe foi aplicado o nome Vandália por cauda dos Vândalos, tribo germânica que migrou para a região no século VI.

Os getulos foram finalmente subjugados por Cosso Cornélio Lêntulo Getúlico em 6. Foi a partir de Cosso Cornélio Lêntulo Getúlico que o nome Getúlio passou a nominar muitas pessoas no Império Romano.

  • Africa Gaetuli

  • Pomponius Mela

  • "Pomponii Melae de Situ Orbis", obra editada 1761 por John Reynolds

  • Gravura: 244 x 186 mm

Cirenaica é a costa oriental da moderna Líbia, uma referência à cidade mais importante da região na antiguidade, Cirene. Também conhecida como "Pentápole" na antiguidade, era parte da província romana de Creta e Cirenaica durante o período romano e foi posteriormente dividida em duas outras regiões, a "Líbia Pentápole" (Líbia Superior) e a "Líbia Sica" (Libia Sicca; Líbia Inferior). No período islâmico, a região passou a ser denominada Barqa, desta vez uma referência à cidade de Barca.

A Cirenaica foi também o nome de uma divisão administrativa da Líbia Italiana entre 1927 e 1943, nome que manteve durante a administração civil e militar britânica entre 1943 e 1951 e, finalmente, do Reino da Líbia entre 1951 e 1963. Num sentido amplo, que ainda é utilizado, a Cirenaica abrange toda a região oriental da Líbia, incluindo o distrito de Cufra. Ela é vizinha da Tripolitânia para o noroeste e de Fezã para o sudoeste. Porém, desde 1963 a região foi oficialmente dividida em diversos xabias (shabiyat), as divisões administrativas da Líbia.

Foi ali que começou a Guerra Civil Líbia e ela esteve sob o controle do Conselho Nacional de Transição durante a maior parte da guerra, cujo quartel-general era em Bengazi.

  • Cyrenaica, Gaetuli, Deserta Augilae, Garamantes, Libyes Aegypti …

  • Pomponius Mela

  • "Chorégraphie", 1761

  • Gravura: 244 x 186 mm

Carta de Cirenaica (e regiões vizinhas), na África do Norte. Pomponius Mela era um geógrafo do séc. I. As suas cartas foram editadas no séc. XVIII, por Joannes Reinoldus.

---  BERBÉRIA   (atual  MAGREBE)  ---

Berbéria (Berberia, Barbária, Costa berberisca, Costa berbere ou Costa barbaresca) é o termo que os europeus utilizaram do século XVI ao século XIX para se referirem às regiões costeiras de Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia, o atual Magrebe. O nome deriva dos berberes, então chamados berberiscos.

"Berbéria" nem sempre foi uma entidade política unificada. A partir do século XVI em diante, foi dividida em entidades políticas familiares da Regência de Argel, Túnis, e Tripolitânia (Trípoli). Grandes governantes durante a época dos estados berberes foram os Paxá ou Dei de Argel, o Bei de Túnis e do Bei de Trípoli, que estavam ansiosos para livrar-se do sultão otomano, mas que eram de fato governantes independentes.

No Ocidente, o termo normalmente é usado para falar dos piratas da Barbária (da Berbéria, barbarescos, berberescos, berberes ou corsários otomanos) e dos comerciantes de escravos, que povoavam essas costas e baseavam nestas atividades a sua economia, representando uma ameaça constante para as embarcações comerciais e inclusivamente para as cidades costeiras do Mediterrâneo.

Estes piratas operaram até meados do século XIX no Mediterrâneo ocidental e no Oceano Atlântico nordeste a partir de portos sitos na costa da Berbéria, ou seja na região litoral do Norte de África correspondente hoje às costas da Argélia, da Tunísia, da Líbia e a alguns portos de Marrocos. A sua principal base era em Argel, mas as cidades de Tunes, Tripoli e Salé eram também importantes centros da pirataria barbaresca. As suas principais presas eram embarcações pertencentes aos povos cristãos da bacia do Mediterrâneo, mas também pilhavam no Atlântico nordeste, incluindo navios de longo curso provenientes da Ásia, de África e das Américas. Para além dos ataques sobre a navegação, também organizavam incursões às povoações costeiras da Europa, destinadas à aquisição de saque e a capturar escravos que eram depois vendidos no Norte de África, na Turquia e no mundo muçulmano. Para além da costa mediterrânica da Europa, registaram-se importantes ataques na Madeira, nos Açores, na costa ibérica, na Irlanda e até na Islândia e na Gronelândia. Esta forma de esclavagismo, responsável pelo aprisionamento e venda como escravos de muitos milhares de cristãos de origem europeia, manteve-se até à década de 1830, terminando apenas quando a França conquistou Argel.

À região do Magrebe ou Magreb (atual designação da Berbéria, o que em árabe significa "ocidente"), estão associadas duas definições geográficas: a do "Pequeno Magrebe" incluindo Marrocos, Argélia e Tunísia, e a do "Grande Magrebe" que inclui também a Mauritânia e a Líbia.

Na época do Império Romano, era conhecida como África menor, enquanto na Idade Média eram os Mouros, herdeiros da província romana da Mauritânia. A região foi dominada pelos árabes e pela sua religião, o Islão, durante mais de 1300 anos.

Al-Maghrib opõe-se a Maxerreque ("nascente"), que designa o oriente árabe e se estende desde o Egito até o Iraque e a Península Arábica. O Magrebe está limitado pelo Mar Mediterrâneo a norte, pelo Oceano Atlântico a oeste, pelo Golfo de Gabes a leste, e pelo deserto do Saara a sul.

O Reino de Fez ou Sultanato Oatácida foi um dos reinos muçulmanos do Norte de África associados à história marroquina e espanhola, que existiu entre 1472 e 1554. Confinando a norte com o Mediterrâneo, a ocidente com o oceano Atlântico, a sul com o rio Oum Er-Rbia e picos do Alto Atlas, e a oriente com o Reino de Tlemcen, então Regência da Argélia, o reino tinha a sua capital em Fez, e regia-se pela dinastia berbere dos Oatácidas, que sucederam aos Merínidas.

A designação de Reino de Fez, atribuída à região noroeste dos atuais Marrocos e Melilha, remonta à fundação do país pela dinastia Idrisid no séc. VIII, e perdurou até ao estabelecimento dos protetorados francês e espanhol.

Tradicionalmente, o Reino de Fez era um dos quatro Estados do Reino de Marrocos, para além do Reino de Marraquexe, do Reino de Sus e do Reino de Tafilalt.

O sultanato Oatácida foi formado por Abu Abd Allah al-Sheikh Muhammad ibn Yahya, o Mulei Xeque das crónicas portuguesas, o primeiro a usar o título de «sultão oatácida» em 1472. Em 1550 os Saadianos conquistaram Fez, que em 1554 é retomada pelo oatácida Abu Hassan Ali, apoiado pelos Otomanos instalados em Argel. Este é finalmente derrotado e morto no Tadla pelo Saadiano Mohammed ech-Cheikh, que recupera Fez. Os últimos oatácidas são massacrados por piratas quando fugiam de Marrocos.

O título de Rei de Fez terá sido dado aos sultões Merínidas, sendo que diferentes dinastias levaram esse nome, a dinastia Merínida, entre 1217 e 1465, que chegou a dominar grande parte do Magrebe, e a dinastia Oatácida ou Sultanato Oatácida, entre 1472 e 1554, estes últimos a partir de 1420 como vizires dos reis Merínidas.

Bandeira

  • Fessae et Marocci Regna

  • Abraham Ortelius  (1527-1611)

  • “Theatrum Orbis Terrarum”, publicado em Antuérpia, por Jan Keerburgen,

edição em língua francesa, 1602

  • Gravura:  122 x 81 mm (O mapa é baseado em gravura dos irmãos Arsenius)

Mapa dos reinos de Fez e de Marrocos, na época regiões separadas. Tânger está localizada no extremo norte, com Gibraltar e a Espanha do outro lado do estreito. As montanhas do Atlas e o deserto do Sahara estão representados a sudeste.

Azamor - Cidade situada na margem esquerda do rio Morbeia, a cerca de dez quilómetros da antiga Mazagão, na costa atlântica do norte de Marrocos.

Azamor fica na antiga Azama, um porto comercial de fenícios e mais tarde do Império Romano. Ainda hoje podem ser vistos os restos de um depósito romano de grãos nas chamadas "cisternas portugueses" da vizinha El Jadida. Alguns historiadores acreditam que Azama foi a cidade mais austral de Marrocos ao tempo do domínio romano, na época de Augusto.

Embora dependente do rei de Fez, constituía-se numa povoação comercial bastante dinâmica. Reputada pela excelência do seu porto fluvial, em 1486, devido à instabilidade política regional, os seus habitantes pediram a proteção do rei D. João II (1481-1495), de quem se tornaram vassalos e tributários. O tributo anual era de dez mil sáveis, peixe abundante naquele rio, permitindo o estabelecimento de uma feitoria. Como primeiro feitor foi escolhido o escudeiro Martim Reinel, que já lá se encontrava em função da negociação do acordo, cujas funções exerceu até 1501.

O rei Manuel I de Portugal (1495-1521) confirmou os termos do contrato em 1497. Mais tarde, surgindo desavenças em torno do mesmo, Rodrigues Bérrio, um armador de Tavira que costumava ir pescar sáveis a Azamor, em 1508 deu conhecimento a D. Manuel das grandes divisões entre os seus habitantes e do desejo que alguns manifestavam em se tornar súditos de Portugal. Atendendo a esses motivos, foi enviada uma pequena armada (50 navios e 2.500 homens) sob o comando de Dom João de Menezes, para submeter a cidade, sem sucesso.

Em 1513, a expulsão de alguns portugueses que viviam na cidade, e consequentemente encerramento da feitoria portuguesa por iniciativa de Muley Zião, deu ensejo a que, a 15 de agosto fosse enviada do reino uma nova armada (500 navios, 13 mil homens a pé, mais de 2 mil a cavalo, e gente de mar), sob o comando de D. Jaime, duque de Bragança. No dia 1 de setembro seguinte, as forças portuguesas avançaram sobre a cidade, que capitulou, sem resistência, dois dias depois, a 3. Participou da expedição o engenheiro militar Francisco Danzilho, que desenhou uma ou mais vistas da cidade, que foram remetidas ao soberano.

D. João de Menezes ficou por capitão da praça, com três mil homens para a sua defesa. Entretanto, conforme informou o soberano ainda no mesmo ano, esse quantitativo era insuficiente, uma vez que a cidade era praticamente do tamanho de Évora, e as suas defesas eram muito fracas.

Durante o ano seguinte (1514) ali atuaram os irmãos Diogo e Francisco de Arruda, responsáveis pelo que é considerado como a sua obra mais marcante no Norte d'África: dois baluartes curvilíneos, o de "São Cristóvão", anexo ao Palácio dos Capitães como uma torre de menagem compacta; e o do "Raio", no extremo da fortaleza, decorado por quarenta bandeiras e com espaço para mais de sessenta peças de artilharia fazerem fogo, simultaneamente, em todas as direções.

A Praça-forte de Azamor foi abandonada em 1541, por determinação de D. João III (1521-1557), após a queda da Fortaleza de Santa Cruz do Cabo de Gué (1541).

  • Azaamurum

  • Daniel Meissner (1585-1625)

  • “Sciographia Cosmic", editada por Paulus Fürst,

Nuremberga, 1638-43

  • Gravura: 144 x 100 mm

A cidade de Azamor atual território do Reino de Marrocos, por solicitação dos habitantes Azamor foi protetorado português em 1486, no reinado de D. João II, e estaria ligada ao Trono de Portugal até 1541.

Tânger - Cidade do norte de Marrocos, capital da prefeitura de Tânger-Arzila e da região de Tânger-Tetuão-Al Hoceima. Situa-se no topo noroeste de África, na costa atlântica e na entrada ocidental do estreito de Gibraltar, que une o Atlântico ao Mediterrâneo e separa Marrocos de Espanha. Dista 14 km em linha reta da península Ibérica.

Tem uma história riquíssima — por ali onde passaram várias civilizações e culturas desde a Antiguidade — que remonta pelo menos ao século V a.C., quando os fenícios ou cartagineses ali fundaram uma colónia que substituiu um assentamento berbere. Foi uma colónia romana, capital da província da Mauritânia Tingitana, tendo sido depois conquistada pelos vândalos. Ao longo da Idade Média foi disputada por vários reinos muçulmanos e cristãos de ambos os lados do estreito. No século XVII foi oferecida por Portugal à Inglaterra, que só a ocupou de facto muito brevemente. De 1923 a 1956 teve estatuto de "cidade internacional", administrada conjuntamente por várias potências coloniais, entre as quais Portugal, e tornou-se um destino para muitos diplomatas, espiões, escritores e homens de negócio europeus e norte-americanos.

Brasão de Armas

Salé - Cidade do noroeste de Marrocos, capital da prefeitura homónima, que faz parte da região de Rabate-Salé-Quenitra. Situa-se na margem direita da foz do rio Bu Regregue, em frente a Rabate, que ocupa a margem oposta. O nome Salé deriva do antigo nome do rio, que se chamava Sala (rio salgado) até ao século XIII.

A prefeitura confina a sul com a de Rabate, a oeste com o Oceano Atlântico, a norte com a província de Khémisset e a leste com a província de Quenitra.

Outrora uma república autónoma famosa pelos piratas que ali se refugiavam e a governavam, foi uma importante base dos piratas da Barbária, de onde partiam a maior parte dos ataques contra a costa portuguesa e os arquipélagos das Canárias, Madeira e Açores, além de expedições para locais tão longíquos como o norte da Península Ibérica e as Caraíbas.

Bandeira

  • Die Stadt Tanger - Die Stadt Sale

  • Alain Manesson Mallet (1630-1706)

  • “Description de l’ Universe”, edição alemã, 1685

  • Gravura: 105 x 145 mm - em cobre, colorida à mão

Na parte superior da gravura, vê-se a cidade de Tânger fortemente fortificada, junto ao Mar Mediterrâneo. Na inferior, a cidade portuária de Salé, que é semelhante, exceto em ser atravessada por um rio que a divide em duas.

  • Tanger

  • Eberhard Werner Happel (1647-1690)

  • "Historische Kernchronik", ca. 1690

  • Gravura: 190 x 131 mm

  • Barbaria et Biledvlgerid

  • Abraham Ortelius (1527-1611)

O mapa abrange o norte de África até perto da Líbia, o mar Mediterrâneo ocidental e ainda a Espanha, Itália, ilhas Baleares, Córsega, Sardenha e Sicília. A Barbária era uma região de África bem conhecida dos europeus devido aos temíveis ‘Piratas da Barbaria’, hábeis na captura de pessoas, que submetiam à escravatura.

  • ”Theatrum Orbis Terrarum”, edição alemã, publicada por Levinus Hulsius,

Frankfurt, 1604

  • Gravura: 121 x 81 mm

  • ”Theatrum Orbis Terrarum”, edição italiana, publicada por Jan Vrients,

Antwerp, 1612

  • Gravura:  121 x 81 mm

  • Africa Minor e Mauritania

  • Philip Cluver (1580-1623)

  • "Introductionis in Universam Geographicam", publicado por Jan Jansson, Amsterdão, 1661

  • Gravura:  199 x 157 mm

Dividido em três secções, as duas mais pequenas compreendendo a região de Cartago e Tunis até à Líbia, e a maior, Marrocos e parte da Argélia, este atrativo mapa abrange todo o noroeste de África.

  • Of Barbary

  • Robert Morden (c.1650-1703)

  • “Geography Rectified”, edição de 1688

  • Gravura: 120 x 102 mm

Dividido em duas secções, de Marrocos à Tunísia, na superior, e da Tunísia ao Egipto, na inferior, o mapa nada mostra a sul das montanhas do Atlas.

  • Mauritana et Africa Propria nunc Barbaria

  • Philip Cluver (1580-1623)

Atrativo mapa do noroeste de África, abrangendo o sul de Espanha, as ilhas Canárias e a região do Saara até Tunes. 

  • “Introductionis in Universam Geographicam”, edição de 1720

  • Gravura: 218 x 132 mm

  • “Introductionis in Universam Geographicam”, publicado por Johann Pauli, Amsterdão, 1729

  • Gravura: 220 x 131 mm

  • Tingitaans Mauritanie, Getulie, Melanogetulie, Garamantie en Nigritie

  • Jacob Westerbaen ()

  • Edição, ca. 1749

  • Gravura: 360 x 250 mm

  • Rotas no Norte de África

  • Alain Manesson Mallet (1630-1706)

  • “Description de l’ Univers”, 1ª edição alemã, 1685

  • Gravura: 103 x 149 mm

O mapa inclui três rotas no Norte de África, duas em caravanas, de Maroc a Quibriche, e de Quibriche a Meca, e outra viajando pelo mar Mediterrâneo, de Tetuan a Meca.

  • Partie Occidentale/Orientale de la Turquie d' Afrique

  • Giles Robert de Vaugondy (1688-1766)

  • “Petit Atlas Militaire”, 1ª edição, 1748

  • Gravura: 156 x 160 mm

Mapa das partes ocidental e oriental do Império Otomano, em África, incluindo o Egipto, e dos restantes países árabes conhcecidos por ‘Maghreb’.

  • Carte de la Partie Septentrionale d’ Afrique ou de la Barbarie, contenant les Royaumes de Tripoli, de Tunis, d’ Alger, de Fez, et de Maroc

  • Rigobert Bonne  (1727-1795)

  • "Atlas de toutes les parties connues du Monde”, publicado por Raynal, em 1780-81

  • Gravura: 320 x 210 mm

O mapa mostra todo o Norte de África desde Marrocos, ao Delta do Nilo, no Egito. As ilhas da Sicília e Creta podem ser observadas no Mediterrâneo.

A Tunísia, oficialmente República Tunisina, é um país da África do Norte que pertence à região do Magrebe. É limitada ao norte e o leste pelo mar Mediterrâneo, através do qual faz fronteira com a Itália, ficando especialmente próxima da ilha de Pantelária e das ilhas Pelágias. Possui fronteira ocidental com a Argélia e a leste e sul com a Líbia. A sua capital e maior cidade é Túnis, que está situada no nordeste do país.

Quase 40% da superfície do território é ocupada pelo deserto do Saara. O restante é constituído de terras férteis, que foram berço da civilização cartaginesa, a qual atingiu o seu apogeu no século III a.C., antes de sucumbir ao Império Romano.

Muito tempo foi chamada Regência de Tunes, um beilhique (estado satélite) do Império Otomano. A Tunísia passou a ser um protetorado francês em 1881 e adquiriu a independência em 20 de Março de 1956. O país toma a denominação oficial de Reino da Tunísia com o final do mandato de Lamine Bei, que, no entanto, jamais usou o título de rei, tendo sido proclamada uma república em 25 de Julho de 1957. Integrada nas principais comunidades internacionais, a Tunísia faz igualmente parte da Liga Árabe, da União Africana e da Comunidade dos Estados do Sahel-Sahara, entre outras.

Brasão de Armas

  • Carthaginis celeberimmi sinus typus  (Carthaginensis Portvs)

  • Abraham Ortelius  (1527-1611)

Magníficos mapas da região de Tunis e da sua baía. A noroeste veem-se as ruínas do grande aqueduto da antiga cidade de Cartago. Em destaque o pormenor das muitas florestas e montanhas circundantes, e a decoração com navios em combate ao largo da costa norte.

  • “Theatrum Orbis Terrarum”, epitome editado em latim, por Philip Galle, Antuérpia, 1595

  • Gravura:  105 x 77 mm 

  • “Epitome Theatri Orteliani”, edição em latim publicada por Philip Galle, Antwerp, 1598

  • Gravura: 105 x 78 mm

  • “Theatrum Orbis Terrarum”, epitome editado em latim, por Jan Vrients, Antuérpia, 1601

  • Gravura:  122 x 85 mm (dos irmãos Arsenius)

  • Carthaginensis Sinus

  • Petrus Bertius (1565-1629)

  • "Petri bertii geographischer eyn oder zusammengezogener tabeln”, escassa edição alemã, publicada por Nenry Laurentz, Frankfurt, 1612.

  • Gravura: 123 x 89 mm

Mapa das ruínas da antiga cidade de Cartago e da moderna cidade de Tunes. Estão ilustradas as ruínas do grande aqueduto e a natureza fortificada, do que era então, a atual Tunes. Contém como elementos decorativos uma galera e um monstro marinho no Mediterrâneo.

  • Tunctanium Regnum  (Descriptio Regni Tvnetani)

  • Petrius Bertius  (1565-1629)

  • "Tabularum geographicarum contractarum", edição de 1616

  • Gravura:  133 x 93 mm (de Jocodus Hondius Jnr.)

Mapa do Reino de Tunis, atual Tunísia. A nordeste a Ilha de Malta. Adornado com dois bonitos cartuchos.

  • Les Environes de la Ville de Tunis - Ancienne Carthage

  • Alain Manesson Mallet (1630-1706)

  • “Description de l’ Univers”, 1ª edição alemã, 1685

  • Gravura: 102 x 154 mm

Gravura com dois mapas, o da metade superior da cidade de Tunes e área circundante, e o outro da antiga cidade de Cartago que estava situada ao norte da atual Tunes.

---  EGIPTO  ---

O Egipto, oficialmente República Árabe do Egipto, é um país localizado entre o nordeste da África e o sudoeste da Ásia, através da Península do Sinai. É um país mediterrâneo limitado pela Faixa de Gaza e Israel a nordeste, o Golfo de Ácaba e o Mar Vermelho a leste, o Sudão ao sul e a Líbia a oeste. 

O país tem uma das mais longas histórias entre qualquer outra nação, traçando sua herança até o VI ou IV milênio a.C. Considerado um berço da civilização, o Egito Antigo viu alguns dos primeiros desenvolvimentos da escrita, agricultura, urbanização, religião organizada e governo central. Monumentos icónicos como a Necrópole de Gizé e sua Grande Esfinge, bem como as ruínas de Mênfis, Tebas, Carnaque e do Vale dos Reis, refletem este legado e continuam a ser um foco significativo de interesse científico, histórico e turístico. A longa e rica herança cultural do Egito é parte integrante de sua identidade nacional, que muitas vezes assimilou várias influências estrangeiras, como gregos, persas, romanos, árabes, otomanos e núbios. O Egito foi um dos primeiros e importantes centros do cristianismo, mas foi amplamente islamizado no século VII e continua sendo um país predominantemente muçulmano, embora com uma significativa minoria cristã.

Brasão de Armas

  • Carte de l'Egypte Ancienne et Moderne, Dressée sur celle du R. P. Sicard

  • Didier Robert de Vaugondy (1723-1786)

  • Carta antiga, 1752

  •  Gravura: 464 x 712 mm

  • Aegypti Tabula

  • Pierre Du Val (1618-1683)

  • "Geographie Universelle", edição alemã, publicada por Johann Hoffman, Nuremberga, 1681

  • Gravura: 102 x 126 mm

Bonito mapa do Egito, essencialmente da região do Baixo Nilo, que flui entre duas cadeias de montanhas. O Cairo está claramente representado com as vizinhas pirâmides de Giza. A grande ex-cidade grega de Alexandria aparece no extremo ocidental do delta. 

  • Aegyti Recentiop Descriptio

  • Abraham Ortelius (1527-1598)

  • “Teatro del Mondo”, de Giovanni Botero, edição publicada por Domenica Lovisa, Veneza, 1724

  • Gravura: 98 x 73 mm

Mapa do Egipto que mostra o “berço da civilização”, o vale do rio Nilo desde o Assuão, ao sul, a Alexandria, no delta na extremidade norte. A área corresponde à atual bacia do rio Nilo. Os povoados estão densamente distribuídos ao longo das margens do rio e da costa do Mar Vermelho. O Cairo está claramente identificado , bem como as Pirâmides, embora estas sem a sua habitual forma simbólica.

---  NÚBIA  ---

Núbia é a região situada no vale do rio Nilo que atualmente é partilhada pelo Egito e pelo Sudão. Na antiguidade, desenvolveu-se na mais antiga civilização da África, baseada na sociedade do Alto Egito. Napata, antes de ser a capital da Núbia (independente da sua metrópole colonial egípcia), era uma mera colónia egípcia ao sul de Assuã, anexada durante o Médio Império.

Apresentando vestígios de ocupação humana datados em cerca de 7000 a.C., os núbios inicialmente viviam da caça e da coleta, porém, com o assentamento e posterior criação de ovelhas, cabras e bois, por volta de 4000 a.C., deu-se origem ao Reino de Cuxe, que existiu entre o III milénio a.C. e o século IV d.C.. Este reino foi então dominado pelo Reino de Axum e, a princípio, os núbios formaram novos pequenos estados fora da região ocupada. Um deles, Macúria tornou-se preponderante na região, assinando um pacto com o Egito islâmico para conservar a sua religião cristã (copta), que foi mantida até ao século XIV, quando foi finalmente submetida aos árabes dominantes, mais precisamente pelos Turcos Mamelucos, por volta de 1315. Eles impuseram a sua religião muçulmana e colocaram no poder um príncipe Núbio convertido ao Islão.

No entanto, a parte sul conservou-se independente, como o Reino de Senar, até ao século XIX, quando o Reino Unido ocupou a região. Com a independência dos atuais estados africanos, os núbios ficaram divididos entre o Egito e o Sudão. Nesta região, na grande curva do Nilo, na parte sudanesa, encontram-se as ruínas das cidades de Napata, perto do monte Jebel Barcal, e Meroé que foram inscritos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em 2003, na lista do Património Mundial.

  • Nvbia

  • Pierre Du Val (1618-1683)

  • "Geographie Universelle", edição alemã, publicada por Johann Hoffman, Nuremberga, 1681. Com tradução Johann Beer.

  • Gravura: 122 x 100 mm

Atrativo mapa do Alto Nilo. Enquanto os europeus tinham um muito reduzido conhecimento da África em geral, os cartógrafos mais antigos de Ptolemeu para a frente tinham informação sobre o rio Nilo, pelo menos no seu percurso inferior. 

Da parte superior do rio no Egito/Núbia (agora Sudão) havia menor conhecimento e isso pode ser aqui visto. O rio Niger está representado a sudoeste no mapa.

  • Nvbie

  • Alain Manesson Mallet (1630-1706)

  • “Description de l’ Univers”, edição francesa, 1683

  • Gravura: 100 x 144 mm

Mapa da região da Núbia, localizada entre o Egipto e a Abissínia.

<< Página Inicial

Google Sites
Report abuse
Page details
Page updated
Google Sites
Report abuse