MAURITÂNIA E ILHA DE ARGUIM
Plan de la Baye et Isle d'Arguim (Bellin, 1747)
Carte de la Coste Occidentale d'Afrique. Depuis de Cap Blanc, jusqu'a Tanit (Bellin, 1757)
Plan du Fort d'Arguim (Bellin, 1757)
SENEGAL
Carte d'une partie de la Coste d'Afrique. Depuis Tanit, jusqu'à la Riviere du Senegal (Bellin, 1748)
Plan de Portendic. Appellé aussi Portudaddi ou Penia - Senegal (Bellin, 1757)
Carte de l'Entrée de la Riviere Sanaga ou Senegal (Bellin, 1748)
Cours de la Riviere de Senegal. Depuis son Embouchure, jusqu'au Desert (Bellin, 1748)
Cours de la Rivière de Sénégal depuis le Désert jusqu'à l'Isle de Morfil avec le Lac du Panier Foule (Bellin, 1748) Novo !
Cours de la Riviere de Senegal. Depuis le Rocher Gouinea, jusqu'à la Mer (Vaugondy, 1749)
Vue d'une Ville des Foulis et de ses Plantations – Senegal (Prevost, 1749)
Carte Exacte de la Côte de Cap Verd (Bellin, 1757)
Vue de Rufisco - Senegal (Prevost, 1749)
GÂMBIA
Carte de la Riviere de Gambra ou Gambie. Depuis son Embouchure Jusqu’a Eropina (Cap. Jean Leach, 1732 - Bellin, 1740)
Carte Du Cours de la Riviere de Gambra ou Gambie. Depuis Eropina Jusqua Barrakonda (Cap. Jean Leach, 1732 - Bellin, 1740)
--- MAURITÂNIA ---
A Mauritânia, oficialmente República Islâmica da Mauritânia é um país situado no noroeste da África. Situa-se na região do deserto do Saara, e faz fronteira com o oceano Atlântico a oeste, com o Senegal a sudoeste, com o Mali a leste e sudeste, com a Argélia a nordeste e com o Marrocos a noroeste. Recebeu o nome da antiga província romana da Mauritânia, que posteriormente batizou um reino berbere da região. A capital e maior cidade é Nuaquexote, localizada na costa do Atlântico.
A escravidão na Mauritânia ainda existe, apesar de oficialmente abolida por três vezesː 1905, 1981, e de novo em Agosto de 2007. Ativistas antiesclavagismo são perseguidos, presos e torturados.
Brasão de Armas
Arguim ou ilha das Garças é uma ilha na Baía de Arguim, Mauritânia, costa ocidental de África. Com apenas 12 km² de área, a ilha é alongada, medindo cerca de 6 km de comprido por 2 km de largura média. Está situada a 12 km da costa, dela separada por canais arenosos repletos de recifes e de bancos de areia que se movem com as correntes. A ilha faz parte do Arquipélago do Golfo de Arguim e está incluída no Parque Nacional do Banco de Arguim, uma vasta zona dedicada à protecção da natureza, classificada pela UNESCO como património mundial graças à sua importância como local de invernada de aves aquáticas.
Nela localizou-se a primeira feitoria portuguesa na costa ocidental africana, a partir da qual os portugueses trocavam tecidos, cavalos e trigo, produtos essenciais para as populações locais, por goma-arábica, ouro e escravos, que traziam para a Europa. A ilha foi sucessivamente ocupada por portugueses, holandeses, ingleses, prussianos e franceses, até ser abandonada, dada a crescente aridez e as dificuldades de acesso a navios de grande calado, resultantes dos perigosos bancos de areia e extensos recifes que a rodeiam. Na actualidade a ilha encontra-se quase deserta, com excepção da pequena povoação de Agadir, na sua costa oriental, habitada por cerca de uma centena de pescadores-recolectores da etnia Imraguen.
In Wikipédia -> História
Plan de la Baye et Isle d’ Arguim
Jacques Nicholas Bellin (1703 – 1772)
“Histoire Generale des Voyages”, de Abbe Prevost d’Exiles, The Hague, 1747 (Tomo II, nº 15)
Gravura: 210 x 148 mm (de J. V. Schley)
Mapa de região costeira da África Ocidental perto do que hoje é a moderna Mauritânia. Apresenta linhas loxodrómicas irradiando dum compasso em rosácea e numerosas medidas batimétricas de profundidade que lhe conferem um acentuado cunho náutico.
A ilha de Arguim está representada com um forte (mandado construir em 1461 por D. Afonso V), e uma diminuta povoação.
Carte de la Coste Occidentale d'Afrique. Depuis de Cap Blanc, jusqu'a Tanit
Jacques Nicholas Bellin (1703 – 1772)
“Histoire Generale des Voyages”, de Abbe Prevost d’ Exiles, edição holandesa, 1757 (Tomo II, nº 13)
Gravura: 150 x 230 mm
A Baía de Arguim está localizada na costa ocidental da atual Mauritânia. O mapa mostra a costa entre o Cabo Branco e Tanit, incluindo ilhas, portos e linhas de recifes costeiros.
Plan du Fort d'Arguim
Jacques Nicholas Bellin (1703-1772)
“Histoire Generale des Voyages”, de Abbe Prevost d’ Exiles, edição francesa, 1757 (Tomo II, nº 16)
Gravura: 147 x 206 mm
O forte construído na ilha de Arguim, na baía do mesmo nome, foi de longa data ocupado por potências coloniais e depois dos seus primórdios portugueses esteve sob o controlo dos espanhóis, holandeses, ingleses, franceses e alemães. Foi um importante centro no comércio de escravos.
--- SENEGAL ---
O Senegal, oficialmente República do Senegal, é um país localizado na África Ocidental. Faz fronteira com o Oceano Atlântico a oeste, com a Mauritânia ao norte e ao leste, com o Mali, a leste, e com a Guiné e a Guiné-Bissau ao sul. A Gâmbia forma um quase-enclave no Senegal, penetrando mais de 300 km para o interior. As ilhas de Cabo Verde estão localizados 560 km da costa do Senegal. O país deve o seu nome ao rio que faz fronteira com ele para o leste e para o sul e sobe no Futa Jalom na Guiné.
O atual território do Senegal foi palco do desenvolvimento de vários reinos, como o Império Uolofe, vassalo dos impérios sucessivos de Gana, Mali e Songai. A partir de 1591, sofreu a fragmentação política do Oeste Africano que se seguiu à Batalha de Tondibi.
No século XVII, vários entrepostos comerciais pertencentes a vários impérios coloniais europeus estabeleceram-se ao longo da costa, servido para apoiar o comércio triangular ("Tratado Negreiro"). A França assumiu gradualmente ascendência sobre as outras potências, e converteu Saint Louis, Gorée, Dacar e Rufisque em 'comunas' francesas regidas pelo estatuto dos Quatro municípios. Com a Revolução Industrial, a França queria construir uma ferrovia para as ligar, e entrou em conflito com o rei Damel do Caior, Lat Dior. Este conflito permitiu à França fazer oficialmente de Caior um protetorado em 1886, um ano após a Conferência de Berlim. A colonização de toda a África Ocidental é então preparada e Saint Louis e depois Dacar vão tornar-se capitais da África Ocidental Francesa, criada em 1895. Dacar mais tarde tornou-se a capital da República do Senegal, por ocasião da independência em 1960.
Brasão de Armas
Portendic é atualmente uma cidade costeira abandonada no oeste da Mauritânia. Localizava-se no departamento de Ouad Naga, na região de Trarza. Foi o local de uma grande batalha durante a guerra Char Bouba (1644-1677) entre as tribos árabes Hassan e berberes Zawaya. O naufrágio de La Méduse ocorreu em 2 de julho de 1816 entre Portendic e o Banc d'Arguin.
Fundado pelos holandeses em 1721 após a captura francesa de Arguin, Portendic foi um porto importante para o comércio de goma arábica.
A 1 de março de 1724, a esquadra de Antoine Alexis Perier de Salvert chegou a Portendic. O senhor de La Rüe foi enviado para o reconhecimento. Não encontrou navios, mas uma bateria de cinco peças de canhão perto do forte de Portendic, que disparou contra ele. Ao longo da costa encontrou uma baía onde Perier desembarcou as suas tropas sob fogo de dois navios inimigos. Perier levou os seus homens até ao forte; os holandeses, vendo-os aproximar-se, incendiaram o local antes de fugir. Assim que chegaram, os franceses aumentaram o incêndio na praça, estando tudo já perdido. A bateria costeira, composta por 4 peças de artilharia de oito libras, e uma couleuvrin de doze libras, foi encontrada carregada. Estas armas foram transportadas para bordo da esquadra. Quanto ao forte, os fossos foram aterrados e os canhões de ferro de três e uma libra foram destruídos.
Durante o século XVIII, Portendic foi um porto e entreposto comercial da Companhia Francesa das Índias Orientais, dependente da colónia do Senegal, localizado trinta quilómetros ao norte de Saint-Louis.
No século XIX, no entanto, o comércio do porto havia diminuído enormemente. O avanço do deserto havia movido os bosques de acácia senegal para o sul, mais perto do entreposto comercial de Saint-Louis, no rio Senegal. O clima árido e desértico da área e a falta de água potável, e de um porto natural ou um posto comercial contribuíram para o declínio. No entanto, os comerciantes britânicos ainda lá compravam goma, especialmente quando a França e o Emirado de Trarza estavam em guerra. Em 1825 formaram a Companhia Inglesa de Portendick para formalizar o pagamento de impostos ao Emir. No final de 1833, o governador francês do Senegal anunciou que estava bloqueando o acesso à Portendic porque estava em guerra com os Trarzas; o bloqueio durou seis meses e provocou protestos da Inglaterra. Os franceses bloquearam o porto por um ano em 1835, durante outro conflito com os Trarza, capturando vários navios mercantes britânicos, justificando que:
"Portendic pertence à França e faz parte das suas colónias, o que foi confirmado pelo tratado de 1785; A França destruiu o Forte de Portendic em 1787, concentrando os seus estabelecimentos comerciais em Saint-Louis, mas o abandono de um forte não significou o abandono deste território; A Inglaterra devolveu Portendic em 1814. O artigo 11.° do Tratado de 1783 concedeu, é verdade, aos ingleses o direito de comercializar goma em Portendic, desde que não formassem qualquer tipo de estabelecimento; mas a França é soberana nesta costa e, nunca estando em estado de paz com os mouros, tem o direito de proibir o acesso a navios estrangeiros."
A partir de 1916, tudo o que restava da cidade era um pequeno grupo de cabanas.
Carte d'une partie de la Coste d'Afrique. Depuis Tanit, jusqu'à la Riviere du Senegal
Jacques Nicholas Bellin (1703-1772)
“Histoire Generale des Voyages”, de Abbé Prévost d’Exiles, 8ª edição francesa, 1748
Gravura: 145 x 235 mm
O mapa estende-se em direção ao norte para incluir o importante forte de Portendic. Os muitos povoados destacados ao longo do rio referem-se ao tráfico de escravos, tão dominante nesse período.
Plan de Portendic. Appellé aussi Portudaddi ou Penia
Jacques Nicholas Bellin (1703-1772)
“Histoire Generale des Voyages”, de Abbé Prévost d’ Exiles, edição francesa, 1757
Gravura: 147 x 210 mm
Forte e porto senegalês de Portendic onde está ancorada uma armada de navios franceses por detrás dos bancos de areia protetores (?), com navios intrusos holandeses e ingleses em aproximação.
O rio Senegal (também conhecido como Rio de Ouro) é um dos maiores rios da África Ocidental, possuindo 1790 km de comprimento. Nasce com o nome de Bafing na Guiné, a 750 metros de altitude, na planície de Fouta Djalon (África ocidental) e corre para noroeste penetrando no Mali. Depois de unir-se com o rio Baoulé recebe o nome de Senegal e forma a fronteira Mauritânia-Senegal na direção nordeste. Desemboca no Atlântico, junto a Saint Louis, formando um delta irregular com numerosos pântanos e ilhas. Só é navegável no seu curso baixo já que apresenta fortes rápidos no curso alto.
No território senegalês, o rio recebe o seu primeiro afluente na cidade de Bakel, o rio Falémé, e percorre um vale de 20 km de largura. Segue depois para Dagana, onde entra no seu delta. É desviado para a região a sul devido às areias trazidas pelas correntes marítimas e então desagua no Oceano Atlântico.
Carte de l'Entrée de la Riviere Sanaga ou Senegal
Jacques Nicholas Bellin (1703-1772)
“Histoire Generale des Voyages”, de Abbé Prévost d’ Exiles,
8ª edição francesa, 1748
Gravura: 152 x 219 mm
A embocadura do rio, e o interior até ao limiar do Deserto do Sahara.
Cours de la Riviere de Senegal. Depuis son Embouchure, jusqu'au Desert
Jacques Nicholas Bellin (1703-1772)
“Histoire Generale des Voyages”, do Abbé Prévost d’ Exiles, 8ª edição francesa, 1748
Gravura: 150 x 204 mm
Mapa do percurso do rio desde a embocadura ao Deserto do Sahara.
Cours de la Rivière de Sénégal. Depuis le Désert jusqu'à l'Isle de Morfil avec le Lac du Panier Foule
Jacques-Nicolas Bellin (1703-1772)
“Histoire Générale des Voyages” do Abbé Prévost d’Exiles, 8ª edição francesa, 1748
Gravura: 221 x 144 mm
Cours de la Riviere de Senegal. Depuis le Rocher Gouinea, jusqu'à la Mer
Didier Robert de Vaugondy (1723-1786)
“Petit atlas Militaire", 1ª edição, 1749
Gravura: 269 x 160 mm
Mapa dividido em 3 partes que ilustram o curso completo do rio Senegal, na África Ocidental, abrangendo a embocadura, e os cursos superior e médio do rio, por onde na época se verificava um intenso fluxo de tráfico de escravos.
Vue d'une Ville des Foulis et de ses Plantations
Obtida da viagem de Moore
“Histoire Generale des Voyages”, de Abbé Prévost d’ Exiles, edição de 1749 (Vol. 8)
Gravura: 180 x 134 mm
O cabo Verde é o ponto mais ocidental da África continental, à longitude 17°33′22″ W. Pertence ao Senegal e é uma península ocupada pela cidade de Dacar.
O nome cabo Verde foi dado em 1444 pelo navegador português Dinis Dias devido à vegetação luxuriante que cobre o promontório, em contraste com a aridez das terras do interior.
O arquipélago de Cabo Verde situa-se a cerca de 580 km a oeste-noroeste.
Carte Exacte de la Côte de Cap Verd
Jacques Nicholas Bellin (1703-1772)
“Histoire Generale des Voyages”, de Abbé Prévost d’ Exiles,
edição holandesa, 1757
Gravura: 140 x 218 mm
Este mapa/carta náutica mostra a costa do Cabo Verde no extremo ocidental de África, com alguns detalhes da costa rochosa e baixios, mas sem pormenores do interior. A decoração consiste de um galeão ao largo disparando os seus canhões. Apresenta ainda uma secção em perfil que inclui o cabo Emanuel e a ilha de Gorée.
Rufisque é uma cidade do Senegal, localizada no departamento de Rufisque, na região de Dakar.
A história da cidade remonta ao século XVI, quando a vila de pescadores chamada Teung-Guedj foi fundada. Na verdade, em Wolof, a cidade é chamada Tëngéej. Entreposto comercial português, a localidade chamou-se Rufisco, mas a etimologia deste topónimo continua a ser controversa. Pode ser rio fresco, refresco (refúgio de frescura) ou rio fusco (rio negro).
Em junho de 1880, antes de Dakar (1887), e depois de Gorée (1849) e Saint-Louis, a cidade foi erguida como uma comuna mista pela França, enquanto o Senegal era uma colónia francesa. Os seus habitantes tinham então cidadania francesa (ver o estatuto das Quatro Comunas).
Durante a Segunda Guerra Mundial, em setembro de 1940, os Aliados desembarcaram em Rufisque durante a Operação Ameaça para reunir Dacar e a África Ocidental Francesa, na França Livre do General de Gaulle. A tentativa foi um fracasso e dois franceses livres foram mortos em Rufisque pelos defensores legalistas que permaneceram leais a Vichy.
Vue de Rufisco
“Histoire Generale des Voyages”, de Abbé Prévost d’ Exiles, edição francesa, 1749 (Vol. 7)
Gravura: 180 x 134 mm
Inicialmente uma vila de pescadores, foi renomeada Rio Fresco pelos portugueses, de onde tem origem o seu nome actual. Foi em tempos uma cidade importante, mas é hoje um subúrbio da capital, Dacar.
--- GÂMBIA ---
A Gâmbia, oficialmente República da Gâmbia, é um pequeno país da África Ocidental que rodeia o curso inferior do Rio Gâmbia. Tem uma pequena extensão de litoral Atlântico, a oeste, e uma extensa fronteira com o Senegal, que cerca a Gâmbia por todos os demais lados. A sua capital é Banjul.
A língua oficial é o inglês. A economia da Gâmbia é centrada na agricultura, pecuária, pesca e principalmente no turismo.
A Gâmbia fez parte do Império do Gana assim como do Império Songai. Os primeiros testamentos escritos que se têm da região provêm de alguns textos escritos por comerciantes árabes, nos séculos IX e X, quando os comerciantes árabes criaram uma rota comercial, que comercializou escravos, ouro e marfim. No século XV, os portugueses herdaram este comércio estabelecendo uma rota de comércio do Império do Mali, o qual era pertencente à zona da época.
Em 1455, os portugueses foram o primeiro povo europeu a entrar no rio Gâmbia, ponto estratégico no comércio de escravos, embora nunca lá tenham estabelecido um comércio significativo. Em 1588, D. António Prior do Crato, aspirante ao trono de Portugal, vendeu os direitos de exclusividade de comércio na região do rio Gâmbia aos ingleses, direitos que foram confirmados pela rainha Elizabeth I. No ano de 1618 o rei inglês Jaime I deu a concessão de comércio na região de Gâmbia e da Costa do Ouro a uma companhia inglesa. Entre 1651 e 1661 partes da atual Gâmbia estiveram sob domínio da Curlândia, na época do príncipe Jacob Kettler, vassalo da Polónia-Lituânia.
Desde o final do século XVII e durante todo o XVIII a região dos rios Senegal e Gâmbia foi alvo da disputa entre ingleses e franceses. A Gâmbia passou a fazer parte do Império Britânico pelo estabelecimento de uma colónia em 1765. Em 1783 o Tratado de Paris deu a posse do rio Gâmbia aos ingleses, mas os franceses retiveram um enclave na região que só foi cedido ao Reino Unido em 1857. Mais de 3 milhões de escravos foram enviados desta região para as colónias na América. Em 1807, a escravatura foi abolida no Império Britânico, para tentar que os britânicos terminassem com o comércio de escravos na Gâmbia. Para isso, criaram o posto militar de Bathurst (hoje Banjul) em 1816. Nos anos seguintes, Banjul esteve submetida à jurisdição do governador britânico na Serra Leoa. Em 1888, a Gâmbia converteu-se numa colónia autónoma e, um ano mais tarde, em colónia real.
A Gâmbia tornou-se independente do Reino Unido, em 1965.
Brasão de Armas
Carte de la Riviere de Gambra ou Gambie. Depuis son Embouchure Jusqu’a Eropina
Jacques-Nicolas Bellin (1703-1772)
“Histoire Générale des Voyages”, do Abbé Prévost d’Exiles
Gravura: 329 x 204 mm
Carte Du Cours de la Riviere de Gambra ou Gambie. Depuis Eropina Jusqua Barrakonda
Jacques-Nicolas Bellin (1703-1772)
“Histoire Générale des Voyages”, do Abbé Prévost d’Exiles
Gravura: 324 x 205 mm
Estas cartas, bastante bonitas e raras, da embocadura, e cursos inferior e superior do rio Gâmbia, pelo Capitão Jean Leach, em 1732, foram replicadas do seu atlas por Bellin, em 1740, na obra "Histoire Generale des Voyages", do Abbé Prévost d’ Exiles, de onde foi extraída a seguinte informação:
"A Royal African Company era uma empresa mercantil criada pela família Stuart e mercadores de Londres para comercializar ao longo da costa oeste da África. Em 1668, criou a Gambia Adventurers, uma nova empresa a quem concedeu uma licença de 10 anos para o comércio africano ao norte do Golfo do Benin, com efeitos a partir de janeiro de 1669. Em 1672, a Companhia original ressurgiu restruturada e com uma nova carta patente do rei, como a nova Royal African Company. A sua nova carta era mais ampla do que a antiga e incluía o direito de estabelecer fortes e fábricas, manter tropas e exercer a lei marcial na África Ocidental, na prossecução do comércio de ouro, prata e escravos. No final de 1678, a licença da Gambia Adventurers expirou e o seu comércio gambiano foi incorporado à empresa."