SACRO IMPÉRIO ROMANO-GERMÂNICO
Empire d'Allemagne (De Fer, c. 1721 e 1749) (2)
L'Allemagne (Delisle/Chevigny/Limiers, 1729)
Germany (Bowen/Rapin, 1745)
Germany (Jefferys, 1751)
An Accurate Map of the Seat of War in the Empire of Germany (Smollett, 1761)
Bohême, Silésie, Moravie, Lusace (Vaugondy, 1761)
Lusatia (Muller, 1692)
Empire d'Allemagne (Vaugondy, 1762)
Germany with the Seven United Provinces (Kitchin, 1775)
L' Allemagne, La Bohéme et la Hongrie, avec une partie de la Pologne (Bonne, ca. 1780 - 1781) (2)
Allemagne (Sanson, 1788)
Empire d'Allemagne. Suivant les anciennes Divisions (Vaugondy e Delamarche, 1806)
CÍRCULOS IMPERIAIS
Les Dix Cercles d'Allemagne (Mallet, 1683)
L'Alemagne divisée en tous ses Cercles (De La Tour, 1766)
Allemagne divisée par cercles (Vaugondy, ca. 1750 e 1772) (2)
L'Empire d'Allemagne. Divisé en ses Cercles (Buffier, 1753, 1774 e 1786) (3)
L’Allemagne divisée par Cercles, avec Les Etats de Boheme et la Suisse (LaPorte, 1777)
O Sacro Império Romano-Germânico, também conhecido como Sacro Império Romano-Germânico da Nação Germânica após 1512, foi uma entidade política na Europa Central e Ocidental, geralmente chefiada pelo Sacro Imperador Romano-Germânico. Desenvolveu-se no início da Idade Média (começando em 800 ou 924) e durou um milénio até sua dissolução em 1806 durante as Guerras Napoleónicas. Inicialmente, era composto por três reinos constituintes — Alemanha, Itália e, a partir de 1032, Borgonha — unidos pela suserania do imperador. No século XV, o governo imperial concentrou-se no Reino da Alemanha, já que o controle efetivo do império sobre a Itália e a Borgonha havia praticamente desaparecido.
Em 25 de dezembro de 800, o Papa Leão III coroou o rei franco Carlos Magno como imperador romano, revivendo o título mais de três séculos após a queda do Império Romano do Ocidente em 476. O título expirou em 924, mas foi revivido em 962, quando Oto I foi coroado imperador pelo Papa João XII, como sucessor de Carlos Magno e do Império Carolíngio. De 962 até o século XII, o império foi uma das monarquias mais poderosas da Europa. Dependia da cooperação entre imperadores e vassalos; esta foi perturbada durante o período sálico. O império atingiu o ápice da expansão territorial e do poder sob a Casa de Hohenstaufen em meados do século XIII, mas a expansão excessiva levou a um colapso parcial.O cargo imperial era tradicionalmente eletivo, com a participação dos príncipes-eleitores, em sua maioria alemães. Na teoria e na diplomacia, os imperadores eram considerados os primeiros entre iguais de todos os monarcas católicos da Europa.
O processo de reforma imperial no final do século XV e início do século XVI transformou o império, criando um conjunto de instituições que perduraram até seu fim definitivo no século XIX. Em 6 de agosto de 1806, o imperador Francisco II abdicou e dissolveu formalmente o império após a criação, pelo imperador francês Napoleão, da Confederação do Reno, formada por estados clientes alemães leais à França.
Durante a maior parte de sua história, o Império abrangia a totalidade dos atuais países da República Tcheca, Holanda, Suíça, Luxemburgo, Liechtenstein e Mónaco, quase toda a Alemanha, Áustria e Eslovênia, a maior parte da Bélgica e do norte e centro da Itália, além de grandes porções do leste da França e do oeste da Polónia.
Brasão de Armas
Boémia é uma região histórica da Europa Central. Foi parte do Sacro Império Romano-Germânico, do Império Austríaco e do Império Austro-Húngaro. Após a Segunda Guerra Mundial, passou a ser os terços ocidental e médio da atual Chéquia (Tchéquia).
O nome Boémia deriva de Boihaemum ou casa dos Boios, povo celta que migrou para esta região no início do século V a.C e permanecerão habitando a Boémia até o início da era cristã, quando aumentou a pressão do Império Romano e a região foi invadida pela tribo germânica dos marcomanos, vindos do oeste.
Após a saída dos marcomanos, as tribos eslávicas povoaram a região, já no começo do século VI tiveram que expulsar turíngios e longobardos tribos germânicas que em suas migrações, também chegaram a habitar o território da Boémia. Houve algumas áreas que no entanto eslavos e germânicos conviveram durante certo tempo. No final do século VI, os germânicos já haviam sido assimilados pelos eslavos ou imigrado para outras regiões.
No início do século XV, nas Guerras Hussitas, a luta para impor o protestantismo ao país, fez nascer uma forte consciência nacional. Em 1526, o trono passou para as mãos dos reis austríacos Habsburgo e, durante os três séculos seguintes, as terras checas perderam a independência. O estado independente nasceu após a I Guerra Mundial (28 de outubro de 1918). A Boémia passou a fazer parte da Checoslováquia até 1993, data da constituição da República Checa e da República Eslovaca.
Brasão de Armas
A Província da Silésia foi uma província da Prússia de 1815 a 1919. A região da Silésia fazia parte do reino prussiano desde 1740 e foi estabelecida como uma província oficial em 1815, em seguida, tornou-se parte do Império Alemão em 1871. Em 1919, como parte do Estado Livre da Prússia dentro de Weimar, Alemanha, a Silésia foi dividida nas províncias da Alta Silésia e da Baixa Silésia. A Silésia foi reunificada brevemente de 1 de abril de 1938 a 27 de janeiro de 1941 como uma província da Alemanha Nazista antes de ser dividida em Alta Silésia e Baixa Silésia.
Breslau (atual Wrocław, Polónia) era a capital da província.
Brasão de Armas
A Morávia é uma região da Europa central que constitui atualmente a parte oriental da República Tcheca. As suas principais cidades são Brno, Olomouc e Ostrava.
O seu nome vem do rio Morava, às margens do qual um grupo de eslavos se estabeleceu por volta de 500 d.C. Os morávios falam diversos dialetos do checo.
Povoada pelos Morávios, um povo eslavo, desde o século V. No final do século VI, foi invadida pelos ávaros, que estabeleceram um império entre o rio Elba e o rio Dniepre. Depois de várias tentativas para se libertarem do jugo ávaro, os ávaros foram finalmente derrotados por Carlos Magno no final do século IX e a Morávia tornou-se tributária do Império Franco.
Em 833, após a conquista do Principado de Nitra (atual Eslováquia; do século X até 1918, parte do Reino da Hungria), foi estabelecido como o Grande Estado da Morávia. O seu primeiro rei foi Mojmír I (de 830 a 846). O segundo governante da Grande Morávia foi Rastislav I (846-870), que tentou emancipar o seu território da influência carolíngia, enviando emissários a Roma. Depois de ter sido rejeitado, pediu ajuda ao imperador bizantino Miguel III. O resultado foi a missão de Cirilo e Metódio, que traduziram os livros litúrgicos para a língua eslava, que foi posteriormente elevada pelo Papa ao nível do latim e do grego.
Depois de terem sido derrotados pelos magiares em 906, os reinos vizinhos lutaram pela Morávia. A partir do século XI, a Morávia foi unida à Boémia e, em 1526, ambas ficaram sob o domínio dos Habsburgos. A partir de então, passou a fazer parte desse reino, e a sua história pode ser contada na história da República Tcheca.
A Morávia está atualmente dividida nas regiões da Morávia do Sul, Zlín, e partes das regiões da Morávia-Silésia, Olomouc, Pardubice, Vysočina e Boémia do Sul. A sua capital e maior cidade é Brno.
Brasão de Armas
Empire d'Allemagne
Nicolas de Fer (1646-1720)
"Méthode pour apprendre facilement la Géographie", de Jacques Robbe, c.1721. Ilustrado com mapas de De Fer.
Gravura: 152 x 129 mm
Mapa não assinado, de atribuir a de Fer por existir em versão assinada.
"Méthode pour apprendre facilement la Géographie", de Jacques Robbe, 1749. Ilustrado com mapas de De Fer.
Gravura: 158 x 132 mm
L'Allemagne
Guillaume de l’Isle (1675-1726)
"La science des personnes de Cour, d'Epée et de Robe", 1729, de De Chevigny, continuada por Henri Philippe de Limiers. Ilustrada com mapas atribuídos a Guillaume de L’isle
Gravura: 170 x 137 mm
"La science des personnes de Cour, d'Epée et de Robe" (A Ciência das Pessoas da Corte, da Espada e da Toga) é uma enciclopédia publicada em Paris, onde sua primeira edição foi publicada em dois volumes em oitavo por J. de Nully em 1706. Foi imediatamente retomada em Amsterdão por François L'Honoré e, posteriormente, por Chatelain, tendo passado por várias edições a partir de 1707. Esta obra de referência sintética, que representava o conhecimento da época, foi um grande sucesso. A obra é dedicada ao Príncipe de Orange e Nassau.
Os seus editores sucessivos foram Monsieur De Chevigny e Henri Philippe de Limiers. Pierre Massuet assumiu a responsabilidade duma continuação a partir de 1752.
Germany
Emanuel Bowen (1694-1767)
“Continuation of Mr. Rapin History”, de Tyndal, 1745
Gravura: 420 x 345 mm
Mapa do sudoeste da Alemanha preenchido em boa parte pela Franconia, Palatinado e Wirtemburg. A Alsácia, a Lorena e o Luxemburgo estavam então sob domínio alemão. Adornado com um esplêndido cartucho, com elementos heráldicos.
Germany
Thomas Jefferys (c.1719-1771)
“Geography”, de Salmon, 1751
Gravura: 235 x 184 mm
Mapa da Alemanha com bom pormenor dos países, cidades mais importantes e vilas.
Ilustrativo do "Império" à época, que incluía a Boémia, a Silésia, a Morávia e a Áustria.
Está adornado com um muito decorativo título em vinheta mostrando montanhas e ruínas, e com uma escala de distâncias com o nome de Jefferys abaixo.
An Accurate Map of the Seat of War in the Empire of Germany as also in the Kingdom of Prussia with the adjacent Countries
Tobias George Smollett (1721-1771)
Edição, 1761
Gravura: 425 x 308 mm
Bohême, Silésie, Moravie, Lusace
Gilles Robert de Vaugondy (1688-1766)
Editada em Paris, 1761
Gravura: 230 x 243 mm (de E. Dussy)
O mapa abrange parte da Alemanha oriental, da Polónia ocidental e da Chéquia.
A Lusácia é uma região histórica, por vezes chamada Sorábia, no leste da Alemanha, sudoeste da Polónia (Baixa Silésia) e norte da República Checa. A Lusácia é dividida em Alta Lusácia ao sul e Baixa Lusácia ao norte.
O nome da Lusácia remonta à tribo dos lusizes, que habitavam em zonas da atual Baixa Lusácia. A Alta Lusácia era habitada pelos milzanes. Ambas as tribos faziam parte do povo eslavo dos sorábios, que ainda vivem na Lusácia, sendo seu número aproximado entre cinquenta e sessenta mil pessoas.
Brasão de Armas
Lusatia
Johann Ulrich Muller (1633-1715)
“Geographia totius orbis compendaria”, publicada por Georg Kuhnen, Ulm, 1692
Gravura: 77 x 64 mm (de Gabriel C. Bodenehr)
Mapa da Lusácia, no norte da Alemanha e a oeste da Polónia, que ilustra bem a habilidade de gravação de Bodenehr. Ao centro corre o rio Spree, e a oeste temos o estuário do rio Elbe.
Empire d'Allemagne
Giles Robert de Vaugondy (1688-1766)
Editada em Paris, 1762
Gravura: 281 x 240 mm (p/ E. Dussy)
Germany with the Seven United Provinces
Thomas Kitchin (1718-1798)
“A New Geographical, Historical and Commercial Grammar”, de William Guthrie, c. 1775
Gravura: 375 x 342 mm
Mapa da Alemanha (maior do que atualmente é), e das Sete Províncias Unidas (Países Baixos), numa configuração já perdida que incluía os estados da Boémia, Silésia, Morávia e Áustria.
L'Allemagne, La Bohéme et la Hongrie: avec une partie de la Pologne
Rigobert Bonne (1727-1795)
“Atlas de toutes parties connues du Monde”, conhecido por 'Atlas Bonne-Raynal', publicado por Raynal, 1781
Gravura: 320 x 213 mm
O mapa abrange a Alemanha, Holanda, Boémia, Silésia, Morávia, Áustria, Hungria e Polónia ocidental. Com excelentes pormenores da topografia, e dos muitos centros populacionais.
“Atlas de toutes parties connues du Monde”, conhecido por 'Atlas Bonne-Raynal', publicado por Raynal, 1781 (?)
Gravura: 315 x 208 mm
Allemagne
Nicholas Sanson (1600-1667)
"Tableau de l' Univers", publicado por Leclerc, em Paris, 1788
Gravura: 162 x 142 mm
Mapa do que à época era considerado o 'Império Alemão', que incluía a Boémia, a Silésia, a Morávia e a Áustria.
Empire d'Allemagne. Suivant les anciennes Divisions
Didier Robert de Vaugondy (1723-1786), corrigido por Charles François Delamarche (1740-1817)
"Nouvel Atlas Portatif", 1806
Gravura: 284 x 243 mm
Círculos Imperiais também denominados de circunscrições imperiais (em alemão:Reichskreis) eram divisões administrativas e judiciais do Sacro Império Romano-Germânico com a finalidade de organizar uma estrutura de defesa e de coleta dos impostos imperiais, mas também como um meio de organização dentro da Dieta Imperial e do Câmara da Corte Imperial. A sua organização iniciou-se na Dieta de Worms de 1495, com o intenção de recuperar o esplendor que havia desfrutado na Idade Média seguindo as indicações de Bartoldo de Mogúncia, e a sua criação tinha como objetivo neutralizar a crescente fragmentação do Império.
Cada circunscrição tinha um círculo de dieta, embora nem todos os membros da dieta deste círculo integrassem a Dieta Imperial. À frente de cada circunscrição estava um príncipe.
A divisão inicial foi de seis regiões chamadas distritos eleitorais. Cada qual englobava vários estados e constituíram uma unidade administrativa, fiscal e defensiva. A categoria de estado de circunscrição imperial dava voz e voto na dieta da circunscrição. A dieta de Augsburgo, em 1500, configurou seis círculos como parte da reforma imperial:
Círculo da Baviera
Círculo do Reno Superior
Círculo do Reno Inferior-Vestfália
Círculo da Francónia
Círculo Inferior da Saxónia
Originalmente, os territórios governados pela Casa de Habsburgo e pelos Eleitores permaneceram fora dos círculos. Em 1512, a Dieta em Tréveris e Colónia organizou estas terras em mais quatro círculos:
Círculo Austríaco, incluindo os territórios dos Habsburgos herdados por Maximiliano I
Círculo da Borgonha, incluindo o património da falecida esposa de Maximiliano I, Maria de Borgonha
Círculo Superior da Saxónia, incluindo o Eleitorado da Saxónia e de Brandemburgo
Círculo Eleitoral do Reno, incluindo o Eleitorado Eclesiástico de Colónia e Mogúncia, Trier e o Secular Eleitorado do Palatinato.
Tendo em conta as reivindicações francesas levantadas pela herança de Borgonha de Maximiliano I, a dieta de 1512 iniciou o uso oficial do nome do "Sacro Império Romano (da nação) Germânica" (latim: Sacrum Romanum de Imperium Nationis Germanicæ) no seu Ato Final.
Embora o Império tenha perdido vários dos seus territórios ocidentais após a secessão das Províncias Unidas, em 1581, e durante as anexações francesas de 1679 e da Paz de Nimegue, os dez círculos permaneceram praticamente inalterados até o início de 1790, quando as guerras revolucionárias francesas ocasionaram mudanças significativas para o mapa político da Europa.
Les Dix Cercles d’Allemagne
Alain Manesson Mallet (1630-1706)
“Description de l’ Univers”, edição francesa, 1683
Gravura: 98 x 140 mm
Os 10 círculos da Alemanha: Basse Saxe, Haute Saxe, Westphalia, Franconia, Bourgogne, Bas Rhin, Haute Rhin, Baviera, Suabie e Autriche.
O mapa inclui a atual Alemanha, mas não exatamente o que era então considerado o Império Alemão.
L'Alemagne divisée en tous ses Cercles
Louis Brion de la Tour (c. 1743-1803)
Editado em Paris, 1766
Gravura: 260 x 233 mm
Mapa ladeado por 2 bandas de texto explicativo (Análise do mapa geral da Alemanha). Está ornado por um quadro ‘rocaille’ muito rico. Existem várias edições deste mapa, mais ou menos decoradas.
Allemagne divisée Par Cercles
Gilles Robert Vaugondy (1688-1766)
“Methode abregee et facile pour apprendre la Geographie”, edição de c.1750
Gravura: 156 x 152 mm
Mapa do que foi o império Alemão da época, que incluía a Boémia, a Silésia, a Morávia e a Áustria.
“Methode abregee et facile pour apprendre la Geographie”, edição de 1772, dedicada a Mme. Crozat
Gravura: 151 x 152 mm
L'Empire d'Allemagne. Divisé en ses deux Cercles. Dressé suivant les Observations de Mrs de l'Académie Royale des Sciences et autres Auteurs
Claude Buffier (1661-1737)
"Géographie Universelle", 1753
Gravura: 178 x 140 mm
De notar os "deux Cercles”, em vez de “dix Cercles” (provavelmente um erro de tipografia).
L'Empire d'Allemagne. Divisé en ses 10 Cercles. Dressé suivant les Observations de Mrs de l'Académie Royale des Sciences et autres Auteurs
Claude Buffier (1661-1737)
"Géographie Universelle", 1774
Gravura: 175 x 138 mm
L'Empire d'Allemagne. Divisé en ses 9. Cercles
Claude Buffier (1661-1737)
"Géographie Universelle", 1786
Gravura: 175 x 133 mm
De notar os "9. Cercles”, provavelmente omitindo o Círculo Austríaco.
L’Allemagne divisée par Cercles, avec Les Etats de Boheme et la Suísse
Joseph de Laporte (1703-1779)
“Atlas Moderne Portatif”, edição de 1777
Gravura: 220 x 177 mm (de Vallet)