LISBOA
Vue de Lisbonne du côte du Tago (c.1720)
Tovr de Belem (Mallet, 1683)
Lisabona magnificentissima Regia Sedes Portugalliae et florentissimum Emporium (Seutter, c.1740)
Plano Geral da Cidade de Lisboa em 1800 (Milcent, 1800) Novo !
Lissabon (Lisboa) 1844 (Meyer, c. 1860) Novo !
COIMBRA
Vue de la Ville de Coimbré (c.1720)
PORTO
C.de do Porto (Maldonado, 1789) Novo !
Oporto (c.1830)
Oporto (Martini, 1835)
Der Duoro bei Oporto (Metzeroth, c.1850)
BRAGA
noua Bracarae Auguste descriptio (Braun&Hogenber, 1599) Novo !
--- LISBOA ---
Lisboa é a capital e maior cidade de Portugal, e a capital mais ocidental da Europa continental (a segunda no geral, depois de Reiquiavique) e a única ao longo da costa atlântica, estando as outras (Reiquiavique e Dublin) em ilhas. A cidade situa-se na parte ocidental da Península Ibérica, na margem norte do rio Tejo. Na parte ocidental da sua área metropolitana, a Costa do Estoril, situa-se o ponto mais ocidental da Europa continental, o cabo da Roca.
Lisboa é uma das cidades mais antigas do mundo e a segunda capital europeia mais antiga (depois de Atenas), antecedendo em séculos outras capitais europeias modernas. Estabelecida por tribos pré-celtas e posteriormente porto comercial dos fenícios, Júlio César fez da cidade um município Romano chamado Felicitas Julia, acrescentando o termo ao nome Olissipo. Após a queda do Império Romano, foi governada por uma série de tribos germânicas a partir do século V, mais notavelmente os visigodos. No século VIII, no entanto, foi invadida pelos mouros. Em 1147, Afonso Henriques reconquistou a cidade definitivamente, e em 1255 a povoação tornou-se capital do Reino de Portugal, substituindo Coimbra.
Desde então, tem sido o centro político, económico e cultural do país, como sede do governo, da Assembleia da República, do Supremo Tribunal de Justiça, das Forças Armadas e da residência do chefe de Estado. É também o centro da diplomacia portuguesa, com embaixadores de 86 países residentes na cidade, bem como representações de Taiwan e da Palestina.
Brasão de Armas
Vue de Lisbonne du côté du Tago
Autor (?)
Edição c. 1720
Gravura: 159 x 124 mm
Com bonitos detalhes da arquitetura da Torre, e de vários navios ancorados em redor >
Tovr de Belem
Alain Manesson Mallet (1630-1706),
“Description de l’ Univers”, rara 1ª Edição, 1683
Gravura: 99 x 140 mm
Lisabona magnificentissima Regia Sedes Portugalliae et florentissimum Emporium
Matthäus Seutter (1678-1757)
Augsburgo, c. 1740
Gravura: 576 x 493 mm
Magnífica e ricamente ornamentada gravura da cidade de Lisboa, produzida por Matthäus Seutter, geógrafo imperial e um dos mais prolíficos editores de mapas do século XVIII. A composição combina, na parte superior, uma planta axial da cidade, com os bairros representados em diferentes cores e os principais edifícios religiosos e administrativos desenhados com grande detalhe e legendados, incluindo o Castelo, o Mosteiro de São Vicente, a Sé Patriarcal, a Praça do Rossio e diversos conventos e igrejas. O centro da cidade é identificado como “Praesidium cathedrale” e “Praecipua platea”, entre outros termos.
A planta é ladeada por cartelas com títulos em latim e alemão: "Lisabona magnificentissima Regia Sedes Portugalliae et florentissimum Emporium ad ostia Tagi situm…", onde se exalta a cidade como sede régia e importante entreposto comercial à foz do Tejo. Logo abaixo, uma vasta vista panorâmica do Tejo, preenchida por embarcações mercantes e militares, apresenta Lisboa do ponto de vista do rio, com destaque para a frente ribeirinha, torres, colinas e o casario denso. Ao centro, um cartucho barroco com texto descritivo em alemão celebra as riquezas, o comércio e a relevância política da cidade no contexto europeu e ultramarino.
Esta gravura é tanto um objeto de arte como um documento histórico, retratando Lisboa pouco antes do terramoto de 1755, quando ainda exibia a sua topografia e monumentalidade barroca intactas. Pela combinação de planta, vista e aparato alegórico, é uma das mais completas e espetaculares representações da capital portuguesa na cartografia antiga europeia.
Plano Geral da Cidade de Lisboa em 1800
Francisco Domingos Milcent
Reprodução não atualizada do original "Plano geral da Cidade de Lisboa em 1785", de Francisco D. Milcent, publicado em 1786 no Atlas "Noveau contenant toutes les partis du Monde", de Jean Covens e Corneille Mortier
Gravura: 407 x 297 mm
Lissabon (Lisboa) 1844
Carl Joseph Meyer (1796-1856)
“Meyer’s HandAtlas”, edição do Geographischen Graviranstalt des Bibliographischen Instituts, Amsterdam, Paris & Philadelphia, c. 1860
Gravura: 405 x 338 mm
Belíssima gravura, com a planta da cidade no topo, e em baixo uma vista a partir da Quinta da Torrinha. Curiosa e rara.
--- COIMBRA ---
Coimbra é a cidade capital do Distrito de Coimbra, estando inserida na sub-região Região de Coimbra (NUT III) e na Região do Centro (NUT II). É sede do Município de Coimbra que está subdividido em 18 freguesias. Este município é limitado, a norte, pelo município da Mealhada, a leste, por Penacova, Vila Nova de Poiares e Miranda do Corvo, a sul, por Condeixa-a-Nova, a oeste, por Montemor-o-Velho e, a noroeste, por Cantanhede.
Coimbra é uma das mais antigas cidades de Portugal e tem uma forte identidade ligada ao ensino e à cultura, sendo historicamente reconhecida como uma cidade universitária. Esta reputação deve-se, sobretudo, à presença da Universidade de Coimbra, uma das mais antigas da Europa e uma das maiores de Portugal. Fundada em 1290, como Estudo Geral Português, por iniciativa de D. Dinis, a universidade foi inicialmente criada em Lisboa, tendo alternado entre as duas cidades até se fixar definitivamente em Coimbra, nas margens do rio Mondego, em 1537.
Na história contemporânea, a população estudantil da Universidade de Coimbra desempenhou um papel marcante na defesa dos ideais de liberdade e democracia, tendo sido uma força ativa contra a ditadura do Estado Novo.
Além da sua relevância académica, Coimbra foi também capital do Reino de Portugal até 1255, altura em que essa função passou para Lisboa. Na cidade encontra-se o Mosteiro de Santa Cruz, onde está sepultado D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, e que foi o primeiro Panteão Nacional do país.
Coimbra é atravessada pelo rio Mondego, que nasce na Serra da Estrela, no sentido Este-Oeste.
É considerada uma das mais importantes cidades portuguesas, devido a infraestruturas, organizações e empresas nela instaladas para além da sua importância histórica e privilegiada posição geográfica no centro de Portugal continental, entre as cidades de Lisboa e do Porto. Ao nível de serviços oferecidos, é acima de tudo no ensino e nas tecnologias ligadas à saúde que a cidade consegue maior notoriedade. A população estudantil da cidade ronda os 37 000 matriculados, parte no ensino superior público não politécnico, parte no ensino superior público politécnico e parte no ensino superior privado.
O feriado municipal ocorre a 4 de julho, em memória da rainha Santa Isabel de Aragão, padroeira da cidade conhecida popularmente apenas por rainha santa. Foi Capital Nacional da Cultura em 2003. No dia 22 de junho de 2013, a Universidade de Coimbra, Alta e Sofia, foi declarada Património Mundial pela UNESCO.
In Wikipédia
Brasão de Armas
Vue de la Ville de Coimbré
Edição c. 1720
Gravura: 159 x 124 mm
--- PORTO ---
O Porto é uma cidade portuguesa e capital da sub-região da Área Metropolitana do Porto e da região Norte, pertencendo ao distrito do Porto. É sede do Município do Porto que está subdividido em 7 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Matosinhos e Maia, a leste por Gondomar, a sul por Vila Nova de Gaia e a oeste pelo Oceano Atlântico.
É a cidade que deu o nome a Portugal — desde muito cedo (c. 200 a.C.), quando se designava de Portus Cale, vindo mais tarde a tornar-se a capital do Condado Portucalense, de onde se formou Portugal. É ainda uma cidade conhecida mundialmente pelo seu vinho, pelas suas pontes e arquitetura contemporânea e antiga, o seu centro histórico, classificado como Património Mundial pela UNESCO, pela qualidade dos seus restaurantes e pela sua gastronomia, pela sua principal universidade pública: a Universidade do Porto, colocada entre as 200 melhores universidades do mundo e entre as 100 melhores universidades da Europa, bem como pela qualidade dos seus centros hospitalares.
In Wkipédia
Brasão de Armas
C.de do Porto
Teodoro de Sousa Maldonado (1759-?) (Desenho)
“Descripção topografica, e historica da Cidade do Porto”, de Agostinho Rebello da Costa, impresso na Officina de Antonio Alvarez Ribeiro, Porto, 1789
Gravura: 433 x 285 mm (de Manuel da Silva Godinho)
Panorâmica tomada de Vila Nova de Gaia, com o Douro em primeiro plano, intensa navegação, a Torre dos Clérigos dominando o horizonte e o Mosteiro da Serra do Pilar à direita. No céu, filactéria “C.de DO PORTO” sustentada por dois putti; ao longo do rodapé, larga legenda numerada identificando edifícios e templos, centrada por brasão.
Oporto
Edição c. 1830
Gravura: 167 x 128 mm
Oporto (visto do Cais de Gaia)
J. G. Martini
"Meyer's Universum", editado pelo Instituto Bibliográfico de Hildburghausen, 1835
Gravura alemã: 167 x 104 mm
Der Duoro bei Oporto
Bernard Metzeroth (1813-1848)
Edição c.1850
Gravura alemã: 154 x 109 mm
--- BRAGA ---
Braga é uma cidade portuguesa e capital da sub-região do Cávado, pertencendo à região do Norte e ao distrito de Braga e ainda à antiga província do Minho.
É sede do Município de Braga que está subdividido em 37 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Amares, a leste pela Póvoa de Lanhoso, a sudeste por Guimarães, a sul por Vila Nova de Famalicão, a oeste por Barcelos e a noroeste por Vila Verde.
Braga possui uma história bimilenar que se iniciou na Roma Antiga, quando foi fundada entre 15 e 13 a.C. como Bracara Augusta em homenagem ao imperador romano Augusto (r. 27 a.C.–14 d.C.). A cidade foi, mais tarde, capital da província da Galécia e capital do Reino Suevo.
Braga possui um vasto património cultural, cujo ex-líbris é o Santuário do Bom Jesus do Monte, Património Mundial da UNESCO. Em 2012 foi distinguida como Capital Europeia da Juventude e em 2018 foi Cidade Europeia do Desporto. Desde 2017 pertence à rede de Cidades Criativas da UNESCO, na categoria Media Arts, e em 2021 foi eleita Melhor Destino Europeu do Ano, depois de ter ficado em 2.º lugar em 2019.
Brasão de Armas
noua Bracarae Auguste descriptio
Georg Braun (1541-1622) & Frans Hogenberg (1535-1590)
“Civitates Orbis Terrarum”, tomo V, pág. 3, Colónia, 1599
Gravura: 503 x 363 mm
Notável planta em vista de pássaro da cidade de Braga, representada murada e de traçado aproximadamente oval, com as principais ruas radiantes a partir da zona da Sé e do antigo fórum. No interior das muralhas distinguem-se a catedral e outros edifícios religiosos e civis numerados, correspondendo a legendas latinas; extramuros, hortas, campos cultivados, caminhos e ribeiros, bem como a ponte sobre o rio Este no sector inferior. No topo, alongando-se sobre o campo, lê-se o título latino, flanqueado pelos brasões do arcebispado de Braga (à esquerda) e da cidade (à direita). Na margem inferior direita, cartela ornamental com texto descritivo; noutras zonas do bordo, pequenas cartelas manuscritas com notas históricas e topográficas. Verso impresso em latim sob o cabeçalho BRACARAE AUGUSTAE, com descrição da cidade e lista de edifícios assinalados.
Gravura antiga original da cidade portuguesa de Braga, da autoria dos melhores gravuristas do século XVI, Georg Braun e Frans Hogenberg, publicada pela primeira vez em 1594, esta planta constitui a primeira representação detalhada de Braga em época moderna, resultante da combinação entre a tradição erudita da antiga Bracara Augusta e a realidade urbana seiscentista. A imagem fixou de forma duradoura a topografia da cidade intramuros e é hoje fonte fundamental para o estudo da morfologia urbana bracarense.
Texto no canto superior esquerdo: "Ao ilustríssimo Senhor, Frei Agostinho de Jesus de Braga, Arcebispo e Senhor Primaz das Espanhas, Magnata da Lusitânia, Conselheiro de Sua Majestade Real, Gaspar Álvaro Maquiadus, historiador eclesiástico de Santa Braga, dedicou [esta obra] aos Idos de Agosto do ano de 1594."
No centro à direita: "O rio Alestes, cujas nascentes se encontram no Monte Spino, a quatro horas de Braga pela distância augustana, irriga um vale encantador adjacente à cidade, cultivado com muitos jardins, pomares e estufas. Isto é maravilhoso: não produz nenhuma macieira das variedades nocivas que, de resto, abundam nesta província. Lava a cidade e deságua num rio de maior renome perto da antiga vila de Villa Comitis. Alguns chamam-lhe, erroneamente, [o rio] Sethen."
Na terceira imagem: "Ao espectador sincero. Braga Augusta foi assim denominada por Augusto César. O leitor está presente graças à engenhosidade do nosso Gaspar. Agora, mais majestosa com Agostinho como governante, com os túmulos dos divinos Pontífices e os concílios dos padres. O doutor Sebastianus Dalfaro [é] o Secretário do Ilustríssimo Primaz."