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<  FORTIFICAÇÕES MILITARES PORTUGUESAS

( Atualizado em:  11/11/2025 ) rev

PORTUGAL CONTINENTAL 

  • Castelo de Arronches  (A. Mallet, c.1680)

  • Castelo de Elvas  (A. Mallet. c.1680)

  • Castelo de Évora  (A. Mallet. c.1680)

  • Castelo de Estremoz  (A. Mallet. c.1680)

  • Castelo de Estremoz  (van der Aa. c.1707)

  • Muralhas de Setúbal  (A. Mallet. c.1680)

  • Muralhas de Setúbal  (van der Aa. c.1707)

  • Castelo de Olivença e Muralhas de Setúbal  (A. Coquart, séc. XVIII)

  • Castelos de Estremoz, Vila Viçosa, Arronches e Forte de St. Julião ou St. Gião  (A. Coquart, séc. XVIII)

AÇORES

  • Fortaleza de São João Baptista - Angra do Heroísmo 

ÁFRICA

  • Plan du Fort d'Arguim  (Bellin, 1757)

  • Plan du Fort Hollandois de Sama (nommé St. Sebastien) - Gana  (Bellin, 1757)

ÁSIA

  • Plan de la Forteresse de Cranganor - Índia  (Bellin, 1747)

  • Plan de la Forteresse de Coylan - Índia  (Bellin, 1761)

PLANOS DE FORTIFICAÇÕES MILITARES

  • Andere Tafel in welcher alle gehörige Vestungs-Gebäu in unterschiedlichen Manieren der berühmtesten Ingenieurs zu finden  (Weigel, c.1720) Novo !

  • Castelo de Arronches

  • Alain Manesson Mallet (1630-1706)

  • “Les Travaux de Mars ou l'Art de la Guerre", 1684

  • Gravura: 100 x 147 mm

O Castelo de Arronches, também referido como Fortaleza de Arronches ou Fortificações de Arronches, no Alentejo, localiza-se na freguesia de Assunção, na vila de Arronches, distrito de Portalegre.

A vila fronteiriça de Arronches, no Alto Alentejo, constituiu uma importante praça-forte durante as guerras com a Espanha no século XVII.

Embora não haja mais informações acerca da primitiva estrutura deste castelo medieval, sabe-se que foi reedificado em 1310 no reinado de Dinis I (1279-1325).

No reinado de Manuel I (1495-1521), a planta do seu castelo encontra-se figurada por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509). Era seu alcaide-pequeno, à época, Diogo de Sequeira (1496-1514).

Provavelmente à época da Guerra da Restauração da independência portuguesa, juntamente com outras praças da região, a estrutura defensiva da vila medieval foi modernizada, adaptada ao moderno fogo da artilharia. Para esse fim foi envolvida por baluartes de alvenaria com guaritas nos vértices.

Atualmente o perímetro amuralhado não se encontra completo: a povoação sofreu extensos danos durante o terramoto de 1755, ao qual as suas defesas não devem ter ficado alheias. Posteriormente, diversos trechos dos muros foram absorvidos pela expansão urbana da povoação, que se utilizou dos mesmos para a construção de residências. Do castelo medieval, chegaram aos nossos dias apenas as ruínas de uma das suas torres.

Classificados como Imóvel de Interesse Público por Decreto publicado em 29 de Setembro de 1977, os restos das fortificações de Arronches atualmente reclamam um extenso plano de recuperação e de valorização por parte dos poderes públicos.

Os remanescentes dos muros foram erguidos em alvenaria de pedra, utilizando-se a técnica da pedra seca, ou seja, as pedras encontram-se aparelhadas umas às outras sem argamassa. Em alguns trechos, entretanto, observa-se que o cimento foi aplicado como forma de preservação.

  • Castelo de Elvas

  • Alain Manesson Mallet (1630-1706)

  • “Les Travaux de Mars ou l'Art de la Guerre", 1684

  • Gravura:  97 x 144 mm


O Castelo de Elvas, no Alentejo, localiza-se na freguesia da Caia, São Pedro e Alcáçova, na cidade e município de Elvas, distrito de Portalegre.

Insere-se num conjunto de fortificações e obras anexas, consideradas Património da Humanidade desde 2012.

A povoação que era então conhecida pelo nome de Helvas, a partir de 714 foi ocupada por Muçulmanos que, denominando-a como Ielbax, lhe levantaram as primeiras duas cinturas de muralhas, das quais subsistem vestígios até aos nossos dias. 

Foi D. Sancho II (1223-1248), quem determinou a reconstrução e reforço das defesas. Alguns autores compreendem que estas obras estariam concluídas já em 1228. 

Os conflitos pela posse desta povoação fronteiriça atravessaram os reinados de:

  • D. Dinis (1279-1325), que deu Carta de Foral à Vila (1231) e lhe ampliou as defesas;

  • D. Fernando (1367-1383), que a dotou de uma terceira cintura de muralhas, reforçada por torres;

  • D. João II (1481-1495), que determinou a reconstrução da Torre de Menagem (1488) e outros reparos, conforme a pedra de armas deste soberano sobre o portão de entrada; e

  • D. Manuel I (1495-1521), que elevou a vila à categoria de cidade (1513).

No conjunto, estes soberanos propiciaram à vila um notável sistema defensivo, que no início do século XVI ostentava uma tripla cintura de muralhas, vinte e duas torres, onze portas e barbacã, conforme o desenho de Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509). Estes dois últimos soberanos foram os responsáveis pela modernização do castelo para o sistema abaluartado, com linhas renascentistas, período em que passa a predominar a função residencial (paço dos alcaides).

Proclamada a restauração, a cidade desde logo teve a sua defesa modernizada, adaptada aos tiros da artilharia. Recebeu deste modo uma nova linha de muralhas, de traçado poligonal abaluartado, cujos trabalhos só estariam concluídos na primeira década do século XVIII. Transformada em uma autêntica Praça-forte, resistiu ao cerco espanhol de 1658, permitindo que o mesmo fosse derrotado na batalha das Linhas de Elvas (14 de Janeiro de 1659).

Erguido na zona lindeira, no alto de um monte em posição dominante sobre a povoação e o rio Guadiana, integra um impressionante conjunto defensivo erguido ao longo dos séculos. Na Idade Média, o papel do castelo era complementar à invocação expressa no brasão de armas da cidade: Custodi nos domine, ut pupilam oculi (Guardai-nos, Senhor, como à menina dos olhos). Atualmente é considerado como um dos melhores exemplos da evolução histórica da arquitetura militar no país.

O castelo medieval ergue-se na cota mais elevada do terreno, a 320 metros acima do nível do mar. Em seu conjunto apresenta elementos dos variados períodos construtivos, que, no início da Idade Moderna, encontrava-se composto por três cortinas defensivas, conservando as duas mais antigas importantes estruturas do período muçulmano.

Na linha de defesa externa, mais recente, datando do reinado de D. Fernando, reforçada por vinte e dois torreões e por uma barbacã, abriam-se originalmente onze portas - reduzidas a três pelas reformas do século XVII (respetivamente a de Évora, a de Olivença e a de São Vicente). Esta defesa foi parcialmente absorvida pela expansão urbana.

A linha intermediária de defesa também foi comprometida por essa expansão. Os seus muros eram rasgados por quatro portas: a da Ferrada, a Porta Nova ou da Encarnação, a de Santiago e a do Bispo.

A linha de defesa interna ergue-se na cota mais elevada do terreno, a nordeste, tendo chegado até nós duas das suas antigas portas: a da Alcáçova e a do Miradeiro. É constituída pelo castelo do reinado de D. Sancho II, remodelado por D. Dinis e reforçado por D. João II e por D. Manuel I, apresentando planta quadrangular. Ladeado por duas torres quadrangulares, a mais alta correspondendo à de menagem, o Portão de Armas é protegido por um balcão sustentado por mísulas, onde se exibe o brasão de armas de D. João II. Em suas muralhas ameadas inscreve-se uma torre hexagonal irregular, rasgada por aberturas de troneiras e coberta por cúpula semi-esférica. O alto desta torre é percorrido por um adarve protegido por parapeito com largos merlões. Na praça de armas os diversos fragmentos arquitetónicos, denunciam as diferentes épocas construtivas e estilísticas.

  • Castelo de Estremoz

  • Alain Manesson Mallet (1630-1706)

  • “Les Travaux de Mars ou l'Art de la Guerre", 1684

  • Gravura:  100 x 144 mm

 




  • Pieter van der Aa (1659-1733)

  • Leiden, ca. 1707

  • Gravura:  125 x 72 mm

O Castelo de Estremoz localiza-se na freguesia de Estremoz (Santa Maria e Santo André), na cidade e no Município de Estremoz, Distrito de Évora, no Alentejo.

Erguido em posição dominante sobre uma colina ao norte da serra de Ossa, tinha como função primitiva a defesa desta raia alentejana. Constituindo-se posteriormente em uma das mais importantes praças-fortes da região do Alentejo, Estremoz esteve ligada a diversos dos mais decisivos episódios militares da História de Portugal. Deu o seu nome, ainda, a um dos mais atuantes destacamentos militares do país, com decisiva ação no Brasil colonial, o Regimento de Estremoz. É ainda de assinalar o facto de nele ter falecido, em 1336, a rainha Santa Isabel.

É, a par de Elvas, uma das mais importantes praças-fortes do Alentejo, principalmente no período da Guerra da Restauração, altura em que serviu também de quartel-general das tropas portuguesas.

Datado do século XII, o castelo foi alvo de vários melhoramentos ao longo do tempo, mas especialmente durante este período devido à sua localização próxima com o reino de Espanha. Durante o cerco a Elvas de 1658, e que terminaria com a Batalha das Linhas de Elvas no ano seguinte, foi de Estremoz que partiu a maioria do exército português de socorro.

No início do século XX, o conjunto do castelo, das muralhas da vila, a chamada Torre das Couraças e a Capela da Rainha Santa, foi classificado como Monumento Nacional a partir de Decreto publicado em 23 de junho de 1910.

Quando da Reconquista cristã da península, teria sido conquistada na mesma época e pelas mesmas forças com que Geraldo Sem Pavor se assenhoreou da vizinha Évora (1165). Perdida a sua posse pouco depois, Estremoz só seria incorporada definitivamente aos domínios portugueses em meados do século XIII, sob o reinado de D. Sancho II (1223-1248), quando se teriam iniciado os trabalhos de reconstrução do castelo. No reinado de D. Afonso III (1248-1279), visando incrementar o seu povoamento e defesa, este soberano outorgou foral à vila em 1258, determinando-lhe a reconstrução e reforço das defesas, bem como a construção da cerca da vila. Data deste momento, por volta de 1260, a ereção da Torre de Menagem.

Os trabalhos de edificação das muralhas tiveram continuidade sob o reinado de D. Dinis (1279-1325), monarca que fez erguer o Paço Real, junto ao castelo.

A Torre de Menagem estava concluída sob o reinado de D. Fernando de Portugal (1367-1383), por volta de 1370.

Na época da Restauração as defesas de Estremoz e seu castelo foram modernizadas, sob projeto e orientação de Cosmander. Após o seu falecimento 1648, Nicolau de Langres, com o auxílio de Pierre de Saint-Colombe, foi encarregado das obras (1662?), que compreenderam a construção de quatro baluartes, dois meios-baluartes e um revelim, reforçados posteriormente por outras linhas abaluartadas, nomeadamente a da denominada Praça Baixa.

No século XVIII, prosseguiram os trabalhos de fortificação, marcados, a partir de 1736 pela reconstrução do antigo Paço Real, requalificado para abrigar os Armazéns de Guerra, com projeto de António Carlos Andreis. Entre 1738 e 1742, no novo e imponente edifício em estilo barroco, D. João V (1706-1750) fundou a Sala de Armas, um dos mais famosos museus de armaria no continente europeu, à época e melhorou bastante a Capela da Rainha Santa Isabel. 

O conjunto da Praça-forte de Estremoz apresenta planta pentagonal orgânica (adaptada à conformação do terreno).

O castelo medieval ergue-se no topo de uma colina de pedra calcária, identificando-se elementos dos estilos gótico, moderno e neoclássico. É envolvido por uma cerca baixa ameada, percorrida por um adarve largo, reforçada com quatro cubelos semi-cilíndricos. Pelo lado sul, ergue-se a Torre de Menagem, também conhecida como Torre dos Três Reis ou Torre das Três Coroas. Com 27 metros de altura, coroada por merlões prismáticos, é rasgada por três balcões ameados, com matacães, assentes em mísulas. No interior da torre, dividida em três pavimentos, destaca-se a vasta sala do segundo piso, de planta octogonal e coberta por abóbada polinervada.

Na cerca da cidade, destacam-se a Porta de Santarém e a Porta da Frandina. No interior dos muros, observa-se a imponente galeria ogival da Casa da Audiência, de dupla arcaria apoiada em colunelos de mármore com capitéis historiados, contendo o antigo brasão da cidade. Da época de D. Manuel I subsistem o antigo Celeiro Comum, coberto por abóbada ogival de nervuras, e a Torre do Relógio.

  • Castelo de Évora

  • Alain Manesson Mallet (1630-1706)

  • “Les Travaux de Mars ou l'Art de la Guerre", 1684

  • Gravura:  100 x 148 mm

O Castelo de Évora, também referido como Muralhas e Fortificações de Évora e Sistema Fortificado de Évora, localiza-se na cidade e distrito de mesmo nome, no Alentejo.

Embora se atribua o início de significativas obras de ampliação das defesas de Évora ao reinado de D. Dinis (1279-1325), é mais correto atribuí-las ao de D. Afonso IV (1325-1357), monarca que aqui residiu por largos períodos e de onde partiu para a batalha do Salado (1340). Documentos na Chancelaria de D. Pedro I (1357-1367) são os primeiros a mencionar a cerca da vila, referindo trabalhos na barbacã, fossos e muros. Essas obras estariam concluídas à época do reinado de D. Fernando (1367-1383), o que leva alguns autores a referirem a defesa externa da vila como cerca fernandina. Neste reinado é pela vez documentalmente referida a Porta do Raimundo (1373). 

No contexto da Guerra da Restauração, as defesas de Évora foram modernizadas, recebendo linhas abaluartadas, transformando-se numa Praça-forte. 

A muralha da cidade, com características da baixa Idade Média, mantém-se nas suas linhas essenciais, com troços bem conservados e elementos arquitetónicos significativos. Destacam-se a chamada Porta de Avis (referida em 1353), a Porta de Mendo Estevens (Porta do Moinho de Vento), a Porta da Alagoa (defendida por uma torre), a Porta de Alconchel (a principal da cidade, protegida por dois grandes torreões). O troço de muralha entre as Portas da Alagoa e do Raimundo manteve-se íntegro durante as épocas posteriores, não sendo alterado nas campanhas de obras dos séculos XVII e XVIII. A Porta da Alagoa, entretanto, encontra-se atualmente muito descaracterizada por reedificações sucessivas. A chamada Porta do Raimundo, demolida em 1880, foi reconstituída como uma composição revivalista. 

As Muralhas e Fortificações de Évora encontram-se classificadas como Monumento Nacional por Decreto publicado em 4 de julho de 1922.

Em 1945 foi quase que integralmente refeito o pequeno cubelo a Sudoeste.

Em finais de 1993 iniciaram-se os trabalhos de abertura, na muralha entre os dois cubelos a Sudoeste, perto do Postigo dos Penedos, de uma porta de mármore bujardado, marcando nitidamente a contemporaneidade da obra, para ligação pedonal entre a zona Oeste extramuros e o Centro Histórico da cidade.

  • Muralhas de Setúbal

  • Alain Manesson Mallet (1630-1706)

  • “Les Travaux de Mars ou l'Art de la Guerre", 1684

  • Gravura:  100 x 145 mm










  • Pieter van der Aa (1659-1733)

  • Leiden, ca. 1707

  • Gravura:  161 x 122 mm

As muralhas de Setúbal que envolvem a cidade de Setúbal, datam do século XIV (D. Afonso IV e D. Pedro I), e, numa segunda fase, do século XVII (D. João IV e príncipe D. Teodósio).

A primeira estrutura defensiva da povoação, uma muralha envolvente iniciada ao tempo do rei D. Afonso IV (1325-1357) e concluída no reinado seguinte, sob D. Pedro I (1356-1367), tinha a função de conter os assaltos de piratas e de corsários que, oriundos do Norte d’África pelo oceano Atlântico, penetravam pela foz do rio Sado. Os trabalhos são referidos nas Crónicas de Fernão Lopes, que noticiam o lançamento das sisas, tributo cuja cobrança permitiu essa edificação. 

Durante a Dinastia Filipina, para reforço da defesa, foi iniciado o Forte de São Filipe de Setúbal (1582). 

Com a Restauração da Independência Portuguesa, a 1 de Dezembro de 1640, a nobreza portuguesa aclamou a D. João IV (1640-1656) como novo soberano, pondo termo a sessenta anos de domínio dos Habsburgos sobre o país. Neste momento, o foco estratégico da defesa militar deslocou-se para as fronteiras terrestres, visando conter as invasões espanholas que se antecipavam ao território português.

Por essa razão, o litoral foi guarnecido por baterias apenas com fins de alerta e de defesa restrita, uma vez que, enfraquecido o poder da Armada Espanhola e feita a paz com os Países Baixos, não se esperavam maiores ameaças pelo mar. Organizam-se, desse modo, linhas de defesa nas barras dos principais rios: rio Douro, rio Tejo (principalmente de Belém ao Guincho) e rio Sado.

É nesta estratégia defensiva que se enquadra a construção, ao longo do século XVII, do Forte de Albarquel (1643) que complementaria o poder de fogo da Forte de São Filipe de Setúbal, as obras de acrescentamento da Forte de Santiago do Outão (1643-1657), a construção do Forte de Santiago de Sesimbra (1648) e dos revelins adossados à muralha em Sesimbra (1648), a construção do Forte de São Teodósio da Ponta do Cavalo em Sesimbra (1652) e finalmente o Forte da Arrábida (1676).

Dentro desta nova estratégia, foram projetadas novas muralhas para a vila de Setúbal. Neste projecto trabalharam grandes nomes da arquitetura militar portuguesa da época, tendo as obras se prolongado por um longo período, até 1696. Em diversas ocasiões tanto o rei D. João IV quanto o príncipe D. Teodósio se deslocaram a Setúbal para acompanhar a evolução das mesmas. Os custos da sua construção foram arcados quer pelos negociantes de sal quer pela população da vila, que teve de arcar com novos impostos. Concluídos os trabalhos, a nova cintura de muralhas ostentava onze baluartes e dois meio-baluartes.

Dos baluartes que ainda subsistem, destaca-se o de Nossa Senhora da Conceição onde esteve instalado um aquartelamento militar. Este edifício é constituído por duas partes: o baluarte propriamente dito e construções mais recentes. No seu pórtico está uma inscrição a partir da qual se fica a saber que foi concluído em 1696 por ordem do duque do Cadaval.

As muralhas foram erguidas utilizando-se alvenaria de pedra argamassada. Do período islâmico, ainda se podem ver junto da cisterna as ruínas da Casa dos Vereadores, que ainda funcionava nos inícios do século XVI.

O Castelo de Olivença localiza-se na povoação de mesmo nome à margem esquerda do rio Guadiana, em território de Espanha, segundo o Estado espanhol, e em território de Portugal atualmente administrado por Espanha, segundo o Estado português. Esta situação de disputa territorial mantém-se desde o Congresso de Viena (1815) e, até hoje, ainda não houve quaisquer negociações entre os dois Estados para a resolver. 

À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, o território à margem esquerda do rio Guadiana foi dominado quando da conquista definitiva de Badajoz pelas forças de Afonso IX de Leão, na Primavera de 1230.

Como compensação pelos serviços prestados nessa conquista, o soberano fez a doação dos domínios de Burguillos e de Alconchel aos cavaleiros da Ordem do Templo, para que os povoassem e defendessem. Em algum momento entre esta doação e o ano de 1256, a Ordem estabeleceu a Comenda de Olivença, à época uma pequena povoação que se afirmava em torno de uma fonte (atual Fuente de La Corna), voltada para a agricultura e para a pastorícia. Nesse local, os Templários ergueram um castelo, uma Igreja sob a invocação de Santa Maria, organizando a exploração económica da comunidade.

Com a assinatura do Tratado de Alcanices (1297), os domínios de Olivença e o seu castelo foram confirmados na posse da Coroa portuguesa, revalorizando-lhe a posição estratégica frente a Badajoz, o que se traduziu num progressivo incremento das fortificações da primeira.

Desse modo, a partir de 1298 D. Dinis iniciou a reconstrução das primitivas defesas dos Templários, ampliando a cerca da vila que, com planta quadrada passou a ser amparada por quatorze torres. Os trabalhos tiveram prosseguimento no reinado de seu sucessor, Afonso IV de Portugal (1325-1357), que os completou em 1335, com a construção da Alcáçova no seu interior, no vértice a Norte.

Durante as guerras fernandinas, no último terço do século XIV, Olivença recebeu uma nova cerca mais extensa, de planta oval, onde se rasgavam cinco portas. Embora esta estrutura não tenha chegado até nós, uma vez que foi inteiramente demolida, a forma de seu traçado persiste na malha urbana que condicionou.

Posteriormente, sob o reinado de João II de Portugal (1481-1495), este soberano fez levantar, no recinto da Alcáçova, a mais alta torre de menagem da linha raiana (1488). Elevando-se a 35 metros de altura, o conjunto recebeu o reforço de um fosso inundado. O seu topo era acedido por um conjunto de 17 rampas, que permitia a movimentação de peças de artilharia. Esta obra monumental próxima a Badajoz, erguida em tempo de paz, foi acompanhada à distância, com suspeição, pela Coroa de Castela.

Ao iniciar-se o reinado de Manuel I de Portugal (1495-1521), desenvolveu-se uma nova etapa construtiva nas fortificações de Olivença: a cerca fernandina foi demolida por Afonso Mendes de Oliveira e a sua pedra aproveitada na construção de uma terceira cerca, da qual dispomos a iconografia de Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509).

No contexto da Guerra da Restauração da independência de Portugal, a posição de Olivença readquiriu importância estratégica. Desse modo, uma nova etapa construtiva teve lugar, demolindo-se para esse fim a antiga cerca manuelina e reaproveitando-se a sua pedra para erguer uma quarta muralha, amparada por nove baluartes. 

Constituía-se num castelo com muralhas espessas e elevadas, em alvenaria de pedra, reforçadas por grandes torres de paredes cegas. A defesa era efetuada a partir dos matacães, uma vez que não possuía ameias.

As muralhas eram rasgadas por três portas, de que se conservaram duas: a Porta de Alconchel, em arco de volta perfeita, defendida por duas torres; e a Porta dos Anjos, também em arco de volta perfeita mas rematada por um frontão. A terceira porta, sob a invocação de São Sebastião, também em arco de volta perfeita, foi reconstruída no contexto dos trabalhos de restauração, em 2006.

A torre de menagem mede 40 metros de altura por 18 de lado e é dividida internamente em três pavimentos, onde se destaca a decoração do último. É acedida por dezassete rampas com cobertura em abóbada de canhão permitindo o trânsito de peças de artilharia.

Como apoio à defesa, os portugueses construíram ainda diversas atalaias de vigilância, com a função de comunicar à guarnição do castelo os movimentos das tropas castelhanas.

  • Castelo de Olivença e Muralhas de Setúbal

  • Antoine Coquart (1703-1762)

  • Publicação francesa do séc. XVIII, (À Paris chez le Sr. de Fer dans l' Isle du Palais sur le Quay de l' Orloge à la sphere Royale avec privilege du Roy)

  • Gravura:  345 x 243 mm

O Castelo de Vila Viçosa é um monumento localizado na freguesia de Nossa Senhora da Conceição e São Bartolomeu da vila e município de Vila Viçosa, distrito de Évora, Alentejo.

Em posição dominante sobre a vila, nas proximidades da vertente nordeste da serra de Ossa, ergue-se sobre uma colina defendida naturalmente pela ribeira de Ficalho e pela ribeira do Carrascal, afluentes menores do rio Guadiana.

Encontra-se classificado como monumento nacional por decreto publicado em 23 de junho de 1910.

Vila Viçosa recebeu de D. Afonso III (1248-1279) a sua carta de foral, passada a 5 de junho de 1270. Dessa época será o início da construção do seu castelo, a que o seu filho e sucessor, D. Dinis (1279-1325), dará um efetivo impulso, terminando a sua edificação e fazendo erguer a cerca da vila.

No reinado de D. Fernando I (1367-1383), a exemplo do que se fez em diversos castelos do Reino, foram feitos importantes melhoramentos na fortificação de Vila Viçosa.

Em 1501, o duque D. Jaime I, fez construir o atual Paço Ducal, onde passou a residir. Ainda por sua determinação, fizeram-se várias obras no castelo, entre as quais os bastiões redondos em estilo italiano e o fosso defensivo. 

No contexto da Guerra da Restauração, o castelo recebeu o reforço de uma nova cintura de muralhas, erguida entre 1663 e 1664, com planta no formato de um polígono estrelado, adaptada à então moderna artilharia. 

O castelo medieval apresenta planta quadrada, com muralhas de cerca de sessenta metros de lado, reforçadas, nos ângulos Oeste e Leste, por grandes torreões de planta circular. A sua face Noroeste e parte da Nordeste eram comuns à cerca da vila. Em seu interior ergueu-se a igreja matriz, sede da primeira paróquia da vila, e que hoje é o importante Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, proclamada padroeira de Portugal em 1646.

A Torre de Menagem só foi erguida sob o reinado de D. Fernando, afastada do castelo, em face de uma porta rasgada a meio do troço Sudoeste da cerca da vila, à qual se ligava por um passadiço.

Delimitando uma área de cerca de três hectares, a cerca da vila, de planta pentagonal irregular, é rasgada por diversas portas, entre as quais a chamada "Porta de Évora", a "Porta de Estremoz" e a "Porta de Olivença".

  • Castelos de Estremoz, Vila Viçosa, Arronches e Forte de St. Julião ou St. Gião

  • Antoine Coquart (1703-1762)

  • Publicação francesa do séc. XVIII, (À Paris chez le Sr. de Fer dans l' Isle du Palais sur le Quay de l' Orloge à la sphere Royale avec privilege du Roy)

  • Gravura:  350 x 252 mm

O Forte de São Julião da Barra (antigamente dito Forte ou Torre de São Gião) constitui o maior e mais completo complexo militar de defesa no estilo Vauban remanescente em Portugal. Localiza-se em São Julião da Barra, na ponta de São Gião, extremo oeste de Oeiras, na freguesia de Oeiras e São Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias.

Considerada no passado como o Escudo do Reino, maior fortificação marítima no país. Tinha originalmente, em conjunto com o Forte de São Lourenço do Bugio, com quem cooperava, a função de controle da entrada e saída das embarcações na barra do Tejo e o acesso ao porto de Lisboa.

A construção de uma fortificação na ponta onde existiria uma ermida sob a invocação de São Gião, na margem direita da barra do rio Tejo, foi recomendada por D. Manuel I (1495-1521) ao seu filho e sucessor, D. João III (1521-1557).

Em 1549 este soberano criou o cargo de Mestre das Obras de Fortificação do Reino, lugares d'Além e Índias que confiou ao renomado arquiteto Miguel de Arruda, responsável por diversos complexos fortificados no ultramar português.

Atendendo ao entendimento do seu Concelho, que sustentava que a defesa marítima do porto de Lisboa não deveria fundamentar-se unicamente no Castelo de São Jorge e na antiga cerca moura, e sim em modernas fortalezas abaluartadas junto à foz do rio, o soberano fez iniciar as obras do Forte da Ponta de São Gião em 1553, na margem direita da barra do Tejo.

À época da Dinastia Filipina, a partir de 1580, o duque de Alba determinou ao arquiteto Giácomo Palearo que projetasse meios para reforçar a defesa do forte. Este procedeu a correções no traçado do fosso, fez erguer novas baterias, ampliou as defesas do flanco oeste. A partir de 1582 procedeu-se a edificação da esplanada inferior do lado leste, adicionando-se os baluartes sob a invocação de São Filipe e de São Pedro. A partir de 1597 o engenheiro militar e arquiteto cremonense Leonardo Torriani, assumiu a direção das suas obras de ampliação e reforço.  

A estrutura foi erguida em cantaria e alvenaria rebocada, apresentando planta irregular com formato aproximadamente pentagonal, sendo integrada por muralhas, revelim, baluartes, esplanadas com baterias de artilharia, guaritas cobertas, caminhos de ronda, rampas e outras. Em seu interior, além das dependências de serviço (Casa do Governador, quartéis de tropas, paióis, depósitos e outros), incluía-se uma Capela, casamatas abobadadas e cisterna em segmento de círculo, também abobadada, atualmente aproveitada como salão de receções. A torre do farol com guaritas nos cunhais, eleva-se em três pavimentos, ladeada pelos alojamentos da guarnição.

É defendida pelo lado de terra por dois fossos e, primitivamente, por uma ponte levadiça, atualmente em aço e alvenaria.

A leste ergue-se o baluarte do Príncipe ou de El-Rei D. Fernando. A oeste, voltado para o mar, outros baluartes entre os quais se destaca o de Santo António.

---  AÇORES  ---

A Fortaleza de São João Baptista, formalmente denominada como Prédio Militar nº 001/Angra do Heroísmo, mas também referida como Castelo de São João Baptista, Castelo de São Filipe, Fortaleza de São Filipe ou simplesmente Fortaleza do Monte Brasil, localiza-se na freguesia da Sé, na cidade e município de Angra do Heroísmo, na costa sul da ilha Terceira, nos Açores. Construída entre 1593 e 1636, a fortificação manifesta o desejo de consolidação do poder de Espanha nos oceanos, a criação de uma base inexpugnável capaz de conter o livre acesso dos rivais europeus à Índia e Novo Mundo e de defender o primado da navegação ibérica para o Ultramar.

Em posição dominante sobre o istmo da península do Monte Brasil, no lado ocidental da baía de Angra, e oriental da baía do Fanal, integra um complexo defensivo iniciado durante a Dinastia Filipina (1580-1640). Devido ao seu porte, constitui-se na mais importante fortificação dos Açores, estruturada como um dos vértices do triângulo defensivo estratégico espanhol que, à época, protegia as frotas da prata americana, da Carreira da Índia e do Brasil. Os outros vértices apoiavam-se nos complexos fortificados de Havana, na ilha de Cuba, e de Cartagena das Índias, na Colômbia.

A sua construção correspondeu a uma mudança na conceção do sistema defensivo da ilha, com influência direta na defesa das ilhas dos Açores, baseada essencialmente numa fortificação com uma inexpugnável frente terrestre e abandonando a ideia de defesa em linha. Não sendo possível manter todo o perímetro fortificado densamente guarnecido, o sistema defensivo baseava-se na grande mobilidade das forças de defesa, com vigilância apertada em toda a frente e na rápida deslocação das tropas para o troço da muralha que estivesse sujeito à ameaça do ataque iminente.

É ainda, juntamente com a Fortaleza da Aguada, em Goa, na Índia, uma das mais vastas fortificações remanescentes na atualidade. Em nossos dias constitui-se no quartel do Regimento de Guarnição nº 1 (RG1) - Regimento de Angra do Heroísmo.

A Fortaleza de São João Baptista conjuntamente com a Igreja de São João Baptista encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1943.

In Wikipédia ->  História

 

Postal Máximo - Fortaleza de São João Baptista 

FDC - Fortaleza de São João Baptista

FDCB  - Fortaleza de São João Baptista

---  ÁFRICA  ---

Arguim foi, provavelmente, a primeira fortificação edificada de raiz fora de Portugal no processo da expansão portuguesa. Verifica‐se uma enorme escassez de estudos sobre o primeiro acto arquitetónico referente a um dos mais precoces momentos da história do património ultramarino europeu, levado a cabo pouco tempo depois de a ilha (situada no Golfo de Arguim, ou Arguin) ter sido visitada por Gonçalo de Sintra em 1445. Segundo Valentim Fernandes, era muito povoada, ficando "hua legoa em largo e duas em longo e quatro em redondo". 

A progressão para sul na senda das Descobertas terá levado à necessidade de realizar edificações ex‐novo como pontos privilegiados de defesa, a primeira das quais, em alvenaria europeia, se elevou ali a mando do infante D. Henrique, talvez ainda em 1448. Porém, segundo João de Barros, o forte foi erigido por ordem de D. Afonso V em 1461, para o que mandou Soeiro Mendes, de Évora, "fidalgo de sua casa, fazer o castello Darguim a que deu alcaydaria." Poderemos, nesta segunda data, estar em presença de uma decisão de concessionamento da exploração do local, implicando reconstrução ou reforço de um núcleo anterior, capaz de assegurar a crescente função da feitoria ali estabelecida para comerciar o ouro e os escravos, bem como o peixe, de que aquela área do Atlântico sempre foi fértil. Tratava‐se, de acordo com Rafael Moreira, de "um simples recinto quadrado com torre circular, que se manteve na ampliação seiscentista sob projeto de 1607 do engenheiro Leonardo Turriano (hoje um monte de ruínas no Parque Nacional do Banco de Arguim, criado em 1976 na Mauritânia, entre Nuakchot e Dakhala)". 

A sua esfera de influência foi "alargada em 1488 por uma fortaleza erguida na foz do rio Senegal, com o fim de desviar o comércio caravaneiro de Tombuctu, por um protetorado em Meça (a sul de Agadir), renovado em 1496, e por uma feitoria permanente no oásis de Uadane, uns 400 quilómetros para o interior, em pleno Sara". Algumas décadas após a fundação de Arguim, em 1481, Diogo de Azambuja levantaria outra fortificação na Costa da Mina, sob a invocação de São Jorge, já em terra firme e em pleno Golfo da Guiné. Os interesses comerciais de Arguim foram desde 1592 concessionados ao conde de Atouguia, mantendo‐se o regime de donataria até à ocupação levada a cabo pela Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, no início de 1633. 

Entretanto, porém, a importância de Arguim vinha decaindo, ao mesmo tempo que aumentava a frequência das rotas em função do movimento marítimo com o Brasil e, sobretudo, do comércio com o Oriente, o qual passou a privilegiar a navegação em arco pelo Atlântico ocidental e setentrional. Por isso, "o castelo e a feitoria foram perdendo, ao longo do século XVI, a pouco e pouco, o interesse, apenas ali se mantendo uma pequena guarnição". 

Nos anos seguintes, embora os portugueses tivessem perdido o castelo em 1633, "esta área continuou a ser uma referência para os mareantes e pescadores madeirenses, até muito recentemente". Talvez esta persistência tenha alguma relação com o curioso facto de "o único título mantido pelo bispo do Funchal, depois de perder as prerrogativas de arcebispo" ter sido "o de bispo de Arguim" (Rui Carita, 2002). A fortificação consistiria numa estrutura de média dimensão para a época: nos anos 1505‐1508, viviam quarenta e uma pessoas no forte, incluindo dezoito soldados e cinco marinheiros. Por volta de 1555, a guarnição rondava os trinta habitantes no total.

H.P.I.P Património de Influência Portuguesa  -  João de Sousa Campos

  • Plan du Fort d'Arguim

  • Jacques Nicholas Bellin (1703-1772)

  • “Histoire Generale des Voyages”, de Abbe Prevost d’ Exiles, edição francesa, 1757 (Tomo II, nº 16)

  • Gravura: 147 x 206 mm

O forte construído na ilha de Arguim, na baía do mesmo nome, foi de longa data ocupado por potências coloniais e depois dos seus primórdios portugueses esteve sob o controlo dos espanhóis, holandeses, ingleses, franceses e alemães. Foi um importante centro no comércio de escravos. 

O Forte de São Sebastião de Xama localiza-se na região de Grande Acra, no atual Gana. Erguido por forças portuguesas a partir de 1546, tinha a função de feitoria naquele trecho da Costa do Ouro Portuguesa. Xama foi ocupada pelos portugueses entre 1526 e 1637, ano em que os holandeses ocuparam a Fortaleza de São Jorge da Mina (29 de Agosto). A 9 de Janeiro de 1642 a região foi cedida aos holandeses, tornando-se parte da Costa do Ouro Holandesa.

A fortificação encontra-se atualmente em bom estado de conservação, compreendida no conjunto de fortificações do país inscrito na Lista de Património Mundial da UNESCO.

O forte apresenta planta no formato retangular e, nos vértices, baluartes angulares com orelhões. Ao centro do terrapleno abre-se uma cisterna. O seu traçado é inspirado no da Praça-forte de Mazagão (1541), onde também trabalhou o arquiteto militar Miguel de Arruda, e antecipa o da Fortaleza de São Julião da Barra (1553).

Forte de São Sebastião de Shama em 1890, e atualmente



  • Plan du Fort Hollandois de Sama (nommé St. Sebastien) - Gana

  • Jacques Nicholas Bellin (1703-1772)

  • “Histoire Generale des Voyages”, de Abbé Prévost d´Exiles, edição francesa, 1757

  • Gravura: 150 x 210 mm

O Forte de S. Sebastião foi construído pelos portugueses, como posto de comércio, e passou ao domínio da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, em 1642. 

O plano identifica as áreas do forte, apresenta uma escala em braças, e um compasso em rosácea radiante.

---  ÁSIA  ---

A Fortaleza de São Tomé de Cranganor, também referida como Forte de Cranganore, Forte de Kodungallur e Forte de Tipu, localiza-se na costa do Malabar, distrito do Thrissur, no estado da Querala, no sudoeste da Índia. Dista cerca de 2 quilómetros da cidade do Cranganor. 

Foi erguida em 1507, por determinação do primeiro Vice-rei do Estado Português da Índia, D. Francisco de Almeida. Foi reconstruída em 1523 sob a invocação de São Tomé, e ampliada em 1536.

Em 1662, caiu diante das armas da Companhia Holandesa das Índias Orientais. Posteriormente, na segunda metade do século XVIII, caiu sob o controle do Sultão Tipu, para ser recuperado pelos holandeses. Eventualmente retornou às mãos do sultão, que o fez arrasar um ano mais tarde. Atualmente encontra-se em ruínas.

Apresentava planta quadrada, com muralhas de 18 pés de espessura e baluartes circulares nos vértices. A povoação que defendia também estava muralhada e contava com cinco baluartes. 

  • Plan de la Forteresse de Cranganor

  • Jacques Nicholas Bellin (1703–1772)

  • “Histoire Generale des Voyages”, de Abbe Prevost d’ Exiles, edição de Pierre de Hondt, The Hague, 1747-1780

  • Gravura: 127 x 113 mm

Plano da Fortaleza de Cranganor, com as suas obras exteriores e o Projeto de um novo Forte feito em 1709.

  • Plan de la Forteresse de Coylan

  • Jacques Nicholas Bellin (1703-1772)

  • “Histoire Generale des Voyages” (Suplemento), de Abbé Prévost d’ Exiles, publicado em Amsterdão, 1761

  • Gravura: 265 x 175 mm

Os portugueses chegaram a Kappad Kozhikode em 1498, durante a Era dos Descobrimentos, abrindo assim uma rota marítima direta da Europa para a Índia. Foram os primeiros europeus a estabelecer um centro comercial em Thangasseri, Kollam, em 1502, que se tornou o centro do comércio de pimenta.

Nas guerras que se seguiram com os Mouros/Árabes, a antiga igreja (templo) da Tradição de São Tomás em Thevalakara foi destruída. Em 1517, os portugueses construíram o Forte de São Tomás em Thangasseri, que foi destruído nas guerras subsequentes com os holandeses. Em 1661, a Companhia Holandesa das Índias Orientais tomou posse da cidade. Os vestígios do antigo forte português, posteriormente renovado pelos holandeses, podem ser encontrados em Thangasseri. 

No século XVIII, Travancore conquistou Kollam, seguindo-se os britânicos, em 1795. Thangasseri permanece até hoje como um assentamento anglo-indiano, embora poucos anglo-indianos permaneçam. 

A Igreja do Menino Jesus em Thangasseri, uma antiga igreja de construção portuguesa, permanece como uma lembrança do domínio português na região.

---  PLANOS DE FORTIFICAÇÕES MILITARES  ---

  • Andere Tafel in welcher alle gehörige Vestungs-Gebäu in unterschiedlichen Manieren der berühmtesten Ingenieurs zu finden

(Outra tabela onde se encontram todas as construções de fortalezas em diferentes estilos dos engenheiros mais famosos)

  • Johann Christoph Weigel (1654–1725)

  • Edição (c.1720)

  • Gravura: 405 x 334 mm

A gravura apresenta uma variedade de plantas de fortificação e perfis arquitetónicos militares praticados por engenheiros de renome como Pagan, Vauban e Blondel. A gravura inclui formas geométricas básicas, cidadelas em forma de estrela e layouts complexos de bastiões, juntamente com perfis verticais de muralhas e fossos. Utilizados para instrução militar, esses modelos ilustrativos demonstravam a evolução da construção de fortalezas durante os séculos XVII e início do XVIII e a mudança em direção a layouts matematicamente precisos e estrategicamente eficazes.

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