6ªFEIRA DA 5ª SEMANA COMUM
TEXTOS DAS LEITURAS - CNBB
Salmo 31(32) R- Feliz aquele cuja falta é perdoada!
Evangelho de Marcos 7,31-37
Naquele tempo: 31Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galiléia, atravessando a região da Decápole. 32Trouxeram então um homem surdo, que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão. 33Jesus afastou-se com o homem, para fora da multidão; em seguida colocou os dedos nos seus ouvidos, cuspiu e com a saliva tocou a língua dele. 34Olhando para o céu, suspirou e disse: 'Efatá!', que quer dizer: 'Abre-te!' 35Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade. 36Jesus recomendou com insistência que não contassem a ninguém. Mas, quanto mais ele recomendava, mais eles divulgavam. 37Muito impressionados, diziam: 'Ele tem feito bem todas as coisas: Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar'. Palavra da Salvação.
Hoje vamos ver como se deu o primeiro pecado feito pelo ser humano. O fruto da tal árvore do bem e do mal não é realmente uma fruta, mas um símbolo. Essa árvore está à nossa frente todos os dias. Quando agimos de própria cabeça, sem consultar o que Deus quer a nosso respeito, o que Deus nos mostra que é bom ou mau, estamos comendo o fruto dessa árvore fatídica: estamos promovendo a nossa autossuficiência, a nossa independência em relação às leis divinas. Ninguém pode dizer o que é certo ou o que é errado, só Deus pode. E temos que ouvi-lo e obedecê-lo. Afinal, foi ele quem nos criou e sabe como somos feitos, sabe como nos fazer felizes. Sempre que pecamos, na verdade estamos dizendo a Deus que somos “donos do nosso nariz”, estamos dizendo a ele para ficar um pouco longe de nós, para pecarmos mais à vontade.
No evangelho Jesus curou o surdo-mudo que, podendo começar a falar, foi proibido por Jesus de contar a todos o que Ele lhe fez, mas ele desobedeceu e falava a todos quanto encontrava que tinha sido curado. Nós também precisamos pregar a palavra, começando na própria casa. Mas como dizia S. Francisco de Assis e São Carlos de Foucauld, precisamos, antes de pregar com a palavra, pregar com o nosso bom exemplo. Se não conseguirmos dar bom exemplo, peçamos essa graça a Deus. Qualquer esforço pessoal será atendido se for acompanhado da humildade, caridade e oração sincera. O esforço desacompanhado dessas três coisas sempre dá em nada. Como diz Gaudium et Spes 36, e eu não me canso de repetir, a criatura, sem o Criador, se reduz a nada.