TEXTOS DAS LEITURAS - CNBB
1ª Leitura: Isaías 58,7-10
Salmo 111(112) R- Um luz brilha nas trevas para o justo, permanece para sempre o bem que fez.
2ª Leitura: 1 Coríntios 2,1-5
Evangelho de Mateus 5,13-16
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 13“Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens. 14Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde brilha para todos os que estão na casa. 16Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”. – Palavra da salvação.
A primeira leitura hoje nos fala que, se nós praticarmos a caridade (repartir o pão com o faminto, acolher em casa os pobres e peregrinos, cobrir a nudez alheia, não desprezar ninguém), nossa luz brilhará como a aurora e nossa saúde há de recuperar-se mais depressa.
Isso é puramente verdadeiro. Se nós formos caridosos, nunca nos faltará o pão necessário. A oração, a penitência e a caridade nos ligam a Deus de tal forma que nada nos será difícil demais.
Na segunda leitura São Paulo diz aos coríntios que ele fala não baseado na sabedoria humana, mas sua pregação é “uma demonstração do poder do Espírito, para que a vossa fé se baseasse no poder de Deus e não na sabedoria dos homens”. E a pregação dele era baseada em Jesus Crucificado. Jesus Crucificado pode parecer uma loucura para a sabedoria humana, mas na verdade provém da sabedoria divina, que quer nos salvar, quer nos dar a vida eterna na felicidade do paraíso.
O evangelho arremata tudo dizendo que nossa luz brilhará para todos, que vendo nossas boas obras, louvem o Pai que está nos céus.
Não podemos ficar parados dando desculpas esfarrapadas. A luz que brilhará de nossas obras não nos levarão à soberba, mas sim, levará muitas pessoas à conversão e à esperança. Isso, porque Deus abençoará nossas obras e nossos esforços. Quem dá a graça é só ele. “Não recorri a uma linguagem elevada ou ao prestígio da sabedoria humana”, diz S. Paulo, a fim de mostrar que quem realmente opera é Deus, e não ele. No início de sua pregação aos gregos, S. Paulo usou uma linguagem bem tática para convencê-los, mas conseguiu quase nada, apenas um casal. Desta feita, ele aprendeu a lição e deixou que Deus agisse. Não devemos "amordaçar" o Espírito Santo com nossa vaidade nas pregações.
Agindo com humildade, sempre saberemos que é Deus e não nós que fazemos as plantinhas crescerem na comunidade eclesial. Nossas boas obras, nosso testemunho de fé, de esperança e de amor, falarão mais alto que nossas palavras, e Deus, abençoando tudo, fará que nossa vida seja um instrumento em suas mãos.