1ª Leitura: Filipenses 1,18b-26
Salmo Responsorial 41(42)R- Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo!
Evangelho Lucas 14,1.7-11
Num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. Estes o observavam. 7 Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Então contou-lhes uma parábola: 8“Quando fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante, 9 e o dono da casa, que convidou os dois, venha a te dizer: ‘Cede o lugar a ele’. Então irás cheio de vergonha ocupar o último lugar. 10 Ao contrário, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Quando chegar então aquele que te convidou, ele te dirá: ‘Amigo, vem para um lugar melhor!’ Será uma honra para ti, à vista de todos os convidados. 11 Pois todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado”.
COMENTÁRIO:
S. Paulo estava para ser apresentado ao tribunal romano, mas continua confiante, pois sabe que está sustentado pela ajuda do Espírito Santo prometido por Jesus, fosse qual fosse o resultado. Ele comenta que para ele, tanto faz continuar vivendo como morrer. Morrer seria lucro, pois iria para a luz eterna. Viver é uma ocasião para ele continuar a pregar o evangelho e atender às necessidades das comunidades que ele pastoreava. Chega à conclusão de que continuará vivo após o julgamento (e foi isso mesmo que aconteceu), para continuar o seu trabalho junto àqueles cristãos (missal cotidiano).
Seria bom meditarmos, a partir dessa leitura, como encaramos a morte. Muitos encaram a morte como uma desgraça enorme, irreparável. Outros a encaram como uma passagem para uma vida melhor. Quem vive para Deus, ouve e procura com todo o empenho praticar os ensinamentos de Jesus, pratica a sobriedade em tudo menos na oração, não precisa temer a morte.
Eu sempre comparo a morte com uma porta. Se a porta estiver fechada, a gente a vê, repara em todos os seus detalhes, se aborrece sabendo quem tem a chave etc. Se a porta estiver aberta, nem percebemos os detalhes dela. Assim sendo, quem pratica o bem encara a morte como uma passagem, uma porta aberta para a felicidade. Quem pratica o mal, encara a morte como algo horrível, como uma porta fechada, cheia de mistérios.
No evangelho Jesus nos convida a vivermos a humildade, em qualquer ocasião. Quando somos humildes nossas orações serão atendidas por Jesus, que se sente mais livre para agir a nosso favor. Quando somos orgulhos e cheios de nós mesmos, não abrimos espaço para que Jesus possa agir. Também em relação aos outros: o humilde abre espaço para corrigir-se, diante da admoestação dos seus amigos, e se coloca sempre no caminho do aprendizado para viver melhor e de modo mais santo. O orgulhoso, vaidoso, cheio de si, se fecha a qualquer admoestação, acha-se autossuficiente, e por isso não tem condição alguma de progredir no caminho da virtude.