Hoje comemoramos Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, que rezou a vida toda pela conversão dele, e conseguiu. Nunca devemos desanimar de rezarmos por nossos irmãos que precisam de conversão ou de alguma cura.
Na primeira leitura S. Paulo nos diz que Deus escolheu o que o mundo considera como estúpido para confundir os sábios. Ele escolheu o que o mundo considera fraco para confundir o que é forte. Deus escolheu o que para o mundo é sem importância e desprezado, o que não tem nenhuma serventia, para assim mostrar a inutilidade do que é considerado importante, para que ninguém possa gloriar-se diante dele.
Isto quer dizer que Deus não escolhe as pessoas pela cultura, ou pela inteligência, ou por meio de qualquer outro meio material. Ele as escolhe pela transparência tanto interior como humilde do espírito. Portanto, se quisermos ser escolhidos por Deus, devemos deixar de lado nossa arrogância, autossuficiência, manias de grandeza, e considerar-se nada de nada diante dele. Aí seremos preenchidos com sua sabedoria, com sua Graça e com o seu perdão. Isso, que o mundo considera fraqueza e imperfeição, Deus considera muito importante e a condição para que ele nos ajude. Quem é humilde, vive a simplicidade e sinceridade do coração, terá sempre a ajuda divina.
No evangelho Jesus fala a parábola dos talentos: devemos fazer frutificar, devemos trabalhar os dons recebidos por Deus. Todos nós temos nossos dons, que, aliás, chamamos também de “talentos”, até talvez por causa dessa parábola. Alguns têm o dom de ensinar, outros de fazer obras artísticas, outros de cozinhar, outros de aprenderem, outros de conseguirem trabalhar com coisas minúsculas e delicadas, outros com coisas maiores e mais brutas, como na construção etc.
Jesus, de certo modo, quis também pregar aos fariseus, sacerdotes, escribas e demais judeus que não queriam arriscar o talento acreditando nele, Jesus, como o Messias e Salvador. Eles tinham medo de acreditar em Jesus, e por isso acabariam perdendo até o pouco que tinham, ou seja, o status de povo de Deus.
Cabe a nós, portanto, fazer com que nossos dons estejam sempre a serviço da comunidade. Devemos arriscar, e não fazer como os judeus da época que quiseram preservar suas leis e práticas e não aderiram ao cristianismo. Os dons que reservamos apenas para nós são os tais talentos enterrados da parábola. Ao arriscarmos, sempre tenhamos na frente Jesus Cristo, que não nos vai desamparar nem desprezar. Ele vai estar conosco e dar-nos toda a força de que precisamos. Basta estarmos sempre ligados a ele, por meio do amor a Deus e ao próximo. E se fizermos algum pecado, peçamos logo perdão, confessemo-nos e recomecemos nossa vida cristã.