6ª FEIRA DA 34ª SEMANA COMUM. -
TEXTOS DAS LEITURAS - CNBB
1ª Leitura: Daniel 7, 2-14
Salmo Responsorial Daniel 3,75-81-R-Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!
Evangelho Lucas 21, 29-33
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 29Jesus contou-lhes uma parábola: “Olhai a figueira e todas as árvores. 30Quando vedes que elas estão dando brotos, logo sabeis que o verão está perto. 31Vós também, quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o reino de Deus está perto. 32Em verdade eu vos digo, tudo isso vai acontecer antes que passe esta geração. 33 O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar”. – Palavra da salvação.
Na primeira leitura Daniel faz uma profecia e sabemos agora que se aplica à vinda de Jesus em nossa carne humana: “Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá”. Na verdade, Jesus inaugurou o Reino definitivo, que nunca terá fim, que já tem início nesta vida, mas se realizará na outra e para sempre. Seu poder é superior a qualquer outro poder que existe ou possa existir. Cabe a nós reconhecermos em Jesus nosso Salvador e Redentor e aderir a ele, ouvir e praticar tudo o que ele nos ensinou e agora a Igreja repassa e nos ensina.
No evangelho, continua o estilo apocalíptico, e repito o que eu disse ontem: o principal é estarmos sempre preparados para a morte, que pode vir em qualquer tempo de nossa vida. Mesmo o ateu pode discernir a existência de Deus mediante a beleza e a excelência da criação.
Jesus conclui o trecho de hoje dizendo que suas palavras jamais passarão. Tudo o que existe vai passar, é passageiro, termina, morre, acaba. Só as palavras de Jesus não vão passar. Elas nos podem trazer a vida eterna no paraíso, se cumpridas. E se fraquejarmos no caminho, saibamos que Jesus não vai desistir assim tão fácil de nós. Ele pagou por nós um grande preço, ou seja, a sua própria vida. Ele quer resgatar o que lhe pertence, ou seja, nós todos. Ele nos perdoará, se estivermos dispostos a recomeçar a caminhada para o céu.
São Carlos de Foucauld, o santo que comemoramos hoje, é um exemplo de recomeço. Perdido na riqueza, na bebida, no luxo, nas aventuras amorosas, deixou tudo e recomeçou a vida como sacerdote eremita no deserto do Saara, dando a todos um testemunho de santidade, de amor, de amizade, de partilha. Era denominado pelos muçulmanos do local o "Irmão Universal". Nós também podemos, como ele, recomeçar a nossa vida do zero se for preciso.