5ª FEIRA DA 2ª SEMANA COMUM
TEXTOS DAS LEITURAS - CNBB
Leitura: Hebreus 7, 25-8,6
Salmo 39(40)R- Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!
Evangelho de Marcos 3,7-12
Naquele tempo: 7Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galiléia o seguia. 8E também muita gente da Judéia, de Jerusalém, da Iduméia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse. 10Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: 'Tu és o Filho de Deus!' 12Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era. Palavra da Salvação.
Na primeira leitura vemos como o sacerdócio comum do Antigo Testamento precisava oferecer sacrifícios todos os dias, primeiro pelos próprios pecados, em seguida pelos pecados do povo. Com Jesus Cristo isso é diferente: Ele se ofereceu a si mesmo uma vez por todas por nossos pecados. Esse sacrifício dele mesmo é um sacrifício eterno, que não precisa repetições. Quando o sacerdote celebra a Santa Missa, por exemplo, não está repetindo o sacrifício de Cristo, mas sim, está atualizando-o no momento presente. A Santa Missa não é uma memória do que Jesus fez, mas é uma “presentificação” do que Jesus fez. Quando participamos da Missa, estamos, na verdade, participando de tudo aquilo que Jesus fez para nos salvar. Jesus “vive para sempre a interceder por nós” (7,25).
Quanto ao Evangelho, ainda hoje é grande o número de pessoas que procuram os centros irradiantes de fé e de aparições de Maria, em busca de milagres. Mas, infelizmente, não é assim tão grande o número de pessoas que buscam uma conversão sincera de vida.
Muitos buscam, muitas vezes com avidez, os lugares em que Jesus viveu, na Palestina, mas nunca o buscam no Sacrário, nunca fazem uma visita ao Santíssimo. O Beato Carlo Acútis, de 15 anos, falava sempre isso. Ele mesmo tinha condições financeiras para essas viagens à Terra Santa, mas preferia buscar Jesus no sacrário.
Não há problema algum em se buscar as curas, mas nunca se deve esquecer de que a conversão a uma vida mais santa é o único ato que nos abre as portas da salvação, se fomos sinceros com Deus. Também que de nada vale uma cura se não estivermos preparados para entrar no céu. É o que Jesus diz: é melhor entrar no céu sem um dos braços do que, com os dois, ir para o inferno.