3ª FEIRA DA 13ª SEMANA DO TEMPO COMUM
Salmo Responsorial 25(26)- R- Tenho sempre vosso amor ante meus olhos
Evangelho Mateus 8, 23-27
Naquele tempo: 23Jesus entrou na barca, e seus discípulos o acompanharam. 24E eis que houve uma grande tempestade no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, dormia. 25Os discípulos aproximaram-se e o acordaram, dizendo: 'Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!' 26Jesus respondeu: 'Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?' Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria. 27Os homens ficaram admirados e diziam: 'Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?' Palavra da Salvação.
Na primeira leitura temos duas lições principais: 1ª- Deus sempre protege quem o busca com amor e sinceridade. Protegeu Lot e sua família. Não destruiu uma outra cidadezinha só para que ela pudesse acolhê-los.
2ª Não abuse de Deus. A mulher que desobedeceu a ordem divina virou estátua de sal. Quem não segue a palavra de Deus fica sozinho (a). Tudo o que fizer vai ser coisa pessoal, não vai ter a ajuda divina. Deus não se intromete na vida de quem não o busca e não sente necessidade dele.
No Evangelho os discípulos estavam amedrontados mesmo vendo Jesus ali no meio deles. Em nossa vida, muitas vezes parece que Jesus está ausente. Engano nosso. Mesmo na mais árida solidão, Jesus sempre está presente se o convidarmos a ficar conosco, como ele mesmo atesta em Apocalipse 3, 20: “Eis que estou à porta e bato. Quem ouvir a minha voz e me abrir a porta, vou jantar com ele e ele comigo”. Jantar com alguém, naquele tempo, era mais do que uma refeição: era participar de uma comunhão mútua. O jantar era como que um pacto de amizade e de fidelidade às causas um do outro.
Quando José do Egito recebeu seus irmãos, que ainda não sabiam quem era ele, houve uma refeição em comum (Gênesis 43,32), mas José estava numa mesa, os seus irmãos (que ainda não haviam reconhecido José) numa segunda mesa e os egípcios numa terceira mesa. Ou seja: ali, ninguém estava em comunhão com ninguém. Essa era a importância da refeição naqueles tempos. Lembram-se de que os fariseus viviam censurando Jesus por tomar a refeição junto com os pecadores? Porque a refeição tinha um simbolismo muito além do que uma alimentação. Mostrava que os participantes estavam em profunda comunhão.
É essa comunhão íntima que vamos ter com Jesus se lhe abrirmos as portas de nossa vida e confiarmos nele, diferentemente dos discípulos, que não confiaram.