Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho, conhecido como Manuel Bandeira, nasceu em 19 de abril de 1886, no Recife, Pernambuco, Brasil. Filho de Manuel Carneiro de Sousa Bandeira e Francelina Ribeiro de Sousa Bandeira, o poeta teve uma infância marcada por tragédias familiares. Perdeu a sua mãe ainda na infância e, aos 18 anos, contraiu tuberculose, uma doença que o acompanharia por grande parte da sua vida.
Apesar das adversidades, Manuel Bandeira destacou-se como um dos maiores poetas brasileiros do século XX. A sua obra, caracterizada pela sensibilidade, simplicidade e introspeção, abordou temas como a fugacidade da vida, a solidão e a condição humana. Os seus versos transitam entre a melancolia e a esperança, refletindo as experiências e as emoções intensas vivenciadas ao longo da sua existência.
Aos 20 anos, Bandeira mudou-se para o Rio de Janeiro em busca de tratamento para a tuberculose. Lá, estudou na Escola Militar, mas logo abandonou a carreira militar para se dedicar à literatura. Influenciado pelo simbolismo e pelo Parnasianismo, o seu primeiro livro de poesias, "A Cinza das Horas", foi publicado em 1917.
A tuberculose continuou a assombrar Bandeira, obrigando-o a viver períodos em sanatórios e hospitais. Em 1922, lançou o seu segundo livro, "Carnaval", e, em 1924, publicou "O Ritmo Dissoluto". Apesar da precariedade da sua saúde, o poeta continuou a produzir uma obra poética rica e expressiva.
Durante a sua vida, Manuel Bandeira também atuou como professor, tradutor e crítico literário. Lecionou no Colégio Pedro II e foi membro da Academia Brasileira de Letras. A sua poesia recebeu diversos prêmios e reconhecimentos ao longo dos anos, solidificando o seu lugar na literatura brasileira.
Manuel Bandeira faleceu em 13 de outubro de 1968, no Rio de Janeiro, deixando um legado poético que continua a inspirar leitores e escritores. A sua contribuição para a literatura brasileira é inestimável, e a sua poesia continua a ser estudada e apreciada, transmitindo a profundidade da sua visão única do mundo.
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