A Igreja é Una. Provém de uma única fé recebida dos apóstolos, compreende a celebração comum do culto divino, sobretudo dos sacramentos, e mantém a sucessão apostólica através do Sacramento da Ordem.
A Igreja é Santa. Embora feita de pecadores.
A Igreja é Católica. Universal; recebe de Cristo a plenitude dos meios de salvação: confissão de fé correta e completa, vida sacramental integral e ministério ordenado na sucessão apostólica. As Igrejas particulares, as Dioceses devem estar unidas à Igreja de Roma, que preside a caridade.
Pertencem à Igreja Católica todos os que aceitam a totalidade de sua organização e todos os meios de salvação nela instituídos e na sua estrutura visível. Não se salva quem permanece na Igreja só com o "corpo" e não com o "coração", os que não perseveram na caridade.
Os que são batizados nas outras Igrejas mantêm certa ligação com a Igreja Católica. Os que nasceram em Igrejas separadas da Católica, podem salvar-se, se buscam a Deus com o coração sincero e tentem, sob o influxo da graça, cumprir por obras a sua vontade conhecida através do ditame da consciência.
A Igreja deve cumprir seu mandato missionário: anunciar o Evangelho a todos os homens (Mt 28,19-20), na pobreza, obediência, serviço e imolação de si até a morte. O sangue dos mártires é uma semente de cristãos.
A Igreja é Apostólica. Porque foi fundada sobre os apóstolos, e conserva e transmite o ensinamento, o depósito precioso, as salutares palavras ouvidas da boca dos apóstolos (ajudada pelo Espírito que nela habita), e continua a ser ensinada, santificada e dirigida pelos apóstolos, graças ao colégio dos bispos, assistidos pelos presbíteros, em união com o sucessor de Pedro, pastor supremo da Igreja.
Os bispos são sucessores dos apóstolos. Quem os ouve, ouve a Cristo. Quem os despreza, despreza a Cristo e aquele que Cristo enviou. A hierarquia é o colégio dos bispos com o papa, assistidos pelos presbíteros e diáconos.
Províncias eclesiásticas são várias dioceses vizinhas, sendo a sede da província chamada de Arquidiocese, e o seu bispo, de arcebispo. Os bispos com os presbíteros, seus cooperadores, têm como tarefas ensinar, santificar (pela Eucaristia, oração, trabalho, Palavra, sacramentos, bom exemplo), reger (autoridade e poder sagrado em conjunto com o espírito de serviço).
Os fiéis leigos são todos os cristãos, exceto os membros das Sagradas Ordens ou do estado religioso. A vocação do leigo é procurar o Reino de Deus trabalhando e fazendo com que este mundo seja aquilo que Deus quer, contribuindo para o louvor do Criador e Redentor.
Todas as suas obras, preces e iniciativas apostólicas, vida conjugal e familiar, trabalho cotidiano e descanso do corpo e da alma, se praticados no Espírito, as provações da vida, pacientemente suportadas, se tornam ofertas espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo (lPd 2,5), oferecidas ao Pai na Eucaristia. Desse modo os leigos consagram a Deus o próprio mundo. Também têm a missão de ensinar.
Foi fundada por Jesus Cristo, com os apóstolos e os primeiros discípulos. Ele deixou como seu representante aqui na terra o Apóstolo São Pedro, nosso primeiro papa.
No dia de Pentecostes a Igreja foi santificada pelo Espírito Santo e se manifestou publicamente, dando início à difusão do Evangelho e do Batismo para que todos se tornem discípulos de Cristo. Essa difusão do evangelho pode ser lida em Atos capítulos 1 e 2.
Há três trechos principais que nos dão essa certeza: Mateus 16,18-19: “Tu és Cefas (Rocha, traduzido em português como Pedro, de Pedra), e sobre essa rocha (Pedro, ou na língua deles kefas, rocha), edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus. Tudo o que ligares na terra será ligado nos céus e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.”
Outro trecho é João 21,15-17, em que Jesus pede que Pedro apascente suas ovelhas e seus cordeiros, pois ele iria ser chefe da Igreja. O trecho mais importante, porém, é de Lucas 22,32: “Pedro, eu, porém, orei por ti, para que tua fé não desfaleça. E tu, uma vez convertido, fortalece (confirma) os teus irmãos!” Essas palavras mostram a primazia de Pedro sobre os outros apóstolos. O papa é o sucessor de São Pedro.
Quanto à ORGANIZAÇÃO DA IGREJA, podemos dizer:
O papa mora no Vaticano, que é um pequeno país dentro da Itália, de 0,44 km², e possui embaixadores, chamados de Núncios Apostólicos nos países que têm entendimento com ele. O Vaticano tem dívida externa, como os outros países, e muitos gastos. Sua riqueza principal está nas obras de arte, que não podem ser vendidas, de modo que não está certo falar que a Igreja é tão rica quanto se diz.
O papa dispõe de uma quantia em dinheiro para ajudar as catástrofes no mundo (furacões, terremotos, enchentes), que lhe é enviada pelos católicos do mundo inteiro no dia de São Pedro (29 de julho), numa oferta chamada “Óbulo de São Pedro”.
Os bispos são sucessores dos Apóstolos nas dioceses, e receberam o terceiro grau do sacramento da Ordem. Os presbíteros, também conhecidos como padres, são auxiliares dos bispos e receberam o segundo grau. Os párocos são os padres que cuidam das paróquias, formadas pelas comunidades, que por sua vez, são formadas pelas famílias.
Padre diocesano ou secular é o padre que pode continuar a viver na família, se quiser, e não faz os votos, a não ser o do celibato (=não se casar). Não precisam obrigatoriamente obedecer ao bispo a que são vinculados. Nunca saem dos limites da diocese, a não ser que queiram. Podem ter bens duráveis em seu nome. Ganham dois a três salários e têm que se manter sozinhos, mesmo quando adoecem. Geralmente a diocese paga para eles um plano de saúde. Moram sozinhos ou em grupos, mas a seus critérios (os religiosos são obrigados a viverem sempre em comunidade).
Já os religiosos são homens e mulheres que fazem votos de castidade, pobreza e obediência e vivem em pequenas comunidades. Não podem viver em suas famílias. Há religiosos que são padres, e outros que não são.
O voto de castidade: não podem casar-se e qualquer pecado nesse assunto se torna para eles um pecado mortal. Oferecem a Deus sua castidade, as mulheres inclusive sua virgindade (se não são viúvas).
O voto de pobreza: não podem possuir nada em seu próprio nome. Tudo o que possuem na verdade pertence à congregação religiosa em que são vinculados. Qualquer pequena posse, às vezes necessária, tem que ter a permissão do superior. Nesse ponto são mais bem assistidos que os padres diocesanos, porque têm toda a assistência da congregação a que pertencem. Não possuem nada, mas têm direito a tudo, ao contrário do padre diocesano, que tem que cuidar de si mesmo na velhice, a não ser que a diocese lhe seja favorável e misericordiosa.
Pelo voto de obediência, consagram sua liberdade a Deus por meio de um superior (uma superiora), às vezes tão pecador (a) como eles, ou até mais. É considerado o voto mais difícil de se cumprir, mais ainda do que o voto de castidade.
Eis algumas congregações: passionistas, redentoristas, jesuítas, xaverianos (as), franciscanos(as), capuchinhos(as), missionários e missionárias da Consolata, salesianos (as), Irmãs da Providência, Irmãozinhos e Irmãzinhas de Jesus, do Evangelho, eremitas, monges e monjas beneditinos (as), camaldulenses, cistercienses, etc. No nossos blogs “eremitas” e “gritar o evangelho”, você encontra mais textos sobre a vida religiosa, que deve ser entremeada pelo silêncio e oração contemplativa para ter sentido. Uma vida religiosa barulhenta não é vida religiosa autêntica.
Cardeal é um título de honra que se dá a alguns arcebispos e bispos, a critério do papa, e podem votar no novo papa,quando o atual morre. Monsenhor também é um título de honra, geralmente dado ao pároco da catedral.
Os diáconos recebem o primeiro grau no sacramento da Ordem e ajudam os sacerdotes, mas são ligados diretamente aos bispos. Podem ser casados (nesse caso não podem ser ordenados sacerdotes) ou solteiros (nesse caso, se quiserem podem ser padres).
Várias dioceses formam uma Província Eclesiástica, em que a diocese principal é chamada de Arquidiocese, e o seu bispo, de Arcebispo.
DIOCESES E PARÓQUIAS
Você pertence a uma comunidade, ou seja, a um conjunto de casas e famílias. A comunidade em muitas coisas em comum: escola, farmácia, padaria, bazar, açougue, quitanda, praça, e outras coisas próprias de cada lugar.
Geralmente nas comunidades há um lugar em que as pessoas se reúnem para as missas, reuniões, encontros, orações, quermesses etc. Esse local se chama capela, igreja, salão comunitário ou outro nome que as pessoas do local lhe deram. É lá que nos encontramos para louvarmos a Deus, para trocarmos ideias sobre muitas coisas, para nos apoiarmos nas lutas diárias pela sobrevivência e melhoria de vida.
Em muitos lugares do Brasil esses salões são muito importantes por serem a sede das Comunidades Eclesiais de Base, em que se conversa de tudo o que possa melhorar a vida material, espiritual, social e política das pessoas.
Desde crianças devemos frequentar o salão comunitário ou a igreja de nossa comunidade, para aprendermos a bíblia, a catequese, as coisas bonitas que as pessoas sabem e querem nos comunicar.
Os católicos devem participar das missas e dos encontros comunitários sempre que puderem, mas pelo menos uma vez por semana, como manda os mandamentos da Igreja. Aliás, os mandamentos de Deus também pedem isso quando mandam observar e guardar o “dia do Senhor”, que para nós é o domingo. Se você trabalha, deve também contribuir financeiramente para o sustento da comunidade. Se já fez a primeira comunhão, deve comungar sempre que puder, lembrando-se que ela é permitida uma vez ao dia. A confissão com o padre deve ser feita pelo menos uma vez por ano. Eu aconselho a fazer pelo menos duas vezes por ano: no advento e na quaresma.
Nossa comunidade pertence a uma paróquia, cuja sede é a igreja matriz. Veja bem: a paróquia não é a igreja matriz, como muitos dizem! A paróquia é toda a extensão geográfica que ela abrange, com suas variadas comunidades. Há paróquias que possuem 50 ou até mais comunidades com capela. Muitas são comunidades rurais. Quando há padres em número suficiente, o bispo divide essas paróquias enormes em outra(s) paróquia(s). Por outro lado, há paróquias bem pequenas, com uma só comunidade.
Quem não é ordenado nem segue a vida religiosa, é cristão leigo. Pertence à Igreja tanto quanto os que seguem o sacerdócio e a vida religiosa. Aliás, na teoria, os padres e os religiosos são servidores, são servos dos cristãos leigos. Na prática isso não é bem assim: os padres, por exemplo, são muito paparicados.
Os leigos geralmente se unem em associações religiosas ou mesmo comunitárias, como as CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), em que lutam pelos seus direitos civis e políticos, além de se educarem para a vida espiritual e comunitária. Há também os movimentos de Igreja, como o MFC (Movimento Familiar Cristão), as Equipes de N. Senhora, o Apostolado da Oração, a RCC (Renovação Carismática Católica), os que seguem a Teologia da Libertação, os Cursilhos de Cristandade, os Congregados Marianos, as Ordens Terceiras Franciscanas, os Vicentinos, os Arautos do Evangelho, os grupos de jovens, os grupos de donas de casa, os focolares, os da Toca de Assis, os da Aliança da Misericórdia, a Legião de Maria, os recentemente constituídos “Terço dos Homens”, etc.
O cristão leigo é chamado a se santificar trabalhando e morando no mundo, combatendo o pecado, as injustiças, participando da política, da ciência, da cultura, da sociedade em geral, para um mundo melhor. Muitos são catequistas, ministros dos enfermos, da eucaristia, da palavra, visitadores, da pastoral da acolhida, enfim o trabalho dos leigos é imenso e global. Não podem ser “católicos de sacristia”, mas partirem para a missão que mencionei acima. É graças aos leigos que a paróquia se mantém, pois pagam o seu dízimo e colaboram muito com a obra de evangelização. Os sacerdotes e os religiosos devem estar a serviço deles, principalmente na assistência espiritual, material e para uma educação religiosa de acordo com o apostolado que fazem.
Várias paróquias formam a diocese, que geralmente abrange várias cidades. São poucas as dioceses que abrangem apenas uma cidade.
Quem dirige a diocese é o bispo, com seu conselho presbiteral.
Várias dioceses juntas formam a Província Eclesiástica. A diocese mais antiga se torna, entre elas, a de referência e passa a se chamar Arquidiocese e seu bispo, de Arcebispo. Nas reuniões e assembleias entre elas, a arquidiocese sempre tem a coordenação.
Cada diocese possui uma linha de trabalho que a caracteriza. Algumas são palcos de disputas territoriais, cujos bispos são perseguidos e até ameaçados de morte pelos interesses dos poderosos, como as do Norte e Nordeste do país. Outras são mais calmas, e às vezes por manterem um estilo apostólico mais conservador, em que se evita qualquer crítica contra as autoridades corruptas e os magnatas (idem) da região.
A diocese possui uma sede, chamada Cúria Metropolitana ou Diocesana, em que se acham os arquivos dos sacramentos (Batismo, Crisma e Matrimônio) nas paróquias. Nessa sede funciona também a Mitra Diocesana, que coordena mais a parte financeira e administrativa da diocese.
Há muitos cursos que funcionam na sede diocesana, como os de teologia e instruções dos que trabalham nas paróquias. Em algumas há o curso para formação de catequistas e ministros leigos.
A diocese se mantém geralmente com as contribuições mensais das paróquias (uma determinada porcentagem acertada entre os párocos e o conselho administrativo), mas também há muitas que alugam imóveis doados ou do seu patrimônio, entre eles, alguns velhos seminários que foram substituídos por casas mais modernas e funcionais.
As dioceses do Brasil precisam, a meu ver, insistir mais na sobrevivência financeira paroquial baseada no dízimo, e abandonar de uma vez por todas a cobrança na administração dos sacramentos. Ou confiamos na Providência Divina, ou não. Se confiarmos, nunca faltará o necessário para o crescimento das paróquias e, consequentemente, da diocese. Se agirmos feitos pagãos num trabalho desesperado para angariarmos dinheiro, Deus nos abandonará às nossas próprias forças. O segredo da paz espiritual e material está em confiarmos plenamente em Deus (confira a parábola em que um homem quer construir uma casa, ou uma torre, e não tem dinheiro para terminá-la).
POR QUE A IGREJA NÃO VENDE TUDO O QUE TEM PARA AJUDAR OS POBRES?
Baseado no artigo de 10 julho 2012 Autor: Bíblia Católica | Postado em: Igreja 7
Fonte: Apostolado Spiritus Paraclitus
Esta é uma pergunta bastante pertinente e apesar de antiga, nunca deixou de ser atual (...)
O autor comenta o fato de Judas Iscariotes haver perguntado a Jesus por que aquele perfume de 300 denários não tinha sido vendido para que o dinheiro pudesse ser dado aos pobres.(João12,4-5).
Daqui para frente é a transcrição do referido artigo:
A igreja Católica é a instituição mais antiga da terra. Se fosse uma empresa privada, seria a maior do mundo, não apenas em tamanho mas em termos de volume do seu patrimônio e sua riqueza e por sua presença em quase todo o país do mundo. Sua importância, porém, não se restringe ao seu tamanho e número de fiéis batizados.
Foi a Igreja Católica que criou, por exemplo, o sistema universitário, os métodos de pesquisa científica ou a filantropia institucional, sem a qual a palavra caridade, que significa amor, não teria sequer o sentido que têm hoje nas sociedade ocidentais. Contudo, apesar de inúmeros outros feitos de valor, o mais notório deles: a caridade da Igreja Católica, é infelizmente, ignorada tanto pelos católicos como não-católicos. Assim, a Igreja Católica é sistematicamente criticada por sua riqueza.
Deus Caritas Est – Deus é Amor
“Mas se a Igreja é tão rica e poderosa, por que não vende tudo o que possui para ajudar aos necessitados?”
Vamos ao números e fatos:
A Igreja Católica mantém na Ásia: 1.076 hospitais; 3.400 dispensários; 330 leprosários; 1.685 asilos; 3.900 orfanatos; 2.960 jardins de infância. Na África: 964 hospitais; 5.000 dispensários; 260 leprosários; 650 asilos; 800 orfanatos; 2.000 jardins de infância. Na América: 1.900 hospitais; 5.400 dispensários; 50 leprosários; 3.700 asilos; 2.500 orfanatos; 4.200 jardins de infância. Na Oceania: 170 hospitais; 180 dispensários; 1 leprosário; 360 asilos;60 orfanatos; 90 jardins de infância. Na Europa: 1.230 hospitais; 2.450 dispensários; 4 Leprosários; 7.970 asilos;2.370 jardins de infância.
No Brasil, podemos seguramente dizer que a contribuição da Igreja Católica para a Saúde pública foi mais valiosa do que a de qualquer outro governo já existente no país. Na década de 50, quando a rede pública de saúde ainda não contava com uma capacidade operacional expressiva, eram as casas de caridade da Igreja Católica que cuidavam das pessoas que não tinham condições de se tratarem em um hospital. As Santas Casas de Misericórdia e Sanatórios eram e continuam a ser dirigidos e subsidiados pela Igreja Católica, e têm as freiras e religiosos católicos como sua principal fonte de recursos humanos.
Seria quase impossível listar e numerar as atividade e contribuições da Igreja Católica no campo da caridade. O vídeo abaixo mostra algumas maneiras pelas quais a Santa Igreja tem, ao longo dos séculos, posto em prática as palavras de Cristo sobre a caridade e o amor ao próximo. (Ver o vídeo no site Bíblia Católica);
“Tudo o que fizerdes ao mais pequeninos dos Meus irmãos, o fazeis a Mim.” (Mt 25:40)
Quando um homem se torna sacerdote, ele fica participando de uma espécie de corrente que começou quando Jesus consagrou os Apóstolos. Se o sacerdote se torna bispo, ele pode transmitir o sacerdócio recebido do bispo que o ordenou, a outro homem, que no caso já recebeu o diaconato. Essa “corrente” nunca foi partida, nem naqueles tempos negros da Idade Média, com todos aqueles descalabros do clero. É uma sucessão a que chamamos “apostólica”, porque vem dos Apóstolos.
Jesus consagrou ou, como diríamos hoje, ordenou os Apóstolos, dando-lhes a incumbência e o poder de consagrar o pão e o vinho como seu Corpo e seu Sangue, de perdoar os pecados e deu-lhes a missão de pregar o evangelho. Os Apóstolos passaram esses poderes, essa missão, essa incumbência, para seus discípulos e assim sucessivamente, até os dias de hoje.
Isso é um dos principais pontos que tornam a Igreja Católica diferente de outras Igrejas que romperam essa corrente, como as Igrejas protestantes da reforma e as que surgiram depois disso. O padre é padre não porque estudou, mas porque recebeu a ordenação sacerdotal, recebeu esse poder e missão do bispo.
O homem que se torna padre tem sua estrutura pessoal completamente modificada, nunca deixará de ser padre, mesmo que deixe o ministério, seja qual for o motivo. Mesmo que ele volte ao estado de leigo, sempre suas orações vão ser sacerdotais, ou seja, feita em nome de todo o povo. “Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec” (Hebreus 5,5). A principal distinção entre leigo e sacerdote é exatamente esse: o sacerdote sempre que reza, está intercedendo pelo povo.
A Igreja Católica não se limita apenas ao que conhecemos no rito latino. Há também mais 23 outras Igrejas que seguem o rito oriental e que fazem parte da Igreja Católica. Seus ritos diferem um pouco do que conhecemos e elas têm algumas outras leis diferentes da nossa, como por exemplo a permissão da ordenação de homens casados como sacerdotes.
Eu pessoalmente conheci a Igreja Copta do Egito. A missa começa com o ofertório. O coroinha oferece ao padre dois pães tipo broa, e ele escolhe um deles para ser consagrado. O outro é distribuído às crianças e pessoas que não podem comungar, após a missa.
O padre oferece o pão e o vinho e cobre tudo com um véu, e aí continua a missa com as leituras e o pedido de perdão. O incenso é sempre usado, e de maneira efusiva: os coroinhas são encarregados de irem aos bancos e soprarem a fumaça do incenso em todos os fieis, quando esta não os alcança. Para quem não gosta do cheiro, deve ser bem desagradável.
O abraço da paz é feito de modo diferente: uma pessoa oferece as mãos abertas e separadas. Nesse caso, você une a sua e ela coloca as delas apertando a sua. É como as crianças de sítio pedem a bênção aos pais. Eles oferecem as mãos unidas e os pais as envolvem com as suas.
No final da missa há a despedida, em que os homens beijam a face dos homens e as mulheres beijam a face das mulheres. Geralmente todos os homens, mesmo os mais novos, usam barba. E a presença do sexo masculino nas missas é surpreendente! Os homens são pelo menos no mesmo número que as mulheres, e às vezes penso que até maior.
Fui também conhecer a Igreja Ortodoxa e lá o número de homens supera em muito ao das mulheres. Não houve missa, mas uma celebração com o que nós chamamos o "papa" deles.
É interessante como uma das funcionárias do seminário em que ficamos hospedados gostou muito de nossa Missa de rito latino, bem mais simples que o deles. Ela ia à nossa missa, que celebrávamos numa capela interna do seminário.
Vale lembrar que eles não guardam a Eucaristia: o pão consagrado, que não tem nada a ver com o formato do que utilizamos (a hóstia, as partículas) é consumido na própria missa e não pode sobrar nada para depois.
A seguir, do site Aleteia (https://pt.aleteia.org/2018/12/30/voce-sabia-que-a-igreja-catolica-e-constituida-por-24-igrejas-autonomas-2/), a lista das 24 Igrejas que compõem a Igreja Católica:
DE RITO OCIDENTAL
Tradição litúrgica latina ou romana:
Rito latino da Igreja Católica Apostólica Romana (sede em Roma)
DE RITOS ORIENTAIS
Tradição litúrgica alexandrina:
Igreja Católica Copta (patriarcado; sede no Cairo, Egito)
Igreja Católica Etíope (metropolitanato; sede em Adis Abeba, Etiópia)
Igreja Católica Eritreia (metropolitanato; sede em Asmara, Eritreia)
Tradição litúrgica bizantina:
Igreja Greco-Católica Melquita (patriarcado; sede em Damasco, Síria)
Igreja Católica Bizantina Grega (eparquia; sede em Atenas, Grécia)
Igreja Católica Bizantina Ítalo-Albanesa (eparquia; sede na Sicília, Itália)
Igreja Greco-Católica Ucraniana (arcebispado maior; sede em Kiev, Ucrânia)
Igreja Greco-Católica Bielorrussa (também chamada Católica Bizantina Bielorussa)
Igreja Greco-Católica Russa (sede em Novosibirsk, Rússia)
Igreja Greco-Católica Búlgara (eparquia; sede em Sófia, Bulgária)
Igreja Católica Bizantina Eslovaca (metropolitanato; sede em Prešov, Eslováquia)
Igreja Greco-Católica Húngara (metropolitanato; sede em Nyíregyháza, Hungria)
Igreja Católica Bizantina da Croácia e Sérvia (eparquia; sedes em Križevci, Croácia, e Ruski Krstur, Sérvia)
Igreja Greco-Católica Romena (arcebispado maior; sede em Blaj, Romênia)
Igreja Católica Bizantina Rutena (metropolitanato; sede em Pittsburgh, Estados Unidos)
Igreja Católica Bizantina Albanesa (eparquia; sede em Fier, Albânia)
Igreja Greco-Católica Macedônica (exarcado ou exarquia; sede em Escópia, Macedônia)
Tradição litúrgica armênia:
Igreja Católica Armênia (patriarcado; sede em Beirute, Líbano)
Tradição litúrgica maronita:
Igreja Maronita (patriarcado; sede em Bkerke, Líbano)
Tradição litúrgica antioquena ou siríaca ocidental:
Igreja Católica Siríaca (patriarcado; sede em Beirute, Líbano)
Igreja Católica Siro-Malancar (arcebispado maior; sede em Trivandrum, Índia)
Tradição litúrgica caldeia ou siríaca oriental:
Igreja Católica Caldeia (patriarcado; sede em Bagdá, Iraque)
Igreja Católica Siro-Malabar (arcebispado maior; sede em Cochim, Índia)
Redação (Quinta-feira, 27-06-2018, Gaudium Press) Todos os anos por ocasião da festa dos apóstolos São Pedro e São Paulo, a Igreja Católica promove uma coleta mundial destinada a apoiar o Óbolo de São Pedro.
O Óbolo de São Pedro é a ajuda econômica que os fiéis oferecem ao Santo Padre, como sinal de adesão à solicitude do Sucessor de Pedro relativamente às múltiplas carências da Igreja universal e às obras de caridade em favor dos mais necessitados.
A prática teve origem no final do século VIII, após a conversão dos anglo-saxões, que "se sentiram tão unidos ao Bispo de Roma que decidiram de maneira estável fazer uma contribuição anual ao Santo Padre".
Esta coleta foi chamada 'Denarius Sancti Petri' (Esmola a São Pedro) e se difundiu pelos outros países da Europa. Em 05 de agosto de 1871 a prática foi reconhecida oficialmente e regularizada pelo Papa Pio IX através da encíclica 'Saepe Venerabilis'.
Algumas das obras de caridade financiadas com o Óbolo de São Pedro são a melhora da estrutura do Hospital Pediátrico na República Centro-africana, o alívio da crise humanitária no Haiti e a concessão de dez bolsas de estudo universitárias para os jovens desabrigados pela guerra e pelo terrorismo no Curdistão iraquiano.
No final de 2016, a Santa Sé lançou a página oficial do Óbolo de São Pedro na internet para os fiéis que desejam colaborar com as obras de caridade da Igreja. No site, disponível em italiano, inglês e espanhol, é possível acessar também mensagens do Papa e fazer doações.
Acompanhando os avanços tecnológicos, em 2017 foram criadas as contas no Twitter e Instagram desta iniciativa. No Twitter as contas estão em três idiomas: @obolus_it (em italiano), @obolus_es (em espanhol) e @obolus_en (em inglês). No Instagram há apenas uma conta: obolus_va. (EPC)
A Igreja não pode ordenar mulheres, recorda Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé
Cidade do Vaticano (Sexta-feira, 01-06-2018, Gaudium Press) Em artigo intitulado "O caráter definitivo da doutrina da Ordinatio sacerdotalis, a propósito de algumas dúvidas", o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e futuro Cardeal, Dom Luis Ladaria, ratificou que o "não" à ordenação de mulheres é "doutrina definitiva".
Publicado no jornal L'Osservatore Romano, o texto assegura que a doutrina não mudará, pois "a Igreja reconhece que a impossibilidade de ordenar mulheres pertence à substância do sacramento da ordem".
"A Igreja não tem capacidade de mudar essa substância, porque é precisamente a partir dos sacramentos instituídos por Cristo que ela é gerada como Igreja. Não é apenas um elemento disciplinar, mas um elemento doutrinário, no que diz respeito à estrutura dos sacramentos, que são o lugar original do encontro com Cristo e da transmissão da Fé", explica.
Dom Ladaria ressalta que "Cristo quis dar este sacramento aos doze apóstolos, todos homens que, por sua vez, comunicaram isso a outros homens". Além disso, "a Igreja sempre se reconheceu vinculada a esta decisão do Senhor, que exclui que o sacerdócio ministerial possa ser conferido validamente às mulheres".
O prelado recorda a posição de São João Paulo II em sua carta apostólica 'Ordinatio sacerdotalis', na qual se diz que "a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja".
"A Congregação para a Doutrina da Fé, em resposta a uma dúvida sobre o ensinamento da Ordinatio sacerdotalis, confirma que se trata de uma verdade pertencente ao depósito da fé".
No final do texto, o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé diz que além do Papa João Paulo II, que analisou o tema com vários presidentes das conferências episcopais do mundo, Bento XVI expressou em uma ocasião que a Igreja "não obteve nenhuma autorização do Senhor" para ordenar mulheres. E também o Papa Francisco, na exortação apostólica 'Evangelii Gaudium', sublinhou que "o sacerdócio é reservado aos homens, como sinal de Cristo Esposo que Se entrega na Eucaristia". (EPC)
11/01/18
Há cristãos que correm o mesmo perigo que os hebreus, quando consideraram a Arca da Aliança como um "amuleto" e a esqueceram num canto da batalha.
Só se lembraram dela quando estavam perdendo, e aí nada mais podiam fazer: perderam mais de trinta mil homens e a batalha. Veja isso em 1Samuel 4,1-11, primeira leitura de hoje.
Esses cristãos "relacionam sua religiosidade com certos "amuletos", a que dão grande valor: crucifixo na parede, bênção da casa, bênção do carro novo, escapulário...coisas que só têm sentido quando são verdadeiramente "sinais" de uma fé que existe no íntimo e é alimentada pelos sacramentos, pela oração, pela caridade". (Comentário do missal cotidiano sobre 1Samuel 4,1-11, 5ª feira da 1ª semana do tempo comum ano par).
Ou seja: se nós quisermos as bênçãos de Deus, temos que nos converter diariamente, rezar, jejuar ou fazer algumas penitências, pedir perdão de nossos pecados e lutar para não mais cometê-los. Aí, então, terão sentido os crucifixos e outros "sinais" de nossa religiosidade.
Há o absurdo, por exemplo, de o bandido fazer o sinal da cruz antes de sair para roubar. Isso seria cômico, se não fosse trágico.
Vejo nas missas em que há o pão de Santo Antônio o perigo de se dar mais valor àquele pãozinho do que à própria Eucaristia, que é Jesus Cristo vivo e presente entre nós.
Vamos, pois, fazer um exame de consciência: essa cruz, esse escapulário que trazemos no pescoço, é sinal de nossa caminhada de fé?
Nós, católicos, usamos imagens de santos, santas, anjos, N. Senhora, Jesus Cristo, e até da Santíssima Trindade em nossas orações.
Os que não são católicos nos criticam, dizendo que adoramos imagens. Isso não é verdade. O católico que adorasse imagens, estaria errado.
Dizer que nós católicos adoramos imagens é o cúmulo do absurdo, além de ser pecado de falso julgamento. Nós todos sabemos que não adoramos imagens. Apenas as veneramos, como o jovem “venera” e conversa com a foto da namorada. Contemplá-las ajuda-nos e muito na oração. Seria uma grande idiotice ou mesmo ignorância adorar imagens.
A Bíblia não proíbe imagens. Ela proíbe adorá-las. Se fosse proibido fazer imagens, não poderíamos fazer fotos ou pinturas de nada que existe sobre a terra, como manda o mandamento dado por Moisés. A idolatria do nosso tempo é a adoração do dinheiro, dos artistas, dos jogadores de futebol, dos times, etc. Em Colossenses 3,5 lemos que a avareza é uma idolatria! Se seguirmos o mandamento à risca, nem poderíamos usar essas camisetas estampadas.
Moisés fez dois querubins de ouro para enfeitar a Arca da Aliança, como você pode ler em Êxodo 25,18-22; Hebreus 9,5; cap. 26, 1.31; cap. 36,8.35; cap. 37,7.9; Números 7,89; 1ª Reis 6,23.27-28. No vers. 29, vemos também que Salomão mandou colocar no templo, além de Querubins, palmas, cálices de flores abertos. Em 1ª Reis 7,29, também de animais, como segue: “Sobre os painéis entre as travessas havia leões, touros e querubins; da mesma forma, sobre as travessas, acima e abaixo dos leões e bois, havia guirlandas em relevo.”
Moisés também fez, a pedido do próprio Deus, a serpente de bronze. Os picados pelas cobras olhavam para a de bronze e se curavam! Esse fato, que está em Números 21,7-9, foi mencionado por Jesus em João 3,14-15 como símbolo de sua morte na cruz. Se fosse proibido fazer imagens, Jesus teria condenado a confecção da serpente de bronze, e não a teria dado como símbolo dele mesmo.
Outro fato, que ninguém presta atenção, é o fato de que Jesus e os Apóstolos usavam as moedas cunhadas com a face do imperador romano, que se considerava um deus (veja Mateus 22,19-21 e 17,27). Ora, o fato de carregar no bolso ou na bolsa as moedas com a imagem de um deus pagão (=o imperador), não fazia deles pessoas idólatras!
Desse modo, rezar ou orar olhando para uma imagem de alguém que já está no céu não tem problemas, desde que não se adore essa imagem como se fosse a própria pessoa que estivesse ali. A Arca da Aliança era mais sagrada, para os judeus, do que a imagem de N. Sra. Aparecida o é para os católicos. É só conferir em 1ª Samuel 4,5; 2ª Samuel 6,1-19. A simples presença da Arca era motivo de alegria ou de desgraças!
Enfim, precisamos nos lembrar de que também somos uma imagem, ou seja, a imagem de Deus. Como abraçar e beijar a esposa, os filhos, se eles são uma imagem de Deus?
Então, eu digo isto: nunca devemos exagerar em nada. Pode, sim, ter a sua imagem de Jesus, de Maria, de algum santo de sua devoção, sabendo, é claro, que aquilo é apenas uma imagem, um pedaço de algum material, e não o próprio santo a quem se está rezando. Há um ditado que diz ser as imagens a “Bíblia dos analfabetos”. Mas até os que sabem ler se sentem melhores, na oração, quando contemplam a imagem de sua preferência.
As imagens, para nós, são objetos sagrados, que nos recordam os que vivem no céu. Mesmo os protestantes e os evangélicos possuem objetos sagrados, como a bíblia, por exemplo.
Se um evangélico fosse capaz de pisotear um livro qualquer mas não fosse capaz de pisotear uma bíblia, isto significa que a bíblia é um livro sagrado para ele, que o remete ao próprio Deus e à sua Palavra, à história do povo de Deus. É a mesma coisa quando, além da bíblia, reverenciamos uma imagem sagrada: nós nos remetemos aos que habitam no céu.
Vejam um outro exemplo: Paulo tem 25 anos e mora em São Paulo. Seus pais moram no interior e não possuem internet. Seu pai, ao escrever-lhe uma carta, morreu de infarto fulminante com uma caneta na mão. No velório, a mãe do Paulo lhe mostra a caneta e lhe conta a história. Ele a pega com muito carinho e a guarda como lembrança terna de seu pai. Após algum tempo, ele pega a caneta, com saudades do pai, e reza a Deus pelo pai, olhando para a caneta.
Pergunto: o Paulo estaria adorando a tal caneta? Estaria rezando para aquela caneta, como se fosse um “deus”? Claro que não! Aquela caneta o lembra tantos dias alegres e tristes que vivera com o pai! Quanta coisa bonita aquela caneta simboliza para ele! Ele pode dispor de qualquer caneta, dá-la a outra pessoa, mas aquela de seu pai não tem preço! Ele tem amor por ela, a única lembrança de seu pai.
Assim acontece conosco, os católicos: ao rezar diante de uma imagem, não pedimos nada para aquela imagem, mas sim para a pessoa que ela simboliza e que já mora no céu! Isso não é idolatria. Idolatria seria adorar uma imagem ou qualquer outra coisa como se fosse um deus, achando que aquele objeto tem a divindade. Ademais, se eu posso rezar por você agora que ainda sou pecador, por que não poderei rezar por você no céu, após a minha morte?
As imagens se difundiram muito no passado por causa do grande analfabetismo antigo. As imagens foram verdadeiras bíblias visuais para aquelas pessoas. A imprensa foi inventada no século anterior ao que Martinho Lutero se revoltou contra a Igreja Católica. Antes da imprensa, uma bíblia era escrita à mão e enorme. Custava o equivalente a uma casa. As igrejas que podiam tinham uma bíblia presa a uma corrente para o povo consultar. É o que se lê, por exemplo, na biografia de S. Francisco de Assis, quando conta que ele entrou na igreja para ler na bíblia o que Deus queria dele.
Entretanto, sempre é bom lembrar que devemos evitar todo o exagero e nunca transformar as imagens em amuletos, como no artigo aí acima do Pe. Fernando Cardoso (AMULETOS).
Para ler: Mateus 16,19; João 8,31 - 32 e 1João 2,20.27
Ensinamento ou doutrina proposta com autoridade e explicitamente pela Igreja como revelada por Deus, exigindo-se a crença do Povo de Deus.
Há algumas verdades doutrinárias na Igreja Católica que são estabelecidas como "dogmas da fé", ou seja, nenhum católico que queira continuar católico pode negar ou mudar aquilo.
Um dogma pode ser proposto pela Igreja numa proclamação solene (por exemplo, o dogma da Imaculada Conceição) ou através do magistério ordinário (por exemplo, a verdade de que a vida do ser humano inocente é inviolável). "Os dogmas são luzes no caminho da nossa fé, que o iluminam e o tornam seguro."
Isso é muito bom, por dois motivos: dão uma segurança incrível à nossa fé e impede que a Igreja Católica fique esfacelada como muitas outras religiões em que a interpretação das escrituras é plenamente livre e arbitrária.
Creia no que a Igreja ensina e tente saber a opinião correta que ela dá sobre este ou aquele assunto.
Eis alguns exemplos de dogmas: a Santíssima Trindade, a divindade de Jesus Cristo, a Imaculada Conceição de Maria, o Paraíso, o sacerdócio Ministerial, a Eucaristia.
segundo o PAPA PAULO VI.
Quando a pessoa confessa seus pecados, é perdoada por Deus e não corre o risco de ir para o Inferno. Entretanto, se não conseguiu se arrepender sincera e totalmente, ao morrer vai para o Purgatório a fim de se purificar, pois como afirma Apocalipse 21,27, coisa alguma impura entrará na Cidade Celeste.
As indulgências são tiradas do infinito saldo positivo da Redenção trazida por Jesus e de todas as pessoas que praticaram o bem em todos os tempos, e se santificaram.
A Igreja, diz S. Paulo, é como um corpo humano, um corpo Místico, ou seja, simbólico, mas real, em que tudo o que se faz de bom é absorvido pelos demais. Entretanto, o contrário também é verdadeiro: tudo o que se faz de mal prejudica os demais.
Há a indulgência plenária, em que a pessoa fica livre de toda a pena devida aos pecados confessados e arrependidos, e a parcial, em que se limita em anos essa reparação das faltas cometidas. É como se a pessoa ficasse livre do Purgatório (a indulgência plenária) ou de parte do Purgatório (a indulgência parcial).
Para lucrar-se as indulgências é preciso, segundo o Papa Paulo VI:
N. 7. “Para adquirir a indulgência plenária é preciso fazer uma obra enriquecida de indulgência e preencher as seguintes três condições: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice. Requer-se além disso rejeitar todo o apego ao pecado, qualquer que seja, mesmo venial. Se falta essa plena disposição ou não se cumprem as supramencionadas condições, ficando intacta a prescrição da norma 11 para os que se acham "impedidos", a indulgência será apenas parcial”.
Para se lucrar as indulgências do rosário, por exemplo, é necessário rezar um Pai-nosso, uma Ave-Maria e um Glória pelo Papa e um Creio.