1-O CREIO
Creio em Deus Pai todo poderoso,/ criador do céu e da terra./ E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor;/ que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;/
nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos,/ foi crucificado, morto e sepultado./ Desceu à mansão dos mortos;/ ressuscitou ao terceiro dia;/ subiu aos céus,/ está sentado à direita de Deus Pai, todo poderoso,/ donde há de vir a julgar os vivos e os mortos./ Creio no Espírito Santo,/ na Santa Igreja Católica,/ na comunhão dos santos,/ na remissão dos pecados,/ na ressurreição da carne,/ na vida eterna. Amém.
A SANTÍSSIMA TRINDADE
Deus é um só, mas vive em três pessoas reais e distintas (cada pessoa é uma): o Pai, o Filho e o Espírito Santo. É o que chamamos o Mistério da Santíssima Trindade.
Deus é Pai porque é a origem primeira de tudo e nesse sentido Deus é também mãe (ver detalhes no n. 240 do Catecismo). Deus é Pai porque é o criador de tudo e porque tem seu Filho único Jesus Cristo, no qual todos nós também somos filhos de Deus.
Jesus é o Filho de Deus que se fez homem para nos salvar (Jo I). Jesus e 100% Deus e 100% homem. Ele nasceu de Maria, sempre Virgem, aceitou sofrer e morrer na cruz, mas ressuscitou e está vivo no céu, 100% Deus, 100% homem. Sua obediência ao Pai nos trouxe a tão desejada salvação. O Verbo se fez carne para nos salvar e assim nos reconciliar com Deus, mostrando-nos, desse modo, o amor de Deus, para ser nosso modelo de santidade e para nos tornar participantes da natureza divina.
O Espírito Santo é a terceira Pessoa de Deus e nos foi revelado por Jesus Cristo. É enviado aos apóstolos e à Igreja, tanto pelo Pai, em nome do Filho, quanto pelo Filho em pessoa, depois que este voltou para junto do Pai.
Para Deus, nada é impossível. Ele faz tudo o que quer (Sl 115,3). Mas tudo o que faz provém de sua vontade justa e de sua inteligência sábia. Nunca faz o mal nem qualquer tipo de injustiça aos seres humanos.
Se Deus permite o mal, o sofrimento, é porque respeita a nossa liberdade. Não quer ser servido por "fantoches", mas por pessoas conscientes, e de livre e espontânea vontade. Cristo venceu o mal pela sua morte e ressurreição. Os que não quiserem fazer ou participar do mal, estão livres para seguir Jesus Cristo. Por isso, podemos dizer que Deus nunca castiga (Lc 15,11-32; Jo 8,1-11; Jo 17,24-26; Lc 23,39-43). Quando permite a doença ou outro mal, talvez esteja desejando a nossa conversão.
2- A FÉ
Ter fé é acreditar que Deus existe, embora nós não o vejamos, e procurar fazer sempre a sua vontade. Essa crença e essa união com Deus muitas vezes são esquecidas, ou deixadas de lado, ou mesmo ignoradas pelo ser humano. As causas desse abandono da fé são diversas: a revolta com o mal presente no mundo, quando a pessoa diz que Deus é culpado por isso, a ignorância ou a indiferença religiosa, as preocupações com as coisas no mundo e com suas riquezas (Mt 13,22), o mau exemplo dos que creem, as correntes de pensamento hostis à religião, o medo do homem pecador que se esconde de Deus e foge ao seu chamado (Gn 3,8-10; Jn l ,3).
Deus se revela ao homem por meio de suas obras, por meio dos acontecimentos e diretamente; revelou-se aos patriarcas, nossos primeiros pais, que relataram suas experiências com ele na Bíblia (Noé, Abraão e Moisés).
Deus se revelou totalmente por meio de Jesus Cristo, seu Filho. Nele, o Pai disse tudo. Cabe a nós captarmos pouco a pouco todo o alcance dessa revelação de Deus ao longo dos séculos, transmitida a nós pelos apóstolos, de duas maneiras: oralmente (a tradição apostólica) e por escrito (a Bíblia).
Queremos lembrar que a Bíblia, verdadeiramente inspirada por Deus, é uma parte dessa pregação apostólica. Os bispos e os sacerdotes validamente ordenados são como que os "descendentes" dos apóstolos e continuam a exercer a missão dada aos apóstolos por Jesus. A isso se dá o nome de "sucessão apostólica". A sucessão apostólica, garantida nos papas e bispos, continua a transmissão viva da Revelação até a consumação dos tempos.
A maioria da humanidade tem fé em Deus, mas não acredita que Jesus é Deus. Esses são os "não cristãos" (são 5 bilhões, ao passo que os cristãos somam apenas 2 bilhões). Para ser cristã, a pessoa tem de ser batizada "em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo" enquanto está em contato com a água e crê na Santíssima Trindade, ou seja, que em Deus há 3 pessoas: o Pai, o Filho (Jesus Cristo) e o Espírito Santo.
Na prática, entretanto, é cristão quem ama a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo, praticando assim o amor cristão, ficando livre de pecados.
Algumas religiões não cristãs: Mórmons, Testemunhas de Jeová (ambas não acreditam na divindade de Jesus Cristo), Espíritas, Judeus, Islamitas, Budistas.
(Revisto em 17/09/2017)
Jeremias 3,13: “Eu te amei com um amor eterno”
Essas palavras do Senhor continuam deste modo: “Por isso conservei para ti o amor. Eu te construirei de novo e serás reconstruída, Virgem de Israel”
Se dirigida ao povo, está sendo dirigida também a mim e a você. Deus nos ama intensamente, apaixonadamente.
Deus nos quer sempre juntos a Ele e faz de tudo para chamar nossa atenção para Ele, impondo-se como limite apenas de não ferir a nossa liberdade. Deus pode fazer tudo o que quiser, mas só nos recebe se quisermos estar com Ele. Até se formos ao inferno Ele vai nos amar. Infelizmente, se decidirmos ir para lá (por meio de uma vida pecaminosa), nós não vamos amá-lo nem pedir-lhe perdão. Santa Catarina de Sena dizia que se uma alma “penada” dissesse algo parecido com “Senhor, me ajude”, sairia no mesmo instante do inferno e iria ao Purgatório.
Amar “com amor eterno” significa nunca mais deixar de amar-nos e sempre ter-nos amado. O amor de Deus é sem rodeios, é direto! Nosso amor por ele é limitado, misturado com amor mundano, impuro, não é um amor gratuito.
O amor de Deus por nós é 100% gratuito, ou seja, Deus nos ama sem receber nada em troca. Ninguém mais ama gratuitamente, a não ser Deus. Por mais gratuito que seja o nosso amor, nós amamos para receber o paraíso em recompensa; então, não é mais tão gratuito assim! Isaías 54,8 também nos diz: “Logo me compadeci de ti, levado por amor eterno”.
ROMANOS 11,29
“Os dons e o chamado de Deus são sem arrependimento”. 1ª João 4,19: ”Quanto a nós, amemos, porque ele nos amou primeiro”
Deus não se arrepende de ter-nos criado, não se arrepende de nos amar. Ele espera pelo nosso sim, nossa resposta positiva ao seu amor eterno. Deus não desiste de nós, em hipótese alguma. Ele está sempre “a fim” de nós e “torce” para que o aceitemos e o recebamos em nossa vida. Basta um pedido sincero de perdão!
Tudo o que ele faz é bom” (Gênesis 1,25 “Deus viu que tudo era bom” , até o chato do pernilongo...). Se alguma coisa não agradasse a Deus, Ele não a teria criado! (Sabedoria 11,24). A única coisa impossível para Deus é mentir.
Ele não “errou” quando nos criou livres. Um dos motivos desta minha afirmação se refere ao fato de que a alternativa seria criar-nos como bonecos, como robôs! Deus quer ser amado “De igual para igual”, “face a face”, por seres livres, que O escolheram livremente.
Nós somos os queridinhos de Deus. Somos seus protegidos. Ele nos quer ao seu lado, mas de nossa livre e espontânea vontade. Por isso é que nos criou “à sua imagem e semelhança”. Somos semelhantes a Deus porque temos a capacidade de amá-lo livremente. E sempre, sempre seremos recebidos. Ele nunca vai se arrepender de chamar-nos e ajudar-nos na caminhada.
JOÃO 3,16
“Pois Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
Nós somos fracos e nos deixamos levar por outros amores idolátricos (poder, sexo, dinheiro, consumismo, ira, inveja, avareza, maldade).
Para conseguir que ficássemos juntos a ele, teve essa feliz ideia de nascer aqui conosco, na pessoa de seu Filho, Jesus Cristo, que é tão Deus quanto o Pai e o Espírito Santo, e tomou uma carne semelhante à nossa, onde passou a ser não só 100% Deus, mas também 100% homem, homem perfeito e sem pecado. Jesus foi semelhante a nós em tudo, menos no pecado.
Todos os que crerem e confiarem em Jesus não perecerão, mas terão a vida eterna. Que notícia gratificante! Deus facilitou extremamente a ida até Ele, e se encontrou plenamente com o ser humano na pessoa de Jesus Cristo.
Os que forem para o inferno, terão ido por pura arrogância de não quererem dizer “Sim” a Deus e pedir-lhe perdão. Muitas vezes não reconhecem seus pecados: não se acham pecadores. O único pecado que não tem perdão é não pedir perdão a Deus, seja por qual motivo for. Se pedirmos perdão, seremos perdoados com certeza. Se não nos vem um arrependimento sincero, peçamos perdão assim mesmo que, se propormos não fazer mais os tais pecados, Ele nos perdoará e, mais ainda, nos dará a graça do arrependimento, que é um dom de Deus.
Que amor pode haver maior que o de um Deus que se faz homem para mostrar-nos o verdadeiro caminho da felicidade, que é a nossa realização plena em seu Reino de Amor, e morreu por nós?
ISAÍAS 54,10
“Os montes podem mudar de lugar e as colinas podem abalar-se, porém meu amor não mudará, minha aliança de paz não será abalada, diz o Senhor, aquele que se compadece de ti”
ISAÍAS 49,15-16
“Ainda que as mulheres se esquecessem (de seus filhos), eu não me esquecerei de ti. Eu te tatuei na palma de minha mão”.
Deus nos tatuou (não o nosso nome, mas nós próprios) nas palmas de suas mãos, ou seja, nunca vai nos esquecer. Nós nos esquecemos facilmente de pessoas e de coisas, mas Deus nunca nos esquece. Por mais que sejamos pecadores.
GÁLATAS 6,7
“Não vos iludais! De Deus não se zomba!”
Não podemos zombar de Deus, como os que dizem que no final da vida vão pedir perdão. Quem ama, busca a pessoa amada. Quem ama procura todos os meios para agradar a pessoa amada. Deixar a conversão para o final da vida é o mesmo que não aceitar Deus, que recusá-lo, que zombar dele. O versículo 8 completa: “Quem semear na sua carne, da carne colherá corrupção; quem semear no espírito, do espírito colherá a vida eterna”.
EFÉSIOS 3,20
“Deus é poderoso para fazer muito além, infinitamente além de tubo o que nós podemos pedir ou perceber”.
Esse versículo me enche de alegria, paz, confiança e tranquilidade. Deus pode tudo e sabe tudo, como diz o salmo 139 (138): “Senhor, vós me sondais e conheceis”. E o salmo 56(55): “Já contaste os meus passos de errante, recolhes minhas lágrimas em teu odre! Não está no teu livro de contas?” Ou, na tradução do Ofício das Horas: “Do meu exílio registrastes cada passo, em vosso odre recolhestes cada lágrima, e anotastes tudo isso em vosso livro!” (Oração durante o dia, 2ª 5ª feira).
Se Deus é poderoso para realizar em nós infinitamente além do que pedimos ou pensamos, por que nos preocupar? É como diz o Beato Carlos de Foucauld no texto do dia 12/09, no livrinho “365 dias com o Irmão Carlos”: “O fundo de nossa alma, o que não deve mudar, o fundamento invariável, o fundamento inquebrantável, é a conformidade com a vontade de Deus, qualquer que ela seja”.
De fato, qualquer que seja a vontade de Deus a nosso respeito, vale a pena segui-la, pois Ele nos ama infinitamente e nos conhece plenamente, de modo que nunca vai nos levar a um caminho que nos separe dele, que nos leve á infelicidade.
LUCAS 13,34
“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis reunir teus filhos como a galinha recolhe seus pintinhos debaixo das asas, mas não quisestes!”
É surpreendente a humildade de Jesus quando se compara a uma galinha choca! Quando eu era pequeno gostava muito de ver os pés dos pintinhos sob a galinha, todos pipilando um som que dava a entender que estavam satisfeitos com o aconchego!
Jesus, Deus e Homem verdadeiro, mostra-nos todo o seu amor humano e divino. Ele é o “Kyrios”, o Senhor (no Novo Testamento corresponde à tradução para o grego de “Javé”, “Jeová” e “Adonai”).
Quando falamos do amor de Jesus, falamos do amor da Santíssima Trindade, pois Deus, apesar de ser três pessoas, é um Deus só. E o amor do Pai e do Espírito Santo se transmite a nós por Jesus Cristo. Ele é o encontro único da divindade com a humanidade. Ele é o nosso único intercessor junto ao Pai: “Filipe, quem me vê, vê o Pai! Não crês que estou no Pai e o Pai em mim?” (João 14,9-10).
Vigiar e rezar nos dá forças para resistirmos ao pecado e, assim, podermos permitir que Deus nos ame. Ou seja, nessa comparação acima, que nós permaneçamos sob as asas da galinha, a fim de que o gato não nos pegue.
Deus pode fazer conosco o que ele bem entender, mas prefere estar conosco só se nós quisermos. Quero dizer, Ele sempre está conosco, mas só se dá a conhecer, só se revela ao nosso lado, se o acolhermos. Veja o que diz o livro da Sabedoria 1,1-4: “Procurai o Senhor com simplicidade de coração, porque ele se deixa encontrar por aqueles que não o tentam, ele se revela aos que não lhe recusam a fé. Pois os pensamentos tortuosos afastam de Deus (...). A sabedoria não entra numa alma maligna, ele não habita num corpo devedor ao pecado”!
Em outras palavras, amar a Deus não é nada mais do que deixar-se amar por ele. Em Provérbios 23,26: “Meu filho, dá-me o teu coração, e que teus olhos gostem dos meus caminhos!” Preciso dizer mais?
JOÃO 14,1-4.6
“(...) Vou preparar-vos um lugar (...) vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais vós também. E para onde eu vou, conheceis o caminho(...). Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”!
Quem ama não quer separar-se da pessoa amada. Jesus, Deus Eterno, quer estar conosco sempre, e não só agora, enquanto estamos vivos e o procuramos de vez em quando.
Enquanto estivermos vivos, sempre poderemos procurá-lo. Se formos para o inferno, nunca mais poderemos desejá-lo, nunca mais o buscaremos. Jesus sabe disso e quer-nos para sempre ao seu lado.
O caminho para o céu é o próprio Jesus! Ele é também a Verdade e a Vida. Ele não quer me perder, mas também, como eu já disse, não quer forçar nossa participação. Quer que caminhemos livremente por esse caminho que é ele próprio.
Temos uma casa, no paraíso, que vai ficar fechada para sempre se não optarmos por Jesus. “Na casa de meu Pai há muitas moradas” (João 14,2).
Se nós realmente amamos a Deus, nosso maior desejo deveria estar sempre ao seu lado, não é mesmo? Se não sentimos esse desejo, só posso entender que ainda não o amamos!
JOÃO 13,1- “Jesus, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”
João 13,34: “Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros”.
João 15,9: “Assim como o Pai me amou, eu também vos amei. Permanecei no meu amor!”
João 17,23: ”Que o mundo reconheça que me enviaste e os amaste como amaste a mim”
Gálatas 3,20: “Jesus me amou e se entregou a si mesmo por mim”.
Efésios 3,19: “O amor de Cristo excede todo conhecimento”
Tudo o que Deus faz é tão infinito como ele. Assim, o amor que ele tem por nós é o mesmo que oque ele tem para com o seu Filho Jesus! (João 17,23).
O amor de Deus é tão profundo que supera todo o conhecimento (Efésios 3,19), de modo que ele permanece misterioso para nós, seres finitos, limitados, que só temos condição de abranger uma certa intensidade do amor e não conseguimos ir além.
Diz Isaías 40,28-31 , trecho tão comentado pela pastora Joyce Meyer: “O Senhor é Deus eterno (...) Ele não se cansa nem se fatiga. Sua inteligência é insondável! Ele dá força ao cansado (...) Os que põem sua esperança no Senhor, renovam as suas forças, abrem as asas como as águias, correm e não se esgotam, caminham e não se cansam”
Não só sua inteligência, mas também seu amor é insondável. Não porque não pode ser medido e visto, mas porque excede a nossa capacidade de medir!
O amor de Deus nos torna incansáveis no caminho do Reino dos Céus. Se colocarmos nele nossa esperança e nossa confiança, os canais são desobstruídos e seu amor pode nos envolver, entrar em nossa vida e nunca desanimaremos, nunca entraremos na inércia.
Entretanto, tudo isso só se concretizará se nos amarmos uns aos outros como Jesus nos amou (Jo 15,9). Sem o amor ao próximo, o amor de Deus por nós nunca estará realmente sendo retribuído por nós. Como diz 1ªJoão 4,20-21: “Quem odeia o seu irmão (que vê) mas diz que ama a Deus (que não vê)é um mentiroso (e o amor de Deus não está nele). Aquele que ama a Deus, ame também seu irmão”.
MIQUEIAS 7,19
“Mais uma vez ele (Deus) terá piedade de nós, pisará aos pés nossas faltas, lançará no fundo do mar todos os nossos pecados”.
O Senhor quer nos perdoar e jogará no mar os nossos pecados e com um detalhe importante: no mais fundo do mar. Antes de jogá-los no mar, ele os pisará e os destruirá. É incrível como Deus releva nossas faltas para que estejamos possibilitados de estar junto dele! Digo isto porque Deus nunca se afasta de nós: nós é que nos afastamos dele.
Sempre comparo essa situação com os pais que permitiram que o filho abandonasse o carro em que estariam viajando, mas continuam dirigindo ao seu lado, até que o filho resolva entrar novamente no carro.
O perdão de Deus é isso: deixar que voltemos aos seus braços.
O segredo de recebermos o perdão divino é o arrependimento de nossos pecados ou, pelo menos, o desejo sincero de não pecar mais.
Diz um artigo da revista Aparecida de setembro de 2015, pág. 23, do Pe. Evaldo: “ O julgamento feito por Deus, que não se revesse pela simples acusação das culpas, mas se reveste pela acolhida misericordiosa de Deus, que a todos perdoa, contanto que haja no coração do penitente o arrependimento de seus crimes e pecados”.
Não devo ter vergonha nem receio de me achegar a Deus para pedir perdão. Ele nos perdoa, nos ama e nos quer no paraíso com ele, para sempre!
DEUS DÁ O EXEMPLO
MATEUS 18,21-22- “Não te digo (perdoar teu irmão) sete vezes, mas setenta vezes sete”.
“Se teu irmão pecar contra ti sete vezes por dia e sete vezes retornar arrependido dizendo ’estou arrependido’, tu lhe perdoarás”.
Se Jesus mandou que fizéssemos isso, é porque Ele também nos perdoa. Ele praticava tudo o que pedia que os demais praticassem. Se nos pede para perdoar sempre, é porque sempre nos perdoará, contanto que estejamos arrependidos.
Por que temos tanta desconfiança do perdão, do amor de Deus? Talvez porque não perdoamos ou temos dificuldade em perdoar, como dizia o Beato Carlos de Foucauld: “ As faltas passadas não me assustam. Os homens não perdoam porque não podem retornar à pureza perdida, mas Deus perdoa porque ele apaga até as manchas e torna à sua plenitude a beleza primeira”.
Temos a tendência de projetar em Deus nossos limitados pensamentos e tendência. Se aprendermos a perdoar tantas vezes quantas o irmão vier nos pedir perdão, acabaremos acreditando que Deus, fonte do amor, do perdão e da paz, também nos perdoará.
ROMANOS 12,20-21
“Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer. Se tiver sede, dá-lhe de beber. Agindo dessa forma estarás acumulando brasas sobre a cabeça dele. Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem”.
Eis outro texto que nos faz lembrar que, se Deus inspirou Paulo para nos dar esse conselho, é porque Ele faz isso também. Quando Deus continua a dar suas graças mesmo aos que não o amam, está colocando “brasas” de remorso sobre suas cabeças. E se formos nós que os perdoarmos e não lhes negarmos um prato de comida se ele estiver com fome, o nosso inimigo vai começar a pensar nessa atitude e sua “surpresa” pode se transformar uma conversão de vida!
Se nós precisamos “vencer o mal com o bem”, é sinal de que Deus também não se vinga de nós, mas está sempre pronto a nos perdoar.
A uma ação corresponde uma reação igual. Se tratarmos os outros com raiva e ódio, a resposta será de raiva e ódio. Se a ação for feita com amor, no primeiro instante talvez a reação será de revolta, mas num segundo instante será também de amor.
ISAÍAS 1,10-20: Deus pede que ante de irem oferecer touros e carneiros a ele (hoje seriam os atos litúrgicos, como a Missa), que as pessoas praticassem a caridade e a misericórdia. “Tirai de minha vista vossas más ações! Cessai de praticar o mal, aprendei a fazer o bem! Buscai o direito, corrigi o opressor! Fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva!” Em seguida diz que aí, sim, seus pecados ficarão perdoados, ou seja, se fizerem o que ele pediu.
JEREMIAS 2,33-36
Nos versículos 33 e 34, Deus, por Jeremias, lembra os crimes (assassinatos e roubos) que as pessoas faziam e depois diziam: “Eu sou inocente, certamente a sua ira vai afastar-se de mim!”. Eis que eu te julgarei (diz Deus) porque dizes: “Eu não pequei”.
No versículo 36: “Quão pouco te custa mudar o teu caminho!”
Esta é uma constatação verdadeira, que nos devia encher de esperança. Mudar nosso caminho, nosso estilo de vida, é muito importante para poder continuarmos a receber Deus em nossa vida.
Em JEREMIAS 7,1-20, Deus manda Jeremias conscientizar os que pecam e depois vão oferecer sacrifícios no templo, pensando que isso lhes dá direito a voltar a pecar. Não receberão o perdão, pois de Deus não se zomba. Com Deus não se brinca!
OUTRO TEXTO:
A MISERICÓRDIA DIVINA
Miqueias 7,19:- Deus lançará ao mais fundo do mar nossos pecados. Deus nunca se afasta de nós: nós é que nos afastamos dele!
O perdão de Deus é isto: deixar que voltemos aos seus braços. Não devo ter vergonha nem receio de me achegar a Deus para pedir perdão. Nunca devemos desistir ou desanimar. “A misericórdia divina será sempre maior do que qualquer pecado” (papa Francisco).
Confiemos plenamente em Deus! Ele realmente nos ama, nos quer junto dele, mas, como não quer robôs, espera que nos cheguemos a Ele com o pedido de perdão e com os propósitos que permitem essa aproximação. Às vezes nos parece que Deus não está nem aí conosco, não O ouvimos e achamos que nos abandonou. É preciso fazer silêncio interno para que O ouçamos!
Jesus nos dá o exemplo do perdão quando perdoa a tantos quantos lhe pedem. Por exemplo: Mateus 18,21-22:- perdoar não sete vezes, mas setenta vezes sete, ou seja, sempre! Se ele mandou fazer isso, é porque o faz conosco! Temos a tendência de projetar em Deus nossos limitados pensamentos e tendência. Se aprendermos a perdoar tantas vezes quantas o irmão vier nos pedir perdão, acabaremos acreditando que Deus, fonte do amor, do perdão e da paz, também nos perdoará. Basta que nos proponhamos a mudar de vida, não mais pecar e pedir incessantemente a graça do arrependimento.
A PROVIDÊNCIA DIVINA
Mateus 6,25-34 :- Não vos preocupemos por nossa vida, pois Deus, que dá tudo aos animais e às aves, não deixará que nos falte o necessário. Isso implica, é claro, que estejamos livres. Jesus quer dizer nesse trecho que precisamos aprender a trabalhar e a lutar confiando em Deus. Façamos a nossa parte que ele nos abençoará e tudo será resolvido a seu tempo. Deus não deixa faltar nada aos pássaros, mas se estiverem livres. Se nós o prendermos, nós é que devemos tratar deles. Assim também referindo-se ao ser humano. Se estiver livre, Deus poderá ajudar. Deus não passa por cima da vontade humana.1ª Pedro 5,7: “Lançai nele (em Deus) toda a vossa preocupação, porque é ele que cuida de vós!” Aliás, é a mesma frase que o Salmo 55(54), 23, portanto, já conhecido desde o Antigo Testamento. Nunca devemos confiar em nossas próprias forças, mas, humildemente, confiarmos plenamente em Deus.
Quando abrimos nosso coração para Deus, acabamos encontrando tempo para todas as outras coisas e, principalmente, para o irmão. Precisamos aprender a confiar na presença de Deus em nossa vida! Somos apenas instrumentos (e tão frágeis!) em suas mãos misericordiosas. Nada mais do que isso! Trabalhemos o quanto pudermos, mas nos lembremos de que o resultado é Deus quem provê! Lembremo-nos sempre do salmo 126(127),2: “É inútil que madrugueis e que atraseis o vosso deitar, para comer o pão com duros trabalhos: ao seu amado, Deus o dá enquanto dorme!”. Quem põe sua confiança em Deus, vive na paz.
DEUS TEM O MUNDO EM SUAS MÃOS
(04/06/2012, Milão)
O Papa Bento XVI assinalou que embora pareça que a Igreja está a mercê de adversários difíceis, Deus sempre tem em suas mãos o governo do mundo e o coração dos homens. “Se alguma vez se pode pensar que a barca de Pedro está realmente a mercê de adversários difíceis, também é verdade que vemos que o Senhor está presente, vivo, que ressuscitou realmente, e tem em suas mãos o governo do mundo e o coração dos homens”, afirmou. “Esta experiência de Igreja viva, que vive do amor de Deus, que vive por Cristo ressuscitado, é o dom destes dias. Por isso damos graças ao Senhor”, concluiu.
Tenho visto muitas pessoas bem intencionadas fazem de seu apostolado um martírio infrutífero. O motivo é bem simples: agem sozinhos, com as próprias “forças”.
Coloquei entre aspas porque nossas forças, sem Deus, são fraquezas! Trabalham como doidos, mas colhem poucos frutos: não comem, não descansam, não têm sossego, acabam ficando estressados ou histéricos, pedantes, críticos, antipáticos, acabam não tratando bem os outros, e quase não aproveitam o que fazem.
Conheci uma pessoa, por exemplo, que na maior boa intenção, fazia uma reunião por zelo, mas escrevia outras coisas, para “adiantar os outros compromissos”, e acabava nem aproveitando esta, nem escrevendo bem o que preparava. Essa pessoa dizia: “ Não posso desperdiçar o tempo”, quando eu lhe falava sobre isso.
E uma outra pessoa que, quando eu o visitava, sempre continuava a escrever e a preparar isto ou aquilo, como quem diz: “Você está fazendo com que eu perca meu precioso tempo! Enquanto estamos conversando, deixa-me adiantar um outro serviço”.
Quando abrimos nosso coração para Deus, como vimos na parte que fala sobre a oração, acabamos encontrando tempo para todas as outras coisas e, principalmente, para o irmão. Precisamos aprender a confiar na presença de Deus em nossa vida! Somos apenas instrumentos ( e tão frágeis!) em suas mãos misericordiosas. Nada mais do que isso! Trabalhemos o quanto pudermos, mas nos lembremos de que o resultado é Deus quem provê! Lembremo-nos sempre do salmo 126 (127),2: “É inútil que madrugueis e que atraseis o vosso deitar, para comer o pão com duros trabalhos: ao seu amado, Deus o dá enquanto dorme!”.
E outros textos:
Mateus 6,25.33: “Por isso vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida quanto ao que haveis de comer, nem com o vosso corpo quanto ao que haveis de vestir”. “Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas!”;
João 15,5-6a: “ Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim e eu nele produz muito fruto; porque, sem mim, nada podeis fazer. Se alguém não permanece em mim, é lançado for a, como o ramo, e seca”.
Quando confiamos em Deus e buscamos o seu auxílio por meio de uma oração constante e prolongada, sentimos maior certeza naquilo que fazemos e tudo vai caminhando em direção a seu reino de amor.
Quem põe sua confiança em Deus, vive na paz. Faz tudo com paciência, atende bem as pessoas, não se desespera nem se afoba, pois sabe que é Deus que dirige seus passos. Se é acusado de alguma coisa, não se aborrece, pois sabe que Deus está vendo sua inocência. Se precisa organizar algum trabalho, organiza-o mas coloca sua execução nas mãos de Deus. Prioriza o contacto fraterno com os irmãos, com as pessoas em geral, pois sabe que vai ser o instrumento nas mãos de Deus. Eu tenho um lema comigo. Não sei se está correto, mas gosto dele: “Não faça de qualquer jeito hoje, o que você poderá fazer melhor amanhã”.
Trabalhar dando prioridade mais à ação de Deus que a sua própria ação, é ir cumprindo as tarefas que nos cabe com muita calma e tranquilidade, sabendo que o resultado sempre será positivo, pois a mão de Deus está guiando a nossa.
Diz S. Paulo em 1ª Coríntios 3,6-9: “Eu plantei, Apolo (nome de um atuante na comunidade) regou, mas era Deus quem fazia crescer, Assim, aquele que planta, nada é; aquele que rega nada é; mas importa tão somente Deus, que dá o crescimento. Aquele que planta e aquele que rega são iguais entre si; mas cada um receberá seu próprio salário, segundo a medida do seu trabalho. Nós somos cooperadores de Deus e vós sois a seara de Deus, o edifício de Deus”.
Temos confiança em Deus quando deixamos que Ele oriente e participe de nossa vida, quando deixamos que Ele nos ame. Diz o missal cotidiano, comentando o capítulo 15 de S. João, que amar a Deus não é tanto amá-lo, mas deixar-se amar por Ele; deixar que Ele nos ame.
É a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, tão Deus quanto o Pai e o Filho, e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado. É a última Pessoa de Deus revelada.
Conhecemos o Espírito Santo na Igreja e no Magistério da Igreja, nas Escrituras, na Tradição, na Liturgia Sacramental, na oração, nos carismas e nos ministérios, nos sinais de vida apostólica e missionária, no testemunho dos santos.
Espírito é uma palavra (Ruah) que significa sopro, ar, vento. Não podemos entender as palavras "espírito" e "santo" separadas, mas somente juntas, designando a Pessoa inefável do Espírito Santo, sem equívoco possível com os outros empregos dos termos "espírito" e "santo". Seria como a palavra “pé de moleque”, um doce. Não podemos separar aí nem “pé” nem “moleque”.
Paráclito significa: "aquele que é chamado para perto", "advogado", "consolador". Chamamo-lo também de Espírito da promessa, de adoção, de Cristo, do Senhor, de Deus, de glória.
Os símbolos do Espírito Santo são vários: água, unção, fogo, nuvem e luz, selo, mão, dedo, pomba. Infelizmente, as pessoas insistem em representá-lo apenas como um pombo. Veja abaixo:
Água: - ICor 12,13; - Jo 19,34; - Jo4,10-14; - Jo7,38; - IJo 5,8; - Êx 17,1-6; - Is 55,1; - Zc 14,8; - ICor 10,4; - Ap 21,6; - Ap 22,17.
Unção: - IJo 2,20.27; - 2Cor 1,21; - Êx 30,22-32; - ISm 16,13; - Lc 4,1.18-19; - Lc 2,11.26-27; - Lc 6,19; - Lc 8,46; - Is 61,1; - Rm 1,4; - Rm 8,11; - At 2,36; - Ef 4,13.
Fogo: - Eclo 48, 1; - lRs 18,38-39; - Lc 1, 17; - Lc 3,16; - Lc 12,49; - At 2,3-4; - 1Ts 5,19.
Nuvem e Luz: - Ex 24,15-18; - Ex 33,9-10; - Ex 40,36-38; - 1Cor 10,1 -2; - 1Rs 8,10 -12; - Lc 1,35; - Lc 9,34-35; - Lc 21,27; - At 1,9.
Selo: - Jo 6,27; - 2Cor l,22; - Ef 1,13; - Ef 4,30.
Mão: - Mc 6,5; - Mc 8,23; - Mc 10,16; - Mc 16,18; - At 5,12; - At 14,3; - At 8,17-19; - At 3,3; - At 19,6; - Hb 6,2.
Dedo: - Lc 11,20; - Êx 31,18; - 2Cor 3,3.
Pomba: somente em - Mt 3,16 e paralelos, além da pomba do dilúvio, que não é símbolo do Espírito Santo.
O Espírito Santo, que Cristo, Cabeça, derrama nos seus membros, constrói, anima e santifica a Igreja, que é o sacramento da comunhão da Santíssima Trindade e dos homens. É pelos Sacramentos da Igreja que Cristo comunica aos membros de seu Corpo o seu Espírito Santo e Santificador.
O Espírito Santo prepara os homens para atraí-los a Cristo; manifesta-lhes o Senhor Ressuscitado; lembra-lhes de sua Palavra; abre-lhes o espírito à compreensão da Morte e Ressurreição de Jesus; torna-lhes presente o mistério de Cristo, na Eucaristia, para reconciliá-los, colocá-los em comunhão com Deus para que produzam muitos frutos (Jo 15,5.8.16).
Essa ação do Espírito Santo pode ser melhor compreendida nos seus Sete Dons, que podemos entender bem nesta oração que um frei franciscano escreveu em 1945 e que resumimos:
Ó Espírito Santo, concedei-me o dom do Temor de Deus, para que eu sempre leve a sério a presença da Santíssima Trindade em minha vida e siga a vontade divina;
Concedei-me o dom da Piedade, para que eu sinta prazer na oração e no amor a todas as pessoas;
Concedei-me o dom da Ciência, para que eu conheça profundamente a mim mesmo e saiba como evitar o pecado;
Concedei-me o dom da Fortaleza, para que eu não tenha medo de nada, a não ser de perder o Vosso Reino. Que eu tenha forças para enfrentar o mal, as perseguições, e tudo aquilo que não puder evitar, e nunca vos renegue;
Concedei-me o dom do Conselho, para que eu sempre escolha o que mais vos agrada, e saiba também aconselhar o próximo;
Concedei-me o dom do Entendimento (da Inteligência), para que eu entenda bem as mensagens da Sagrada Escritura e da doutrina da Igreja;
Concedei-me o dom da Sabedoria, a fim de que eu cada vez mais goste de seguir com alegria o caminho que Jesus nos ensinou.
A revelação plena da Santíssima Trindade foi feita no dia de Pentecostes. A partir desse dia, o Reino anunciado por Cristo está aberto aos que creem nele. Pela vinda do Reino, o Espírito Santo faz o mundo entrar nos "últimos tempos", o tempo da Igreja, o Reino já recebido em herança, mas ainda não consumado.
No estudo dos sacramentos, vamos ver que é no Batismo e na Crisma que recebemos o Espírito Santo.
O PENTECOSTES
731. No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo que Se manifestou, Se deu e Se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito (109).
732. Neste dia, revelou-Se plenamente a Santíssima Trindade. A partir deste dia, o Reino anunciado por Cristo abre-se aos que n'Ele creem. Na humildade da carne e na fé, eles participam já na comunhão da Santíssima Trindade. Pela sua vinda, que não cessará jamais, o Espírito Santo faz entrar no mundo nos «últimos tempos», no tempo da Igreja, no Reino já herdado mas ainda não consumado:
«Nós vimos a verdadeira Luz, recebemos o Espírito celeste, encontramos a verdadeira fé: adoramos a Trindade indivisível, porque foi Ela que nos salvou» (110).
A CRISMA
O Sacramento da Crisma é um complemento ao do Batismo e nos infunde o Espírito Santo como força divina. É dado depois dos 12 anos de idade e fortalece o(a) católico(a) para escolher e trilhar o caminho estreito do bem, para poder ser atuante na comunidade e fora dela, como os profetas Isaías, Jeremias, Ezequiel, Elias etc., tornando-o o sal da terra, a luz do mundo e o fermento da massa, como podemos ver em Mateus 5,13-16; cap. 13,33; Atos 2,1-13; João 20,22-23; cap. 16,13-14; cap. 3, 5-8; Atos 19,2-7.
O Espírito Santo de Deus está conosco desde o Batismo, e sua força é completada com a Crisma. Durante a vida precisamos deixar que o Espírito Santo atue em nós, nos fortaleça com o fogo do seu Amor, e recebemos, desse modo, seus 7 dons: Sabedoria, inteligência, conselho, ciência, fortaleza, piedade e temor de Deus. Se não permitirmos que Ele atue em nós, Ele não vai nos abandonar, mas, respeitando a nossa decisão, não nos obriga a ouvi-lo, a seguir suas inspirações. Muitos movimentos da Igreja, atualmente, chamam isso de “Batismo no Espírito Santo”. Não é que somos batizados outra vez, mas sim, que nós aceitamos o Espírito Santo em nossa vida e permitimos que Ele nos inspire, nos ajude, nos leve à santidade. Veja no Curso do Crisma uma explicação mais completa sobre os sete dons do Espírito Santo.
Para ler: - At 2,1-13; - Jo 20,22-23; - Jo 3,5-8; - Jo 16,13-14; - Jo 14,16.26;- Jo 15,16; - Jo 16,7; - Mt 28,19; - 1Jo 2,1; - Gl 3,14; - Gl 4,6; - Ef 1,13; - Rm 8,9.11.14; - Rm l5, - Rm 19; - 2Cor 3,- 2Cor 17; - 1 Cor 6,11; - 1Cor 7,40; - IPd 4,14.
O ESPÍRITO SANTO E A IGREJA
737. A missão de Cristo e do Espírito Santo completa-se na Igreja, corpo de Cristo e templo do Espírito Santo. Esta missão conjunta associa, doravante, os fiéis de Cristo à sua comunhão com o Pai no Espírito Santo: o Espírito prepara os homens e adianta-se-lhes com a sua graça para os atrair a Cristo. Manifesta-lhes o Senhor ressuscitado, lembra-lhes a sua Palavra e abre-lhes o espírito à inteligência da sua morte e da sua ressurreição. Torna-lhes presente o mistério de Cristo, principalmente na Eucaristia, com o fim de os reconciliar, de os pôr em comunhão com Deus, para os fazer dar «muito fruto» (116).
738. Assim, a missão da Igreja não se acrescenta à de Cristo e do Espírito Santo, mas é o sacramento dela: por todo o seu ser e em todos os seus membros, é enviada para anunciar e testemunhar, atualizar e derramar o mistério da comunhão da Santíssima Trindade (será este o objeto do próximo artigo):
«Nós todos, que recebemos o único e mesmo Espírito, quer dizer, o Espírito Santo, fundimo-nos entre nós e com Deus. Porque, embora sejamos numerosos separadamente, e Cristo faça com que o Espírito do Pai e seu habite em cada um de nós, este Espírito único e indivisível reconduz pessoalmente à unidade os que são distintos entre si [...] e faz com que todos apareçam n'Ele como sendo um só. E assim como o poder da santa humanidade de Cristo faz com que todos aqueles em quem ela se encontra formem um só corpo, penso que, do mesmo modo, o Espírito de Deus, que habita em todos, único e indivisível, os leva todos à unidade espiritual» (117).
739. Uma vez que o Espírito Santo é a unção de Cristo, é Cristo, a Cabeça do corpo, quem O derrama nos seus membros para os alimentar, os curar, os organizar nas suas mútuas funções, os vivificar, os enviar a dar testemunho, os associar à sua oferta ao Pai e à sua intercessão pelo mundo inteiro. É pelos sacramentos da Igreja que Cristo comunica aos membros do seu corpo o seu Espírito Santo e santificador (será este o objeto da segunda parte do Catecismo).
740. Estas «maravilhas de Deus», oferecidas aos crentes nos sacramentos da Igreja, dão os seus frutos na vida nova em Cristo, segundo o Espírito (será este o objeto da terceira parte do Catecismo).
741. «Também o Espírito Santo vem em auxílio da nossa fraqueza, porque não sabemos o que pedir nas nossas orações; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis» (Rm 8, 26). O Espírito Santo, artífice das obras de Deus, é o Mestre da oração (será este o objeto da quarta parte do Catecismo).
- A ação do Espírito Santo, segundo o Papa
Em 22-05-2017, o Papa Francisco salientou em sua homilia que somente o Espírito Santo nos ensina a dizer: "Jesus é o Senhor".
É por isso que devemos abrir o coração para ouvir o Espírito Santo e, assim, poder testemunhar Jesus Cristo, afirmou Francisco.
O Papa desenvolveu sua homilia com base nas palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo Jesus Cristo aos discípulos na Última Ceia.
E sua escolha foi de falar mais sobre o Espírito Santo, o Paráclito. Aquele que, disse Francisco, nos acompanha e "nos dá a segurança de sermos salvos por Jesus": o Espírito Santo é o Defensor enviado por Jesus para nos defender diante do Pai.
O Espírito Santo nos conduz à plena verdade
"Sem o Espírito, nenhum de nós é capaz de dizer, ouvir e viver Jesus. Em outras partes deste longo discurso, Jesus diz do Espírito: ‘Ele os conduzirá à plena Verdade', nos acompanhará rumo à plena Verdade. ‘Ele lhes fará lembrar de todas as coisas que eu disse; lhes ensinará tudo'. Isto é, o Espírito Santo é o companheiro de caminhada de todo cristão, é o também o companheiro de caminhada da Igreja. E este é o dom que Jesus nos dá". Francisco ainda lembrou que é o Espírito Santo que nos ensina a dizer: ‘Jesus é o Senhor".
O Espírito Santo, disse, é "um dom: o grande dom de Jesus", "aquele que não nos deixa errar". Mas onde mora o Espírito?, perguntou o Papa.
Senhor, abra-me o coração para que entre o Espírito
Recordando a Primeira Leitura do dia, extraída dos Atos dos Apóstolos, quando se menciona a figura de Lídia, "comerciante de púrpura", que "sabia fazer as coisas", e a quem "o Senhor abriu o coração para aderir à Palavra de Deus", o Papa comentou que "o Senhor abriu o seu coração para que o Espírito Santo entrasse e ela se tornasse discípula. É justamente no coração que levamos o Espírito Santo. A Igreja o chama como ‘o doce hóspede do coração': está aqui. Porém, em um coração fechado ele não pode entrar. ‘Ah, então onde se compram as chaves para abrir o coração?
Não: também este é um dom. É um dom de Deus. ‘Senhor, abra-me o coração para que entre o Espírito e me faça entender que Jesus é o Senhor'".
O Papa acentuou que esta é uma oração que devemos fazer nesses dias: "Senhor, abra-me o coração para que eu possa entender aquilo que Tu nos ensinaste. Para que eu possa recordar as Tuas palavras. Para que eu chegue à plena verdade".
Coração aberto "para que o Espírito entre, e nós ouçamos o Espírito"
Francisco disse que, das Leituras do dia podem ser extraídas duas perguntas.
A primeira delas deveria ser: "eu peço ao Senhor a graça de ter um coração aberto? ". E a segunda pergunta seria: "eu busco ouvir o Espírito Santo, as suas inspirações, as coisas que Ele diz ao meu coração para que eu prossiga na vida cristã, e possa testemunhar também eu que Jesus é o Senhor? ".
Por fim, ainda o Papa recomendou:
"Pensem nessas duas coisas hoje: o meu coração está aberto e eu faço o esforço de ouvir o que o Espírito de me diz. E assim iremos avante na vida cristã e daremos também nós testemunho de Jesus Cristo. " (JSG) GAUDIUM PRESS
Resumindo
742. «E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: "Abbá!" Pai!» (Gl 4, 6).
743. Desde o princípio até à consumação do tempo, quando Deus envia o seu Filho, envia sempre o seu Espírito: a missão dos dois é conjunta e inseparável.
744. Na plenitude dos tempos, o Espírito Santo realiza em Maria todas as preparações para a vinda de Cristo ao povo de Deus. Pela ação do Espírito Santo n 'Ela, o Pai dá ao mundo o Emanuel, «Deus conosco» (Mt 1, 23).
745. O Filho de Deus é consagrado Cristo (Messias) pela unção do Espírito Santo, na sua Encarnação (118).
746. Pela sua morte e ressurreição, Jesus foi constituído Senhor e Cristo na glória (119). Da sua plenitude, Ele derrama o Espírito Santo sobre os Apóstolos e sobre a Igreja.
747. O Espírito Santo, que Cristo-cabeça derrama sobre os seus membros, constrói, anima e santifica a Igreja. Ela é o sacramento da comunhão da Santíssima Trindade com os homens.