Eu não consegui ficar sem partilhar com vocês este vídeo de 4 minutos do Pe. Fernando Cardoso sobre as dores de N. Senhora, neste dia 15 de setembro, em que
comemoramos as dores de Maria, ou, no popular, N. Sra das Dores. Ele mostra as dores ocultas de Maria que muitos nem imaginam que houve, como o padre explica no final do vídeo. Vale a pena assistir e meditar sobre o assunto.
A seguir veja o vídeo também sobre as dores de Maria, comentado pelo Sr. Bispo já falecido, que era bispo emérito de Blumenau, D. Angélico. Completa o vídeo do Padre Fernando.
Vídeo do padre Fernando Cardoso
Maria é a Mãe de Deus, pois deu à luz Jesus, que é Deus verdadeiro e homem verdadeiro. Essa verdade está expressa nas palavras de Isabel, em Lucas 1,43: “E donde me vem a graça de ser visitada pela mãe de meu Senhor?” Não há como entender isso de modo diferente, pois essa palavra “Senhor”, em grego, é Kyrios, que se refere a Jesus glorioso, ressuscitado, plenamente Deus e plenamente homem. Não podemos separar a humanidade da divindade de Jesus. Se Maria é mãe dele, se ele é Deus, então Maria é a mãe de Deus aqui na terra. Não há por onde fugir dessa verdade.
é o fato de Maria ter sido concebida sem o pecado original. Nós recebemos essa graça no nosso Batismo. Maria a recebeu em sua concepção. Em Lourdes ela revelou a Santa Bernardete que ela realmente foi concebida sem o pecado original.
FESTA DIA 8 DE DEZEMBRO
Esta poesia fala sobre a Imaculada Conceição. Veja a explicação de sua origem:
POEMA À VIRGEM MARIA feita pelo próprio demônio dominado por dois padres italianos dominicanos em 1823, num possesso analfabeto. Eles pediram ao demônio que fizessem um soneto com rimas MÃE/FILHO sobre a Imaculada Conceição de Maria. O dogma só foi proclamado pela Igreja 31 anos mais tarde, em 1854. Os sobrenomes dos padres eram Pignataro e Gassiti. Eis o poema. É claro que em língua portuguesa perde um pouco o tom do original.
Verdadeira Mãe que sou de um Deus que é meu Filho,
E sou sua filha, ainda que sua mãe.
Ab Aeterno (desde a eternidade) foi gerado, e é meu Filho,
No tempo nasci eu, mas sou sua mãe.
Ele é meu Criador e é meu Filho,
Sou criatura sua e sou sua mãe;
Foi prodígio divino ser meu Filho,
Um Deus Eterno, que me tem por Mãe.
Ser quase comum entre Mãe e Filho,
Porque o ser do Filho teve a Mãe
E o ser da Mãe teve também o Filho;
Pois se o ser do Filho teve a Mãe,
Ou se dirá que foi manchado o Filho,
Ou, sem mácula, tem que ser a Mãe.
Pe. João Santucci
“Eu sou de Nossa Senhora e Nossa Senhora é minha”
Quando do meu coração
O demônio se avizinha nas horas da tentação,
Eu penso em minha Rainha,
E digo sem mais demora:
“Eu sou de Nossa Senhora e Nossa Senhora é minha”.
Quando em face de um dever
O coração se definha
E me sinto enfraquecer,
Eu penso em minha Rainha,
E digo sem mais demora:
“Eu sou de Nossa Senhora e Nossa Senhora é minha”.
Se alguém me faz sofrer,
Se alguém me fere e espezinha,
Ainda com pranto a correr,
Eu penso em minha Rainha,
E digo sem mais demora:
“Eu sou de Nossa Senhora e Nossa Senhora é minha”.
Maria foi assunta, foi levada ao céu de corpo e alma e não experimentou a morte. Teve um êxtase profundo e se viu no céu junto ao seu Filho. Se quiser ver onde ela mesma disse isso, clique neste link: APELOS URGENTES e procure 15/08/2020 e 15/08/2021. Essa sua assunção é a antecipação da ressurreição de todos nós. Na Bíblia há apenas a assunção de Henoc e de Elias (veja em Gênesis 5,22-24; Hb 11,5; 2ª Reis 2,11), mas provavelmente isso não aconteceu. O autor sagrado simplesmente anotou tradições orais encontradas na época, que por sua vez, visavam proteger os restos mortais desses dois profetas.
Vejam estes vídeos sobre a ASSUNÇÃO DE MARIA do YouTube do Pe. Fernando Cardoso, do Pe. Rodolfo Morbiolo e de D. Henrique:
https://youtu.be/eVUaBUoyMw0 (do Pe. Fernando)
https://youtu.be/WlFr2YJFZVM ( do Pe. Rodolfo Morbiolo)
https://youtu.be/aIX5qSjZQIY (de Dom Henrique)
Jesus é o único Filho de Maria. Ela foi virgem a vida toda. Jesus era seu filho único. A maior prova disso está em João 19,25-27, em que Jesus pede que João (Apóstolo) tome conta de sua mãe e diz para Maria que fosse morar com ele. Ora, se Maria tivesse outros filhos, Jesus não teria nenhuma necessidade de pedir isso a João, pois haveria seus irmãos para dela cuidarem. Todos eram obrigados a seguir essa norma: A viúva tinha que morar e ser atendida pelos filhos. Se Jesus era o único filho, então dá para entender por que ele deixou Maria aos cuidados do Apóstolo João: porque, sendo filho único, não havia nenhum irmão que o substituísse no cuidado da mãe. Essa norma pode ser vista em 1ª Timóteo 5,4; Deuteronômio 5,16 e Mateus 15,4.
Os chamados “irmãos” de Jesus são, na verdade, seus primos e parentes próximos. Em Mateus 10,2-3, por exemplo, vemos que existem dois Tiagos, um deles chamado “irmão do Senhor” (Gálatas 1,19). Ora, um deles era filho de Alfeu e o outro, de Zebedeu (confira na citação acima de Mateus). Nenhum dos dois era filho de José!
Há outros exemplos de como os primos e até sobrinhos eram chamados de irmãos, como em Gênesis 11,31 e cap. 13,8 (combinar os dois textos), em que Abraão chama o filho de Lot, seu sobrinho, de “irmão”. Em algumas bíblias mais modernas, mudaram o nome “irmão” para “parente”; no original, entretanto, está “irmão”. Na língua hebraica e aramaica não existe a palavra “primo”. Em grego, língua do novo testamento, existe, mas só foi usado uma vez, em Colossenses 4,10, “Anépsios”. Nas demais vezes, a palavra usada é “adelphos”, irmão.
Veja este artigo do Pe. Zezinho, por ocasião do lançamento do especial da Rede Record sobre Jesus (agosto 2018):
A Record do Bispo Macedo está veiculando na novela dele, que Maria teve outros filhos e que Jesus teve outros irmãos.
Faz 50 anos que explico aos jovens quem era Judas/Tiago/José e Simão , citados como irmãos de Jesus. Eles tinham outro pai que não era José . E a mãe deles não era a Maria de José .
Na Bíblia, primos eram chamados de irmãos . Aliás , há tribos na África que ainda hoje consideram os primos como irmãos .
Quando o adolescente Jesus, aos doze anos foi encontrado no Templo , Maria lembrou dizendo : “Teu pai e eu te procurávamos aflitos” ... E porque será que não falam dos irmãos ? Eles não foram juntos para a peregrinação ?
Quando disseram a Jesus que a mãe e os irmãos o estavam procurando, Jesus respondeu que todo mundo era sua mãe e seus irmãos.
E quando na hora da morte , estando Maria ao pé da Cruz, porque não havia lá nenhum dos chamados irmãos de Jesus? Eram covardes? Eles deixaram a mãe sofrer sozinha ?
Por que razão Jesus confiou Maria aos cuidados do jovem discípulo João, que nem sequer era parente de Jesus, dizendo que, agora, João seria filho dela e ela seria a mãe de João ?
Se MARIA tivesse outros filhos morando na mesma casa, não seria estranho esta entrega de Maria aos cuidados de João ?
E se fossem já casados, não seria normal que um dos 4 filhos homens e talvez alguma mulher também irmã deles, ficasse com Maria? Na sua família é isso que aconteceria hoje em dia. Também naquele tempo seria assim !
As palavras de Jesus deixam claro que não havia outros filhos ou filhas morando com Maria e Jesus . Maria ficaria sozinha !
Faz sentido ou você ainda tem dúvidas ? Ou vc vai ficar com a versão da novela do Bispo Macedo que já disse claramente que ele é a favor do aborto . Não é o que Jesus dizia ! Ele está mostrando outro tipo de Evangelho. É o evangelho segundo Edir Macedo .
Ele não prega o mesmo evangelho que nós católicos lemos nas nossas missas e encontros .
Para ele é fácil dizer que Maria teve outros filhos. Mas que tipo de mãe seria ela, que não conseguiu unir os filhos na hora da Cruz e que teve que ser entregue a um discípulo, porque os pseudo irmãos de sangue a abandonaram ? Que irmãos de sangue estranhos eram eles? Abandonaram a Mãe e Jesus por medo ? Os quatro irmãos de sangue e a possível irmã de Jesus nunca existiram porque eram parentes mas não eram da mesma casa e não moravam com Maria.
Não é mais lógico concluir que Jesus entregou Maria aos cuidados de João simplesmente porque Maria não teve outros filhos ?
Padre Zezinho. (José Fernandes de Oliveira).
Quanto aos inúmeros títulos de Maria, é costume chamá-la por vários nomes, títulos, pois é nossa mãe, já que Jesus, seu Filho, é nosso irmão. São muitos títulos, mas uma só Maria, a Mãe de Deus. Não são pessoas diferentes, como muitas pessoas pensam. Assim, quando chamamos N. Sra. Aparecida, N. Sra. de Lourdes, de Fátima, da Salete, de Guadalupe, da Conceição, das Graças, de Loreto, da Paz, Rosa Mística, da Ponte, Auxiliadora, Mãe dos Homens, do Rosário, da Consolata, do Monte Serrat, do Carmo, etc, estamos chamando a mesma e única Maria, nossa Mãe querida.
Maria, como não tem mancha alguma de pecado, reflete totalmente a maravilhosa graça de Deus, nesses seus inúmeros títulos: cada título de N. Sra. Corresponde a um aspecto dessa graça de Deus. Diz uma frase no Santuário Nacional de Aparecida: “Peça à Mãe que o Filho atende!”. Para ser devoto de Maria, temos de atender ao pedido que ela fez nas bodas de Caná: “Fazei tudo o que ele (Jesus) disser”.
Em 08 de Dezembro de 1854 o Papa Pio XI tinha proclamado solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Maria, declarando que Maria foi concebida sem a mancha do pecado original. Então, quatro anos depois, a própria Virgem Maria, em pessoa, quis confirmar este dogma. Foi quando, em 25 de março de 1858, na festa da Anunciação, revelou seu nome a Santa Bernadete, nas aparições de Lourdes. Disse-lhe ela: “Eu sou a Imaculada Conceição”.
(...)
Por muito tempo, na vida da Igreja, uma corrente excessivamente moralista defendeu a ideia absurda de que o pecado original estava ligado à sexualidade humana, e a partir disso, passou-se a olhar a Imaculada Virgem Maria, como mulher que Deus preservou do pecado da sexualidade, uma vez que foi concebida pelo poder do Espírito Santo, sem a participação de José e daí, colocou-se castidade e virgindade em uma mesma “gaveta”, e Maria começou a ser exaltada não por aquilo que ela ERA, mas por aquilo que NÃO ERA (Maria não tinha tido relação com São José e por isso estaria acima de todas as mulheres da terra)
(...)
Os dogmas da Imaculada Conceição e da Virgindade de Maria, revelam a autenticidade do messianismo de Jesus. Ele é o Messias Salvador de toda humanidade, não só dos Judeus como até então se pensava. O Pecado do qual ele nos libertou, não é do pecado da sexualidade e nem foi este o pecado original de Adão e Eva, mas sim o da DESOBEDIÊNCIA, da não submissão aos Desígnios Divinos, e à sua Santa Vontade. Aliás, há aqui uma grande ironia: o homem quis ser Deus, ocupando o lugar que lhe pertence, e Deus se tornou homem em Jesus Cristo, invertendo a ordem estabelecida pelo pecado: o Grande se faz pequeno, justamente para mostrar a sua Grandeza, presente concretamente no Amor que se rebaixa para Servir (Kénose).
Diácono José da Cruz (Texto resumido. Se desejar, veja o conteúdo todo no site Evangelho e Catequese).
O maravilhoso relacionamento de Deus com Maria, da parte de Deus, começou desde que o Pai resolveu enviar seu Filho ao mundo. Da parte de Maria, começou no momento em que sua alma foi criada e infundida no primeiro instante de sua concepção.
A primeira graça que Deus concedeu a Maria foi nesse preciso momento, pois Ele permitiu que ela fosse concebida sem a mancha original: "Eu sou a Imaculada Conceição", disse ela a Bernardete.
Nossos primeiros pais tiveram a promessa do salvador e de sua mãe (Gn 3,15). De fato, Maria já iniciou sua vida vencendo a "serpente", ou seja, Satanás. Ela o venceu durante toda a sua vida, e deu à luz o Salvador, que o venceu definitivamente. Quando acolhemos Jesus em nossa vida e fazemos sua vontade, que é também a do Pai, nós também vencemos o mal, fortalecidos pela graça de Deus.
Maria norteou toda a sua vida, diz o Cardeal, em três palavras (pág. 73): ECCE, FIAT, MAGNIFICAT.
ECCE :- "Eis a escrava do Senhor" (Lc 1,38);
FIAT:- "Faça-se em mim segundo a tua palavra" (Lc 1,38)
MAGNÍFICAT:- "Minha alma engrandece o Senhor"(Lc 1,46).
Maria amava, respeitava e servia, da melhor forma que podia, o seu Deus. O "fiat" que, segundo Lucas, ela teria dito ao anjo, na verdade ela o disse durante toda a sua vida: "Faça-se", Senhor, sempre se faça a vossa vontade!
Quando isso ocorreu, sua alma encheu-se da mais plena alegria, pisa graça tinha inundado plenamente sua vida. Sentia um coraçãozinho batendo com o seu por nove meses, mas seus corações ficaram batendo como um só por toda a vida de Maria, e ficarão assim pelo restante da eternidade.
Ao dizer "sim" Maria aceitou todas as consequências da encarnação de Jesus. Ela poderia até ser apedrejada se José a denunciasse, pois o filho não era dele. Em sonho o Anjo explicou-lhe que aquela concepção havia sido feita por Deus.
“José levantou-se de noite, pegou o menino e a mãe dele e partiu para o Egito. Aí ficou até à morte de Herodes”. (Mt 2,14).
Na verdade, o rei Herodes durou apenas mais quatro meses após a fuga da família sagrada para o Egito, tendo morrido de doença terrivelmente maligna.
Tive a felicidade de estar no Cairo, no lugar onde a Sagrada Família teria ficado: uma pequena gruta, atualmente sob uma igreja. Há, entretanto, alguns estudiosos que dizem talvez terem eles ido apenas para algum povoado fora da jurisdição de Herodes, e não necessariamente para o Egito, haja vista que “ir para o Egito” era uma expressão que significava ir um pouco mais longe do lugar onde se estava.
O importante, nesse fato da fuga de José, Maria com o menino, é o problema que devem ter tido na viagem. À noite, com aquele frio, sem conforto algum, sem muito alimento...
Maria, com o menino Jesus no colo, montada num jumento...
José os guiando... aquele vento frio cortando e assobiando nos ouvidos... a areia do deserto...
Durante o dia seguinte, um calor sufocante, a sede, a fome, o desconforto!
Depois que chegaram, não sabemos onde e como viveram. Há essa gruta, lá no Cairo, mas se realmente viveram ali, foi um local bem pobre. E como ganhavam dinheiro para se alimentarem?
Seja como for, tenham enfrentado o sacrifício que fosse, estavam juntos, Jesus, Maria, José! Quando Jesus está presente, nada nos pode perturbar nem entristecer. José, o mais feliz dos homens, caminhava e vivia com Jesus e Maria!
Tenhamos sempre em nossa vida essas duas companhias! Jesus sempre nos atende, quando pedimos por meio de Maria. Jesus é o único intercessor junto ao Pai, mas nossa oração será mais bem acompanhada se convidarmos nossa Mãe querida a rezar conosco!
Pedir por meio de Maria, ou por intercessão dela, nada mais é que pedir que ela se uma conosco, em nossa oração”! É como em Atos 1,14, que nos relata que os discípulos oravam juntos com Maria, aguardando o Espírito Santo.
As palavras de Simeão (Lucas 2,22-35), ao profetizar que uma espada trespassaria o coração de Maria (vers. 35), deixaram-na preocupada. Não com o seu próprio sofrimento, mas com o sofrimento de seu Filho divino. A dor que ela sentiu deve ter sido muito forte! Seu coração de Mãe, tão unido ao do seu Filho, percebia que a vida deles seria difícil! Mas havia nela a graça plena de Deus: “Alegra-te, cheia de Graça! (Lc 1,28). e nada do que acontecesse poderia tirar-lhes a paz e a alegria em Deus.
A purificação de Maria foi apenas ritual, para cumprir a lei, pois ela nasceu pura e o foi por toda a vida.
Ofereçamo-nos sempre a Deus, consagremo-nos sempre ao Imaculado Coração de Maria, a fim de que possamos vencer, como ela própria venceu, qualquer problema ou tentação que aparecer em nossa vida. O amor de Jesus e de Maria é que nos dão toda a força de que precisamos.
Nas visitas aos doentes, vemos que muitos vivem felizes, apesar de suas doenças. Geralmente são os que rezam e amam muito os Sagrados Corações de Jesus e Maria.
O Santo Cura D' Ars, S. João Maria Vianney, dizia que “Depois de Jesus, o meu primeiro amor é por Maria”. (citado por Van Thuan, obra citada, pág. 84).
Jesus devia ser um adolescente muito “rueiro”, ou seja, acho que não parava muito em casa. Talvez gostasse muito de ir “bater papo” com os vizinhos, com seus amigos e colegas.
Estou dizendo isso baseado no fato de que só após um dia de viagem é que José e Maria perceberam sua ausência! Vejam a citação bíblica em Lucas 2,43-52. Vou transcrever apenas algumas frases: “Ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe. Pensando eles, porém, que Jesus vinha com outras pessoas pelo caminho, andaram caminho de um dia e procuraram-no entre parentes e conhecidos”.
A gente pensa, às vezes, que Jesus era um menino bem comportadinho, caseiro, que não conversava com ninguém. Essas passagens da Escritura Sagrada nos mostram o contrário.
Outro engano que cometemos é achar que Jesus estava “ensinando” os doutores do templo, como a catequista lia ao rezar o quinto mistério gozoso. Não é bem assim que está escrito”! Lá diz que Jesus estava entre os doutores “ouvindo-os e interrogando-os”. (v. 46). Isto é: Jesus estava aprendendo, como qualquer adolescente! E o desfecho dessa passagem também mostra o aprendizado: “Jesus desceu com seus pais e foi para Nazaré e era-lhes submisso. E sua mãe guardava todas essas coisas no coração.”
Se perdermos Jesus durante nossa caminhada, procuremos aprender dele, como Ele mesmo aprendeu, e o encontraremos novamente. Perdemos Jesus quando insistimos em continuar no caminho do pecado.
O Cardeal Van Thuan diz, à página 85 de seu livro já citado: “Há uma só maneira de se tornar santo: a graça e Deus e a tua (=nossa) vontade (1Cor 15,10). Deus não te (nos) deixará faltar a sua Graça: mas a tua (nossa) vontade, será ela bastante forte?”
Muitas vezes muitos não conseguem prosseguir no caminho da santidade porque só esperam na Graça de Deus, mas não se empenham, como diz o autor da frase acima, em deixar as ocasiões de pecado. É preciso vigiar e orar para não cairmos em pecado: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41).
O Dr. Lair Ribeiro diz, em seu livro “Comunicação Global”, à página 225: “É uma insanidade mental alguém continuar fazendo o que sempre fez e esperar resultados diferentes”.
Maria soube levar isso em frente com muita sabedoria. Ela possuía a graça de Deus, mas se não pecava, era pela força de vontade, uma vontade férrea, baseada no amor de Deus. Sem essa vontade firme, sem essa vigilância de Maria, de nada teria valido a Graça de Deus. E essa vontade firme de Maria provinha de suas orações constantes, sua vida dedicada a Jesus e ao Pai, pelo Espírito Santo. Na verdade, sua vida era uma contínua oração.
Hebreus 12,4, nos adverte: “Ainda não resististes até o sangue na luta contra o pecado.”
Irmão (ã) leitor (a), acredite: não há modo mágico de ficar sem pecado. Deus respeita muito o nosso livre arbítrio, Ele nos dá a sua graça, mas nós temos que fazer a nossa parte: temos que nos decidir radicalmente e de uma vez por todas por uma vida santa, sem nenhum pecado. “Vigiai e orai”. Não só a vigilância, não só a oração, mas as duas coisas. Jesus, que era Deus, precisou submeter-se ao aprendizado e ouvia e perguntava muito para aprender. E nós: Estamos ouvindo e vigiando?
Muitos santos eram pecadores, como S.Paulo, Sto. Agostinho, Sta. Maria Madalena, mas resolveram recomeçar suas vidas. Temos muitas fraquezas, mas devemos recomeçar sempre, sem preconceitos e sem extremismos. O único extremismo que devemos ter é contra nós mesmos, procurando sempre lutar e recomeçar, mesmo que tenhamos no passado sido grandes pecadores. Eu me incluo nessa lista. E que Deus nos fortaleça!
Muitas pessoas ficam horrorizadas quando sabem que, a pedido de Maria, Jesus fez seiscentos (600) litros de vinho, vinho como o nosso, com álcool, fermentado. O vinho sem álcool foi inventado recentemente, no século 20.
Maria foi à festa com Jesus e seus discípulos (João 2,1-12). Faltando vinho, para vergonha dos pais dos noivos (a festa de casamento durava vários dias), Maria sentiu muita pena deles.
A festa, o vinho, mostram a alegria que nos traz o Reino de Deus, e é um sinal forte da vida alegre e feliz que viveremos na vida eterna.
A tristeza exagerada, a “carranca”, são coisas que podem ser vencidas. Não deveríamos ficar tristes, amargurados, pois sempre teremos a força, o ânimo, e a alegria de Jesus e Maria.
Nas bodas, ela viu o problema tão grande que aquilo ia causar, disse aquelas palavras maravilhosas que se destacam até hoje na basílica nacional de Aparecida: “Façam tudo o que ele disser” (João 2,5). Quem se diz devoto de Maria deve cumprir o que ela pediu nas bodas de Caná, ou seja, fazermos tudo o que Jesus disser.
Quanto bebermos ou não vinho ou outras bebidas alcoólicas, digo que a bebida não é um mal em si, como também uma faca não o é, mas pode matar. O mal se instala quando a pessoa não consegue beber de modo equilibrado.
Estar com Jesus é estar radiante de alegria, é estar feliz por tê-lo como Caminho, Verdade, Vida. Se estivermos com Jesus, nunca estaremos no último lugar. Como poderemos estar no último lugar, se estivermos em Sua companhia? Ele já esteve, mas não mais está no último lugar.
Diz Santa Teresinha (num texto de uma sua biógrafa, Mônica): “A alegria não está nos objetos, mas no mais íntimo do coração. Podemos senti-la tanto num palácio como numa prisão”.
Se procurarmos fazer tudo o que Jesus disse, estaremos com Ele e nunca haverá problema insuperável em nossa vida. Se pecarmos, pedirmos logo perdão, como diz S. João na primeira carta, e recomeçarmos nossa vida sem nenhum temor. Colocados à mercê de Deus, seremos sempre felizes, a alegria nunca nos faltará, mesmo se estivermos doentes ou com outros problemas. É Jesus quem nos prometeu isso!
Maria vivia uma vida de fé. Não era rodeada por anjos, nem os via. Em todas as vezes que algo acontece, como no presépio ao receber os pastores (Lc 2,19); como na apresentação de Jesus no templo (Lc 2,51), Maria “guardava todas essas coisas” no coração, pois entendia tudo não por revelação direta, mas PELA FÉ.
Ela ouvia e captava a vontade de Deus nesses acontecimentos do dia a dia. Não vinha nenhum anjo lhe explicar tudo o que estava acontecendo tim-tim por tim-tim. É o próprio Lucas, ao contar a anunciação do anjo, que menciona o fato de Maria ir assimilando e guardando no coração esses acontecimentos maravilhosos e estranhos da vida de Jesus. Isso significa que Maria não tinha uma revelação direta de Deus mas, como todos nós, pela fé pura e simples.
Lucas 1,39-56
Maria foi visitar sua prima Isabel e com ela ficou por três meses, até que João Batista nascesse e fosse circuncidado.
Já de início, ao encontrar-se com Maria, Isabel lhe disse: “Donde me vem que a mãe do meu Senhor venha me visitar?”
Senhor , “Kyrios” é a palavra que traduz do hebraico para o grego o nome “Iahweh” e “Adonai”, ou seja, é Jesus Ressuscitado, que Lucas admite já em vida, é o próprio Deus. Nesse trecho, portanto, Isabel está chamando Maria Mãe de Deus!
Depois diz, com alegria, aquele magnífico canto: “Minh'alma glorifica o Senhor, meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humilhação de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão de bem-aventurada, porque o Todo-Poderoso realizou grandes obras em meu favor”.
Quando Deus nos consola e nos anima com a sua Graça, quer que façamos o mesmo com os outros, que talvez ainda não se abriram suficientemente para com ele. É que nos diz, por exemplo, S. Paulo em 2 Cor 1,3-5>
“O Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da misericórdia e Deus de toda consolação, nos consola, em todas as nossas tribulações, para que possamos consolar os que estão em qualquer tribulação, através da consolação que nós mesmos recebemos de Deus”.
Maria foi consolada e plenificada com a Graça de Deus, como em Lucas 1,28: “Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo!”
O termo “cheia de graça”, em grego, kekaritoméne, significa que Maria não está com um pouco ou com uma parte da graça, mas com a graça total e plena!
Sendo assim, mais do que ninguém ela pode nos confortar, nos consolar em nossas angústias e desamparo. Maria está de tal modo colocada em posto de honra, que dificilmente lhe será negado algum pedido. Quando ela pede algo por nós, já fez a seleção do que realmente pode ou não pode nos ajudar. Se nós não recebermos a graça, não é porque ela não foi atendida, mas sim, porque aquela graça talvez se tornaria nossa desgraça.
Como diz um autor, quando pedimos algo ao Pai, pedimos “por vosso Filho Jesus Cristo”. Quando Maria pede alguma coisa ao Pai, pede “por nosso Filho Jesus Cristo”. Esse “nosso” faz toda a diferença!
Para que tenhamos a mesma graça que Maria teve, temos, como ela, que nos esvaziar de nós mesmos, deixando definitiva e completamente o pecado: “Deus olhou para a humilhação de sua serva” (Lc 1,48).
Talvez nunca cheguemos a receber de Deus todas as graças que Maria teve, não porque Deus não nos queira dar, mas porque dificilmente conseguiremos nos esvaziar de nós mesmos como Maria se esvaziou.
Há, porém, certas graças que alguns recebem que nem Maria recebeu. O sacerdócio, por exemplo. Na Consagração da Missa, o padre faz algo que nem a Maria foi dado fazer: transformar o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo. É o que São João Maria Vianney disse acertadamente: “Deus fez o mundo do nada; o sacerdote, de um pedaço de pão e de um pouco de vinho, faz o próprio Deus”.
Por isso Maria disse, em algumas de suas aparições, que ama os sacerdotes como seus filhos prediletos. É que, na hora da consagração, os padres, mesmo com pecados, ficam sendo, “in persona Christi”, o próprio Jesus, seu Filho, por alguns instantes. Como não haverá de amá-los de modo especial? E, por outro lado, como ela deve ficar decepcionada quando o sacerdote consagra o Corpo e o Sangue de Cristo em pecado! Acho que até Jesus, mesmo se colocando na pessoa daquele sacerdote, naquele sagrado e maravilhoso momento, não se sente à vontade, vendo um coração em pecado.
Entretanto, todos nós somos “outros Cristos”, se levarmos em conta o que Jesus disse: “Eu garanto a vocês: todas as vezes que vocês fizerem isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeram!” (em referência à misericórdia). (Mt 25,40). E o que eu disse para os padres, digo aos leigos: comungar em pecado tem a mesma função que o sacerdote que consagra em pecado: Jesus entra no corpo da pessoa, mas a contragosto. Sem nenhum benefício para a pessoa, enquanto não resolver recomeçar a vida.
Maria nos ama como a filhos queridos. E ela quer que todos nós estejamos no céu, um dia, com seu querido Filho.
Redação (Quarta-feira, 16-05-2018, Gaudium Press) A Irmã Lúcia, uma das videntes de Fátima escreveu, no ano de 2002, um livro intitulado "Chamadas da Mensagem de Fátima".
Na obra, a serva de Deus recorda o pedido feito por Nossa Senhora no dia 13 de maio de 1917: "rezem o Rosário todos os dias para obter a paz para o mundo e o final da guerra".
A 'National Catholic Register' fez uma seleção das razões apresentadas pela Irmã Lúcia para nunca se deixar de rezar o Rosário diariamente.
Uma das primeiras razões dadas pela religiosa é a de que Deus é um Pai que "se adapta às necessidades e possibilidades dos seus filhos". E explica: "se Deus, por meio de Nossa Senhora, nos tivesse pedido para irmos todos os dias participar e comungar na Santa Missa, certamente haveria muitos a dizerem, com justo motivo, que não lhes era possível". Entretanto, "rezar o Terço é acessível a todos, pobres e ricos, sábios e ignorantes, grandes e pequenos", em qualquer momento e lugar.
Outra razão é a de que esta oração "nos leva ao encontro familiar com Deus, como o filho que vai ter com o seu pai para lhe agradecer os benefícios recebidos, tratar com ele os seus assuntos particulares, receber a sua orientação, a sua ajuda, o seu apoio e a sua bênção".
A Serva de Deus também afirmou que, depois da Santa Missa, o Terço "é a oração mais agradável que podemos oferecer a Deus e de maior proveito para as nossas almas. Se não fosse assim, Nossa Senhora não teria recomendado isso com tanta insistência", ressalta.
Embora existam muitas orações excelentes para se preparar para receber Jesus na Eucaristia e preservar a nossa relação íntima com Deus, a Irmã Lúcia não acredita que haja "uma oração mais apropriada para as pessoas em geral do que a oração dos cinco ou quinze Mistérios do Rosário".
Outro benefício que a vidente de Fátima reforça é a de que "o Terço é um meio poderoso para nos ajudar a conservar a Fé, a Esperança e a Caridade".
Concluindo, a Serva de Deus assegura que o Terço impede os fiéis de caírem no materialismo. "Aqueles que abandonam a oração do Terço e não tomam diariamente parte no Santo Sacrifício da Missa, nada têm que os sustente, acabando por se perderem no materialismo da vida terrena". (EPC)
Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/95243#ixzz5FofIllsn
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.
Solenidade da Anunciação do Senhor celebrada pelo papa Francisco.
Relembrando o ‘Sim' de Maria,
o Papa recordou que a história da humanidade foi feita de uma "corrente" de "sim" a Deus, à esperança do Senhor, a partir de Abraão e Moisés:
Abraão obedece ao Senhor, aceita o seu chamado e parte de sua terra sem saber onde chegaria.
Isaías, quando o Senhor lhe pede que fale a seu povo, responde que tem os "lábios impuros". Então o Senhor purifica os seus lábios e Isaías diz "sim!".
O mesmo vale para Jeremias, que se considerava incapaz de falar, mas depois diz "sim" ao Senhor:
O ‘Sim' de Maria
Francisco ressalta que "hoje, o Evangelho nos fala do final desta corrente de sim, e do início de outro "sim", que começa a crescer: o ‘sim' de Maria.
E este ‘sim' faz com que Deus não somente olhe para o homem, não somente caminhe com o seu povo, mas que se faça um de nós e tome a nossa carne.
O ‘sim' de Maria que abre a porta ao sim de Jesus:
‘Eu venho para fazer a Tua vontade', este ‘sim' que acompanha Jesus toda a vida, até à Cruz".
O ‘Sim" de Jesus
Francisco se detém no sim de Jesus.
Ele pede ao Pai para afastar dele o cálice, mas acrescenta: "Seja feita a tua vontade". Em Jesus Cristo "está o sim de Deus: Ele é o sim".
E Francisco, lembrando que alguns sacerdotes ali presentes completavam 50 anos de ordenação, dirige a eles em particular:
"Este é um dia bonito para agradecer ao Senhor por nos ter ensinado este caminho do sim, mas também para pensar em nossa vida".
Hoje é a Festa do "sim"
O Santo Padre continuou com suas reflexões:
"Todos nós, todos os dias, devemos dizer sim ou não e pensar se sempre dizemos sim ou se muitas vezes nos escondemos, com a cabeça baixa, como Adão e Eva, para não dizer não, mas fazer como aquele que não entende, que não entende o que Deus pede.
Hoje, é a festa do sim.
No sim de Maria se encontra o sim de toda a História da Salvação e começa ali o último sim do homem e de Deus."
E acrescentou o Papa, "Deus recria, como no início que com um sim fez o mundo e o homem, aquela Criação bonita" e agora com este sim "maravilhoso recria o mundo, recria todos nós.
É o sim de Deus que nos santifica, que nos faz ir adiante em Jesus Cristo":
E o Papa reforça seu pensamento agora falando para todos:
"É um dia para agradecer ao Senhor e nos perguntar: Sou homem ou mulher do sim, ou sou homem ou mulher do não, ou sou homem ou mulher que olha para o outro lado para não responder? Que o Senhor nos dê a graça de entrar neste caminho de homens e mulheres que souberam dizer sim. " (JSG)
(Da Redação Gaudium Press, com informações RV)
O SIM QUE MUDOU A HISTÓRIA DA HUMANIDADE
Redação (Segunda-feira, 09-04-2018, Gaudium Press) Santo Agostinho disse que: "Adão, sendo homem, quis tornar-se Deus e perdeu-se. Cristo, sendo Deus, quis fazer-se homem para a salvação do homem. Por seu orgulho o homem caiu tão baixo que só podia ser levantado pelo abaixar-se de Deus".
O pecado original nos fez perder a filiação divina; a humanidade foi expulsa do paraíso; e só poderia se reconciliar com Deus se houvesse a salvação por meio de Deus mesmo.
Mas, para que o Filho de Deus pudesse se tornar também homem, e nosso Salvador, sem deixar de ser Deus, era preciso que fosse concebido por uma mulher. Desde a queda de Adão e Eva Deus já tinha prometido que a salvação da humanidade viria por meio de uma Mulher, já que o demônio seduziu a primeira mulher para injetar seu veneno na sua descendência.
Deus disse à Serpente maligna: "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Gen 3,15). Esta Mulher prometida no Protoevangelho era Maria.
Este projeto de Deus para a nossa salvação se realizou como São Paulo explicou: "Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei, a fim de remir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a sua adoção. A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!" (Gal 4,4). Por meio da Virgem Maria veio o Salvador, que nos reconciliou com Deus por Sua morte e ressurreição. Nele nos tornamos novamente filhos de Deus por adoção, pelo Batismo, e Deus enviou o Espirito Santo aos nossos corações.
Diz o nosso Catecismo que: "A Anunciação a Maria inaugura a "plenitude dos tempos" (Gl 4,4), isto é, o cumprimento das promessas e das preparações. Maria é convidada a conceber aquele em quem habitará "corporalmente a plenitude da divindade" (Cl 2,9).
Deus anunciou muitas vezes pela boca dos seus profetas como isso aconteceria. O Salvador viria da tribo de Davi, filho de Jessé: "Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes "(Is 11,1). "O próprio Senhor vos dará um sinal: uma Virgem conceberá e dará à luz um Filho, e o chamará Deus Conosco" (Is 7, 14). "O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma Luz... um Menino nos nasceu, um filho nos foi dado, a soberania repousa sobre os seus ombros, e ele se chama: Conselheiro Admirável, Deus Forte, Príncipe da Paz" (Is 9,1-7). Quando Ele vier e estabelecer Seu Reino entre nós, haverá paz e bem estar:
"Então o lobo será hospede do cordeiro, a pantera se deitará ao pé do cabrito, o touro e o leão comerão juntos, e um menino pequeno os conduzirá; a vaca e o urso se fraternizarão, suas crias repousarão juntas, e o leão comerá palha com o boi. A criança de peito brincará junto à toca da víbora, e o menino desmamado meterá a mão na caverna da serpente. Não se fará mal nem dano em todo o meu Santo Monte." (Is 11, 1-9). Virá Aquele que "ilumina todo homem que vem a este mundo" (João 1, 9).
Ele será o Messias, o esperado pelas nações, "o mais belo dos filhos dos homens". Sem a sua luz o homem vive nas trevas; "permanece para si mesmo um desconhecido, um enigma indecifrável, um mistério insondável", como disse São João Paulo II; sem Ele ninguém sabe quem é, e não sabe para onde vai.
Mas para que tudo isso acontecesse, Deus tinha de escolher uma Mulher, a melhor Mulher, e escolheu. A tradição judaica diz que todas as mulheres judias acalentavam o sonho de ser a Mãe do Messias, menos a pequena Maria, escondida na pequenina e desprezada Nazaré. Mas Deus precisava da mulher mais humilde para esta missão, porque a primeira mulher foi soberba, pecou porque "quis ser como Deus". Santo Irineu de Lião (†200) disse que pela obediência de Maria foi desatado o nó da desobediência de Eva. E Jesus pela radical humilhação anulou a soberba de Adão.
A Igreja nos ensina que: "Deus enviou Seu Filho" (Gl 4,4), mas, para "formar-lhe um corpo" quis a livre cooperação de uma criatura. Por isso, desde toda a eternidade, Deus escolheu, para ser a Mãe de Seu Filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré na Galileia, "uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi, e o nome da virgem era Maria" (Lc 1,26-27): "Quis o Pai das misericórdias que a Encarnação fosse precedida pela aceitação daquela que era predestinada a ser Mãe de seu Filho, para que, assim como uma mulher contribuiu para a morte, uma mulher também contribuísse para a vida". (Cat. n. 488; LG, 56).
O SIM de Maria dito ao Arcanjo Gabriel foi determinante para dar início à História da Salvação. "Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a Tua palavra" (Lc 1,38). Não colocou qualquer obstáculo e nem a menor exigência ao plano e à vontade de Deus. Então Nela o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Foi inaugurada a História da nossa salvação. Deus se fez homem no sei da Virgem preparada por Deus, concebida sem pecado original, virgem como Eva, mas Imaculada. Deus a escolheu por ser a mais humilde de todas as mulheres. Ela canta em seu Magnificat: "Ele olhou para a humildade de Sua serva".
O Espírito Santo foi enviado para santificar o seio da Virgem Maria e fecundá-la divinamente, ele que é "o Senhor que da a Vida", fazendo com que ela concebesse o Filho Eterno do Pai em uma humanidade proveniente da sua. Quando ela foi servir a Sua prima Santa Isabel, logo foi saudada por Isabel, cheia do Espírito Santo, como "a Mãe do meu Senhor".
Santo Agostinho exclama: "És Maria, a beleza e o esplendor da terra, és para sempre o protótipo da santa Igreja. Por uma mulher, a morte, por outra mulher a vida: por ti, Mãe de Deus. Eva foi a causadora do pecado; Maria, causadora do merecimento. Aquela feriu, esta curou.
Maria é mais bem-aventurada recebendo a fé de Cristo do que concebendo a carne de Cristo. Maria permaneceu Virgem concebendo seu Filho, Virgem ao dá-lo a luz, Virgem ao carregá-lo, Virgem ao alimentá-lo do seu seio, Virgem sempre. Jesus tomou carne da carne de Maria. Na Eucaristia Maria perpetua e estende a sua Divina Maternidade".
O SIM de Maria fez dela a Mãe do Senhor, a Mãe da Igreja e a Mãe de cada irmão de Jesus resgatado pelo Seu Sangue. Diz ainda Santo Agostinho: "Maria é chamada nossa Mãe porque cooperou com sua caridade para que, nós, fiéis, nascêssemos para a vida da graça, como membros da nossa cabeça, Jesus Cristo". São Tomás de Aquino disse que: "Maria pronunciou o seu "fiat" (faça-se) em representação de toda a natureza humana". "Por ser Mãe de Deus, Maria, tem uma dignidade quase infinita". Em nome de cada um de nós Nossa Senhora disse Sim a Deus, e a salvação chegou até nós. Por isso Deus fez dela a medianeira de todas as graças.
São Francisco de Sales, o grande doutor inspirador de Dom Bosco disse que: "As crianças, vendo o lobo, correm logo para os braços do pai ou da mãe, pois ali se sentem seguras. Assim devemos fazer: recorrer imediatamente a Jesus e a Maria".
"Recorre a Maria! Sem a menor dúvida eu digo, certamente o Filho atenderá sua Mãe. Tal é a vontade de Deus, que quis que tenhamos tudo por Maria", disse o doutor São Bernardo. Ele garante que "Maria recebeu de Deus uma dupla plenitude de graça. A primeira foi o Verbo eterno feito homem em suas puríssimas entranhas. A segunda é a plenitude das graças que, por intermédio desta divina Mãe, recebemos de Deus. Deus depositou em Maria a plenitude de todo o bem". Por isso, o grande doutor dizia:
"O servo de Maria não pode perecer. Se se levantam os ventos das tentações, se cais nos escolhos dos grandes sofrimentos, olha para a Estrela, chama por Maria! Se as iras, ou a avareza, ou os prazeres carnais se abaterem sobre a tua barca, olha para Maria.
Se, perturbado pelas barbaridades dos teus crimes, se amedrontado pelo horror do julgamento, começas a ser sorvido em abismos de tristeza e desespero, olha para a Estrela, chama por Maria. Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria. Que ela não se afaste dos teus lábios, não se afaste de teu coração. Maria é a onipotência suplicante".
Por Prof. Felipe Aquino
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Redação (Quarta-feira, 02-05-2018, Gaudium Press)
Desde tempos imemoriais a Igreja dedica o mês de Maio Àquela que foi eleita para ser a Mãe do Senhor.
O leitor já se terá perguntado porque o mês de maio é dedicado a Maria, uma vez que em outros meses há festas litúrgicas até mais importantes em honra da Mãe de Deus, como a Imaculada Conceição, em dezembro, ou a Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, em janeiro?
Vários autores têm tratado sobre o assunto e inúmeras hipóteses e explicações têm sido levantadas.
As que nos pareceram mais interessantes foram as referidas pelo bem-aventurado Cardeal John Henry Newman em sua obra póstuma "Meditações e Devoções".
Diz o Cardeal inglês: "A primeira razão é porque é o tempo em que a terra faz surgir a terna folhagem e os verdes pastos, depois do frio e da neve do inverno, da cruel atmosfera, do vento selvagem e das chuvas da primavera".
Lembremo-nos de que o autor escreve em um país do hemisfério norte, onde o mês de maio, "mês das flores", corresponde ao auge da primavera.
Continua o purpurado: Em maio "os dias se tornam longos, o sol nasce cedo e se põe tarde" concluindo que "semelhante alegria e júbilo externo da natureza são os melhores acompanhantes da nossa devoção Àquela que é a Rosa Mística e a Cidade de Deus".
Há autores que afirmam que essa tradição remonta a tempos muito antigos e já na Idade Média dedicava-se esse mês à Virgem Santíssima.
É muito significativo que a Santa Mãe de Deus tenha escolhido precisamente esse mês para aparecer aos três pastorinhos em Fátima, Portugal.
Com efeito, tendo aparecido aos três pastorinhos, Nossa Senhora não falou apenas para Portugal, mas para o mundo inteiro, exortando todos os homens à oração, à penitência e à emenda de vida.
De modo especial, falou Ela ao Papa e à Hierarquia da Igreja, pedindo-lhes a consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração.
A crise moral em que se encontrava a humanidade na época das aparições, isto é, em 1917, levou Nossa Senhora a afirmar que já naquele tempo a situação era altamente calamitosa e apontava para os dramas e castigos que recairiam sobre a humanidade se os homens não se convertessem.
Com insistência materna dirigia à humanidade um apelo, hoje mais atual do que nunca:
"Rezem o terço todos os dias para alcançar a paz para o mundo e o fim da guerra."
Como amorosos filhos atendamos, pois, aos pedidos de nossa Santa Mãe, sigamos seus maternais conselhos e, por mais incertos e sombrios que sejam os dias que se aproximam, tenhamos a esperança no triunfo do Imaculado Coração de Maria e peçamos com toda confiança:
"Ó Maria mostrai a força do vosso manto protetor aos vossos filhos e filhas que sob o signo da Santa Cruz vos pertencem".
Por Ir. Alcídio Miranda, EP
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Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.
Escrevi isto numa festa do Imaculado Coração de Maria e terminei a postagem em 07/01/2013.
Nesse dia eu li um trecho sobre Maria no livro do Cardeal Van Thuan, preso por 13 anos no Vietnã, sendo 9 de solitária (de 15/08/1975 a 21/11/1988), e foi esse trecho que me inspirou escrever este texto. De todos os contatos que Jesus fez, o contato com sua mãe, Maria, foi o mais íntimo. Ninguém teve tanta intimidade com Jesus quanto Maria. É só pensar um pouco em todo o cuidado que ela teve com ele desde antes do nascimento até a fase adulta, quando ele praticamente saiu de casa para pregar o evangelho. Diz o Cardeal, página 72 do livro "Cinco pães e dois peixes":
"Para mim, Maria é como um evangelho vivo, bem prático, de grande difusão, mais acessível que a vida dos santos (...) Maria vive completamente para Jesus. A sua missão foi compartilhar a sua obra de redenção. Toda sua glória vem dele. Isto é: a minha vida não valerá nada se me separar de Jesus!"
Sem dúvida, a Eucaristia foi o que conservou vivo e animado esse santo cardeal da Igreja em seu tempo de prisão árida, escura e solitária.
Maria não tem a onipresença (=estar em todos os lugares) e a onisciência (saber tudo o que acontece) por natureza, mas dizem vários santos que isso lhe foi concedido por Deus desde que ela entrou no paraíso. Para Deus, nada é impossível. Apenas lhe é impossível tornar Maria uma deusa. Maria não é deusa. Alguns católicos precisam tomar um certo cuidado com isso! Maria continua uma pessoa humana, com atributos especiais concedido a ela por Deus, sem falar da Imaculada Conceição, com que ela foi agraciada já aqui na terra.
Sendo assim, Deus deu um jeito de Maria ficar sabendo de nossos problemas e interceder por nós junto a Jesus, que é nosso único intercessor junto ao Pai. Podem confiar nela! E como diz uma frase em Aparecida, "Peça à Mãe que o Filho atende!".
Não posso afirmar teologicamente, só mesmo por meio do "achismo", mas acho que o nosso Anjo da Guarda tem muito a ver com o "leva e traz" de orações e pedidos. Quando rezo pedindo a intercessão de algum santo, por exemplo, talvez seja o nosso Anjo quem leva a ele o recado, o pedido. Com Maria também pode ocorrer esse processo. Em Fátima, um anjo veio antes de Maria preparar o ambiente com a Lúcia, Jacinta e Francisco. De qualquer forma, sei que Maria recebe nossos pedidos e anseios e nos ajuda.
Diz o Cardeal Van Thuan, no livro citado, página 81:"Se escutarem Maria, vocês não perderão o caminho. Em qualquer coisa que empreendam em seu nome, não fracassarão. Honrem-na e alcançarão a vida eterna!".
Van Thuan rezava muito a Maria e sempre foi atendido, mostrando serem verdadeiras as palavras acima. Não só pedia a Maria, mas também se oferecia a ela como seu servo: "Mãe, que posso fazer por ti? Estou pronto a cumprir tuas ordens, a realizar tua vontade para o reino de Jesus". E explica o resultado dessa oração:
"Então uma paz imensa invade o meu coração, não tenho mais medo"(págs 69 e 70). Não era fácil a vida dele naquela prisão!
O momento em que ele mais se sentia filho de Maria, e unido a ela, era na Santa Missa, quando pronunciava as palavras da consagração. Nesse instante, na verdade, o sacerdote é identificado com Jesus Cristo, "in persona Christi", "na pessoa de Cristo".
Meditando esse trecho, imaginei o quanto o sacerdote é privilegiado quando, por alguns instantes, durante a Missa, torna-se o próprio Jesus, filho de Maria, o mesmo que esteve em seu ventre durante nove meses, o mesmo que foi por ela amamentado por vários anos, pois naquele tempo e lugar as mães amamentavam os filhos por seis anos!
Entretanto, é o mesmo Jesus que, na tristeza, ela viu morrer na cruz.
Sinto muita ternura e alegria ao cantar a música de um padre já falecido, o Pe. Ricardo Dias Neto, lembrando-me desse instante maravilhoso em que eu me torno Jesus, filho de Maria, na Santa Missa:
"Ia longe o dia, em Jerusalém, junto à cruz, Maria. Tão triste, não vi mais ninguém. Quero, Maria, ser teu Jesus, mesmo que um dia morra na cruz! Quanta dor sentias, Mãe, ao contemplar, teu Jesus querido, na cruz, meus pecados pagar. Desde aquele dia, jamais encontrei ser igual Maria. Tão triste, não vi mais ninguém!".
Entretanto, um tremor percorreu-me o corpo todo. Quanta responsabilidade tem o sacerdote em tornar-se Jesus, mesmo que por apenas alguns segundos!
Quanta pureza deve ele ter no coração! Quanto amor e partilha em relação ao próximo! Sim, pois como pode alguém ser Jesus e ao mesmo tempo individualista, hipócrita, tendencioso, lascivo, comilão, aburguesado, acomodado, curioso, fofoqueiro, bajulador, simoníaco, agressivo, impaciente, irado, se faz acepção de pessoas, imortificado, incapaz de amar e de deixar-se amar, se julga as pessoas?
Sinto na pele o que diz Hebreus 12,10: "Deus nos purifica para que possa transmitir-nos sua santidade".
Jesus, quando esteve dentro de Maria, deixou nela todo o seu perfume. Ao chegar perto de Maria, sentimos o perfume deixado nela por Jesus.
Se seguirmos a ideia do Cardeal Van Thuan, de que naquele momento que o sacerdote celebra a Missa, no momento da Consagração, ele é o próprio Jesus, e filho não só adotivo, mas legítimo de Maria, então... Jesus deixará também nele seu perfume!
Aliás, isso se aplica também a todos os que comungam: tornam-se outros Cristos, recebem o perfume da santidade de Jesus, conforme diz S. Paulo numa de suas cartas: "Nós somos o perfume de Cristo".
Entretanto, se pecarmos, o mau odor do pecado cobrirá e inutilizará o perfume deixado em nós por Jesus!
Redação (Quarta-feira, 11-04-2018, Gaudium Press) As maravilhas da devoção a Maria não podem ser explicitadas inteiramente por nenhuma análise. Nenhuma descrição, nenhum raciocínio pode dar dela uma ideia adequada..
Razões e analogias ajudam a compreender
Um jovem teólogo - M. Neubert - analisa as razões, ou melhor, as analogias de ordem natural que nos ajudam a compreender o sucesso ou a eficácia da devoção a Santíssima Virgem. Pois a devoção à Nossa Senhora leva todos a bom êxito. Constitui um axioma católico que Ela é para todo mundo um meio seguro de santificação.
A razão fundamental disso, a única razão evidente, é sem dúvida a vontade de Deus. Tendo Deus querido dar-nos Jesus Cristo por meio da Virgem Santíssima - diz Bossuet - esta ordem não muda mais, e os dons de Deus são irrevogáveis (cf. Rm 11, 29). Sempre será verdade que, havendo recebido através dEla o princípio universal da graça, recebamos também por seu intermédio as diversas aplicações desse dom em todos os variados estados dos quais se compõe a vida cristã.
Mas, a par desta explicação teológica, sobrenatural, que examina as coisas do ponto de vista divino, nada impede que se procure uma explicação psicológica para confirmá-la.
Harmonia entre a devoção a Nossa Senhora e o progresso da alma
Quais são, em nossa natureza, as harmonias entre a devoção à Santíssima Virgem e o progresso de nossa alma?
Um primeiro fator de progresso humano é o esforço pessoal: o difícil é induzir e sustentar o esforço da vontade. Nossa vontade é movida pelas ideias, mas por ideias vigorosas que são ao mesmo tempo conhecimento, sentimento e desejo. Ora, dessas ideias robustas, a mais forte é aquela que se volta para uma pessoa amada. Quem ama voa, corre, alegra-se e está disposto a tudo. Ora, ter devoção a Maria é amá-La, e amar Maria é fazer o que Ela deseja e evitar o que Lhe desagrada.
Para quantas almas, por exemplo, o pensamento posto em Maria constituiu a força pela qual triunfaram das tentações - de longe as mais violentas e frequentes - contra a mais delicada das virtudes!
Encontramos uma confirmação disso numa experiência de ordem humana. Um menino solicitado durante muito tempo pelas sugestões e argumentos pérfidos de um companheiro perverso, acaba duvidando de seu dever e vai deixar-se arrastar pelo mal.
Mas seus olhos cruzam-se com os de sua mãe: nesse mudo entreolhar, ele sente a gravidade da ação que ia cometer e obtém a coragem de fazer qualquer sacrifício para não entristecê- la.
Da mesma maneira, quantas almas assaltadas durante longo tempo e estando a ponto de ceder, ao pensar em sua Mãe celeste, tão afetuosa e amada, tão pura e desejosa de vê-las também puras, sentiram a tentação desaparecer e uma força nova as armar contra o mal! Esse gênero de vitórias costuma permanecer sepultado no segredo das consciências, mas como elas são frequentes!
Forte contra as tentações, o pensamento posto em Maria é igualmente eficaz para nos impelir na via do sacrifício. Não há santo cuja vida não ofereça a esse respeito exemplos eloquentes.
Humildade e confiança em Deus
O esforço nos é solicitado por Deus, mas não basta. Ele não passa de uma condição posta por Deus para recebermos a graça, a qual, entretanto, nos vem unicamente dEle. Não devemos contar com nossos próprios esforços, se quisermos que eles sejam coroados de êxito, mas sim com Deus. Portanto, desconfiança de nós mesmos, ou humildade, e confiança em Deus.
Ora, a devoção à Santíssima Virgem favorece de modo admirável esses dois sentimentos em nós.
Primeiramente, ela alimenta nossa humildade. Pode-se, sem dúvida, ser humilde na presença de Deus sem invocar Maria; seria o caso, por exemplo, de um protestante de boa fé para o qual invocar Maria é ofender a Deus. Entretanto, também é certo que recorrer à intercessão de Maria para ir a Deus, ir a Deus por meio de Maria, é reconhecer que não somos dignos de ir a Ele por nós mesmos; é reconhecer nossa miséria, nossa indignidade diante dEle; é fazer, mesmo sem se preocupar com isso, um ato de humildade.Eis o motivo pelo qual São Luís Maria Grignion de Montfort insiste tanto nas relações entre a devoção a Maria e a prática da humildade.
Ademais, alimenta nossa confiança em Deus. Cremos na misericórdia divina, mas com uma fé frequentemente teórica que, na prática, é exposta a graves deficiências. Ora, nesses momentos escuros pensar em Nossa Senhora constitui para nós um facho de luz que nos dá confiança.
Não por julgarmos que a Santíssima Virgem tenha um coração mais misericordioso que o do próprio Deus, mas sim por ser Ela como um argumento vivo que nos toca mais de perto e nos ajuda a melhor apalpar a misericórdia divina. Assim como ver Madalena aos pés de Jesus nos faz compreender a bondade do Salvador mais do que o faria uma idéia abstrata de sua divina perfeição, do mesmo modo a contemplação de Maria nos faz entender e sentir, melhor do que todos os raciocínios, a misericórdia dAquele que nos deu uma tal Advogada e uma tal Mãe.
Sem devoção a Nossa Senhora, a religião fica tingida de racionalismo
Estas duas disposições - humildade e confiança - constituem o próprio fundo do sentimento religioso. E é por esta razão que toda alma religiosa compreende a devoção à Santíssima Virgem.
Uma alma que cessa de compreendê- la deixa de ser religiosa ou está prestes a fabricar para si uma religião mais ou menos tingida de racionalismo, tal como certos estoicos batizados que formaram sua espiritualidade mais nos livros de moral dos estudos universitários do que nos autores ascéticos. Para essas almas, o Cristo é mais um modelo que posa diante delas, do que um amigo que vive nelas e as faz viver. Dia virá em que, após inúteis esforços, elas reconhecerão por fim sua radical fraqueza e se lançarão humildemente nos braços de Deus. Nesse dia, elas começarão também a se voltar para a Santíssima Virgem.
Eis a razão pela qual tantas pessoas aos poucos deixaram de ter uma religião e se contentam com uma simples filosofia: elas eliminaram a devoção à Santíssima Virgem para irem mais diretamente - conforme pensavam - a Jesus Cristo. Ora, perdendo de vista a Santíssima Virgem, eles rapidamente perderam também a Jesus Cristo.
Diz o Cardeal Newman, em sua magnífica "Carta a Pusey" sobre o culto a Nossa Senhora: "A Maria é confiada a guarda da Encarnação. Assim, se olharmos para a Europa, verificaremos que as nações e os países que perderam a fé na divindade de Cristo são precisamente aqueles que abandonaram a devoção à sua Mãe, e que, por outro lado, os que mais se distinguiram no seu culto guardaram a ortodoxia...".
Traçando o mapa da devoção a Maria, teríamos traçado o próprio mapa da expansão e da conservação da fé cristã, e isto não apenas no século XIX nem a partir da Reforma, mas ao longo de toda a História da Igreja, como concluirá o próprio Neubert em sua tese, no que toca aos primeiros séculos cristãos, onde "em suma, toda a história das origens da mariologia se apresenta como a história da defesa e da dilatação da cristologia. A Mãe era a garantia do Filho, e a glória do filho começava a jorrar sobre a Mãe".
As grandezas de Maria só podem ser entendidas com relação à Encarnação
O Evangelho é a vida de família com Deus. Ele será chamado Emanuel: Deus conosco, Deus nosso Pai, Jesus nosso Irmão Primogênito, vindo a nós para nos encontrar e nos reconduzir ao Pai. Mas nunca compreenderemos melhor quanto Deus é nosso Pai, senão pensando na doce Mãe que Ele nos deu. E jamais compreenderemos Jesus como nosso Irmão Primogênito, a não ser contemplando- O junto de Maria, nossa Mãe comum. E assim como não devemos isolar Jesus de Maria, não devemos isolar Maria de Jesus.
Maria nos ajuda a compreender Jesus. Não é possível meditar os privilégios de Maria sem melhor entender seu Filho, de quem e por causa de quem Ela os recebeu. Mas, reciprocamente, só em Jesus podemos entender Maria: Jesus é toda a razão de ser de Maria, e esta não seria o que Ela é senão em vista da Encarnação e da Redenção. Exaltar as grandezas de Maria sem mostrar suas relações com a Encarnação é fazê-lo pela metade e dar a forte impressão de gente extraviada. Eis o motivo pelo qual certos livros, certas tiradas sobre a Santíssima Virgem deixam às vezes uma impressão de vazio, de insipidez ou de hipérbole. Jamais correremos o risco de parecer hiperbólicos, ao falar de Maria, se tivermos o cuidado de apresentá-La com seu Divino Filho. Mas querer admirar Maria fazendo abstração de Jesus é coisa tão absurda quanto extasiar-se com os esplendores da aurora num dia em que o sol esteja encoberto por nuvens cinzentas.
Se quiséssemos passar em revista as virtudes cristãs e toda a diversidade de nossos estados de alma e as fases de nossa vida interior, poderíamos multiplicar indefinidamente os pormenores desses aspectos psicológicos da devoção à Santíssima Virgem.
Resolvendo uma aparente objeção
Uma objeção, entretanto, se põe: não nos arriscaremos, assim, a tirar desta devoção seu caráter divino e dar razão aos protestantes, os quais pretendem que ela seja, não um dom do alto, mas um produto desta terra? Ocorre exatamente o contrário, responde M. Neubert.
Uma tal adaptação da devoção a Maria a todas as nossas aspirações religiosas é antes uma prova de sua origem divina: toda devoção é feita para o homem, e quanto mais uma devoção responde às necessidades do homem, mais ela tem chance de ser querida por Deus.
Aliás, esta objeção só pode afetar aqueles cuja devoção a Maria sempre foi superficial. Os que verdadeiramente vivem desta devoção percebem que não se pode, por uma simples análise psicológica, dar uma explicação completa de seus maravilhosos efeitos, da mesma forma como não é possível, pelas leis da luz e das cores, explicar o imponderável inefavelmente belo e celeste que se vislumbra nos olhos de uma criança, da mesma maneira como não se consegue, por meio da anatomia e da fisiologia, explicar o amor de uma mãe pelo seu filho.
Algumas vezes, no momento de pôr-se o sol, o céu se cobre de nuvens leves, quase transparentes, e margeadas por uma tonalidade rósea, como nunca se vê no restante do dia. Depois, subitamente, essas nuvens se entreabrem e o olhar mergulha maravilhado num mar brilhante feito de ouro derretido, de um inigualável esplendor. Essa face voltada para o sol é que explica a beleza da face inferior. O mesmo se passa com os fenômenos religiosos. O psicólogo só pode descrever o que ele percebe na face inferior, a face humana; entretanto, há uma outra face, a face voltada para o Sol divino, e só esta pode explicar a beleza da face inferior.
As maravilhas da devoção a Maria não podem ser explicitadas inteiramente por nenhuma análise. Nenhuma descrição, nenhum raciocínio pode dar dela uma ideia adequada...
(Tradução, com adaptações, de L´Ami du Clergé, 1911, pp. 682- 684 - in "Revista Arautos do Evangelho", n. 89, p. 34 à 36)
Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/94399-razoes-do-sucesso-da-devocao-a-santissima-virgem#ixzz5DGp7C7J6
QUE OS PROTESTANTES ME DESCULPEM, MAS MARIA FAZ A DIFERENÇA!
Que momento maravilhoso a procissão de N. Sra. de Fátima no dia do Centenário de sua aparição em Fátima (12-13/05/20170!
Veja vídeos de Fátima clicando aqui:
Maria é a Mãe de Ternura, como a mais bela flor do mais formoso jardim.
Maria é a que fez uma diferença enorme no Céu desde que ela lá chegou na Assunção! Como escrevi num artigo deste blog, "E o Céu nunca foi o mesmo" depois que Maria começou a fazer parte dele. Os Anjos a esperavam, os Arcanjos, os Querubins, os Serafins, todos os que lá já se encontravam. Como a presença feminina e puríssima de Maria é agradável! Se a nossa mãe já faz uma diferença enorme em nossa casa, imagine mãe igual Maria!
Tenho dó dos protestantes, evangélicos e todos os que não ligam para ela. São como um lar sem a mãe!
Uma igreja sem desenxabida, sem sal nem açúcar, sem essa presença feminina que não é uma deusa, como eles dizem nos acusando, mas uma pessoa humana que chegou à maior perfeição depois de Jesus Cristo. É a Mãe de Deus, como diz Isabel no início de Lucas: "Donde vem que a Mãe do meu Senhor (=kyrios) me venha visitar"?
É a nossa mãe, dada por nós a Jesus na pessoa de São João, que estava aos pés da cruz: "Eis aí tua mãe. Mulher, eis aí o teu filho". Mesmo que Jesus não tivesse dito isso, se Jesus é nosso irmão, então a mãe dele, Maria, também é nossa mãe! Não tem por onde negar isso!
Todos podem se salvar, se agirem conforme Jesus ensinou ou, em não agindo desse modo, pedirem perdão a Deus enquanto em vida. É o que diz o documento do Concílio Vaticano II " A luz dos povos"(Lumen Gentium). Mas digam a verdade. Não tem graça seguir uma Igreja sem Maria.
MARIA - FAZ - A - DIFERENÇA!