Eu costumo indicar cinco passos para quem quer levar uma vida mais santa:
1º PASSO – Rezar (orar) pelo menos uma hora diária ou, melhor que isso, 2 h 24 minutos, que corresponde ao dízimo de oração de um dia.
2º PASSO – Conhecer-se a si mesmo e aceitar os próprios desvios, fraquezas, problemas, vícios, limites, manias, preguiça, vaidade, prepotência, mentiras, orgulho etc., a fim de vencê-los aos poucos. Enquanto não aceitarmos humildemente reconhecer nossos limites e deficiências, não conseguiremos “alçar voo” rumo à santidade.
3º PASSO - Pedir perdão de tudo isso a Deus e pedir-lhe também força e coragem para mudar de vida.
4º PASSO – Ler a bíblia diariamente e outros livros católicos. A boa leitura converteu Santo Inácio de Loyola e muitos outros santos.
5º PASSO – Vigiar, além de orar, e pedir ajuda quando for preciso (Mateus 26,41). Sem a vigilância de nada valerá a oração. Em caso de muita dificuldade em deixar o pecado ou as más orientações de sua vida, procurar a ajuda de uma pessoa competente e capacitada, como um psicólogo cristão ou um sacerdote capacitado para direção espiritual. Repito: peça ajuda sempre que precisar!
Esse é o maior pecado que existe: achar que não tem pecado. É um dos pecados contra o Espírito Santo, pois, achando que não temos pecados, não estamos pedindo perdão a Deus e, consequentemente, não estamos sendo perdoados, muito menos recomeçando uma vida nova. Outro pecado contra o Espírito Santo é, mesmo achando que tem pecados, achar que Deus não o perdoará por serem muito pesados, graves. É dizer que Deus não tem poder nem misericórdia para isso. É claro que caímos, então, no mesmo tema que o anterior: ficamos sem pedir perdão.
Entretanto, muitas pessoas são sinceras quando dizem não ter pecado; não porque não os tem, mas porque não estão conscientes deles.
Diz São João em 1 João 8-10: “Se dissermos: Não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se dissermos: Não pecamos, fazemos dele um mentiroso e a sua palavra não está em nós”
No versículo 9, que pulei, ele lembra que “Se confessarmos nossos pecados, ele, que é fiel e justo, perdoará nossos pecados e nos purificará de toda injustiça”. O comentário sobre esses versículos, a Bíblia de Jerusalém diz:
“João se refere aqui a falhas passageiras, uma vez que a comunhão com Deus que suprimiu o pecado exige, por si mesma, uma vida santa e sem pecado” nota “e” do vers. 10).
Realmente vemos, em 1 João 3,6: “Todo aquele que permanece nele (em Deus) não peca. Todo aquele que peca não o viu nem o conheceu”.
E voltando ao capítulo 2, versículo 1:
“Meus filhinhos, isto vos escrevo para que não pequeis. Mas, se alguém pecar, temos como advogado, junto do Pai, Jesus Cristo, o Justo.”
Normalmente, quando seguirmos a Igreja, ou seja, participamos da Santa Missa visitamos os doentes, praticamos a caridade tanto na ajuda material como no trato mútuo do dia a dia, temos misericórdia (não julgamos os outros, perdoamos as ofensas que nos fazem), frequentamos algum grupo de reflexão ou alguma irmandade, ou associação de Igreja, como Vicentinos, equipes de N. SRA., ECC, Cursilho, jovens, Promoção Humana, Legião de Maria, Comunidades de Base etc., quando lutamos contra a injustiça social, defendemos o pobre, a viúva, o doente que precisa de internação ou cuidados médicos, damos catequese, lemos a Bíblia todos os dias, rezamos pelo menos uma hora por dia, então dificilmente teremos esse pecado grave de que fala São João, corta a nossa comunhão com Deus.
Mas temos pequenas falhas diárias de que precisamos pedir perdão, para que não se transformem em pecados graves. Deus nos criou com amor infinito. Será que retribuímos esse simples fato a Ele? Se ainda não o fizemos, estamos cometendo um pecado de omissão! Mas... como retribuir um amor infinito como é o de Deus?
Nunca o conseguiremos! Por isso Jesus se fez homem: Ele pôde retribuir. Nós, então, sempre estamos em falta diante de Deus, pois não conseguimos retribuir Seu amor infinito. Temos, então, que nos unir o mais que possamos a Jesus, a fim de aproveitar sua morte reparadora e redentora no agradecimento nosso ao amor infinito de Deus. E fazemos isso amando com todas as forças o próximo como a nós mesmos, pois como diz S. João em 1Jo 4,20-21:
“Se alguém disser: Amo a Deus, mas odeia o seu irmão, é um mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, a Deus, a quem não vê, não poderá amar. E Este é o mandamento que dele recebemos: aquele que ama a Deus, ame também o seu irmão.”
Na verdade, amar a Deus é, antes de tudo, deixar-se amar por Ele, deixar-se levar por Ele, pois a recompensa é nossa mesmo: ao nos aproximarmos de Deus, teremos uma vida eterna de felicidade, e ele poderá ter nossa companhia no paraíso. Deus não precisa de nós. Nós é que precisamos dele. Em seu amor infinito, Ele respeita a nossa liberdade, mas deseja que todos nos salvemos e O busquemos, pois nele está a vida verdadeira.
Jesus criticava muito os fariseus porque diziam que não tinham pecado. Se dizemos que não temos pecado, como receberemos o perdão divino? Perdão do quê, se não estamos reconhecendo termos pecado, e portanto, necessidade do perdão?
Diz João 9,41:
“Se fôsseis cegos (dizia Jesus aos fariseus) não teríeis pecado; mas dizeis: Nós vemos! e por isso vosso pecado permanece.”
Nós seremos perdoados na medida em que nos reconhecermos pecadores e necessitados do perdão de Deus. Se acharmos que não temos pecado, Deus não nos perdoará, como eu já disse, não porque Ele não quer, mas porque nós não lhe pedimos nenhum perdão.
COMO DEIXAR ESSA MANIA
É simples: façamos melhor nosso exame diário de consciência e estudemos sempre a palavra de Deus e a doutrina da Igreja para percebermos melhor os pecados.
Muitas pessoas se acham fracas e se comparam a outras, que parecem ser sempre fortes e decididas. Não entendem o motivo dessa diferença: “Por que eu sou sempre fraco?
Eu digo sem sombra de dúvida: falta-nos a oração e a vigilância. Não há pessoas fortes neste mundo! Todos somos fracos, por culpa do pecado original. Não há ninguém forte. O que existe, a diferença que noto, é outra:
HÁ PESSOAS QUE REZAM E VIGIAM (e por isso são fortes)
HÁ PESSOAS QUE NÃO REZAM E NÃO VIGIAM (e por isso são fracas)
As que rezam e vigiam são fortes, as que não rezam e não vigiam são fracas. O motivo é simples: vejam o Apocalipse 3,20: “Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo”. E mais João 14,23: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra e o meu Pai o amará e a ele viremos e nele estabeleceremos morada”.
“Se alguém ouvir a minha voz...” Ouvir a voz do Senhor, antes de tudo, é rezar. Na oração, Deus nos fala ao coração, para que pratiquemos sua palavra.
Veja Oséias 2,16: “Por isso, eis que vou, eu mesmo, seduzi-la, conduzi-la ao deserto e falar-lhe ao coração”.
No silêncio de nossa oração, abrimos as portas de nossa vida, de nosso corpo e de nossa alma para Deus. Ele vai poder agir com liberdade em nossa vida e deixaremos de ser fracos, pois como diz S. Paulo 2ª Coríntios 12,9: “Basta-te a minha graça, pois é na fraqueza que a força manifesta todo o seu poder”. Ou ainda Filipenses 4,13: “Tudo posso naquele que me fortalece”. Ou ainda 1ª Colossenses 1,29: “Para isso eu me esforço e luto, sustentado pela sua poderosa energia que em mim opera”. Se esses trechos ainda não bastarem, posso lembrar o Salmo 126 (127), 1: “Se o Senhor não constrói a casa, em vão trabalham os seus construtores.“ “Se o Senhor não guarda a cidade, em vão vigiam os guardas”. Ou ainda Provérbios 3,5: “Confia no Senhor com todo o teu coração, não te fies em tua própria inteligência”.
A oração dará liberdade a Jesus para agir plenamente em nossa vida e em nossa missão, como lemos em Ezequiel 11,19 ou 36,26-27: “Dar-vos-ei um coração novo, porei no vosso íntimo em espírito novo, tirarei do vosso peito o coração de pedra e vos darei um coração de carne. Porei no vosso íntimo o meu espírito e farei com que andeis de acordo com as minhas leis e guardeis as minhas normas e as pratiqueis.”
Acho que não poderia ser mais clara a explicação, do que esses próprios textos o dizem: Jesus precisa do nosso SIM para entrar em nossa vida.
Deus é Todo-Poderoso! Ele poderia num instante fazer o deserto do Saara se transformar numa floresta amazônica, refazer a camada de Ozônio, criar inúmeros mundos como o nosso, fazer coisas que para nós é impossível fazer. Mas há uma coisa que Deus nunca fará, mesmo tendo possibilidade: ENTRAR EM NOSSO CORAÇÃO SEM O NOSSO CONSENTIMENTO.
Conta-se que São Januário, tendo sido colocado à morte, foi colocado no meio de um monte de lenhas para ser queimado: Deus não permitiu que o fogo lhe queimasse. Colocaram-no então no meio de leões famintos: Deus não permitiu que as feras lhe fizessem mal. O santo foi colocado, então, num cavalete para ser decapitado (ter a cabeça decepada): desta vez, Deus não interferiu e ele morreu pela espada, pois Deus NÃO INTERFERE NOS ATOS HUMANOS, MESMO QUANDO SÃO MAUS.
Para que Deus possa agir com todo o seu poder em nossa vida, temos que dar-lhe o nosso sim. A oração é o nosso convite para que Deus entre e faça conosco o que quiser. Se Ele nos pedir algo difícil, dar-nos-á também a sua força para conseguirmos. Não adianta querer tentar qualquer apostolado sem a oração.
Quanto ao modo de rezar, acho que está mais bem definido no artigo sobre esse assunto, que escrevi nas lições da catequese. Entretanto, resumindo, posso dizer que há dois tipos de oração: a oração individual e a comunitária. A individual contém a silenciosa e a vocal. A silenciosa consiste em fazermos a intenção de oração e ouvir o que Deus fala, por meio da Bíblia, de algum livro ou da natureza, ou do silêncio do seu quarto. A vocal, consiste em repetirmos algumas fórmulas lentamente e colocar nelas nosso coração, ou mesmo inventar fórmulas próprias, em orações espontâneas.
A oração comunitária consiste na reunião de duas ou mais pessoas para uma oração comum. São as Missas, Cultos da palavra, reza do terço, ladainhas, novenas, horas santas, noites de oração etc. Ela pode conter todos os elementos que já vimos na oração individual.
Quanto à posição, escolha a que for mais confortável para você, mas seria bom criar um clima de oração, como acender uma vela e colocar no seu altarzinho um vasinho de flores. Na oração comunitária, siga as orientações próprias para aquele tipo de oração. Jesus passava horas e horas na oração, muitas vezes a noite toda ou parte da noite. Veja neste blog o artigo sobre a “Oração de Jesus”, no índice da catequese ou no índice das orações.
Sem a vigilância a oração é fraca e não dá resultado. Jesus manda vigiar sempre. Com a vigilância vencemos todas as nossas más tendências e vícios porque não damos chance para o pecado.
Deus é todo – poderoso e pode nos livrar de todos os pecados e perigos, mas nós é que temos que lutar, demonstrando, assim, para Ele que queremos nos livrar daquilo. Temos o livre-arbítrio e Deus o respeita plenamente. Ele não vai lutar em nosso lugar.
O próprio São Paulo Apóstolo, que era um homem de muita fé, bem superior a nós todos, não conseguiu livrar-se de um problema narrado em 2 Cor 12,7 e teve que continuar vigiando e lutando.
Vigiar exige que nos conheçamos profundamente e aceitemos os próprios erros. Ou seja, exige muita humildade. Quem é vaidoso e orgulhoso nunca acha que vai cair, e acaba mesmo se esborrachando. Quantas vezes eu e você não fizemos isso? Enfrentamos o leão sem arma alguma e nos danamos.
Vigiar exige também que peçamos perdão das faltas que já cometemos. Isso mostra que não queremos mais cair naquele e em outros pecados. Evitaremos, então, as ocasiões de pecar, se soubermos os nossos pontos fracos naquele determinado assunto. Aliás, todos somos fracos! Não há uma só pessoa no mundo que seja forte. Há pessoas fracas e pessoas que rezam e vigiam. Os que não rezam são fracos. Os que rezam e vigiam se tornam fortes.
Vou dar alguns exemplos: o alcoólatra deve vigiar para não tomar o primeiro gole; o fumante que deseja deixar o vício deve vigiar para não fumar o primeiro cigarro; o diabético deve vigiar para não comer doce algum; quando você percebe que vai encontrar alguém com quem tem muita discordância e frequentes discussões, vigiar consistiria, se não der para não se encontrar com essa pessoa, precaver-se em conversar calmamente, em não discutir nem brigar. É como diz João 8,32: “A verdade vos libertará!”
Se você está a fim de meditar mais sobre esse assunto, eis algumas indicações:
Mateus 26,41; 1 Pedro 5,8-9; 1 Tim 4,16; Marcos 13,33-37; Apocalipse 16,15; Mt 5,13-19; 5,27-48; Colos 3,9; Rom 2,1-2;12,20; Mt 6,16-18; Isaías 58,6-10; Mt 7,1-5; Tiago 4,12; Mt 25,1-13; 24,42-44; Lc 12,35-40. Se vigiarmos, vamos conseguir cumprir tudo o que Jesus disse acima.
Muitas comunidades se despedaçam e, quando não morrem, também não vão adiante, por causa da falta de misericórdia entre os seus membros. Jesus disse em Mateus 7,1-2: “Não julgueis (os outros) para não serdes julgados (por Deus). Pois com o julgamento com que julgais sereis julgados, e com a medida com que medis sereis medidos”. Ou em Lucas 6,36-38: “Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, para não serdes julgados; não condeneis, para não serdes condenados; perdoai e vos será perdoado. Dai, e vos será dado; será derramada no vosso regaço uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante, pois com a medida com que medirdes sereis medidos também”.
O julgamento nosso e dos demais pertencem a Deus. Ele, que vê o mais profundo de nosso coração, tem a condição de nos julgar. Nós, porém, não enxergamos um palmo diante do nariz: como poderemos julgar?
Por outro lado, diz Tiago 2,13: “A misericórdia triunfa sobre o julgamento”; ou seja, se formos misericordiosos, seremos também julgados com misericórdia, e os pecados que cometemos por fraqueza serão esquecidos.
Vemos, entretanto, que em nossas comunidades há muito julgamento mútuo. Muitos de nós achamos que os outros são errados e nós, os certos. Sempre certas pessoas estão prontas para julgar, mas nunca se colocam nesse julgamento.
Muitos agem até com boa intenção: veem alguma coisa errada na comunidade e se acham no direito de santificar e conduzir a comunidade. Mas aí criticam todo mundo, estão sempre apontando os defeitos dos outros, tornam-se pessoas intragáveis, antipáticas e, o pior de tudo, acabam mais atrapalhando que ajudando. Não somos os donos da verdade. Não podemos julgar.
Julgar os outros é colocar, nos atos deles, intenções que nunca poderíamos conhecer com certeza, pelo simples fato de que não somos Deus! Por exemplo, se eu vejo uma pessoa entrar na casa vizinha e matar a família toda. O que seria julgar, nesse caso? Seria dizer que essa pessoa vai para o inferno, e que fez isso por maldade.
O que seria não julgar? Seria dizer que a pessoa fez algo errado, e que não pode continuar solta: ou deve ir para um hospício, se estiver louca ou fora de si, ou para a cadeia, se for o caso. Nunca saberemos ao certo o porquê dessa sua atitude.
Veja bem: apontar um erro, em si, não é julgar. Dizer com que intenção foi feito o erro, isso é julgar.
Outro exemplo: se vejo um pobre e logo vou dizendo que ele é um sem-vergonha, vagabundo, estarei julgando! Quem pode saber o verdadeiro motivo pelo qual ele está levando essa vida? Sua vida poderia mudar? Talvez sim, e aí eu poderia conversar com ele e tentar convencê-lo de que deve trabalhar, e ajudá-lo a vencer os problemas que o impedem de trabalhar, isto é misericórdia, e não julgamento.
Assim também se vejo um fulano alcoólatra e eu logo vou dizendo que ele faz isso por sem-vergonhice, eu o estou julgando. Não sei por que ele bebe. Como posso dizer que ele é sem-vergonha? Serei misericordioso, entretanto, se gentilmente eu lhe disse que ele faz mal em continuar bebendo, e o ajudar a sair desse vício. Muitos são tão viciados que não têm força de lutarem contra o(s) vício(s).
Outro tipo de julgamento que acontece muito é entender mal o que o padre fala no sermão. A pessoa se ofende com o que foi dito, principalmente porque achou que o padre falou para aborrecê-la, para corrigi-la, porque não gosta dela, ou porque alguém está “fazendo a cabeça” dele, ou mesmo que o fez por maldade. Ora, às vezes o padre nem percebera que o que falou poderia ofender a alguém. Pode ser mesmo que ele nem tenha notado que a pessoa estivesse ali.
Quando muito, neste caso, a pessoa ofendida deveria ir conversar pessoalmente com o padre, expor o seu problema e pedir a sua opinião a fim de que não haja mais motivo para ofensas. Não é isso o que ocorre! Geralmente a pessoa ofendida sai falando para todos os amigos e amigas que o padre a ofendeu na missa, e o “dito fica pelo não dito”.
Deixe que Deus decida se o que aquela pessoa está fazendo é por maldade ou não, com boa ou má intenção! Simplesmente devemos ser misericordiosos, ajudarmos cristãmente para que as coisas sejam resolvidas de modo cristão, e deixemos o resto por conta de Deus.
Quando é de nossa alçada fazer alguma correção, sejamos fraternos, lembremos sempre à pessoa: “Na certa você não está percebendo o mal que está causando fazendo isso dessa maneira, mas como encarregado desse assunto, tenho por obrigação lembrá-lo (a) de que seria melhor fazer da maneira combinada, etc. etc.”.
Diz São Tomás de Aquino:
“Agimos com raiva principalmente contra aqueles que julgamos estar nos prejudicando de livre vontade”. Se tirarmos de nossa mente o pré-julgamento (=preconceito), se acharmos que a pessoa não está fazendo aquilo por maldade, apenas por ignorância ou falta de capacidade, não ficaremos com raiva dela e a perdoaremos facilmente.
Será que nós ficamos com ódio, ou condenamos ao inferno os nossos próprios filhos, quando eles fazem algo de errado? É porque sempre achamos que eles fizeram isto ou aquilo por criancice e nunca por pura maldade! Nós nos propomos, então, a educá-los para que eles nunca mais façam aquilo de maneira errada.
Ora, por que não agirmos dessa mesma maneira na comunidade? Seríamos todos felizes, viveríamos todos em paz e caminharíamos para uma sociedade melhor, mais santa.
“Bem-aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia” ( Mt 5,7)
Tenho visto muitas pessoas bem-intencionadas fazerem de seu apostolado um martírio infrutífero. O motivo é bem simples: agem sozinhos, com as próprias “forças”. Coloquei entre aspas porque nossas forças, sem Deus, são fraquezas! Trabalham como doidos, mas colhem poucos frutos: não comem, não descansam, não têm sossego, acabam ficando estressados ou histéricos, pedantes, críticos, antipáticos, acabam não tratando bem os outros, e quase não aproveitam o que fazem.
Conheci uma pessoa, por exemplo, que na maior boa intenção, fazia uma reunião por zelo, mas escrevia outras coisas, para “adiantar os outros compromissos”, e acabava nem aproveitando esta, nem escrevendo bem o que preparava. Essa pessoa dizia: “Não posso desperdiçar o tempo”, quando eu lhe falava sobre isso.
E uma outra pessoa que, quando eu o visitava, sempre continuava a escrever e a preparar isto ou aquilo, como quem diz: “Você está fazendo com que eu perca meu precioso tempo! Enquanto estamos conversando, deixa-me adiantar um outro serviço”.
Quando abrimos nosso coração para Deus, como vimos na parte que fala sobre a oração, acabamos encontrando tempo para todas as outras coisas e, principalmente, para o irmão. Precisamos aprender a confiar na presença de Deus em nossa vida! Somos apenas instrumentos (e tão frágeis!) em suas mãos misericordiosas. Nada mais do que isso! Trabalhemos o quanto pudermos, mas nos lembremos de que o resultado é Deus quem provê! Lembremo-nos sempre do salmo 126 (127),2: “É inútil que madrugueis e que atraseis o vosso deitar, para comer o pão com duros trabalhos: ao seu amado, Deus o dá enquanto dorme!”.
E outros textos:
Mateus 6,25.33: “Por isso vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida quanto ao que haveis de comer, nem com o vosso corpo quanto ao que haveis de vestir”. “Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas!”;
João 15,5-6a: “Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim e eu nele produz muito fruto; porque, sem mim, nada podeis fazer. Se alguém não permanece em mim, é lançado fora, como o ramo, e seca”.
Quando confiamos em Deus e buscamos o seu auxílio por meio de uma oração constante e prolongada, sentimos maior certeza naquilo que fazemos e tudo vai caminhando em direção a seu reino de amor.
Quem põe sua confiança em Deus, vive na paz. Faz tudo com paciência, atende bem as pessoas, não se desespera nem se afoba, pois sabe que é Deus que dirige seus passos. Se é acusado de alguma coisa, não se aborrece, pois sabe que Deus está vendo sua inocência. Se precisa organizar algum trabalho, organiza-o, mas coloca sua execução nas mãos de Deus. Prioriza o contacto fraterno com os irmãos, com as pessoas em geral, pois sabe que vai ser o instrumento nas mãos de Deus. Eu tenho um lema comigo. Não sei se está correto, mas gosto dele: “Não faça de qualquer jeito hoje, o que você poderá fazer melhor amanhã”.
Trabalhar dando prioridade mais à ação de Deus que a sua própria ação, é ir cumprindo as tarefas que nos cabe com muita calma e tranquilidade, sabendo que o resultado sempre será positivo, pois a mão de Deus está guiando a nossa.
Diz S. Paulo em 1ª Coríntios 3,6-9: “Eu plantei, Apolo (nome de um atuante na comunidade) regou, mas era Deus quem fazia crescer, Assim, aquele que planta, nada é; aquele que rega nada é; mas importa tão somente Deus, que dá o crescimento. Aquele que planta e aquele que rega são iguais entre si; mas cada um receberá seu próprio salário, segundo a medida do seu trabalho. Nós somos cooperadores de Deus e vós sois a seara de Deus, o edifício de Deus”.
Temos confiança em Deus quando deixamos que Ele oriente e participe de nossa vida, quando deixamos que Ele nos ame. Diz o missal cotidiano, comentando o capítulo 15 de S. João, que amar a Deus não é tanto amá-lo, mas deixar-se amar por Ele; deixar que Ele nos ame.
Ser generoso é ser pobre em espírito, é ser puro de coração (Mt 5,3,8). Muitas pessoas acabam se perdendo e fazendo empobrecer espiritualmente a comunidade por causa da ganância e do “pão-durismo”.
Recebemos de Deus na medida em que damos aos outros. Deus partilhou e partilha conosco seus bens, sua vida, e quer que nós façamos o mesmo com os demais.
É incrível como muitas pessoas não percebem isso! Fecham-se em si mesmas, como se fossem ilhas, não partilham nada com ninguém, e ainda querem ser felizes!
Eu aprendi isso em casa, com meus pais. Eles sempre partilharam, sempre foram abençoados por Deus.
Algumas pessoas da comunidade chegam a provocar brigas violentas por causa do dinheiro. E nem mencionemos pessoas que às vezes lesam as comunidades com roubos do dinheiro da caixa! Ou mesmo das festas! Não percebem que serão sempre infelizes. Não confiam na Providência Divina.
Nas igrejas, muitas vezes, vemos preocupação exagerada com a parte financeira. O importante, muitas vezes, não é a convivência fraterna, mas a arrecadação financeira. Muitos adultos vivem brigando com os jovens porque, com suas brincadeiras, estão “destruindo o prédio”. Preocupam-se em conservar o prédio limpo, mesmo que com isso prejudiquem a convivência com as pessoas que se reúnem nesse prédio.
Mateus 6,33: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas (alimento, vestuário)serão acrescentadas.
Quanto aos pobres, há muito o que dizer, mas acho que muitos já falaram deles! É um trabalho muito difícil e muitas vezes frustrante. Muitos pobres foram educados naquela vida e acham que Deus lhes proverá tudo, o que é uma atitude contrária à que mencionamos no capítulo anterior. Precisamos trabalhar, fazermos o que pudermos, para que Deus nos ajude. O problema desses pobres é, portanto, cultural: já vêm de famílias ajudadas pela igreja ou por outros organismos, e não se preocupam em melhorar a própria vida.
Eu conheci muitas pessoas necessitadas que pagaram com a ingratidão a ajuda recebida. Não desanimei, não desisti. Só que agora ajudo de forma diferente, exigindo também que a pessoa mude seu caminhar, mude sua trajetória e seus valores. Eu exijo mais das pessoas ajudadas que naqueles anos 90. Muitas vezes ajudar não é dar, mas tirar. Aos viciados, por exemplo, é tirar o que lhes causa o vício, ou melhor, ensiná-los a tirar aquilo de suas vidas. Aos que foram mal-educados, ajudar é tirar as manhas e tantas coisas supérfluas que infernizam suas vidas.
Perdoar é algo diferente do que muitos pensam! Perdoar não é “deixar para lá”. Perdoar é tirar as mágoas do coração, mas isso não implica em exigirmos a conversão e a reparação da pessoa aos malefícios que causou. Dou um exemplo: uma senhora tinha uma filha que foi assassinada. Ela denunciou o assassino, que foi preso, mas era a única visita que esse assassino recebia na prisão. Ela perdoou o rapaz de ter assassinado sua filha, mas o colocou na prisão, para pensar um pouco na besteira que fizera. E o rapaz se converteu, mudou de vida, levado pelo testemunho maravilhoso de perdão dado por essa senhora.
Aos casais, por exemplo, perdoar não é necessariamente continuar vivendo juntos. Muitas vezes essa convivência é praticamente impossível, e, mesmo perdoando-se mutuamente, eles podem perceber que viverem separados é a melhor atitude a tomar. Ninguém é obrigado a viver com outra pessoa, se isso só lhe trouxer aborrecimentos.
Outro ponto a refletir, nesse assunto, é a sociedade injusta e elitista em que vivemos. Os pobres têm pouca chance, ou até nenhuma. Há o ditado: “Não dar o peixe, mas ensinar a pescar”. Entretanto, D. Ana Flora Andersen e o Frei Gorgulho, meus professores, sempre diziam: “De que adianta ensinar a pescar se o rio está poluído?” Ou seja: não é necessário só ensinar a pescar, mas também a despoluir o rio, ou seja, pleitear mudanças sociais radicais, a fim de que os pobres e abandonados sejam acolhidos, tenham vez na sociedade, progridam em todos os sentidos.
Jesus entrou na casa de Marta, Maria e Lázaro. Enquanto Maria acolhia o mestre, Marta se preocupava com o trabalho doméstico. Jesus, então, chamou a atenção de Marta com estas palavras: “Marta, Marta, tu te inquietas e te agitas por muitas coisas; no entanto, pouca coisa é necessária, até mesmo uma só: Maria, com efeito, acolheu a melhor parte, que não lhe será tirada". Lucas 10,38-42.
Não devemos entender o texto no sentido de que devemos passar o dia todo rezando, mas que “poucas coisas são necessárias “para uma refeição, mas “uma só” é realmente necessária, que é acolher Jesus em nossa vida. Quando acolhemos alguém em nossa casa, atendamos bem essa pessoa.! Se estivermos fazendo algo importante e que não podemos deixar para depois, expliquemos isso à pessoa, mas atendamo-la pelo tempo que pudermos, e marquemos um outro encontro para outra hora ou dia em que ela possa ser atendida de modo melhor.
Serviço sempre haverá para ser feito, mas aquela pessoa está querendo uma palavrinha nossa, ou mesmo quer se desabafar, e talvez tenha só aquele instante! Quantas pessoas desistiram do suicídio, ou de besteiras assim, depois de um bom atendimento, de uma boa conversa!
Lembro-me de dois casos: o primeiro é de uma pessoa que estava já com a arma preparada para atirar na própria cabeça. Ligou o rádio para que o tiro não fosse escutado fora da casa, e estava tocando a música cantada pelo Raul Seixas: “Tente outra vez”. As palavras lhe calaram fundo no coração e ele desistiu de cometer suicídio. Como o cantor já havia morrido, ele entrou em contato com um parente deste, e contou o ocorrido.
O segundo, aconteceu comigo: Eu estava com minha namorada num baile realizado à tarde e, junto a um aluno que também estava com sua namorada, fomos levá-las ao ponto de ônibus (eram os anos 60 e nenhum de nós tinha carro). Na volta (ele morava perto de casa), ele foi aos poucos revelando seus problemas. Nunca me havia falado sobre eles. (Lembro que eu era jovem e ainda não tinha entrado no seminário).
Eu achava que ele não tinha problema algum, pois era O MAIS ALEGRE DA CLASSE. Em resumo: já estava com uma arma no bolso, para cometer suicídio. Falou, então, sobre seus problemas, que envolviam o pai e uma de suas irmãs. Eu conversei com ele várias horas, e ele acabou desistindo. Rezei muito por ele naquele dia, e pedi que minha mãe também rezasse. Ele se casou com essa mesma garota, e morreu de “bicho de cabeça” aos 38 anos de idade, vinte anos, portanto, depois dessa crise, e teve um casal de filhos, que hoje devem ter seus 30 anos.
Na comunidade, o acolhimento é mais importante ainda. Há pessoas que se tornam crentes ou protestantes por causa da diferença de atendimento entre as nossas comunidades e as deles!
Certos tipos de pessoas, como por exemplo os amasiados, têm o direito de serem bem atendidos na igreja. Não podem participar da Eucaristia, mas Jesus Cristo quer que a Sua mensagem de salvação seja dirigida também a eles.
Não há motivo algum para se atender mal às pessoas no meio paroquial. Não há desculpas! Mesmo quando temos que dar uma resposta negativa, pelo menos devem sair dali com a satisfação de terem sido bem atendidos. E não tenhamos preguiça de dar as explicações necessárias. Eu me arrependo muito das vezes em que não tratei bem as pessoas que me perguntavam coisas que eu achava que elas deveriam saber, como, por exemplo, horários de missas.
Um deles, a quem a secretária atendeu bem, me disse: “Como é difícil encontrar secretários bem-educados na Igreja Católica! Obrigado por você ter-me atendido bem! Eu sou de outra cidade, meus parentes daqui não vão à missa e eu não queria perdê-la! É por isso que estou perguntando o horário. Eu não perco a missa lá na minha cidade! E vejo que muitos dos que atendem o povo deveriam também mudar de vida, atender bem a todos quantos os procurarem
Esse acolhimento é o ponto forte das outras religiões e seitas. Com isso, eles têm granjeado às suas fileiras um bom número de católicos. “Sede hospitaleiros uns para com os outros, sem murmurar” 1ª Pedro 4,9. Tenho a certeza de que se atendermos bem às pessoas, Deus também encontrará muito tempo para nos atender.
O pior defeito de um líder, de um dirigente, ou de pessoas que coordenam algum grupo ou serviço, é ficarem “donos” daquilo, e não abrirem mão para a participação dos demais. São os “donos de igreja”, que só causam aborrecimentos ao padre e aos demais paroquianos.
Acham que só eles trabalham, mas quando alguém se oferece para fazer o tal serviço, dizem que não é preciso. Criticam o que os outros fazem: só ele é que faz direito o trabalho. Às vezes, pegam vários trabalhos, dominando a comunidade.
Eu pessoalmente tive muitas dores de cabeça com essas e esses “abnegados” católicos que querem fazer tudo, atravancam o andamento da comunidade e não permitem que os outros tomem os seus lugares. São às vezes ciumentos e possessivos.
É preciso, caros amigos leitores, que façamos tudo de modo coparticipado, ou seja, lembremo-nos sempre que somos apenas UMA pessoa em meio a outras, que como nós, estão querendo dar suas contribuições para o crescimento do Reino de Deus.
Vamos sentir necessidade dos outros no trabalho pastoral! Planejemos nossos trabalhos com eles! Esperemos quando vemos que alguns não estão acompanhando o ritmo de trabalho. É melhor demorarmos um pouco mais na caminhada do que caminhar sozinhos!
Na bíblia há vários trechos que sugerem o trabalho comunitário coparticipado. Posso lembrar, por exemplo, Atos 2,44-46:
“Todos os que tinham abraçado a fé reuniam-se e punham tudo em comum: vendiam suas propriedades e bens, e dividiam-nos entre todos, segundo as necessidades de cada um. Dia após dia, unânimes, mostravam-se assíduos no Templo e partiam o pão pelas casas, tomando o alimento com alegria e simplicidade de coração”.
Apocalipse 2,2: Conheço (A Igreja em Éfeso) tua conduta, tua fadiga e tua perseverança: sei que não podes suportar os malvados: pusestes à prova os que se diziam apóstolos – e não o são – e os descobriste mentirosos”
Atos 8,18-19: “Quando Simão (o mago) viu que o Espírito Santo era dado pela imposição das mãos dos apóstolos, ofereceu-lhes dinheiro, dizendo: 'dai-me também a mim este poder, para que receba o Espírito Santo todo aquele a quem eu impuser as mãos!'”.
Quantas pessoas por aí que dominam as comunidades com seu individualismo não estariam prontas a oferecer dinheiro para obterem poderes especiais! Assim, poderiam controlar mais ainda a situação!
Infelizmente, muitos desses donos e donas de igrejas não se tocam e não se convertem. Sempre dizem que não são assim como a gente diz, que nós os perseguimos só porque trabalham muito pela Igreja, e coisas desse tipo. Seria interessante se mudassem sua conduta e se convertessem, que aprendessem a trabalhar na base da partilha, da coparticipação, do trabalho em comum, em grupo, numa fraternidade desejada por Jesus Cristo: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, aí estarei”.
Os “redentores”, como chamo aqui ironicamente, são aqueles que, a despeito de Jesus, do Papa, do Bispo, do Pároco, querem salvar os outros paroquianos a qualquer custo, mesmo que tenham de pisar em todos eles.
Quando há algo errado na paróquia ou na comunidade, lá vai o “redentor” tomar as dores deste ou daquele e vai tomar satisfações com a outra parte acusada. São essas pessoas que querem resolver todos os problemas da paróquia sem o padre, que é o representante do bispo ali, e tem uma visão mais completa da comunidade, e por esses dois motivos, resolveria melhor o problema, informando-se ou consultando sobre o assunto.
Os “redentores” acabam sendo o segundo pároco da paróquia, e sem provisão, autoridade e carisma para isso. Acabam sendo antipatizados por todos, e atravancam o caminhar de todos. O motivo principal é o fato de que o pároco quase nunca fica sabendo das falhas que o “redentor” procura encobrir, para não “perturbar” o padre. Na verdade, não é para não perturbar o padre que cobrem as falhas, mas sim, para poderem eles mesmos resolverem o tal ou qual problema.
COMO DEIXAR ESSA MANIA
1- Quando surgir um problema, colocá-lo no Conselho Paroquial. Até lá, não tomar providência alguma, se não for de nossa alçada.
2- Se a coisa for urgente, conversar em particular com o padre, mas ser o mais imparcial possível.
3- Lembrar-se de que não temos responsabilidade sobre o tal problema e que não temos autoridade para resolvê-lo, e muito menos a visão global necessária para isso.
4- Se a encarregada de abrir as janelas no horário de terminada missa, por exemplo, não fez isso, ofereça-se ao padre ou ao responsável por esse tipo de problemas para abri-las. Não as abra sem pedir permissão. Depois comente o assunto no conselho paroquial ou comunitário, se for o caso.
5- Precisamos aprender a confiar mais em Deus. Ele vê tudo e tem a todos nós sob a sua proteção. Não interfiramos na vida dos outros, se não formos convidados para isso. Deus age assim! Como Ele exigiria de nós outra coisa? Ele nos dá inspirações de ação, mas não entra em nossa vida sem nosso conhecimento. Faça a mesma coisa, ou seja, só interfira na vida dos outros QUANDO FOR SOLICITADO, ou com o seu testemunho de vida.
Pode acontecer também que as pessoas peçam muitas coisas para fazermos por não estarem muito “a fim” de fazê-las e estão aproveitando de nossa boa vontade. A comunidade só será eclesial, ou seja, de Igreja, se caminhar em conjunto, e não com apenas 01 ou 02 pessoas trabalhando e o resto fazendo nada.
ORIENTAÇÃO DE HIGIENE E SAÚDE
O(a) orientador (a) deve levar em consideração que a criança ou o adolescente ainda não tem muita estrutura para discutir os problemas sérios decorrentes da má administração dos organismos que atendem a saúde pública. Por exemplo, essas verbas que nunca bastam, quando metade dela não fica pelo caminho. Também o fato do mau atendimento por parte de pessoas estressadas que têm que atender muito mais pessoas do que seria viável nos postos e hospitais.
Eu proponho que você oriente os jovenzinhos a cuidarem da própria saúde e colaborarem para a saúde pública do modo que puderem, principalmente conservando-se numa vida de higiene, de limpeza, na alimentação, de um cuidado especial em tudo o que faz.
Em seguida a estas orientações, você poderia mostrar, sim, todos os problemas do mau atendimento da saúde para o nosso povo simples, na maioria dos lugares. Diga com palavras simples, às crianças, que não está certo o modo tão injusto como nosso povo é tratado. A saúde é um dever do Estado (do governo) e um DIREITO do cidadão.
Mesmo levando em consideração os grandes roubos e da má administração das verbas destinadas à saúde, temos, mesmo assim, pouco interesse no atendimento das pessoas, sobretudo das mais necessitadas. Muitas pessoas continuam morrendo simplesmente por falta de atendimento. Nesse assunto os ricos levam vantagem.
Acho que tanto as crianças, como principalmente os adolescentes, devem conhecer esse problema: Não é uma esmola que o governo dá quando atende gratuitamente, mas é um repasse de verbas arrecadadas pelos tremendos e pesados impostos que todos pagamos, mesmo ao comprar uma só bala. Todos, sem distinção, ricos e pobres, pagamos os impostos embutidos em tudo o que compramos. Diga isso às crianças! Nós temos o DIREITO de sermos atendidos gratuitamente e bem atendidos. Não estamos recebendo, com isso, uma esmola ou um favor. É UMA OBRIGAÇÃO DO GOVERNO.
Agora veja, aqui, uma relação de tudo o que podemos fazer no dia a dia para melhorar nossas condições de vida e de saúde, enquanto não somos bem atendidos. Isso que vou dizer é fácil de se observar, e muitas doenças provêm do fato de que não observamos esses cuidados mínimos:
1- A escovação correta dos dentes
2- O lavar as mãos após pegar qualquer coisa e depois do banheiro
3- Não andar descalço, mas quando fizer isso, lavar os pés logo que chegar em casa. Explicar que existe muitos organismos vivos nocivos à saúde que nós não vemos, mas estão lá.
4- Mastigar bem antes da alimentação.
5- Atender o que os pais dizem quanto a uma alimentação mais sadia. Nem tudo o que é gostoso é bom para o crescimento e para a saúde em geral, principalmente quando se é criança ou adolescente. As verduras, legumes e frutas não devem ser dispensados nunca. Se preciso for, pode-se aprender a fazer uma horta no fundo de casa. Isso até os mais pobres poderiam fazer.
6- Nunca jogar lixo na rua ou em qualquer lugar que não seja a lixeira. Preservar os rios, as fontes, os lugares em que existe mata etc.
7- Não deixar água parada em nenhum lugar, para que não prolifere o mosquito da dengue.
8- Não exagerar na alimentação. Comer demais nunca fez bem à saúde. Os santos que comiam pouco para fazerem penitência, são os que morreram mais idosos. Tomar muito cuidado com refrigerantes e alimentos gordurosos, como esses de saquinho (e das lanchonetes famosas), que a longo prazo, acabam com nossa saúde. Maneirar os doces. Muito doce estraga os dentes e pode provocar outras doenças.
9- Lembrá-los de que muitas doenças que aparecem na fase adulta provêm de maus hábitos na infância e adolescência.
10- O sol faz bem só de manhã e a tardezinha. Fora desse horário, faz mal à saúde, a não ser que seja por uns dez minutos, para adquirir a vitamina D.
11- Há pessoas que quase não bebem água. A água é muito necessária para nossa vida. Não a substituir por refrigerantes, que podem ser bebidos, sim, mas só de vez em quando.
12- O exercício físico faz parte de nossa vida. Quem não tem tempo ou não gosta muito de fazer ginástica, invente algo que goste, como natação ou caminhadas. A boa saúde se baseia, entre outras coisas, nesse costume regular de se caminhar ou de se fazer algum exercício físico. Mas tome cuidado para não exagerar nisso também. Há pessoas que se viciam na malhação, que, feita de modo exagerado, só prejudica.
13- Fumar, usar drogas, nem pensar!
Esse foi o lema da Campanha da Fraternidade de 1994. Vamos aqui dar apenas algumas dicas de um melhor entrosamento entre as pessoas da família.
1- Você é considerado do “sexo forte”, mas não tenha muitas pretensões. A mulher é muito mais forte do que nós em muitas coisas, e também mais independente.
2- Não cometa abusos em relação à sua força física; respeite a fragilidade feminina.
3- Não pense que só porque você trabalha, pode fazer os outros da casa de bobos da corte, ou de escravos seus.
4- Você pode achar que é o chefe da casa, mas participe da família em condições de igualdade com os demais: você contribui com seus dotes masculinos, na mesma proporção em que a sua mulher contribui com os dotes femininos dela.
5- Dê valor ao trabalho de sua esposa. Se ela for dona de casa, dê-lhe algum domingo ou um dia de semana de folga. Você pode fazer isso levando a família a almoçar fora, ou você mesmo fazendo o almoço. Peça que os filhos o ajudem. Vai ver como é divertido (embora o almoço possa não sair assim tão apetitoso...
6- Se você confiar em sua esposa e permitir que ela trabalhe fora, confie plenamente nela. Não fique demonstrando aqueles ciuminhos infantis.
7- Respeite sua esposa quando ela não estiver muito disposta para um relacionamento mais profundo.
8- Não a traia de modo algum.
9- Se ela deu alguma ordem aos filhos, não a contrarie em frente deles! Converse com ela depois, em particular. O método mais fácil para deseducar os filhos é contrariar a esposa em frente deles.
10- Ser infiel não é só sair com outra: é também ficar todos os dias, após o serviço, ou nos domingos, no bar, no esporte, sozinho, sem a família. Você também às vezes corre o risco de trair sua esposa com uma loira: a cerveja!
11- Quando estiver nervoso, não tente resolver nenhum problema ou tomar nenhuma resolução: deixe tudo em suspenso e saia um pouco, ou ligue a TV, ou vá pentear macacos, mas não decida nada. Deixe a razão e a calma voltarem, e tudo será resolvido a contento.
12- Não bata em seus filhos e nem seja “cricri” com eles. Busque o diálogo. Seja enérgico quando você tiver que impor as suas decisões, mas sem gritar. Mostre sua autoridade na calma e na firmeza, e não na histeria. Se seu filho (a) fez algo errado, chame-lhe a atenção, mostrando onde e porque errou. Mostre-lhe as consequências de seus atos. Bater nunca resolve, além de deixar seus filhos com ódio de você. Não bater não significa ser um “pamonha”: tenha sempre a situação nas mãos.
13 -A oração, não só a particular, mas também a familiar, são muito importantes e nunca devem ser deixadas de lado.
1- Não use artimanhas e chantagem afetiva para ser atendida. Eles vão acabar percebendo isso. Seja simplesmente sincera e mostre aos outros da família o seu valor de esposa e mãe.
2- Respeite o jeitão de seu esposo. Procure conhecê-lo. Procure conhecer a psicologia masculina. Por exemplo: Você sabe que nós, homens, não gostamos de falar nada quando chegamos do serviço o de qualquer lugar? Evite perguntas, a não ser que seu esposo tome a iniciativa de manter uma conversa com você. Não insista em saber como foi o dia dele. Contente-se com o seu “Foi bom!” Mais tarde, tenho certeza de que ele mesmo contará a você o que aconteceu e se ele não fizer isso, aí, sim, você pergunta.
3- Faça com que ele participe das decisões, mesmo quando for ideia sua. Faça com que ele participe e se torne ideia dele também.
4- Nunca chame a atenção dele diante dos outros, ou das crianças. Esse é o maior erro das mulheres nas famílias que já conheci.
5- Não o contrarie diante das crianças. Se você não gostou da ordem que ele lhes deu, converse depois, em particular, com ele, sobre o assunto.
6- Deixe que seus esposos e filhos sintam-se bem em casa. Não seja exagerada na limpeza. Esse é o motivo pelo qual muitos maridos passam nos bares e nos jogos as suas horas livres: as esposas têm mania de limpeza. Se o esposo não pode ficar à vontade na sua própria casa, onde mais ficará? Por aí!
7- Confie em seu marido e não sinta aqueles ciúmes exagerados. Lembre-se de que se ele quiser traí-la, ele a trairá e você nunca o saberá, ou no mínimo demorará para saber.
8- Esteja sempre bonita para ele. Não descuide de sua aparência e sua beleza. Nós homens somos muito bobos nesse ponto e sentimos muita atração por mulheres bem arrumadas e femininas. Termine o serviço antes que ele chegue, e receba-o bonitona e cheirosa.
9- Se possível, procure tomar conhecimento de algum modo do serviço dele, ou pelo menos, no assunto que ele gosta. Ele sentirá muito prazer em discutir com você os assuntos preferidos dele, mesmo que lhe sejam de opinião contrária. Você nem imagina como isso dá certo! Por exemplo: se ele for corintiano, seja palmeirense e conheça algumas coisas do palmeiras. Ele vai adorar discutir isso com você.
10- Pegue seu marido pelo estômago. Depois de mulher e de futebol, o homem gosta de comer bem. Mas não exagere! Se você começar a fazer só o que ele gosta, vai acabar enjoando e seus filhos, assim como você, também têm os seus direitos de comerem o que gostam!
11- Uma coisa que eu nunca vou me esquecer, e que você pode muito bem fazer, é o que uma empregada minha, D. Dalila, fazia: muitas vezes eu estava atarefado corrigindo provas de alunos, fazendo a contabilidade da paróquia, e ela aparecia com uma xícara de café bem quentinho, feito na hora. Como isso me fazia bem! Já vão lá trinta e poucos anos, e não me esqueço disso! Faça isso com seu esposo, ou mesmo com algum dos filhos que estão estudando!
12- Não vou entrar em detalhes neste próximo assunto, pois é muito delicado. Espero que você entenda: o calor humano que seu esposo não encontrar em você, no relacionamento íntimo, vai ser tentado a procurar fora de casa. O homem gosta de muito carinho.
13- Se você é uma dona de casa, reserve um tempo só para você! Vá a uma igreja, ou isole-se em seu quarto, naquela hora em que seus filhos menores estão dormindo, e reze, medite, fique em silêncio absoluto, encontre-se com Deus! Reze um terço, ou leia um trecho da Bíblia! Em nosso site temos as orações com salmos das 9, 12 e 15 horas, com linguagem na primeira pessoa, que torna a oração individual mais gostosa. Reze-a!
14- Lembre-se do carinho e da dependência que seus filhos, principalmente os do sexo masculino, têm em relação a você. Dê-lhes carinho, mas nunca deixando de ser enérgica quando necessário. Quanto às suas filhas, seja amiga delas, mas esteja preparada: elas vão gostar mais do pai. É natural que isso aconteça. Não é culpa sua! Não faça competição com elas pela atenção do seu esposo! Seja aliada a elas. Não mostre ciúmes pela atenção que seu esposo lhes dá.
1- Lembre-se de que você foi gerado(a) por seus pais por amor. Haja o que houver, saiba que eles o (a) amam mais do que tudo na vida. Nunca eles vão deixar de ser seus pais. Nunca vão fazer qualquer coisa que seja para o seu mal, mesmo que pareça ser assim. Tudo o que eles fizerem, fazem pensando no seu bem, mesmo que às vezes estejam fazendo a coisa errada!
2- Até a maioridade, você é obrigado(a) a obedecê-los. Por que não fazer isso com amor? Muitas coisas que eles lhe dizem são coisas que eles viveram. Se percebem o perigo que você corre, acredite neles! A vida nos dá uma experiência que vocês ainda não adquiriram!
3- Pode ser que em alguma orientação que eles lhe derem, algo pareça estar errado. Dialogue gentilmente com eles, fazendo-lhes ver que aquela orientação talvez esteja errada. Peça-lhes que consulte algum amigo sobre o assunto. Se seus pais forem do tipo teimoso, paciência! Faça o que puder. Pelo menos, não os desacate. Se você ouvi-los, vai evitar muitas coisas más para sua vida.
4- Às vezes você tem vontade de deixar sua casa e ir se aventurar por aí. Veja bem: esse desejo é natural nos jovens. Mas há alguns problemas: pode ser que você esteja querendo fugir dos problemas. Aí, a sua saída será uma fuga e não uma solução. Sabe por quê? Porque você vai levar você consigo mesmo. Não é possível deixar a parte má da gente em casa e ir só com a parte boa! Aonde você for, os problemas irão junto, principalmente na parte em que você era o responsável.
Outro problema é que você pode se achar preparado(a) para aventurar-se por aí, mas nem sempre está. Consulte os adultos que você conhece e que o (a) conhece. Eles conhecem melhor você de modo mais imparcial e poderão saber se você está ou não preparado(a) para sair de casa.
Outro ainda: Só saia de casa se tiver alguma coisa concreta em vista na cidade para onde vai. Eu saí de casa aos 16 anos, mas para estudar num lugar muito bom. Voltei aos 18 e aos 19 me aventurei em S. Paulo, mas já com emprego definido e uma pensão excelente para morar. Meus pais aprovaram tudo isso que fiz, e me abençoaram. Deu tudo certo e eu atendi ao meu sonho de morar sozinho, às minhas próprias custas. Então, acredite: eu sei do que estou falando. Não é fácil, atualmente, fazer uma coisa dessas.
Sair de casa foi, na verdade, a melhor coisa que me aconteceu. Se eu tivesse ficado, não sei o que seria de minha parte pessoal, pois era muito tímido, bobão, medroso. Nessa minha saída, eu “deslanchei” e passei a saber gerenciar melhor as coisas e a mim mesmo. Muitas coisas que ocorreram na minha vida adulta, não foram culpa minha, e infelizmente tive que pagar pelo erro e maldade dos outros. Se eu não tivesse me preparado bem na juventude, inclusive com essa aventura abençoada por meus pais, eu não aguentaria tudo o que estou tendo que aguentar atualmente.
5- Aprenda a controlar e a vencer os problemas aqui e agora, sejam eles quais forem. Não coloque condições. Não diga “Se”. “Se isto fosse assim, eu faria isto; se aquilo fosse assim, eu faria aquilo...” Resolva o caso agora, do jeitão que ele é, sem mudar nada. É aqui e agora que você deve mudar a situação, vencer o problema, executar os seus bons propósitos. Lutando assim, você sempre estará preparado para viver qualquer situação.
6- Procure o grupo de jovens de sua paróquia e se entrose nele! Lá, você participará de muitas conversas sobre seus problemas juvenis. E, o mais importante, encontrará Jesus Cristo em sua vida. E depois que encontrá-lo, ele nunca mais vai deixar você em paz: vai ficar sempre “no seu pé”. E como isso vai ser bom!
7- Os jovens, hoje, sofrem muitas más influências de fora: propagandas, TV, revistas, modismos etc. Essas propagandas são baseadas no que a gente chama de hedonismo, ou seja: busca do prazer pelo simples prazer. Isso é mau! O prazer foi colocado por Deus nas coisas aqui da terra tendo em vista nosso trabalho pelo seu Reino de Amor. Assim, o prazer da comida e da bebida, por exemplo, estão ligados à manutenção da vida, assim como o prazer sexual está ligado à procriação da espécie, e o prazer do lazer está ligado ao descanso necessário. E assim por diante.
Se você tirar o objetivo para o qual determinado prazer foi criado por Deus, muda seu direcionamento e se perde, fica sem objetivo, E isso vai lhe trazer angústia e insatisfação, e você vai querer praticá-lo cada vez mais, para saciar-se, mas não vai saciar-se como pensava, principalmente porque você o desvinculou de sua meta. É aí que as propagandas entram: desvirtuando aquele prazer, sabem que você vai gastar muito dinheiro para mantê-lo e que você não vai se satisfazer. Portanto, nós somos uma mina de ouro para os fabricantes.
8- Enfim, seja consciente de suas atitudes. Não seja “Maria vai com as outras”. Se for seguir alguém, não siga esses idiotas que lhe querem perder, mas siga Jesus Cristo. Tenho certeza de que você nunca vai se arrepender, nunca vai “ficar na mão”.
Se quisermos ser cristãos conscientes, nunca devemos deixar de estudar. Deixamos o estudo acadêmico, em escolas, mas temos muitas outras fontes de aperfeiçoamento do estudo bíblico, catequético, estudos das diversas ciências etc. Se você for jovem, complete seus estudos escolares, aprenda a ler, pois o que muitos jovens fazem é soletrar ou gaguejar a leitura, como a gente ouve tanto nas Missas. As pessoas se atrapalham ao ler coisas simples!
Estude bem a bíblia, a doutrina da Igreja. Neste site você encontra muita coisa para estudar e aprender em relação a Jesus Cristo e à Igreja. Se tiver condição financeira, assine alguma dessas revistas mensais! Vale a pena! Seria bom assinar uma religiosa e uma de notícias e artigos em geral.
É uma obrigação nossa desenvolvermos a capacidade de nosso corpo e de nossa alma pelo estudo constante, a fim de que Jesus Cristo tenha um material melhor em suas mãos, para santificar a comunidade e conduzi-la à realização plena do Reino de Deus.
Quanto à instrução pela televisão, tenha muito cuidado com o que vê. Não se atenha a fatos ridículos da vida mostrados por alguns canais. Siga principalmente os cursos de supletivo de primeiro e segundo graus. Se há programas maus na televisão é porque muitos gostam e dão “Ibope”! Um programa só continua no ar se é visto por um número mínimo e determinado de pessoas. Aprenda a boicotar os maus programas e a favorecer os bons. As novelas, por exemplo, são um desastre! São uma contracultura!
Se nós pararmos com os estudos, regrediremos, voltaremos para trás.
Com o estudo, aprendamos também os bons modos, a nos portar na sociedade, nas casas dos outros, na escola, nas reuniões, na natureza (não a emporcalhando nem a destruindo), e em todos os lugares. Façamos sempre nossa higiene pessoal com muito esmero. Faça um exame de consciência para perceber o que você ainda está fazendo de errado no relacionamento com outras pessoas.
Com o estudo, também, dedique uma parte de sua vida para a economia, para saber controlar seus gastos, fugir de gastar com coisas supérfluas.
Estas orientações são para todos nós, inclusive para mim. Muitas delas eu só consegui superar ou praticar depois de "apanhar" muito na vida. Só Deus sabe tudo o que tive que enfrentar para deixar várias dessas manias. Eu procurei aproveitar os percalços que Deus me permitiu para enfrentar a estrada com coragem, fé e confiança absoluta em Deus.
Acho que a principal atitude nossa é nunca desanimar. Isso é muito importante. Uma outra é pedir sempre a graça de Deus, não querer fazer tudo sozinho. Fazer sozinho é a pior besteira em que podemos cair. Nós somos fracos e não podemos nada. Só Deus pode nos fazer santos e fortes. Por isso, a oração é muito importante. Cada problema que a vida nos colocar, seja tentação ou provação, devemos vencer com a ajuda de Deus, sempre e sempre. Eu só consegui superar muitas coisas agindo desse modo.
Mesmo sofrendo as consequências dos erros do passado, podemos recomeçar uma vida nova, talvez diferente daquela à que estávamos acostumados, mas que pode ser tão boa quanto.
1- Deus é Pai. Ele nos ama, tem-nos, todos em seu coração e sabe o que é bom para nós. Ele não nos desampara e sempre nos conduz, se o deixarmos.
2- Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como Deus nos ama.
3- Uma paróquia ou uma comunidade é uma obra de santificação. Assim, é feita por pessoas de boa vontade, mas pecadoras. É preciso muito amor, paciência e caridade cristã para que o amor de Deus surta efeito sobre ela.
4- A paróquia é conduzida pelo pároco, que é auxiliado pelo Conselho Paroquial Esse é o lugar para resolver as dúvidas e os problemas. O local certo não é nas fofocas da padaria, da feira, da cabeleireira, do barbeiro, dos bares, das esquinas. O pároco é o representante do bispo e de Jesus Cristo. Quando age de acordo com a Igreja, é o porta-voz de Deus para nós.
5- Agir contra o padre ou contra o bispo, quando falam em nome da Igreja e de Deus, não agrada a Jesus Cristo. Se estiver havendo algum problema grave, o diálogo é a melhor solução. Pode ser que, nessa “briga”, o padre ou o bispo é que estão com a razão, e só o tempo vai mostrar isso. Como ficaremos, então, se isso ocorrer? Se o padre ou o bispo não estiverem com razão, mas nós não conseguirmos captar a vontade de Deus para determinado caso, seguir as orientações dos superiores nos livra de qualquer culpa.
6- Deus é um Pai misericordioso. Sejamos misericordiosos também! Perdoemos as pessoas, que Deus também nos perdoará Diz Mt 6,14-15:
“Se perdoardes aos homens os seus delitos, também o vosso Pai Celeste vos perdoará. Mas se não perdoardes aos homens, o vosso Pai também não perdoará os vossos delitos”
É bobeira nossa ficarmos remoendo maus pensamentos em nosso coração contra esta ou aquela pessoa na comunidade. A coisa se resolve por si só, se usarmos misericórdia e caridade. Tenhamos, pois, confiança em Deus!