O catequista e os catequizandos fazem um círculo, estando todos sentados. A primeira pessoa à direita do(a) catequista diz o seu nome; a segunda pessoa fala o nome da primeira e o seu nome; a terceira pessoa fala o nome da segunda e o seu nome; a quarta pessoa fala o nome da terceira e o seu nome; a quinta pessoa fala o nome da quarta e o seu nome e assim sucessivamente até chegar ao catequista.
Essa dinâmica mostra que todos nós devemos conhecer bem, para poder nos amar. Deus nos conhece e nos ama. Ele nos conhece pelo nosso nome (Ap 2, 17b). Foi assim que Jesus e os apóstolos começaram a ter amizade, como em Jo 1, 39: "Então (Pedro e André) foram e viram onde (Jesus) morava e permaneceram com ele naquele dia".
Quando conhecemos pessoalmente alguém, deixamos de lado as fofocas e os preconceitos, temos melhores condições de gostar dessa pessoa como realmente ela é e não como os outros pensam que seja.
Em Jo 10, 14 Jesus diz: "Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas me conhecem". Quanto mais nos conhecemos, melhor podemos amar.
a) Para ler: Eclesiástico 6, 14 – 17
Um amigo bom e fiel vale mais que um tesouro
b) Para conversar
1. Você tem amigos(as)? Muitos ou poucos?
2. O que você acha mais importante numa amizade?
3. Quais são os defeitos que seus amigos(as) observam em sua pessoa? Você concorda ou discorda deles?
c) Para saber
Em Provérbios 18, 24b, lemos: "Há amigos mais queridos do que um irmão". Isso quer dizer que há irmãos que não são amigos! A amizade não acontece ao acaso. Para que duas pessoas sejam amigas, é preciso várias coisas:
- devem conhecer-se bem;
- uma deve respeitar a outra em seus próprios limites e capacidades, em seu modo de vida;
- sinceridade e honestidade em todas as ocasiões;
- devem ajudar-se mutuamente no crescimento pessoal, ou seja, estarem sempre à disposição para os desabafos e os problemas. Se for preciso, devem aconselhar-se nas dificuldades e nos defeitos que uma encontra na outra;
- não podem desprezar ou fazer pouco caso das demais pessoas que não partilham a mesma amizade;
- não devem aproveitar-se uma da outra.
Isso tudo também se aplica à amizade entre pais e filhos, esposo e esposa, irmão e irmã, colegas de trabalho etc.
Sem um entrosamento num círculo bem amplo de amizades, ninguém consegue crescer no amor e na partilha, não progride muito na vida.
d) Para viver
A verdadeira amizade leva até Deus e à prática do Evangelho. Assim sendo, aquela que leve ao pecado, ao vício, ao crime não é verdadeira amizade.
Quem vive sem amigos, isolado, acaba ficando triste, solitário, egoísta, angustiado, pão-duro, só pensa em si mesmo, vive com medo de tudo e de todos, vive inseguro, torna-se antipático.
A amizade verdadeira traz muita alegria às pessoas e confiança na vida. Quem tem verdadeiros amigos e tem também Jesus por amigo vence com facilidade os problemas da vida. Jesus é um amigo que nunca vai nos "deixar na mão".
e) Para fazer
Escreva num papel os nomes das pessoas de sua família, de sua classe, de sua rua, que ainda não são seus amigos, e faça um plano para que passem a ser.
f) Para rezar
Senhor Jesus Cristo,/que fizeste tantos amigos em vossa vida aqui na Terra,/ajudai-nos a ter amigos/ que nos auxiliem a melhor amar-vos./ Vós, que sois Deus com o Pai,/ na unidade do Espírito Santo. Amém.
a) Para ler: João 1, 45 - 48 e Provérbios 4, 10 - 27
b) Para conversar
1. Porque há coisas que você acha fácil de fazer e as outras pessoas acham difícil?
2. O que você faz com facilidade e o que faz com dificuldade?
3. É possível aprender a fazer bem o que achamos difícil?
c) Para saber
Todos nós nascemos com determinado temperamento, também conhecido como "gênio" e caráter. Uns são mais abertos, outros mais fechados, uns mais nervosos, outros mais pacíficos, uns mais apaixonados, outros mais frios etc.
Esses temperamentos trazem muitas características boas, mas também muitas imperfeições, que podem ser notadas já desde que somos crianças. Cabe aos pais e educadores ajudar as crianças e jovens a vencerem os defeitos de seus temperamentos e transformá-los em virtudes. Quando nem os pais e nem os educadores conseguiram essa façanha, cabe a nós mesmo nos transformar, corrigindo os defeitos de nosso temperamento e adquirindo as qualidades que não temos.
A pessoa que corrige seus defeitos, que procura adquirir as qualidades que não possui de nascença, torna-se o que chamamos de "pessoas de bom caráter". Caso contrário, chamamos de "pessoas de mau-caráter". Por exemplo, se você nasceu com o temperamento tipo São Pedro, nervoso, que age antes de pensar, deve tentar tornar-se mais paciente, mais cauteloso. Feito isso, terá adquirido um bom caráter. Outro exemplo: uma pessoa tímida por natureza, que conseguir libertar-se e tornar-se mais extrovertida, mais aberta, adquiriu um bom caráter.
Os santos que conhecemos conseguiram fazer justamente isso: transformaram os pecados e defeitos de seus pensamentos em santidade e virtudes de um bom caráter.
d) Para viver
Procure conhecer quais são as suas boas e más tendências. Depois, anote tudo o que você precisa para ser melhor: deixar os vícios, as manias, e muitas vezes o individualismo, para se transformar-se numa pessoas de bom caráter.
As renúncias e os sacrifícios feitos voluntariamente ajudam-nos a formar (e forjar) o nosso caráter. Exemplo: dormir sempre numa mesma hora, não muito tardia, não ficar muito tempo dormindo, procurar trabalhar sempre, aproveitar bem o tempo de estudo, ser humilde e aceitar as críticas que nos fazem, ser equilibrado na comida e na bebida, não ser "baderneiro", respeitar as pessoas, sejam elas mais velhas ou mais novas, respeitar a natureza, não destruindo nada, obedecer aos pais e superiores, manter uma vida de oração, procurar ser sempre amigo, curtir boas amizades etc.
e) Para fazer
Tente ver em que você é diferente de seus amigos. Tente descobrir em que eles já melhoraram em relação ao que eram quando crianças.
f) Para rezar
Senhor Deus,/ que tanto nos quereis bem,/ ajudai-nos a transformar nossas vidas,/ a fim de que construamos um bom caráter,/ a partir das armas do amor, da renúncia e da oração que vós nos concedeis./ Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
a) Para ler: Marcos 8, 27 – 30
b) Para conversar
1. O que os seres humanos estão fazendo aqui neste mundo?
2. Você julga uma pessoa útil? Por quê?
3. Deus ama as pessoas inúteis e criminosas? Explique.
c) Para saber
Deus criou o universo todo e este mundo para que tivéssemos condições de existir. Por pior que seja uma pessoa, por mais inútil e criminosa, Deus sempre vai amá-la, sempre vai querer salvá-la e recuperá-la. Ele quis partilhar conosco a sua própria vida.
Para que não tivéssemos uma vida completamente independente dele, deixou-nos a tarefa de conseguir e partilhar com mais pessoas (nossos filhos e netos) os bens e os dons criados. Temos a capacidade da procriação e de deixar aqui na Terra outras pessoas que continuem a construí-la e a melhorá-la. Os animais fazem isso por instinto, mas nós fazemos isso dentro de uma união sólida, no casamento, que por isso mesmo é abençoada por Deus.
Depois de certo tempo trabalhando e lutando para transformar este mundo num paraíso, conhecendo e amando a Deus e ao próximo, ensinando isso aos demais, somos convidados a deixá-lo para que outros continuem o nosso trabalho e, conforme a escolha que fizemos, mudamo-nos para o Céu, onde Deus se mostra a nós com toda a sua glória e esplendor.
d) Para viver
Você precisa se conhecer. Procure saber se seus bisavós são brasileiros ou estrangeiros, onde seus pais nasceram, onde você nasceu, se teve algum trauma ou doença na infância. Procure saber como é que os outros veem você. Nunca fique sentido ou nervoso quando alguém lhe aponta algum defeito, mas procure os detalhes e tente mudar, melhorar. Quem se conhece bem, nunca vai se assustar com os defeitos que os outros lhe apontam.
Peça a Deus que ilumine sua vida e sua mente, a fim de você reconhecer os próprios defeitos e poder corrigi-los. Isso é importante para que, pelo menos de sua parte, o Plano de Deus se realize.
e) Para fazer
Escreva um resumo de tudo o que você viveu de bom ou de ruim até o presente momento.
f) Para rezar
Rezar o Salmo 8, na Bíblia.
a) Para ler: 1Cor 15, 9 – 10
b) Para conversar
1. Você se aceita como é? Explique.
2. Você aceita as pessoas como são? Por quê?
3. Deus aceita você como você é? Por quê?
c) Para saber
Diz o bispo D. Pedro Casaldáliga que Deus nos aceita como somos para transformar-nos naquilo que ele quer que nós sejamos. Se Deus nos aceita como somos, também devemos nos aceitar. Jesus disse em Mateus 22, 36 - 40 que os dois mandamentos que resumem todos os outros são: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
Ora, isso significa que devemos amar a Deus, amar a Deus, amar ao próximo, e amar a nós mesmos na mesma medida com que amamos os outros. Não posso amar mais a mim que os outros, mas também seria errado amar mais o outro que a mim mesmo. Quanto a Deus, precisamos amá-lo sobre todas as coisas.
O pior que pode acontecer a um adolescente é viver uma vida falsa, isto é, querer ser o que os outros pensam ou desejam que seja, ter de viver uma vida que os outros acham que ele deve viver. Há pessoas que vivem dois tipos de vida, uma vida dupla: a que elas realmente são e a que as pessoas obrigam-nas a viver (é aí que aparecem muitas frustrações, mágoas, recalques, depressões, complexo de culpa).
Um exemplo bem comum é quando você finge que é rico numa roda de novos amigos, quando na verdade é pobre. Ou quando o rapaz finge que é o "terror da meninas" quando na verdade não é.
Se você na realidade está numa situação social inferior à das pessoas que o cercam, assuma isso. Não invente coisas para parecer melhor ou igual aos demais. A infelicidade que a vida dupla acarreta é demais para qualquer pessoa. Viver uma vida mais honesta e sincera é fonte de muita paz e alegria, sem contar ainda com um grande progresso espiritual e humano.
Em João 8, 32, Jesus nos diz que a verdade nos liberta, nos faz livres e tranquilos. Assumir os próprios defeitos, aceitar-se plenamente, é a base de toda mudança futura que pode ocorrer em si próprio. Por mais que eu minta ao outros, nunca vou poder mentir a mim mesmo e a Deus. Essa é uma verdade que sempre deixa as pessoas vazias, angustiadas e estressadas.
Se você sofreu alguma calúnia e as pessoas pensam que você é “duas caras”, confie em Deus, ofereça isso como reparação de seus pecados e saiba que nós somos o que somos diante de Deus. Nada mais do que isso.
d) Para viver
Em seus momentos de oração, procure lembrar-se de quem você é aos olhos de Deus e de si mesmo. Em seguida peça perdão a Deus de suas faltas, de suas falhas, pelas coisas boas que você deixou de fazer, e peça-lhe que transforme sua vida naquilo que ele gostaria que você fosse. Peça-lhe força para vencer suas limitações e fraquezas. Ele o ajudará. Se você alguma vez viveu uma “vida dupla”, recomece e viva uma vida verdadeira daqui para frente, sem mentiras.
e) Para fazer
Tente escrever num papel o que você realmente é e, em seguida, o que os outros pensam (ou desejam) que você seja.
f) Para rezar
Rezar o Salmo 139(138) em dois coros, na Bíblia.
a) Para ler: Mateus 5 , 44 – 48
b) Para conversar
1. Qual é a diferença entre amar e gostar?
2. Jesus mandou que amássemos ou gostássemos dos outros? Por quê?
3. "O ódio nunca vai ser uma atitude abençoada por Deus." Comente.
c) Para saber
Amar é tratar bem as pessoas mesmo que não gostemos delas, dando-lhes comida ou atenção ou o que precisarem. Deus ama a todos indistintamente e por isso devemos também amar a todos, sem exceção. Isso é o que diferencia os cristãos de outros tipos de pessoas: os cristãos amam não apenas os amigos, mas também os inimigos.
Deus faz cair chuva tanto na plantação dos bons, como na plantação dos maus. Somente Deus pode julgar as pessoas, se fizeram isto ou aquilo por maldade ou por ignorância. Somente Deus nos conhece bem. Nunca devemos desprezar ninguém. Ele não mandou que gostássemos das pessoas. Nem Jesus gostava de todos: vivia repreendendo os fariseus. Mas amava a todos, e mandou que também nós amássemos a todos.
Amar nem sempre é fazer o que o outro gosta. Se alguém é criminoso, por exemplo, precisa ser preso para não fazer mal a mais ninguém. Mas não podemos odiá-lo. Talvez se tivesse vivido uma vida melhor, familiar, de carinho e afeto, nunca tivesse cometido tal crime. Ou mesmo talvez tenha sido caluniado e preso sem ter feito o suposto crime. Há muitos casos desses. Se ele tiver fome, é preciso dar-lhe de comer.
Quando o filho faz traquinagens, a mãe o repreende e até lhe dá um pequeno castigo. Ela faz isso porque o ama e quer que ele melhore. Em Hebreus 12,10, diz que Deus nos permite o sofrimento para que, purificados, possamos receber sua santidade. É, pois, por puro amor que ele permite que soframos. Assim também são os pais quando punem com sabedoria os filhos faltosos.
"Mais vale um prato de verduras dado com amor que um boi gordo dado com ódio" (Pr 15, 17).
d) Para viver
Se você tiver algum inimigo, procure antes saber se não é devido a algo maldoso que você fez. Se foi culpado, é seu dever pedir desculpas, para que o mal-entendido se desfaça. Ás vezes ofendemos pessoas sem termos consciência disso.
Procure perceber algumas qualidades no inimigo. Muitas vezes o que você conhece dele deriva apenas de fofocas e preconceitos dos demais. Nunca se fixe na primeira impressão em relação a uma pessoa; procure conhecê-la melhor.
Precisamos abolir de nossa vida os sentimentos negativos e rancorosos. Devemos abraçar e guardar somente os sentimentos positivos de amor, alegria, paciência, misericórdia, caridade.
Se não pudermos amar as pessoas devido às maldades que praticam, que possamos amá-las ao menos por serem pessoas humanas, templos do Espírito Santo, filhas amantíssimas de Deus, redimidas por Jesus Cristo. Amemos as pessoas, e não os pecados que fazem. É o que se chama "Amor exigente": "Gosto de você, mas não gosto do mal que você faz".
e) Para fazer
Faça uma lista dos seus inimigos e escreva os motivos dessas suas inimizades, e veja se não tem jeito de melhorar.
f) Para rezar
Senhor, / perdoai nossos pecados/ como nós perdoamos a quem nos tem ofendido,/ e que amemos todas as pessoas. Por Cristo, nosso Senhor. Amém
a) Para ler: João 8, 1 - 11 e João 4, 7 - 30. 39 - 42
b) Para conversar
1. Qual foi o método usado por Jesus para expor suas ideias nos dois trechos acima?
2. Qual é a diferença entre obedecer por medo ou por amor?
3. Por que uma palestra de que você pode participar é mais interessante da que pode somente ouvir?
c) Para saber
Quando só uma pessoa fala e outras escutam, isso é monólogo. Quando duas ou mais pessoas trocam ideias de igual para igual, isso é diálogo. Graças ao diálogo, Jesus conseguiu mostrar àqueles judeus que perdoassem a mulher adúltera. No caso da samaritana, pelo diálogo Jesus mostrou-lhe que ele era o Messias, aquele que tanto esperavam.
No diálogo não se trata de impor a razão do mais forte (isso seria monólogo), mas trocar ideias sobre o que é realmente verdadeiro ou falso na questão discutida. No caso da família, há dois modos de se obedecer: por amor ou por medo. Quando os pais conversam com os filhos e lhes mostram que devem seguir suas orientações por este ou aquele motivo. e ouvem as razões e as explicações dos filhos, há uma espécie de acordo entre eles, e os filhos passam a obedecer porque viram que é o melhor caminho.
Esses pais que sabem dialogar, conversar com os filhos, não precisam se preocupar mais, pois sabem que os filhos vão seguir o bom caminho. Quando os filhos obedecem por medo, logo que estiverem longe do alcance dos pais, vão cair no erro e desobedecê-los.
Saber dialogar, antes de tudo, é reconhecer possíveis erros nas próprias opiniões e ter a humildade de voltar atrás e recomeçar do modo correto. Isso é algo muito difícil e é por esse motivo que há tantas coisas erradas: ou as pessoas não reconhecem que erraram, ou não têm humildade suficiente para assumirem uma direção mais acertada.
Numa palestra-monólogo, o palestrista fala sozinho e muito dormem. Numa palestra dialogada, todos aproveitam melhor, mas o palestrista terá muitas vezes de refazer suas ideias a respeito de várias coisas com as quais o auditório não concordou. Isso é diálogo. Isso é coragem e desejo de acertar. Isso é cristianismo.
d) Para viver
Coloque em sua cabeça que algumas coisas que você pensa ou segue podem estar erradas ou no mínimo desatualizadas. Procure conversar (= dialogar) com pessoas que estejam mais por dentro do assunto e faça uma revisão de suas convicções.
A samaritana mudou completamente de opinião depois de seu diálogo com Jesus. Talvez você também precise mudar muitos pontos de vista para crescer na santidade e no amor cristão e como pessoa humana.
e) Para fazer
Combine em assistir a algum filme (em suas casas) e depois conversem se houve diálogo ou simples monólogo no trecho assistido e se as pessoas envolvidas nas cenas estavam de acordo com a moral cristã.
f) Para rezar
Senhor Deus, / que em nossas orações sempre deixemos alguns instantes de silêncio / para que ela não se torne um simples monólogo, / mas um diálogo, / em que vós possais falar conosco. / Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
a) Para ler: 2 Timóteo 4, 1 -5 e Tito 3, 1 – 2
b) Para conversar
1. Você tem conhecimento sobre algumas discussões na comunidade?
2. Por que elas ocorreram? Foram motivos válidos ou fúteis?
3. Como evitá-las?
c) Para saber
Desde os tempos bíblicos temos problemas nas comunidades. As discussões, desentendimentos, problemas eram comuns até nas comunidades atendidas pelos apóstolos (São Paulo, por exemplo), como está descrito nos dois trechos acima.
Essas brigas e conflitos nascem por vários motivos, mas os principais são a falta de humildade, a falta de conhecimento, a falta de educação, a falta de conversão, traumas trazidos da família em que se vive, complexo de inferioridade, falta de diálogo, mania de querer aparecer a qualquer custo, espiritualidade, mal orientada, falta de caridade.
A falta de humildade. Quando a pessoa perceber que está agindo erradamente, deve mudar de atitude. Isso não é humilhação, mas amor a Deus e aos irmãos.
A falta de conhecimento. Às vezes a pessoa não conhece bem a outra ou aquele assunto e briga pensando que está fazendo o que é certo.
A falta de educação. Muitos são briguentos mesmo e não têm um pingo de educação no relacionamento diário: não formaram ainda um bom caráter.
A falta de conversão. Muitos são pessoas que estão vindo de uma vida mundana ou estiveram ausentes por muito tempo da vida de igreja e não mudaram ainda de modo real o seu coração.
Traumas trazidos da própria família. São os que em casa são humilhados, ou que não conseguiram atingir seus objetivos de vida e descontam isso na comunidade: querem impor suas ideias a qualquer custo.
Complexo de inferioridade. São os que ficam sentidos por quaisquer palavras que lhes são ditas no sentido de admoestação ou correção.
Falta de diálogo. Os que nunca dialogam, mas sempre e em toda parte querem impor suas ideias.
Mania de querer aparecer a qualquer custo. Isso os leva a pisar nos outros.
Espiritualidade mal orientada. Os que encasquetam uma ideia na cabeça e querem que a comunidade os siga a qualquer custo.
Falta de caridade. Os que acham que as ideias são mais importantes que o tratamento caridoso entre os irmãos.
d) Para viver
Procure dialogar com as pessoas briguentas que estejam dando problemas. Se não mudarem de atitude, peça ao pároco que participe da troca de ideias, para decidirem a questão. Não decida sozinho o que fazer.
e) Para fazer
Faça uma lista do que precisa mudar na comunidade e converse isso com o (a)catequista.
f) Para rezar
João 17, 1b - 5. 18 - 23
a) Para ler: 1 João 4, 7 - 14
b) Para conversar
1. Qual seria pra você a cidade ideal para se viver?
2. Como surgem os conflitos na sociedade de hoje?
3. O que é migração? Seu bairro tem muitos migrantes?
c) Para saber
Uma cidade, quer seja grande, quer seja pequena, abriga muitos problemas e conflitos. Sempre costumamos imaginar qual seria uma cidade ideal para morarmos. Nessa cidade de nossos sonhos na certa não haveria conflitos, nem brigas, nem pobreza, nem desabrigados, nem desempregados. Isso está muito longe da realidade, e por vários motivos.
- sempre deixamos aos outros a solução dos problemas;
- muitas vezes nos achamos incapazes de mudar as coisas erradas;
- acomodamo-nos e queremos que todos concordem conosco;
- cada um quer solucionar o problema do seu jeito e isso dá briga;
- os políticos muitas vezes só pensam em si mesmos;
- falta diálogo entre as autoridades civis e religiosas da cidade;
- em vez de combatermos os problemas pela raiz, nos escondemos deles e "tapamos o sol com a peneira". Alguns exemplos: em vez de combatermos a pobreza, damos cestas básicas; em vez de combatermos a criminalidade, construímos muros cada vez mais altos nas casas; em vez de acabarmos com as doenças com uma alimentação mais adequada, abrimos farmácias comunitárias.
d) Para viver
Não espere milagres para viver feliz. Acostume-se a lutar em conjunto e nunca separadamente para vencer os problemas de seu bairro, de sua cidade. Lembre-se sempre que você também é responsável por muitos problemas que acontecem em sua cidade.
Procure, sobretudo, ocupar o seu tempo no estudo profundo e eficaz, longe das drogas, do cigarro, das bebidas. Engaje-se num grupo de jovens, ou mesmo de amigos de bairro, para ajudar a resolver ou pelo menos a cobrar as soluções dos vereadores e do prefeito. Veja com os amigos como ajudar os migrantes de seu bairro.
e) Para fazer
Faça uma lista dos problemas de seu bairro e de sua cidade e um planejamento de como podem ser resolvidos.
f) Para rezar
Senhor nosso Deus / nós vos pedimos que nos ilumineis / para que saibamos como viver atuantes / na sociedade onde vivemos, / para torná-la melhor / a fim de que todos vivam como irmãos. / Por Cristo nosso Senhor. Amém.
a) Para ler: Colossenses 2, 18 - 21 e Efésios 5, 21 - 6, 4
b) Para conversar
1. Porque acontecem brigas na família?
2. Você já teve vontade de abandonar sua casa?
3. Por que os pais de seus colegas parecem melhores que os seus?
c) Para saber
Os conflitos e brigas na família acontecem por vários motivos. É difícil enumerar todos, porém poderíamos sintetizá-los.
Desse modo é preciso ressaltar a falta de diálogo entre pais e filhos. Os pais tiveram um tipo de educação diferente dos filhos e não percebem que seus filhos hoje vivem num outro mundo. Muitas vezes forçam-nos os filhos a viver segundo um estilo de vida que não mais existe.
Por exemplo, muitos pais viveram até os 20 anos de idade sem conhecer a televisão: apenas conheciam o rádio. Quando a tevê Apareceu, era somente em preto e branco; a colorida apareceu no final da década de 70. As crianças e jovens atuais já nasceram num mundo de TV em cores, videogame, computadores etc. Eles não fazem ideia de como é viver num mundo sem isso. Os pais muitas vezes não pensam nessa situação: educam seus filhos esquecendo-se que eles nunca participaram daquele mundo mais antigo.
Por outro lado, os jovens de hoje precisam aprender também que esse ponto de vista e ter mais paciência com seus pais. No tempo mais antigo, a autoridade dos pais valia muito mais que hoje em dia.
Infelizmente muitos valores, ou seja, muitos bons costumes estão sendo esquecidos ou deixados de lado pelos jovens, o que deixa os pais aflitos. Como por exemplo, posso lembrar os vícios: cigarro, sexo desenfreado, drogas, álcool e outros.
Se os pais quiserem conquistar seus filhos, precisam convencê-los pelo diálogo, pela conversa franca e honesta. Precisam levá-los a obedecer não por medo (isso não funciona mais), mas por concluírem que de outra forma não terão um futuro feliz.
d) Para viver
Procure dialogar com seus pais. Não lhes responda com aspereza; ao contrário mostre que você quer ser alguém na vida e precisa de orientação. Se o que eles pedem está fora do tempo e do espaço, faça-os ver isso com jeito e delicadeza. Se for necessário, peça aos pais de um de seus colegas falarem com eles.
E mais: fugir de casa não vai resolver seus problemas. Se você estiver com vontade de fazer uma experiência de viver longe de seus pais, fale com eles. Pode ser que eles o entendam.
e) Para fazer
Converse com seus colegas e pergunte-lhes quais são as dificuldades que eles encontram na vivência familiar.
f) Para rezar
Rezem de mãos dadas a oração do Pai-Nosso
a) Para ler: Atos 2, 42 e Mateus 10, 22; 23, 9 - 13
b) Para conversar
1. Porque muitos adolescentes abandonam o preparação crismal?
2. Você também já pensou em desistir? Por quê?
3. O que leva uma pessoa a perseverar até o fim?
c) Para saber
A perseverança num ideal, num modo de vida, depende da motivação, ou seja, do porquê a pessoa quer fazer isso. Assim, uma pessoa gordinha que quer fazer regime só persevera se pensar em ficar magra, mais bonita, com saúde melhor, com pressão sanguínea melhor etc.
Se você pensar em Deus e descobrir a felicidade de estar ao seu lado, de trabalhar com amor na comunidade, a perseverança vai ser muito fácil. Se você estiver pensando somente em seguir uma tradição de família, ou de agradar os pais, ou ter documento para poder casar mais tarde, dificilmente vai perseverar. E, se chegar a ser crismado, abandona a Igreja no domingo seguinte.
A falta de perseverança, infelizmente, muitas vezes pode estar na falta de preparação do catequista: os encontros tornam-se monótonos, sem motivação alguma. Por outro lado, acontece muitas vezes que o adolescente se põe a fazer tantos cursos e tantos esportes que acaba deixando de lado a própria religião. É preciso deixar o nosso melhor tempo para Deus e seu Reino.
d) Para viver
Empenhe-se muito em aprofundar sua vivência cristã. Não falte aos encontros da Crisma, nem às Santas Missas. Reze as orações que você conhece.
Procure realizar alguma atividade na comunidade, ajudando na Santa Missa como acólito(a), na equipe de liturgia, arrumando a sala da catequese, ajudando na limpeza da Igreja, na equipe de acolhida das Santas Missas, na promoção humana (pobres e menores de rua), na catequese, no grupo de adolescentes ou jovens (conforme a sua idade) etc., e certamente você vai perseverar.
Nunca deixe a oração. a perseverança é uma graça que Deus dá a quem lhe pede e trabalha para conservá-la.
e) Para fazer
Procure saber quantos jovens ou adolescentes que se crismaram no ano passado ainda frequentam a Igreja.
f) Para rezar
Escolha uma oração.
a) Para ler: Tiago 5, 1 - 6 e Atos 4, 32 - 37
b) Para conversar
1. Para ser feliz é preciso ser rico? Por quê?
2. Qual é o segredo da felicidade?
3. Cristo era rico no céu, mas nasceu pobre. O que isso nos ensina?
c) Para saber
Hoje em dia muitos pensam no dinheiro para serem felizes. Os meios de comunicação social, quem vivem do consumismo, espalham aos quatro cantos e por todos os modos que ter dinheiro é a coisa mais importante do mundo.
As pessoas deixam de lado o ser, ou seja, suas realizações mais íntimas e profundas, suas vocações, a alegria de viver, o serviço ao próximo, uma vida mais tranquila, sem ambições exageradas (valores espirituais), para ter: ter dinheiro de sobra, ter carro do ano, ter aparelho de som sofisticado, ter isto, ter aquilo (valores materiais). E para isso deixam a Igreja, o lazer, a convivência, adoecem, ficam estressados etc.
O ser humano precisa de valores materiais e espirituais para viver. Isso, entretanto, deve ser bem equilibrado, para que vivamos felizes. Se buscarmos os valores materiais sem procurar ao menos na mesma (ou até maior) intensidade os valores espirituais, a nossa vida tornar-se-á um verdadeiro inferno.
No trecho acima dos Atos dos Apóstolos, vemos como os primeiros cristãos partilhavam tudo o que tinham: "e não havia entre eles indigente algum". Nesse caso, o "ter" está a serviço do "ser". Os jovens de hoje acreditam que o ser é importante, mas chegaram à conclusão que para ser é preciso ter. Já não é mais a luta entre o ser e o ter, pois ambos se fundiram: "eu vou ter, para poder ser alguém na vida".
Sem valores humanos e espirituais, de nada adianta aos homens e mulheres terem muito dinheiro. Diz Jesus em Mt 16, 26: "o que aproveitará ao homem, se ganhar o mundo inteiro, mas arruinar a sua vida?"
Jesus nos deu o exemplo. De rico, fez-se pobre, e morreu numa cruz. Se o dinheiro trouxesse a felicidade, talvez Jesus nascesse rico. Mas não traz. O segredo da felicidade é fazer a vontade de Deus, amá-lo e amar os irmãos. Se você fizer a vontade de Deus, amá-lo, partilhar seus bens e seus dons com o próximo, será uma pessoa cada vez mais feliz, pois Jesus prometeu a quem busca o Reino nada faltará (Mateus 6, 33 - 34).
Eu diria que quanto mais uma pessoa deixa o individualismo, procura estar a serviço da comunidade, da sociedade, das pessoas necessitadas (não só das pessoas pobres, mas também das doentes e carentes afetivamente), mais ela será feliz, mais alegre será a sua vida.
Diz Santa Tereza de Jesus: "Nada te perturbe, nada te espante. Tudo passa. A paciência tudo alcança. A quem a Deus tem, nada lhe falta. Só Deus basta".
d) Para viver
Procure equilibrar os valores materiais com os espirituais, ou seja, estude bastante, contente-se com poucos bens materiais, não fique pedindo a seus pais que comprem isso ou aquilo, seja generoso para com os outros, não seja uma pessoa "pão-dura", nem egoísta e, sobretudo, ame a Deus, e você será uma pessoa feliz e alegre. O mundo e a vida sempre lhe sorrirão.
e) Para fazer
Faça uma lista do que você gostaria de ter e, ao lado, os nomes das coisas estritamente necessárias para você viver.
f) Para rezar
Salmo 34(33), em dois coros.
a) Para ler: Provérbios 23, 19 -21
b) Para conversar
1. Você conhece alguma pessoa viciada em drogas?
2. Como você faz para evitar os vícios?
3. Há cura para quem é viciado? Como?
c) Para saber
Há muitos vícios que ficam fazendo parte de modo tão profundo da pessoa que dificilmente a deixam livre. É muito mais fácil evitar os vícios que os manter ou sair deles. O sofrimento para evitá-los é bem menor que para deixá-los. Nunca pense que você vai ser forte e usar apenas uma ou outra vez o cigarro, ou o álcool, ou as drogas.
Na juventude o corpo está mais aberto para a instalação dos vícios. Um rapaz nunca deve usar nada que vicie, nem bebidas alcoólicas. O corpo "lê" essa entrada de álcool no organismo como alimento e coloca no "chips" do cérebro. Daí em diante a droga, o cigarro ou o álcool passam a fazer parte da "alimentação" daquela pessoa. Como essas coisas viciam, dificilmente se pode deixá-las.
Ninguém é forte quando se trata de vícios. Há artistas e esportistas famosos que se deixam levar pelos vícios e se dão mal. Os vícios acabam com a vida da pessoa e com todos os seus objetivos, com todos os seus projetos para o futuro.
Muitas vezes as causas dos vícios são: a solidão, a falta de carinho, o egoísmo, o individualismo, a vaidade, a facilidade de se obter tudo na vida, a ociosidade (ficar à toa), a preguiça, a falta de religião, a falta de oração, a falta de diálogo em casa, na escola ou em outros lugares etc.
d) Para viver
Encaminhe seus amigos viciados às pessoas que podem ajudá-los. Quanto a você, evite sempre a companhia de viciados. Não se ligue em amigos viciados. Encaminhe-os, se for o caso, às pessoas adultas, mas não pode ser amigo íntimo deles. Sempre é mais fácil você tornar-se um deles do que eles deixarem os vícios.
e) Para fazer
Seja bem chato com os que insistem em fumar perto de você. Saia de perto e mostre-lhes que você não gosta disso. Nunca aceite bebidas de pessoas estranhas: Podem estar contaminadas com drogas.
f) Para rezar
Senhor nosso Deus, / ajudai-nos a viver sempre livres dos vícios / para que possamos servir-vos. Amém.
ORIENTAÇÕES RÁPIDAS:
O uso das drogas, seja do jeito que for, só traz aborrecimentos, prejuízos e até a morte. Para esse tipo de vício não há como se tratar em particular: procure um médico especialista ou uma casa de recuperação.
COMO DEIXAR
1- Procure um grupo de recuperação. Há sempre pelo menos um em cada cidade.
2- Aos pais dos drogados: há dois modos de lidar com isso, mas seria preciso consultar os grupos especializados em familiares dos dependentes químicos. Um desses métodos é o amor-exigente: os filhos que não querem seguir as normas da casa, devem ir morar em outro lugar. É um método drástico, e se for empregado, os que dele participam devem ter muito cuidado para a coisa não ficar pior.
O outro método é baseado na compreensão, carinho, amor. A brutalidade, violência e xingação não vão surtir efeito algum e até pode levar o que se droga a ir mais ao fundo do poço. Tente conversar com ele (ela) numa boa, não só como pai/mãe, mas também como amigo/amiga. Esse carinho, entretanto, deve ser exigente e firme. Tenha cuidado para não entrar nas mentiras do dependente químico, nem em suas chantagens afetivas. Para curar, o remédio às vezes é amargo!
3- Pratique esportes, ou pelo menos, caminhadas longas.
4- Chás naturais calmantes, como a erva-cidreira (capim santo)
5- Nunca fique sem fazer alguma coisa . Ocupe-se sempre, mesmo quando estiver de folga O descanso é mudar de atividade.
6- Não frequente amigos que se drogam. Forças negativas, quando se soma, só dão positivo em matemática: na vida real, não fazem mais do que aumentar a carga negativa. É preciso uma força positiva que neutralize a negatividade.
7- Leia bastante livros bons. Muitas pessoas, no mundo todo, se converteram a partir da leitura de bons livros.
8- Reze. A oração é a única forma de darmos liberdade para que Deus entre em nossa vida.
Quem precisar de auxílio, acesse nossas reuniões para dependentes químicos clicando aqui:
a) Para ler: Atos 7, 55-60 e Mateus 5, 9
b) Para conversar
1. Por que há tanta violência hoje em dia?
2. O que fazer para diminuir a violência?
3. Há muitas brigas em sua casa?
c) Para saber
Os meios de comunicação social, principalmente a TV, o consumismo, a falta de conversão das pessoas, o imediatismo (querer tudo na hora), a fadiga (estresse), a vaidade, o orgulho, os vícios, principalmente da bebida, a ambição, a falta de misericórdia são as principais causas da violência no mundo atual.
A TV mostra violência (e bastante!) como a coisa mais normal deste mundo. Até desenhos animados aparentemente inofensivos mostram abundantemente a violência, desde os desenhos do pica-pau (que sempre faz coisas erradas e quase sempre sai ganhando), até o Tom & Jerry, que estão sempre brigando desde que foram criados.
De certa forma a violência começa já na família: além da influência da TV há os grandes problemas da atualidade, como o trânsito engarrafado, a falta de tempo, a correria, a falta de emprego, a vida desconfortável, falta de realização profissional e pessoal etc. O pai chega nervoso do trabalho, encontra a mãe nervosa porque acabou o gás, acabou a comida, ou ambos chegam nervosos do trabalho e assim começa a briga.
Para pôr um fim nisso tudo, as pessoas deveriam aprender a estar mais a serviço umas das outras e confiar mais na Graça de Deus, em sua Providência Divina.
É claro que precisamos mudar esse mundo louco, mas é certo também que precisamos nos santificar, mudar a nossa vida para melhor, meditar mais, tentar deixar para lá certos acontecimentos e certo problemas do dia-a-dia. Se deixarmos de lado o nosso egoísmo, comodismo, vaidade, e sermos um pouco mais humildes e misericordiosos em nosso relacionamento, a violência, mesmo se não acabar, ao menos tornar-se-á menor.
O consumismo, unido à propaganda, causa a violência enquanto coloca no pensamento de certas pessoas o desejo de bens supérfluos e de consumo que elas não podem obter se não roubando dos outros. As drogas entram talvez nesse campo: a maioria dos roubos e assassinatos da atualidade está ligada ao vício e ao tráfico de drogas, pois exigem do viciado muito dinheiro. Para sustentar o vício ele se torna também um traficante e assim por diante.
d) Para viver
Procure começar o dia levantando-se com tempo para fazer suas obrigações sem correria. Faça tudo sem perder tempo, mas com calma. O que você não conseguir fazer bem hoje, faça-o amanhã, que talvez saia melhor. Sempre pense que Deus existe e está olhando por nós. Ao fazer algo mais difícil e enervante, relaxe e pense: "Será que isso tem tanta importância assim"?
Separe um tempo diariamente para a oração e meditação. Isso ajuda muito a vencer o nervosismo.
Ao perceber que uma discussão vai começar, abaixe a voz e reflita se a outra pessoa está ou não com a razão. Pode ser que o errado seja você.
Quanto ao problema das drogas, é um pouco mais complexo. Se você é o viciado, procure imediatamente ajuda. Fale com o padre. Se for o seu amigo, procure aconselhá-lo a procurar ajuda.
e) Para fazer
Escreva num papel tudo o que irrita você e tente preparar-se para esses acontecimentos. Se você for resolver um problema preparado para não brigar, vai conseguir êxito, e não precisará ser violento.
f) Para rezar
Senhor nosso Deus, / dai-nos a paciência necessária / para trabalharmos assiduamente / pelo vosso Reino de Amor. / Dai-nos também a graça / de sermos mansos e humildes de coração / como Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina, / na unidade do Espírito Santo. Amém.
a) Para ler: Salmo 104(103), em dois coros.
b) Para conversar
1. Você gosta de contemplar a natureza?
2. O que faz para conservar a natureza sempre bonita?
3. O futuro da Terra depende de nós? Sim, não, por quê?
c) Para saber
A palavra ecologia vem do grego e estuda as relações entre os seres vivos e o meio ambiente onde vivem, bem como as influências de um sobre o outro e vice-versa. Por exemplo: as rãs comem insetos; se eu diminuir a quantidade de rãs, vai aumentar a quantidade de insetos.
Nós muitas vezes destruímos a natureza em vez de conservá-la e melhorá-la. Por que fazemos isso? Há muitas razões: preguiça, mau exemplo dos mais velhos, comodismo, ignorância do assunto. É preciso saber que da ecologia depende o futuro de nosso planeta. Se continuarmos a poluí-lo e a destruir tudo, vamos quebrar de vez o pouco que está restando na natureza.
Deus criou este mundo para nós sem poluição e com tudo funcionando bem. Cabe a nós não só conservá-lo bom, mas até melhorá-lo.
As grandes firmas poluem tudo e acabam com a ecologia no local onde se instalam. É preciso unir as nossas forças para alertarmos as pessoas e as autoridades sobre o assunto. Pelo menos deveríamos tentar.
d) Para viver
Plante algumas flores, ou árvore, ou hortaliças em sua casa. Não destrua as plantações e as árvores. Cuide bem das maravilhas que Deus colocou neste mundo para nosso bem! E assim, estaremos deixando um mundo "novinho em folha" para os nossos filhos, netos e bisnetos.
e) Para fazer
Plante algum tipo de vegetal nesta semana, ou tente recuperar algum que está morrendo por falta de cuidados.
f) Para rezar
O Salmo 8.
a) Para ler: Atos 8, 26-31. 34-35
b) Para conversar
1. Você estuda bastante?
2. Já colou alguma vez?
3. O que você pensa sobre o ensino atual?
c) Para saber
O ensino atualmente vai indo de mal a pior. As pessoas saem do ensino fundamental sem saber quase nada! Mal sabem ler, e muitas vezes ainda gaguejando. Há escolas boas, mas somente os da classe média alta conseguem frequentá-las. É muito triste constatarmos isso.
Entretanto, vale lembrar que uma boa parcela de culpa está nos estudantes, que não se aplicam ao estudo. Mesmo que as escolas não sejam muito boas, todos podem estudar melhor as matérias e terminar seus estudos com bastante conhecimento geral. O estudo abre nossa mente para enfrentarmos o mundo, que está à nossa disposição.
É incrível, por exemplo, a dificuldade que tenho em escrever livros como este: procuro escrever palavras fáceis, mas não dá! Por mais fácil que a palavra seja, muitos não conseguem entendê-la. Muitos de vocês já estão com 12 anos ou mais, ou seja, já devem estar no mínimo na quinta série! Muitos sabem ler, mas não conseguem entender o que leem. Talvez falta vocabulário, ou seja, conhecer os significados das palavras para poder entendê-las.
Hoje em dia quem não estuda, perde muitas oportunidades, não se capacita para o grande avanço da cultura mundial. Veja, por exemplo, os computadores: a cada dia trazem novidades. Os celulares, então, nem se fale! Quando escrevi este texto, no final dos anos 90, não havia ainda essa explosão do uso de celulares que há atualmente, final da segunda década após 2000. O habitante deste planeta nas décadas vindouras ou será uma pessoa estudada, ou terá dificuldades, além de não poder acompanhar em quase nada os acontecimentos. O mundo vai ser de quem entender mais os problemas, de quem estiver mais por dentro dos assuntos. Mesmo para serviços simples, como os de faxina, se exige uma instrução mínima que muitos não possuem!
Já é hora das classes menos favorecidas, mais pobres, mais marginalizadas saírem do nível inferior e começarem a entrar nas decisões do mundo, poderem colaborar melhor com os estudiosos e sábios que dirigem o nosso futuro. Entretanto, é preciso que isso se faça num nível de comunhão com Deus e com as pessoas, num nível de caridade e misericórdia.
d) Para viver
Nunca cole na prova, Estude mais! Use sempre o dicionário para adquirir um bom vocabulário. Atualmente isso é tão fácil, pelo uso da Internet! Participe dos círculos de estudo de sua escola, frequente a biblioteca, enfim, agite-se para que seu cérebro possa ser usado para o bem deste mundo. Não use o computador apenas para o lazer, mas também para adquirir melhor conhecimento.
e) Para fazer
Pegue um dicionário (ou use a Internet) e anote o significado de todas as palavras que você não conseguiu entender.
f) Para rezar
Escolha uma oração de seu gosto.
a) Para ler: João 21, 4-14
b) Para conversar
1. O que você faz nas horas de lazer?
2. Você já escreveu uma poesia, pintou um quadro, compôs alguma música, fez um desenho bonito?
3. Você gosta de inventar algumas coisas para sua vida ficar melhor? O quê?
c) Para saber
Quem estuda adquire maior capacidade para o lazer, a arte e a criatividade (veja lição anterior). Tudo isso é muito importante para a nossa vida. O mundo não é construído apenas de trabalho remunerado (emprego). É feito e construído também a partir das artes, das diversas formas de criatividade, das coisas boas que fazemos em nossas horas de lazer.
Um exemplo de criatividade é a multimistura que a pastoral da criança faz para suprir as deficiências alimentares das famílias carentes. Sai bem barato e realmente é um superalimento.
Outro exemplo de criatividade são os grupinhos de estudantes que se juntam para se ajudarem mutuamente nas matérias escolares: os que sabem melhor aquela matéria ensinam aos que sabem menos, e assim por diante.
Outro exemplo ainda são as hortas comunitárias que existem em muitas comunidades e paróquias.
Quanto à arte, é a expressão mais íntima do ser humano. O artista coloca seu coração naquela escultura, naquela música. A arte é a interpretação pessoal de como a pessoa vê a natureza e os acontecimentos. A música, por exemplo, é algo que às vezes parece vir do céu. E nos leva a tantos belos pensamentos e sensações!
É triste irmos, por exemplo, a certas missas neste mundo de Deus e ouvir músicas mal tocadas e mal cantadas de grupos que não capricham ou não estão nem aí com o canto litúrgico.
É graças à criatividade que temos hoje tantos benefícios e invenções na humanidade, que tanto melhoraram as nossas vidas!
Quanto ao lazer, é preciso aproveitar melhor as horas de folga para completar o que falta em nosso dia-a-dia. Por exemplo, se você trabalha sentado, seu lazer deve ser movimentado. Se trabalha em movimento, seu lazer deve ser mais calmo. O próprio Jesus costumava fazer seus momentos de lazer com os discípulos, como vimos no trecho de hoje (João 21, 4-14). Quanto mais nós!
d) Para viver
Não seja como aquelas pessoas que nunca encontram tempo para a oração, para a prática de sua fé e para o lazer. Não se isole feito um caramujo! Participe do seu grupo de amigos na escola, na Igreja, no serviço, no clube, no grupo cultural etc. Uma pessoa que equilibra e distribui bem o seu tempo é uma pessoa mais calma, mais feliz, que sempre está disponível.
e) Para fazer
Marque quanto tempo você utiliza para estudar, rezar, trabalhar e praticar algum tipo de lazer ou esporte. Depois veja se o tempo gasto está bem equilibrado.
f) Para rezar
Senhor nosso Deus, / que saibamos equilibrar nossa vida / como Jesus equilibrava a dele, / que na virtude e na alegria / vivamos a perfeita caridade. / Pelo mesmo Cristo, nosso Senhor. Amém.
a) Para ler: Mateus 10, 16-20
b) Para conversar
1. Qual é a diferença entre política, política partidária e politicagem?
2. Por que a política é necessária e importante?
3. Como deve ser um bom político?
c) Para saber
Política é uma palavra grega que se refere:
- às regras usadas na direção dos negócios públicos;
- à arte de bem governar os povos (polis, em grego, significa cidade);
- ao conjunto de objetivos dos governos que englobam determinados programas de ação e da execução desses programas.
A política é muito necessária na cidade. Aliás, sem ela não há como viver numa cidade ou num país.
Política partidária é a atividade exercida na disputa dos cargos do governo ou na luta para convencer as pessoas sobre certo programa de governo e sua adesão a certo partido político.
A diferença entre política em geral, política partidária e politicagem:
- a política em geral se refere à visão dos problemas que um país, um Estado, uma cidade, ou uma família têm, assim como a busca de soluções para resolvê-los;
- a política partidária mostra determinado programa de governo, em que mentores e seguidores prometem que juntos resolverão os problemas apresentados.
- politicagem é a política mesquinha, estreita, de interesses pessoais, é o conjunto de políticos inescrupulosos, desonestos, corruptos.
Já o senso crítico é a capacidade que desenvolvemos em nós para ver, descobrir e definir os problemas, os limites e as segundas intenções de tudo o que vemos, ouvimos e sentimos.
Por exemplo, ao vermos a propaganda de um sabão que diz lavar mais branco do que os outros, temos de usar o nosso senso crítico e nos perguntar: será que um sabão que lava mais branco e gasta tanto em propaganda (no final dos anos noventa, cada minuto no horário nobre de certa rede de televisão custava onze mil dólares!)não vai ter que ser vendido mais caro do que um outro que quase não faz propaganda? Será que, se lava mais branco do que os outros não vai também fazer a roupa apodrecer mais rapidamente por causa da adição de mais produtos químicos que os outros sabões? O que diz o letreiro minúsculo que aparece correndo na parte de baixo do anúncio? Tive a paciência de gravar numa fita de vídeo e pôr a gravação na pausa para ler as letrinhas. Diziam isto: “Esse resultado mostrado no filme será obtido após 11 (onze) lavagens”.
Ao vermos um político falando (política partidária), precisamos perceber se está fazendo uma verdadeira política ou uma politicagem. Conta-se que um candidato a prefeito numa pequena cidade do interior estava prometendo, num comício, que iria construir uma ponte na cidade. Um cidadão lembrou-se que na cidade não havia nenhum rio. O político, sem titubear, gritou: "Pois eu vou conseguir também um rio para a cidade!"
Quando uma pessoa é muito gentil conosco sem motivo nenhum aparente, precisamos prestar muita atenção se é mesmo gentil por natureza ou se está com segundas intenções. Não podemos desconfiar de tudo ou de todos, mas precisamos ficar sempre preparados.
É por falta de senso crítico que elegemos maus políticos e que tantos jovens caem nas drogas e se perdem na vida.
d) Para viver
Procure exercitar seu senso crítico. Veja, por exemplo, os problemas de seu bairro e se há pessoas trabalhando para resolvê-los. Ás vezes tem mais gente atrapalhando que tentando resolver os problemas. Tente também ver as propagandas da TV com olhar crítico, para descobrir o que estão escondendo em relação ao produto apresentado.
e) Para fazer
Faça uma lista dos problemas de seu bairro e dos nomes das pessoas que estão fazendo alguma coisa para resolvê-los.
f) Para rezar
Senhor nosso Deus, / que nos criastes para viver em comunhão, / ajudai-nos a saber viver em comunidade, / para que juntos / possamos vencer todas as dificuldades. / Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
a) Para ler: Mateus 10,26-27
b) Para conversar
1. Você assiste muito a TV? De que mais gosta?
2. O que você acha desses programas?
3. Você lê algum jornal? Qual?
c) Para saber
Os meios de comunicação social são todos aqueles veículos que nos transmitem os fatos, os acontecimentos, o lazer, a cultura, como TV, jornais, revistas, rádio, cinema, outdoors, telefone, fax, computadores (internet) etc.
Esses veículos despejam em nossas vidas um número ilimitado de informações, tanto boas como más. Cabe a nós, cristãos, sabermos selecionar, mediante senso crítico da lição anterior, todas essas informações e ficarmos apenas com as que produzem efeito positivo em nossas vidas.
Há poucos programas realmente bons na TV e precisamos tomar mais cuidado com o que vemos. Desde novelas até programas de auditório e desenhos animados, tudo deve ser devidamente selecionado.
Um inocente desenho animado pode estar transmitindo-nos a violência, como acontece na maioria dos desenhos, a falta de misericórdia e da caridade para com as pessoas, o consumismo, doutrinas espirituais contrárias à da Igreja Católica (a reencarnação, por exemplo), e mesmo uma pregação política sobre sistemas de governo que não são tão perfeitos como são mostrados nesses filmes.
O mesmo se diga das novelas: mostram tantas coisas falsas como se fossem verdadeiras: como enganar os outros, falsidade, vingança, amor livre, adultério, reencarnação (doutrina condenada pela Igreja), homossexualismo (como se fosse uma pura e simples opção de vida), o consumismo, o famoso, "ser é ter", ou seja, mostra o dinheiro como fonte de felicidade, mostra uma falsa visão do que significa a beleza etc.
É preciso saber definir o que nos serve ou não. Os jornais, por exemplo, sempre nos apresentam as notícias já modificadas pela tendência do jornal. Uma notícia veiculada pelo Estado de São Paulo, por exemplo, vai ter um sentido e enfoque diferentes se for apresentada pela Folha de São Paulo ou um terceiro enfoque se for apresentada pelo jornal Notícias Populares etc.
Os meios de comunicação devem ser vistos e usados. Por exemplo, os jornaizinhos paroquias podem transmitir muitas coisas boas! Podem ter a sua colaboração. Entretanto, deve haver muito critério no aproveitamento daquilo que vemos e ouvimos. Caso contrário, vamos ser um "João Bobo" nas mãos da imprensa e da TV.
d) Para viver
Procure viver independentemente das propagandas da TV. Escolha um produto não porque você o viu na TV, mas porque sabe que realmente é melhor, ou pelo menos porque é mais barato e faz o mesmo efeito que o mais caro. Acostume-se a ler aquelas letrinhas pequenas que mostram os ingredientes usados no produto.
e) Para fazer
Combine com os demais e faça um jornalzinho mural na sua sala ou mesmo num local da igreja (se for na igreja, não esqueça de pedir ao padre).
f) Para rezar
Reze o Credo: "Creio em Deus Pai Todo-Poderoso”...
a) Para ler: 2 Tessalonicenses 3,6-12
b) Para conversar
1. Trabalho e emprego são a mesma coisa?
2. O trabalho é um castigo dado por Deus ao homem e à mulher, ou faz parte de nossa vida? Qual é o motivo do trabalho?
3. Você gosta de trabalhar? Por quê?
c) Para saber
Nós estamos muito acostumados a confundir trabalho com emprego. Emprego é um trabalho remunerado. Embora não exista emprego para todos, há (e muito) trabalho para todos.
Trabalho "é a aplicação das forças e faculdades humanas para alcançar um determinado fim", diz o dicionário. A dona de casa, quando cuida da casa e dos filhos, está trabalhando. Um compositor, quando compõe uma música, está trabalhando. Quando escrevi este livro, estava trabalhando. O seu catequista, ao ensinar você, está trabalhando. Uma atora de novelas, quando faz as filmagens, está trabalhando. O garoto que faz uma pipa para soltar no vento, está trabalhando. Entretanto, se ele coloca cerol na linha está fazendo um trabalho desonesto e “sujo”.
Infelizmente muitos trabalham e não recebem nada ou recebem muito pouco pelo que fazem. Os migrantes, por exemplo, ou seja, essas pessoas que saem de suas cidades para tentarem a sorte nas cidades grandes, muitas vezes são despreparados para o tipo de trabalho que é exigido e se dão mal.
A pobreza e a miséria são uma aberração e uma vergonha para a sociedade de hoje. Temos condições de ajudar as pessoas, mas nos acostumamos (governo e povo) tanto com a pobreza que nem ligamos mais. As doenças já deveriam ter sido vencidas, pois a tecnologia atual permite isso. Entretanto, há tanta burocracia e interesses mesquinhos e pessoais nos que têm a incumbência de solucionar o problema, que nunca se vê melhora e a erradicação dos problemas sociais.
Nossa igreja faz muita coisa, mas ainda não está fazendo o que pode e poderia fazer. O nosso trabalho de promoção humana ainda está engatinhando, é muito fraco e fora da realidade.
O trabalho dignifica e constrói a humanidade. É pelo trabalho que transformamos o mundo no paraíso planejado por Deus.
d) Para viver
Procure sempre um trabalho para fazer, mesmo que este não seja remunerado. Quem fica muito tempo sem fazer nada, pensa e faz somente o que é errado.
e) Para fazer
Ajude seus colegas necessitados ou doentes ou solitários.
f) Para rezar
Senhor nosso Deus, / concedei-nos a graça de sempre trabalharmos / para que este mundo, que criastes, / cresça cada vez mais no amor / e na resolução de todos os problemas. / Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
VEJA ESSE ASSUNTO NESTE LINK: DEUS
Para ler: Hebreus 9,27-28 e Marcos 1,14-15
No trecho de Hebreus acima, vemos como se morre apenas uma só vez. No trecho de Marcos, vemos que o Reino de Deus está próximo.
Quando uma pessoa morre, ocorre o que chamamos "Juízo Particular", ou seja, cada homem recebe por meio de sua alma imortal a retribuição eterna, seja através de uma purificação (purgatório), seja para entrar de imediato na felicidade do céu (paraíso), ou para condenar-se de imediato para sempre.
No final dos tempos vai haver o Juízo Final. Como será, somente Deus sabe. Sabemos apenas que Deus vai ressuscitar o nosso corpo, para sermos julgados todos juntos. Após a morte não haverá somente a vida da alma imortal, mas mesmo os nossos corpos mortais readquirirão vida. A ressurreição dos mortos foi revelada de modo progressivo por Deus a seu povo. Jesus a ensina com firmeza.
Na morte a alma separa-se do corpo. O corpo corrompe-se. A alma vai ao encontro de Deus, à espera de ser novamente unida a seu corpo glorificado. Deus restituirá definitivamente a vida incorruptível aos nossos corpos, unindo-os às nossas almas, pela virtude da Ressurreição de Jesus.
Todos ressuscitarão, ou para a vida, ou para o julgamento (Jó 5,29), com seu próprio corpo que têm agora, porém esse corpo será transfigurado em corpo de glória (Fl 3,21), em corpo espiritual (1Cor 15,35-37.42-53).
Exemplo: a Eucaristia - um pão que não é mais pão (duas realidades, uma terrestre e outra celeste). Isso acontecerá no último dia (Jó 6,39-40.44.54; 11,24), no fim do mundo. Ligado com a parusia de Cristo (1Ts 4,16).
Unidos a Cristo pelo Batismo, os crentes já participam realmente na vida celeste de Cristo ressuscitado, mas esta vida permanece escondida com Cristo em Deus (Cl 3,3). Por isso o respeito para com o próprio corpo e o dos outros (1Cor 6,13-15.19-20).
O homem morre uma só vez, não volta mais à terra (Hb 9,27). Não há "reencarnação" depois da morte. A doutrina espírita e de tantas outras seitas, que afirma que voltamos aqui na terra em forma de outra pessoa ou de um animal, chama-se "reencarnação", e não tem base real nenhuma: a pessoa voltaria para a terra quantas vezes fosse necessário para pagar os pecados cometidos na "encarnação" passada. Essa doutrina é errada. Passamos por esta terra uma só vez, para construí-la e transformá-la, para conhecer e servir a Deus. Não temos outra oportunidade.
Quanto às "aparições" de pessoas mortas, geralmente são sonhos ou alucinações de pessoas nervosas ou preocupadas. Pode acontecer que Nossa Senhora, por exemplo, apareça vez ou outra aqui na terra, como em Lourdes, Fátima, Medjugorje, mas nem todas as aparições de Nossa Senhora são verdadeiras.
Maria ocupa um lugar privilegiado no céu. Ela é diferente dos outros que morreram: já está no céu com o seu corpo, o mesmo com que viveu aqui na terra. Em outras palavras, nossa ressurreição, que acontecerá no último dia, já aconteceu com Maria. Suas aparições somente se podem dar com o consentimento de Deus. Nenhum católico é obrigado a acreditar nas aparições de Nossa Senhora. É preciso, isso sim, que sigamos e pratiquemos as orientações e as normas de nossa santa Igreja. O nosso julgamento vai basear-se no fato de que acreditamos e seguimos ou não essas orientações
veja no link DEUS
veja este assunto neste link: A CRIAÇÃO
Para ler: Marcos 8,27-33; Filipenses 2,1-11 e João 1
Jesus de Nazaré nasceu judeu, de Maria, em Belém, no tempo do rei Herodes, o Grande, e do imperador César Augusto. Era carpinteiro de profissão. Foi morto, crucificado em Jerusalém, sob o procurador Pôncio Pilatos, durante o reinado do imperador Tibério. É o Filho eterno de Deus feito homem. Ele "veio de Deus" (Jo 13,3), "desceu do céu" (Jo 3,13; 6,33), "veio na carne" (l Jo 4,2), "o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e nós vimos a sua glória, glória que ele tem junto ao Pai, como Filho único, cheio de graça e de verdade... Pois de sua plenitude nós recebemos graça por graça" (Jo 1,14-16). Jesus ressuscitou e agora reina no céu com o Pai e o Espírito Santo. Tudo isso é parte integrante de nossa fé.
Jesus quer dizer, em hebraico, "Deus Salva". Jesus se fez homem para a redenção universal e definitiva dos pecados. Cristo quer dizer "Messias" (= ungido, salvador). Ele é o Filho único de Deus. É a ele, e somente a ele, que devemos submeter a nossa liberdade pessoal, de maneira absoluta. Não podemos submetê-la a nenhum poder terrestre, mas somente a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo.
Seus ensinamentos levam o ser humano à felicidade suprema do Paraíso junto a Deus. Ele é a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade e é Deus com o Pai e o Espírito Santo.
Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Ele não é 50% Deus e 50% homem, mas sim 100% Deus e 100% homem. Em sua encarnação, Jesus não destruiu, mas assumiu a natureza humana, comunicando a ela o seu próprio modo de existir pessoal na Trindade. Assim, na sua alma como no seu corpo, Cristo exprime humanamente os modos divinos de agir da Trindade (Jo 14,9-10).
O Filho de Deus assumiu também uma alma racional humana, dotada de um verdadeiro conhecimento humano e, portanto, limitado ao tempo, à época em que ele vivia. Ao mesmo tempo, entretanto, esse conhecimento verdadeiramente humano do Filho de Deus exprimia a vida divina de sua pessoa.
Cristo possui duas vontades e dois modos de ação, ou seja, a vontade humana e divina, o modo de ação humano e divino. A vontade humana de Cristo segue a sua vontade divina, sem estar em resistência nem em oposição em relação a ela, mas antes sendo subordinada a essa vontade todo-poderosa. O corpo de Cristo era delimitado e visível. Por causa disso, o rosto humano de Jesus pode ser "representado" (Gl 3,1). Na verdade, Deus somente pode ser visto na pessoa de Jesus Cristo.
Jesus substituiu a nossa desobediência pela sua obediência. Ele viveu plenamente a vontade do Pai no mundo, aceitando morrer na cruz, merecendo-nos a justificação de nossos pecados e nossa associação ao Mistério Pascal (Mt 16,24; 1 Pd 2,21; Mc 10,39; Jó 21,18-19; Cl 1 ,24; Lc 2,35).
Jesus desceu à mansão dos mortos (Hb 13,20) para libertar as almas santas que esperavam o seu Libertador. Na verdade, Jesus nos abriu o Paraíso, fechado pelo pecado original (lPd 3,18-19). Também essa expressão quer dizer que Jesus morreu realmente, antes de ressuscitar.
Jesus virá no fim dos tempos julgar os vivos e os mortos. Aí revelará a disposição secreta dos corações e retribuirá a cada um segundo suas obras e segundo tiver acolhido ou rejeitado a sua Graça.
Jesus nos amou a todos também com um amor humano, representado pelo seu Sagrado Coração, traspassado por nossos pecados e para a nossa salvação (Lc l e 2, Jo 2, l - 12; Jo l9,25-27).
Maria foi escolhida por Deus desde toda a eternidade para ser a Mãe de seu Filho. Por isso, foi redimida desde a sua concepção. Tudo isso foi feito em Maria em vista dos méritos de Jesus e é isso que significa "Imaculada Conceição".
Maria é a Mãe de Deus (Lc l ,43). Aquele que ela concebeu do Espírito Santo como homem e que se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne, não é outro que o Filho eterno do Pai, a segunda pessoa da Santíssima Trindade.
Maria é totalmente unida a seu Filho. Pela sua assunção, em corpo e alma, à glória celeste, ela se torna o primeiro ser humano, depois de Cristo, que ressuscitou. Ela é nossa Mãe, por graça de Deus. Ela é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora, protetora, medianeira. Embora seja inteiramente própria, o culto da Santíssima Virgem é totalmente diferente do culto de adoração que se presta ao Verbo encarnado (Jesus) e igualmente ao Pai e ao Espírito Santo, mas nos ajuda muito nisso. A veneração a Maria mostra-se principalmente nas festas litúrgicas dedicadas a ela e na oração mariana como o rosário, resumo de todo o Evangelho.
Maria foi sempre virgem. O nascimento de Cristo não lhe violou, mas sagrou a integridade virginal de sua mãe. Os chamados "irmãos" e "irmãs" de Jesus (Mc 3,31-35; Mc 6,3; ICor 9,5; Gl 1,19), como Tiago e José (que são filhos de uma Maria discípula de Cristo, como relata Mt 27,56; Mt 28,1), são parentes próximos de Jesus, conforme uma expressão conhecida do Antigo Testamento (Gn 13,8; Gn 14,16; Gn 29,15 etc.). A maior prova disso é que em João 19, 26-27 Jesus pede que João cuide de sua mãe, e ele daquele dia em diante a recebeu em sua casa. Se Maria tivesse outros filhos, caberia a eles cuidarem dela, e não a um não parente como João. Em Cristo, todos somos filhos de Maria.
Maria é conhecida com muitos títulos, da mesma forma que nós, quando somos conhecidos por vários apelidos. Alguns títulos de Nossa Senhora: Nossa Senhora de Fátima, de Lourdes, da Salete, de Guadalupe, Aparecida, da Paz, do Bom Conselho, do Bom Parto, da Piedade, da Ponte, Auxiliadora, Mãe dos Homens, das Graças, do Rosário, Consolata, da Cabeça etc.
Maria, como não tem mancha nenhuma de pecado, reflete totalmente a graça maravilhosa de Deus. Nós, como somos tão pecadores e tão limitados, percebemos essa graça de Deus não de modo total, mas em partes. Ora, cada título de Nossa Senhora corresponde a um aspecto dessa Graça de Deus. Invocando-a com este ou aquele nome estamos, de certa forma, lembrando esta ou aquela virtude divina.
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Igreja = eclesia = chamar fora = convocação = assembleias do povo de caráter religioso. Na linguagem cristã, Igreja é a assembleia litúrgica, a comunidade local, e toda a comunidade universal dos que creem. Esses três significados são inseparáveis. A Igreja é o povo que Deus reúne no mundo inteiro. Ela se realiza como assembleia litúrgica, principalmente eucarística. Vive da Palavra e do Corpo de Cristo e ela mesma se torna assim o Corpo de Cristo.
A Igreja é um projeto nascido no coração do Pai, preparada na história do povo de Israel e na antiga aliança. Foi instituída por Jesus Cristo ao pregar a Boa-Nova do Reino de Deus. A Igreja é o Reino de Deus já misteriosamente presente no pequeno rebanho dos que Jesus veio convocar em torno de si e dos quais ele mesmo é o pastor.
Jesus dotou a sua comunidade de uma estrutura que permanecerá até a plena consumação do Reino. Os 12 com Pedro como chefe, e os outros 72 discípulos, que participam da missão de Cristo e da sua sorte. Com todos esses atos, Cristo preparou e construiu a sua Igreja.
A Igreja foi santificada pelo Espírito Santo no dia de Pentecostes, manifestação pública e o começo da difusão do Evangelho com a pregação, a fim de que todos sejam discípulos de Cristo.
O Espírito Santo dota e dirige a Igreja com os diversos dons hierárquicos e carismáticos, para anunciar o Reino de Cristo e de Deus a todos os povos. A Igreja é ao mesmo tempo visível e espiritual.
A Igreja é o Mistério da união dos homens com Deus, pela caridade, que nunca passará. É o sacramento universal da salvação. Nela a unidade do gênero humano já começou, pois congrega homens de toda nação, raça povo e língua (Ap 7,9). É o instrumento da Redenção de todos os homens.
E o projeto visível do amor de Deus pela humanidade. É o povo de Deus sacerdotal, profético e régio. Pelo Batismo nos tornamos como Jesus, sacerdotes. profetas e reis (reinar, para nós, é servir), e ficamos fazendo parte do Corpo Místico de Cristo, que é a Cabeça desse Corpo.
A Igreja é o templo do Espírito Santo. O Espírito Santo opera pela Palavra de Deus, pelo Batismo, pelos sacramentos, pela graça concedida aos apóstolos que ocupa o primeiro lugar entre os seus dons, pelas virtudes, que fazem agir segundo o bem, e pelas múltiplas graças especiais (carismas).
Quanto aos carismas, devem ter utilidade eclesial, devem ser ordenados à edificação da Igreja, ao bem das pessoas e às necessidades do mundo. Nem todos provêm do Espírito Santo. Devem ser segundo a caridade e sempre submissos aos pastores da Igreja e revertidos para o bem comum. Nunca por pura vaidade pessoal.
A Igreja é Una. Provém de uma única fé recebida dos apóstolos, compreende a celebração comum do culto divino, sobretudo dos sacramentos, e mantém a sucessão apostólica através do Sacramento da Ordem.
A Igreja é Santa. Embora feita de pecadores.
A Igreja é Católica. Universal; recebe de Cristo a plenitude dos meios de salvação: confissão de fé correta e completa, vida sacramental integral e ministério ordenado na sucessão apostólica. As Igrejas particulares, as Dioceses devem estar unidas à Igreja de Roma, que preside a caridade.
Pertencem à Igreja Católica todos os que aceitam a totalidade de sua organização e todos os meios de salvação nela instituídos e na sua estrutura visível. Não se salva quem permanece na Igreja só com o "corpo" e não com o "coração", os que não perseveram na caridade.
Os que são batizados nas outras Igrejas mantêm certa ligação com a Igreja Católica. Os que nasceram em Igrejas separadas da Católica, podem salvar-se, se buscam a Deus com o coração sincero e tentem, sob o influxo da graça, cumprir por obras a sua vontade conhecida através do ditame da consciência.
A Igreja deve cumprir seu mandato missionário: anunciar o Evangelho a todos os homens (Mt 28,19-20), na pobreza, obediência, serviço e imolação de si até a morte. O sangue dos mártires é uma semente de cristãos.
A Igreja é Apostólica. Porque foi fundada sobre os apóstolos, e conserva e transmite o ensinamento, o depósito precioso, as salutares palavras ouvidas da boca dos apóstolos (ajudada pelo Espírito que nela habita), e continua a ser ensinada, santificada e dirigida pelos apóstolos, graças ao colégio dos bispos, assistidos pelos presbíteros, em união com o sucessor de Pedro, pastor supremo da Igreja.
Os bispos são sucessores dos apóstolos. Quem os ouve, ouve a Cristo. Quem os despreza, despreza a Cristo e aquele que Cristo enviou. A hierarquia é o colégio dos bispos com o papa, assistidos pelos presbíteros e diáconos.
Províncias eclesiásticas são várias dioceses vizinhas, sendo a sede da província chamada de Arquidiocese, e o seu bispo, de arcebispo. Os bispos com os presbíteros, seus cooperadores, têm como tarefas ensinar, santificar (pela Eucaristia, oração, trabalho, Palavra, sacramentos, bom exemplo), reger (autoridade e poder sagrado em conjunto com o espírito de serviço).
Os fiéis leigos são todos os cristãos, exceto os membros das Sagradas Ordens ou do estado religioso. A vocação do leigo é procurar o Reino de Deus trabalhando e fazendo com que este mundo seja aquilo que Deus quer, contribuindo para o louvor do Criador e Redentor.
Todas as suas obras, preces e iniciativas apostólicas, vida conjugal e familiar, trabalho cotidiano e descanso do corpo e da alma, se praticados no Espírito, as provações da vida, pacientemente suportadas, se tornam ofertas espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo (lPd 2,5), oferecidas ao Pai na Eucaristia. Desse modo os leigos consagram a Deus o próprio mundo. Também têm a missão de ensinar.
A Igreja Católica nasceu no dia de Pentecostes. Nos primeiros séculos foi perseguida, desde os anos 60, pelo Imperador Nero, até 313, quando o Imperador Constantino liberou o culto a Deus. Houve muitos mártires por conta dessa perseguição. Mártir é a pessoa que prefere ser morta a adorar outros deuses, ou a renegar sua própria religião. Em At 7,1-8,3, vemos a morte do mártir Santo Estêvão, além de um resumo da história do povo de Deus, feito pelo próprio Estêvão.
Com a liberdade concedida por Constantino, a Igreja pôde sair das catacumbas (cemitérios sob a terra, onde os católicos escondiam-se para celebrarem a Santa Missa ou fazerem suas reuniões) e os fiéis começaram a liturgia nas igrejas, publicamente, sendo as primeiras igrejas feitas com o aproveitamento dos palácios doados pelo Imperador Constantino, em Roma.
Com a liberdade e os títulos de honra dados pelo imperador aos bispos, a Igreja se aburguesou bastante e entrou desse modo na Idade Média (período da História que vai desde o ano 476, ano em que caiu o último imperador romano, até o ano 1453, a queda de Constantinopla ou 1492, a descoberta da América).
Com os feudos da Idade Média (cidades cercadas por muros), apareceram as paróquias. Em 1054 a Igreja do Oriente (Constantinopla) separou-se da do Ocidente (Roma), devido à politicagem dos responsáveis pela Igreja de então.
Algumas das Igrejas do Oriente retornaram à Igreja de Roma (os Ucranianos, por exemplo, em 1596), mas guardaram os ritos e costumes adquiridos no correr dos séculos de separação (por exemplo, a ordenação de homens casados para padres, costume que permanece até hoje. Somente os bispos precisam ser celibatários). Formam a Igreja Católica de Rito Oriental.
Nesses séculos, do ano 1000 ao ano 1500, houve um esfriamento na fé dos chefes da Igreja, ou seja, foram se esquecendo da missão de pregar o Evangelho, e se tornaram políticos, condes, barões, reis, duques. Buscavam muito dinheiro para construir grandes igrejas e palácios, manter seus exércitos e o pessoal de sua corte (bispos, papas, cónegos, abades, padres e religiosos).
No século XII surgiu um grande movimento de renovação: cristãos simples preocuparam-se em seguir o Evangelho. Muitos abandonaram a riqueza e se dedicaram aos pobres. Ex.: São Francisco de Assis, Santa Clara e São Domingos. Mais tarde: São Bernardo, Santo Tomás, Santa Catarina de Sena, Santo Antônio.
Em 1517 a Igreja dividiu-se novamente e surgiu a reforma de Lutero, que acabou fundando outra Igreja, a Luterana. Foi seguido por Zwínglio, Calvino, que fundaram as Igrejas evangélicas.
Essas divisões aconteceram muitas vezes por culpa de homens de ambas as partes, ou seja, tanto da Igreja Católica como das que se separaram.
Os que hoje em dia nascem em comunidades que surgiram de tais rupturas e estão imbuídos da fé em Cristo não podem ser tidos como culpados do pecado da separação, e a Igreja Católica os abraça com fraterna reverência e amor. Justificados pela fé recebida no Batismo, estão incorporados em Cristo, e por isso com razão são honrados com o nome de cristãos, e merecidamente reconhecidos pelos filhos da Igreja Católica como irmãos no Senhor.
O Espírito de Cristo serve-se dessas igrejas e comunidades eclesiais como meios de salvação cuja força vem da plenitude de graça e de verdade que Cristo confiou à Igreja Católica. Entretanto, é pecado muito grave o católico mudar de religião.
A seguir, damos uma lista de religiões e o ano de sua fundação:
Igreja Católica Apostólica Romana (Dia de Pentecostes após a Ressurreição de Jesus);
Nestorianos e Monofisitas (431 e 451);
Orientais ortodoxos (1054);
Luterana (1517);
Calvinismo (1528/1555);
Metodistas (1739);
Anglicanismo (1559);
Congregacionalistas (1580/92);
Batistas (1612);
Adventistas (1843);
Assembleia de Deus (1900/1914);
Congregação Cristã do Brasil (1910);
Igreja do Evangelho Quadrangular (ou Cruzada Nacional de Evangelização): sua fundadora morreu em 1944;
Igreja Universal do Reino de Deus (1977);
Árvore da Vida (1980/90);
Adhonep (Associação de Homens de Negócios do Evangelho Pleno - 1952); Mormons (1830);
Testemunhas de Jeová (1874);
Induísmo (2500 antes de Cristo já existia, não se sabe a época precisa da origem);
Budismo (400 antes de Cristo nascer);
Igreja Messiânica Johrei (1926);
Seicho-No-Iê (1930);
Perfect Lyberty (1946);
Moonismo (Associação para a Unificação do Cristianismo Mundial - AUCM - 1954);
Espiritismo (1848);
Umbanda (não há data de fundação);
Racionalismo Cristão (1910/11);
Legião da Boa Vontade (Década de 50);
Sociedades Esotéricas (em todos os tempos houve esse tipo de agremiação).
Já nos séc. II e III já se conhecia a famosa gnose ou gnosticismo.
As Fraternidades Rosa-Cruz apareceram no séc. XVII.
A Maçonaria, no séc. XVIII;
Universo em Desencanto (anos 70);
Profecias de Trigueirinho (1987);
Vale do Amanhecer (1969);
Ordem dos 49 ou Ação Mental Interplanetária (1977);
Santo Daime (1945);
Sociedade Teosófica (1875);
Rosa-Cruz (séc. XVII);
Nova Era (década de 70);
Cientologia (1954).
Foi por ocasião da revolta de Lutero, motivada pelo clima intenso e pesado resultante, que a Igreja deu uma chacoalhada em tudo, com o Concílio de Trento, de 1545 a 1563, na Itália. Toda a vida da Igreja foi reorganizada, inclusive com as Missões. Apareceram outras congregações religiosas, como os Jesuítas. Os padres passaram a ter uma formação mais séria e severa nos seminários.
Após a descoberta do Brasil, em 1500, vieram para cá os Jesuítas. Em 1618 os primeiros índios receberam a primeira comunhão.
A Igreja não sofreu muitas mudanças por todos esses séculos. Somente nesse século XX, de 1962 a 1965, com o famoso Concílio Vaticano II, é que houve outra grande mudança na Igreja: a Missa, que era celebrada somente em Latim, passou a ser celebrada na língua própria de cada país; o padre, que ficava de costas para o povo, passou a ficar de frente. A Bíblia passou a ser mais estudada, com traduções mais fiéis aos originais, possibilitando maior acesso aos leigos. Até então, a única versão conhecida era a Vulgata, de São Jerônimo, do séc. IV.
A liturgia renovou-se completamente, com novas orações eucarísticas e a possibilidade de serem usados outros instrumentos além do órgão e do harmônio.
Em 1968 houve um encontro muito importante em Medellín, na Colômbia, onde a Igreja chegou mais perto dos pobres e dos marginalizados. Houve outro encontro desse tipo em 1979, em Puebla, no México.
Quanto às Comunidades Eclesiais de Base, em 1979, reunidos em Puebla, os bispos latino-americanos firmaram o seguinte compromisso:
“Como pastores, queremos resolutamente promover, orientar e acompanhar as comunidades eclesiais de base, de acordo com o espírito de Medellín e os critérios da Evangelii Nuntiandi; favorecer o descobrimento e a formação gradual de animadores para elas. Em especial, é preciso procurar como podem as pequenas comunidades, que se multiplicam nas periferias e zonas rurais, adaptar-se também à pastoral das grandes cidades do nosso continente” (Pb 648).
Nos anos 70 apareceu a Renovação Carismática Católica (RCC), que vivencia um modo diferente de como se pode sentir a presença do Espírito Santo, principalmente na forma mais alegre das celebrações.
Os movimentos também estão aí a pleno vapor: Legião de Maria, Emaús, Cursilho, Vicentinos, ECC, Focolares, Irmandades antigas que reapareceram, como a Irmandade de São Benedito e o Apostolado da Oração etc.
Os últimos papas de nossa Igreja foram: Pio IX (1846), Leão XIII (1878), Pio X (1903), Bento XV (1914), Pio XI (1922), Pio XII (1939), João XXIII (1958), Paulo VI (1963), João Paulo I (1978), João Paulo II (1978), Bento XVI (2005), Francisco (2013). Os primeiros papas foram: São Pedro, São Lino (67), São Cleto (76), São Clemente (88), Santo Evaristo (97), Santo Alexandre (105).
Para ler: Mateus 16,19; João 8,31 - 32 e 1João 2,20.27
Ensinamento ou doutrina proposta com autoridade e explicitamente pela Igreja como revelada por Deus, exigindo-se a crença do Povo de Deus. Há algumas verdades doutrinárias na Igreja Católica que são estabelecidas como "dogmas da fé", ou seja, nenhum católico que queira continuar católico pode negar ou mudar aquilo.
Um dogma pode ser proposto pela Igreja numa proclamação solene (por exemplo, o dogma da Imaculada Conceição) ou através do magistério ordinário (por exemplo, a verdade de que a vida do ser humano inocente é inviolável). "Os dogmas são luzes no caminho da nossa fé, que o iluminam e o tornam seguro."
Isso é muito bom, por dois motivos: dão uma segurança incrível à nossa fé e impede que a Igreja Católica fique esfacelada como muitas outras religiões em que a interpretação das escrituras é plenamente livre e arbitrária.
Creia no que a Igreja ensina e tente saber a opinião correta que ela dá sobre este ou aquele assunto.
Eis alguns exemplos de dogmas: a Santíssima Trindade, a divindade de Jesus Cristo, a Imaculada Conceição de Maria, o Paraíso, o sacerdócio Ministerial, a Eucaristia.
Para ler: Lucas 10,1-20; 18,18-27
Na Igreja Católica há cristãos que se tornam clérigos (diáconos, padres e bispos), e os que permanecem cristãos leigos. Tanto os padres como os diáconos e os cristãos leigos podem abraçar a vida consagrada.
Constituem a vida consagrada: a vida eremítica, as virgens consagradas, a vida religiosa, os institutos seculares, as sociedades de vida apostólica.
Algumas dessas sociedades fazem os votos de pobreza, castidade e obediência. Outras são criadas para os cristãos que querem viver no mundo de um modo mais consagrado, como as sociedades de vida apostólica. Quem segue a vida eremítica vive no trabalho, geralmente manual, no silêncio, na solidão, oração e penitência assíduas, em permanente louvor a Deus e à salvação do mundo. As virgens consagradas formam um tipo de instituto secular onde mulheres vivem os votos sem deixar as tarefas do dia-a-dia.
A vida religiosa mais conhecida de todos é a que vivem os Franciscanos e Franciscanas, Salesianos, Beneditinas, Irmãs da Providência, Dominicanas e Dominicanos, Irmãzinhas da Imaculada Conceição, Irmãs Missionárias de Ação Paroquial, Estigmatinos, Camilianos etc.
Uma característica da vida religiosa é a prática dos votos de pobreza (não podem ter bens em seus nomes), castidade (não se casam e se abstêm de todo e qualquer ato sexual, não somente como uma obrigação de quem é solteiro, mas como uma consagração, uma oferta de si próprio a Deus) e obediência (obedecem em tudo a um superior regional ou provincial).
Outra característica muito importante é a vida em comum. Geralmente eles e elas nunca moram sozinhos, mas sempre em comunidade. Podem viver a vida contemplativa, ou a vida missionária, ou ambas. Nas congregações masculinas, seus membros podem ser padres ou simplesmente leigos consagrados.
Os padres que escolhem ser diocesanos em vez de religiosos, não fazem os votos, a não ser o de celibato (de não se casar), mas fazem a promessa de obediência ao Sr. Bispo e se comprometem a rezar a Liturgia das Horas (o famoso breviário). Não saem da diocese a que pertencem (chamamos isso de incardinação) e podem ter bens em seus próprios nomes, já que não fazem o voto de pobreza e têm de prover o próprio sustento.
Para qualquer um desses tipos de vida é necessário ter vocação. Sem a vocação não dá certo: a pessoa não consegue ir muito longe. Aliás, até para o casamento é necessário ter vocação
"Todos os batizados aqui na terra, as almas do Purgatório e todos os beatos que estão já no Paraíso formam uma só grande família. Esta comunhão entre terra e céu se realiza especialmente na oração de intercessão."(...)”Não estamos sozinhos, mas existe uma comunhão de vida entre todos aqueles que pertencem a Cristo" (papa Francisco)
A Comunhão dos Santos tem dois significados: a comunhão das coisas santas (a Eucaristia, por exemplo) e a comunhão entre as pessoas santas (tudo aquilo que cada um faz ou sofre em Cristo e por ele produz fruto para todos).
A comunhão dos Santos também quer dizer que estamos ligados com os irmãos que descansam na paz de Cristo, que se fortalece pela comunicação dos bens espirituais.
Como os habitantes do céu estão unidos mais intimamente com Cristo, fortalecem com mais firmeza a santidade de toda a Igreja. Eles intercedem por nós junto ao Pai, por meio do único mediador de Deus e dos homens, Jesus Cristo, apresentando os méritos que alcançaram na Terra.
Assim como a comunhão entre os cristãos da Terra nos aproxima de Cristo, da mesma forma o consórcio com os santos nos une a Cristo.
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