(postado em 30/06/2020)
Da Irmã Josenilde Pietrobom, Missionária da Consolata.
(Este artigo estava num jornalzinho antigo, “Paroquiação”, da Paróquia S. João Batista, de Votorantim, de 1986, ano em que a missionária fazia 25 anos de vida religiosa. Se ainda estiver viva, em 2020, ela completará 81 anos).
Sim! Deus me chamou pelo nome e eu respondi à sua voz. E se olho para trás, os meus vinte e cinco anos de vida religiosa missionária, o meu coração transborda num profundo sentimento de gratidão, em considerar as grandes maravilhas que Ele operou em mim ao longo destes anos.
Venho de uma bela e numerosa família, catorze irmãos, e pude experimentar o que significa ser amada, sustentada e incentivada na escolha de minha vocação religiosa e missionária.
A minha gratidão vai aos meus amados pais, já falecidos: através de sua forte e simples fé, eu aprendi a colocar inteiramente minha vida nas mãos de Deus, que me ama de verdade e tem cuidado de mim. Minha mãe já me dizia: “Filha, Deus nunca vai te dar pesos maiores que tuas forças e que tu não possas carregar. Tenha confiança! Ele está sempre contigo, guiando-te e amparando-te”.
Foi o exemplo de meus pais e familiares e por experiência feita com eles que senti Deus bem vivo na minha vida e me levou, nesse tempo ainda bem jovem, a sentir-me capaz de dizer o meu sim, quando Deus me chamou a proclamar as suas glórias às nações, como Missionária da Consolata.
Deixei tudo na certeza de que ele estaria comigo sempre, nas horas alegres e tristes, nos momentos de provas, de renúncias e de dor, e , por isso, sinto-me feliz em ter ouvido a voz do Senhor e segui-lo. Só assim se pode pensar e querer viver em plenitude a vida religiosa.
“Ele me escolheu e me enviou, colocando-me como uma aliança par ao povo, uma luz para as nações, para abrir os olhos aos cegos, curar os doentes, libertar da prisão os prisioneiros e da escuridão os que vivem nas trevas”.(Is 41,6-7)
Gente! Quando seguimos a vocação, não é um favor que fazemos a Deus, mas é Deus quem nos favorece, preferindo-nos e escolhendo-nos entre milhões de seres humanos.
Deveríamos ficar de joelhos a vida inteira com a cabeça curva, em agradecimento pela vocação recebida! Só na eternidade compreenderemos a excelência desta grande e maravilhosa graça.
Foi pouco o que deixei e encontrei o cêntuplo e muito mais: em pais, irmãos, casas e bens, graças e bênçãos, e quero continuar assim bem feliz, enquanto a minha for útil para o anúncio da Boa Nova aos irmãos. Não tenhamos medo de deixar o pouco ou o muito que temos!
Nosso fundador (Cônego José Allamano) dizia: “Deus nos chama e quer servir-se de nós, almas consagradas, para sermos os seus colaboradores na ordem da evangelização. Irmãos, que ninguém se perca pela nossa resposta negativa a Cristo. Ele continua chamando, pois sabe que os jovens são generosos e capazes de decisões heroicas. Sejamos atentos e dóceis à sua voz. É duro deixar casa, carros, festas, danças, luxos, mas vale a pena e com juros bem elevados receber a troca.
O que são vinte e cinco anos para a eternidade de Deus? O que são treze anos de missão? Eu sei que bem pouco eu fiz, muito mais me esperava. Mas, Senhor, dou-te, feliz, o pouco que tenho, o pouco que fiz e ganhei. Apresento-me a ti com a pequena oferta da viúva, mas feliz em nunca ter parado ou desanimado na luta e na realização do bem (da minha vocação). O meu ponto de chegada não é aqui, vai bem mais além, até quando Tu quiseres, Senhor! Estou disposta a tudo com a tua graça.
Sinto-me orgulhosa da minha vocação religiosa e missionária. O Senhor não podia me dar uma prenda maior, bem quisera que muitos jovens pudessem experimentar essa mesma experiência de vida. Vale a pena! Abram o coração a um ideal grande como este! Não tenham medo! É o próprio Cristo que chama e pelo nome! Ele não engana a ninguém! Tudo depende de nós.
Ele quer vos entregar em vossas mãos milhões de irmãos que ainda não O conhecem e esperam pela vossa generosidade. Vocês nem imaginam e eu quisera que provassem a felicidade que sentiram meus pais e que continuam sentindo os meus irmãos e parentes por terem doado um membro da família a Cristo e ao serviço da Igreja aos irmãos, trabalhando diretamente pela causa do Evangelho, como pude trabalhar nas missões.
A vida consagrada não é uma vida estragada ou perdida, sem sentido, como dizem muitos pais e muita gente, mas é um dom maravilhoso que o Senhor pede para si, para sua Igreja, para o serviço da comunidade e do povo.
Há vinte e cinco anos eu fiz o meu juramento de ser para sempre fiel ao Senhor, fazendo meus votos de pobreza, castidade e obediência.
Os anos voaram e neles pude realizar várias missões que as superioras me foram confiando aqui no Brasil e nas queridas e saudosas missões de Moçambique, para as quais sonho voltar. Rezem por mim! Vinte e cinco anos! Quantas coisas passaram e consegui realizar com a ajuda, a bênção e a graça de Deus.
Vinte e cinco ano, não de fuga da vida, ou das responsabilidades, de comodismo ou de frustrações, de falta de realização no mundo ou de desilusões, não! Não foi isto para mim, mas sim, uma ajuda querida e aceita qual dom precioso de Deus.
A religiosa deve ocupar-se das coisas do Reino. Os homens todos são seus filhos e pelos quais vale a pena doar a sua curta e breve vida. Obrigado, Senhor, pelos meus treze anos de missão em Moçambique, pela experiência lá vivida e por tudo o que lá pude ser e fazer pela Igreja e pelo povo.
Eu sei o que me espera, mas vale a pena arriscar por um ideal tão grande. Não vejo outro mais sublime do que a causa do anúncio do Evangelho e a presença viva, ainda que pobre, de Cristo entre os irmãos tão provados e sofredores.
Concluindo, quero elevar toda a minha gratidão ao Senhor pelos vinte e cinco anos e por todos os dons que me tem dado, pela minha família e pelas minhas coirmãs, por todas as pessoas maravilhosas que o Senhor colocou em meu caminho e que me ajudaram a realizar esta minha vocação e nela perseverar.
Obrigado, Senhor, pelo trabalho que hoje realizo neste hospital (Santo Antônio, de Votorantim) com os doentes, porque me amas e estás ao meu lado, cada dia podendo recomeçar mais um período conforme a sua vontade.
Uno-me aos céus e a terra para cantar: A minha alma, com Maria, engrandece ao Senhor, pois ele operou em mim grandes coisas. Amém.
Irmã Jozenilde Pietrobom, Missionária da Consolata. Dezembro de 1985.
(A irmã tinha 46 anos na época. Completou 50 anos de consagração em 2010. Em 2012 deu uma entrevista ao site Canção Nova. Se você estiver interessado, o link é este: https://noticias.cancaonova.com/brasil/integra-entrevista-com-religiosa-que-trabalha-ha-40-anos-na-africa/ . Pelo que pude apurar, ela foi para a África em 1972 e ficou algum tempo no Brasil, onde trabalhou no Hospital de Votorantim, e depois voltou para a África, de onde retornou em 2012).
Redação (Quinta-feira, 17-01-2019, Gaudium Press) Para o que Deus me chama? Qual minha vocação? Tenho Vocação Religiosa?
Para ajudar a encontrar respostas a essas perguntas publicamos esse artigo. Nele encontraremos características ou indícios que apontam para uma vocação religiosa.
Procurar conhecer o chamado de cada um é normal:
Vejamos então ao que o artigo nos diz, porque todo homem se interroga sobre a finalidade de sua existência...
Quem sou eu? Para que existo? Qual é meu projeto de vida, de acordo com as qualidades e apetências que sinto em mim?
1.Insatisfação pelas coisas do mundo
As riquezas e as honras são, para quem foi eleito por Deus, coisas vazias e sem sentido; as saídas já não têm muito sentido, não o atraem, em troca cresce o estado de "busca". Quem está neste estado deseja encontrar "algo" que ainda não se sabe o que é, embora sim saiba o que NÃO é.
Agora bem, como saber se está frente a uma verdadeira vocação ou simplesmente a uma ideia passageira?
Há quem pede pouquíssimo. O P. Lessio[1], um jesuíta com grande experiência no tema, diz que "se alguém chegar à determinação de abraçar a religião e está resolvido a observar as regras e suas obrigações, não há dúvida que essa resolução, essa vocação, vem de Deus; não importa que circunstâncias a tenham produzido". Por sua parte, São Francisco de Sales afirmava sempre que não importa como se comece desde que se esteja determinado a perseverar e terminar bem.
Santo Tomas de Aquino chega a afirmar que é tão alta a vocação ao sacerdócio ou à vida religiosa que "seja quem fosse o que sugere o propósito de entrar na religião, sempre este propósito vem de Deus"[2].
2. Temor de se condenar se continuar vivendo no mundo
Percebem-se os perigos que há nele, que são muitos e muito variados; tem-se em grande consideração a salvação eterna e, por isso, a alma se inclina à vida religiosa ou sacerdotal.
O diabo jamais inspiraria isto.
3. Forte desejo de levar uma vida de pureza
"Bem-aventurados os puros de coração porque eles verão a Deus" (Mt,5,8).
Quando se lê algo relativo à castidade, quando se conversa sobre a pureza, quando se escutam sermões, bate-papos etc., que falam dela, elogiam-na, sente-se no coração um especial atrativo para viver conforme a esse ideal. O demônio é inimigo da pureza; acérrimo inimigo da Puríssima Virgem Maria.
4. Desejar ter a vocação.
Só o fato de pensar nela como algo que Deus pode me dar, é um grande indício de vocação.
5. Consciência da vaidade e da fugacidade das coisas do mundo
"Vaidade das vaidades, tudo é vaidade" (Ecl 1,2).
Deus mostra à pessoa que esta vida passa como um sopro e que os verdadeiros valores são os eternos. No fundo de toda autêntica vocação subjaza a ideia de eternidade: Bom Mestre, o que tenho que fazer para herdar a vida eterna? (Mc 10, 17).
6. Atração pela oração e pelas coisas espirituais
Quem começa a levar a sério a vocação, tem normalmente um desejo inexprimível de sentir-se unido com Deus, de conversar com Ele, de rezar. Deseja estar sozinho, escondido do mundo para atrair o mundo para Deus... Têm-se desejos rezar, de aproveitar realmente o tempo e fazer penitencia pelos pecados do mundo...
Na oração conversamos com quem sabemos que nos ama, procuramos intimidade com Ele.
7. Disposição à entrega, ao sacrifício, ao esforço para ajudar espiritualmente aos outros
O amor, com amor se paga.
Nosso Senhor Jesus Cristo nos amando primeiro nos deu exemplo de como amar.
- "O que tenho feito por Cristo, o que faço por Cristo, o que devo fazer por Cristo?" - repetia-se São Inácio de Loyola.
O pensamento de tantos pecados e de tanta ingratidão para com Deus da parte dos homens faz-lhes sentir o dever de sofrer e sacrificar-se para assemelhar-se a Jesus.
Deseja reparar ao Sagrado Coração pelas ofensas que de contínuo recebe dos homens. "Este é um dos sinais mais sólidos e seguros de vocação, e temos que apresentar a vida religiosa tal como ela é na realidade, ou seja, vida de renúncia e de sacrifício. É inútil procurar mitigar este lado incômodo da vida religiosa. Não seria sincero e, por tanto, esconderíamos o que a vida religiosa tem de mais atraente"[3]. Em definitivo, é apaixonar-se pela cruz e por quem quis morrer nela para redimir a todos os homens.
8. Espírito de generosidade para com Deus
Outro sinal é o não estar nunca satisfeito com o que fazemos Por Deus, não dizer nunca "basta", querer fazer sempre mais por Deus e pelo nosso próximo.
Se um jovem começar a experimentar certa inquietação, uma Santa impaciência por fazer sempre mais pela causa de Deus. Estamos frente a um amor genuíno para com Jesus, frente à compreensão prática do que Ele tem feito por nós, e do pouco que fazemos por Ele.
9. Horror ao pecado
Horror que leva o jovem a lutar contra o pecado em si e nos demais, se trata de um medo saudável em relação ao pecado.
Quem anda por estes caminhos considera suas faltas como o verdadeiro e único mal da alma, ao mesmo tempo em que vê inundar-se uma parte do mundo em uma grande corrupção e ruína espiritual.
É certo que todo cristão deve ter horror pelo pecado, mas referimos a um desejo de perfeição muito mais forte, desejo não só de não pecar, mas também de fazer com que omundo não peque, de pedir pelos pecadores, de perdoá-los, de serem testemunhas e co-participantes da misericórdia divina, como dizia o Apóstolo: "Revesti-vos... as entranhas de misericórdia" (Col 3,12).
10. Desejo de consagrar a vida pela conversão de uma pessoa querida e, também, pelo resto dos homens.
11. Temor de ter vocação
Segundo São Alberto Hurtado pode ser sinal de vocação o mesmo temor de que Deus queira chamá-lo à vida religiosa.
Às vezes se tem medo da vocação, tira-se todo pensamento sobre essa matéria, o qual volta com insistência, e até se reza para não tê-la! "Que Deus tenha longe de mim semelhante convite, o qual destruiria tantos castelos idealizados e acariciados".
Acontece que o demônio pode conjeturar com certa probabilidade que, se chegassem a serem sacerdotes ou religiosos, fariam muitíssimo bem, e por isso procura pôr em seus corações esses temores infundados para afastá-los do caminho que seria sua salvação e a de tantas almas.
12. Zelo pelas almas
O Desejo de ir missionar para salvar almas, vendo que tantas não escutaram ainda o Evangelho de Nosso Senhor e, portanto, não recebeu os meios ordinários de salvação.
Ante esta realidade, muitos ficam frios, como se fosse algo que não lhes tocasse, entretanto, outros parecem ter como uma obrigação; sentem que devem fazer algo para ajudar, que não podem permanecer tranquilamente em suas casas. Algumas vezes esse pensamento se volta até uma fixação e os persegue. "Alguém tem que fazer algo!!!"
13. Desejar a vida sacerdotal ou religiosa
"Olhem como se amam!" diziam os pagãos dos primeiros cristãos. É esse amor e essa entrega por Cristo o que muitas vezes leva a fazer suspirar por levar uma vida similar.
É importante ter em conta que o que mencionamos aqui é simplesmente "sinais da vocação", quer dizer, não significa que quem as tenha, possua tudo o que se requer para poder deduzir a presença de um verdadeiro chamado, a não ser que algum ou alguns desses "sinais" possuem já um fundamento certo de que alguém pode ter sido escolhido por Deus.
Há quem nunca tenha sentido nada disto e de todos os modos entendem claramente que devem ser religiosos ou religiosas, e isto porque Deus se manifestou de algum modo diverso. Ele é o único médico das almas e dono de tudo, por isso não há regras ou métodos que valham no momento de comunicar uma graça tão grande como é a da vocação.
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[1] Cfr. Emvin Busuttil, SJ, As vocações: encontrá-las, examiná-las, prová-las, Bilbao 1961,127.
[2] Tomás de Aquino, Contra retrahentes, 10, ad 4.
[3] Emvin Busuttil, SJ, As vocações: encontrá-las, examiná-las, prová-las, Bilbao 1961.
fonte: http://verboencarnadobrasil.org/vocacao/sinais-de-vocacao/
(JSG)
19-09-2019, Gaudium Press) "Veio o Senhor pôs-se junto dele e chamou-o como das outras vezes: Samuel! Samuel! Falai, respondeu o menino; vosso servo escuta!" (1 Samuel 3,10).
A Igreja viu nesta passagem bíblica, em que Deus chama por três vezes o menino Samuel, e faz dele um profeta, a imagem do chamado de uma pessoa à vida consagrada. Aquele que deve servir a Deus radicalmente, apartado do meio do povo, sem viver uma profissão secular, mas inteiro dedicado ao Reino de Deus. É Deus mesmo quem chama o consagrado, pondo no coração dele esse desejo, e dotando-o de dons adequados, como o celibato, no caso dos sacerdotes, freiras, monges e monjas.
O nosso Catecismo afirma que: "A vida religiosa faz parte do mistério da Igreja. É um dom que a Igreja recebe de seu Senhor e que oferece como um estado de vida permanente ao fiel chamado por Deus na profissão dos conselhos" (n.926).
São chamados a viver os conselhos evangélicos (pobreza, obediência e castidade). A profissão desses conselhos em um estado de vida estável reconhecido pela Igreja caracteriza a "vida consagrada" a Deus (Cat. n.915). Esses são chamados, sob a moção do Espírito Santo, a seguir a Cristo mais de perto, doar-se a Deus amado acima de tudo e, procurando alcançar a perfeição da caridade a serviço do Reino, anunciando a glória do mundo futuro.
A vida consagrada acontece desde os primórdios da Igreja. Muitos, por inspiração do Espírito Santo, passaram a vida na solidão ou fundaram famílias religiosas, que a Igreja, de boa vontade, recebeu e aprovou. Embora nem sempre professem publicamente os três conselhos evangélicos, os eremitas, vivem o silêncio da solidão, em constante oração e penitência, consagrando a vida ao louvor de Deus e à salvação do mundo. É uma vida de intimidade com Cristo.
Desde os tempos dos Apóstolos virgens e viúvas cristãs, tomaram a decisão, de viver no estado de virgindade ou de castidade perpétua "por causa do Reino dos Céus". São aqueles que Jesus disse que se fizeram eunucos por amor do Reino (Mt 19,12).
O "Instituto secular" é um instituto de vida consagrada no qual os fiéis, vivendo no mundo, tendem à perfeição da caridade e procuram cooperar para a santificação do mundo.
As "Sociedades de vida apostólica, cujos membros, sem os votos religiosos, buscam a finalidade apostólica própria de sua sociedade e, levando vida fraterna em comum, segundo o próprio modo de vida, tendem à perfeição da caridade pela observância das constituições. Entre elas há sociedades cujos membros assumem os conselhos evangélicos".
Os que professam os conselhos evangélicos têm por missão viver sua consagração e se entregar, de maneira especial, à ação missionária no modo próprio de seu instituto.
A vida consagrada é um sinal especial do mistério da redenção; uma vida seguindo e imitando a Cristo mais de perto, manifestando claramente seu aniquilamento, e estando mais presente às pessoas. O consagrado é alguém que dá testemunho de que o mundo pode ser transfigurado e oferecido a Deus com o espírito das bem-aventuranças.
O consagrado a Deus precisa, sobretudo, de viver intensamente uma vida de oração, rezando a Liturgia das Horas, participando dos Sacramentos, meditando diariamente a Palavra de Deus e bons livros, vivendo as virtudes opostas aos pecados capitais. Além disso, deve obediência a Igreja e a seus superiores.
O consagrado é alguém que abdicou de sua vida, de sua vontade própria, para entregar-se totalmente a Deus. É alguém que, mais que os leigos, aceitou "perder a vida para ganha-la". Aceitou "renunciar-se a si mesmo e tomar a cruz a cada dia e seguir ao Senhor" (Lc 9,16). Não se pode ser "meio consagrado"; ou se entrega a Deus totalmente, ou então se cansará de sua opção. É melhor viver como leigo do que ser mal consagrado. Além do que, o contra testemunho de um consagrado pesa muito mais que de um leigo, embora ambos sejam muito negativos.
Por Professor Felipe Aquino.
Para ler: Lucas 10,1-20; 18,18-27
Na Igreja Católica há cristãos que se tornam clérigos (diáconos, padres e bispos), e os que permanecem cristãos leigos. Tanto os padres como os diáconos e os cristãos leigos podem abraçar a vida consagrada.
Constituem a vida consagrada: a vida eremítica, as virgens consagradas, a vida religiosa, os institutos seculares, as sociedades de vida apostólica.
Algumas dessas sociedades fazem os votos de pobreza, castidade e obediência. Outras são criadas para os cristãos que querem viver no mundo de um modo mais consagrado, como as sociedades de vida apostólica. Quem segue a vida eremítica vive no trabalho, geralmente manual, no silêncio, na solidão, oração e penitência assíduas, em permanente louvor a Deus e à salvação do mundo. As virgens consagradas formam um tipo de instituto secular onde mulheres vivem os votos sem deixar as tarefas do dia-a-dia.
A vida religiosa mais conhecida de todos é a que vivem os Franciscanos e Franciscanas, Salesianos, Beneditinas, Irmãs da Providência, Dominicanas e Dominicanos, Irmãzinhas da Imaculada Conceição, Irmãs Missionárias de Ação Paroquial, Estigmatinos, Camilianos etc.
Uma característica da vida religiosa é a prática dos votos de pobreza (não podem ter bens em seus nomes), castidade (não se casam e se abstêm de todo e qualquer ato sexual, não somente como uma obrigação de quem é solteiro, mas como uma consagração, uma oferta de si próprio a Deus) e obediência (obedecem em tudo a um superior regional ou provincial).
Outra característica muito importante é a vida em comum. Geralmente eles e elas nunca moram sozinhos, mas sempre em comunidade. Podem viver a vida contemplativa, ou a vida missionária, ou ambas. Nas congregações masculinas, seus membros podem ser padres ou simplesmente leigos consagrados.
Os padres que escolhem ser diocesanos em vez de religiosos, não fazem os votos, a não ser o de celibato (de não se casar), mas fazem a promessa de obediência ao Sr. Bispo e se comprometem a rezar a Liturgia das Horas (o famoso breviário). Não saem da diocese a que pertencem (chamamos isso de incardinação) e podem ter bens em seus próprios nomes, já que não fazem o voto de pobreza e têm de prover o próprio sustento.
Para qualquer um desses tipos de vida é necessário ter vocação. Sem a vocação não dá certo: a pessoa não consegue ir muito longe. Aliás, até para o casamento é necessário ter vocação
Para ler: Lucas 10,1-20; 18,18-27
Na Igreja Católica há cristãos que se tornam clérigos (diáconos, padres e bispos), e os que permanecem cristãos leigos. Tanto os padres como os diáconos e os cristãos leigos podem abraçar a vida consagrada.
Constituem a vida consagrada: a vida eremítica, as virgens consagradas, a vida religiosa, os institutos seculares, as sociedades de vida apostólica.
Algumas dessas sociedades fazem os votos de pobreza, castidade e obediência. Outras são criadas para os cristãos que querem viver no mundo de um modo mais consagrado, como as sociedades de vida apostólica. Quem segue a vida eremítica vive no trabalho, geralmente manual, no silêncio, na solidão, oração e penitência assíduas, em permanente louvor a Deus e à salvação do mundo. As virgens consagradas formam um tipo de instituto secular onde mulheres vivem os votos sem deixar as tarefas do dia-a-dia.
A vida religiosa mais conhecida de todos é a que vivem os Franciscanos e Franciscanas, Salesianos, Beneditinas, Irmãs da Providência, Dominicanas e Dominicanos, Irmãzinhas da Imaculada Conceição, Irmãs Missionárias de Ação Paroquial, Estigmatinos, Camilianos etc.
Uma característica da vida religiosa é a prática dos votos de pobreza (não podem ter bens em seus nomes), castidade (não se casam e se abstêm de todo e qualquer ato sexual, não somente como uma obrigação de quem é solteiro, mas como uma consagração, uma oferta de si próprio a Deus) e obediência (obedecem em tudo a um superior regional ou provincial).
Outra característica muito importante é a vida em comum. Geralmente eles e elas nunca moram sozinhos, mas sempre em comunidade. Podem viver a vida contemplativa, ou a vida missionária, ou ambas. Nas congregações masculinas, seus membros podem ser padres ou simplesmente leigos consagrados.
Os padres que escolhem ser diocesanos em vez de religiosos, não fazem os votos, a não ser o de celibato (de não se casar), mas fazem a promessa de obediência ao Sr. Bispo e se comprometem a rezar a Liturgia das Horas (o famoso breviário). Não saem da diocese a que pertencem (chamamos isso de incardinação) e podem ter bens em seus próprios nomes, já que não fazem o voto de pobreza e têm de prover o próprio sustento.
Para qualquer um desses tipos de vida é necessário ter vocação. Sem a vocação não dá certo: a pessoa não consegue ir muito longe. Aliás, até para o casamento é necessário ter vocação
Redação (Terça-feira, 12-02-2019, Gaudium Press) Um estudo promovido pelo 'Pew Research Center' indicou que "as pessoas ativamente religiosas são mais propensas que seus pares menos religiosos a descreverem-se como 'muito felizes'".
A pesquisa, realizada em 26 países, constatou que em 19 desses países as pessoas realmente ativas na religião se dizem 'muito felizes', superando em larga medida as de menor religiosidade e aos que não possuem nenhuma afiliação religiosa.
O relatório intitulado "Are religious people happier, healthier? Our new global study explores this question" (São as pessoas religiosas mais felizes, mais sãs?) resume os resultados das pesquisas realizadas nesses 26 países.
As conclusões reforçam outros estudos feitos anteriormente, como por exemplo o de Gallup de 2012, que afirma que quanto maior a religiosidade, maior o bem estar. O documento ressalta que "os estudos tem provado aos poucos que a religião faz com que as pessoas sejam mais saudáveis, mais felizes e mais comprometidas com suas comunidades".
Entre os 26 países pesquisados, o que apresentou a porcentagem mais elevada de pessoas que se dizem muito felizes entre os que são religiosos foi o México. Na segunda posição aparece a Colômbia, seguida pelo Equador. (EPC)
Cônego José Allamano, fundador da Consolata
Sanuário de N. Sra. Consolata, Turim, Itália
Pes. e irmãs da Consolata 1960. Entre eles estão a Madre Carla Alberta, o Pe. Carlos Optimo Gallo e o então superior proviciial Pe. Alberto Agostini
São Manuel SP, seminário e Santuário Santa Teresinha. O seminário atualmente não funciona. O prédioo está alugado. Essa foto é de 1964
cedido pela Vatican News
Instituto Missões Consolata celebra 120 anos de fundação - Vatican News
Eu tenho muita afeição pelo Instituto Missões Consolata. Que Deus abençoe o instituto e os seus missionários. Gosto muito da passagem em que o Pe. José Allamano, com dificuldades humanamente intransponíveis nos inícios do instituto, chegou aos pés de N. Sra. Consolata, em Turim, onde ele morava, e disse a ela que ele desistia. O instituto era dela, e que ela se virasse. Ele não estava conseguindo tocá-lo pra frente. Daquele dia em diante tudo começou a se aclarar e tudo começou a dar certo.
Segue o texto do Vatican News:
No dia 29 de janeiro de 2021, o Instituto Missões Consolata (IMC) comemora 120 anos de vida e missão e a Congregação das Irmãs Missionárias da Consolata (MC), 111 anos. Fundado em 1901 pelo Bem-aventurado José Allamano à sombra do Santuário de Nossa Senhora Consolata em Turim na Itália, ao longo dos anos, o Instituto cresceu tornando-se internacional e multicultural.
Padre Jaime C. Patias
Os primeiros quatro missionários enviados em missão pelo Fundador partiram de Turim rumo ao Quênia na África em 08 de maio de 1902. Em 29 de junho do mesmo ano iniciaram a primeira Missão em Tuthu, região do povo kikuyu. Sob a proteção da Consolata, e com o carisma da missão ad gentes, o Instituto cresceu e se multiplicou.
Em 29 de janeiro de 1910, Padre José Allamano fundou também, a congregação das Irmãs Missionárias da Consolata (MC) com o mesmo carisma. Este ano as MC celebram 111 anos de Fundação. Atualmente o IMC conta com 950 missionários (padres, irmãos e bispos) provenientes de 23 países. As irmãs missionárias somam cerca de 550. As duas congregações estão presentes em 28 países da Europa, África, América e Ásia.
SENTIR-SE EM CASA
“Certamente, muitos pensamentos habitam em nós neste tempo complicado e particular. Pessoalmente, aproveitando o aniversário da Fundação, gostaria de chamar a atenção para a recuperação do sentido de estar em casa, de sentir o Instituto como a própria casa, ‘a minha casa’”, afirma o Superior Geral, Padre Stefano Camerlengo em sua mensagem enviada a todos os missionários e amigos para marcar os 120 anos de Fundação.
Em sua carta intitulada “Sentir-se em Casa”, Padre Stefano faz um convite: “O meu voto, a minha oração, o convite que faço, é que possamos viver este aniversário da Fundação recuperando o nosso sentido de pertença, de nos sentirmos parte, protagonistas da nossa família, da nossa comunidade, conhecidos e chamados pelo nome, construtores de um Instituto cada vez mais ‘nosso’, cada vez mais ‘a minha casa’”.
CONFIRA AQUI ÍNTEGRA DA MENSAGEM DO SUPERIOR GERAL
Por ocasião da festa da Fundação, neste dia 29 de janeiro, os Missionários da Consolata iniciam também, um Biênio de atenção à pessoa na sua integridade humana, espiritual e missionária, conforme decisão do último Capítulo Geral (cf. Atos do XIII CG n.33). Inspirado no tema “Tudo sou capaz Naquele que me dá força” (Fil 4, 13), o Biênio se estenderá até 29 de janeiro de 2023 com o objetivo de ajudar aos missionários a dar um salto qualitativo na vida e na missão.
Padre Jaime C. Parias, IMC, Conselheiro Geral para América.